controle da internet e o respeitável senador

Você tem boa memória?

Deve-se lembrar que o respeitável senador Eduardo Azeredo, este que quer penalizar a web brasileira, é aquele mesmo que estava envolvido no escândalo do Mensalão em Minas, ligado ao conhecido Marcos Valério e tal…

Foi só pra lembrar…

em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na internet brasileira

A carta aberta, abaixo reproduzida, foi escrita por Sérgio Amadeu e André Lemos e está circulando para angariar adesões de professores e pesquisadores. Quem estiver de acordo e quiser assiná-la basta mandar um ok com o nome e a instituição para samadeu@gmail.com.
O projeto está previsto para ser votado em 9 de Julho. Se aprovado no Senado, representará um enorme retrocesso para a pesquisa e produção de conhecimento. De acordo com uma analogia feita por Marcos Palacios, “se esse projeto vigorasse nos prédios brasileiros, os porteiros teriam de gravar toda movimentação dos moradores, diariamente, guardar esse relatório por 3 anos e reportar essa movimentação para a polícia, sob pena de multa e prisão pelo não cumprimento”.

EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA

A Internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século XX. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da Internet.

A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento. O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos software livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à Internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural.

A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A Internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana. E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A Internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação. Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somo usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRatikng): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, “Educação e Carreira”, ou seja, acesso à sites educacionais e profissionais. Devemos assim, estimular o uso e a democratização da Internet no Brasil.

Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência. Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral.

O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância. Se, como diz o projeto de lei, é crime “obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida”, não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por “cópia sem pedir autorização” na memória “viva” (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime.

O projeto, se aprovado, colocaria a prática do “blogging” na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém! Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao “transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado”, “sem pedir a autorização dos autores” (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.

O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos… Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum “dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular”? Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime.

Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI. Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.

André Lemos, Prof. Associado da Faculdade de Comunicação da UFBA, Pesquisador 1 do CNPq.

Sérgio Amadeu da Silveira, Prof. do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, ativista do software livre.

força total na campanha pelo diploma

(Clique para ampliar)

mestrado em educação agora tem blog

O Programa de Mestrado Acadêmico em Educação (PMAE) da Univali agora tem um blog, o PMAE informa. O veículo é a evolução do boletim eletrônico que chegava a mestrandos, pesquisadores, professores e outros assinantes, em formato PDF e a cada quinze dias. O boletim circulava desde fevereiro de 2007, mas a Coordenação do PMAE sentiu a necessidade de estreitar ainda mais a comunicação com o seu público, ganhando em agilidade, atualidade e interatividade.

Acesse: http://pmaeinforma.wordpress.com

monitor de mídia, 140

Já está na rede a edição 140
do Monitor de Mídia.

entrevista sobre blogs

Hoje, a partir das 13h30, estarei no programa Viva Voz, da Univali FM. O tema é a mania dos blogs. Tentei convencer a produção que eu não era a melhor pessoa para falar disso, mas acho que eles não entenderam bem o drama. De qualquer forma, fica o convite para ouvir.

O programa é comandado pelo jornalista e professor Carlos Roberto Praxedes e tem a participação de acadêmicos do curso de Jornalismo da Univali. Se você está em Itajaí, basta sintonizar em 94,9 na banda FM. Se estiver fora da cidade, acompanhe pela internet: http://www.univali.br

ATUALIZAÇÃO: Participou do programa o Joel Minusculi, e a Fernanda Prado auxiliou Praxedes nas perguntas. Foi bem legal ter participado e nem vimos o tempo passar. Aliás, acabei sabendo que o próprio Praxedes criou um blog.

entrevista sobre cibercultura

Minha amiga Adriana Amaral manda avisar que a entrevista que deu em abril passado ao programa Cybercubo, da TV Feevale, já está na web. Para quem não ligou o nome à pessoa, a Adriana é a pessoa que mais entende de cibercultura, ciberpunk e cibertribos do país. Conectada!!!

Assista em quatro partes!

Parte 1

primeiro do segundo

Eu sei. Você pode até reclamar que o ano está voando e que não tem tempo pra mais nada.

Pode até reclamar. O que não pode é estancar o tempo, ou fazê-lo voltar.

Sendo assim, vamos pra frente.

