quais os principais problemas do jornalismo?

Precariedades no trabalho, insegurança no emprego, predomínio dos interesses políticos e econômicos sobre os jornalísticos, falta de ética profissional e escassa consciência de responsabilidade social por parte dos jornalistas. A resposta vem dos jornalistas de Madri, que responderam a uma ampla pesquisa coordenada pelos professores Carlos Maciá Barber e Susana Herrera Damas, ambos da Universidad Carlos III.

Intitulado “Ética e Excelência Informativa”, o estudo foi publicado na edição de março passado na revista Cuadernos de Periodistas, editada pela Asociación de la Prensa de Madrid (APM). A pesquisa foi realizada entre 2006 e 2010, com base em 410 questionários respondidos por jornalistas mais 30 outras entrevistas em profundidade com profissionais da área. Um dos objetivos era justamente identificar novos dilemas éticos e principais incômodos de repórteres e editores em seus locais de trabalho. Alguns resultados:

  • Para 55,6% dos respondentes, a objetividade não existe, mas mesmo assim o jornalista deve buscá-la
  • Dirigentes esportivos são as fontes menos confiáveis para a maioria dos participantes da pesquisa
  • Em termos de manipulação digital de imagem, cortes para um melhor enquadramento são as atitudes mais aceitáveis, enquanto que usar softwares para maquiar personagens é a mais repudiada
  • Para 59,5% dos jornalistas de Madri, nunca se deve usar disfarces ou identificar-se por outra profissão para obter informações; 37,3% admitem esses recursos em casos excepcionais
  • Segundo 89,8%, nunca se deve pedir compensações financeiras de fontes. Para 9%, às vezes
  • 83,7% dos jornalistas da capital espanhola acham inaceitável receber presentes que custem mais de 200 euros de suas fontes

Resultados interessantes, não? Adoraria conhecer as respostas dos jornalistas brasileiros a essas questões…

ética no jornalismo online: um podcast

A mesa redonda dos repórteres do site CNET reuniu esta semana o editor chefe Scott Ard e a especialista em ética do Poynter Kelly McBride: o assunto é a conduta de jornalistas de sites e blogs na internet, após o que o escândalo envolvendo o Gizmodo.

Se você não está por dentro, a história é a seguinte: um dos blogs mais influentes da área de tecnologia, o Gizmodo, pagou pelo protótipo de um novo modelo de iPhone, que teria sido esquecido em algum lugar por um funcionário da Apple. Com o aparelho na redação, publicou “segredos” da novidade, “furando” a própria Apple, e alertando a concorrência. A fabricante argumenta que o protótipo não foi perdido, mas roubado. O Gizmodo se defende.

Há, portanto, aspectos legais – comprar o produto de um furto – e éticos – pagar fontes para se conseguir informações. O caso está causando tremores de média intensidade nos meios bloguísticos, mas vai provocar ondas para todas as partes da internet, e não estou exagerando…

Se você se interessou, ouça o podcast de ontem que reuniu Scott Ard e Kelly McBride…

twitter é jornalismo?

Hoje, notícias são como o ar; elas nos rodeiam, estão em toda a parte. As redes sociais radicalizaram essas possibilidades, e o Twitter – o recente maior fenômeno – ajuda a confundir o que é informação do que é jornalismo…

Conversação distribuída, notícia como experiência social, Twitter como ambiente jornalístico, todas essas ideias estão em “From TV to Twitter: how ambiente news became ambient journalism”, artigo do professor Alfred Hermida, veterano jornalista da BBC e hoje professor assistente da Escola de Jornalismo da University of British Columbia (Canadá).

Vale ler e pensar…

concurso na ufsc: últimos dias

Vai até dia 10 de maio o prazo para inscrições para o concurso público no Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. As vagas estão lotadas em Florianópolis, e têm ênfase em Telejornalismo Jornalismo Visual (Fotojornalismo e/ou Editoração Eletrônica e/ou Artes Gráficas).

É exigido dos candidatos título de doutor; regime de trabalho de 40 horas com dedicação exclusiva.

Mais informações no edital e no manual do candidato.

mestrado em jornalismo: deadline!

Termina amanhã, dia 7, o prazo para inscrições no processo seletivo do Mestrado em Jornalismo da UFSC. São 22 vagas em duas linhas de pesquisa: Fundamentos do Jornalismo e Processos e Produtos Jornalísticos.

Mais informações no edital, e navegue também pela página do Mestrado.

os eticistas, o pianista e o jornalista

Uma importante conferência reuniu acadêmicos e profissionais do jornalismo para discutir novos parâmetros e novas condutas para a profissão. O evento aconteceu na semana passada – 30 de abril – na Universidade de Wisconsin-Madison (Canadá), onde funciona o já renomado Center for Journalism Ethics. Na ocasião, a conferência perguntava se é necessária uma nova ética para este novo jornalismo com o qual nos confrontamos diariamente.

Oportuna, a questão trazia consigo uma série de outras indagações que certamente não foram respondidas pelos participantes, por mais experientes e capacitados. Isso porque alguns dilemas éticos estão acabando de aflorar nesse terreno ainda fértil das novas mídias, das tecnologias de informação e do cruzamento dos meios convencionais com as redes sociais.

