abciber acontece na feevale em novembro

Agende-se!
A sexta edição do Simpósio Nacional da ABCiber vai acontecer de 6 a 8 de novembro, na Feevale, em Novo Hamburgo.

Saiba mais no site: http://www.feevale.br/simposioabciber
Pelo Twitter: @ABCiber2012
Ou no Facebook: http://www.facebook.com/ABciber2012

Deadline para submissão de propostas: 30/07/2012
Divulgação de aceites: a partir de 23/08/2012
Realização do evento: de 06 a 08/11/2012

blogueiros catarinenses, uni-vos!

(reproduzido do site da UFSC)

Estão abertas as inscrições para o “I Encontro dos Blogueiros e Twiteiros de Santa Catarina”.
O evento acontecerá nos dias 9 e 10 de março de 2012, no hotel e Centro de Eventos Canto da Ilha, localizado na Avenida Luiz Boiteux Piazza, 4810 – Cachoeira do Bom Jesus, Florianópolis-SC.
O objetivo do evento é debater o novo marco regulatório das comunicações e as ações regionais dos blogueiros catarinenses, que lutam pela criação do conselho de comunicação estadual e organização dos meios independentes de informação, os blogs e redes sociais.

Os convidados para a mesa principal, “Comunicação e Oligopólio em Santa Catarina”, são  Venício Lima, Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de “Regulação das Comunicações – História, poder e direitos”, Editora Paulus, 2011; e Rosane Bertotti, atual coordenadora nacional do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações).

O custo da inscrição é de R$ 100,00, incluídas a estadia e alimentação nos dois dias de evento.

Para os participantes que não precisarem de estadia a inscrição é gratuita, sem alimentação inclusa. Basta enviar os seguintes dados através do formulário de contato no rodapé do site ou para o email contato@blogueirossc.com.br – nome completo, RG, telefone e e-mail para contato.

O evento é organizado pela estudante de economia da UFSC, Binah Ire, com apoio do professor Márcio Vieira de Souza, do curso de Tecnologias da Informação e da Comunicação do Campus de Araranguá.

Informações: binahire@hotmail.com ou http://blogueirossc.com.br

jornalismo após wikileaks e news of the world

O World Press Freedom Committee e a Unesco promovem hoje e amanhã o seminário “A mídia mundial após o WikiLeaks e o News of the World”, evento que vai reunir jornalistas e experts de diversas partes do mundo para debaterem novos cenários para o jornalismo nos próximos anos. O seminário acontece nas dependências da Unesco em Paris, e é motivado pelos rebuliços provocados pelas ações do WikiLeaks e pelas escutas clandestinas que precipitaram o fechamento de um dos jornais mais tradicionais do Reino Unido.

Veja parte da programação:

Hoje, quinta, 16:
Painel 1 – Como os profissionais de mídia tratam o ambiente digital
Painel 2 – Profissionalismo e ética no ambiente de novas mídias depois do WikiLeaks e do News of the World
Painel 3 – Legislação internacional após WikiLeaks
Painel 4 – Relações entre governo e mídia depois do WikiLeaks

Amanhã, sexta, 17:
Painel 5 – Liberdade na internet após o WikiLeaks
Painel 6 – Jornalismo profissional e jornalismo cidadão trabalhando juntos após o WikiLeaks

Mais informações: http://www.unesco.org/new/en/communication-and-information/

Aaaahhhh!
Se você se interessa pelo tema, veja um livro sobre o WikiLeaks, um dossiê sobre o assunto e uma entrevista.

cibercultura e jornalismo: chamada para artigos

(reproduzindo do site da revista)

O volume 9 nº 1 da revista Estudos em Jornalismo e Mídia reserva seu Núcleo Temático às relações entre a cibercultura e as práticas jornalísticas.
Nos últimos anos, não foram apenas os avanços tecnológicos que afetaram o jornalismo, mas a emergência de novos papeis, hábitos e culturas de produção, difusão e consumo de bens simbólicos. Com isso, meios de comunicação, públicos e profissionais vêm se reposicionando rapidamente diante de uma nova ecologia comunicacional. Ajudam a compor este cenário o surgimento de redes sociais na internet e novos atores, apropriações de mídias pelas audiências, o fortalecimento dos processos de colaboração e participação, os esforços técnicos para novos empacotamentos de conteúdos por vias multimidiáticas e convergentes, e a explosão das linguagens e das narrativas, entre outros fatores.
Prioritariamente, o Comitê Editorial receberá artigos que tratem da temática Cibercultura e Jornalismo e de assuntos derivados.

