o big brother dos professores

Há dois anos mais ou menos eu jantava com meu amigo Antonio Brasil, da UERJ, e ele me contava de uma iniciativa muito interessante que havia conhecido nos Estados Unidos, onde estivera como professor visitante. Era um site em que os alunos davam notas aos seus professores, avaliando seus desempenhos em sala de aula, as explicações, o preparo dos conteúdos e por aí vai. Bem, o site é o RateMyProfessors e é bastante visitado nos esteites…

Aqui no Brasil, já há um similar. É o Descolando!, site desenvolvido por estudantes, mas bastante restrito ainda. Você só entra e usa se tiver convite e cadastro. Não entrei, mas fiquei curioso para saber da performance de muita gente.

Você pode ser perguntar: mas pra que serve? como funciona?
Os promotores respondem: “O descolando! é a melhor forma de descobrir tudo sobre seu professor. Você vai saber se ele explica bem, se a prova é difícil e até mesmo se ele falta às aulas. Um site de avaliações de professores feito para os universitários e não para as universidades! Não será mais por falta de informação que você vai perder o período. Além de compartilhar avaliações, você vai poder dizer tudo sobre seus professores, e ver o que estão dizendo sobre eles. Você poderá filtrar as avaliações e comentários de alunos que passaram ou repetiram, que estudaram muito ou pouco e que foram ou não às aulas”.

É ou não é um Big Brother de professores?

diploma em jornalismo: mais um lance

O site da Fenaj divulgou hoje uma sentença do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que surte como um reforço à tese de que é necessário sim portar diploma para exercer o jornalismo. Como sabem, a guerra do diploma começou em outubro de 2001 com um despacho da juíza Carla Rister desobrigando qualquer cidadão a ter diploma de nível superior para requerer o registro de jornalista.

Pois o episódio mais recente – este do TST – pode ser lido aqui. Não se trata de entrar no mérito da questão, mas a decisão do TST traz mais um elemento para convencer os poderosos do Supremo Tribunal Federal sobre o caso. São eles que decidirão.

A notícia é boa, mas é cedo demais para comemorar, já que ela nem mesmo muda o panorama atual.

(Para saber mais, acesse aqui)

mais um lançamento

Claudia Lago e Richard Romancini estão lançando “História do Jornalismo no Brasil”, pela Insular.

A capinha é esta aí embaixo

histjor.jpg 

 

Mas se quiser uma prévia, vá ao site que o Richard construiu.

o coelho de alice

Hoje, não estou sem assunto. Estou sem tempo.

O coelho de Alice vive me perseguindo. Impertinente, bate com o indicador no vidro do relógio, e tamborila o chão com a patinha.

Para exorcizá-lo, invoco Caetano Veloso e sua “Oração ao tempo”:

És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho 
Tempo Tempo Tempo Tempo, 
vou te fazer um pedido 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Compositor de destinos, 
tambor de todos os ritmos 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
entro num acordo contigo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
és um dos deuses mais lindos 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
ouve bem o que te digo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
quando o tempo for propício 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
e eu espalhe benefícios 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
apenas contigo e migo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
E quando eu tiver saído para fora do círculo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
não serei nem terás sido 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
num outro nível de vínculo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
nas rimas do meu estilo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
 

lista lusófona de blogs de pesquisadores em comunicação (47ª atualização)

Em julho deste ano, iniciei um esforço coletivo de reunir numa lista os principais blogs de pesquisadores em Comunicação no Brasil. A idéia era simples: juntar professores, mestrandos, doutorandos, pesquisadores em geral do campo da Comunicação que mantivessem seus blogs. Esses pontos na web não precisavam tratar necessariamente da área, já que a intenção era mesmo aglutinar pessoas afins em alguma coisa, e com isso mostrar as suas heterogeneidades.

De sugestão em sugestão, chegamos a mais de cem endereços na lista, e agora, acho que é necessário abrir mais. Por isso, convido os colegas de Portugal, Moçambique, Angola, Goa e todo o mundo que fala a Língua de Camões a constituir uma Lista Lusófona de Blogs de Pesquisadores em Comunicação.

Estão mantidos os mesmos critérios da lista brasileira: Entra quem é pesquisador da área da Comunicação e que tenha um blog. A lista estará em constante construção, aceitando sugestões de todos os lados. Passar a lista adiante é outra forma de contribuir para este esforço para a blogosfera em língua portuguesa.

Lá vai, então!

De Portugal e doutros países

AF – http://primeira-pagina.blogspot.com

Ana Amélia Amorim Carvalho – http://portfoliodigital.blogspot.com

André Carita – http://pensarvideojogos.blogspot.com

Andreia Silva – www.teocomuni.blogspot.com

Antonio Granado – http://www.ciberjornalismo.com/pontomedia

Bruno Amaral – http://www.brunoamaral.com

Carlos José Teixeira – http://comunicacaoempresarial.com

Educar para os medias – http://educarparaosmedias.blogspot.com

Fernando Zamith – http://zamith.googlepages.com/home

Francisco Rui Cádima – http://irrealtv.blogspot.com

Helder Bastos – http://travessiasdigitais.blogspot.com

Inês Amaral – http://blog.ciberesfera.com

Isabel Salema Morgado – http://emsemicirculo.blogspot.com

João Paulo Menezes – http://ouve-se.blogspot.com

João Paulo Menezes 2 – http://osegundochoque.blogia.com

Jorge Camões – http://bizviz.jorgecamoes.com

Jorge M. M.Rosa 1 – http://www.cecl.com.pt/investigadores/jrosa/dbordo.html

Jorge M. M.Rosa 2 – http://arcturus.tumblr.com

Jornalismo PortoNet – http://blog.icicom.up.pt

José Carlos Abrantes – http://www.josecarlosabrantes.net

Luis Bonixe – http://radioejornalismo.blogspot.com

Luis Filipe B. Teixeira – http://www.escritasmutantes.com

Luís Miguel Pato – http://videoonscreen.blogspot.com

Luis Pereira – http://literaciadigital.blogspot.com

Luís Santos – http://atrium.wordpress.com

Manuel Pinto e colegas da Universidade do Minho – http://mediascopio.wordpress.com