(Bem) acostumados a debater tais questões, os canadenses não só convocaram grandes nomes do mercado, mas de organizações não governamentais ligadas à área e acadêmicos, mas também instituíram um prêmio para o que chamam de “jornalismo ético”. Como não poderia deixar de ser – já que o evento trata de novas tecnologias -, a conferência teve uma qualificada e generosa cobertura para os meios on line. Um live blogging permite que se tenha acesso a vídeos e textos dos debates; álbuns no Flickr possibilitam captar um pouco do clima do evento; e até mesmo pelo Twitter se consegue recuperar comentários e opiniões de participantes presenciais ou não.

O material que se tem ali é particularmente instigante pra todos os que pensam o jornalismo nos dias atuais. É verdade, existem lá mais perguntas que respostas. Mas não é assim mesmo que funciona isso que chamamos de ética?

Por falar nisso, acabo de devorar “O pianista no bordel”, ótimo livro de Juan Luis Cebrián. Se não ligou o nome à pessoa, Cebrián é um dos principais homens por trás do surgimento de “El País”, na Espanha na metade da década de 1970 em meio à redemocratização do país. Por anos e ainda hoje, o jornal se tornou um símbolo da luta pela liberdade de expressão e trouxe consigo um punhado de preocupações essenciais para um jornalismo de qualidade.

O livro de Cebrián acaba de desembarcar nas livrarias brasileiras. Li uma entrevista dele para “O Estado de S.Paulo” e fiquei interessadíssimo no volume. Passando por Recife, escapei para uma livraria e vasculhei tudo atrás do livro. Quando estava para desistir, chega uma atendente com uma pilha de dez exemplares: Cebrián veio direto para a minha mão, e furou a fila na lista das leituras.

Para tratar de jornalismo, sociedade, democracia e novas tecnologias, “O Pianista no Bordel” parte de uma anedota espanhola, um ditado popular:

Não digam à minha mãe que sou jornalista. Prefiro que continue pensando que toco piano num bordel.

Com humor refinado e texto elegante – que muito me lembraram Mino Carta, outro importante publisher -, o autor se vale de dez ensaios para não apenas fazer reminiscências de sua carreira, mas também para dividir o que pensa sobre jornalismo e política. Neste sentido, Cebrián toca em aspectos delicados das coberturas – como no caso do terrorismo -, e reforça valores do jornalismo, como a credibilidade, o rigor, a independência e a liberdade de imprensa. Critica o avanço da justiça e dos governos sobre os jornalistas, e a tentativa de controle da informação; e ainda desmitifica o propalado fim dos jornais por conta da emergência de novas formas de difusão informativa. Para Cebrián, é necessário um resgate do jornalismo para algumas de suas funções. É preciso coragem para enfrentar tempos difíceis, ousadia para ir além do superficial.

Nas 166 páginas do livro, os pontos de vista do velho jornalista são sempre lúcidos e explícitos; as ideias defendidas com uma contumaz bravura espanhola, mas sem sombra de empáfia. Cebrián parece pensar alto, e quem pensa alto não mede o passo de outrem, mede apenas o próprio. As posições que adota podem não ser unânimes, mas possibilitam pensá-las como alternativas respeitáveis, de nada descartáveis. E o que vejo como muito importante: o autor enfrenta as questões do jornalismo não de uma torre de marfim, segura e cômoda. Cebrián pondera também valores que nós, jornalistas, às vezes, atiramos para baixo do tapete, como rentabilidade, solvência empresarial, a busca por lucros e o jornalismo como negócio. Logo, Cebrián não é um utópico, não se aliena das agruras de quem precisa produzir um bom jornal todos os dias para vê-lo desaparecer rapidamente das bancas.

Cebrián desenha um jornalista sobre o fio da navalha, se não veja-se o trecho a seguir:

O senso de responsabilidade dos jornalistas é continuamente solicitado pelos governantes, quando justificam suas exigências de silêncio, manipulação e censura apelando para o bem superior constituído pela segurança coletiva. (…) Seria lamentável que, de uma forma geral, os profissionais da informação dessem ouvidos a semelhantes pressões. A obrigação moral e profissional dos jornalistas é contar os fatos, não calá-los, e a única responsabilidade que se deve exigir deles é a que emana da exigência de veracidade (…) Isso não quer dizer que devam ser insensíveis ao bem geral e não devam avaliar os danos que podem se originar de suas publicações.

