Parece trocadilho ou trava-línguas, mas não é.
Alessandro Martins conta o que Muhamad Ali ensina a um blogueiro em seis rounds.
Inspirado e divertido.
Parece trocadilho ou trava-línguas, mas não é.
Alessandro Martins conta o que Muhamad Ali ensina a um blogueiro em seis rounds.
Inspirado e divertido.
É possível que as postagens diminuam nos próximos dias neste blog.
Desde ontem estou em Brasília para um curso de capacitação de avaliadores de curso do Inep. É gente do país todo, de todas as áreas, reunidos num hotel onde acontece o treinamento de três dias.
Saí de Santa Catarina com temperatura baixa e dias carrancudos. Por aqui, reina um sol abrasador. Hoje, fez 30 graus. A umidade relativa do ar despencou a 13%, a mais baixa em dois anos. Também, pudera. Não chove desde maio na cidade. E os homens do tempo só anunciam terra molhada daqui a três semanas.
Estou preso no hotel: hospedado e confinado para o tal curso. Protegido pelo ar condicionado. Mais ou menos. A gente desperta pela manhã com um muco estranho na garganta. As narinas ofegam, a boca seca e a gente toma mais água.
Consegui escapar esta noite e andei cinco minutos até o Brasília Shopping. Não ventava. O jardineiro de um hotel regava os gramados marrons com uma mangueira d´água. A lua se abanava lá em cima.
A dor de garganta que eu trouxe de casa piorou. Dá-lhe pastilhas!
Jacques Mick faz um extensa e detalhada cronologia da aquisição do jornal A Notícia pelo Grupo RBS, hoje, no Observatório da Imprensa.
Quando a coisa aconteceu – em agosto do ano passado -, demos edição extra no Monitor de Mídia, dando conta do assunto que chacoalhou o mercado de impressos catarinense.
Baixada a poeira, Mick conta boa parte dos podres que cercaram o negócio. Coloca os envolvidos pra falar, dá números da compra, e os movimentos de xadrez nos bastidores da mídia local. Tudo bem contadinho, como uma crônica policial.
Os leitores de A Notícia mereciam o relato. O mercado jornalístico também.
(eu ouço agora, repetidamente)
Há muita coisa sobre o Blogcamp que aconteceu este final de semana em Sampa. Principalmente, coisas de hoje e ontem…
Reclamei à toa. Eu é que não procurei direito. Camaradas blogueiros vieram me salvar a tempo. E como chegaram rápido e com boa munição, merecem subir do campo dos comentários ao dos posts…
André Marmota manda listinha via-Technorati.
Edney (Interney) Souza envia seu link e o do Blog de Guerrilha.
Gostei também do que li no Repositório (do Marcelo Antunes).
Este blog ultrapassou há pouco a marca das 10 mil visitas, o que é motivo pra muita satisfação minha. Afinal, estamos neste endereço há apenas pouco mais de três meses apenas. Estamos no WordPress há exatos 99 dias e, neste breve período, conseguimos um acumulado de visitas que custamos dois anos no endereço anterior, no UOL.
Você, leitor, merece então algumas satisfações:
Apresento esses dados porque – com eu – muita gente ainda tenta se convencer da força, do alcance e da permanência do blog como meio de comunicação. Eu não tenho mais dúvidas da sua agilidade, da facilidade de manejo e administração e da cada vez mais crescente influência no mundo contemporâneo.
Pesquiso blogs e me divirto com eles. Me informo por meio deles, mas não só. Me comunico com gente próxima e distante por comentários, por pings, por links. Quando decidi me aproximar dessa coisa de quatro letras, tive uma certeza apenas: era preciso blogar para entender o que é isso, como se faz e até onde isso pode nos levar. A primeira coisa eu já entendi. A segunda, aprendo todos os dias. A terceira, eu tenho uma vaga intuição.
Blogueiro há menos de 740 dias, arrisco três certezas sobre a coisa:

BÔNUS: Se você é um visitante freqüente por aqui, já percebeu. Se não, eu digo. Ultrapassamos a marca dos cinco dígitos no contador e fizemos uma rápida cirurgia plástica no blog. Deixamos de lado o layout – Neo-Sapien – e adotamos Connections, ambos oferecidos gratuitamente pelo WordPress. Como antes, entre e fique muito à vontade.
Há seis anos, escrevi uma peça para a Persona Cia de Teatro.
Foi uma experiência única e inesquecível.