Manuel Pinto 2 – http://www.comedu.blogspot.com

Metablogue – http://metablogue.weblog.com.pt

Monica Delicato – http://monicadelicato.blogspot.com

Monica Delicato 2 – http://pequenasreportagens.blogspot.com

Nelson Zagalo – http://virtual-illusion.blogspot.com

Observatório da Imprensa – http://blog.observatoriodaimprensa.pt

Orlando Castro – http://altohama.blogspot.com

Paula Cordeiro – http://netfm.wordpress.com

Paulo Nuno Vicente – http://pnvicente.wordpress.com

Pedro Fonseca – http://contrafactos.blogspot.com

Pedro Jerónimo – http://jornalices.com

Pedro Silva – http://ludologia.blogs.ca.ua.pt

LocalMediaPT – http://localmediapt.wordpress.com

Nelson Silva – http://estudosjornalisticos.blogspot.com

Rogério Santos – http://industrias-culturais.blogspot.com

Sergio Denicoli 1 – http://tvdigital.wordrpess.com

Silvino Lopes Évora – http://nosmedia.wordpress.com

Victor Ferreira – http://prometeu.wordpress.com

Vitor Soares – http://infoinclusoes.blogspot.com

Do Brasil

Adriana Amaral – http://palavrasecoisas.blogspot.com

Adriana Santana – http://jornalismocordial.blogspot.com

Adriana Zottis – http://doissoumais.blogspot.com

Alberto Oliveira e alunos – http://escravosdejol.blogspot.com

Aldo Schmitz – http://fontespautam.wordpress.com

Alessandra Carvalho – http://karapana.wordpress.com

Alessandra Ogeda – http://moviesense.wordpress.com

Aleteia Ferreira – http://espacodamoda.blogspot.com

Alex Primo – http://alexprimo.com

Alexandra Bujokas – http://midiaeduc.zip.net

Alexandra Bujokas 2 – http://midialab.wordpress.com

Alexandre Gonçalves – http://colunaextra.blogspot.com

Alvaro Larangeira – http://larangeira.com.br/blog.php

Ana Brambilla – http://anabrambilla.com/blog

Ana Claudia Menezes – http://anaclaudiamenezes.blogspot.com

Ana Paula Penkala – http://ocinematographo.blogspot.com

André Deak – http://www.andredeak.com.br

André Lemos – http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos

Avery Veríssimo – http://www.avery.jor.br

Beatriz Dornelles – http://biadornelles.blogspot.com

Bibiana Friderichs – http://www.scriptografias.blogspot.com

Blog do Lamce – http://blogdolamce.zip.net

Blog do Jornalismo – http://www.blogdojornalismo.wordpress.com

Blog do RP – o seu blog! – http://blogdorp-oseublog.blogspot.com

Blogs e Imagem Organizacional – http://www.pesquisablogseimagem.blogspot.com

Calos Baqueiro e Eliene Nines – http://oinimigodorei.blog.terra.com.br

Carla Schwingel – http://ciberjornalismobr.blogspot.com

Carlos Castilho – http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id_blog=2

