Uma amiga me manda um vídeo sobre os 60 anos da criação do estado de Israel.
O vídeo tem pouco mais de sete minutos, mas vale a pena assistir e rever conceitos.
Uma amiga me manda um vídeo sobre os 60 anos da criação do estado de Israel.
O vídeo tem pouco mais de sete minutos, mas vale a pena assistir e rever conceitos.
Se os negros aparecem pouco na mídia catarinense, as mulheres negras freqüentam muito menos espaço nos jornais. Esta é uma das principais conclusões de uma pesquisa desenvolvida no curso de Jornalismo da Univali, em Itajaí, e que conta com financiamento do CNPq. “Essas mulheres aparecem em apenas 2,3% das fotos publicados nos três principais jornais do Estado”, revela Roberta Watzko. A pesquisadora se debruçou sobre as páginas do Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina e A Notícia durante cinco meses, observando as fotos e catalogando cada imagem conforme a etnia e o gênero das pessoas retratadas.
“Foram mais de 34 mil fotos registradas entre outubro de 2007 e fevereiro de 2008”, completa o orientador da pesquisa Rogério Christofoletti. “Os resultados apontam para uma quase invisibilidade da mulher negra na imprensa. Nossos dados mostram que estatisticamente essas mulheres aparecem menos do que correspondem na população no estado”, completa. Segundo o Censo de 2000, mulheres pardas e negras somam 4,5% dos habitantes em Santa Catarina, números que hoje são mais significativos, já que a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD) de 2006 sinaliza um contingente bem maior dessas etnias.
De acordo com Roberta Watzko, a pesquisa ainda está em desenvolvimento. “Já concluímos a fase de levantamento estatístico da presença desses sujeitos na imprensa. Agora, voltaremos a esses dados e observaremos onde e como essas mulheres aparecem nos jornais”. A acadêmica de Jornalismo afirma que os dados da pesquisa não permitem concluir quais as razões da pouca presença das mulheres negras nas páginas da imprensa. “Sabemos que há preconceito na sociedade, e a imprensa parece reforçar esse comportamento, promovendo um certo ‘branqueamento’”.
Denominada “Mulheres Negras nas páginas dos jornais catarinenses”, a pesquisa é continuação de outro estudo desenvolvido em 2005 e 2006, quando foi identificada a presença dos negros nas fotos dos mesmos jornais. “Naquela época, não estávamos preocupados com a questão de gênero”, lembra Christofoletti. “Nossos resultados mostraram pouca visibilidade dos negros nas fotos, mas o que mais nos chamou a atenção foi onde eles apareceram. Quase sempre estavam nas páginas de esportes e cultura, restritos a jogadores de futebol ou músicos”. Parte dos resultados da primeira pesquisa foi apresentada em eventos científicos e publicada em uma revista portuguesa.
(Do press-release distribuído pelo Monitor de Mídia)
O terremoto de 7.8 graus na escala Richter que se abateu sobre o sudoeste da China hoje de manhã provoca ondas de choque por todos os lados.
Paul Bradshaw, como de hábito, muito rápido e antenado, reflete sobre o arrasa-quarteirão e as olas no Twitter.
Aqui no Brasil, o não menos antenado e rápido Pedro Doria avalia que a tragédia é um tremendo teste para o gigante chinês:
Este é um teste para a abertura da China. O New York Times trabalha com 7.600 mortes, já. A capacidade do governo de atender as vítimas, de lidar com a ajuda internacional, de explicar ao mundo o que se passa, darão mostras de que tipo de potência poderemos esperar. A China entrará num casulo de auto-proteção – como a URSS costumava fazer – ou permitirá à imprensa que torne tudo público, inclusive os vacilos das autoridades locais e nacionais? É certo que um caminho do meio é o mais provável. Do meio, sim, mas de que lado?
Se aqui no Brasil já temos a Rede Alfredo de Carvalho (a Rede Alcar), que se encarrega de um gigantesco inventário das histórias das diversas mídias, no México, há a Red de Historiadores de la Prensa y el Peridosimo en Iberoamérica.