Pra frente porque hoje é o primeiro dia do segundo semestre.

prêmio adelmo genro filho de jornalismo

O amigo Sergio Gadini manda dizer:

Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor)

III PRÊMIO ADELMO GENRO FILHO DE PESQUISA EM JORNALISMO 2008

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo destina-se a reconhecer a qualidade do trabalho acadêmico realizado nas universidades ou nos centros/institutos de pesquisa credenciados/reconhecidos pelo MEC, valorizando a atuação individual dos pesquisadores. Sua finalidade é identificar anualmente quais os pesquisadores que apresentaram contribuições relevantes para o campo da pesquisa em jornalismo, de modo a construir/consolidar a identidade do nosso campo científico.

Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) lança a III edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, que visa reconhecer a contribuição de estudos e pesquisadores que fortalecem o jornalismo como campo de conhecimento científico no Brasil. Para a edição 2008, poderão concorrer os trabalhos apresentados/defendidos no ano pleno de 2007 (de 01 de janeiro a 31 de dezembro), desde que os trabalhos não tenham sido publicados integralmente e/ou premiados em outros concursos.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo é atribuído em quatro modalidades:

A. Iniciação Científica, que premiará a melhor pesquisa em iniciação científica ou monografia de conclusão de curso no campo do jornalismo;

B. Mestrado, que premiará a melhor dissertação de mestrado no campo do jornalismo;

C. Doutorado, que premiará a melhor tese de doutorado no campo do jornalismo.

D. Sênior, que premiará a trajetória acadêmica e a contribuição do pesquisador para o campo do jornalismo.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, que será entregue em cerimônia pública pelo presidente da SBPJor, consiste em “Diploma e placa ao agraciado e a seu orientador nas categorias Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado”, além do homenageado na categoria Sênior.

A avaliação dos trabalhos inscritos será feita com base nos critérios de (1) mérito científico, (2) adequação ao tema ao campo do jornalismo, (3) metodologia, (4) uso correto da bibliografia, (5) originalidade e (6) inovação conceitual/teórica ou experimental/aplicada sobre o jornalismo.

Nas inscrições individuais são necessários:

A) Ficha de inscrição devidamente preenchida (enviada em arquivo digital anexo, separado).

B) Os trabalhos de iniciação científica e/ou monografia deverão ser apresentados na forma de um artigo para comunicação científica, conservando o título original, com um resumo de no máximo 10 linhas (em português), introdução, descrição da pesquisa, metodologia empregada, análise dos resultados, conclusões e referências bibliográficas. O trabalho deve ser enviado por e-mail (pagf2008@yahoo.com.br em arquivo PDF), acompanhado de uma declaração da instituição (em arquivo anexo) que ateste se o trabalho é de iniciação científica ou de monografia, período em que foi desenvolvido e professor orientador. No caso de trabalhos de iniciação científica, podem ser enviados trabalhos relativos a pesquisas em andamento ou concluídas em 2007 e, no caso de haver dois bolsistas de um mesmo projeto, o artigo deverá ser individual. O tamanho do texto deve ficar entre 40 mil a 60 mil caracteres (com espaços), incluindo bibliografia, fonte Times New Roman, corpo 12, em espaço 1,5. As comissões julgadoras não apreciarão trabalhos enviados fora destas especificações.

C) Para os trabalhos de mestrado e doutorado exigir-se-á o encaminhamento, vai e-mail (pagf2008@yahoo.com.br), com título, resumo e sumário descritivo dos capítulos do trabalho. O sumário descritivo deve ocupar no máximo 10 mil caracteres com espaço. Os trabalhos devem ser enviados com pseudônimo do autor e sem qualquer tipo de identificação do autor, do orientador e da instituição (no corpo do arquivo). Os trabalhos deverão ser encaminhados pelos próprios autores em arquivo PDF, via e-mail, acompanhados de uma declaração da Instituição atestando a aprovação e a nota obtida, bem como da ficha de inscrição com os dados de identificação, ambas em arquivo anexo, em separado. No corpo do texto do trabalho não deverá constar o nome do autor, e sim seu pseudônimo. Também não deverão constar os nomes do orientador nem da Instituição onde o trabalho foi desenvolvido, excluindo-se deste todos os agradecimentos ou citações que possam vir a identificar o autor do trabalho, sua instituição ou orientador.