Carlos D´Andréa – http://novasm.blogspot.com

Carolina Terra – http://rpalavreando.blogspot.com

Ceila Santos – http://ceilasantos.blogspot.com

Cezar Migliorin – http://www.a8000.blogspot.com

Charles Cadé e Cia: http://www.contextodigital.net

Claudia Quadros – http://noexpresso2222.blogspot.com

Claudio Nossa – http://www.weblogical.com.br/blog

Cris Dresch – http://crisdresch.wordpress.com

Cris Valéria – http://www.profcrisvaleria.blogspot.com

Cristina Sales – http://comunicacaoecidadania.blog.terra.com.br

Daniel Christino: http://pasmoessencial.wordpress.com

Daniela Bertocchi – http://imezzo.wordpress.com

Débora Elman: http://modanaacademia.blogspot.com

Débora Lopez-Freire: http://lopezfreire.wordpress.com

Deise Nascimento: http://deisenascimento.blogspot.com

Demétrio Soster – http://dsoster.blogspot.com

Demétrio Soster 2 – http://lambidadigital.blogspot.com

Dênis de Moraes – http://comcult.blogspot.com

Eduardo Tessler – http://www.midiamundo.com

Eduardo Peret – http://ocabideiro.blogspot.com

Eliana Frantz de Macedo – http://www.iknowpolitics.org/fr/blog/141

Elias Machado – http://metpesqjol.blogspot.com

Enio Moraes Júnior – http://www.blogdoenio.blogspot.com

Erick Felinto – http://www.erickfelinto.com/blog

Esdras Marchezan – http://www.literaturaejornalismo.blogspot.com

Evandro Ouriques – http://evouriques.wordpress.com

Ezequiel Vieira – http://polimidia.wordpress.com

Fabio Fernandes – http://www.verbeat.org/blogs/posestranho

Fábio Malini – http://fabiomalini.wordpress.com

Fernanda Bruno – http://dispositivodevisibilidade.blogspot.com

Fernando Firmino da Silva – http://jornalismomovel.blogspot.com

Fernando Resende – http://berrantes.blogspot.com

Francisco Madureira – http://clicologoexisto.wordpress.com

Geane Alzamora – http://www.jncultural.blogspot.com

Gerson Martins – http://brciberjornalismo.blogspot.com

Gilberto Gonçalves – http://corpo12.blogspot.com

Gipo – http://blogdogipo.blogspot.com

Gisele Honscha – http://giseleh.com

Glauco Cortez – http://www.glaucocortez.wordpress.com

Gloria Gomide e Cia – http://www.dcs.pucminas.br/coreu/embriao

Grace Bender Azambuja: http://vidasemfio.livejournal.com

Grupecj – http://grupecj.blogspot.com

GT História da Mídia Digital – http://www.gthistoriadamidiadigital.blogspot.com

Guilherme Freitas e Cia – http://www.blogdacomunicacao.com.br

Henrique Antoun – http://governabilidade.blogspot.com

Hernani Dimantas – http://meta.comunix.org

Horizonte RP – http://horizonterp.com.br/blog

Hugo Matias – http://h81.blogspot.com

Isadora Garrido – http://www.cronicasatipicas.wordpress.com

Isaías Venera – http://devir.zip.net

Ivan Satuf – http://problemasinterativos.blogspot.com

Jan Alyne Souza – http://www.janalyne.wordpress.com

Joana Belarmino – http://www.joanabelarmino.zip.net

João Curvello: http://www.acaocomunicativa.pro.br

Joel Minusculi – http://joelminusculi.wordpress.com

Jorge Alexandre Machado – http://www.portaldosfatos.blogspot.com

Jorge Rocha – http://www.verbeat.org/blogs/exu

Jornalismo Capixaba – http://jornalismo-capixaba.blogspot.com

José Renato Salatiel – http://salatiel-reuniaodepauta.blogspot.com

Josiany Vieira – http://josianyvieira.blogspot.com

Joyce Souza – http://palavraslevaovento.blogspot.com

Juciano Lacerda – http://www.sociedadetecnocom.blogspot.com

Juliana Escobar – http://julianaescobar.blog.terra.com.br

Juliano Melo – http://www.serrp.blogspot.com

Katia Fonsaca – http://www.imaginariodigital.blogspot.com

Kennya Max – http://kemax.blogspot.com

Kildare Medeiros Holanda – http://fresagem.blogspot.com

Laura Storch: http://laurastorch.wordpress.com

Léo Alves – http://filhodapauta.blogspot.com

Leonardo Foletto – http://subbcultcha.blogspot.com

Lia Seixas – http://generos-jornalisticos.blogspot.com

Liliana Ribeiro – http://umponto.wordpress.com

Limc – http://www6.ufrgs.br/limc/blog

Lino Resende – http://www.linoresende.com.br/blog

Lisandro Nogueira: http://www.lisandronogueira.blogspot.com

Lorena Tarcia – http://www.online.blogspot.com

Lucas Santiago – http://www.luelucas.com.br

Luciana Carvalho – http://olhardeinquietude.blogspot.com

Luciana Cattony – http://plantabaixa.wordpress.com

Luciano Miranda – http://lucianomiranda.wordpress.com

Magru Floriano – http://magrufloriano.zip.net

Manuel Carlos Chaparro – http://www.oxisdaquestao.com.br

Marcelo Gentil – http://rpemais.blig.ig.com.br

Marcelo Gonçalves – http://diariodeumdoutorando.blogspot.com

Marcelo Trasel – http://www.insanus.org/martelada

Marcia Canedo – http://jornalismoantenado.blogspot.com

Márcia Benetti Machado – http://marciabenetti.blogspot.com

Márcio Ceschini – http://orasblog2.blogspot.com

Marcio Gonçalves 1 – http://marcio-comunicacaoempresarial.blogspot.com

Marcio Gonçalves 2 – http://diariodeumdoutorando.blogspot.com

Marco Antunes – http://www.antunesblog.blogspot.com

Marcos Palácios e Equipe GJOL – http://gjol.blogspot.com

Marcos Palacios – http://palacios49.wordpress.com

Maria Clara Aquino – http://www.mcaquino.wordpress.com

Mari Graça Pinto Coelho: http://cultmidia.blogspot.com

Mestrado da Tuiuti – http://mclpublica.blogspot.com

Mirna Tonus – http://interacoesdigitais.blogspot.com

Moacir Barbosa de Souza – http://historiadoradio.myblog.com.br

Moisés dos Santos – http://moisesdosantos.blog.uol.com.br

Nemes – http://www.ufrgs.br/nemes/blog.htm

Núcleo de Comunicação Digital – http://f5labdigital.blogspot.com

Nupejoc – http://www.nupejoc.blogspot.com

Objethos: http://objethos.wordpress.com

Orlando Tambosi: http://www.otambosi.blogspot.com

Paula Puhl – http://academiaglitter.blogspot.com

Paulo Roberto Leandro – http://www.pauloleandro.portalesportivo.com.br

PC Guimarães – http://blogdoprofessorpc.blogspot.com

Pedro Penido – http://meiodigital.wordpress.com

Pedro Serra – http://namedia.wordpress.com

Pollyana Ferrari – http://remixnarrativo.blogspot.com

Processos Comunicacionais – http://processocom.wordpress.com

Raquel Recuero – http://www.pontomidia.com.br/raquel

Reges Shwaab – http://errudito.blogspot.com

Regiane Santos – http://jornalismodeprecisao.blogspot.com

Renoi – http://renoi.blogspot.com

Roberta Scheibe – http://www.santasaliencia.blosgpot.com

Roberto Tietzman – http://rtietz.blogspot.com

Robson Souza – http://luzeestilo.wordpress.com

Rodrigo Lóssio – http://www.lossio.com.br

Rogério Covaleski: http://www.covaleski.com.br/blog

Rogério Christofoletti – https://monitorando.wordpress.com

Rogério Kreidlow – http://rogerkrw.blogsome.com

Rose Angélica – http://www.sobrejornalismo.blogspot.com

RP na Rede – http://rpnarede.wordpress.com

Sandra Montardo & Cia. – http://www.blogsespeciais.blogspot.com

Sandra Montardo + Paula Jung Rocha – http://tekhne.blogspot.com

Sean Hagen – http://seanhsean.blogspot.com

Sergio Denicoli 2 – http://www.pontodeanalises.blogspot.com

Silvio Demétrio – http://outrapauta.wordpress.com

Simone de Sá (Labcult) – http://labcult.blogspot.com

Sonia Regina Soares da Cunha: http://cultmidia.blogspot.com

Solange Pereira Pinto – http://revistajornalismo.blogspot.com

Suzana Tavares – http://identidadenegra.zip.net

Taís Chaves – http://senhas.wordpress.com

Tarcísio Silva: http://www.tarciziosilva.com.br/blog

Tattiana Teixeira – http://releituras2.zip.net

Tattiana Teixeira – http://www.tattiana.jor.br

Thiago Falcão – http://nota-7.blogspot.com

Thiago Floriano – http://www.thiagofloriano.net

Tomás Barreiros – http://www.tomasreporter.blogspot.com

Toni Scharlau – http://www.tonischarlau.blogspot.com

Victor Gentilli: http://licencaporfavor.blogspot.com

Victor José Zacharias 1: http://observaong.blogspot.com

Victor José Zacharias 2: http://ongpoint.blogspot.com

Vilso Jr Santi – http://www.santoseloucos.blogspot.com

Vinicius Pereira & Cia: http://ewpdigitaltrash.blogspot.com

Yuri de Almeida – http://herdeirodocaos.wordpress.com

Yza Sarmento – http://mangura.blogspot.com

Zeca Freitas – http://blogdozecafreitas.blogspot.com

Zeca Peixoto – www.textosaovento.blogspot.com

 

 

 

 

 

 

aBUNDAncias

Consta que Drummond era um bundófilo. Vinicius de Morais também, e Ziraldo até lançou revista enaltecendo as abundâncias metafórico-metafísicas nacionais. Embora bunda ainda não tenha sido tombada pelos órgãos patrimoniais, ela é um monumento que se reverencia nas praças, nos museus, nas ruas, no ônibus, na praia, em casa, pela TV, em qualquer lugar.

A bunda mobiliza todos os sentidos humanos, ninguém fica de fora.