Deadline: 20 de março de 2012
Aprovação de artigos: até 10 de maio de 2012
Publicação da edição: até 20 de junho de 2012
Instruções para os autores: http://bit.ly/qwSA8p
Mais informações: http://bit.ly/8kDtY7

A Estudos em Jornalismo e Mídia é uma publicação científica eletrônica do Mestrado em Jornalismo (Posjor/UFSC).
Semestral, a revista tem acesso totalmente gratuito, publica artigos em português, espanhol e inglês, e está classificada como um periódico B3 no Qualis/Capes.
A EJM está indexada em oito bases de dados nacionais e internacionais, e foi a primeira revista brasileira de Comunicação a ter o Digital Object Identifier (DOI).

vida digital, um estudo global

Foram apresentados publicamente os resultados de um amplo estudo sobre hábitos e apropriações de usuários digitais em 60 países, incluindo o Brasil. “Digital Life” é uma pesquisa que traz dados de 2011 a partir de entrevistas a 72 mil usuários de 16 a 65 anos, uma amostra de 93% da população mundial conectada. A pesquisa foi feita pela TNS, multinacional de pesquisa de mercado.

Alguns dados que chamam a atenção:

  • Dos 2,1 bilhões de internautas, 84% estão nas redes sociais e 33% elegem marcas como “amigas”
  • 80% deles usam o meio digital para conseguir informação e 78% levam em consideração comentários sobre marcas, produtos e serviços
  • No planeta, a média é que se destine 18 horas semanais à internet, quase um quinto disso nas redes sociais
  • O tempo conectado por dispositivos móveis vem crescendo e já ocupa 11% do total global
  • Esses dispositivos impulsionam o crescimento das redes sociais e dos comentários, e em países emergentes acaba sendo uma das únicas formas de estar conectado
  • Em junho de 2011, contava-se 200 milhões de tweets ao dia
  • 64% de quem posta comentários sobre uma marca, o faz para oferecer conselhos ou compartilhar uma experiência; 53% para criticar

O estudo interessa a empresas do setor de tecnologia e mídia, mas também a pesquisadores da área e a usuários comuns, que podem ter uma compreensão maior dos fenômenos atuais da comunicação.

Saiba mais sobre o estudo aqui

Veja a apresentação dos resultados dirigida à mídia!
(em formato PDF, em espanhol, 65 páginas e arquivo com 1,6 Mb)

como adolescentes se comunicam?

Surgiu um estudo recente da Ericson sobre como os adolescentes norte-americanos se apropriam de tecnologias para se comunicar. A pesquisa leva em conta 2 mil entrevistas online feitas com sujeitos de 13 a 17 anos. A amostra representa uma fatia de 20 milhões de pessoas nessa faixa etária, afirma o estudo. Alguns resultados:

  • Mandar textos pelo celular é legal, mas não substitui contato presencial
  • Videochat é uma tendência crescente
  • O telefone celular é uma ferramenta social
  • Adolescentes e adultos usam o Facebook de forma diferente

Quer ver o estudo na íntegra, clique aqui.
(em inglês, 12 páginas, em formato PDF e arquivo de 498 Kb)

abciber 2011 começa hoje

A 5ª edição do encontro nacional dos pesquisadores em cibercultura – promovido pela ABCiber – começa hoje em Florianópolis com atividades na UFSC e Udesc. A programação e demais informações podem ser acessadas no site do evento, e – segundo a organização – as principais conferências poderão ser acompanhadas pela transmissão ao vivo por este canal na internet.

Este encontro é decisivo para os pesquisadores da área e para o avanço da ABCiber no setor, já que a edição anterior sofreu com os muitos problemas de organização, o que chacoalhou algumas certezas dos associados. O assunto é tratado com delicadeza e à boca pequena: se o evento não for bem neste ano, corre o risco de não mais acontecer. Ninguém confirma a informação, mas também não se nega.

uso de mídia define gerações: será mesmo?

O Link, caderno de tecnologia de O Estado de S.Paulo, trouxe matéria sobre estudo da agência Adge/Magid Generational Strategies que apontaria uma ligação direta entre consumo de certas mídias por grupos etários em faixas de horário do dia. Quer dizer: o uso do meio ajuda a definir a sua geração. Típico caso de determinismo biotecnológico, fácil da gente “comprar” mas igualmente fácil de desbancar.