Vale a pena passar por lá e cruzar antenas com nuestros amigos de la lengua de Cervantes…
1. Na Slate, Chris Wilson demole a suposta democracia da web 2.0. Para isso, usa como exemplos a Wikipedia e o Digg.
2. No CyberJournalist, uma survey sobre a credibilidade online.
3. Marcos Palacios comenta o livro de Adrian Monck que questiona a credibilidade da mídia através da história.
4. O próprio Monck apresenta o sumário de seu “Can you trust the media?”
No YouTube, há um video curtinho que oferece uma experiência agradável e interessante: nele, o internauta viaja com profundidade de campo pelo painel GUERNICA, de Pablo Picasso, pintado por ocasião dos bombardeios aéreos sofridos pela cidade espanhola de mesmo nome.
Sim, você leu certo. O quadro de duas dimensões – altura e comprimento – passa a ter mais uma, a largura, revelando volume de formas, diferenças de intensidade de luz, projeção de sombras… Literalmente, a tela se mexe, ganha vida.
Veja você mesmo.
Eugênio Bucci é hoje um dos mais atentos e criativos leitores da mídia nacional. Seus argumentos são equilibrados, seus comentários aprofundados e a clareza de seu discurso não só convence, como contagia.
Bucci publicou no início deste ano mais um livro, desta vez, um híbrido que mescla memórias, ensaio e prestação de contas. Presidente da Radiobrás durante o primeiro governo Lula, Bucci assumiu a frente da estatal com o claro propósito de resgatá-la do pântano chapa-branca em que sempre viveu e cresceu para um patamar de empresa pública de comunicação, orientada pelo interesse público e avessa ao patrimonialismo, aparelhamento e clientelismo endêmicos.
“Em Brasília, 19 horas” chegou ao mercado editorial com alguma surpresa. Afinal, não é à toda hora que um insider do governo vem à tona com livro desse porte. Algumas hienas devem ter tremido no Planalto; outros chacais rido nervosamente; as serpentes requebraram no cerrado do DF… Viriam daquelas páginas revelações, escândalos, indiscrições? Nada disso.
O livro de Bucci é, na sua quase integridade, um rigoroso relatório, dando contas de como quis imprimir seu projeto e fazer tomá-lo curso. Claro, há uns rompantes aqui, umas rusgas ali, mas o volume – na minha leitura muito personal – tem ao menos quatro bons motivos para ser lido:
1. O livro nos mostra uma Radiobrás que sempre esteve debaixo de nossos narizes e quase nunca nos interessou. Fale a verdade: a gente sempre pensou naquilo como um setor de Publicidade ou Relações Públicas de qualquer governo de plantão. Não se atrelava a estatal a um lugar onde se pudesse fazer jornalismo mesmo. Bucci relembra a experiência que liderou, comparando com outros momentos da empresa, o que é muito instrutivo.
2. O livro detalha como se pode conceber uma tarefa quase-impossível e como se conduz um projeto desses. Para quem vai assumir cargos semelhantes ou empreendimentos análogos, o livro já valeria como uma envolvente fonte de exemplos.
3. Bucci dá verdadeiras aulas sobre ética jornalística, princípios democráticos, valores republicanos e senso de civilidade. Quem conhece Bucci de outros carnavais ou leu outros livros seus, quem já viu isso sabe que não é só discurso da parte dele.
4. O livro dá dimensões muito precisas das distâncias entre os setores de Publicidade, Relações Públicas e Jornalismo. Cada um tem a sua função e importância. Mas Bucci separa joio e trigo, aveia e centeio. Com isso, revigora as fronteiras entre um campo e outro da área da comunicação, fortalecendo cada qual com seu ethos, seu espírito, suas demandas. Não é pouco isso…
Se o tom do autor no livro é quase sempre relatorial, não há distanciamento. Afinal, ele estava lá, no centro da arena, dos confrontos. Nos últimos capítulos, Bucci fica nu, despe-se de qualquer pudor de falar de si e da sua história e se entrega para o final que prepara. Ele está prestes a deixar o governo e a presidência da Radiobrás e a longa agonia que o separa da porta de saída é contada na riqueza dos sentimentos e nas memórias mais latejantes. O final do livro, bem, o final é matador. Não deixe de ler.
Vejam o que aconteceu numa escola portuguesa quando a professora irritada com os ring-ring decidiu confiscar o celular da aluna…
Seria cômico não fosse trágico!
Deu no Jornalistas da Web:
“Um dos principais portais de mídia online do Brasil, o UOL anunciou nesta semana seus resultados do primeiro trimestre de 2008.
Segundo a empresa, a receita de publicidade e outras somou R$ 53 milhões, representando um crescimento de 56% em comparação com o mesmo período em 2007. O número de assinantes pagantes de banda larga atingiu 1 milhão em março de 2008, um aumento de 20% sobre março de 2007.