E a apropriação da palavra em diversos outros sentidos, mostram não apenas a incoerência da dialética bundal mas também a amplitude do que ela significa para todos nós. Nascer de bunda pra lua é ser bafejado pela sorte. Bundão é um sujeito pusilânime. Povinho-bunda é uma nação desarticulada. Bunda-molice é atestado de incompetência, inaptidão. Bunda-suja é um cidadão reles. E mesmo achincalhando com a bunda na boca, cultivamo-la na sua singeleza curvilínea.

Elas são paradoxais. São únicas, mas são plurais. Afinal, na matemática-dos-quadris, uma bunda tem duas bandas. Tal como o cérebro tem dois lobos. Neste país, há quem pense com a bunda. E por que não?

Já vimos a banda passar, mas continuamos a ver a bunda passar. Ela nos obriga a olhar de revés, encarar o verso das pessoas, o que há por trás delas. Sejam as nádegas, o bumbum ou qualquer sinônimo que a anatomia permita.

Drummond foi certeiro ao escrever:

A bunda, que engraçada

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda
redunda.

Vinicius cantou a bunda de diversas formas. Em verso e canção.

Ziraldo dizia que sua revista Bundas “era a cara do Brasil”.

Certa noite, num lugar público qualquer, João Ubaldo Ribeiro foi interpelado por uma senhora indignada com seu mais recente livro A Casa dos Budas Ditosos (eu disse budas!). “O senhor é um devasso mesmo! Escreveu um monte de pornografias nesse livro. Parece que sabe muito do que escreveu. Por acaso o senhor já deu a bunda?”
Mais rápido que de costume, o escritor respondeu: “Não, minha senhora. Mas já comi muitas”

O fato é que só há pouco as mulheres também vêm se manifestando sobre ela, a bunda. Mas o movimento ainda é muito tímido, localizado, como as celulites. As mulheres têm comentado a preferência no que tange jogadores de futebol, atores e celebridades em geral. Não se trata, portanto, de machismo o culto à coisa em si. Mas de prazer estético, o que às vezes descamba também para o erótico.

Há doutores no assunto. Bundablog é um site carioca que presta serviço público, reunindo bundófilos, bundólogos, bundófagos e bundólatras. Perceba a importância dessa iniciativa e o contingente populacional a que serve. Há milhões de bundófilos no Brasil. Alguns são bundófagos, outros sofrem de bundolatria. Mas bundólogos há poucos, por isso é importante recorrer a especialistas em momentos especiais.

Se você se encaixa em algum dos perfis acima, vá direto à coisa.
Se achou esse post bunda-demais, levanta a sua da cadeira e vá exercitar os glúteos.

ranking da blogosfera lusófona

Obvius está produzindo e difundindo rankings de blogs em língua portuguesa, estejam eles em qualquer canto do mundo em que a língua de Camões é entoada.

Para ver os 100 mais visitados no Brasil e Portugal, clique aqui.

Para saber dos 500 mais-mais, veja aqui.

Para ter mais detalhes de como são feitas as listinhas, passe por aqui.

10 anos de periodismo.com

tapa.jpg

O site Periodismo.com completa 10 anos na próxima terça, dia 11.
Para celebrar, lança e-book com textos de muitos colunistas e colaboradores do portal argentino que atende a comunidade de língua hispânica na Europa e nas Américas. Para baixar o livro, clique aqui. O volume em formato PDF tem 206 páginas, está todo em espanhol, e muita coisa ali não interessa ao leitor brasileiro. Entretanto, para quem estuda, pesquisa, pensa ou faz jornalismo online, há sempre o que aprender nesses materiais.

faz pouco tempo, mas faz uma diferença…

Algumas coisas parecem ter mudado há milhões de anos, mas faz pouco, muito pouco…

  • O cep só tinha cinco dígitos, lembra?
  • As placas dos veículos eram amarelas…
  • … e tinham duas letras e quatro algarismos…
  • Os números de telefone tinham seis dígitos, e você discava. Isso mesmo: os telefones não tinham teclas.
  • Lutar pelo meio ambiente era coisa de gente sem ter o que fazer.
  • Você comprava filmes e mandava revelar fotos.
  • Aparelhos de telefone celular eram grandes, pesados, caros e só faziam ligações.
  • Ninguém tinha e-mail.
  • Todo mundo tinha medo da inflação e se sobrasse uma graninha, você investia no over night…
  • Havia telefones públicos em quase todas as esquinas e eles funcionavam à base de fichas, lembra?
  • Leite se comprava em saquinhos.
  • Professores usavam mimeógrafos e retroprojetores.
  • Contabilistas usavam papel-carbono.
  • Você comprava discos de vinil e nem imaginava baixar músicas ou comprá-las por unidade na internet.
  • Havia cigarrinhos feitos de chocolate, e eles eram vendidos em bares para as crianças.
  • A Varig era a empresa número 1 da aviação.
  • Você não precisava usar o número da operadora em ligações interurbanas.
  • Sedex 10 era coisa de Flash Gordon.
  • Os meninos se deliciavam com as chacretes.
  • Não havia cartão eletrônico de banco, e você conferia o saldo no caixa…
  • Trabalhos escolares eram feitos à base de Barsa e à máquina de escrever.
  • Cantávamos o Hino Nacional no início das aulas às sextas-feiras.
  • Levantávamos das cadeiras assim que o professor entrasse na sala.
  • Quando a gente aprontava, assinávamos o temível livro-preto na diretoria.
  • Éramos condenados a ficar de castigo na biblioteca da escola.(Bem, ainda é assim. Biblioteca é sinônimo de masmorra. Por isso é que tanta gente lê, gosta e compra livros por aí. Por isso é que há tantos escritores milionários nas cidades. Por isso é que temos administradores, gurus e picaretas diversos palestrando e fazendo micagens a preço de ouro em convenções corporativas… Viva o futuro!)

jazz me jazz: listas

milesss.jpg 
(miles davis)

Acordei com todas as blue notes pulsando no corpo.
Daí, resolvi fazer a vitrola trabalhar, pulando de faixa em faixa. DJ mergulhado em cem anos de jazz.
Depois, fiz listinhas muito particulares. Se gostar, faça as suas também. Se não gostar, faça outras contestando…

  • 5 opções para ler jazz:

Ao vivo no Village Vanguard, de Max Gordon.
O proprietário da mais mítica casa de shows de jazz de Nova York conta como ela funcionava e quem passou por lá.

