contemporânea, a revista, em 2011

O conectado e inquieto André Lemos manda avisar que

a revista Contemporanea acolhe artigos, resenhas e entrevistas, que podem ser enviados em conformidade com o calendário anual. No caso de edições com dossiês temáticos, também poderão ser publicados artigos na seção “Temas livres”, além de resenhas e entrevistas. Serão priorizadas contribuições de doutores e doutorandos.

Segue o call for papers para as edições de Abril, Agosto e Dezembro de 2011

Contribuições devem ser enviadas ao site:
www.contemporanea.poscom.ufba.br

Edição – Abril 2011
“A COMUNICAÇÃO NA PASSAGEM DOS SÉCULOS”
O Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas comemora vinte anos de sua implantação. Para marcar tal período, a revista Contemporanea propõe um dossiê para o próximo número com o tema: “A Comunicação na passagem dos séculos”. O objetivo é promover uma reflexão sobre as duas décadas em questão, a última do século XX e a primeira do XXI, época de um acelerado processo de inovações sociais, culturais e tecnológicas: queda do muro de Berlim, expansão da Internet, aceleração da convergência midiática, surgimento de tecnologias digitais móveis (celulares, smartphones, tablets, e-readers), o 11 de setembro e o surgimento da era da vigilância e terrorismo globais, a democratização da TV digital, os BRICS e a
globalização, a explosão das identidades, os novos formatos artísticos, as mudanças climáticas etc. O objetivo é repensar, a
partir das diversas abordagens teórico-metodológicas, o campo da comunicação nesse período.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 15 de março
Resultado da seleção: 30 de março
Trabalho de revisão: 01 a 15 de abril
Publicação da Revista: 20 de abril

Edição – Agosto 2011
“WIKILEAKS – CIBERCULTURA E POLÍTICA”
EDITOR RESPONSÁVEL – ANDRÉ LEMOS
A Revista Contemporanea lança um call for papers sobre o tema “Cibercultura e Política”, tendo como ênfase principal a discussão
sobre o fenômeno “Wikileaks”. No final de 2010, o “Wikileaks” difundiu importantes e constrangedores documentos secretos que incomodaram as principais potências mundiais (EUA, China, França, GB) e alguns países emergentes, entre eles o Brasil. O papel das tecnologias de comunicação e informação (TICS) na reconfiguração do jogo político não é um fato novo, desde as ações ativistas e micropolíticas, até o uso por candidatos, políticos eleitos, partidos políticos, bem como governos e instituições públicas. O caso “Wikileaks” (“Wiki”, plataforma colaborativa online e “Leak”, vazamento, circulação de informação) é a mais nova faceta do ciberativismo global e coloca em discussão o papel do jornalismo, da diplomacia mundial e dos novos meios de comunicação. Segundo Manuel Castels, uma nova etapa da comunicação política foi inaugurada. A revista Contemporanea quer investigar essas questões.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 01 de maio
Resultado da seleção: 30 de maio
Trabalho de revisão: 01 a 30 de junho
Publicação da Revista: 15 de agosto

Edição – Dezembro 2011
“COMUNICAÇÃO E POLÍTICA”
EDITOR RESPONSÁVEL – WILSON GOMES
As últimas duas décadas evidenciaram elementos importantes que hoje marcam, de modo substantivo, a relação entre a comunicação social e o campo político.  O uso de novas tecnologias como a Internet em campanhas eleitorais e para a participação civil; a apropriação de mídias sociais para mobilização e engajamento cívico; o ativismo global em rede; o debate sobre políticas públicas de comunicação com a iminência de novos modelos regulatórios para o setor no Brasil e em outros países; as tensões entre a cobertura midiática e os diversos atores políticos são algumas das questões que emergem neste cenário. Com base em tal realidade, a Contemporanea abre chamada para um número especial que irá tratar justamente desse conjunto de elementos vinculadas à linha de pesquisa em Comunicação e Política. O objetivo é propiciar uma visão avançada e atual sobre as mutações e novos elementos que se inserem neste contexto, trazendo discussões de ponta que nos possibilitem compreender as dinâmicas, as tendências e os horizontes que se configuram neste campo de estudos. Para tanto, esta edição especial será guiada por cinco eixos temáticos, a saber: (1) mídias e eleições, (2) internet e política, (3) jornalismo e democracia, (4) comunicação e sociedade civil, (5) políticas públicas de comunicação.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 01 de setembro
Resultado da seleção: 20 de outubro
Trabalho de revisão: 01 a 30 de novembro
Publicação da Revista: 15 de dezembro

wikileaks em bom português

A jornalista Natalia Viana em parceria com a revista Carta Capital está alimentando um blog sobre o Wikileaks. “Como outros jornalistas independentes de todo o mundo, tenho colaborado com a publicação dos documentos. Com base neles, estou escrevendo matéria diárias para o site”, escreve a jornalista. “Aqui neste blog vou ter a certeza de que o conteúdo inédito vai sair em primeira mão. E também vou dividir essa experiência na linha de frente do jornalismo”.

