pesquisa em comunicação: revista

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Vejam o sumário da Chasqui, o número mais recente, o 100.

A versão em PDF ainda não está disponível.

Portada:  
  • Temas y objetivos de investigación en la comunicación de ayer , Luis Ramiro Beltrán Salmón
  • Reto de la investigación latinoamericana , José Marques de Melo

Opinión:
 
  • Dos apostillas a la libertad de expresión , Antonio Pasquali Greco

Ensayos:
 
  • El derecho a la comunicación , José Zepeda Varas y Daniel Prieto Castillo
  • Comunicación, organización y narrativas: Construyendo desde la seducción, Fernando Veliz Montero
  • Comunicación para activar el microcrédito y combatir la pobreza, Fabiana Feijoo
  • Leyendas mercantiles y sabotaje a las corporaciones, Miguel Santagada
  • Marketing municipal , Amaia Arribas Urrutia
  • En defensa del periodismo profesional , Ángel Arrese
  • Compras y fusiones mediáticas a nivel mundial, María Helena Barrera- Agarwal

Prensa:
  • El artículo, un género persuasivo, Rafael Yanes Mesa

Televisión:
 
  • Televisión digital, los olvidados de la revolución, Fernando Fuente-Alba Cariola

Investigación:
 
  • El impacto de la publicidad de cigarrillos en menores de edad, Juan Felipe Mejía Giraldo

Comunicación Organizacional :
 
  • Comunicación corporativa en empresas chilenas , Dino Villegas y Alejandro Kemp

chamado de textos: sygno y pensamiento

Reproduzo:

“La revista Signo Pensamiento convoca a todo (as) los (as) investigadores (as) y pensadores (as) del campo de la comunicación y de las ciencias sociales y humanas a presentar sus artículos para el número 53 (Julio – Diciembre de 2008) de nuestra publicación, dedicada al tema “ LENGUAJE Y NACIÓN”.”

Para quem não sabe, a Sygno y Pensamiento é um periódico científico da Universidad Javeriana, de Bogotá. Para saber mais, acesse a convocatória de textos. O prazo de recebimento vence em 22 de abril.

pseudotraduções da martin claret: dinamite pura!

O blog do Gaveta do Autor traz uma carta-denúncia de um tradutor que coloca mais gasolina na fogueira. Para quem não se lembra, a editora Martin Claret está sob denúncias de que plagiava traduções de livros, que não pagava pelos direitos de algumas outras e demais ilegalidades.

Vale a pena acompanhar…

steven johnson no roda viva

A TV Cultura exibiu há pouco o Roda Viva, que entrevistou o professor e crítico cultural Steven Johnson, bastante conhecido por quem se interessa pelas discussões sobre games, mídias digitais e desenvolvimento humano.

Johnson, como sabem também, esteve no Brasil para a Campus Party, onde deu autógrafos, palestras, sorrisos e ainda lançou seu mais novo livro, O mapa fantasma. Mas Johnson é mais conhecido por outros dois títulos polêmicos: Cultura da interface, Every thing bad is good for you.

A coletiva do Roda Viva ficou bastante centrada na relação entre games e aprendizagem, uso de games para além da diversão. Em praticamente metade do programa, muitas perguntas bateram na mesma tecla, fazendo com que o professor tivesse que explicar seus argumentos de que games, TV e sites de relacionamento, por exemplo, embora pareçam nocivos às pessoas, podem deixa-las mais inteligentes, já que despertam nelas potencialidades pouco exigidas nas mídias tradicionais e livrescas. Johnson se refere a coisas como tomadas de decisão rápidas, resolução de problemas mais simples e – em seguida – mais complexos, raciocínio rápido e destreza manual, amplitude e orientação espacial, etc…

A concentração das perguntas sobre games me pareceu demasiada, mas também sinaliza uma situação: fora a PlayTV – voltada para o público gamer -, não há oportunidades na TV brasileira para se discutir e pensar o assunto. Geralmente, os games viram notícia em duas situações: no seu lançamento – e aí, é jabá – ou na sua proibição ou condenação pelos “malefícios que provoca às novas gerações”. Para a grande mídia, game ainda é brincadeira de criança, e não a indústria de entretenimento que mais cresce no planeta e que já até desbancou a cinematográfica em movimentação de ativos.