D) Os trabalhos inscritos nas categorias Mestrado e/ou Doutorado devem, necessariamente, encaminhar, também em arquivo separado (versão PDF), a versão integral da dissertação e/ou tese, além do formato indicado na letra ‘C’, artigo 9º, deste Regulamento.

E) No caso da candidatura a Sênior, o proponente deverá enviar uma justifica da indicação do pesquisador, em que conste um resumo de sua trajetória acadêmica e de sua contribuição para o campo da pesquisa em jornalismo, de, no máximo, 10 mil caracteres (com espaço), em arquivo PDF, via e-mail (pagf2008@yahoo.com.br).

Calendário da Edição 2008 (III Prêmio AGF)

Lançamento da edição 2008 do Prêmio AGF: Abril de 2008

Recebimento de trabalhos (inscrições): 31 de julho de 2008

Prazo para Homologação das inscrições: 31 de agosto de 2008

Avaliação (julgamento) dos trabalhos inscritos: até 10 de outubro 2008

Solenidade de entrega do Prêmio aos vencedores: 19 de novembro de 2008

Inscrições por e-m: pagf2008@yahoo.com.br Outras Informações: www.sbpjor.org.br

ele andou pensando…

Com o olhar se arrastando pelo chão, ele suspirou uma ou duas vezes.
A agenda cheia, como sempre, mas desta vez os deadlines não tinham margem nenhuma de negociação. Tentou riscar um ou outro compromisso menos importante, mas chegou ao final da lista sem nenhum rabisco.
Pensou, é o fim do mundo?
Não, mas quase: o fim do semestre.

(Deixou de escrever este post e voltou à lida…)

diarinho se ferra, mas nem tanto

Deu no Consultor Jurídico, ontem:

O jornal Diário do Litoral, de Santa Catarina, terá de indenizar em R$ 10 mil por danos morais o policial militar Jéferson Schmidt, por ter relacionado o seu nome a um homicídio. A decisão é da 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que confirmou sentença da comarca de Balneário Camboriú.

A Sociedade Editora Balneense Ltda EPP e o advogado Carlos Cesário Pereira, diretor do jornal quando da publicação da notícia, deverão arcar, solidariamente, com a compensação ao policial.

Para a relatora do processo, desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta, as acusações proferidas foram precipitadas. A publicação no periódico local, segundo ela, tinha grandes chances de repercutir no meio social. “O direito de informar afigura-se condicionado à observância de outros direitos coexistentes, tais quais a honra e a vida privada, que se lhe superpõem e cujas violações acarretam dever de indenizar”, destacou. A decisão foi unânime.

Histórico

Em abril de 2000, o Diário do Litoral, conhecido como Diarinho, acusou Jefferson pelo assassinato de Luiz Gustavo de Oliveira Leitão, encontrado morto nas dependências do Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Balneário Camboriú.

Por ser policial militar e por atuar como árbitro de futebol, Jefferson Schmidt disse que sua imagem — tanto na carreira esportiva como militar — ficou arranhada. Já a editora alegou que o texto publicado apenas transcrevera informações repassadas pelo delegado de polícia, sem a intenção de ofender a honra, imagem ou reputação do PM.

Tá, o jornal perdeu.
Mas a indenização é pequenininha perto do estrago.
10 mil não limpa a honra de ninguém!!!

cnpq vem com 2 mil novas bolsas pq

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, anunciou hoje que o CNPq aumentará sistematicamente a concessão de bolsas de produtividade chegando a 17 mil até 2010. Para se ter uma idéia, em 2007, foram concedidas 10 mil, e neste ano, elas podem chegar a 12 mil.

De acordo com a assessoria de comunicação do CNPq, a coisa começa assim: “500 bolsas novas para serem implementadas a partir de julho, para pesquisadores que tiveram mérito reconhecido no último julgamento, mas não puderam ser atendidos”. Depois, “o CNPq concederá 1.500 novas bolsas para o julgamento deste semestre, que serão implementadas a partir de março de 2009. Outras 2.400 bolsas estão previstas para 2009 até alcançar 17 mil em 2010”.

Segundo o CNPq, “como houve expansão significativa do número de bolsas para o próximo julgamento, o edital será reaberto para dar oportunidade à inscrição de novos candidatos”.

Para se ter uma idéia, no último edital, que trouxe resultados no início do ano, a área de comunicação teve apenas três bolsas a mais do que em 2007.