No mundo do jazz, de François Billard.
Sim, os franceses sabem do ritmo também. Nessas páginas, saborosas histórias de anônimos músicos e de suas rotinas de jam sessions, além de contos com monstros sagrados.

História social do jazz, de Eric Hobsbawn.
O famoso historiador escreveu este livro sob o pseudônimo de Francis Newton, só revelando o segredo anos depois. Vale para quem se interessa por contextos e sociologias. Rigor na pesquisa.

Miles Davis – autobiografia
O camaleão conta muita coisa, com absurda sinceridade. Dos tempos em que dividia apartamento com Charlie Parker aos anos em que morou com duas esposas bem mais jovens. Isso sem contar a música…

New jazz – de volta para o futuro, de Roberto Muggiati.
Belo apanhado de músicos, compositores e intérpretes dos últimos vinte ou trinta anos. Para introduzir quem quer conhecer e para revelar quem pensa que já sabe de tudo.

billie-holiday.jpg

(billie holiday)
 

  • 10 discos essenciais

Kind of blue, de Miles Davis

Porgy and Bess, de Miles Davis

Marsalis Standart Time vol. 1, de Winton Marsalis

A love supreme, de John Coltrane

My favorite things, de John Coltrane

The Stockholm Concert, de Ella Fitzgerald e Duke Ellington

Lady in satin, de Billie Holiday

She was too good to me, de Chat Baker

Autumn Leaves, de Gil Evans

Francis Albert Sinata and Antonio Carlos Jobim, dos dois

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(john coltrane) 

  • 10 caras inesquecíveis

Miles Davis: versatilidade, modernidade e nenhum medo de errar

Billie Holiday: a tragédia numa voz

John Coltrane: o sax, o encontro com deus e o músico de olhos parados

Chet Baker: outra tragédia, mas com os lábios no trompete

Duke Ellington: o primeiro grande profissional do jazz

Dizzy Gillespie: um sapo bebop coacha no clarim

Thelonius Monk: tentáculos sobre o piano

Sarah Vaugahn: a voz que vence o eco

Tom Jobim: nosso debussi e muito mais

Nina Simone: uma espécie de religião na música

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(jamie cullum)

  • 10 atualíssimos e indispensáveis

Antonio Hart: sax com propriedade e latinidade

Jamie Cullum: ele compõe, canta, dança e sapateia sobre o piano

Norah Jones: com doçura e fragilidade ela se aproxima perigosamente do country

Nicholas Payton: some Armstrong, Gillespie e King Pim e o resultado é este

Diana Krall: a canadense loira mais negra-do-Harlem que já se viu

Madeleine Peiroux: impossível não lembrar de Lady Day

Joshuah Redman: um jogador de basquete de rua tocando jazz

Terence Blanchard: dedos nervosos tamporilam sobre os pistões

Laura Fygi: rica, classuda, charmosa e com pleno domínio na voz

Cassandra Wilson: porte de diva, voz de musa

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porque é 7 de setembro…

… e porque Vinicius está em toda a parte, lembro trecho da Carta ao Tom, datada do feriado de um fatídico ano:

“Porto do Havre, 7 de setembro de 1964
Tomzinho querido,
Estou aqui num quarto de hotel que dá para uma praça, que dá para toda a solidão do mundo. São dez horas da noite e não se vê viv’alma. Meu navio só sai amanhã à tarde e é impossível alguém estar mais triste do que eu. (…)
A coisa ruim é que hoje é sete de setembro, a data nacional, e eu sei que em nossa Embaixada há uma festa que me cairia muito bem, com o Baden mandando brasa no violão. Há pouco telefonei para lá para cumprimentar o Embaixador, e veio todo o mundo ao telefone. (…) Você já passou um 7 de setembro, Tomzinho, sozinho, num porto estrangeiro, numa noite sem qualquer perspectiva? (…)
Vou agora escrever para casa e pedir dois menus diferentes para a minha chegada. Para o almoço, um tutuzinho com torresmo, um lombinho de porco, bem tostadinho, uma couvinha mineira – e doce de coco. Para o jantar, uma galinha ao molho pardo, com um arroz bem soltinho – e papos-de-anjo. Mas daqueles como só a mãe da gente sabe fazer; daqueles que se a pessoa fosse honrada mesmo só comeria metida num banho morno, em trevas totais, pensando no máximo na mulher amada. Por aí você vê como eu estou me sentindo: nem cá nem lá”.

[Ouça o poeta lendo a carta no disco que reconstitui o show ao vivo que fez grande sucesso na boate Zum-Zum nos anos 60, quando Vinicius se juntou ao Quarteto em Cy, o Conjunto Oscar Castro Neves e Dorival Caymmi. A capa abaixo é a original do LP, em seguida a remasterizada agora em CD]

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recalls da temporada e uma idéia para as editoras

Uma vez, foi advertido que comprar brinquedos no camelô era perigoso. Não por causa da polícia ou de alguma brigada anti-pirataria, mas porque a maioria dos produtos era made in China e lá corantes e tintas usadas eram venenosos e cheios de metais pesados. Sabe como é, os brinquedos são baratinhos porque os chineses usariam mão-de-obra semi-escrava, além de matérias-primas prejudiciais à saúde…

Pois é. Esta semana, soube de duas notícias que me descadeiraram:

  • A Mattel – a gigante fabricante da Barbie – chamava para um recall de 7 mil brinquedos no Brasil
  • A Fischer-Price – que também é da Mattel e que produz aqueles brinquedos legais e caros – também tem produtos em novo recall

As notícias caem como bombas um mês antes do Dia das Crianças, e deixam os pais, tios, avós e padrinhos de cabelos em pé, pois boa parte das traquitanas foi produzida na China. Sim, sim. Se você gastou 10 reais numa Barbie na esquina ou 40 na loja, tanto faz em termos de segurança pra sua filhinha…

Globalização, my friend. Inclusive de perigos…

Mas falando de recall, me lembro de ter ouvido chamados de indústrias automobilísticas, brinquedos, telefones celulares, baterias de aparelhos… Porém, nunca ouvi falar de recall de bens culturais, como CDs e livros, por exemplo. Esta semana, conversando com minha amiga Valquíria John, falávamos de um livro de autor da Comunicação cheio de problemas conceituais, erros e até impropriedades. Uma amiga nossa chegou a mandar email para a editora, apontando os problemas. A resposta que teve foi de que as falhas seriam sanadas nas próximas edições. “Quer dizer, continuem comprando nossos livros com problemas até esgotarmos os estoques. Depois, venderemos novos revisados”, disse a Valquíria.