Complicado, não? Sim. Com Cebrián, a impressão dá lugar à certeza: o jornalismo é mesmo muito delicado, muito complexo. E o pianista do bordel só pode ser mesmo personagem de piada. O que vale mesmo aqui é o homem que martela outras teclas, as da notícia.

um dossiê de ética jornalística

A Brazilian Journalism Research, revista da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), traz um dossiê sobre ética jornalística em seu mais recente número. Além de artigos com outros assuntos, estão no sumário…

ETHICS IN OLD AND NEW JOURNALISM STRUCTURES PDF
Clóvis de Barros Filho e Sérgio Praça
THE ETHICAL CROSSROADS IN THE AGE OF THE “NEW MEDIA” PDF
Sylvia Moretzsohn
THE PARADIGM OF ANTIGONE AND GACEL SAYAH: An approach to historical and contemporary Ethical/moral dilemmas of Journalism PDF
Francisco José Castilhos Karam
COMMUNICATION, ETHICS AND ANTHROPOETHICS PDF
Luiz Martins da Silva
JOURNALISM ETHICS AND ACCEPTANCE OF GIFTS: A view from Madrid journalists PDF
Susana Herrera Damas e Carlos Maciá Baber

pesquisas de jornalismo na intercom sul

O encontro sul da Intercom deste ano acontece de 17 a 19 de maio na Feevale, Novo Hamburgo (RS). E como é habitual, será um grande festival de pesquisas acadêmicas, premiação de trabalhos de alunos, lançamentos de livros, palestras, debates e muito intercâmbio entre as principais instituições de ensino do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Se você vai, vamos nos encontrar por lá. Se não, acompanhe tudo pelo blog do evento.

Se o seu interesse é pesquisa na área de jornalismo, a Divisão Temática desses trabalhos vai ter nada menos que quatro mesas. São 37 trabalhos, divididos em sessões simultâneas, e a programação é a seguinte:

Dia 17/05 – 14 às 18 horas
Sessão 1: Transformações no Jornalismo
Sala 203 – Prédio Bicolor

14 horas: A Crise de Identidade dos Jornais Impressos – Anelise Rublescki

14h15: Gatekeeper e gatewatching – repensando a função de selecionador no webjornalismo – Carolina Teixeira Weber

14h30: Os processos interativos no webjornalismo audiovisual: um estudo das contribuições dos colaboradores aos sites UOL, G1 e Terra – Juliana Fernandes Teixeira

14h45: Jornalismo multimídia em tempo real ininterrupto, pesquisa e experiência laboratorial na PUCPR – Zanei Ramos Barcellos

15 horas: Convergência Jornalística: uma proposta de definição do termo – Marcella Rasera

15h15: Confrontações: os blogs como dispositivos de crítica à mídia – Silvana Copetti Dalmaso

15h30: O twitter como pauta no jornalismo político do Paraná – Emerson Urizzi Cervi

15h45: Design, Práticas Culturais e Cultura Midiática: a Marca do Jornal Nacional – Mateus Dias Vilela

16 horas: Muitas ilhas, um só jornal – concentração e regionalização da mídia impressa catarinense – Marta Eymael Garcia Scherer

16h15: A readequação dos trabalhadores no novo mercado de trabalho: o setor coureiro-calçadista no Vale do Sinos nos anos 1990 – Claudia Schemes

16h30: Debates

18 horas: Encerramento da Sessão 1

Dia 17/05 – 14 às 18 horas
Sessão 2: Discursos, Narrativas e Gêneros
Sala 205 – Prédio Bicolor

14 horas: As Estratégias Discursivas utilizadas em matérias de Saúde no jornal popular O Dia, do Rio de Janeiro – Natalia Martins Flores

14h15: Espaço de formar e informar: apontamentos sobre o “discurso pedagógico do jornalismo de revista” – Gisele Dotto Reginato

14h30: Revista católica: entre o campo Religioso e o Midiático – Aline Roes Dalmolin

14h45: Estereótipos do Britpop através dos enquadramentos da revista New Musical Express – Bruna do Amaral Paulin

15 horas: Jornalismo e narrativa mítica: do ideológico ao imaginário – Flávia Dourado Maia

15h15: Jornalismo e Literatura: Um Bordel de Escritores Chamado Redação – Eduardo Ritter

15h30: Mídia e Vida Social: Uma Reflexão Sobre Categoria, Gênero e Subgênero – Ani Mari Hartz Born

15h45: Esquinas da política – O humor da crônica e a lógica do fait diver nas esquinas da revista Piauí – Manfred Froese Matos

16 horas: Opinião e Humor: uma análise sobre o gênero charge – Sônia Regina Schena Bertol

16h15: A Importância da Assessoria de Imprensa nos Órgãos Públicos: O Caso da Prefeitura de Feliz – Poliana Lopes

16h30: Debates

18 horas: Encerramento da Sessão 2

Dia 18/05 – 14 às 18 horas
Sessão 3: Teorias, Ensino e Pesquisa
Sala 203 – Prédio Bicolor

14 horas: O Lugar do Jornalismo no Espaço e no Tempo Contemporâneos – Carla Algeri

14h15: A Fenomenologia de Alfred Schutz Aplicada à Comunicação: Uma Ponte entre o Conhecimento e o Mundo da Vida – Camila Garcia Kieling

14h30: Idéias frankfurtianas na crítica musical de Herbert Caro no jornal Correio do Povo – Ana Laura Colombo de Freitas

14h45: Visualidade jornalísticas: imagem, espaço e design no jogo das representações sociais – Rosane da Silva Borges

15 horas: O conceito de objetividade no jornalismo: uma retomada para a historicidade do conceito e uma definição filosófico-jornalística com base nas pesquisas de Stephanie Martin – Gabriel de Oliveira Pereira Knoll

15h15: Ensino de Radiojornalismo e a complexidade da Era Digital: a experiência da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) – Márcio Fernandes

