A informação saiu hoje no Observatório da Imprensa, de onde reproduzo parte:
A Press Complaints Commission (PCC), órgão que fiscaliza a imprensa no Reino Unido e encaminha queixas do público contra jornais e revistas, engaja-se agora em uma batalha própria para convencer os críticos de sua utilidade. Diante de acusações, por conta de casos recentes envolvendo questões sobre ética jornalística, de que o órgão seria um “elefante branco”, sua nova presidente, Peta Buscombe, quer provar que a indústria é capaz de se auto-regular. Para tanto, encomendou a um grupo independente uma revisão das operações da PCC – o que não ocorria desde 1991. “Temos que assegurar em todas as partes do espectro político que somos responsáveis e robustos o suficiente” para evitar a ameaça de uma regulação externa, disse.
No Brasil, não temos nada parecido, já que não existe um Conselho Federal de Jornalismo ou uma instância semelhante. Temos as comissões de ética dos sindicatos dos jornalistas e a da Fenaj, que, aliás acaba de reformar seu regimento interno (assunto de que falarei mais adiante. ATUALIZANDO: já tratei aqui). Mas não existe um órgão que proponha auto-regulação entre os jornalistas. Os publicitários têm o Conar. Não sei se funciona, mas a sua existência já sinaliza uma disposição de colocar os dedos nas feridas, que não são poucas…