E se a editora fizesse um recall???

univali põe editora na web

Já é possível comprar os livros da Editora da Univali pela internet, por meio de sua loja virtual e com pagamento por cartão de crédito (Visa). Para uma editora universitária e com títulos voltados mais à academia, a iniciativa é super bem-vinda já que as comerciais estão na grande rede há um bom tempo.

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(clique na imagem para ampliar)

Para acessar, acesse pelo endereço http://www.univali.br/editora

acompanhe o 5º sopcom

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Se, como eu, você não está em Portugal e mais precisamente em Braga e quer notícias da 5ª edição do Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom), há pelo menos duas boas alternativas:

credibilidade não é fácil assim

Diego Monteiro – ainda no rescaldo do debate na TV Estadão sobre a credibilidade dos blogs – faz uma proposta pontual: criar uma rede para a criação do “site mais relevante do Brasil”. A idéia é simples: “reunir pessoas inteligentes o suficiente pra escrever coisas interessantes, agindo em cooperação (em rede) e um suporte eficaz de infra-estrutura (retaguarda)”, condição única para conseguir o feito, segundo Monteiro.

Ora, a iniciativa é positiva. Aliás, tudo o que a blogosfera fizer para ampliar a confiabilidade de suas informações ajudará não apenas aos blogueiros, mas à internet em geral. A campanha do Estadão poderia realmente provocar esse tipo de reação: criativa, afirmativa, propositiva, concreta.

Mas embora seja interessante a proposta, penso que o problema da credibilidade não é tão solucionável assim. Se o fosse, experiências como o NoMínimo, por exemplo, deveriam estar aí e não estão. Havia muita gente inteligente e que escrevia bem ali reunida. Mas só isso não basta. Há que se combinar relevância, interesse, credibilidade a condições de sustentabilidade. Afinal, a gente é blogueiro mas tem que pagar contas e sobreviver.

Reunir um bom time é uma saída inicial para se alavancar público e aumentar a visibilidade de iniciativas individuais. É o que se pode ver por exemplo no +D1, coletivo de blogs catarinenses. Mas isso custa. Esforço, tempo, energia e alguns reais.

Mas visibilidade não é o mesmo que credibilidade. Ser visível pode dar a entender que é relevante, mas nem sempre uma coisa é igual a outra. O Programa do Ratinho tinha uma grande audiência na década de 90, mas sua credibilidade não acompanhava o sucesso no Ibope. Não se consegue a atenção do público à força. Não se arranca os olhos do telespectador assim. Credibilidade é construção, é pacto de confiança, é um encontro entre oferta e expectativas. Não nasce de um dia para outro.

estadão X blogs: o debate (1)

Só agora sistematizei minhas idéias do que li, vi e ouvi sobre o debate na TV Estadão sobre Responsabilidade e Conteúdo Digital.

Inicialmente, me chamou muito a atenção o título da mesa redonda. “Responsabilidade”… “Conteúdo Digital”… Ressoa as preocupações anteriores do Estadão – quando por exemplo lançou seu brevíssimo código de conduta online – e não trata diretamente da questão que motivou o próprio debate: Credibilidade. (É só lembrar a campanha publicitária que enaltecia o jornal em detrimento de sites e blogs…)

Não vi o debate ao vivo. E foi bom. Me permitiu pensar com calma.

Assisti depois ao vídeo deixado no YouTube, cujo arquivo não traz a totalidade da discussão, mas que dá uma boa visão geral.

De início, destaco algumas questões levantadas:

  • Vivemos uma adolescência da internet no Brasil?

  • Com todo o mundo sendo produtor, emissor de informação, está faltando receptor?

  • Tem muito lixo na blogosfera?

  • A blogosfera só tem lixo?

  • Há tanto lixo na blogosfera porque falta qualidade no receptor?

estadão X blogs: o debate (2)

Sinceramente, não sei se estamos numa puberdade da internet no país. E nem me interessa saber disso, ou tentar classificar a coisa nesses termos. Não acredito que a mera taxonomia resolva muitas questões. Não acho que ao menos nos possibilite entender melhor o cenário mutante que vivemos. De qualquer forma, é muito infantil reverberar o segundo questionamento acima.

Ora bolas! Jornalistas são produtores de informação, certo? Certo. Mas também se informam, lêem livros e jornais, conversam, pesquisam, buscam dados e assistem à TV. Quer dizer: são consumidores de informação também. Trocando em miúdos: a vigência de um estado não elimina o outro. Produtores de informação também são consumidores, são receptores e emissores. Se isso já acontece com a mídia tradicional, a interpenetração das personas se agudiza mais na web, na blogosfera, facilitado pelas condições de difusão de informação e pelo acesso razoavelmente fácil a muitas outras.

Então, é uma tremenda idiotice temer que falte público porque “todos estão se tornando emissores, todos estão virando blogueiros”. Até porque todos NÃO estão se tornando blogueiros. Isso é uma ilusão. Basta levantar números da internet no país e no mundo, basta cotejar com dados de alfabetização e indicadores sociais, sanitários e de mobilidade. O mais próximo é dizer que a blogosfera vem crescendo muito nos últimos tempos, em tão poucos anos, o que nos dá a impressão de um dia todos terem possibilidade de contribuírem para isso.

Daí, já passo para as duas questões seguintes, as do lixo demasiado na web.

Toda a raiva que li e ouvi pelos blogs nas semanas de ofensiva contra a campanha do Estadão parecia ter escorrido pelo ralo. Os blogueiros na mesa redonda eram uns lordes, autênticos aristocratas que deleitavam-se em franca tertúlia. Vários chegaram a dizer que concordavam com a campanha, e que havia mesmo muito lixo na blogosfera. O máximo que se falou foi um “merda” e um “puta”, ambos vocalizados pela única moça na mesa, a Bruna Calheiros.

Quer dizer: mal andaram pelo tabuleiro e já caíram na primeira armadilha. Ao aceitar aquela pérola – afinal, onde não há lixo? Nos jornais? Na TV? Na academia? No Congresso Nacional? -, ao convir com seus interlocutores, permitiram que o debate seguisse para uma via mais moralista e higiênica do que propriamente discutirem credibilidade e padrões de confiabilidade.

O problema não é o lixo, senhores!

Mas sim o que se faz com ele.

O ser humano produz lixo irremediavelmente. E esse subproduto é cada vez maior per capta no mundo. E isso é irreversível. O que se tem que pensar é o que fazer com isso, de que forma transformar o descartável em aproveitável.