15h30: Ensino de deontologia jornalística: um olhar sobre os currículos dos cem cursos mais antigos do paísRogério Christofoletti

15h45: A Pesquisa Qualitativa no Circuito das Notícias – Vilso Junior Santi

16 horas: Telejornalismo – empresas, ensino e pesquisa – na região centro-oeste paranaense: uma perspectiva – Ariane Carla Pereira Fernandes

16h15: Debates

18 horas: Encerramento da Sessão 3

Dia 18/05 – 14 às 18 horas
Sessão 4: Em pauta: violência, censura e repressão
Sala 205 – Prédio Bicolor

14 horas: Cidade sem Lei – Cláudio Eduardo de Souza

14h15: Violência: um discurso que a mídia cala – Marlene Branca Sólio

14h30: Fontes e Pluralidade na Revista Veja: Criminalidade, Violência e Segurança Pública – Paula Milano Sória

14h45: Participação Política e Censura: O Cotidiano dos Radialistas de Santa Maria, durante os Anos de Chumbo (1968-1974) – Amanda Costa da Silva

15 horas: Censura prévia” x direito à informação: O caso do jornal O Estado de S. Paulo – Paula Casari Cundari

15h15: A Ditadura Militar nas linhas e entrelinhas do Jornal Folha do Oeste, de Guarapuava. Período: 1964 a 1968 Layse Pereira Soares do Nascimento

15h30: Editoria policial: da legitimação à reprodução da seletividade do sistema penal Marília Denardin Budó

15h45: A questão (ou distorção) da reportagem em matérias sensacionalistas – Fábio Antônio Flores Rausch

16 horas: Debates

18 horas: Encerramento da Sessão 4

revista da intercom, disponível nova edição

Uma das revistas mais prestigiadas do país na área da Comunicação já está na rede, com a primeira edição deste ano. A revista da Intercom está com o seguinte sumário:

Artigos

Muchos medios en pocas manos: concentración televisiva y democracia en América Latina – Raúl Trejo Delarbre

Participação, instituições políticas e Internet: um exame dos canais participativos nos portais da Câmara e da Presidência do Brasil – Francisco Paulo Jamil Almeida Marques

A Comunicação cidadã sob o enfoque do transnacional – Denise Cogo

Uso de marcas verbais para aspectos não-verbais da conversação em salas de bate-papo na Internet – Robson Santos de Oliveira, Luciano R. de Lemos Meira

Companhia Cinematográfica Vera Cruz: inspiração europeia e discurso de brasilidade – Mauricio Reinaldo Gonçalves

El perfil de los periodistas en el cine: tópicos agigantados – Ofa Bezunartea Valencia, César Coca García, María José Cantalapiedra González, Aingeru Genaut Arratibel, Simón Peña Fernández, Jesús Ángel Pérez Dasilva

Peirce na trilha deleuzeana: a semiótica como intercessora da filosofia do cinema – Alexandre Rocha da Silva, Rafael Wagner dos Santos Costa

Origens e implicações dos quadros e configurações das páginas dominicais e tiras em quadrinhos a partir do final do século XIX – Fabio Luiz Carneiro Mourilhe Silva

A transição dos quadrinhos dos átomos para os bits – Marcia Schmitt Veronezi Cappellari

Blogosfera, espaço público e campo jornalístico: o caso das eleições presidenciais brasileiras de 2006 – César Ricardo Siqueira Bolaño, Valério Cruz Brittos

A pílula da longevidade à venda nas páginas da Revista Veja – Lia Hecker Luz

Revistas de divulgação científica e ciências da vida: encontros e desencontros – Ieda Tucherman, Cecilia C. B. Cavalcanti, Luiza Trindade Oiticica

Entrevista
A pesquisa sobre tecnologias de Comunicação no Brasil e na América Latina
– Emile G. McAnany

Opinião
Como Jorge Calmon via o Jornalismo e o jornalista – Sérgio Mattos

Resenhas
O amadorismo no centro do espaço virtual – Maria das Graças Targino

Para além dos conteúdos: rádios comunitárias e gestão cidadã – Denise Cogo, Cristóvão Almeida

A comunicação da ciência em revista – Irene Machado

Reflexão sobre a ética no Jornalismo – Ana Claudia Marques Govatto

duas revistas chamam textos

Atendendo o velho-novo adágio “Publish or Perish”, reproduzo duas chamadas de textos de revistas científicas da Comunicação:

Revista Memex – Informação, Cultura e tecnologia – É uma publicação multidisciplinar de periodicidade bimestral, dedicada à divulgação de estudos relativos à informação, cultura e tecnologia.  A seção Navegar, onde são publicados os artigos, busca contribuir com reflexões e análises que auxiliem na constituição de uma perspectiva crítica acerca da relação sujeito, informação e mediação tecnológica. A seção compreende artigos que contenham relatos completos de estudos ou pesquisas concluídas,matérias de caráter opinativo, revisões da literatura e colaborações assemelhadas. A revista é multílingue, publica trabalhos em português,espanhol, inglês e francês. Estamos recebendo trabalhos para até 20/05/2010.