A conferir e a acompanhar. Por aqui, por favor.

simpósio internacional sobre liberdade de expressão

A Unesco vai promover um evento internacional sobre liberdade de expressão em 26 de janeiro na sua sede em Paris. O evento já tem um programa prévio e a participação confirmada de especialistas, organizações e observadores dos Estados Unidos, Somália, Tailândia, África do Sul, Reino Unido, Croácia, Noruega, França, Jordânia e México.

A acompanhar…

(Mais informações aqui)

 

 

 

o que penso do wikileaks?

Se você leu o título deste post e se perguntou “o que é esse tal Wikileaks?”, desculpe, mas ou você não é deste planeta ou anda bem distraído. Afinal, este é o assunto das últimas duas semanas. Tanto que todo o mundo está opinando sobre o site que disponibiliza documentos secretos vazados. Até eu estou dando meus pitacos. Quer saber? Então, veja o que escrevi lá no Observatório da Ética Jornalística, o objETHOS!

seminário democracia e jornalismo é hoje

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e o Mestrado em Jornalismo da UFSC (PosJor) promovem hoje o Seminário Democracia e Jornalismo na Era Digital. O evento acontece no Auditório Henrique Fontes (CCE/UFSC), a partir das 14 horas e é aberto ao público.

O seminário vai contar com uma atração internacional, o professor Silvio Waisbord, da George Washington University e um dos principais pesquisadores da área. Waisbord abre os debates tratando da democracia em outros países. O jornalista Carlos Müller, assessor da ANJ e doutor em Ciências Sociais, será o comentador da mesa. Na sequência, o editor-chefe do Diário Catarinense, jornalista Nilson Vargas, aborda os desafios regionais na era digital. Os comentários ficam por conta do professor Francisco José Karam, do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) e do PorJor.

Seminário Democracia e Jornalismo na Era Digital tem o apoio do Diário Catarinense, objETHOS, Departamento e do Curso de Jornalismo da UFSC.

COBERTURA PELO TWITTER no @objethos pela hashtag #Democracia&Jornalismo

assim é em lisboa como em são luís

Se você estiver em Lisboa entre os dias 8 e 9 de novembro, o acontecimento é o 3º Seminário Internacional Media, Jornalismo e Democracia, promovido pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O evento reúne nomes como Thomas Patterson, Dan Hallin, Nelson Traquina, Jorge Pedro Sousa, James Curran e Stephen Ward. Alguns pesquisadores brasileiros também por lá estarão. É o caso de Gerson Luiz Martins, Thaïs de Mendonça Jorge, Heitor Rocha Lima, Ana Lúcia Prado e Alice Mitika, entre outros.

Agora se você estiver pelo Brasil na mesma época, mais precisamente em São Luís, no Maranhão, o acontecimento é o 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela SBPJor. O evento já se consolidou como a principal arena das investigações científicas em nível nacional, sempre trazendo nomes de peso internacional. Neste ano, é o caso de Martin Löffelholz, da Ilmenau University de Tecnologia (Alemanha), e Stuart Allan, da Bournemouth University – Reino Unido.

Não dá pra reclamar, né?

 


crise do equador na mídia

Dois dos jornais mais importantes do Equador trouxeram editoriais em suas primeiras páginas hoje. Claro que o assunto que paralisou e chacoalhou o país ontem foi a crise institucional que quase se transformou num golpe de estado.

Tensões na América Latina…

11 de setembro de 2001: a notícia

Onde você estava em 11 de setembro de 2001?
O que estava fazendo quando soube do ataque às torres gêmeas?

Gerações inteiras responderão a essas perguntas por anos e anos. Se você passou por isso, sabe do que estou falando.
Se não sabe, não se lembra ou nasceu bem depois, veja como o telejornal mais influente do país deu a notícia.
É arrepiante.

jornalismo, tecnologia, liberdade e democracia: e-books grátis

Baixe três interessantes publicações, todas atualíssimas e em espanhol, mas que ajudam a refletir sobre as relações entre jornalismo, tecnologia, democratização e consolidação de liberdades individuais.

“El impacto de las tecnologias digitales en el periodismo y la democracis en America Latina y el Caribe” é um estudo organizado por Guillermo Franco, tendo como financiador o Knight Center for Journalism in Americas, da Universidade do Texas. Tem 88 páginas e 11,2 megabites de tamanho de arquivo. Baixe aqui.

