segurança na web: fácil, fácil

Vírus, spywares, worms, cavalos de tróia, keyloggers, screenloggers, bots… Sim, são pragas que infectam máquinas, sistemas e redes. Para entender tudo isso fácil, fácil, basta assistir aos vídeos educativos produzidos pela Comissão de Trabalho Anti-spam do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

No primeiro vídeo – Navegar é Preciso -, uma animação conta como surgiu a internet e o que se pode fazer a partir dela.

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No segundo vídeo, você vê a continuação da animação, agora, apresentando os invasores, dando nomes aos bois.

Trabalho bem feito, com uma narração super clara e muito didático.

Para ver os vídeos ou baixá-los, clique aqui.

bibliografia de jornalismo online

A dica é de Mindy McAdams, mas a lista é de Paul Bradshaw. Uma lista dos 10 livros mais importantes sobre jornalismo online. Ok, ok, o próprio Bradshaw alerta que o TopTen virou TopSix, mas vale ao menos saber o que se considera – toda lista tem seu subjetivismo – relevante na produção em língua inglesa sobre o campo…

Para encurtar a história, os indicados pelo senior lecturer da Birgmingham City University são:

  1.  Gatewatching by Axel Bruns
  2. Online News by Stuart Allan
  3. Online Journalism Ethics by Friend & Singer
  4. We Media by Dan Gillmor
  5. Journalism Online by Mike Ward
  6. Flash Journalism by Mindy McAdams

No Brasil, a bibliografia sobre jornalismo online ainda é restrita, mas crescente a cada ano. Penso que já temos condições de fazer uma TopTen com os títulos mais influentes e importantes. Quem se habilita?

PS – Por falar nisso, Beatriz Ribas e Marcos Palacios convidam para o lançamento de seu mais novo livro: Manual de Laboratório de Jornalismo na Internet. O evento acontece no sábado, 10, às 17 horas no Corredor da Vitória, em Salvador.

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hackearam o observatório da imprensa!

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A informação é do próprio OI.

 Veja você mesmo!

univali põe editora na web

Já é possível comprar os livros da Editora da Univali pela internet, por meio de sua loja virtual e com pagamento por cartão de crédito (Visa). Para uma editora universitária e com títulos voltados mais à academia, a iniciativa é super bem-vinda já que as comerciais estão na grande rede há um bom tempo.

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(clique na imagem para ampliar)

Para acessar, acesse pelo endereço http://www.univali.br/editora

sobre fotos de acidentes e crimes (2)

O assunto é sério.

Tenho analisado as estatísticas deste blog pelo WordPress e uma coisa me chamou a atenção: a grande procura e leitura por meu post “sobre fotos de acidentes e crimes”. A gente nunca sabe ao certo como se espalham as coisas pela internet e menos ainda na blogosfera. Um link aqui dado num site mais influente despeja leitores os mais diversos no blog do ilustre desconhecido.

Mas neste caso em particular, penso que a situação se explica também pela curiosidade mórbida de alguns que chegam a este espaço via motores de busca. OK. Cada um busca na grande rede aquilo que mais lhe interessa, mas algumas coisas vão além da excentricidade e da bizarrice. Recebi um comentário, não apenas contestando minha posição – de que não podemos concordar com a exploração da dor alheia, com a falta de respeito aos mortos, etc. -, mas fazendo apologia de um certo site que vive disso.

Não, você não leu errado. O site – que não vou linkar aqui – traz fotos de acidentes de trânsito, autópsias, suicídios, tragédias e até “mortes por doença” e “lixamentos” (sic). O menu avisa que há vídeos, mas muitos links estão quebrados. Seu autor defende assim as suas idéias:

“Sr. Rogério christofoletti. Eu tenho um site que mostra tudo isso que você falou. Mas discordo do comentário acima citado. Meu portal tem sim fotos chocantes de tragédia , acidentes e muito mais , mas meu intuito é orientar pessoas com fotos dramáticas. e não aproveitar da dor alheia . Meu portal é utilizado aqui na cidade onde moro , nas palestras de cfc e nas aulas de novos motorista afim de orienta los que a vida levada de forma indevida pode levar a caminhos trágicos e que transito não é brincadeira . A respeito de outras fotos postada que o conteúdo não se enquadra em vitima de acidente de transito podem também ter seu conteúdo como educativo. As fotos são todas trabalhadas afim de preservar a privacidade do indevido , mesmo morto tem familiares e amigos. Já recebi vários relatos que indicam que Motoristas , Jovens e outros que visitarão o site ficão com medo e come são agir de maneira mais cuidadosa seja no transito ou em outras situações da vida. Mas enfim , existem 1000 e 1 maneira de se educar e está foi a que eu escolhi. Carlos A C Souza”

Retirei hoje o comentário deste senhor de meu blog.