Mais informações em http://www.eci.ufmg.br/memex

Revista Galaxia – chamada para a edição de dezembro 2010. Os textos deverão ser postados diretamente no site e obedecer às normas da revista (item “sobre” no site http://revistas.pucsp.br/galáxia)
O dossiê contará com um consultor especializado no tema, que será revelado apenas na edição da revista.
Temática: “Comunicação e biopolítica”

congresso de ciberjornalismo no porto faz chamada de trabalhos

Reproduzo o comunicado lançado há pouco:

A organização do II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, marcado para 09 e 10 de Dezembro de 2010 na Universidade do Porto, convida os investigadores interessados a remeter, até 15 de Julho, propostas de comunicações a apresentar no Congresso.

As comunicações deverão versar sobre Ciberjornalismo, com especial preferência pelos tópicos deste II Congresso:
– Modelos de negócio para o jornalismo na Internet
– Redes sociais e ciberjornalismo

As propostas devem ser enviadas para obciber@gmail.com, em Português, Espanhol ou Inglês. Cada proposta deve contemplar uma descrição de 400 a 500 palavras, que inclua, designadamente, o tópico e relevância do mesmo, hipótese ou argumento, moldura conceptual e metodológica, resultados previstos e até 5 palavras-chave. Cada proposta deve ser acompanhada de uma folha de rosto separada, para blind-review, apenas com nome(s), filiação institucional e endereços postal e electrónico do(s) autor(es).

As propostas serão avaliadas pelos membros da Comissão Científica do Congresso, devendo o resultado ser comunicado a todos os autores até 15 de Setembro.

Os autores das propostas aprovadas comprometem-se a enviar as comunicações completas até 31 de Outubro. As melhores comunicações serão publicadas na revista Prisma.com – http://prisma.cetac.up.pt/.

As taxas de inscrição são iguais às praticadas no I Congresso – http://cobciber.wordpress.com/inscricao/.

O Congresso é organizado pelo Observatório do Ciberjornalismo (ObCiber) e pelo Centro para as Ciências da Comunicação (C2COM) da Universidade do Porto.

O programa do Congresso, em preparação, incluirá intervenções, já confirmadas, dos Profs. Marcos Palacios (Universidade Federal da Bahía), Elvira García de Torres (Universidad Cardenal Herrera), João Canavilhas (Universidade da Beira Interior) e Helder Bastos (Universidade do Porto).

uma cidade, uma canção (atualizado!)

Jay-Z e Alicia Keys fazem uma ode à Big Apple, e New York se oferece num retrato bem recortado, caprichosamente emoldurado e cool.
Sabe, São Paulo merecia algo parecido…

ATUALIZAÇÃO-RELÂMPAGO:
Mal postei o clipe acima, e o conectado António Granado me informa que lá em Portugal já circula com muito sucesso uma paródia da canção de Jay-Z. Trata-se de Diana Piedade e Rui Unas contando suas desventuras na Margem Sul. Ironia, Ritmo e Poesia.

abril se foi, mas “me acorde quando setembro terminar”…

É domingo. Então, deixa eu tocar uma neste blog…

miles e coltrane, um encontro

Porque hoje é sábado… (para Demétrio Soster)

Miles Davies e John Coltrane num espetacular tema para a vida inteira: ‘Round Midnight

sbpjor faz chamada de trabalhos

A Associação Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) lançou hoje sua chamada de trabalhos para o 7º Encontro Nacional da entidade, que acontece em São Luís (MA), de 8 a 10 de novembro.

Veja as regras:

Tema: “Desafios da pesquisa em jornalismo: Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade”

1. Modalidades de apresentação: Os trabalhos poderão ser encaminhados na forma de Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas.

Comunicações Livres: O autor deve encaminhar o texto completo, que deve conter de 20 mil a 35 mil caracteres (com espaço), já inclusas as referências bibliográficas e notas de rodapé. São obrigatórios os seguintes itens: título, resumo de até 10 linhas, 5 palavras-chave, resumo do currículo do autor em até 3 linhas (incluindo sua vinculação institucional). O texto deve ser redigido em fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhamento 1,5. Citações recuadas devem ser redigidas em corpo 10, espaço simples.

O autor deve redigir seu texto utilizando o modelo elaborado para o encontro. O modelo está disponível para download na página da SBPJor.

O tamanho total do arquivo não deve exceder 2 Mb (dois megabytes).

Comunicações Coordenadas: As Comunicações Coordenadas poderão ser propostas por associados plenos (doutores) da SBPJor. Cada Coordenada deve ter de quatro a seis trabalhos, com pelo menos três autores doutores de diferentes instituições. O proponente deverá ser um dos autores. São obrigatórios os seguintes itens: título da Comunicação Coordenada, ementa que sintetize e justifique a proposta da Comunicação Coordenada (10 a 15 linhas), 5 palavras-chave. Todos os textos que compõem a Comunicação Coordenada deverão ser encaminhados completos, seguindo as mesmas regras estabelecidas para as Comunicações Livres no item 2 (incluindo resumo, palavras-chave e currículo resumido do autor).

2. Prazo e forma de encaminhamento: Os trabalhos serão recebidos de 01 de junho a 15 de julho de 2010, através da página http://www.sbpjor.org.br/artigos2010. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos, apenas para apresentá-los, se aprovados, no encontro.