O dramaturgo se aposentou, mas a companhia continua.
Veja um clipe da segunda montagem.
Procurei por aí e não achei nenhuma cobertura decente do Blogcamp, que aconteceu este final de semana em São Paulo.
Outro dia, reclamei da mesma ausência no Congresso Nacional Extraordinário de Jornalistas, que aconteceu em Vitória e definiu o novo Código de Ética do Jornalista Brasileiro. Pois é, eu dizia “casa de ferreiro, espeto de pau!”. E repito. Cadê a cobertura do Blogcamp? Nenhum dos blogueiros resolveu fazer cobertura? MeioBit anunciou cobertura exclusiva, mas deu cinco posts. Bom, mas é pouco.
Em compensação, Nick Ellis dá um banho com links e ligações sobre a Semana na Blogosfera Brasileira. Valeu!!!
Sobre o mesmo evento, Wagner Fontoura pode ser acessado em seu Boombust.
Fernanda Bruno comenta o caso do fotógrafo que flagrou ministros do STF trocando mensagens pela intranet em meio ao “julgamento” de possíveis réus no escândalo do Mensalão. Veja o que ela diz aqui.
Para completar, veja a seleção que Luiz Antonio Magalhães fez sobre o caso no Observatório da Imprensa.
(Perguntinha para meus alunos de Legislação e Ética em Jornalismo: E aí, meninos e meninas?)
Isabel Festas não responde nem às minhas nem às questões de Alessandro Martins. Mas seu texto – que prega que “estudar com livros e pensar um pouco” é a saída para a educação – faz pensar.
Aqui.
Alessandro Martins pegou o rojão que apontei pro lado e ricocheteou de volta.
Ele propõe agora seis perguntas futuras sobre blogs.
Tento responder em pouquíssimas linhas.
1. Haverá um dia uma cadeira sobre blogs – ou seu equivalente futuro – nos cursos de comunicação? Há necessidade disso? Isso seria bom ou ruim?
Acho que não, nem precisa. Blogs são meios de transição.
2. E em outros cursos?
Idem, idem.
3. O que habilitaria alguém a dar aulas sobre isso?
Deveria ser blogueiro, mas como penso que não haverá tal disciplina…
4. Há como um curso universitário acompanhar as mudanças rápidas que acontecem nesse meio (pense no que eram os blogs há cinco anos e no que são hoje)?
Os cursos não. Os alunos e alguns professores sim. Os primeiros por vontade, os segundos pra não perder o bonde.
5. Haverá, no futuro, regulamentação do uso profissional de um blog ou seu equivalente? Há necessidade disso? Isso seria bom ou ruim?
Sou a favor das regulamentações profissionais, mas blogueiro ainda não é profissão. Nem sei se precisará, embora ache que as empresas de comunicação venham a absorver esses caras.
6. As leis hoje existentes são suficientes ou não para abranger a complexidade dos blogs? O que falta para elas serem suficientes?
As leis não são suficientes. Lei de Imprensa é de 1967. Lei de regulamentação do jornalista, de 1979. Não temos sequer Lei de Comunicação Eletrônica de Massa. A lei de direitos autorais é de 1998, mas já está defasada. O que falta? É mais fácil responder o que não falta…
Faz uma horinha zerei God of War II, o game do PlayStation II que coloca Kratos pra caçar Zeus.
Dez notas rápidas sobre a experiência:
1. Animações de qualidade bastante superior ao primeiro.
2. Cenários e trilha sonora continuam lindos e empolgantes.
3. Quem joga esbarra com mais figuras da mitologia grega Pégasus, Perseu, o Colosso de Rodes, Gaia, Atlas, Cronos e Zeus.
4. O jogo vem com dois discos, mas é mais curto.
5. Os puzzles são mais fáceis de solução.
6. As mulheres (ou seres divinais) têm corpos mais torneados.
7. A gente conhece mais quem é Kratos: um cara facilmente manipulável.
8. O final não termina.
9. Não se desenvolve nenhuma habilidade a mais que no jogo anterior.
10. God of War III ainda não saiu. Quando sair, aí é que eu quero ver…
Outro dia, repliquei provocações aos professores e às escolas de jornalismo. Tive pouca reação, o que – pra ser sincero – não esperava. Claro que tem muita gente que passa pelo blog e não deixa comentários, o que é natural. Mas o baixo retorno em termos de manifestação me faz pensar que: ou não temos respostas às questões ou não nos preocupamos com elas.