Também em março deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Ibope/NetRatings, a empresa apresentou um crescimento de 40% em visitantes únicos em relação a março do último ano. Ainda segundo a companhia de aferição, foram 1.848 milhões de páginas vistas e um tempo médio de permanência online de 1:01:02 em março de 2008.
O lucro líquido foi de R$ 24,7 milhões, 11% superior ao mesmo período em 2007″.
Os números são mais do que otimistas, mais que alvissareiros!!!
Desde o dia 5, isto é, há dois dias, está em funcionamento o Observatório de Ciberjornalismo, uma iniciativa que visa acompanhar o desenvolvimento do jornalismo online em Portugal e no mundo. Estão à frente da iniciativa os membros do Cetac.media, o Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação.
O mesmo pessoal organiza em 11 e 12 de dezembro, na Universidade do Porto, o primeiro Congresso Internacional de Ciberjornalismo, sob o tema geral “Jornalismo 3G“. Quem abre o evento é o Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra, e que recentemente esteve no Brasil.
No Observatório da Imprensa desta semana, Venício Artur Lima escreve sobre a III Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, que reuniu a cúpula do empresariado de mídia no país. O texto “Liberdade de imprensa ou direito à comunicação” é ótimo, e dialoga com grande abertura com o editorial “Liberdade de Imprensa, mercado e direito à informação”, da edição 138 do Monitor de Mídia.
Ah, se todos lessem…
De tempos em tempos, palavras conseguem dar sentidos que parecem definitivos aos desejos e vontades das pessoas. Às vezes, essas palavras resultam em plataformas eleitorais; em outras, transformam-se em odes; em outras ainda, viram manifestos.
Pois recebi um link para um texto de Marco Gomes que eu já chamaria de um Manifesto para a Web, palavras de ordem para o mundo que estamos construindo com cliques, bits, sentimentos e razões as mais diversas. “Eu faço parte da revolução” lembra – com links, claro! – como a web e seus usuários produtores e compartilhadores de conteúdo têm modificado não apenas a comunicabilidade mundial, mas também as formas como nos associamos.
Vale a pena ler e guardar. Ler e voltar a ler de tempos em tempos.
David Nordfors, pesquisador sênior da Universidade de Stanford, convida para a 5ª Conferência de Inovação no Jornalismo, que acontece de 21 a 23 de maio no campus de lá.
Um apanhado do programa é o seguinte:
“É possível que, antes de 2030, a maioria dos jornais já tenha migrado para a internet. No futuro, toda informação tende a ser eletrônica ou virtual. O período de transição, que já começamos a viver, deverá ser conturbado sob todos os aspectos”. A declaração é de Ethevaldo Siqueira, conhecido jornalista especializado em tecnologia que escreve semanalmente para O Estado de S. Paulo.
Se ET está certo ou não, se vai acertar o futuro dos jornais ou não, é cedo pra dizer. (leia o texto dele aqui, pelo atalho do Observatório da Imprensa). Enquanto o futuro mais longínquo não vem, André Deak lembra que amanhã, o futuro mais imediato, dia 30, tem a quarta rodada da Ciranda de Textos, a versão nacional para o Blog Carnival. Desta vez, o blog hospedeiro é o de Ceila Santos.
E se o seu caso é o de estudar o presente para pensar e ajudar a construir o futuro, Sergio Amadeu anuncia (pelo Twitter) que em junho a Faculdade Cásper Líbero abre inscrições para mestrado em Comunicação e Tecnologia…
Um dia parado, sereno, em que os minutos se esgueiram bem esquecidos no funil da ampulheta.
Um dia em que a gente se permite sentir saudades.
A saudade e a certeza do reencontro na poesia fina de Pedro Ayres Magalhães, na voz de Teresa Salgueiro e nos violões cuidadosos de Madredeus.
“Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti
Volta no vento ô meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor…
Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti…
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti…”
Tenho testado o Twitter. Na verdade, mais experimentado do que propriamente testado. Bem informalmente. Ainda não usei jornalisticamente nem em sala de aula. Mas tem dois links que trazem boas análises e dicas:
Um post bem básico de TBarret destaca o Twitter como uma “teaching and learning tool”:
“In my opinion there is great potential in the use of Twitter to support teaching and learning. It is unique in this role because it is all about conversation on a larger scale. Not just instant messaging with one or two contacts or including a Skype call in your lesson, but speaking to a wider network of fellow professionals. Currently most users consider Twitter to be just a networking tool, this opinion was confirmed when I recently asked if it could be a teaching and learning tool. To make the transition into the classroom and having a direct influence on learning will take more people planning to use it and a growing weight of examples and successes to explore”
No ReadWriteWeb, Marshall Kirkpatrick conta que mudou de opinião sobre o Twitter e salienta ao menos quatro usos desse sistema no jornalismo.