De qualquer forma, me fez pensar…

(Neste blog, já tratei de games e educação aqui e aqui)

(O blog do Steven Johnson está aqui)

só para lembrar

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Se estiver vagando por aí, passe no Mais de Um, o coletivo de blogs catarinenses.

5 links para professores (antenados)

Twitter for Academia
http://academhack.outsidethetext.com/home/2008/twitter-for-academia

Academic Commons
http://www.academiccommons.org

LifeHacker
http://lifehacker.com

Blog on Wiki Patterns
http://www.ikiw.org

Wikipedia e o novo currículo
http://www.scienceprogress.org/2008/02/wikipedia-and-the-new-curriculum

 

Divirta-se e passe adiante!

 

jornalismo online: princípios básicos (3)

Paul Bradshaw oferece a terceira parte de seus posts especiais sobre os princípios básicos do jornalismo online.

O primeiro foi Brevidade. Em seguida, veio o Adaptabilidade. Agora, o Scanabilidade.

Neste blog, já dei algo sobre isso aqui e aqui.

estratégia da universal começa a fracassar

No começo, era uma grande idéia. Exortar os fiéis a entrarem com ações em juizados especiais contra uma jornalista que pratica o preconceito religioso em suas matérias. E melhor: fazer isso pelo país todo, de forma a impedir que a ré possa estar em mais de uma audiência ao mesmo tempo. Com isso, alguns processos seriam julgados à revelia, e a jornalista ficaria intimidada. Deixaria de escrever besteiras e tal.

Pois essa foi a estratégia montada pela Igreja Universal do Reino de Deus em reação a reportagens que a repórter Elvira Lobato vinha publicando desde o ano passado na Folha de S.Paulo (para entender, clique aqui).

Nesta semana, alguns movimentos no tabuleiro contribuíram para a estratégia começar a fazer água. Primeiro, a suspensão de 22 dispositivos da Lei de Imprensa pelo STF; e segundo, a derrota de algumas ações judiciais impetradas por fiéis.

Por partes.

A decisão – provisória! – do STF não atinge diretamente a ofensiva da Universal contra a Folha, A Tarde e o Extra. Não atinge porque o rebanho de Edir Macedo entrou com ações que têm como base não a Lei de Imprensa, mas os Códigos Civil e Penal. Logo, com o canetaço do STF, as ações não foram arquivadas. No entanto, o golpe é indireto: a liminar do STF chama a atenção da sociedade para a mídia, e mais simbolicamente para a liberdade de imprensa. Veja o que alegou o ministro do STF, Carlos Ayres Britto, que assinou o despacho: “A imprensa e a democracia são irmãs siamesas. Por isso que, em nosso país, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade porquanto o que quer que seja pode ser dito por quem quer que seja”. O que quero dizer é que o lance do STF ressalta a importância e o papel social que podem desempenhar os meios de comunicação na democracia. (O Estadão preparou um material bem didático sobre o que está sendo discutido com a Lei de Imprensa: http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac129051,0.htm Aproveite e leia a matéria de hoje, aberta parcialmente para não-assinantes: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080224/not_imp129579,0.php)

Por outro lado, esses dias, mais duas ações de fiéis contra a Folha caíram por terra. Uma no Acre e outra no Paraná. E ambas foram rejeitadas por um argumento muito semelhante que pode ajudar a derrubar todas as demais ações: os fiéis que moveram as ações não têm legitimidade nelas. A matéria de Elvira Lobato não ofendeu os fiéis, mas se concentrou na forma como a Universal vem construindo seu imenso patrimônio e influência política. Trocando em miúdos: os fiéis se queixam de algo que não aconteceu, logo a ação mingua… A jurisprudência está aí. Basta que outros juízes que não caem no joguinho universal sigam o que manda a lei. (Para se ter uma idéia, cerca de 60 ações foram ajuizadas pelo rebanho de Macedo em todo o país).