“Periodismo digital en un paradigma de transición” é uma publicação organizada por Fernando Irigaray, Dardo Ceballos e Matías Manna, e resulta do 2º Foro de Periodismo Digital de Rosario (Argentina). Tem 109 páginas e o arquivo tem 2 megas. Baixe aqui.

“Libertad de Expression” é uma publicação de 36 páginas em quadrinhos, produzida pela Unesco de Quito. Tem arquivo com 4,2 Megas. Baixe aqui.

mídia e qualidade: indicadores

Acaba de sair há pouco a tradução para o português de um importante documento internacional sobre comunicação e qualidade. Trata-se dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia, publicação produzida e organizada no âmbito da Unesco, reunindo a expertise de profissionais e estudiosos do mundo inteiro.

Vale a leitura do documento. Merece o debate que ele enseja…

Baixe: http://unesdoc.unesco.org/images/0016/001631/163102por.pdf

quais os principais problemas do jornalismo?

Precariedades no trabalho, insegurança no emprego, predomínio dos interesses políticos e econômicos sobre os jornalísticos, falta de ética profissional e escassa consciência de responsabilidade social por parte dos jornalistas. A resposta vem dos jornalistas de Madri, que responderam a uma ampla pesquisa coordenada pelos professores Carlos Maciá Barber e Susana Herrera Damas, ambos da Universidad Carlos III.

Intitulado “Ética e Excelência Informativa”, o estudo foi publicado na edição de março passado na revista Cuadernos de Periodistas, editada pela Asociación de la Prensa de Madrid (APM). A pesquisa foi realizada entre 2006 e 2010, com base em 410 questionários respondidos por jornalistas mais 30 outras entrevistas em profundidade com profissionais da área. Um dos objetivos era justamente identificar novos dilemas éticos e principais incômodos de repórteres e editores em seus locais de trabalho. Alguns resultados:

  • Para 55,6% dos respondentes, a objetividade não existe, mas mesmo assim o jornalista deve buscá-la
  • Dirigentes esportivos são as fontes menos confiáveis para a maioria dos participantes da pesquisa
  • Em termos de manipulação digital de imagem, cortes para um melhor enquadramento são as atitudes mais aceitáveis, enquanto que usar softwares para maquiar personagens é a mais repudiada
  • Para 59,5% dos jornalistas de Madri, nunca se deve usar disfarces ou identificar-se por outra profissão para obter informações; 37,3% admitem esses recursos em casos excepcionais
  • Segundo 89,8%, nunca se deve pedir compensações financeiras de fontes. Para 9%, às vezes
  • 83,7% dos jornalistas da capital espanhola acham inaceitável receber presentes que custem mais de 200 euros de suas fontes

Resultados interessantes, não? Adoraria conhecer as respostas dos jornalistas brasileiros a essas questões…

mídia, jornalismo e democracia em portugal

O colega português Jorge Pedro Sousa lembra que

termina no dia 31 de Maio (sem excepções) o prazo de submissão de propostas de comunicação ao III Seminário Internacional Media, Jornalismo e Democracia, tomo a liberdade de vos enviar as actuais versões digitais do cartaz e do folheto do evento.

O referido seminário, organizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo, decorrerá na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Portugal, dias 8 e 9 de Novembro deste ano.
Mais informações e call for papers em:

justiça espanhola libera geral: compartilhamento não é pirataria

Reproduzo notícia que li no Observatório do Direito à Comunicação:

Um juiz de Barcelona decidiu que o blogueiro Jesus Guerra Calderon é inocente das acusações de violação de propriedade intelectual que lhe fizera a Sociedade Geral dos Autores e Editores da Espanha. O site de Jesus Guerra Calderon, o Elrincondejesus.com, divulga links para downloads de músicas e filmes através de sistemas de partilha de arquivos, como o eMule ou o Bit Torrent, os chamados sistemas peer-to-peer (P2P).

O processo contra Jesus Calderon, dono de um pequeno bar nos subúrbios de Barcelona, foi movido pela Sociedade Geral dos Autores e Editores da Espanha há três anos. Esta entidade é responsável pela gestão e proteção dos direitos de autor e representa mais de 90.000 membros de áreas tão distintas como a indústria cinematográfica, música ou literatura. A SGAE é ainda o rosto de mais de 150 das maiores empresas do mundo na área de conteúdos. Agora, a Justiça espanhola decidiu que o site não viola a Lei de Propriedade Intelectual.

A sentença vai mesmo ao fundo da questão, afirmando que os sites de links como o Elrincondejesus.com limitam-se a oferecer a possibilidade de fazer downloads através do P2P, mas “não supõe nem a distribuição, nem a reprodução, nem a comunicação pública das obras sujeitas a propriedade intelectual, pois é um mero índice que facilita a busca em redes de intercâmbio de arquivos P2P através do sistema de menus, cartazes ou capas com títulos de filmes ou obras musicais.”