As chamadas Bolsas PQ são bolsas de produtividade, destinadas a pesquisadores que apresentam grande produção científica e consideradas um estímulo necessário e bem-vindo à comunidade.

As notícias são boas, alentosas. É esperar pra ver…

cnpq lança nova versão do lattes

Você está no Orkut? No Facebook? No Gazzag ou qualquer desses sites de redes sociais?

Pois saiba que até mesmo os cientistas mais sérios têm lá seus sistemas parecidos. O CNPq tem a chamada Plataforma Lattes, rede de currículos eletrônicos da comunidade acadêmica. Por meio dela é possível localizar a produção, presença e atuação de 1,14 milhão de mestres, doutores, estudantes de graduação e pós-graduação, figurões, técnicos e o escambau na ciência nacional. Mais: você pode ver quem orientou quem, quais os links entre grupos de pesquisa e instituições e tal… Não parece um Orkut acadêmico?

Pois hoje o CNPq lançou uma nova versão do Lattes. Saiba mais nas informações da própria assessoria de comunicação do órgão

retomando a vida normal (normal?)

Fiquei longe daqui por estar envolvido até o pescoço com a realização da Anpedsul aqui na Univali.

Se você quer mais informações sobre isso? Vá direto ao site do evento.

Posso adiantar que foi um sucesso e um prazer receber os colegas pesquisadores dos três estados da região.

Vamos colocar a vida em ordem agora… ou pelo menos tentar…

Vamos com bom humor.

Frank comenta o fato de o Brasil ser o terceiro país no planeta em novos milionários

anpedsul começa hoje

Está tudo pronto para o início da 7ª edição do Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul – a Anpedsul 2008 -, que acontece de 22 a 25 de junho na Univali, em Itajaí (SC). O maior evento científico da Educação na região deve reunir cerca de 1,2 mil pesquisadores dos 26 programas de mestrado e doutorado de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
“Teremos comunicações científicas, mesas redondas, lançamentos de livro e diversas atividades culturais envolvendo os principais pesquisadores do sul. Estamos ansiosos para receber a todos e fazer desse seminário um momento importante na pesquisa em educação”, afirma a professora Valéria Silva Ferreira, que coordena o evento.
A abertura da 7ª Anpedsul acontece hoje às 20 horas, com a conferência “Pesquisa em Educação e Inserção Social”, proferida pelo professor Nilton Bueno Fischer, da UFRGS e UniLassale.
Nos dias seguintes, as atividades prosseguem (veja a programacao_geral.pdf).
Para mais informações, acesse o site do evento: http://www.univali.br/anpedsul

na correria (pra variar)

Hoje, eu tô assim…

Fui!

jornais vão melhor aqui que lá fora

Eu sei. Pode não ser lá grande novidade, mas vale replicar aqui. Para registro.
Deu na Folha de S.Paulo em 2 de junho.

“A venda de jornais no Brasil avançou 11,8% no ano passado, superando a média mundial, que foi de 2,57%, de acordo com a WAN (Associação Mundial de Jornais, na sigla em inglês). O mesmo cenário já tinha ocorrido em 2006, quando a circulação no Brasil cresceu 6,5%, e a mundial, 2,3%.

Os números brasileiros são idênticos aos que já foram apresentados pela ANJ (Associação Nacional de Jornais), que mostraram que a circulação diária de jornais pagos ultrapassou 8 milhões de exemplares no ano passado.

O crescimento das vendas no Brasil foi o maior na América Latina e um dos mais expressivos no mundo, superado apenas por algumas antigas repúblicas soviéticas, como o Cazaquistão, países da África (Quênia, Gâmbia e Líbia), Malásia e Kuait. Nos últimos cinco anos, a circulação de jornais no país cresceu 24,93%. Na América do Sul, por exemplo, a Argentina teve alta de 22,7% no período, e o Equador, de 15,2%.

Segundo o levantamento da WAN em 232 países e territórios, mais de 532 milhões de exemplares foram vendidos em média todos os dias no mundo em 2007 -17 milhões a mais do que no ano anterior. Ainda de acordo com a associação, o número de pessoas que lêem um jornal diário subiu para 1,7 bilhão, 300 milhões a mais. As vendas cresceram ou ficaram estáveis em aproximadamente 80% dos países pesquisados (elas caíram nos EUA, na União Européia e no Japão).