Na semana passada, os meios de comunicação ligados à Universal (Portal Arca Universal e Rede Record, por exemplo) alardearam declaração do presidente Lula que surtiu como uma defesa da igreja: “As pessoas escrevem o que querem, depois ouvem o que não querem”. Nenhuma novidade nisso: só é preciso lembrar que o vice de Lula, José Alencar, deixou o PL para entrar no Partido Republicano Brasileiro. Adivinhe de quem é o partido? Da Universal.

O que vem a seguir?

1. A Universal vai perder mais ações nas próximas semanas.

2. Outras ações devem ser impetradas, agora com nova sustentação, tentando dar nova força à ofensiva.

3. Folha de S.Paulo e os demais réus vão dar uma tripudiada com suas vitórias parciais.

4. No Congresso Nacional, o PDT vai capitalizar forças para derrubar de vez a Lei de Imprensa.

5. Se o PRB for esperto, vai ser aliado de Miro Teixeira. (Com isso, traz o PDT na sua cruzada…)

6. O PT – paquidérmico e ruim de trato com a mídia – vai ficar olhando a coisa e coçando o queixo.

um golpe contra a lei de imprensa

O Supremo Tribunal Federal concedeu liminar contra artigos essenciais da Lei de Imprensa. Com a medida – provisória até que o STF julgue o mérito da ação -, ficam suspensas penas de prisão por calúnia, injúria e difamação que tiveram como base a Lei de Imprensa (5250/67). O Código Penal já trata da matéria.

O STF deu liminar com base em ação do PDT, que – capitaneado pelo deputado, jornalista e ex-ministro das Comunicações Miro Teixeira – quer derrubar a lei como um todo. Segundo argumenta o PDT, a 5250 é inconstitucional.

(Para ler matéria do G1 sobre isso, clique aqui ou da Folha de S.Paulo, aqui)

(Para saber da medida, tim-tim por tim-tim, vá ao Consultor Jurídico)

(Quer ler a liminar? Leia aqui em pdf)

A lei é inconstitucional? É sim, em diversas partes, ainda mais quando trata da censura de espetáculos e diversões (um dos trechos atingidos pela liminar). A lei é de 1967, e é tida como um dos entulhos autoritários, aquela legislação que restou após a queda da ditadura militar em janeiro de 1985.

Diversos países não têm lei de imprensa, e em alguns – como nos Estados Unidos – é inclusive proibido legislar sobre a mídia, de forma a constrangê-la ou impedir o seu trabalho. Quem garante isso é a tal Primeira Emenda, que os americanos tanto arrotam nos filmes.

De qualquer forma, a liminar não é uma surpresa por três motivos:

1. Miro Teixeira e o PDT fizeram alarde no Congresso reunindo assinaturas para um pedido de revogação da 5250/67.

2. A lei é flagrantemente obsoleta, inconstitucional e inóqua, já que muitos juristas e cortes já nem mais a levavam a sério. Para processos do tipo, recorriam ao Código Penal, mais forte e sem contestação jurídica.

3. Nem a mídia, nem a sociedade defendiam mais a lei, o que abre largos flancos para a sua derrota.

Há décadas, tramitam no Congresso diversos substitutivos da 5250. O mais avançado – para se ter uma idéia é de 1992.

A liminar do STF vem num momento oportuníssimo de discussões acirradas na mídia brasileira. Dois embates de grandes proporções estão em campo: um que envolve a Igreja Universal do Reino de Deus e a Rede Record contra Folha de S.Paulo, Extra e A Tarde; e outro que mobiliza o jornalista Luís Nassif contra a poderosa Veja (aqui o estopim da história, um resumo do Código Aberto, e sua sequência, aqui).

O ano já começou, senhores!

hackearam o mídia e política!

Sabotaram mais um site de observação de mídia nacional. Se em novembro de 2007 foi o Observatório da Imprensa (lembra?), agora foi a vez do Mídia e Política.

Leia a nota oficial dando a notícia e o novo endereço do site:
Nosso site foi invadido por um hacker, atualizaremos nossas edições na página www.mepnempp.blogspot.com enquanto solucionamos o problema. A mudança não permitirá, por enquanto, o acesso a textos anteriores a esta edição, mas será mantida a periodicidade quinzenal da página e a qualidade do conteúdo”

jornalismo: 20 mudanças em 10 anos

Paul Bradshaw listou na Press Gazette dez grandes modificações no panorama jornalístico que aconteceram na última década. Há de se concordar com todas elas, mas há mais. Bradshaw se restringe aos câmbios de cultura provocados pelo avanço tecnológico. Mas a realidade é maior.

As mudanças enumeradas pelo jornalista britânico são:

  1. From a lecture to a conversation
  2. The rise of the amateur
  3. Everyone’s a paperboy/girl now
  4. Measurability
  5. Hyperlocal, international
  6. Multimedia
  7. Really Simple Syndication
  8. Maps
  9. Databases
  10. Just a click away

Ok, ok. Eu gostaria de adicionar mais dez:

  1. A mídia está se tornando cada vez mais concentrada no mundo todo
  2. Cresce o número de processos contra jornalistas, seja porque esta é uma nova modalidade de hostilização dos poderosos, seja porque as vítimas da mídia recorrem mais aos tribunais
  3. Meios alternativos proliferam-se; alguns vingam, outros não. Ainda há instabilidade no mercado
  4. Cada vez se paga menos por conteúdos oferecidos online
  5. As mulheres invadiram as redações (bem como as escolas de comunicação, onde já são a maioria disparada dos alunos)
  6. A categoria jornalística – ao menos no Brasil – está mais desmobilizada do que nos anos 70, 80 e 90
  7. Explodiu o número de escolas de comunicação no país
  8. Jornalistas em cargos de chefia ou coordenação tem se rendido aos critérios do campo da administração para conduzir seu trabalho (repetem como ventrílocos  termos como reengenharia, inteligência emocional, tomada de decisão, endomarketing, market share…)
  9. Os departamentos jurídicos são cada vez mais influentes e decisivos nas empresas jornalísticas, cabendo a eles – em muitos locais – a última palavra sobre publicar ou não a matéria
  10.  O politicamente correto não tornou o jornalismo um produto melhor que antes

E aí? Quem tem mais dez novidades?

qualidade de ensino de jornalismo: eventos

Reproduzo:

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livro combina com vídeo

Sempre adorei comprar livros. Quando vou a uma livraria, não posso ter pressa, compromisso nem nada. Gosto de vasculhar as estantes, pegar os volumes, acariciar as capas, devorar orelhas e contracapas, escanear os sumários. Comprar livros é um prazer sensorial: envolve tato, visão, olfato e até o paladar (quem não lambe a ponta do dedo para folhear?)

Não renunciei a este prazer, mas não resisto e compro também pela internet. As livrarias virtuais estão cada vez mais interessantes. Entre as nacionais, a minha predileta é a Cultura. Tem visual claro, sem a poluição da Amazon ou as cores berrantes da Submarino. É segura, tem promoções interessantes e a entrega é super rápida.

Esta semana, descobri mais uma novidade que eu gostei lá na Cultura: agora, você clica num dos livros e abaixo das informações técnicas e trechos do livro, tem vídeos (do YouTube) relacionados.

Achei uma sacada! Cultura não tem fronteira: nem de país, de língua, de mídia, de nada…

Livro combina com vídeo sim!

fenaj lança nota contra igreja universal

A Federação Nacional dos Jornalistas lançou agora há pouco uma nota de repúdio à Igreja Universal do Reino de Deus e à Rede Record no episódio que já é uma das mais agudas perseguições à profissão no Brasil neste ano.

Para saber mais sobre a guerra entre a Universal e a mídia (leia-se jornal Extra, A Tarde e Folha de S.Paulo), acesse aqui (matéria de Elvira Lobato sobre a IURD), aqui (matéria sobre processos dos fiéis contra a mídia) e aqui (IURD desmente ações orquestradas).

Na segunda à noite, o jornalista Juca Kfouri fez um amplo desagravo à Elvira na mesa redonda que acontece semanalmente no canal ESPN Brasil. Juca apoiou a série de reportagens de Elvira e foi seguido em suas manifestações por outros jornalistas do mesmo programa, como João Palomino, Marcio Guedes e Fernando Calazans.