A sentença vai ainda mais longe e afirma que “o sistema de links constitui a própria base da internet e uma multidão de páginas e sites de busca ( como o Google) permitem tecnicamente fazer aquilo que precisamente se pretende proibir neste procedimento, que é linkar as redes P2P”

A sentença foi classificada como “histórica” pelo advogado do acusado, Carlos Sánchez Almeida, e rebate assim os argumentos da SGAE, que acusava Jesús Guerra de infringir a Lei de Propriedade Intelectual por explorar obras sem ter os direitos de fazê-lo, reproduzi-las e fazer comunicação pública delas.

Segundo o El País, há hoje 34 processos penais contra sites que distribuem links ou disponibilizam arquivos para download.

A decisão vai também no sentido oposto ao que foi seguido recentemente na França, que aprovou uma lei contra a pirataria que prevê cortes de acesso à internet e multa em até 300 mil euros quem descarregue ficheiros de conteúdo denominado “ilegal”.

a brisa do coração

Um velho jornalista que não quer confusão. Um jovem impetuoso que não tolera a censura e a perseguição política. Um regime duro e intolerante. Uma canção inesquecível: “A brisa do coração”. É um emocionante Marcello Mastroiani no cinema; é um soberbo Enio Morricone nos arranjos; é a tocante Dulce Pontes na canção-tema…

“According to Pereira”, com direção de Roberto Faenza, é de 1995, e circulou pouco por aqui sob o título de “Páginas da revolução”. É um filme pra chorar e pra sonhar. Mesmo depois de quinze anos… Assista à canção…

produção científica brasileira já é maior que a russa

Levantamento da Thomson Reuters mostra que a produção científica brasileira ultrapassou a da Rússia. Mais: o crescimento da ciência nacional caminha para superar também a da Índia, podendo assumir o segundo lugar entre os países emergentes em muito pouco tempo. O primeiro lugar é da… China! Naturalmente.

Os dados que apontam essa curva de crescimento estão baseados no comparativo de artigos publicados entre as principais revistas científicas internacionais entre 1990 e 2008. Se antes os cientistas brasileiros publicaram 3,6 mil artigos, agora a marca está além dos 30 mil. O país responde hoje por 2,6% da produção científica mundial e investe perto de 1% do seu PIB. Formou 10 mil novos doutores em 2008, crescimento de dez vezes em vinte anos.

Para se ter uma ideia do que acontece no mundo, os norte-americanos – líderes mundiais – publicam anualmente 332 mil artigos em revistas internacionalmente reconhecidas, o que significa 29% do bolo. É muito? Sim, mas já foi mais. Em 1990, respondiam por 38% da produção de ciência no planeta.

Tem gente comendo o bolo pelas beiradas e não é apenas o Brasil. A China hoje está com 9,9% do total e pode ultrapassar os Estados Unidos em 2020, aponta a Thomson Reuters.

(Mais dados na matéria que a BBC publicou)

mídia, solidariedade e o haiti…

Desde a década de 80 que eu não via uma mobilização artística tão grande em favor de uma causa social. Desde o USA For Africa que gerou o famoso “We are the world”, de Michael Jackson, Quincy Jones e uma constelação pop jamais vista… Desde o famoso clipe que eu não via um esforço tão evidente de cantores, compositores e músicos diversos em torno de uma ajuda internacional… Me refiro ao Hope for Haiti Now, show de duas horas que arrecadou mais de 60 milhões de dólares para a (re)construção do país devastado pelos terremotos das últimas semanas.

O programa foi transmitido por 25 redes de TV, a partir de Los Angeles, e colocou gente famosa como Steven Spielberg para atender doadores na central telefônica do show. Não só: a iniciativa capitaneada por George Clooney e o haitiano Wyclef Jean produziu um crossover também inédito: Bono Vox + Jay-Z + Rihana.

A canção – Haiti Mon Amour – foi especialmente escrita para a ocasião, pode ser comprada pelo iTunes e conferida na apresentação abaixo:

liberdade de informação em 14 países

Acaba de sair em português o livro Liberdade de Informação: um Estudo de Direito Comparado, de Toby Mendel. A iniciativa é uma aproximação das realidades e marcos regulatórios da área em quatro continentes: América, Europa, Ásia e África.

A iniciativa é do setor de Comunicação e Informação do escritório da UNESCO no Brasil, com o apoio da Secretaria Estadual de Planejamento de Mato Grosso. O livro tem versões online (baixe aqui) e impressa, e a  tradução para o português foi feita a partir da segunda edição, revisada e ampliada da obra.