Ainda quero usar o Twitter com alunos. Inclusive para quebrar alguns preconceitos que alguns têm. Acreditem: já ouvi aluno antenado dizer que o sistema é uma tremenda besteira. Não estou totalmente convencido disso. E tenho um pressentimento que ainda ouviremos muita coisa sobre o Twitter nos próximos tempos…
(A propósito, se quiser me encontrar por lá, vá por aqui)
Edublogs há milhares por aí. Blogs de escolas, blogs de disciplinas, blogs de interação entre alunos e professores, blogs de professores que relatam suas investidas em pós-graduação… Mas um blog em especial está preocupado em reunir direções de blogs pessoais de professores brasileiros.
O Edublogosfera quer aglutinar professores e professoras que dialogam e refletem sobre seu trabalho, sobre a rotina, a educação e a vida de desafios educacionais. Esses blogs são diferentes de blogs de disciplinas ou de escolas, pois “se constituem em lugares personalizados de aprendizagem e reúnem os recursos preferidos do professor. Muitas vezes, estes blogs são o centro de uma rede que inclui outros blogs que o professor ou professora mantém”.
A iniciativa começou com Suzana Gutierrez e Sergio Lima. (ATUALIZAÇÃO: Sergio me lembra que Lilian Starobinas também está no comando. Desculpe a omissão, Lilian…)
Se você é professor, tem um blog pessoal que se encaixa nesse perfil, a Edublogosfera te espera…
“O conselho editorial da revista eletrônica ECO-PÓS, do PPGCOM da Escola de Comunicação da UFRJ, comunica a todos que estamos recebendo – até o dia 30 de maio de 2008 – contribuições (artigos e resenhas) a serem publicadas no nosso volume 11, número 2, que será colocado em circulação no segundo semestre deste ano.
Informamos que esse número terá um dossiê dedicado ao jornalismo na era digital, mas que também publicaremos artigos sobre outros temas na nossa seção “Perspectivas”. Comunicamos ainda aos interessados que as normas completas para a elaboração e envio das colaborações estão no site da revista: http://www.e-papers.com.br/ecopos. As propostas devem ser encaminhadas (em arquivo anexado) para a revista no seguinte e-mail: ecopos.ufrj@gmail.com“
Saiu a chamada de trabalhos para a edição 2008 da Conferência Internacional da Interactive Computer Aided Blended Learning, que acontece no em novembro em Florianópolis.
Veja o site aqui.
Deadline no começo de junho.
Esta é a segunda edição do evento que, segundo os organizadores, objetiva “focar na troca de
relevantes tendências e resultados de pesquisas, bem como na apresentação de experiências práticas obtidas com o desenvolvimento e teste de elementos da aprendizagem assistida por computador”.
Por isso, vale tudo: projetos-piloto, aplicações, relatos e produtos…
Porque é noite de feriado, e a semana será curta para tanta coisa.
Porque tenho um capítulo de livro para concluir e entregar amanhã.
Porque amanhã cedo tenho banca de uma das minhas orientandas do mestrado e ainda preciso me preparar.
Porque ainda costuro um projeto para mandar ao CNPq até depois de amanhã.
Só por isso, indico dois links que – à primeira vista – me parecem altamente relevantes, embora eu ainda não tenha mergulhado neles. Mas o farei…
1. The impact of the media on children and young people with a particular focus on computer games and the internet. Estudo liderado pelo renomado David Buckingham, do Instituto de Educação da University of London. Foi concluído em dezembro do ano passado e só agora está liberado na web. Em inglês, formato PDF e com 77 páginas.
2. Relatório Vigilância e Defesa da Liberdade de Imprensa na América Latina e Caribe. Documento em inglês ou espanhol, elaborado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas e o Programa de Mídia do Open Society Institute (OSI) reunindo dados de quase 50 organizações dedicadas ao monitoramento e defesa da liberdade de imprensa nessas regiões. Em PDF, 46 páginas.