O lixo, a irrelevância, o substrato faz parte do processo de produção. Cabe aos blogueiros e aos leitores triarem, selecionarem, escolherem. Alguém aí poderá dizer: mas a quantidade de lixo polui, atrapalha a escolher. Talvez, mas ela é inerente ao sistema. O blog de qualidade precisa do ruim para se destacar. E há leitor que não está atrás do blog de qualidade, mas quer ler coisas pessoais, paranóias, piadas sem graça, coisas absurdas, sandices. Ora, que deixem o lixo!

É preciso observar em torno do lixo e ver que condições tornaram-no descartável, diferentemente de outras coisas. (Neste meu blog, por exemplo, posto de tudo. Inclusive o que podem considerar lixo. Aliás, não definiram lixo no debate, mas ficaram repetindo – como papagaios – o exemplo do blog que fala do papagaio…)

Essa heterogeneidade é própria, característica do sistema. A própria mesa redonda do Estadão poderia ilustrar o que digo. Havia blogueiros altamente articulados, se expressando com facilidade e com segurança, trazendo à tona dados e exemplos, e havia blogueiros que alimentavam a estereotipia dos escritores-de-diários-adolescentes. Assim como em uma mesa de bar, rodeada por jornalistas (situação meramente hipotética), veremos jornalistas que transmitam credibilidade em suas piadas e jornalistas totalmente sem graça.

estadão X blogs: o debate (3)

Mas voltando ao tema da credibilidade para blogs, Pedro Doria pareceu tatear no escuro e encontrar algo que pode ser ouro ou apenas uma pedra reluzente. Ele lembrou que jornalistas se preocupam com a divisão Igreja-Estado em seus meios, e que – de maneira geral ou ideal – separam conteúdos editoriais/noticiosos de publicitários/propagandísticos. Doria dá a entender que talvez os blogueiros devam se preocupar com isso também, e que não apenas se seduzam com os adsenses da vida e com a rápida monetização de seus blogs. Particularmente, gosto de pensar que a credibilidade passe por aí, mas não me convenço totalmente. (Acho que Doria também não apostaria nisso como a chave para o sucesso, mas um fator entre outros). Esses tempos, publiquei um artigo resultante de pesquisa financiada pelo UOL sobre credibilidade na blogosfera. Estou escrevendo outros dois. E as minhas conclusões apontam para um emaranhado complicadíssimo de se desatar.

Em algum momento do debate, mais pro final, Gilson Schwartz chegou a nos lembrar de que reputação era mais do que números, que era mais do ser linkado muitas vezes e aparecer entre os primeiros resultados de uma busca no Google. Concordo, mas essa confusão não é originária das novas mídias. A própria noção de campeões de audiência na TV se apóia na quantidade medida projetada de aparelhos receptores sintonizados num mesmo canal num determinado horário. Isto é, o sujeito pode estar dormindo diante da TV, mas é contado como ponto no Ibope. Claro! É uma distorção. Mas ela é inerente ao sistema. Com isso, ainda confundimos audiência com satisfação, quantidade com qualidade…

Por isso, a discussão sobre credibilidade na blogosfera foi apenas arranhada no debate transmitido pela TV Estadão. A mesa redonda também não serviu para colocar os pingos nos is na trombada entre Estadão e blogs. Talvez nem tenha sido mesmo a idéia. Talvez a estratégia tenha sido mesmo não-cooptar a parte descontente, mas replicar o assunto, fermentá-lo e com isso fazer ecoar a polêmica. Pois gera conteúdo, opiniões de réplica sobre tréplica, etc. etc. Boa parte dos blogueiros à mesa gravitou em torno do desgaste produzido pela campanha da Talent, quando na verdade, ela é periférica, colateral. A campanha trouxe à tona um assunto para ser levado adiante. João Livi, o diretor da agência, deveria estar à mesa apenas para cumprir tabela, porque se não estivesse, teria blogueiro chiando. Os participantes poderiam ter se concentrado mais no tema da credibilidade, não para satisfazer ao Estadão ou a quem quer que seja. Este é um assunto da maior importância e interesse, inclusive de quem produz lixo.

as 10 maiores pegadinhas

Porque ainda é sábado e porque não fui ao show da Beth Carvalho, anuncio as 10 maiores pegadinhas de todos os tempos. A seleção é de 2spare.com

  • A foto do monstro do Lago Ness
  • Encontrado o diário de Hitler
  • Descoberto o plano judeu para dominar o mundo
  • Estado norte-americano tem nome criado a partir de um engano
  • Alien é autopsiado no caso Roswell
  • Encontrado crânio do elo perdido
  • O papa que era mama
  • A máquina que enganou Napoleão
  • A Microsoft comprou a Igreja Católica
  • Marcianos invadiram a terra

house compra a estante

Finalmente.

Depois de tanto perambular – mancando – pra lá e pra cá, dr. Gregory House encontrou uma estante de livros pra comprar.

Claro que o sensível homem queria um modelo como o abaixo.

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Entretanto, não foi possível. A divisão de narcóticos está rastreando a área do doutor.
Então, arrematou o modelo a seguir.

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liberdade de expressão: brasil

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A Artigo 19, uma ONG que sustenta uma campanha mundial pela livre expressão, acaba de emitir um parecer de 13 páginas sobre a liberdade de expressão no Brasil. Você pega o arquivo em PDF aqui.

As conclusões? Deixa de ser preguiçoso e vai ler…

estadão X blogs: o debate (de novo)

Se você não acompanhou pela TV Estadão, no dia 29, teve o debate entre blogueiros e o pessoal da Talent – agência responsável pela campanha do Grupo Estado que desagradou parte da blogosfera.

Rodrigo Barba colocou o vídeo no YouTube. O arquivo tem pouco mais de uma hora, 71 minutos, mas vale a pena ver e ouvir. Ponderar e discutir.

Vou dizer o que achei. Mas não agora.

Se quiser, leia o que disseram o Edney Souza e o  Pedro Doria, que estavam na mesa redonda. Tem também matéria de Renato Cruz, no Estadão. Até meu sogro entrou no tema. Ele indica artigo do lendário Ivan Lessa sobre blogs e blogueiros… uma cachaça!!!

Depois, digo o que acho (talvez você nem queira saber…)

porque todo dia é blogday

Tá, eu não indiquei cinco blogs ontem, no já famoso BlogDay.

Não deu.

Correria.

E porque todo dia é dia de blogar, é dia de blogueiro e de blog, faço agora as indicações.