Leitura obrigatória para quem se interessa por regulação de mídia, liberdade de imprensa, legislação da comunicação, democracia e desenvolvimento, e assuntos ligados.

jornalistas madrilenhos em baixa

Confiança é um vaso que não se quebra. Porque depois de partido, mesmo que se junte todos os cacos, nada será como antes… Confiança e credibilidade são vitais para a sobrevivência de jornalistas e do jornalismo. Volta e meia, surgem pesquisas que tentam aferir a quantas anda a imagem desses profissionais perante a sociedade. A mais recente dessas consultas é a realizada pela Asociación de Prensa de Madrid, e na Espanha o mar não está para o peixe dos jornalistas. Lá, apenas 39% das pessoas têm uma boa imagem da profissão.

A informação é do 233 grados, mas desconfio que em outras latitudes a coisa não esteja lá muito diferente…

formação de jornalistas na américa latina

Já está disponível um levantamento feito pela Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicación Social (Felafacs) com apoio da Unesco que tem como título Mapa de los centros y programas de formación de comunicadores y periodistas en América Latina y el Caribe.

Como se pode ver, é um informe que faz um panorama de cursos e centros de formação profissional no continente. Em formato PDF e em espanhol, o documento teve como consultor brasileiro o professor Gerson Luiz Martins. Vale a pena conhecer a realidade formativa específica na região… Aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

o muro caiu e aí…

Hoje, faz vinte anos que o Muro de Berlim ruiu, iniciando ao menos que simbolicamente uma nova era e fechando o século XX.

Não vou fazer nenhuma análise histórica porque não sou historiador. Prefiro lembrar o trailer de “Adeus Lênin”. Nesta produção, um filho faz de tudo para que a mãe comunista que voltou do coma não descubra que a Alemanha está se reunificando. Ele teme que ela enfarte novamente e não resista. Então, faz milagres para tornar um apartamento de 79 metros quadrados o último refúgio da Alemanha Oriental.

Sensível, engraçado, inteligente, o filme é uma boa maneira de se ver a que nos apegamos para ter o pé na realidade…

palestra com pesquisadores portugueses na ufsm

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFSM promove no próximo dia 06 de novembro, sexta-feira, o II Ciclo de Debates “Mídia e Sociedade”. As palestras iniciam às 14h, no Auditório do Departamento de Química, no campus. O evento, que tem o apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUCRS, terá nesta edição palestras com os pesquisadores Moisés Martins e Jean-Martin Rabot, ambos do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, em Portugal.

Martins irá abordar o tema “Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura”, enquanto Rabot irá discorrer sobre “As figurações da monstruosidade nos media”. As inscrições devem ser feitas antecipadamente na Secretaria do Mestrado, no Prédio 21 do campus. O evento é destinado a estudantes de Graduação e Pós-Graduação, professores e profissionais das áreas da Comunicação, Ciências Sociais, Filosofia, História, Letras, Psicologia e demais interessados.

EVENTO: II Ciclo de Debates “Mídia e Sociedade”, do Mestrado em Comunicação Midiática da UFSM
DATA: 06/11/2009 – sexta-feira
LOCAL: Auditório do Departamento de Química – UFSM (campus)
HORÁRIO: 14h
INSCRIÇÕES: Na Secretaria do Mestrado – Prédio 21, a R$ 5,00 (com direito a certificado de participação) ou pelo email eventos.ppgcomufsm@gmail.com, com nome, RG, curso, instituição e nome do evento. A inscrição feita por email poderá ser paga na hora da palestra.

PALESTRANTES:

Moisés Martins
Professor catedrático da Universidade do Minho e Diretor do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (CECS).
Tema: Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura

Jean-Martin Rabot
Professor de Sociologia e Investigador no CECS (Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade) do Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga – Portugal.
Tema: As figurações da monstruosidade nos media

presentinhos de sexta

Como o final de semana se aproxima, deixo três presentinhos:

1. A reconstrução do jornalismo americano. Relatório recente – do último dia 20 -, assinado pelos professores Leonard Downie Jr e Michael Schudson, das universidades do Arizona e de Columbia. Em inglês, em PDF e com 100 páginas. Aqui.

2. A emergência das redes sociais e os seus impactos no jornalismo convencional. Estudo recente sobre a realidade do Reino Unido assinado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism. Em inglês, em PDF e com 60 páginas. Aqui.

3. Recentemente, tratei da Ley de Medios argentina, polêmico marco regulatório que pode alterar sensivelmente o mercado audiovisual daquele país. Aliás, a lei está aqui. Em espanhol, em PDF e com 25 páginas.

por que a lei argentina de meios assusta?

coloquio_maria_victoriaO Senado argentino aprovou recentemente uma nova lei para os meios audiovisuais, estabelecendo restrições à propriedade e impondo novas regras no mercado midiático local. As medidas são polêmicas, e contrapuseram não apenas oposicionistas e aliados da presidente Cristina Kirchner, mas também setores organizados da sociedade que tentam democratizar os meios na Argentina e grandes conglomerados de mídia.