Durante a semana, surgiram outras manifestações de apoio às matérias investigativas dos jornais processados.

No portal Arca Universal, chamam a atenção duas notícias. Numa, de ontem, a matéria repercute a reportagem exibida no domingo sobre o “preconceito religioso” a que está sendo vítima a igreja. Na segunda matéria do portal, convocam o presidente da república, Lula, para abafar que esteja em curso uma série de atentados contra a liberdade de imprensa. 

Reproduzo a nota da Fenaj abaixo:

“Nota Oficial
Jornalistas repudiam intimidação da Universal 
A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos do país filiados à FENAJ  repudiam, com veemência, a atitude da direção da Igreja Universal do Reino de Deus, que desencadeia campanha de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão.Também apelam aos Tribunais e ao Superior Tribunal de Justiça no sentido de alertá-los para ações que se multiplicam a fim de inibir o trabalho de jornalistas em todo o país. O acesso e a divulgação da informação garantem o sistema democrático, são direitos do cidadão, e o cerceamento de ambos constitui violação dos direitos humanos.
A TV Record, controlada pela Universal, chegou ao extremo, inadmissível, de estampar no domingo, em cadeia nacional, a foto da jornalista Elvira Lobato, autora de uma matéria sobre a evolução patrimonial da Igreja, publicada na Folha de S.Paulo. Por esse motivo, Elvira responde a dezenas de ações propostas por fiéis e bispos em vários estados brasileiros.
Trata-se de uma clara incitação à intolerância e do uso de um meio de comunicação social de modo frontalmente contrário aos princípios democráticos, ao debate civilizado e construtivo entre posições divergentes.
O fato de expor a imagem da profissional em rede nacional de televisão, apontando-a como vilã no relacionamento com os fiéis, transfere para a Igreja a responsabilidade pela garantia da integridade moral e física da jornalista.
A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos exigem que os responsáveis pela Igreja Universal intervenham para impedir qualquer tipo de manifestação de intolerância contra a jornalista.
O episódio nos remete à perseguição religiosa, absurda e violenta, praticada por extremistas contra o escritor Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, e as charges de Maomé publicadas no jornal dinamarquês Jyllands-Posten.
O jornalista Bruno Thys do jornal carioca Extra também é processado pela Universal em cinco cidades do Estado do Rio de Janeiro. O repórter Valmar Hupsel Filho, na capital baiana, já responde a pelo menos 36 ações ajuizadas em vários estados do Brasil, nenhuma delas em Salvador, sede do jornal A Tarde, onde trabalha.
Há evidência de que essas ações, com termos idênticos, estão sendo elaboradas de forma centralizada, distribuídas e depois impetradas em locais distantes, para dificultar e prejudicar a defesa, além de aumentar o custo com as viagens dos jornalistas ou seus representantes.
Encaminhados à Justiça com o nítido objetivo de intimidar jornalistas, em particular, e a imprensa, em geral, esses processos intranqüilizam e desestabilizam emocionalmente a vida dos profissionais e de seus familiares. Ao mesmo tempo, atentam claramente contra os princípios básicos da liberdade de expressão e manifestação do pensamento.
Em um ambiente democrático e laico, é preciso compreender e aceitar posições antagônicas e, mais ainda, absorver as críticas contundentes, sem estimular reações de revanche ou mesmo de pura perseguição.
Este episódio repete, com suas consideráveis diferenças, outras situações em que os meios de comunicação exorbitaram os fins para os quais foram criados. A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos sustentam que a imprensa não pode se confundir com partidos políticos, crenças religiosas ou visões particulares de mundo.
Brasília, 20 de fevereiro de 2008.
Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Diretoria Sindicato dos Jornalistas da Bahia”

jornalismo online: princípios básicos (2)

Paul Bradshaw dá continuidade a sua série de posts que refletem sobre as mudanças que o jornalismo online está promovendo não só no consumo, mas na cozinha da coisa, afetando também os jornalistas. São, como ele mesmo escreveu, princípios básicos.

Se o primeiro capítulo foi a Brevidade, este de agora trata da Adaptabilidade dos profissionais aos novos cenários.

O post é longo, mas serve como uma aula. Para ler, pensar, contestar ou concordar. Mas não deixar passar em branco.

especial sobre blogs

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e-cuaderno já deu a dica. Raquel Recuero – como novo visual no blog – fez eco. Eu repito: a revista Dialogos de la Comunicación, da Felafacs, lançou uma edição sobre blogs.

Vá ver.

6 links para professores (inquietos)

(1) 10 maneiras de usar blogs no ensino: http://edublogs.org/10-ways-to-use-your-edublog-to-teach

(2) Plágio, Wikipedia e ética online para os estudantes: http://www.speedofcreativity.org/2008/01/29/plagiarism-wikipedia-and-encouraging-students-to-care-about-digital-ethics

(3) Twitter na sala de aula: http://novasm.blogspot.com/2008/01/twitter-em-sala-de-aula.html

(4) Videogames e mudanças na educação: http://www.pbs.org/idealab/2008/02/video-games-mobile-devices-inf.html

(5) Discuting direitos autorais, creative commons, propriedade intelectual e educação: http://www.speedofcreativity.org/2008/02/15/discussing-copyright-creative-commons-ip-and-education

(6) Edufuturo, um projeto equatoriano: http://www.edufuturo.com/entrada.php?c=43

sobre comentários e sobre ferramentas

Dois comentários de RogerKW me fertilizaram a cabeça esta noite.

O primeiro se refere aos próprios comentários em sites de notícias, por exemplo.

RogerKW critica o fato de os administradores de um site de uma rádio AM de Brusque deixarem os comentários abertos nas notícias de polícia, o que estaria se transformando num festival de intolerância, truculência, reacionarismo.

“Eles deixaram os comentários abertos, senão ninguém participa. Reacionária a coisa por parte da própria população, mas tudo bem, até tem justificativas. Aqui, por exemplo, tem uma dessas matérias de polícia:
http://www.radiocidadeam.com.br/noticia.php?cod_noticia=1621

Bom, é só de curiosidade mesmo. Pior que essas coisas “povão” dão audiência pra caramba. Matéria de política mal tem acesso. De polícia, extrapola os comentários. O que é sensacionalista são as fotos dos caras presos e tal.”

Entendo a preocupação de RogerKW. Mas daria para ser diferente? Os administradores deveriam fechar o acesso? Não permitir a participação das pessoas na seção de polícia e sim nas demais? Como motivar a interatividade e o interesse em outras áreas?

Algumas respostas e perguntas pessoais e transitórias.

1. Sites e blogs não podem mais conviver sem o espaço para a participação popular. Seria um retrocesso. Permitir o comentário e fechar a leitura não é solução.  Diversos sites optam por algumas formas de controle, seja moderando as mensagens, seja estabelecendo regras para os comentários – rechaçando ofensas, racismo e discriminação, seja ainda não permitindo o anonimato.

2. Sobre o anonimato, também concordo. Sou contra. Aliás, a própria Constituição veta essa prática. Na web, a coisa fica mais complicada porque o cidadão pode burlar o anonimato, inventando uma máscara, com dados fictícios. Não que isso fosse impossível antes. Claro que alguém poderia inventar endereço e nome e mandar cartas à mídia, detonando tudo e todos. Mas taí uma coisa que precisamos resolver: como lidar com a identidade e a identificação do público.

3. Uma pergunta capciosa: ao aumentarmos o rigor na identificação não iremos – de alguma forma – constranger ou reduzir a participação pública?

4. Como combater o conservadorismo, o ódio e a agressividade de alguns internautas? Nossa! Se eu tivesse a solução pra isso…

 ***

Um segundo comentário de RogerKW se refere aos posts que coloco aqui sobre blogueiros, professores e profissionais que martelam na tecla de ensinar a usar ferramentas e recursos.

“tu não acha que tem muita gente discutindo ferramenta em vez de discutir a profissão? Não sei (tenho essa impressão reforçada por lê-la), mas me parece que a preocupação é em educar os jornalistas a usar blogs, leitor de feeds, etc – o que é extremamente primário. Enfrentamos uma burocratização da profissão, queda de publicidade, enxugamento de redações e a web é uma coisa mutante”.