3. Seleção: As Comunicações Livres que estiverem adequadas às regras estabelecidas no item 2 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois pareceristas indicados pela Diretoria Científica entre os associados plenos (doutores) da SBPJor. Serão consideradas aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro parecerista ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. Trabalhos que estiverem fora do tamanho e/ou não cumprirem os itens obrigatórios não serão submetidos a avaliação.

As Comunicações Coordenadas que estiverem adequadas às regras estabelecidas nos itens 2 e 3 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois membros do Conselho Científico da SBPJor ou da Diretoria Executiva da entidade. Serão aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro membro do Conselho Científico ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. A proposta de Coordenada poderá ser aprovada no todo ou em parte, havendo possibilidade de recusa individual. Se os trabalhos não forem aprovados como Coordenada, mas o forem individualmente, serão automaticamente distribuídos entre as Comunicações Livres.

Todos os trabalhos serão enviados aos avaliadores sem identificação de autoria, gerando “pareceres cegos”.

4. Critérios de avaliação: O trabalho será avaliado sob os seguintes critérios gerais: pertinência ao campo da pesquisa em jornalismo, relevância científica, explicitação do problema ou objetivo, adequação e atualização da bibliografia, qualidade da reflexão teórica, explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente), domínio da linguagem científica, adequação do título e das palavras-chave ao objeto de estudo.

5. Observações:
Os trabalhos necessariamente devem ser inéditos. Por inéditos, compreendem-se textos que não foram publicados ou divulgados em qualquer tipo de suporte, nem apresentados em outros congressos científicos. O autor que descumprir esta regra, e por ventura tiver seu trabalho selecionado e incluído nos anais do 8º. Encontro, ficará automaticamente impedido de apresentar trabalho no 9º.Encontro da SBPJor.

Cada autor só pode submeter um trabalho, em autoria única ou co-autoria. Não é permitido ao mesmo autor participar simultaneamente de uma Comunicação Coordenada e de uma Comunicação Livre, mesmo em co-autoria.

Trabalhos de graduandos só serão aceitos em regime de co-autoria com com pesquisadores que tenham, no mínimo, título de mestre.

6. Resultados: Os resultados da seleção serão comunicados aos autores das Comunicações Livres e aos proponentes das Comunicações Coordenadas até 5 de setembro de 2010. Os trabalhos serão aprovados ou recusados, não havendo aceite condicionado a reformulações.

7. Inclusão nos anais: Só será incluído nos anais o trabalho do autor que efetivar sua inscrição no congresso até o dia 10 de outubro de 2010.

intercom sul 2010: contagem regressiva

Acerte os ponteiros aí! O Intercom Sul 2010 – que acontece daqui a três semanas – está chegando!

A programação está disponível aqui. O página oficial é aqui. O blog é aqui. Resultados de trabalhos enviados podem ser consultados aqui.

Na Feevale, onde tudo acontece, o pessoal está na maior empolgação. Para se ter uma ideia, as inscrições já foram encerradas: não cabe mais ninguém! Mil e setecentos pessoas já estão inscritas!

meu filho quer ser “desenhor”

Aos seis anos, eu não sabia nada de nada. Mais de trinta anos depois, a coisa continua na mesma.

Mas não desanimem: novas gerações chegam para salvar o mundo e converter a humanidade numa nota de rodapé relevante no Grande Livro da Vida no Universo. Meu filho, por exemplo, nem completou seis anos e já sabe o que quer. Quando crescer, vai ser “desenhor”. Isso mesmo! Ela vai desenhar, criar personagens novos, colorir o mundo, apagar as coisas ruins, e por aí vai.

Você duvida?

Veja só o que o moleque já apronta com uma folha amassada e um punhado de canetinhas quase-sem-tinta, toquinhos de giz de cera e canetas esferográficas…

(compilado e legendado pela Ana Laux)

vaga para professor em campo grande

O professor Gerson Luiz Martins avisa:

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) publicou edital para concurso de professor efetivo em FOTOJORNALISMO. O link é  www.copeve.ufms.br e basta clicar em Próximos Concursos.

a porta dos fundos e o ralo

Dois números mostram dados do cotidiano jornalístico brasileiro e norte-americano. São informações aleatórias, mas sinalizam a precariedade do negócio jornalismo nos últimos tempos.

  • 1098 é o número de registros profissionais emitidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para quem não tem diploma na área, desde a decisão que derrubou a obrigatoriedade de diploma para exercer o jornalismo.
  • 8,7% é o tamanho do tombo da circulação dos jornais norte-americanos nos últimos seis meses, até o final de março.

Jornalismo, seu sobrenome é crise…

como as universidades usam redes sociais?

O jornalista espanhol Pablo Herreros mostra como as mais prestigiadas universidades do mundo estão usando redes sociais como o Twitter e o Facebook. Mesmo apesar da resistência de uns, da ignorância de outros e da incompetência de alguns.