Antes de ser aprovada pelos senadores, a nova lei foi intensamente discutida. Aprovada, pode trazer modificações sensíveis no panorama e ainda contagiar países vizinhos, como Brasil, e aprovarem dispositivos semelhantes que ataquem oligopólios. Por aqui, a gritaria não foi pouca. Para o Estadão, a medida é um atentado do governo para cercear a mídia, principalmente o poderoso grupo Clarín, que está em rota de colisão com os Kirchner há meses.

Mas há setores que vêem a nova lei argentina com muito bons olhos. Maria Victoria Richter é jornalista e militou durante anos no Observatorio de Medios da União dos Trabalhadores da Imprensa de Buenos Aires (UTPBA). Atualmente, Victoria é assessora da senadora Maria Rosa Díaz, que nem é partidária do governo, mas votou a favor da “Ley de Medios”. A jornalista argentina acompanhou de perto a tramitação do projeto.

Veja trechos da entrevista.

1. Por que o processo de aprovado da “Ley de Medios” não foi um processo tranquilo?
Por que existem empresas que concentram o mercado audiovisual e não estavam dispostas a dividir o espectro radioelétrico com outras lógicas de comunicação.

2. A quem interessa existir uma lei como essa?
Interessa à comunicação sem fins lucrativos, aos trabalhadores dos meios, jornalistas, atores, músicos, cineastas e produtores argentinos que estão contemplados na lei. Deveria interessar à audiência, já que lhe é garantido o acesso a outras formas de comunicação, sem interesse comercial exclusivamente e incentivando os meios públicos.

3. E por que tanto temor ou indisposição com a lei?
O medo é de um setor da oposição que conta com apoio dos principais jornais, pertencentes aos mesmos grupos afetados, o que cria um clima de tensão compreensível quando são atingidos interesses econômicos tão fortes.

4. Quais são os aspectos positivos da lei?
É uma boa lei, amparada na legislação internacional em matéria de comunicação, e que recebeu o apoio de centenas de organizações sociais, de amplos setores da cultura, agremiações e universidades, além da relatoria de Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Unesco.

5. Que tipo de transformações a nova lei pode trazer para o cenário de comunicações argentino?
Se for aplicada, a lei pode transformar radicalmente o mapa dos meios locais. Além de gerar múltiplas fontes de trabalho e garantir um acesso mais democrático às concessões de radiodifusão. Para além do sucesso de sua aplicação, que implicará novas lutas por parte dos movimentos sociais, esta lei já gerou uma nova possibilidade de discussão sobre o papel social dos meios de comunicação. Pela primeira vez na Argentina, discute-se que o espectro radioelétrico pertence a todos e que o setor privado não é proprietário do espaço comum, ainda que possa usá-lo.

6. Você assessora uma senadora que votou a favor da lei. Como é a sua posição frente o governo Kirchner?
Minha senadora, María Rosa Díaz, representa uma província argentina – a Terra do Fogo – que tem uma relação complicada com o governo. Mas isso não impediu que reconhecesse uma boa iniciativa que estabelece uma nova norma que beneficia setores que não têm voz nos meios massivos de comunicação. Trata-se de uma lei que vai transcender governos e que resulta num avanço da democratização do espectro.

7. Os Kirchner querem mesmo fazer calar os meios de comunicação?
Os Kirchner têm uma forma questionável de gerir a coisa pública, sem muita transparência e com várias denúncias de exercer o poder pressionando aqueles que não se alinham às suas políticas. Eles têm um discurso com muitas ideias progressistas, mas sua prática nem sempre o acompanha. No caso da lei de serviços de comunicação audiovisual, muitos que não comungam de suas particulares visões decidiram acompanhá-los porque reivindicamos historicamente (desde a redemocratização) uma lei que garantisse o acesso de todos os setores no processo da comunicação.

jornalismo e política: evento em portugal

Minha amiga Mônica Delicato manda a dica, que divido aqui: acontece em 11 de dezembro na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, Portugal, o evento “Jornalismo e Política: a cobertura jornalística das eleições de 2009”.

Pelo programa – que você lê abaixo -, será um dia intenso para reavaliar as complexas e sempre tensas relações entre políticos e redações.

Mais informações aqui.