Eu penso que as coisas são diferentes, podem se complementar e não são excludentes.

Há espaço e leitores para os tecnófilos e para os mais reflexivos. Não se sobrepõem em importância. Mas temos que considerar que as realidades de Paul Bradshaw e Mindy McAdams são bem distintas das nossas. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a discussão sobre a profissão passa por outros caminhos. Falo tanto do ponto de vista classista quanto teórico.

De qualquer forma, não tenho dúvidas de que temos que acompanhar o que pensam e escrevem esses caras (e outros). E mais importante ainda: precisamos NÓS escrever, pensar, produzir e publicar conteúdos na blogosfera nacional que sirva aos usuários desta mesma blogosfera.

web semântica: 11 coisas

Bernard Lunn, no ReadWriteWeb, lista onze coisas que se deve saber quando o assunto é Web Semântica.

Ele vai direto em alguns pontos que considero muito importantes: uma definição para a coisa, o cuidado com o apologismo, o que se pode esperar da coisa. Lunn é cuidadoso, e vê a coisa em perspectiva.

“Semantic Web will leverage the “community” to add structure and this will use some techniques from first generation Social Networking. But it is very unlikely that Semantic Web will emerge from the walled gardens of current social networking sites. The winners will know how to motivate community to provide structure and will provide the tools that make the structuring so easy that nobody knows they are doing anything so boring as structuring. That is the big lesson from Web 2.0 that will be applied in the Semantic Web”.

contemporânea chama textos

José Carlos Ribeiro, um dos editores da revista Contemporânea, de uma das pós da UFBA, avisa que a publicação está recebendo artigos.

Veja:

“A Contemporanea – Revista de Comunicação e Cultura, uma publicação semestral do Programa de Pós-graduação em
Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBa), está recebendo ensaios, artigos, entrevistas, atualizações bibliográficas, resenhas de livros de pesquisadores da área de estudos da comunicação e de áreas afins para seu próximo número, a ser lançado em junho de 2008.

(…)

O original deverá ser submetido exclusivamente via Sistema de Revistas Eletrônicas Revcom (http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/contemporanea). Após a recepção do material, os editores responsáveis entrarão em contato visando confirmar os procedimentos iniciais do processo de submissão”.

Data final para o envio de originais: 10 de março de 2008.

Normas de publicação: http://www.contemporanea.poscom.ufba.br/htmls_port/normas.html

jornalismo online: ensino e princípios básicos

Mindy McAdams concluiu hoje o seminário que iniciou dia 11 no Poynter. O tema é mais do que interessante para professores de jornalismo e mesmo aqueles que se interessam sobre evolução pedagógica em tempos de web 2.0: Multimedia Journalism for College Educators. Mindy disponibilizou o material que produziu para esta atividade, veja aqui.

Para saber mais desses seminários do Poynter, vá por aqui.

Do Reino Unido, Paul Bradshaw fez a primeira de uma série de cinco postagens sobre os princípios básicos do jornalismo online. O autor começa com B, de Brevidade. Acompanhe por aqui.

Fiz questão de juntar as duas iniciativas neste mesmo post por várias razões: são contemporâneas (da mesma semana), vêm de lugares distintos (EUA e Inglaterra), de gerações distintas de autores e são muito, mas muito estimulantes para se pensar ensino, tecnologias, valores e práticas.

frank manda ver

Duas verdades e um convite:

Frank Maia é meu chapa

Frank Maia é o melhor chargista de Santa Catarina, apesar de tudo.

O convite eu recortei e colei do email dele e está aí embaixo:

ah, a campus party

Esqueci de mencionar aqui.

Talvez porque não esteja lá ou por perto. Ou ainda porque haja muita gente dando conta da festa melhor do que qualquer post meu… De qualquer forma, a meia dúzia de meus leitores pode acessar o site do evento AQUI ou mesmo o blog AQUI.

