cadê a crise que tava aqui?

Certamente, você já ouviu falar que as tiragens dos jornais estão despencando, que as verbas publicitárias evaporaram, que o jornalismo está morrendo à míngua e que o mundo vai acabar em 2012. Pois é, mas não é bem assim não… pelo menos no Brasil.

Na verdade, na verdade, os proprietários de jornais estão rindo de orelha a orelha.

No primeiro semestre de 2011, a circulação de jornais foi recorde: 4,4 milhões de exemplares por dia, conforme números auditados pelo Instituto de Verificação de Circulação (IVC). Se se considerar os jornais que não são acompanhados pelo IVC, a quantidade pode chegar a 8 milhões, estima o mercado. E se você multiplicar cada exemplar por quatro – que é uma média aceita de leitores por produto -, chegaremos a uma fatia de 32 milhões de leitores de jornal por dia no país.

Não fosse só isso, já seria boa notícia. Mas tem mais. O setor calcula que, de 2004 até a primeira metade deste ano, a circulação tenha crescido 32,7%, quase um terço a mais!

Não é à toa que os donos de jornais devem estar gargalhando. Tanto é que a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) não se conteve e publicou anúncio dando esses mesmos dados nos maiores diários brasileiros esta semana. Vá comparar esse desempenho com os mercados europeus e norte-americano…

um livro sobre fontes no jornalismo

Acaba de chegar ao mercado um dos pouquíssimos livros sobre fontes de informação que o leitor brasileiro tem à disposição! Trata-se de “Fontes de notícias – ações e estratégias das fontes no jornalismo”, de Aldo Antonio Schmitz. O título é uma versão da dissertação de mestrado do autor junto ao Posjor da UFSC, e que foi orientada por Francisco José Karam. O trabalho é original, interessante e um bom convite a se pensar nas relações que estabelecem jornalistas e seus entrevistados e consultados.

O livro saiu pela Combook, de Florianópolis, e tem 94 páginas. Schmitz é jornalista experiente e já foi pesquisador do objETHOS.

globo lançou suas diretrizes editoriais

Publico uma rápida análise do documento hoje no objETHOS:

O maior grupo de comunicação do país, as Organizações Globo, anunciou no último final de semana o que chama de seus princípios editoriais. O documento sintetiza as diretrizes jornalísticas que orientam os veículos do conglomerado na TV, rádio, jornais, revistas, e internet, e está sendo amplamente divulgado nesses meios. Mas onde está a novidade? Está mais no lançamento do documento do que em seu teor propriamente dito.

(leia na íntegra)

o wikileaks no brasil, como aconteceu…

O Brasil foi o primeiro país a ter documentos secretos da diplomacia norte-americana após os cinco grandes meios que protagonizaram o grande vazamento de 2010: The Guardian, The New York Times, El País, Le Monde e Der Spiegel. Tudo graças a um telefonema perdido no meio do Pará.

Natália Viana, a jornalista por trás dessa costura, conta como conheceu Julian Assange e o país entrou na rota dos grandes vazamentos do WikiLeaks. Imperdível para quem se interessa por jornalismo investigativo e uma boa história…

 

para onde vão os leitores?

Depois do escândalo das escutas ilegais e do rastro de derrapadas éticas, o News of the World fechou as portas no domingo com uma primeira página oscilante. É um adeus ou um até logo? Mais importante que responder isso agora é tentar saber para onde vão os 7,5 milhões de leitores do dominical.
A questão é: quando um jornal deixa de circular, para onde correm seus “leais leitores”?

Alguém se habilita a responder?

the end of the world

É assim. Você é bilionário, tem um punhado de jornais como quem tem uma porção de bazares. Aí, você usa um deles pra fazer um pouco de serviço sujo, como escutas ilegais, chantagem, manipulação e distorção. Quando descobrem, você simplesmente se livra do problema, fechando o jornal, demitindo todo o mundo… Claro que com essa história, literalmente, Rupert Murdoch provoca o fim do World…

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certificados do bapijor estão prontos!