Sendo uma ou outra, já são sintomas de uma crise. Ou de soluções ou de apatia.
Porque sou teimoso e não paro quieto, enfio mais o dedo na ferida aberta dando links:
1. A relação controversa entre jornalistas e blogueiros: ainda se discute muito até onde se vai uma coisa e se começa outra. Três links (todos de Alessandro Martins) me pulsam por aqui:
O futuro próximo das escolas de comunicação e o aperfeiçoamento dos cursos de jornalismo passam por essa discussão, pela revisão desses parâmetros. Isto é, precisamos discutir a relação.
2. A relação controversa entre educação e novas tecnologias: ainda batemos cabeça e boca por isso. Quatro links variados me fazem pensar.
O futuro e o presente da educação não podem prescindir da superação de alguns impasses e mitos.
E aí, senhores? Provoquei?
Já existem mais de 100 milhões de blogs no planeta.
A informação é do Technorati, que monitora o setor.
Pedro Doria avisa:
“O Estado de S. Paulo promove, no dia 29 próximo, um debate a respeito de responsabilidade e credibilidade do conteúdo online. Talvez interesse a alguns de vocês. Será às 19h30, no Hotel WTC (Avenida das Nações Unidas, 12.559, Sampa). A mesa redonda será transmitida em vídeo, ao vivo, pelo Portal Estadão. O objetivo é dar prosseguimento ao debate iniciado na blogosfera. Paulo Lima, da Trip, vai moderar a discussão. A mesa será composta pelo mestre Alberto Dines (Observatório da Imprensa), João Livi (da Talent, que concebeu a campanha do Estado), Carlos Merigo (Brainstorm #9, blog que disparou a polêmica), Marcelo Salles Gomes (Meio & Mensagem) e Bruna Calheiros (do blog Sedentário & Hiperativo). Representando o Grupo Estado, cá este blogueiro estará também à mesa. Quem quiser se inscrever para assistir ao debate pode se registrar no site do Estadão“.
Recado dado!
Venho discutindo há tempos com amigos e alunos os caminhos que nos restam quando o assunto é escolas de Jornalismo, cursos de formação de jornalistas. Há tanto a pensar! Como já aconteceu historicamente, é necessário abrir picadas na mata, desbravando não só o mercado da educação, mas a própria mentalidade de jornalistas e professores da área.
Por isso, linco aqui provocações às escolas e aos professores.
As provocações vêm de fora, mas não se pode ignorá-las, compadres!
Dan Gilmor – sim! aquele do Jornalismo Cidadão – sugere uma atualização urgente para a área. Veja como ele termina seu rápido artigo: “We’re collectively reinventing journalism over the next decade or two. Journalism schools can lead, or follow. Leading strikes me as a better idea”. Leia na íntegra aqui.
Joe Murray, da Ken State University, indica dez passos para a sobrevivência das escolas. Se você preferir ler o texto na íntegra – em PDF e com 21 páginas -, clique aqui. Se quer uma visão panorâmica, veja os passos abaixo:
1. Faculty, Know Thy Students
2. Faculty, Know Thyself
3. Compromise Writing Skills At Our Peril
4. Teach Students To Think And Use Technology
5. Introduce Convergence Early
6. Design And Usability Matter
7. Plant Generalists Now To Grow Specialists Later
8. ETWIAD (Embrace The Web In All You Do)
9. Multitasking Is A Waste Of Time
10. Rinse and Repeat
E aí, senhores? Alguma idéia brilhante?
Ana Brambilla reflete sobre tendências atuais e as apostas do mercado. Seu foco está nas revistas. Mas se pode estender aos jornais…
Carlos D´Andrea tece notas sobre uma cobertura multimídia. O esforço foi feito com os alunos dele. Mas se pode estender aos seus e aos meus…
No Mestrado em Educação, oriento uma moça que está pesquisando a relação entre professores e blogs. Hoje, no final de uma conversa-orientação, provoquei-a: crie o seu blog! Não basta apenas passar pelos dos outros. Não basta apenas deixar comentários (ou às vezes, escapar sorrateiramente). É preciso passar pela experiência.