Divirtam-se!

inflação e educação

O que mais tenho ouvido nas últimas semanas é que a educação está em crise. Isto é, que o mercado da educação está em crise, já que diversos números mostram que:

  • Hoje, as vagas oferecidas nas instituições de ensino superior são superiores ao número de candidatos na faixa dos 18 a 24 anos
  • Os custos ainda são muito altos para absorver parcela significativa dos “consumidores”
  • A concorrência cresceu brutalmente: as escolas particulares explodiram e o governo federal acordou, e vem polvilhando novas unidades em diversas partes
  • As federais querem reduzir abrupta e brutalmente a sua ociosidade: vai ter até curso noturno!
  • Tem IES colocando ações em bolsa pra captar recursos
  • Tem tubarões comprando as menores
  • Tem mais de 35 mil cursos de pós (especializações apenas) no país no momento

Aí, eu pergunto (inocentemente): isso é universalização da educação ou sofremos uma inflação de oportunidades?

Existe mesmo uma crise na educação?

madu dá a real

Madu articula duas informações dispersas na rede e tece um raciocínio claro, colocando os pingos nos is sobre a relação das novas e velhas mídias com o público, o desembarque dos blogueiros na praia das coberturas e o que temos adiante.

Madu junta estudo feito por uma universidade norte-americana (e comentado no Poynter) e a notícia-piada de que blogueiros estariam hostilizando jornalistas na Campus Party. De quebra, Madu lembra os incautos que acha que leram A Longa Cauda.

Vá conferir.

essas manchetes…

Uma passada rápida de olhos pelos jornais deixam a gente de queixo caído:

Lucro do Itaú quase dobra em um ano e vai a R$ 8,473 bilhões

Presidente do Timor Leste encontra-se em estado crítico, segundo organização

Governo manobra para emplacar aliados nos principais cargos da CPI

Resumo da ópera: bancos lucram, atiram no Nobel da Paz e o governo joga sujeira debaixo do tapete.

mídia, adolescência e deficiência

Um estudo inédito observou como adolescentes com deficiência se relacionam com a TV no Brasil, Argentina e Paraguai. A pesquisa foi divulgada hoje pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância, ANDI.

Uma prévia: os adolescentes não se consideram retratados na mídia desses países.

“Garotas e garotos com deficiência pouco se reconhecem na programação de tevê, nos jornais e nas revistas. É o que revela o estudo ‘Mais Janela que Espelho: a percepção dos adolescentes com deficiência sobre os meios de comunicação na Argentina, no Brasil e no Paraguai’, lançado hoje (11/02) pela ANDI, Rede ANDI América Latina e Save the Children Suécia.  A pesquisa ouviu 67 adolescentes, a maioria na faixa dos 11 a 13 anos, com deficiência, de diferentes classes sociais, em três países latino-americanos – Brasil, Argentina e Paraguai – divididos em oito grupos focais nas cidades de São Paulo, Salvador, Buenos Aires e Assunção. A maioria esmagadora deles não se recordou de nenhuma notícia ou personagem televisivo que abordavam essa condição. ‘Apenas depois de diretamente questionados eles lembravam de algo e falavam no assunto’, conta Guilherme Canela, coordenador de Relações Acadêmicas da ANDI e do estudo”.

Conheço a pesquisa e os dados que ela traz nos ajudam muito a (re) pensar essas relações entre adolescentes, pessoas com deficiência e meios de comunicação.

Para ter acesso ao PDF com 41 páginas, clique aqui.

A Folha de S.Paulo deu uma nota no sábado, dia 2. Veja aqui.

googlemap: online journalists

Já que falamos em Google Mapas, tem este de jornalistas online do mundo todo. Inclui caras como Paul Bradshaw, Ramon Salaverría, Mohamed Nanabhay, Alexandre Gamela, Jose Luis Orihuela, Luis Santos…

Veja e entre.

googlemap: edublogueiros

A sempre conectada Marli D. Fiorentin publicou um desses mapas do Google, contendo a localização de diversos professores blogueiros do país.

Veja, entre, divulgue e use.

jornalismo e cineminha

Tive sorte. Com essa mensagem up, o blog Yo Tube Suerte faz trocadilho com o maior site de vídeos do mundo e ainda oferece uma série de coleçõezinhas legais.

Tem uma com os 100 melhores filmes sobre jornalismo.

Tá, lista é sempre pessoal e discutível, mas esta vale a pena dar uma olhadinha.