Andrew Holtz publicou em outubro de 2006 um livro sobre o seriado House, certo?
Mais ou menos.
O jornalista especializado em Saúde escreveu um livro bem básico sobre medicina para públicos genéricos tendo como tempero a série televisiva. E tempero – a gente sabe – não é só um detalhe na gastronomia: é aquilo que ajuda a comida a ficar mais palatável, aquilo que nos envolve e seduz, ou repulsa num prato.
Neste sentido, “A ciência médica de House” é um bom livro sobre doenças, diagnósticos, médicos e procedimentos hospitalares. É um bom livro porque é claro, fluente, bem organizado. Bem escrito também. Os exemplos ficam por conta dos episódios da primeira temporada de House, o que dá um gostinho de nostalgia para quem acompanha a série que já está no quarto ano de exibição. Holtz, então, se propõe a falar de medicina para leigos tendo como base as andanças-e-tropeços do médico protagonizado por Hugh Laurie e que faz sucesso em muitos países, inclusive o Brasil.
Holtz mostra o que acontece no sistema de saúde dos Estados Unidos e o que é exagero da série. Mostra inconsistências de roteiro e acertos de diagnósticos. Diferencia procedimentos clínicos de chutes dos roteiristas. Mas sem chatices, sem querer aparecer mais que House. (Até porque o infectologista não permitiria…) É um choque de realidade para quem assiste à série, mas sem desmanchar a fantasia.
O autor de “A ciência médica de House” entrevista especialistas de diversas áreas para explicar melhor alguns diagnósticos (como a doença auto-imune ou espasmos mioclônicos…), como funcionam alguns equipamentos médicos (do estetoscópio ao aparelho de ressonância magnética), os efeitos de certos medicamentos (e até mesmo o Vicodin, o analgésico predileto de House), entre outras coisas.
É um livro pra quem gosta da série (e passa a gostar mais ainda). Para quem se interessa por medicina (ao menos amadoramente, como eu). Para quem não se impressiona com livros que tenham títulos chamativos…
O que House diria?
Difícil saber. Só sei que ele adoraria ter o Andrew Holtz sob os seus cuidados…
Em tempos de lançamentos editoriais que (re)discutem o teísmo e o ateísmo, tem muita coisa rolando na internet sobre isso. Enquanto Richard Dawkins escreve seriamente contra deus, outros riem da situação. Recebi de uma amiga – que não é atéia! – o texto abaixo. Como é domingo – dia santo, ui! -, divido com vocês.
Aviso: não é provocação, é bom humor…
“Deus nunca chegará a ser professor titular ou pesquisador do CNPq.
Saiba porque:
1. Só tem uma publicação;
2. Essa publicação não foi escrita em inglês, mas em hebraico (mesmo
que tenha sido traduzida para vários idiomas);
3. A publicação não contém referências;
4. Não tem outras publicações em revistas indexadas ou com comissão editorial;
5. Há quem duvide que sua publicação foi escrita por ele mesmo –
nota-se a mão de pelo menos 11 colaboradores;
6. Talvez tenha criado o mundo, mas o que tem feito ou publicado desde então?
7. Dedica pouco tempo ao trabalho, apenas 6 dias seguidos;
8. A comunidade científica tem muita dificuldade para replicar seus resultados;
9. Seu principal colaborador caiu na desgraça ao desejar uma linha de
pesquisa própria;
10. Nunca pediu autorização aos comitês de ética para trabalhar com humanos;
11. Quando os resultados não foram satisfatórios, tentou afogar a população;
12. Se um participante não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;
13. Dá poucas aulas e o estudante, para ser aprovado, tem de ler
apenas o seu livro, o que caracteriza endogenia de idéias;
14. Segundo parece, deixou suas aulas para serem ministradas por seu
filho em seu lugar;
15. Ainda que seu programa básico de curso tenha apenas 10 pontos, a
maior parte de seus estudantes é reprovada nas aulas;
16. Além de suas horas de orientação serem pouco freqüentes, apenas
atende seus estudantes no cume da montanha;
17. Expulsou aos seus próprios orientados por aprenderem muito;
18. Não teve aulas e não fez mestrado com PH Deuses;
19. Não defendeu dissertação de mestrado, tese de doutorado ou livre-docência;
20. Não se submeteu à banca de doutores titulados;
21. Não fez proficiência em inglês;
22. De mais a mais, não existe comprovação de participação em bancas
examinadoras e de publicação de artigos no exterior.”