Por diversas razões:

1. Não vou dar links ou divulgar esse tipo de iniciativa.

2. Não acredito que educação se faça assim. Educação pelo medo, não!

3. O site traz uma advertência em sua home de que a iniciativa atende ao Código Nacional de Trânsito (Lei nº 9503/97). O autor quer enganar os incautos dando a impressão de que o site é de caráter educativo. Educativo uma ova!!! Basta ler o Capítulo VI da mesma lei e perceber a diferença entre as coisas.

4. O site tem a cara de pau de – após oferecer cadávares e mais cadáveres em situação calamitosa que não apenas choca, mas desrespeita a perda e a dor dos familiares – trazer no seu rodapé um banner de solidariedade a familiares e amigos das vítimas do acidente da TAM, do mês passado.

5. O site é desrespeitoso, rancoroso, moralista, sensacionalista – basta ver o layout com cores quentes berrantes e gifs animados – e de extremo mau gosto. Sem contar as chamadas do tipo “Só mortos”. O site comemora que mostra o que a TV não mostra.

6. Duvido que o dono do site tenha declarações de cessão de imagem de todas as fotos em que aparecem pessoas vitimizadas. E se ele não possui tais documentos está conflitando frontalmente a Constituição Federal e o direito de imagem, entre outras convenções inclusive internacionais. As vítimas clicadas não podem reclamar seu direito à inviolabilidade da imagem, não podem reivindicar anonimato, preservação de imagem.

Nojento! Chocante!

Este site não está sozinho, há outros por aí, claro. Mas este em particular chega a revoltar de tanto desrespeito com a vida humana, de tanta chacota com a dor dos outros, de tanta ignorância sobre o que seja educar pelas imagens.

Num ambiente exasperante como esse fica até absurdo falar em “responsabilidade”, em “ética na web”, em “auto-regulação de conteúdos”,  em  “conduta civilizada”…

Um nojo!

lista de professores

Foi criada uma lista de professores de Jornalismo de Santa Catarina.
A idéia é que os docentes se cadastrem e passem a trocar mais informações, principalmente sobre o primeiro encontro deles que acontece junto com o dos paranaenses, em outubro.

A lista fica aqui. Sobre o evento, saiba mais aqui.

assim falou pedro dória

Julio Daio Borges entrevista longamente um dos mais conhecidos e respeitados jornalistas da internet e da blogosfera brasileira: Pedro Dória. A entrevista está no Digestivo Cultural. Em pauta, a web, o futuro das mídias, a formação dos jornalistas, a internet como negócio, blogs e seus leitores com comentários violentos e por aí vai.

Eu recomendo.

para um mergulho com Foucault

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 Meu querido amigo Pedro de Souza acaba de retornar da França onde permaneceu por cem dias em pesquisas sobre Michel Foucault. E é justamente ele, o Pedro, quem me repassa dois importantes links para os que se interessam pelo pensamento e pela obra de um dos mais influentes nomes do século XX:

Michel Foucaul Archives é uma iniciativa do Centre Michel Foucault e do Institut Mémoires de l’Édition Contemporain. O site ainda está em construção, mas já traz conteúdos bem básicos sobre o autor, como uma cronologia de sua obra, a digitalização de alguns manuscritos – como o curso de 1981-82 que Foucault deu no Collège de France – e algumas fotos. Em breve, haverá vídeos, promete o site que tem interfaces em inglês, francês, espanhol, chinês e árabe. Na equipe responsável pelo site está Daniel Defert, antigo companheiro de Foucault e quem detém a guarda, zela e administra muita coisa inédita.

Institut Mémoires de l’Édition Contemporain (IMEC) guarda e disponibiliza arquivos de nomes como Foucault, Althusser, Barthes, Beckett, Benveniste, Céline, Anthony Burgess, Derrida, Jean Genet, Guattari, Grotowsky, Levinas, entre muitos outros. O slogan da iniciativa é “uma memória viva da escrita, da edição e da criação“. O instituto e todo esse patrimônio funciona numa abadia, isso mesmo, a Abadia d´Ardenne. Lá, o visitante pode acessar arquivos em áudio, vídeo e originais (manuscritos ou datilografados). Nada pode ser xerocado ou copiado, apenas consultado. Pelo menos no caso de Foucault. A medida drástica se explica: ainda restam alguns cursos que Foucault deu e que ainda estão inéditos em livros. Os responsáveis pelo acervo estão sistematizando tais originais para a sua publicação, e o vazamento de tais materiais pode provocar diversas conseqüências: da exploração indevida à apropriação indébita.

jornalismo 2.0

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Juan Varela já anunciou o Periodismo 3.0, mas Mark Briggs trata de um Journalism 2.0.
Para saber mais de um e de outro, vá direto às fontes.
Aqui, você encontra o artigo de Varela (na revista Telos); e aqui, você baixa o livro (na versão PDF) de Briggs.

Tudo de graça. Graças aos autores.

não foi isso que eu disse…

Alex Primo deu entrevista para o Link, do Estadão, e não gostou nadinha do que o repórter fez. Por isso, publicou em seu blog o que queria ter visto e que realmente disse. O assunto? O futuro da web.

ombudsman do UOL

Tereza Rangel estreou hoje na função de ombudsman do UOL. Na verdade, estreou o próprio cargo no portal. “Estou muito ansiosa para começar nosso diálogo. Afinal, esta é um grande mudança. Passei os últimos oito anos fazendo o conteúdo do UOL para o público que para mim era mais ideal do que real. Nesta nova função, o internauta vai se materializar, e estou achando essa idéia muito excitante”, escreveu em seu primeiro post.

Este é o segundo ombudsman de grandes portais da internet brasileira. Tudo começou com Mario Vitor Santos no IG.

chateação e adolescentes: pesquisa

O Pew Internet & American Life Project publicou agorinha uma pesquisa sobre bullying e adolescentes.
Traduzindo: o instituto de pesquisas na web trouxe dados de estudo sobre o comportamento de jovens na internet em relação a outros jovens. O bullying é uma expressão cada vez mais usada por pedagogos e psicólogos para se referir a um conjunto de atitudes que hostilizam, agridem e oprimem as pessoas. Piadinhas, apelidos, musiquinhas, tudo isso pode ser levado em conta quando se quer humilhar ou constranger.

Embora o estudo seja feito com norte-americanos, vale a pena conhecer

ele chegou

Vou no vácuo de Marcia Benetti e Raquel Recuero: atendendo a pedidos, ele chegou!

 

Alex Primo inaugurou seu blog.

 

E já que falamos dele, tem o site do livro, recém lançado.
(Gente fina é outra coisa!)

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games & news

Já pensou um jornal chamada Gotham Gazette?

Já pensou usar quiz e games para os leitores entenderem melhor as notícias?

Pois, isso existe. A Gotham Gazette você acessa aqui; a seção dos jogos aqui; e uma entrevista do Online Journalism Review com a editora do jornal, Gail Robinson, você lê aqui.

en français

André Lemos dá a dica, que reforço: Pierre Lévy deu entrevista anteontem ao Le Monde, onde explica um pouco mais seu conceito de “inteligência coletiva”. Pra quem não lembra, este é uma das principais e mais disseminadas contribuições conceituais do pensador francês da cibercultura.

A entrevista pode ser lida aqui, en français, naturelemente.

Destaco trechos:

“Nós só somos inteligentes coletivamente graças aos saberes transmitidos de geração para geração”

“O que acho fascinante é o uso da internet para desenvolver a inteligência coletiva e não para a exclusividade de um grupo ou outro”

“Minha perspectiva política é a do desenvolvimento humano. É preciso conectar a sociedade do conhecimento com o desenvolvimento humano. Para que a sociedade do conhecimento se oriente na direção de um desenvolvimento integral que compreenda todos os aspectos da socieade. A economia, a educação, a saúde, a segurança, a transmissão patrimonial, a pesquisa e a inovação são interdependentes. No fundo, a inteligência coletiva é a fonte do desenvolvimento humano” 

Lévy é professor de Comunicação na Universidade de Otawa, Canadá.

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briguinha (de leve)

Suzana Barbosa comenta no GJOL que o anúncio da criação do ombudsman do UOL provocou imediata reação do IG, que já tinha tido a idéia antes. O portal colocou na rede o blog do seu ombudsman, Mario Vitor Santos, que por sinal já foi ombudsman da Folha de S.Paulo. A Folha é uma das acionistas do UOL…

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uol sai na frente

Em 1989, a Folha de S.Paulo veio com a novidade: ombudsman!

Depois, outros jornais adotaram a idéia.

Teve até emissora de rádio e de TV, a TV Cultura de São Paulo, que abraçou o conceito.

Agora, é a vez da web. O Uol anunciou a criação do cargo de ombudsman. Bom, muito bom.

tudo sobre ela (ou quase)

Kludge relaciona 20 coisas que todo o mundo precisa saber sobre a internet.

Aviso aos navegantes: Kludge é um nerd/geek da Califórnia, tem 29 anos, e mistura em seu HD Três Mosqueteiros, Star Trek, Falcão Maltês e muita cafeína e tecnologia. (Não agite antes de usar)