Conforme Herreros, nas redes sociais, as instituições…

  • compartilham informações e notícias próprias;
  • explicam o que fazem;
  • conectando sua comunidade entre si;
  • retransmitindo eventos ao vivo;
  • criando conteúdos exclusivos;
  • permitindo a criação de blogs para alunos;
  • estreitando relações com alunos, professores e funcionários…

Enfim, aprofundando a especialidade das redes: relacionamentos.

Saiba mais aqui.

comunicação digital e ética: anotações

Como já mencionei aqui, um dos meus atuais interesses de pesquisa e reflexão é a zona de contato entre novas éticas oriundas dos meios digitais e a ética jornalística. Semanas atrás, dei um rápido seminário na Feevale sobre isso. Agora, divido a apresentação daquele dia…

é possível ensinar ética jornalística?

Estarei hoje em Recife para o 13º Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. Participo do Grupo de Trabalho sobre Ensino de Ética e Teorias do Jornalismo, onde apresentarei a comunicação científica “Como se ensino ética profissional? Pedagogias, Metodologias e Tecnologias adotadas por professores de jornalismo no Brasil”. São resultados parciais de uma pesquisa de dois anos, observando atentamente como os conteúdos ético-profissionais são oferecidos nos cem cursos mais antigos do país.

Se você se interessa pelo assunto, dê uma olhadinha nas minhas anotações…

ufsc abre concurso para duas vagas de professores de jornalismo

Acaba de ser lançado o edital para dois concursos para professores de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina. As vagas estão lotadas em Florianópolis, e têm ênfase em Telejornalismo e Jornalismo Visual (Fotojornalismo e/ou Editoração Eletrônica e/ou Artes Gráficas).

É exigido dos candidatos título de doutor; regime de trabalho de 40 horas com dedicação exclusiva. As inscrições para os concursos vão até 10 de maio.

Mais informações no edital e no manual do candidato.

mais um concurso na ufrgs

Marcia Benetti informa que está aberto concurso público para uma vaga de professor adjunto de Radiojornalismo na UFGRS, em Porto Alegre. O edital está aqui, as inscrições podem ser feitas até 3 de maio e outras informações estão aqui.

vaga para assistente no tocantins

Universidade Federal do Tocantins

Concurso para uma vaga para Professor Assistente nas áreas de Planejamento Gráfico/Jornalismo Multimídia/Oficina de Impresso/Online.

Edital em http://www.copese.uft.edu.br

Inscrições até 09 de maio.

Importante: Professores Mestres e Doutores da área do Jornalismo podem se candidatar à vaga.

sobre livros e percursos

Existem livros que trazem consigo muito mais histórias que suas páginas contam. A trama, os personagens, as ações estão ali, mas o próprio-livro-como-coisa às vezes escreve narrativas a respeito de si mesmo.

Ontem, me deparei com um desses casos. Soube pelo Twitter que o André Lemos estava lançando o seu “Caderno de viagem: Comunicação, Lugares e Tecnologias”, um e-book gratuito sobre seu tempo de pós-doutoramento no Canadá. Fiquei curioso, baixei e depois me pus a olhar as mais de 300 páginas com um misto de curiosidade e encantamento. Quando percebi, já estava lendo, e devorando as páginas curtinhas, caprichadamente editadas para serem lidas com bastante conforto na própria tela do computador.

Lançado em vários formatos – inclusive para kindle e outros leitores digitais, com opção de impressão em papel -, o livro é interessantíssimo. Híbrido de diário de bordo, álbum de fotos inusitadas, e compilação de insights conceituais, “Caderno de Viagem” é atraente até mesmo para quem não quer saber do Canadá, não se interessa por traquitanas tecnológicas ou por quem sequer imagine quem é o seu autor. O livro interessa pois traça um mapa que reúne ideias muitíssimo importantes para todos nós, humanos: comunicação, cidades e caminhos.

Por isso e por outras razões, a gente consome o livro sem parar, em poucas horas. Seja motivado pelos mapas que o próprio André desenha de suas caminhadas pelas ruas de várias cidades; seja pelo que se pode imaginar desse narrador no momento de suas ações.

Produzido em meio a um ano sabático, o livro é um belo exemplo de como ciência e sensibilidade, narrativa agradável e pesquisa social, tecnologia e geografia se encontram. Aliás, não é que cairia bem se os editores lançassem uma versão em audiobook? É que aí, o “leitor” baixaria em seu IPod, e – caminhando – ouviria as páginas de André, tendo uma espécie de companheiro na jornada…

Como eu disse, o livro foi concebido num período sabático, aquele tempo em que artistas e intelectuais deveriam se devotar um tempo maior para maturar ideias e projetos, enfim, uma puxada de freio no campo das ideias e emoções. Que nada! Como o próprio André conta no livro, de sabático, o período não teve nada. Foi um tempo de muito trabalho, de muita produção, de muito empenho. O “Caderno de viagem”, que ele agora nos oferece, é apenas um dos muitos frutos desse ano no Canadá; desse período fértil, vieram artigos acadêmicos, palestras, capítulos de livros, comunicações científicas e até mesmo um filho…

Enfim, como eu disse no início, existem livros que têm suas próprias histórias. “Caderno de viagem” é um desses generosos casos…

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Mas a vida nos atropela mesmo. E os livros com ela. Semana passada, encontrei em minha página no Facebook um recado inusitado de uma total desconhecida. Ela me contava que escrevia de Campinas (SP), onde havia ganho um livro com uma assinatura minha, seguido de uma data e uma localidade: 05 de outubro de 1992, Bauru.