A China é o país em que mais se vendem jornais: 107 milhões de cópias diárias. Mas, em média, os japoneses são os maiores consumidores: 624 exemplares vendidos para cada 1.000 adultos. O Japão é o terceiro maior mercado, com 68 milhões de exemplares comercializados, atrás também da Índia. Os Estados Unidos e a Alemanha são o quarto e o quinto maiores mercados, respectivamente.

Os turcos passam 74 minutos lendo jornais diariamente, 20 minutos mais que os belgas, que estão em segundo lugar.

O faturamento mundial com publicidade dos jornais pagos aumentou 0,86% em 2007 em relação ao ano anterior -havia crescido quase 4% na comparação entre 2006 e 2005. Nos últimos cinco anos, essa receita avançou 12,84%.

Na América Latina, a receita dos jornais com publicidade se expandiu em 10,77% entre 2006 e o ano passado, só perdendo para o avanço no Oriente Médio e na África, de 13,17%.

Apesar do avanço, os jornais tiveram uma pequena perda na fatia do mercado mundial de publicidade: de 28,7% para 27,5%. Ainda assim, eles continuam como o segundo meio de comunicação que mais fatura com propaganda (atrás da TV, com 38%) e com uma receita superior à de internet, rádio, cinema e mídia ao ar livre somadas, de acordo com a WAN.”

OJR acabou!

Robert Niles anunciou ontem que a University of Southern California´s suspendeu a Online Journalism Review, prestigiosa publicação da Annenberg School for Communication que existia há dez anos.
Sob o título de Goodbye, Niles se despede e faz um balanço do legado da revista eletrônica:

“After a decade, the University of Southern California’s Annenberg School for Communication has suspended publication of OJR.
One of OJR’s goals over the years has been to help mid-career journalists make a successful transition from other media to online reporting and production. I’m pleased to say that USC Annenberg will continue to provide support in that area, through the Knight Digital Media Center. I encourage OJR readers to click over to the KDMC website and its blogs, if you are not already a regular reader there.

The decision to suspend OJR for now means that I have left the University of Southern California. But I am not going offline. I will continue to write, daily, about new media and journalism at my new website, SensibleTalk.com. I hope that many of you will click over and visit me there.

Finally, on behalf of OJR, I want to thank you. Thank you for your readership, tips, corrections, kind words and support. And I want to wish you success as you work to build engaging, informative and sustainable websites, to better serve your audiences.

So… in that spirit, I suppose that I will borrow a classic sign-off from the world of journalism, one that’s been borrowed by another recently:

Good night, and good luck”.

livro-bomba na web

Se você está em Santa Catarina tem acompanhado a história. Se não, a situação é a seguinte:

– A Polícia prendeu o dono de uma revista, acusado de estar extorquindo o governo do Estado.

– O empresário argumenta que vendeu serviços ao governo e estava cobrando dele mais de um milhão de reais.

– O governo desmente e diz que o empresário ameaçava publicar um livro com os podres da gestão de Luiz Henrique da Silveira (PMDB).

– Detalhe: a revista em questão é a Metrópole, de Blumenau, um dos pivôs de um processo que pedia a cassação do governador.

Entre uma versão e outra, claro que a população está desinformada.

O livro-bomba não foi publicado, não circula pelas livrarias de Santa Catarina. Mas se você é muito curioso ou preocupado com as coisas daqui, leia o livro. Ele foi escaneado e pode ser lido no Cangablog.

congresso estadual de jornalistas

(clique para ampliar)

o dia e uma dúvida

Sexta-feira 13 também é dia de sorte pro Zagallo?

o estado atual das coisas

Por aqui, no entorno do meu ego e cercanias, RINITE.

 

sindicato inicia discussão sobre sucessão

Este ano tem eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina.
O calendário eleitoral prevê que até dia 26 de junho chapas possam se inscrever na disputa.

Ao que se sabe, apenas a atual diretoria manifesta interesse e disposição para conduzir a entidade. No entorno, não se vê nenhuma movimentação maior para a formação de uma chapa de oposição. Até porque – geralmente – o elemento surpresa é uma eficiente arma nesse tipo de contenda.

