a salvação do jornalismo cão de guarda?

Kelly McBride, do Everyday Ethics – seção preciosa do Poynter -, se questiona esta semana se não são os serviços de informação sem fins lucrativos a salvação para o jornalismo cão de guarda. Essa expressão soa melhor em inglês mesmo: watchdog journalism. E aponta para repórteres e meios de comunicação que acompanham de perto os movimentos dos poderes, fiscalizando, denunciando e fazendo aquela essencial marcação cerrada.

A questão de Kelly nos parece um pouco alienígena aqui no Brasil. Afinal, não temos por aqui redações mantidas por generosas doações de bilionários, como a ProPublica, mencionada por Kelly. De qualquer forma, o assunto interessa a todos aqueles que vêem no jornalismo uma forma de contrapoder, de instrumento da sociedade frente aos poderes constituídos.

Por aqui, temos soluções como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e ONGs, como a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), que atuam junto aos profissionais, à academia, mas pouco ainda sensibilizam o empresariado e a sociedade como um todo. Claro que isso está condicionado ao tempo e à intensidade dos trabalhos destes atores, mas como seria interessante contar com iniciativas que viessem também das empresas e das elites…

(Para depois: esse assunto me faz lembrar do ótimo Watchdog Journalism in South America, de Silvio Waisbord. Fácil de encontrar na Amazon Books…)

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