A moça ficou curiosa diante do fato de que o livro continha outras marcas. Carimbos de um sebo de Itajaí (SC), mas o volume havia sido comprado em Ribeirão Preto (SP) por um amigo que a presenteara. A moça deve ter pensado: como esse livro veio parar aqui e quem é esse cara da assinatura? Entrou na internet e acabou me encontrando lá no Facebook (e em lugares não comentáveis aqui…).

O livro andou. Por caminhos que sabe-se lá quem determinou…

Este é mais um exemplo de como livros e percursos nos interessam, nos chamam a atenção. A ponto de a história que acabei de escrever ser até mais interessante que o próprio livro em questão. (A propósito, era um exemplar de “Comunicação em prosa moderna”, do Othon Garcia)

encontro de professores de jornalismo tem cobertura pela web

Paulo Roberto Botão, diretor editorial e de Comunicação do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), informa que o 13º Encontro Nacional da entidade vai ter cobertura em blog e twitter. Reproduzo o press-release:

O 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que começa nesta quarta-feira (21), na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco), em Recife, terá cobertura através de um blog mantido pelos estudantes de jornalismo da instituição, sob a supervisão de docentes e profissionais da Assessoria da Comunicação da universidade. O endereço da página é: www.unicap.br/enpj. Os internautas também poderão ter acesso ao conteúdo do encontro através do twitter @fnpj, do FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo).

O encontro vai reunir pesquisadores, professores, jornalistas e estudantes de jornalismo de todo o Brasil, e terá o tema “Ensino de Jornalismo: novas diretrizes e novos cenários jurídicos, profissionais, tecnológicos e econômicos”. Entre os destaques da programação está a realização do 4º Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Jornalismo, que terá a presença do diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Paulo Roberto Wollinger, e vai debater a proposta de novas diretrizes nacionais para o ensino de jornalismo no país. A atividade é aberta a todos os participantes do 13º ENPJ e acontecerá no Hotel Atlante Plaza (Av. Boa Viagem 5426), a partir das 18h30.

Para mais informações e acesso à programação completa, acesse à Página Oficial do Evento.


desafios metodológicos para a pesquisa em jornalismo

O colega Sérgio Gadini manda convite para o 13º Seminário de Inverno sobre Estudos em Comunicação, evento que acontece na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná. O tema desta edição é “Desafios Metodológicos na Pesquisa em Jornalismo”, assunto mais que oportuno…

As apresentações de trabalhos e debates acontecem entre os dias 21/06 a 25/06/10 (segunda a sexta-feira), das 19 às 22:30 horas, no Pequeno Auditório da UEPG (Campus Centro). A carga horária total do evento é de 20 horas.

Interessados em apresentar trabalhos devem enviar um resumo (de 5 a 8 linhas, com três palavras-chave) – discutindo algum aspecto do tema do evento – até o próximo dia 10/05/10, às 12:00 horas, ao e-mail da coordenação (sergiogadini@yahoo.com.br) com cópia para agenciadejornalismo@uepg.br. O prazo para versão integral (completa) do artigo/ensaio a ser apresentado é 31 de maio/10, 12:00 horas. O XIII Seminário de Inverno publica um CD (com registro junto à Biblioteca Nacional, com ISBN, em forma de anais do encontro, em versão digital) com todos textos apresentados no evento.

Os textos (completos, que devem ser enviados à coordenação até 31/05/10), necessariamente, precisam abordar um aspecto ou enfoque sobre o tema do Seminário (“Desafios metodológicos na pesquisa em Jornalismo”) e devem ter entre 8 e 12 páginas, times new roman, corpo 12, espaço 1,5, com um resumo de 5 a 8 linhas, três palavras-chave e as indicações bibliográficas, conforme normas ABNT (versão 2002).

Os autores de trabalho têm inscrição garantida ao evento sem qualquer custo, com direito a certificado de apresentador/palestrante, bem como a uma cópia dos Anais do XIII Seminário de Inverno de Estudos em Comunicação (CD).

concurso no rio de janeiro

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: uma vaga para professor de Comunicação, para a área de webjornalismo. Campus Seropédica.

Mais informação em http://www.ufrrj.br/concursos/editais/EDITAL_08_10.pdf

(dica da @FlaviaGalindo)

comunicação digital e ética

Estou hoje na Feevale, em Novo Hamburgo (RS), para um seminário que darei sobre Comunicação Digital e Ética. O evento dura o dia todo e é voltado aos alunos da especialização em Comunicação Digital. Do que vou tratar? Veja a ementa…

Produção de conteúdos e regimes de autoria. Direitos Autorais e internet. Plágio, violações de direito e infrações éticas. Privacidade em tempos de redes sociais. Política de privacidade de sites e códigos de conduta de usuários. Anonimato e identidade na web. Ética, moral e ciberética.

Muitos desses assuntos são objetos de minhas pesquisas. Por isso, se você também os estuda ou se tem ideias pra trocar sobre, me mande um email