O fato é que a atual diretoria, motivada por outros jornalistas, deflagrou um processo de discussão junto à categoria para a montagem de uma chapa mais representativa. A agenda leva em conta as principais praças do estado, e é a seguinte:

  • Dia 5: Criciúma
  • Dia 6: Lages
  • Dia 9: Chapecó
  • Dia 11: Blumenau
  • Dia 12: Itajaí –
  • Dia 17: Joinville
  • Dia 19: Florianópolis

A iniciativa – claro! – é importante, oportuna e saudável. Não existe sindicato sem categoria. Não existe movimento sem diálogo, sem troca, sem ação conjunta. Tenho acompanhado de longe esses lances porque acredito que o sindicato precisa se aproximar mais da categoria, repensar-se como entidade e jogar um outro papel na luta de classes e junto à sociedade.

 

direitos humanos, 60 anos: um evento

Outro amigo, o competente advogado especializado em Direitos Humanos Prudente Mello convida:

(clique para ampliar)

propaganda no rádio: lançamento de livro

Meu amigo Clóvis Reis convida:

amanhã, dia 11, às 19 horas na Biblioteca da Furb – Blumenau -, ele lança seu livro Propaganda de rádio: os formatos dos anúncios.

ainda sobre o futuro dos jornais

O caderno Mais! da Folha de ontem veio com o tema que mais preocupa os publishers pelo mundo afora: o futuro dos jornais. Com um texto de abertura da editora executiva Eleonora Lucena, a Folha trouxe um longo artigo do jornalista Eric Alterman, que saiu originalmente na New Yorker em 31 de março passado. Trouxe isso, consumiu 5,5 páginas e deu. Ponto. Nem mais um pio sobre o assunto, ninguém mais escreveu ou discutiu o palpitante momento na edição.

Para um jornal como a Folha, é pouco.
Para a crise que se anuncia sobre o setor, é pouco.
Para o momento da imprensa brasileira, que comemorou no início do mês 200 anos, foi pouco.

Foi insuficiente, mas não só.

Conforme escreveu Adriana Alves Rodrigues no GJOL, o leitor atento percebeu uma certa confusão nos discursos ali estampados. A editora da Folha adota um tom otimista, despejando estatísticas que mostram um desempenho positivo do setor em no Brasil e nas economias emergentes (leia o texto dela aqui: para assinantes). Eleonora Lucena tem razão: por aqui, a coisa ainda não pegou pra valer, e uma certa reinvenção da imprensa se deu com o desembarque nas bancas da chamada penny press, formada por jornais mais baratos, mais quentes e voltados para um público ainda inexplorado.

Já o artigo de Eric Alterman beira o tom sombrio (veja aqui. Para assinantes). Ele escancara a situação norte-americana, a queda das tiragens, a migração de parte do bolo publicitário, uma disputa cada vez mais acirrada entre jornalistas e blogueiros. É uma aula de jornalismo. Uma aula de mercado. Mas jornalismo e mercado norte-americanos.

Neste sentido, a Folha falhou mesmo. Faltou complementar o tema com textos de gente daqui que pudessem oferecer tanta análise e interpretação quanto Alterman. O texto de Eleonora é claro, interessante, mas pouco analítico, mais informativo. Por aqui, já temos uma história de mídia na web e gente como Carlos Castilho, Marcelo Tas, Beth Saad, Pedro Doria, entre outros, poderiam oferecer análises tão densas e amplas quanto à gringa.

Alguns dados fazem pensar:

  • 2,6% é quanto crescem os jornais no mundo atualmente
  • 11,8% é quanto eles crescem no Brasil
  • Os jornais abocanharam em março 19,4% do bolo publicitário no país
  • 42% a menos valem as empresas de jornais nos EUA, e a queda tem sido impiedosa
  • Os leitores têm sido cada vez mais raros entre os mais jovens
  • O mercado norte-americano tem extinguido postos e mais postos de trabalho nas redações
  • Pesquisas lá mostram a queda vertiginosa da confiança na mídia
  • Aqui, também cresce a desconfiança, mas a mídia não é a única instituição a perder terreno

A crise dos jornais, a invenção de novas plataformas de consumo e distribuição de informações e a convergência midiática têm levado a indústria do setor a um comportamento esquizofrênico: tenta ser audaciosa em alguns casos, buscando soluções, mas atirando sem mira; ao mesmo tempo em que fica imóvel, fingindo-se de morta e aguardando uma solução dos céus…

O Mais! de ontem, na Folha, mostra o quanto a mídia ainda peca na análise de seu próprio mètier. Não consegue um distanciamento seguro que lhe permita uma avaliação mais ampla e serena do caso. Não mobiliza mais recursos para o debate que se faz necessário. Não contagia – para além dos diretamente interessados: empresários, jornalistas e pesquisadores da área – mais ninguém com o assunto. Um tema que deveria interessar a todos da esfera pública.