(Esta idéia vem me perseguindo há tempos, e escrevo sobre isso depois)
A moça topou o desafio e a blogosfera ganhou mais uma curiosa…
No final da tarde, no trânsito, eu lembrava disso e brincava comigo mesmo: isso dá um post! Aliás, pensar sobre a própria natureza do blog dá posts. O Alex Primo, por exemplo, fez isso esta semana uma, duas vezes. Primo insiste numa tecla que lhe é muito cara (e a mim também): a interação entre as pessoas, o blog como a possibilidade do encontro.
Rogério Kreidlow se pergunta – no melhor estilo Hamlet – o que é isso, de onde e para onde vai. (Mindy McAdams aposta num futuro do jornalismo, e ela ficou esperançosa mesmo. Mas isso é outra conversa derivada)
É claro que muita gente já respondeu a essas questões. Mas não tem problema. Acomodar-se, cristalizar é o problema. A blogosfera é dos lugares mais movimentados, fertilizados e efervescentes que existe por aí. Tudo é lava. Rochas são cuspidas…
Roseli Araújo Batista chama para o lançamento de seu “Mídia e Educação – Teorias do Jornalismo em sala de aula”, que acontece no Café Martinica, em Brasília, dia 30 de agosto.

Marcos Palacios e Elias Machado convidam para o lançamento de “O ensino de jornalismo em redes de alta velocidade – metodologias e softwares”, que acontece dia 3 de setembro na Livraria Tom do Saber, em Salvador (BA).
(Clique na figura para ver o convite)
Demétrio Soster, Ângela Filippi e Fabiana Picininin anunciam que, em outubro, chega às livrarias “Metamorfoses Jornalísticas: formas, processos e sistemas”, título que organizaram.
(Clique na figura para ver o convite)
Parabéns aos autores!!!
A plataforma Lattes, do CNPq, alcançou a marca de um milhão de currículos eletrônicos reunidos.
Para quem nao conhece, o Lattes é quase que o orkut dos pesquisadores brasileiros. Todos precisam ter, deixar seus dados, mostrar sua produção e podem até deixar suas fotinhos. (Falta só agregar amigos e comunidades…)

Dr. House queria uma estante para acomodar os livros empilhados em casa. Foi ao centro de cidade.
Na primeira loja, perguntou:
– Vocês têm estante para livros?
– Para livros?! Não! Temos só estante normal.
(Claro, que burro esse médico! House recolocou sua camisa de força, entrou na ambulância e foi para a próxima loja)
– Vocês têm estante para livros?
– Livros??!!!
(House se sentiu um E.T. Por isso, baixou as antenas e reembarcou em sua nave e foi para a próxima loja de móveis)
– Vocês têm estante para livros?
– Ih, chefe! Isso é mais complicado. Tem estante pra TV, serve?
(Primeiro: House não é seu chefe. Se fosse, te colocava na rua agora. Isso não é jeito de tratar um cliente. Cliente não pede favor, paga. Segundo: livro é livro, TV é TV. Tente abrir a TV na página 52 no banheiro…)
– Vocês têm estante para livros?
– Estante assim? (o vendedor indica a altura de sua cintura)
– Estante! (House indica a altura de sua cabeça)
– Ah, estante! (O vendedor deixa desabar os braços e o sorriso)
– Para livros… (House junta as palmas e as abre, simulando o objeto)
– ??…
(House passou em oito lojas. Oito. Tirou duas conclusões. A primeira: Que gente mais ignorante! Não vendem estantes para livros porque não lêem livros, porque não têm livros em casa. A segunda: Que nada, médico burro! Eles não precisam de livros. Já sabem de tudo. Quem precisa se cercar de livros é você que não entende nada de comércio de móveis e nada da alma humana)
(Os livros de House continuam empilhados em cima do piano)
O assunto é sério.
Tenho analisado as estatísticas deste blog pelo WordPress e uma coisa me chamou a atenção: a grande procura e leitura por meu post “sobre fotos de acidentes e crimes”. A gente nunca sabe ao certo como se espalham as coisas pela internet e menos ainda na blogosfera. Um link aqui dado num site mais influente despeja leitores os mais diversos no blog do ilustre desconhecido.
Mas neste caso em particular, penso que a situação se explica também pela curiosidade mórbida de alguns que chegam a este espaço via motores de busca. OK. Cada um busca na grande rede aquilo que mais lhe interessa, mas algumas coisas vão além da excentricidade e da bizarrice. Recebi um comentário, não apenas contestando minha posição – de que não podemos concordar com a exploração da dor alheia, com a falta de respeito aos mortos, etc. -, mas fazendo apologia de um certo site que vive disso.