09:30h Abertura
Jorge Pedro Sousa (Universidade Fernando Pessoa e CIMJ)
Salvato Trigo (Reitor da Universidade Fernando Pessoa)
Nelson Traquina (Universidade Nova de Lisboa e CIMJ)

10:00h Comunicação política e jornalismo

Moderador :
Nelson Traquina (Universidade Nova de Lisboa e CIMJ)
Conferencistas :
João Carlos Correia (Universidade da Beira Interior)
Fermín Galindo (Universidade de Santiago de Compostela)
Brian Loader (Universidade de York)
Comentadora :
Sónia Lamy (ESEP e CIMJ)

11:30h Intervalo


11:45h A cobertura jornalística das eleições 2009

Moderador :
Ricardo Jorge Pinto (Universidade Fernando Pessoa e jornal Expresso)
Conferencistas :
Pedro Diniz de Sousa (Universidade Nova de Lisboa e CIMJ)
Ana Cabrera (CIMJ)
Isabel Férin (Universidade de Coimbra e CIMJ)
Maria José Brites (CIMJ/FCT e Universidade Lusófona do Porto)
Comentadora :
Estrela Serrano (ERC e CIMJ)

13:30h Intervalo


15:30h Novos media, cidadania política e campanhas eleitorais

Moderadora :
Catarina Passos (Universidade Fernando Pessoa)
Conferencistas :
António Granado (Universidade Nova de Lisboa e jornal Público)
Francisco Rui Cádima (Universidade Nova de Lisboa)
Vasco Ribeiro (Universidade do Porto)
João Miguel Teixeira Lopes (Universidade do Porto)
Comentador :
Joaquim Fidalgo (Universidade do Minho)

sobre otimismo e o ceticismo jornalístico

O Rio de Janeiro acaba de ser escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, algo inédito. Na semana que nos separou do anúncio oficial do Comitê Olímpico Internacional, o noticiário foi recheado de matérias sobre o suspense da escolha. Houve reportagens mostrando as belezas naturais da cidade, as obras previstas, as vantagens obtidas, o possível legado. Houve ainda críticas, desconfiança, temores. Gente especializada ou não se manifestou. De repente, a pergunta capital era: você é a favor ou contra a vinda das Olimpíadas para o Brasil?

É natural que isso ocorra. É até esperado. O jornalismo também vive de polêmicas, também se alimenta do confronto de opiniões, da diversidade de pontos de vista. Bem como é natural que houvesse setores da imprensa que fossem notadamente avessos à escolha do Rio. O caso mais evidente disso é a ESPNBrasil, canal da TVa cabo. Lá, nomes de peso como José Trajano e Juca Kfouri eram claros em ver problemas com o “projeto Rio 2016”, tendo em vista o legado dos Jogos Pan-Americanos passados. Não se trata de birra, de dor de cotovelo. O canal é dedicado à cobertura de esportes, faz jornalismo sério, pega no pé de dirigentes, investiga, produz programas especiais, “passando a limpo”. Diferente de outros canais, de outras emissoras de TV, que também nutrem interesses neste tipo de evento.

O jornalismo é uma atividade, cujo DNA é historicamente contaminado pela crítica, pelo ceticismo, pela dúvida. Questionar, inquirir, pressionar são comuns no cotidiano da área. Jornalistas cercam suas fontes, desconfiam de suas declarações, tentam confirmar as informações obtidas. Esse ceticismo ajuda a conferir ao jornalismo uma aura própria, com envergadura que o legitima socialmente.

Mas como é que se faz jornalismo crítico num ambiente encharcado de otimismo, ufanismo, celebração?

Não me refiro apenas à “conquista” da sede das Olimpíadas de 2016. O cenário atual é extraordinariamente positivo, carismático para o Brasil. A recessão econômica que foi apontada como a maior desde 1929 foi bem enfrentada por aqui. O país reagiu bem à retração econômica, aos tremores e temores. Depois de mais de 50 anos, o Brasil vai se tornar novamente sede de Copa do Mundo, e daqui a sete anos, de inéditas Olimpíadas. Encontramos reservas espetaculares de petróleo na camada do pré-sal, e o achamento de outros importantes poços tornaram o país autossuficiente neste tipo de matriz energética. As reservas internacionais são as maiores da história. A inflação está sob controle. O nível de emprego é um indicador equilibrado. Enfim, há muitos e muitos motivos para estar contagiado pelo otimismo.

É verdade, essas razões não são as únicas que permeiam nosso imaginário. Os problemas sociais são muitos, a cultura política e partidária nacional não orgulham a ninguém, as desigualdades fazem com que milhões de pessoas sofram em toda a parte. Mas não se pode ignorar o clima contagiante de otimismo que comanda o país nesses dias.