(Se você não é assinante da Folha e não consegue ler os textos da edição de ontem, não desanime. O artigo de Alterman, no original, está aqui… aberto para leitura.)

(Enquanto isso, nos Estados Unidos, durante a FreePress – a conferência internacional que discute reforma na mídia e transformações na democracia -, o jornalista Bill Moyers deixou a platéia eletrizada com sua fala e as perspectivas sobre o futuro das grandes corporações midiáticas. Leia aqui ou assista aqui)

jogo subterrâneo, o filme e o site

 

Sábado à noite, zanzando pela TV, acabei trombando com Jogo Subterrâneo, filme de Roberto Gervitz que foi exibido pela Cultura. A história é curiosíssima e a sua execução, singela, tocante e competente. Um solitário pianista de bar cria um jogo pessoal para encontrar a mulher da sua vida. Cola uma planta das linhas do metrô de São Paulo na parede e escolhe aleatoriamente uma estação para onde irá. No caminho, escolhe uma mulher sozinha e a segue pelas linhas do subterrâneo, mentalmente dirigindo seus passos. Quando a musa escapa de sua programação, ele desiste. Afinal, ele acredita que a mulher da sua vida seguiria a mesma direção dele… Martin, o pianista, recomeça o jogo todos os dias até se deparar com três outras mulheres: uma misteriosa e compreensiva, outra carente e materna, e uma terceira sinônimo de perigos e problemas.

O enredo de Jogo Subterrâneo foi inspirado em “Manuscrito encontrado em um bolso”, conto de Julio Cortázar, publicado na coletânea Octaedro. No cinema, o jogo se esvai com o avançar das estações, muito bem exploradas pela fotografia do filme, atirando em nossos olhos esse lugar incomum que é o metrô: cercado por tantas pessoas e olhares, estamos mais é absolutamente sozinhos, mergulhados em nossos pensamentos-sonhos-memórias.

No elenco, Felipe Camargo, Maria Luisa Mendonça, Julia Lemertz e Daniela Escobar. Aliás, casting bem dirigidinho, extração profunda de emoções. Destaque ainda para a sensível e pungente música de Luiz Henrique Xavier.

Outro destaque: o site do filme. Nele, como não poderia deixar de ser, o visitante participa de um jogo, passando de estação a estação nas linhas do metrô que vão se descortinando. Para isso, tem que adquirir os bilhetes e assim, as paradas vão se apresentando… Trailers, papéis de parede, fotos, informações sobre a película e vídeos… Cortázar adoraria esse site!

Confira o trailer aqui!

pauta geral: nova edição na rede

A editora Tattiana Teixeira avisa:

Já está disponível na rede a edição n.09 da Pauta Geral – Revista Brasileira de Jornalismo. Neste número, o dossiê é sobre História do Jornalismo e traz artigos dos pesquisadores Ana Paula Goulart Ribeiro, Jorge Pedro Souza, Rogério Martins de Souza e Aníbal Pozzo, do Paraguai.Um dos destaques da edição é a entrevista com Christa Berger, ganhadora do Prêmio Adelmo Genro Filho, em 2007. Na seção artigos, trazemos textos de Márcia Amaral e Josenildo Luiz Guerra e nas resenhas, a contribuição de nomes como Antônio Hohlfeldt e Xosé Pereira. A partir de 2008, a Pauta Geral passa a editar dois números ao ano. Outra novidade é que todo o processo de submissão e avaliação de artigos está online, já que a revista está integrada ao SEER.
Para conferir, acesse http://pautageral.editoracalandra.com.br

lista dos blogs: crescendo e crescendo

Nossa lista de links dos blogueiros da comunicação está se espalhando.

O diretório que reúne blogs brasileiros chegou a 150 endereços, e está na sua 38ª atualização.

A lista dos blogs de Portugal e demais países de língua portuguesa soma 43 entradas, e está na 29ª atualização.

Se o seu blog ainda não está nessas listas… se você tem alguma sugestão de link… ajude a engrossar a fila aqui…