Se você participou do 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), já pode acessar o ambiente virtual que vai gerar seu certificado. Para isso, siga os passos:

1) Acesse o endereço: http://www.certificado.prpe.ufsc.br

2) Entre com o número de seu CPF ou Passaporte no campo correspondente. Coloque apenas números e não pontos ou traços.

3) Entre com o código que aparece logo embaixo no campo seguinte.

4) Você será redirecionado para outra tela. Clique no botão do Seminário Brasil-Argentina.

5) Faça o download do certificado e imprima conforme a sua conveniência.

O Bapijor aconteceu em 9 e 10 de junho passado, e foi uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI), CCE e Fapeu.

baixe guia de sustentabilidade para jornalistas

Um dos temas mais emergentes do momento – sustentabilidade – requer conhecimento aprofundado, preparo técnico e sensibilidade para ser abordado por jornalistas. Um bom guia para coberturas deste tipo já está disponível em espanhol. Lançado pela Unesco, está em formato PDF, tem 4,7 Megabites e 106 páginas. Baixe aqui.
(dica de António Granado)

mídia desavisada não sabe o que é hacker

Os ataques recentes a páginas eletrônicas do governo federal trouxeram à tona no noticiário um festival de desinformação, ignorância e preconceito. Para a maioria dos meios de comunicação, as sobrecargas em sites e as pichações virtuais foram obras de hackers. Mas não foram hackers os autores. Veja porque…

Para saber um pouco mais, volte algumas casas no tabuleiro…

 

 

 

unesco e ebc discutem mídias públicas em evento

(Reproduzindo do site da Unesco)

A Representação da UNESCO no Brasil e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC)/TV Brasil realizam, nos próximos dias 30 de junho e 1º de julho, o Seminário Internacional de Mídias Públicas: Desafios e Oportunidades para o Século XXI.

O evento reunirá, na sede da EBC, em Brasília, alguns dos maiores especialistas internacionais em radiodifusão pública, representantes de entidades e dirigentes de empresas de comunicação da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa.

O evento debaterá experiências de comunicação já implantadas e o futuro destas mídias no século que se inicia, marcado por grandes transformações tecnológicas que têm impacto nas comunicações em geral.  Entre os temas a serem discutidos estão os modelos de gestão, os modelos de financiamento, transparência, accountability e autoregulação, manuais de jornalismo público,  produção de conteúdos e programação.

O Seminário será aberto no dia 30/06, às 9h, em mesa que terá a participação da Ministra-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, do Representante-Adjunto da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, da Presidente do Conselho da EBC, Ima Guimarães Vieira, e da Diretora Presidente da EBC, Tereza Cruvinel.

Lançamento de publicação internacional

No dia 30/06, às 10h, será realizada a mesa “Mídia pública no século XXI – Análise Comparada” com o especialista internacional da UNESCO, Toby Mendel, o especialista latino-americano Valério Fuenzalida, da Universidade Católica do Chile, e Murilo Ramos, da Universidade de Brasília (UnB), tendo como moderador o Coordenador de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil, Guilherme Canela.

Na ocasião será lançada, regionalmente, a publicação Public Service Broadcasting: a comparative legal survey (Radiodifusão Pública: um estudo de direito comparado), de autoria de Toby Mendel. Esta é a segunda edição, revista e ampliada, de estudo clássico de Mendel sobre o tema, o qual aborda a questão em países como Austrália, Canadá, França, Japão, Polônia, África do Sul, Tailândia e Reino Unido.

Toby Mendel é também autor, em conjunto com Eve Salomon, do estudo O Ambiente Regulatório para a Radiodifusão: uma Pesquisa de Melhores Práticas para os Atores-Chave Brasileiros, que foi lançado em março passado pela UNESCO no Brasil. O estudo é uma investigação da atual situação regulatória do sistema midiático brasileiro em comparação com práticas correntes em 10 outras democracias (África do Sul, Alemanha, Canadá, Chile, França, Estados Unidos, Jamaica, Malásia, Reino Unido e Tailândia) e com o recomendado pela legislação internacional.

Programação

Ainda no primeiro dia do Seminário, às 14h 30, acontecerá uma mesa sobre Modelos institucionais: gestão e financiamento com a presença de Alexander Shulzyck, da European Broadcasting Union (União de Radiodifusão Européia), Tarja Turtia, da Divisão de Liberdade de Expressão do Setor de Comunicação e Informação da UNESCO, e Tereza Cruvinel.

Às 16h30, uma discussão sobre Transparência, accountability e autoregulação reunirá Eugênio Bucci, professor da Universidade de São Paulo e consultor da UNESCO, Alicia Shepard, ombudswoman da National Public Radio, de Washington, Estados Unidos, e Germán Rey, especialista colombiano e professor da Universidade Javeriana.

O evento terá ainda, em seu segundo dia, palestras de especialistas tais como Bettina Peters, do Global Forum for Media Development (Fórum Global para o Desenvolvimento da Mídia); Matthew Powers, da Universidade de Nova York; Soren Johannsen, da BBC World Trust; Lumko Mtimde, da Media Development and Diversity Agency (Agência de Desenvolvimento da Mídia e Diversidade), África do Sul; Florencia Ripani, especialista em convergência e meios públicos, da Universidade de Palermo, Itália; Adelaida Trujillo, Diretora da Citurna Producciones e da La Iniciativa de Comunicación – Gestoras do “Compromisso Nacional por uma TV de Qualidade para a Infância na Colômbia” e Franklin Martins, jornalista e ex-Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

  • O Seminário Internacional de Mídias Públicas: desafios e oportunidades para o século XXI será transmitido, integralmente, pela webcast da EBC e pelo canal internacional da TV Brasil.

Mais informações
UNESCO no Brasil – Assessoria de Comunicação
Ana Lúcia Guimarães – (61) 2106 3536, ana.guimaraes@unesco.org.br
Isabel de Paula – (61) 21063538, isabel.paula@unesco.org.br

Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Comunicação Social: 61- 3799- 5231 e 3799-5234.

identidade e profissionalidade jornalística

Mudanças, desafios e identidade da profissão jornalística no século 21 estarão em pauta num congresso, promovido pelas universidades de Santiago, de la Frontera, de Chile y PUC de Valparaíso entre 27 e 29 de junho de 2012.

David Weaver, Silvio Waisbord, Thomas Hanitzsch e Jay Blumer são as atrações principais, anunciadas até agora. Para saber mais, acesse o site do evento: http://www.periodismochile2012.cl

 

 

 

 

já temos a foto do ano!

Sim, eu sei que estamos apenas na metade de 2011. Mas aposto que a foto a seguir terá lugar cativo numa cronologia recente. Para mim, já é a foto do ano. Foi clicada por Richard Lam, da AFP, durante os conflitos entre vândalos, manifestantes e policiais em Vancouver, Canadá.

 

 

 

 

 

“observações” em vitória

Edgard Rebouças, professor da UFES e líder do Observatório da Mídia Regional, convida:

Seminário “Observações”
Conselhos de Comunicação como espaço de participação social

Auditório do Centro de Artes – UFES
29 de junho (Quarta-feira) 19 horas
Participação: Edgard Rebouças, Maurício Abdalla e Rosely Arantes

O Observatório da Mídia Regional: direitos humanos, políticas e sistemas realiza no próximo dia 29 de junho, quarta-feira, às 19h no auditório do Centro de Artes da UFES, mais uma edição do seminário “Observações”. Nesse encontro serão abordadas as possibilidades, necessidades e os limites acerca da implantação de Conselhos de Comunicação no país e, em especial, no Espírito Santo.

Diante da crescente importância da comunicação na atualidade, faz-se necessário discutir a responsabilidade midiática desempenhada por órgãos públicos e privados, bem como a participação dos cidadãos no processo de acompanhamento da mídia.

No seminário será apresentado o processo de instalação do Conselho Estadual de Comunicação, recentemente aprovado pelo governo da Bahia, por meio da presença da jornalista Rosely Arantes, coordenadora de Relações Sociais da Secretaria de Comunicação da Secom baiana; ela foi uma das principais articuladoras da Conferência Nacional de Comunicação (etapa Bahia) e da criação do Conselho em seu estado. Também estará presente o Prof. Dr. Maurício Abdalla, professor do Departamento de Filosofia da Ufes e autor do livro “O princípio da cooperação: em busca de nova racionalidade”, que irá falar do conceito da democracia participativa.

O seminário será conduzido pelo Prof. Dr. Edgard Rebouças, autor da dissertação de mestrado “Modelo de representatividade social na regulação da televisão” e da tese “Grupos de pressão e de interesse nas políticas e estratégias de comunicações”, além de ter sido o articulador e redator da proposta aprovada na Confecom acerca da criação dos Conselhos Nacional, Estaduais e Municiais de Comunicação.

No Espírito Santo, desde os anos 1990 já vem sendo discutida a criação de um Conselho de Comunicação com participação da sociedade, a exemplo do que já ocorre nas áreas de saúde, educação, segurança, meio ambiente, infância e juventude, e outras. A última iniciativa mais direta ocorreu no final de 2010, quando o deputado estadual Cláudio Vereza encaminhou uma indicação ao Governo do Estado para que desse início ao processo de criação do Conselho, já que tal iniciativa compete ao Executivo. O deputado se baseou nas propostas aprovadas no final de 2009 na Confecom-ES, que contou com a participação de representantes dos governos federal, estadual e municipais; empresários do setor e membros da sociedade como um todo.

A série de seminários “Observações” é uma atividade mensal do Observatório da Mídia Regional: direitos humanos, políticas e sistemas que trata de temas relevantes em comunicação. Eles são abertos à comunidade e não há necessidade de inscrição. O acompanhamento periódico dos seminários dá direito a um certificado com carga horária referente à participação.

Serviço:
Seminário “Observações”: Conselhos de Comunicação como espaço de participação social
Palestrantes:
Prof. Dr. Edgard Rebouças – Observatório da Mídia Regional
Prof. Dr. Maurício Abdalla – Departamento de Filosofia da Ufes
Rosely Arantes – Secretaria de Comunicação do Gov. da Bahia
Local e data: 29 de junho (quarta-feira) às 19h, no auditório do CEMUNI IV (Centro de Artes da UFES)

uso do twitter, media literacy e regulação de redes sociais

A mais nova edição da revista Jornalismo & Jornalistas, editada pelo Clube dos Jornalistas de Portugal, tem ótimas razões para ser conferida. Cito três motivos bem pessoais:

1. O sempre conectado Pedro Jerónimo faz uma análise do uso do Twitter no contexto regional português. Para quem não conhece o trabalho desse jornalista, deve segui-lo aqui.

2. Reportagem resgata o que de melhor aconteceu no Congresso Nacional sobre Literácia, Media e Cidadania, que a Universidade do Minho promoveu em março passado. O professor Manuel Pinto é um dos grandes nomes nas pesquisas sobre educação e mídia em Portugal, e seu trabalho vem ecoando para fora das fronteiras daquele país faz tempinho… Aqui no Brasil, Manuel Pinto é um habitué. Ainda bem…

3. Catarina Rodrigues traz algumas perguntas e respostas sobre a questão de regramentos para o uso de redes sociais por jornalistas. Vale a pena ler e pensar sobre isso…

Quer conferir a publicação? Clique aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

vídeos do bapijor já estão disponíveis

Três mesas do Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) já podem ser conferidas e reassistidas. Os vídeos podem ser vistos na própria página do sistema de videoconferência do CCE ou ainda ser baixados.

Estratégias e modos de investigação – aqui

As fontes no Jornalismo e na Academia – aqui

Compromissos do jornalista e do pesquisador – aqui

 

 

 

o que tirei do bapijor…

Este blog ficou às moscas na última semana pois estive mergulhado até a cabeça no Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), que realizamos em 9 e 10 de junho aqui na UFSC.

Foi uma ocasião muito produtiva e interessante, e algumas das coisas que percebi estão no comentário da semana que acabo de publicar no objETHOS. Quer uma amostra grátis? Então, veja abaixo, e se quiser ler na íntegra, clique aqui.

O Bapijor apontou ao menos três conclusões, a meu ver: a) não conhecemos a realidade dos vizinhos platinos; b) precisamos conhecer mais essa realidade; c) observando e estudando o caso dos argentinos, reconhecemos mais elementos da nossa própria realidade jornalística.

bapijor terá transmissão pela internet

Quem não conseguiu vaga para se inscrever no 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) não precisa se preocupar, pois poderá acompanhar todos os detalhes pela internet.

Além da cobertura pelo Twitter, seguindo a conta do @objethos e a hashtag #bapijor, o internauta poderá acompanhar a distância as transmissões em vídeo das mesas do evento. Para isso, basta acessar o endereço http://www.videoconferencia.cce.ufsc.br e entrar na sala 1.

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, CCE, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Fapeu.

seminário brasil-argentina começa amanhã

Está tudo pronto para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), que acontece amanhã, 9, e sexta, 10, nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

O evento vai reunir jornalistas profissionais, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação e outros interessados para discutir o estado atual do jornalismo investigativos nos dois países de maior influência na América do Sul. As atividades do Bapijor terão lugar no Auditório Henrique da Silva Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. A programação prevê mesas com renomados jornalistas e pesquisadores brasileiros e argentinos. Nomes como José Roberto de Toledo, Claudio Tognolli, Martín Becerra, Angelina Nunes e Adriana Amado já estão confirmados.

O anúncio da realização do evento provocou o esgotamento das inscrições em apenas 48 horas. As 150 vagas se somaram a uma lista de espera, também preenchida rapidamente. Para quem não conseguiu se inscrever, a saída agora é acompanhar as atividades pelo Twitter. Para isso, basta seguir a conta do Observatório da Ética Jornalística (@objETHOS) e a hashtag #bapijor.

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI), CCE e Fapeu.

Mais informações no site do evento: http://www.bapijor.ufsc.br

jornalistas e redes sociais: mais uma pesquisa

Estão lembrados do estudo que a ONG Artigo 19 fez recentemente sobre as relações entre jornalistas e redes sociais?

Pois o site Jornalistas da Web informa que mais uma pesquisa do tipo, e com profissionais brasileiros, está disponível, e ajuda a entender o tema. O levantamento foi feito pela PR Newswire e tem como amostra 305 jornalistas, que responderam perguntas pela internet entre março e abril deste ano.

Quer ver um resumo da pesquisa em PDF? Clique aqui.

Quer ver uma apresentação em slides? Clique aqui.

tudo pronto para seminário brasil-argentina

É o que manda avisar a organização do Bapijor

A prática e a pesquisa no Jornalismo Investigativo em debate

Seminário reúne professores, pesquisadores e jornalistas brasileiros e argentinos nos dias 9 e 10 de junho em Florianópolis

O 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) vai reunir acadêmicos e profissionais do jornalismo nos dias 9 e 10 de junho, no Auditório Henrique da Silva Fontes (CCE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autoridades no tema como José Roberto de Toledo, Claudio Tognolli, Martín Becerra, Angelina Nunes, Adriana Amado e Washington Uranga estarão presentes.

Este será um momento único de encontro entre profissionais e acadêmicos para discutir os rumos da profissão e da pesquisa na área do Jornalismo nos dois países mais influentes da América do Sul. A expectativa da organização é que mais de 150 pessoas acompanhem as palestras.

Para o coordenador geral do 1º Bapijor, professor e pesquisador da UFSC, Francisco José Karam, o encontro também proporcionará o debate a respeito das semelhanças e diferenças entre prática e pesquisa jornalística nos dois países.

“Jornalismo como objeto de pesquisa e realidade como objeto de investigação jornalística têm métodos próximos e, ao mesmo tempo, diferentes. Em comum, a busca pelo esclarecimento e pelo desvendamento quando atividades bem realizadas. Brasil e Argentina crescem em importância tanto na pesquisa acadêmica como na investigação profissional. A proximidade geográfica, as estratégias comuns, as pontes entre academia e profissão e entre os dois países, na especificidade do jornalismo, estão no centro dos debates do seminário. Daí sua importância”, comenta Karam.

As inscrições já estão encerradas. No dia do evento haverá cobertura via Twitter do Observatório da Ética Jornalística: @objETHOS. Mais informações em http://www.bapijor.ufsc.br.

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS com promoção do Posjor/UFSC. Tem patrocínio da FAPESC e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Fapeu.

Confira a programação completa:

Quinta-feira, 9 de junho:

8h30: Credenciamento
9h: Abertura

9h30: Mesa 1: Estratégias e modos de investigação
Expositores
Washington Uranga – Universidad Nacional de Quilmes, Universidad de Buenos Aires e Página 12 (Buenos Aires)
José Roberto de Toledo – O Estado de S. Paulo (São Paulo)
Eduardo Blaustein – Jornalista e Escritor (Buenos Aires)
Mediador
Samuel Lima – Universidade de Brasília e Universidade Federal de Santa Catarina (Brasília/Florianópolis)

14h30: Mesa 2: As fontes no Jornalismo e na Academia
Expositores
Cláudio Júlio Tognolli – Revista Consultor Jurídico e Universidade de São Paulo (São Paulo)
Rodolfo Barros – Diário Perfil (Buenos Aires)
Mauro César Silveira – Mestrado em Jornalismo da UFSC (Florianópolis)
Mediador
Marco Aurélio Braga – Mais FM e Instituto Estadual Luterano de Santa Catarina (Joinville)

16h30: Coffee-break

17 h: Mesa 3: Prática jornalística e prática científica na pesquisa
Expositores
Martín Becerra – Universidad Nacional de Quilmes e Conicet (Buenos Aires)
Sebastián Lacunza – Jornal Ambito Financiero e Palabra 54 (Buenos Aires)
Gislene Silva – Mestrado em Jornalismo da UFSC (Florianópolis)
Mediadora
Ângela Bastos – Diário Catarinense (Florianópolis)

Sexta-feira, 10 de junho

9h30: Mesa 4: Os compromissos do jornalista e do pesquisador acadêmico
Expositores
Adriana Amado – Universidad Nacional de La Matanza e Catedra A (Buenos Aires)
Angelina Nunes – O Globo (Rio de Janeiro)
Rogério Christofoletti – Mestrado em Jornalismo da UFSC e ObjETHOS (Florianópolis)

Mediador
Sérgio Murillo de Andrade – Federação Nacional dos Jornalistas (Brasília)

12h30: Encerramento

10 dias para o seminário brasil-argentina

A contagem regressiva já começou! Restam dez dias para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), que acontece em 9 e 10 de junho nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis.

As atividades do Bapijor terão lugar no Auditório Henrique da Silva Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. A programação prevê mesas com renomados jornalistas e pesquisadores brasileiros e argentinos. Nomes como José Roberto de Toledo, Claudio Tognolli, Martín Becerra, Angelina Nunes e Adriana Amado já estão confirmados.

O anúncio da realização do evento provocou o esgotamento das inscrições em apenas 48 horas. As 150 vagas se somaram a uma lista de espera, também preenchida rapidamente. Para quem não conseguiu se inscrever, a saída agora é acompanhar as atividades pelo Twitter. Para isso, basta seguir a conta do Observatório da Ética Jornalística (@objETHOS) e a hashtag #bapijor.

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Fapeu.

assange na trip (2)

Outro dia, comentei aqui que Julian Assange – rosto, cérebro e espírito do WikiLeaks – estava na capa da revista Trip, que dedicara suas páginas negras para entrevistá-lo. Li há pouco a entrevista assinada por Lino Bocchini (e que pode ser conferida aqui). Gostei do que vi e a Trip conseguiu – mais uma vez! – mostrar uma faceta inédita dos personagens a que consagra suas grandes entrevistas. Assange está descuidado, barbado e com a camisa da seleção brasileira…

Na ocasião, abril passado, trechos da entrevistas foram captados em vídeo. Veja a seguir:

 

autorregulação de jornais é positiva, mas insuficiente

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) alterou seu estatuto e lançou o seu programa permanente de autorregulamentação, com a indicação de boas práticas para as empresas do setor.

A ideia foi bem recebida por setores acadêmicos, mas é pouco, conforme se pode ler na reportagem que Gilberto Costa fez para a Agência Brasil.

wikileaks e the guardian: bastidores

Há algumas semanas, o programa Milênio – da GloboNews – entrevistou o jornalista David Leigh, um dos principais nomes do jornal The Guardian na parceria com o WikiLeaks. Sílio Boccanera conversou com o editor investigativo, que também é um dos autores de “Wikileaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de estado”.

Uma versão em texto dos principais trechos está no Consultor Jurídico (aqui), mas o vídeo da entrevista pode ser acompanha em duas partes: aqui e aqui.

ainda sobre a polêmica do livro

Lembra da discussão da semana passada sobre o livro do MEC?
Quer saber o que a Associação Brasileira de Linguística (Abralin) disse sobre isso?
Veja o comunicado oficial:

O Brasil tem acompanhado a polêmica a respeito do livro Por uma vida melhor, distribuído pelo PNLD do MEC. Diante de posicionamentos virulentos e alguns até histéricos, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA, ABRALIN, vem a público manifestar-se a respeito. O fato que chamou a atenção foi que os críticos não tiveram sequer o cuidado de analisar o livro mais atentamente. Pautaram-se sempre nas cinco ou seis linhas citadas. O livro acata orientações dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) já em andamento há mais de uma década. Outros livros didáticos também englobam a discussão da variação linguística para ressaltar o papel e a importância da norma culta no mundo letrado.

Portanto, nunca houve a defesa de que a norma culta não deva ser ensinada. Ao contrário, entende-se que esse é o papel da escola, garantir o domínio da norma para o acesso efetivo aos bens culturais e para o pleno exercício da cidadania. Esta é a única razão que justifica a existência da disciplina de Língua Portuguesa para falantes nativos de português.

A linguística surgiu como ciência há mais de um século. Como qualquer outra ciência, não trabalha com a dicotomia certo/errado. Esse é o posicionamento científico, que permitiu aos linguistas elaborar outras constatações que constituem hoje material essencial para a descrição e explicação de qualquer língua humana.

Uma constatação é o fato de que as línguas mudam no tempo, independentemente do nível de letramento de seus falantes, do avanço econômico e tecnológico ou do poder mais ou menos repressivo das Instituições. Formas linguísticas podem surgir, desaparecer, perder ou ganhar prestígio. Isso sempre foi assim. Muitos dos usos hoje tão cultuados pelos puristas originaram-se do modo de falar de uma forma alegadamente inferior do latim.

Outra constatação é o fato de que as línguas variam num mesmo tempo: qualquer língua apresenta variedades deflagradas por fatores, como diferenças geográficas, sociais, etárias, dentre outras. Por manter um posicionamento científico, a linguística não faz juízos de valor acerca dessas variedades, simplesmente as descreve. No entanto, os lingüistas constatam que essas variedades podem ter maior ou menor prestígio, que está sempre relacionado ao prestígio que têm seus falantes no meio social. Por esse motivo, o desconhecimento da norma de prestígio pode limitar a ascensão social e isso fundamenta o posicionamento da linguística sobre o ensino da língua.

Não há caos linguístico, nenhuma língua já foi ou pode ser corrompida ou assassinada, ou fica ameaçada quando faz empréstimos. Independentemente da variedade que usa, o falante fala segundo regras gramaticais estritas. Os falantes do português brasileiro fazem o plural de “o livro” de duas maneiras: uma formal: os livros; outra informal: os livro. Mas certamente não se ouve “o livros”. Assim também, não se pronuncia mais o “r” final de verbos no infinitivo, mas não se deixa de pronunciar (não de forma generalizada, pelo menos) o “r” final de substantivos. Qualquer falante, culto ou não, pode dizer (e diz) “comprá” para “comprar”, mas apenas algumas variedades diriam “dô” para “dor”. Estas últimas são estigmatizadas socialmente, porque remetem a falantes de baixa extração social. Falamos obedecendo a regras. E a escola precisa ensinar que, apesar de falarmos “comprá” precisamos escrever “comprar”. Assim, o trabalho da linguística tem repercussão no ensino.

Por outro lado, entendemos que o ensino de língua materna não tem sido bem sucedido, mas isso não se deve às questões apontadas. Esse tópico demandaria discussão mais profunda, que não cabe aqui.

Por fim, é importante esclarecer que o uso de formas linguísticas de menor prestígio não é indício de ignorância ou de outro atributo que queiramos impingir aos que falam desse ou daquele modo. A ignorância não está ligada às formas de falar ou ao nível de letramento. Aliás, pudemos comprovar isso por meio desse debate que se instaurou em relação ao ensino de língua e à variedade linguística.

os jornalistas e o brasileirão

Assino hoje o comentário da semana do objETHOS. Nele, saúdo a chegada do Campeonato Brasileiro de Futebol e lanço algumas questões sobre a cobertura jornalística que se faz da competição.

Ficou curioso? Vá lá e leia na íntegra.

jornalismo e redes sociais, o debate

Não deu tempo de avisar antes, mas não tem problema. Com a internet, pode-se recuperar muita coisa, até mesmo o debate “Redes sociais transformam o jornalismo?”, de que participei na quinta passada, 19, na Rádio Ponto da UFSC.

O debate aconteceu no programa “Jornalismo em Debate”, produzido por alunos de graduação e pós-graduação e parte da Cátedra Fenaj. Estiveram na bancada comigo o jornalista César Valente, do blog De Olho na Capital; o jornalista Alexandre Gonçalves, do Coluna Extra; e a Alexandra Zanela, editora do Diário.Com. Por telefone, participou o jornalista Douglas Dantas, do Sindicato de Jornalistas do Espírito Santo. A supervisão dos trabalhos foi de Valci Zuculotto e a mediação foi de Áureo Moraes, ambos professores da UFSC.

A conversa foi de alto nível e atiramos para vários lados: mudanças no perfil dos jornalistas, a participação do público, possíveis furos de reportagem pelas mídias sociais, fim do jornalismo, credibilidade dos meios, enfim, muita coisa interessante.
Ficou curioso? Então, ouça!

Bloco 1
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.34.mp3

Bloco 2
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.35.mp3

Bloco 3
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.36.mp3

assange na trip

A revista Trip traz na edição de maio em uma de suas capas o rosto do WikiLeaks, Julian Assange.
Deixando de lado o ar enigmático de sempre, os sobretudos e cachecois, o australiano aparece sorrindo e com camisa da seleção brasileira.
A conferir…

marcelo tas em webconferência na ufsc

(reproduzindo…)

O jornalista e âncora do programa CQC Marcelo Tas participa de uma webconferência na quinta-feira, 19 de maio, às 20h30, inaugurando a programação da 10ª Semana do Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele fará uma palestra online, através da conta no twitter, sobre sua participação na sétima edição do evento, em 2008, e sua experiência profissional.

O público poderá fazer perguntas através do próprio twitter ou pelo e-mail semanadojor@gmail.com. Esta é a primeira de quatro webconferências que serão realizadas mensalmente, entre maio e agosto, com profissionais que já participaram da Semana do Jornalismo.

A 10ª Semana do Jornalismo acontece de 12 a 16 de setembro no Auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. Os convidados deste ano discursarão em mesas redondas, palestras, sabatinas e debates. Outros profissionais de destaque do estado ministrarão oficinas temáticas.

O evento, sem fins lucrativos, é totalmente promovido pelos alunos do curso. O principal objetivo é aprimorar o ensino através de discussões em mesas redondas e palestras com profissionais renomados. Os temas escolhidos procuram aprofundar questões em evidência na cobertura jornalística atual, analisar o mercado de trabalho e buscar por novas tendências de interesse.

jornalistas e suas línguas: 5 erros comuns

1. Jornalistas consideram a língua sua “ferramenta” de trabalho. Isto é, tem uma visão instrumentalizada da língua.

2. Jornalistas confundem língua e linguagem.

3. Jornalistas acreditam na transparência da língua, como se as palavras refletissem diretamente as coisas.

4. Jornalistas não refletem sobre sua relação com a língua, ou não aprofudam uma concepção de linguagem.

5. Porque a língua e a linguagem atravessam grande parte de seu trabalho cotidiano, jornalistas acham que sabem mais delas que outras pessoas, inclusive mais que os linguistas. Isto é, são superiores aos demais, mesmo que os demais também sejam falantes nativos da língua.

Não estaria na hora de repensarmos essa nossa relação, jornalistas?