PontoMedia – o português António Granado é dos caras mais antenados quando o assunto é jornalismo-em-mutação (o termo maluco é meu, não se preocupe)

Conversas Furtadas – a idéia de Marcelo Träsel é simplesmente ótima: postar trechos de conversas pinçadas do cotidiano ( ouvidas no ponto de ônibus, por exemplo) e mostrar como a gente fala coisas o tempo todo. Tá no meu RSS, mas sempre que tou mal, vou ao blog para rir e sorrir.

Dude! We are Lost! – Para quem curte, acompanha e está totalmente perdido na e pela série Lost.

Patifaria – a seriíssima diretora científica da SBPJor, Marcia Benetti, revela-se uma pinta metafísica-e-indignada, sardônica-e-abusada (termos meus, também. Ela vai me processar, fazer o quê?)

Imagens do Jazz – preciso explicar?

de volta à base

Cheguei de Brasília na quinta à noite.
Chuvisco. Temperatura na casa dos 16 graus.
Bem diferente de lá.

Preciso colocar a vida em ordem agora.

intercom em santos, por sandro

Meu chapa Sandro Galarça está em Santos (SP) para a 30ª edição do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, da Intercom. É ele mesmo quem manda as notícias, que reproduzo abaixo.

“Genérica
A chuva recepcionou os congressistas do XXX Intercom, que acontece até domingo em Santos/SP. Caiu fininha, durante todo o dia, deixando a cidade menos atraente e mais congestionada que o de costume, falaram todos. Complicado foi se deslocar pelos sete canais que cortam a cidade, enfrentar o trânsito e cumprir os horários. Perder-se tornou-se um imperativo. Até o almoço demorou por falta de jeito do motorista e do guia que vos escreve.

Positivas 1
Na quinta-feira, no pré-congresso, duas palestras interessantes sobre Jornalismo Literário. A primeira na parte da manhã, com mais de uma hora de atraso, com Celso Falaschi, do Texto Vivo . Ele não trouxe lá muitas novidades pra quem é da área e pesquisa sobre o assunto, mas pra molecada da graduação o assunto até que rendeu. O auditório estava cheio e o nível das perguntas comprovam que Celso agradou a moçada.

Positivas 2
Na parte da tarde, menos generalista e mais objetivo, quem apresentou o painel foi Sérgio Villas-Boas, também do time Texto Vivo e autor de “Os Estrangeiros do Trem N”, Prêmio Jabuti de 1998. Na pauta, assuntos como a ascensão do livro-reportagem no mercado editorial norte-americano e a boa presença de textos mais soltos nos jornais brasileiros. Um bom exemplo dessa literariedade, ainda que tímida por aqui, nota-se no A Tribuna, de Santos. Na seção de esportes, um bom
destaque para a matéria sobre a vitória do time do rei Pelé na noite de quinta, 30, diante do Atlético/PR.

Positivas 3
Uma das melhores do dia – antes do Chopp num bar bem perto da praia – foi a ida à Vila Belmiro pra assistir a vitória do Santos sobre os paranenses. Entre dez torcedores, creio que ninguém tinha a preferência pelo time de Luxemburgo, mas até houve quem gritasse gol e comemorasse com entusiasmo. O estádio é acanhado, o campo é pequeno, muito curto, parece até que é um quadrado, mas aquele lugar tem história e ir a Santos e não visitar a Vila Famosa é como ir a
Roma e… bem, vocês sabem do que estou falando.

A melhor
Mas nada se compara a esta: estávamos três professores e sete alunos torcendo, jogo empatado, coisa e tal e um torcedor local puxou conversa. Perguntou de onde a gente era, respondemos, ele nos deu dicas pra ir a praia – evite Santos e São Vicente, Guarujá é o bicho. O rapaz era muito bem animado e até simpático, quando saiu esta pérola: “Vocês conhecem a Sabrina do Sato, do Pânico? Pois é, eu peguei. Mas não durou muito. Tive que dispensar”. A gargalhada foi geral e nem ele acredita que isso possa ser verdade. Vai ver esqueceram de avisar a menina. Mas essa valeu o ingresso.”

coletivo de blogs

Hoje, BlogDay 2007, um conjunto de blogueiros catarinas lançam uma nova fase do +D1, agora um coletivo de blogs.

Passe por lá e confira o que acontece neste canto da blogosfera.

Parabéns, pessoal!

 

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radiodifusão e políticos: erundina quer moralizar

A informação é da Agência Brasil, reproduzida no Observatório da Imprensa. A Câmara quer regulamentar a proibição de concessões a detentores de cargos públicos, principalmente o que diz o artigo 54 da Constituição Federal.

A presidente da Subcomissão de radiodifusão da Câmara – deputada Luiz Erundina – está à frente das brigas:

A deputada afirmou que está na hora de corrigir tudo isso. Para ela, a incorporação de novas tecnologias, como o sistema digital, que amplia o aspecto de freqüência, pode possibilitar maior poder, se ficar concentrado nas mãos dos parlamentares. A parlamentar disse que é preciso se antecipar e impedir a formação do monopólio, que é o que tem acontecido no sistema analógico, evitando que essas irregularidades continuem”.

três letrinhas

O irriquieto Rogério Kreidlow manda avisar: mudou de endereço na blogosfera.

Se antes estava no Blogospot agora está no Blogsome.

Anote aí: http://rogerkrw.blogsome.com

brasília 30º (2)

Hoje, a coisa não foi diferente por aqui. Calor forte e seco, mas pelo menos ventou um pouquinho. Um taxista bigodudo com quem conversei disse que vai chover nos próximos dias. Ele contradiz os meteorologistas, mas disse com segurança. Não apostei.

De novo, foi um dia de muito trabalho. Aliás, taí uma informação importante: se você pretende fazer a capacitação de avaliadores do INEP/MEC, venha com vontade e energia. Trabalha-se muito. De manhã à noite. E quando a gente volta ao quarto do hotel, tem que responder e-mails, resolver pendências, e cuidar das coisas lá fora, pois o mundo continua a girar apesar do confinamento. (Nestes dias todos, nunca fui dormir antes da 1 da madrugada e acordava sempre às 7. O trabalho não deixava relaxar…)

Pois é um curso de imersão. Você fica no mesmo hotel onde acontecem as dinâmicas e as palestras. Hoje, ficamos até depois das 19 horas na frente de computadores, testando os formulários eletrônicos de preenchimento em simulações de visita. Amanhã, termina.

Estou louco pra voltar pra casa. As saudades são infinitas.

correio braziliense dá nome aos bois

A capa de hoje. Vai chover processos…

(clique para ampliar e ver o PDF)

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