Da arte de destruir coisas do teatro

A sensação que fica depois de terminar “Teatro”, de David Mamet, é de quase terra arrasada.

Num estilo direto, o autor desfere bordoadas em atores, dramaturgos, diretores, realizadores, farsantes, teóricos, professores, preparadores-de-elenco e outros animais do palco. Sobra pra todo o mundo, e quase não sobra nada.

Na verdade, sobra. Resta o palco, resta um teatro baseado em coisas simples e verdadeiras, resta o público, a quem ele manifesta um colossal respeito.

Para Mamet, o teatro precisa entreter, o dramaturgo deve se preocupar com o enredo (e não com suas ideias, mesmo que elas sejam geniais), os atores precisam mostrar sua verdade no palco, e o diretor não deve atrapalhar.

Com quatro décadas de carreira, Mamet é aclamado por suas peças e roteiros de cinema. Sabe contar uma história, sabe prender a nossa atenção. Em “Teatro”, ele esfrega na nossa cara suas antipatias, manias, maneirismos, dogmas e frescuras.

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