Basta dar uma olhadinha na banca de jornais, uma rodadinha pelos canais de TV ou uma voltinha na web e a gente se depara com a falação do momento: os gringos estão crescendo o olho sobre a Amazônia.
A capa da revista Isto É desta semana é sintomática:
No outro canto da banca, O Estado de S.Paulo berra: A Amazônia tem dono. E na semana que passou assisti a duas vezes, ao menos, a veiculação de um editorial da Band sobre o tema, conclamando o governo a tomar pé da situação. Joel Betting e José Luiz Datena leram “a opinião da Band”.
Não sei nada de Amazônia. Nunca fui até lá. Não sei nada de direito internacional e tenho uma idéia vaga de soberania nacional. Mas de qualquer forma não custa perguntar: Não é estranho que essa gritaria toda ganhe a mídia logo após a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente? Se eu fosse um sujeito persecutório e encanado, diria que uma parcela influente da comunidade internacional estaria pressionando o governo brasileiro pelos flancos, os flancos ambientais. Lembra daquela queda de braço do biodiesel brasuca e do biodiesel à base de milho?
Todos parecem querer falar da Amazônia, pôr as mãos nos seus recursos, tirar fotinhos com macacos e indiazinhas ribeirinhas. A Amazônia é de todos. Ao menos nos sonhos…

Os países industrializados, que já acabaram com suas florestas e são os resposnáveis por 70% dos gases poluentes produzidos no planeta, têm mesmo o que ensinar a estes pobres sul-americanos.