Em Copenhagen, o presidente Lula lembrou disso. Parece que o país amadureceu, cresceu, atingiu maturidade, deixou pra trás o complexo de “cidadão de segunda categoria”, o “complexo de vira-latas”, como dizia Nelson Rodrigues. E Lula é pessoalmente muito responsável por esse resgate de autoestima, pelo reencontro de um orgulho perdido em algum lugar da história. Houve um investimento particular nisso. Na Dinamarca, Lula repetiu o slogan da campanha vitoriosa de Barack Obama: Sim, nós podemos. E talvez Obama tenha mesmo razão: Lula é o cara! O presidente-operário conseguiu muita coisa em seu governo. Por impedimentos constitucionais, Lula não pode se reeleger em 2010. No entanto, todos sabem que ele quererá fazer seu sucessor. Seu legado para isso é extraordinário, e o capital político acumulado é um grande trunfo para seu candidato (ou candidata, como todos alardeiam).

Mas e o jornalismo?

O jornalismo terá que se fazer valer qualquer que seja o cenário. Na cobertura das eleições 2010, terá que se blindar do otimismo e equilibrar crítica e ceticismo com justiça, foco e interesse público. Não se trata de ser avesso ao que é verdadeiramente bom. Mas também não se pode deixar levar por celebrações de papel, polêmicas levianas. Afortunadamente ou não, para o jornalismo, bons tempos são sempre mais difíceis de cobrir do que tempos maus.

escândalo ético na imprensa portuguesa

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) acaba de publicar uma análise sobre o mais ruidoso caso que vem estremecendo a imprensa portuguesa: um jornal revela a fonte anônima do concorrente, um enredo que envolve ainda políticos, governo e espionagem a la Watergate.

Para ler, vá por aqui.

manifesto internet: 17 constatações de como o jornalismo funciona

Paulo Querido conta como surgiu a versão portuguesa do Manifesto Internet, elaborado por um conjunto de jornalistas alemães em reação à desastrada Declaração de Hamburgo, feita por um grupo de proprietários de meios de comunicação europeus. O Manifesto Internet reacende a discussão sobre o papel do jornalismo e de jornalistas no turbulento e visceral cenário atual ultra e pós-midiático.

As 17 constatações que alicerçam o Manifesto são:

1. A Internet é diferente.

2. A Internet é um império dos media tamanho de bolso.

3. A Internet é a nossa sociedade é a Internet.

4. A liberdade da Internet é inviolável.

5. A Internet é a vitória da informação.

6. A Internet muda melhora o jornalismo.

7. A Internet requer gestão de ligações.

8. Ligações recompensam, citações enfeitam.

9. A Internet é um novo palco para o discurso político.

10. Hoje, liberdade de imprensa significa liberdade de opinião.

11. Mais é mais – não existe algo como demasiada informação.

12. A Tradição não é um modelo de negócio.

13. Os direitos de autor tornam-se um dever cívico na Internet.

14. A Internet tem muitas moedas.

15. O que está na Net fica na Net.

16. A qualidade permanece a mais importante das qualidades.

17. Tudo para todos.

Para ler na íntegra, veja o Manifesto aqui.

sala de prensa 117 na rede!

Gerardo Albarrán de Alba avisa: está na rede a edição 117 de Sala de Prensa, deste mês de julho. Veja o sumário:

  • Irán: información atomizada, la nueva ola – Santiago O’Donnell
  • Hacia una historia del nuevo periodismo – Maricarmen Fernández Chapou
  • Concentración mediática y lavado de cerebros en América Latina – Jenaro Villamil
  • Notícias do Outro quando lá fora – Dinis Manuel Alves
  • La teoría de los géneros periodísticos en España: notas sobre su origen y estado de la cuestión – Ana Mancera Rueda
  • Informar y sobrevivir en Ciudad Juárez – Mike O’Connor
  • Sete anos e 45 viagens para um furo histórico – Luiz Weis
  • María Teresa Ronderos:“El periodista tiene que verificar y verificar” – Genaro Rodríguez Navarrete
  • Un aporte para pensar las formas comunicacionales de los pueblos originarios – Washington Uranga
  • CPJ Special Report Journalists in Exile 2009 – Karen Phillips
  • La comunicación antes de Colón
  • Reformas a la ley de prensa en Uruguay

ética jornalística, auto-regulação e accountability no sudeste da europa

A Unesco lançou um site que oferece códigos de ética, legislação sobre mídia e instrumentos de auto-regulação do setor jornalístico. O site é voltado aos países do sudeste europeu, como Albânia, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, Montenegro, Turquia, Sérvia e Kosovo. Conheça Professional Journalistic Standards and Code of Ethics in South-East Europe aqui.

dicas de jornalismo investigativo

Bob Woodward, um dos repórteres por trás da mais importante reportagem do século XX – a do caso Watergate -, dá dicas sobre jornalismo investigativo. São pouco mais de cinco minutos, em inglês e sem legenda, mas vale acompanhar o veterano jornalista…