Não, você não leu errado. O site – que não vou linkar aqui – traz fotos de acidentes de trânsito, autópsias, suicídios, tragédias e até “mortes por doença” e “lixamentos” (sic). O menu avisa que há vídeos, mas muitos links estão quebrados. Seu autor defende assim as suas idéias:
“Sr. Rogério christofoletti. Eu tenho um site que mostra tudo isso que você falou. Mas discordo do comentário acima citado. Meu portal tem sim fotos chocantes de tragédia , acidentes e muito mais , mas meu intuito é orientar pessoas com fotos dramáticas. e não aproveitar da dor alheia . Meu portal é utilizado aqui na cidade onde moro , nas palestras de cfc e nas aulas de novos motorista afim de orienta los que a vida levada de forma indevida pode levar a caminhos trágicos e que transito não é brincadeira . A respeito de outras fotos postada que o conteúdo não se enquadra em vitima de acidente de transito podem também ter seu conteúdo como educativo. As fotos são todas trabalhadas afim de preservar a privacidade do indevido , mesmo morto tem familiares e amigos. Já recebi vários relatos que indicam que Motoristas , Jovens e outros que visitarão o site ficão com medo e come são agir de maneira mais cuidadosa seja no transito ou em outras situações da vida. Mas enfim , existem 1000 e 1 maneira de se educar e está foi a que eu escolhi. Carlos A C Souza”
Retirei hoje o comentário deste senhor de meu blog.
Por diversas razões:
1. Não vou dar links ou divulgar esse tipo de iniciativa.
2. Não acredito que educação se faça assim. Educação pelo medo, não!
3. O site traz uma advertência em sua home de que a iniciativa atende ao Código Nacional de Trânsito (Lei nº 9503/97). O autor quer enganar os incautos dando a impressão de que o site é de caráter educativo. Educativo uma ova!!! Basta ler o Capítulo VI da mesma lei e perceber a diferença entre as coisas.
4. O site tem a cara de pau de – após oferecer cadávares e mais cadáveres em situação calamitosa que não apenas choca, mas desrespeita a perda e a dor dos familiares – trazer no seu rodapé um banner de solidariedade a familiares e amigos das vítimas do acidente da TAM, do mês passado.
5. O site é desrespeitoso, rancoroso, moralista, sensacionalista – basta ver o layout com cores quentes berrantes e gifs animados – e de extremo mau gosto. Sem contar as chamadas do tipo “Só mortos”. O site comemora que mostra o que a TV não mostra.
6. Duvido que o dono do site tenha declarações de cessão de imagem de todas as fotos em que aparecem pessoas vitimizadas. E se ele não possui tais documentos está conflitando frontalmente a Constituição Federal e o direito de imagem, entre outras convenções inclusive internacionais. As vítimas clicadas não podem reclamar seu direito à inviolabilidade da imagem, não podem reivindicar anonimato, preservação de imagem.
Nojento! Chocante!
Este site não está sozinho, há outros por aí, claro. Mas este em particular chega a revoltar de tanto desrespeito com a vida humana, de tanta chacota com a dor dos outros, de tanta ignorância sobre o que seja educar pelas imagens.
Num ambiente exasperante como esse fica até absurdo falar em “responsabilidade”, em “ética na web”, em “auto-regulação de conteúdos”, em “conduta civilizada”…
Um nojo!
Na França, não se pode batizar porcos com o nome Napoleão.
Em Ohio (EUA), é proibido pescar bêbado.
Na Indonésia, quem é pego se masturbando perde a cabeça. Literalmente.
Em Illinois (EUA), é ilegal oferecer cigarros a animais de estimação.
No Líbano, qualquer homem pode fazer sexo com qualquer animal, desde que seja fêmea.
Os filmes de caratê foram banidos do Iraque no final dos anos 70, por força de lei.
Quer saber mais? Vá à fonte.
(Não, você não vai acreditar. A longa lista não menciona nenhuma leizinha brasileira. Eta, Congresso bom nós temos!!!)

Para quem ficou magoado, fez beicinho ou rangeu os dentes, lá vai a resposta da Talent, a agência de publicidade responsável pela campanha desastrada do Estadão.
Alessandro Martins fez certinho. Foi ouvir o outro lado, e entrevistou João Livi, o diretor de criação da agência. Veja.
Marcos Palácios repete a nota da agência e faz um rápido comentário.
Pincei do Comunix: