compós 2009: self service

Se você – como eu – não foi a Belo Horizonte para a 18ª Compós e quer ter acesso aos trabalhos apresentados, seus problemas acabaram!

É que estão disponíveis TODOS OS TEXTOS de 2009 gratuitamente. Aliás, os textos desde 2000.

Sirva-se!

sbpjor lança edição 2009 de seu prêmio de pesquisa em jornalismo

logosbpjor
A partir de 1º de junho, estarão abertas as inscrições para a quarta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. A premiação é voltada para trabalhos elaborados durante o ano de 2008 em três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Uma quarta categoria (Sênior) é destinada a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo. Entre as novidades deste ano está a composição das comissões avaliadoras por três membros e a possibilidade de envio de trabalhos de iniciação científica em co-autoria.

As inscrições vão a 10 de agosto, e os resultados têm anúncio previsto para 6 de outubro. Os vencedores de cada categoria e seus respectivos orientadores receberão seus diplomas de mérito durante o 7º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, em novembro, na cidade de São Paulo.

Leia o regulamento aqui.

Os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br

época, house, meu cérebro e o futuro da ciência

0,,165121,00A capa da revista Época desta semana me chamou a atenção no caixa do supermercado. O personagem retratado me lembrou alguém bem próximo, um parente talvez, ou eu mesmo. O fato é que trouxe comigo a edição cuja matéria de capa trata de avanços científicos nas neurociências, uso cada vez mais frequente de drogas para a expansão da inteligência e assuntos ligados à compreensão do cérebro, esse mistério.

O capista poderia, aliás, ter escolhido outra figura para ilustrar o assunto, o tal do cérebro quem sabe ou ainda um gênio qualquer. Escolheu um jumento, daí a minha identificação com a capa e o apelo comercial do qual fui vítima. Bem, o material de Época é muito bom. Não chega a deixar o leitor mais inteligente, mas certamente mais bem informado sobre o tema. São entrevistas especiais, reportagens e uma boa dose de infográficos. Me chamou a atenção a matéria de abre que conta como tem sido cada vez mais comuns os casos de pessoas que recorrem a remédios para aumentar a concentração, vencer o cansaço mental, fixar a memória e outras coisas. Não sabia que a coisa estava assim não, e até fiquei tentado a recorrer a esses anabolizantes cerebrais. Fui tentado a imaginar isso por conta de House, o médico do seriado que desvenda os mais intrincados mistérios em diagnósticos inusitados.

House é uma figura tão fascinante quanto odiosa. Para ele, o barato não é curar pacientes, vencer a morte, contornar as doenças. Para House, o que vale é desvendar enigmas, resolver problemas, e tudo entre a vida  e a morte se resume a jogos mentais, gincanas cerebrais que se ocupam de identificar nos sintomas dos pacientes as peças e suas conexões para a montagem de um puzzle.

Quem está acompanhando a quinta temporada de House sabe que nos últimos episódios – 14 e 15 -, o médico vem sofrendo de alucinações que desafiam a sua própria noção de mente. Quer dizer, House está “vendo” Amber, a namorada morta de seu amigo Wilson. As sugestões de Amber fazem com que House cometa erros de diagnóstico terríveis, e ele passa a duvidar de sua própria lucidez. Vocês sabem: House é um viciado. Sim, vive à base de Vicodin, um potente analgésico, a que ele reputa não apenas o controle da dor em sua perna mas também a uma imaginação mais criativa, uma concentração mental maior e outros super-poderes cerebrais.

Não sei até onde os roteiristas de House vão nos levar com essa história toda. Sei que é divertido ver House conversando com sua alucinação, como quem dialoga com seu inconsciente ou sistema límbico. Vez em quando, faço isso também. Pergunto para mim mesmo, como quem espera ouvir uma resposta. Não sou House, claro. Não alucinei ainda, mas inverter problemas, lançar perguntas para um espelho funciona às vezes.

Não sou a melhor pessoa para se perguntar qual o futuro da ciência com relação à inteligência. Mas outro dia ouvi uma piada que dá pistas sobre isso. Estudos mostram que hoje são gastos mais recursos com implantes mamários e próteses penianas do que com pesquisas para a cura do Mal de Alzheimer. Isso quer dizer que daqui a trinta anos, muito possivelmente, teremos idosos com corpos esculturais mas sem a menor idéia do que fazer com eles.

guia prático da ciência moderna: essencial

(Para ser lido em dias difíceis e com o mau humor em alerta máximo)

TAXONOMIA:
1. Se mexer, pertence à Biologia.
2. Se feder, pertence à Química.
3. Se não funcionar, pertence à Física.
4. Se ninguém entender, é Matemática.
5. Se não fizer sentido, é Economia ou Psicologia.
6. Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer
sentido, é INFORMÁTICA.

LEI DA PROCURA INDIRETA:
1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.
2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

LEI DA TELEFONIA:
1. Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.
2. Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.
Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.

LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:
Se estiver escrito ‘Tamanho Único’, é porque não serve em ninguém, muito menos em você…

LEI DA GRAVIDADE:
Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação.

LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:
80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu, baseada no único livro que você não leu.

LEI DA QUEDA LIVRE:
1. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.
2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.

LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:
A fila do lado sempre anda mais rápido.
Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.

LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:
Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

LEI DO ESPARADRAPO:
Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

LEI DA VIDA:
1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.

LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:
Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

darwin, 200: a celebração

No próximo dia 12 de fevereiro, serão celebrados 200 anos do nascimento de Charles Darwin. O marco já está sendo comemorado em diversas partes do mundo. Datas redondas costumam emplacar grandes homenagens, e parte da mídia já está fazendo isso.

A versão brasileira da revista Scientific American trouxe um especial neste mês, com textos de diversas personalidades do mundo científico mundial. Para leigos como eu – que ainda não evoluíram o bastante, hehehe.. -, a edição é pouco didática, mas vale dar uma olhada no capricho das imagens e do tratamento gráfico dado ao tema. No mesmo número, um artigo desce a madeira no Criacionismo e na Teoria do Design Inteligente. Aliás, a revista não fica em cima do muro, escancarando o que pensa: coloca na capa que a evolução, conforme Darwin, é a idéia mais poderosa da ciência!

A GloboNews está exibindo desde o final de janeiro uma série sobre o tema no programa Milenium, e até deixou um hotsite interativo. Mas as coisas não param por aqui. Tenha certeza: vamos ouvir e ver muito mais sobre isso nos próximos dias…

Se o bicentenário de Darwin te interessa, veja o site que o Natural History Museum criou para a celebração.

Veja alguns vídeos curtinhos sobre o Darwin’s Day dos anos passados:

Ah! Parabéns, Charles!

cnpq divulga calendário de bolsas e auxílios

(Com informações da Assessoria de Comunicação do CNPq)

O CNPq/MCT divulga o calendário para 2009 de ações de fomento à pesquisa e de apoio à formação de recursos humanos. O objetivo é manter a comunidade científica e tecnológica informada sobre os principais editais e chamadas públicas para a concessão de bolsas no país e no exterior. São 13 modalidades de bolsas e duas de auxílios com datas de inscrição e períodos de julgamentos distribuídos ao longo do ano

As bolsas de Doutorado Pleno no Exterior (GDE) têm inscrições até 5 de março. Já as bolsas de Pós-doutorado Júnior, Empresarial, Sênior, Pós-doutorado no Exterior, Sanduíche no País e no Exterior, Estágio Sênior e Pesquisador Visitante têm três períodos para inscrição. O primeiro se encerra também em 5 de março, o segundo em 28 de maio e o último em 30 de setembro. O Edital Universal estará aberto a partir de primeiro de junho e receberá inscrições até 31 de Julho de 2009.

As bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ) abrem o período de inscrição em 14 de abril com encerramento em 18 de agosto. Os bolsistas de PQ, com bolsas vigentes até fevereiro de 2010, deverão participar do processo caso queiram sua continuidade.

Os estudantes interessados em obter apoio para a realização de Mestrado (GM) ou Doutorado (GD) devem se dirigir às coordenações dos programas de pós-graduação para as quais o CNPq distribui as quotas de bolsas. Além disso, com recursos do FNDCT, o CNPq tem lançado todo ano um edital para concessão de bolsas de Mestrado e Doutorado em áreas de indução. O Edital 70/2008 está dividido em duas fases, uma delas com início em 31 de março de 2009, que concederá bolsas a partir de agosto do ano corrente. As inscrições vão até 15 de maio.

Já para as bolsas de Desenvolvimento Científico Regional (DCR), as datas de inscrição são estipuladas pelas fundações estaduais de amparo à pesquisa com quem o CNPq mantém convênios.

Os auxílios para a participação em Eventos Científicos no exterior (AVG) e o Auxílio para receber um Pesquisador Visitante (APV) devem ser solicitados com 90 dias de antecedência em relação à data prevista para a viagem ou a chegada do pesquisador.

Ainda em 2009 serão lançados diversos editais como o de Ciências Humanas e Sociais, o Programa Editorial e Olimpíadas de Ciências, além de diversos editais temáticos nas áreas de petróleo e gás, informática, energia, recursos hídricos, saúde, biotecnologia, nanotecnologia, entre outras.

Veja o calendário aqui.

o cérebro é uma gambiarra que dá pau direto

A firmação anterior não é minha. Com um tom bem mais elaborado e rótulo científico, o psicólogo norte-americano Gary Marcus defende a idéia de que o cérebro não é lá um produto do design inteligente e que apresenta defeitos constantes que se refletem na nossa vida cotidiana.

A tese está no livro “Kluge” (gambiarra, em português) e hoje, o Mais! da Folha de S.Paulo traz uma entrevista com o cientista que já foi pupilo do também polêmico Steven Pinker.

Como a matéria é para assinantes, reproduzo um trechinho:

Engenheiros americanos costumam usar a gíria “kluge” ao se referirem a soluções improvisadas para problemas em projetos. A falta de iluminação numa casa nova pode rapidamente ser resolvida, por exemplo, com um fio desencapado, uma lâmpada velha, uma extensão e esparadrapo. Esse tipo de gambiarra, diz o psicólogo Gary Marcus, da Universidade de Nova York, é também a melhor analogia para descrever a mente humana.
“Kluge” é o título do novo livro de Marcus, dedicado a mostrar como nossas faculdades mentais mais caras -consciência e raciocínio lógico- foram construídas pela evolução aproveitando estruturas cerebrais primitivas, na falta de algo melhor. Dá para o gasto, mas o preço que pagamos por não sermos fruto de um “projeto inteligente” é que nossa gambiarra cerebral freqüentemente entra em curto-circuito.
Auto-engano, teimosia, presunção -e crenças religiosas- seriam todos efeitos colaterais da forma como a mente é estruturada. Nossa memória, também, parece ser ótima para um caçador identificar pegadas de animais, mas não muito para guardar senhas de banco.
Analisando suas teorias à luz de experimentos psicológicos, Marcus mostra o quanto somos capazes de violar a racionalidade que supostamente é a marca registrada do Homo sapiens, o homem que sabe. Em um fenômeno conhecido como “ancoragem e ajuste”, por exemplo, o cérebro é normalmente induzido por valores arbitrários -o autor descreve um experimento no qual números que saíam numa roda da fortuna influenciavam voluntários a responder uma questão não-relacionada, como “qual é a porcentagem de países africanos na ONU?”
Outro fenômeno analisado por Marcus a chamada “preparação”, ou indução subliminar. As pessoas tendem a responder a perguntas sobre suas vidas com mais otimismo depois de assistir a “Os Smurfs” do que a “O Ladrão de Bicicletas”.
Diante disso, Marcus acusa seu próprio professor Steven Pinker -o papa da psicologia evolutiva- de superexaltar o cérebro humano como um órgão perfeitamente adaptado.

google nos deixa mais burros?

Joel Minusculi me falou de uma pesquisa que mostraria que a internet nos deixa mais burros. O texto saiu na Época Negócios (aqui) e, em resumo, menciona artigos de Nicholas Carr. Para ele, a internet vem modificando nossos cérebros e afetando nossa memória e resistência de leitura. Isto é, por conta do Google e Cia., não conseguimos ler textos mais longos. Ok, um prato cheio para quem quer satanizar as novas tecnologias.

Os argumentos de Carr são curiosos, interessantes, mas não me convenceram. Eu gostaria de ler a íntegra das pesquisas – cujos textos devem certamente ultrapassar dez ou quinze página – para me certificar…

(Se você, como eu, foge à regra de Carr, leia o texto dele que iniciou essa polêmica. Eu aviso: não é um texto curto)

ganhou bolsa, se mandou, não voltou. mas vai pagar…

Vocês sabem: há muito dinheiro para pesquisa científica no Brasil. Qualquer um consegue recursos para construir seus laboratórios espaçosos-modernosos-bem-equipados. Qualquer um que entra em mestrado ou doutorado consegue bolsa antes mesmo de se matricular. E, claro, hoje, somos potências científicas à frente da Eritréia e do Turcomenistão…

Pois bem. Mesmo com essa torrente de dinheiro, tem gente que abusa.

Imagina que tem gente que consegue bolsa pra fazer doutorado fora do país, se qualifica e decide não voltar pro Brasil. Imagina que esse mesmo pessoal, ao receber o benefício, se compromete por escrito a retornar e devolver à sociedade, ao país que investiu na sua formação, o investimento feito.

E vocês imaginam que o Supremo condenou uma professora a ressarcir o CNPq em R$ 160 mil porque ela simplesmente não retornou ao país após ter passado nababesca temporada na Inglaterra?

Não acredita? Então, leia aqui a notícia completa.

brasil: 15º em produção científica no mundo

O Brasil já está na 15ª colocação no ranking da produção científica mundial. Com 19.428 artigos publicados em 2007, o país responde por 2,02% do total da produção científica no mundo, superando a Suíça (1,89%) e a Suécia (1,81%) e aproximando-se da Holanda (2,55%) e da Rússia (2,66%).

A notícia foi anunciada hoje pelo MEC e pela Capes. Se quiser mais detalhes, leia na íntegra aqui.

cnpq vem com 2 mil novas bolsas pq

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, anunciou hoje que o CNPq aumentará sistematicamente a concessão de bolsas de produtividade chegando a 17 mil até 2010. Para se ter uma idéia, em 2007, foram concedidas 10 mil, e neste ano, elas podem chegar a 12 mil.

De acordo com a assessoria de comunicação do CNPq, a coisa começa assim: “500 bolsas novas para serem implementadas a partir de julho, para pesquisadores que tiveram mérito reconhecido no último julgamento, mas não puderam ser atendidos”. Depois, “o CNPq concederá 1.500 novas bolsas para o julgamento deste semestre, que serão implementadas a partir de março de 2009. Outras 2.400 bolsas estão previstas para 2009 até alcançar 17 mil em 2010”.

Segundo o CNPq, “como houve expansão significativa do número de bolsas para o próximo julgamento, o edital será reaberto para dar oportunidade à inscrição de novos candidatos”.

Para se ter uma idéia, no último edital, que trouxe resultados no início do ano, a área de comunicação teve apenas três bolsas a mais do que em 2007.

As chamadas Bolsas PQ são bolsas de produtividade, destinadas a pesquisadores que apresentam grande produção científica e consideradas um estímulo necessário e bem-vindo à comunidade.

As notícias são boas, alentosas. É esperar pra ver…

cnpq lança nova versão do lattes

Você está no Orkut? No Facebook? No Gazzag ou qualquer desses sites de redes sociais?

Pois saiba que até mesmo os cientistas mais sérios têm lá seus sistemas parecidos. O CNPq tem a chamada Plataforma Lattes, rede de currículos eletrônicos da comunidade acadêmica. Por meio dela é possível localizar a produção, presença e atuação de 1,14 milhão de mestres, doutores, estudantes de graduação e pós-graduação, figurões, técnicos e o escambau na ciência nacional. Mais: você pode ver quem orientou quem, quais os links entre grupos de pesquisa e instituições e tal… Não parece um Orkut acadêmico?

Pois hoje o CNPq lançou uma nova versão do Lattes. Saiba mais nas informações da própria assessoria de comunicação do órgão

pesquisa em jornalismo, no méxico

Se aqui no Brasil já temos a Rede Alfredo de Carvalho (a Rede Alcar), que se encarrega de um gigantesco inventário das histórias das diversas mídias, no México, há a Red de Historiadores de la Prensa y el Peridosimo en Iberoamérica

Vale a pena passar por lá e cruzar antenas com nuestros amigos de la lengua de Cervantes

 

chamada de trabalhos: icbl 2008

Saiu a chamada de trabalhos para a edição 2008 da Conferência Internacional da Interactive Computer Aided Blended Learning, que acontece no em novembro em Florianópolis.

Veja o site aqui.

Deadline no começo de junho.

Esta é a segunda edição do evento que, segundo os organizadores, objetiva “focar na troca de
relevantes tendências e resultados de pesquisas, bem como na apresentação de experiências práticas obtidas com o desenvolvimento e teste de elementos da aprendizagem assistida por computador”.

Por isso, vale tudo: projetos-piloto, aplicações, relatos e produtos…

 

deus, o cnpq e a vida acadêmica

Em tempos de lançamentos editoriais que (re)discutem o teísmo e o ateísmo, tem muita coisa rolando na internet sobre isso. Enquanto Richard Dawkins escreve seriamente contra deus, outros riem da situação. Recebi de uma amiga – que não é atéia! – o texto abaixo. Como é domingo – dia santo, ui! -, divido com vocês.

Aviso: não é provocação, é bom humor…

“Deus nunca chegará a ser professor titular ou pesquisador do CNPq.
Saiba porque:

1. Só tem uma publicação;

2. Essa publicação não foi escrita em inglês, mas em hebraico (mesmo
que tenha sido traduzida para vários idiomas);

3. A publicação não contém referências;

4. Não tem outras publicações em revistas indexadas ou com comissão editorial;

5. Há quem duvide que sua publicação foi escrita por ele mesmo –
nota-se a mão de pelo menos 11 colaboradores;

6. Talvez tenha criado o mundo, mas o que tem feito ou publicado desde então?

7. Dedica pouco tempo ao trabalho, apenas 6 dias seguidos;

8. A comunidade científica tem muita dificuldade para replicar seus resultados;

9. Seu principal colaborador caiu na desgraça ao desejar uma linha de
pesquisa própria;

10. Nunca pediu autorização aos comitês de ética para trabalhar com humanos;

11. Quando os resultados não foram satisfatórios, tentou afogar a população;

12. Se um participante não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;

13. Dá poucas aulas e o estudante, para ser aprovado, tem de ler
apenas o seu livro, o que caracteriza endogenia de idéias;

14. Segundo parece, deixou suas aulas para serem ministradas por seu
filho em seu lugar;

15. Ainda que seu programa básico de curso tenha apenas 10 pontos, a
maior parte de seus estudantes é reprovada nas aulas;

16. Além de suas horas de orientação serem pouco freqüentes, apenas
atende seus estudantes no cume da montanha;

17. Expulsou aos seus próprios orientados por aprenderem muito;

18. Não teve aulas e não fez mestrado com PH Deuses;

19. Não defendeu dissertação de mestrado, tese de doutorado ou livre-docência;

20. Não se submeteu à banca de doutores titulados;

21. Não fez proficiência em inglês;

22. De mais a mais, não existe comprovação de participação em bancas
examinadoras e de publicação de artigos no exterior.”

chamada de textos

Reproduzo:

A revista eletrônica Ciências & Cognição (www.cienciasecognicao.org) está recebendo trabalhos até o dia 29 de fevereiro de 2008 para seu 13º volume.

Cien. & Cogn. é uma publicação quadrimestral, avaliada pela QUALIS (A, Nacional, em Educação; C, Nacional, em Saúde Coletiva; A, Local, em Filosofia, Teologia; e C, Local, Multidisplinar.) Está indexada aos Bancos de dados internacionais: LATINDEX, DOAJ, Dialnet, Clacso, UNC, E-jounals.org, AERA SIG e SCIRUS.

As normas para publicação encontram-se disponíveis aqui: http://www.cienciasecognicao.org/pdf/norm.pdf ou
http://www.cienciasecognicao.org/modelos/norm.doc

Os artigos recebidos após a data limite serão avaliados para as edições seguintes, conforme as datas limite abaixo:

* 16 de fevereiro para o volume de Julho (lançamento em 31/03); [Exceção em 2008]
* 16 de junho para o volume de Julho (lançamento em 31/07);
* 16 de outubro para o volume de Novembro (lançamento em 30/11).

Mais informações:
Ciências & Cognição
Revista científica eletrônica
ISSN 1806-5821
www.cienciasecognicao.org
revista@cienciasecognicao.org

estímulo à pesquisa

O Brasil responde hoje por 1,7% da produção mundial em ciência e tecnologia. É pouco, eu sei. Mas já foi pior. Outro dia, passamos Suíça e Suécia nessa corrida.

Este índice se refere à quantidade de artigos publicados em periódicos internacionais indexados em importantes bases de dados. Estados Unidos e Japão estão à frente. Por várias razões: têm políticas científicas perenes e consistentes; os investimentos vêm das empresas também; e as áreas de Ciência e Tecnologias (C&T) e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) são consideradas prioritárias, estratégicas.

Nos países da vanguarda científica, pesquisadores são muito bem tratados: contam com tempo para se dedicar, com infra-estrutura para trabalhar e até mesmo com incentivos financeiros.

Por aqui, a coisa vai caminhando nessa direção, mas a passos bem mais lentos. O governo Lula anunciou enxurrada de recursos (R$ 41 bilhões até 2010), concedeu aumento para bolsas e tem universidades que até dão prêmios para quem publica em revistas respeitadas lá fora. É o caso da Unesp, que lançou um programa que dará R$ 15 mil às equipes de pesquisadores que publicarem artigos na Science e na Nature, as mais proeminentes publicações do gênero. Na Unicamp, os 20 melhores professores do ano recebem prêmios de R$ 25 mil. Na Federal de Viçosa, o pacote de incentivos prevê pagamento por serviços de tradução e medalha anual conferida ao pesquisador de maior destaque da instituição. Em dez anos, a UFV aumentou sua produção científica em 640%!!

No Paraná, o governo aumentou em 25,7% o orçamento da pasta de Ciência e Tecnologia, o que significa contar com R$ 694 milhões por ano.

Aqui em Santa Catarina, o prefeito da capital lava as mãos e a pesquisa com cobaias é proibida. Na esfera do governo estadual, dia 15, sai a nova lei de inovação, que vai criar um conselho estadual para a área. Apesar disso, as torneiras parecem entupidas: recursos ainda não foram repassados para pesquisadores contemplados em editais e prêmios…

Mais detalhes no Jornal da Ciência.