Veja a matéria aqui, o estudo aqui e um infográfico aqui.

Digo que a gente embarca nessa história com facilidade porque estudos deste tipo nos “ajudariam a explicar as mudanças pelas quais estamos passando nos últimos anos”, separando em gavetinhas as espécies de usuários e organizando a bagunça em que vivemos. Mas a coisa não é assim tão tranquila.

Se as gerações funcionam assim, como explicar os casos de velhinhos que estão nas redes sociais, que blogam, que se comunicam com seus netinhos pelo Skype, que postam suas fotos familiares no Flickr ou coisas do tipo? Como explicar que existem jovens usuários que não são necessariamente heavy users ou nerds de plantão, apesar de seus colegas serem? Eles são desvios da norma? São exceções à regra? Não se pode afirmar porque não há dados científicos que o coloquem dessa maneira…

Isto é, embora gostemos da piadinha que elogia as novas gerações por estas “virem software embarcado atualizado”, as formas de apropriação dos meios seguem regras que transcendem as biológicas: são culturais, sociais, contextuais, históricas. Quem dá bons argumentos nessa direção é o sagaz Clay Shirky, professor da Universidade de New York e autor de um livro inspiradíssimo: Cultura da Participação. Segundo Shirky, as gerações podem se diferenciar no uso dos meios não por aspectos inatos, ligados a sua genética ou coisa do tipo. Hiatos podem surgir entre elas por conta das oportunidades diferentes que elas têm de se apropriar de algo, de trazer isso para suas vidas e de transformar suas existências com essas novas chances.

O raciocínio de Shirky ajuda a explicar porque hoje milhões de pessoas – de todas as gerações – compartilham mais suas experiências nas novas mídias, articulam-se mais em torno de causas cívicas (ou não), buscam se organizar pela web e forçam a porta da participação nos meios convencionais. Temos atualmente mais oportunidades de fazer coisas que antes ficavam relegadas a grupos mais restritos. Temos capacidade de nos conectar mais rapidamente e mais facilmente a grupos de semelhantes, o que facilitaria trabalhar de forma coletiva. Não é, portanto, um fenômeno geracional; é histórico; é o momento. Segundo Shirky, temos os meios, os motivos intrínsecos para fazer isso e as oportunidades. Junte tudo, bata e coloque no forno. O resultado é o que o autor chama de “excedente cognitivo”.

Não disse que essa coisa do determinismo geracional era fácil de contrariar?

Não disse que as ideias do Shirky são interessantes?

wikileaks: um dossiê gratuito em revista

André Lemos acaba de anunciar a publicação de mais uma edição da revista Contemporânea, do Poscom/UFBA. O dossiê temático é WikiLeaks: cibercultura e política, e está imperdível. Veja o sumário parcial…

  • O fenômeno Wikileaks e as redes de poder – Sergio Amadeu da Silveira
  • Território e materialidade: Wikileaks e o controle do espaço informacional – Rodrigo Firmino
  • Governos, empresas, wikileaks e governança da internet – Graciela B Selaimen
  • Da teoria da embalagem à transparência total de Julian Assange – Juremir Machado da Silva
  • Apontamentos sobre o jornalismo extra-muros do Wikileaks – Elizabeth Saad Correa
  • Jornalismo pós-WikiLeaks: deontologia em tempos de vazamentos globais de informação – Rogério Christofoletti e Cândida de Oliveira
  • Ativismo e Agendamento nos Trending Topics do Twitter: o caso Wikileaks – Gabriela da Silva Zago e Jandré Corrêa Batista
  • Polêmicas no jornalismo do século XXI: discussões a partir da Revista Carta Capital – Patricia Bandeira de Melo

Acesse a edição aqui.

mas, afinal, por que as pessoas compartilham?

Alguém por aí já disse que to share é um dos verbos do momento. Sim, compartilhar está na moda. Compartilhar vídeos, fotos, músicas, textos, livros, enfim, todo tipo de conteúdo online. Atitudes simples de dividir têm modificado hábitos de consumo, têm provocado terremotos na indústria dos bens simbólicos e têm feito muita gente queimar as pestanas para responder porque isso acontece.

The New York Times Customer Insight Group, a divisão de pesquisas de marketing do jornal mais influente do mundo, produziu um estudo sobre o que vem chamando de Psicologia do Compartilhamento (Psicology of Sharing).

Para reforçar o tema, vou compartilhar com vocês o estudo
(18,6 Megas, 47 páginas, em inglês e no formato PDF).