os sujeitos das mídias, em revista

Reproduzindo…

A revista Verso e Reverso está recebendo contribuições para o último número do ano: artigos inéditos que respondam à política editorial, em regime de fluxo contínuo, e artigos voltados ao seguinte dossiê:

Dossiê: Os sujeitos das mídias.

As imagens que entram em nossa casa a cada dia, durante anos, são tão familiares como as pessoas que vivem ao nosso lado.Na sociedade contemporânea, marcada pela personalização e o individualismo, há um sistema representacional da mídia e uma mídia apresentacional que trabalham na produção de exemplares de indivíduos (Marshall, 2014, p. 5).

Quem são estes indivíduos que, chamados a compor uma história, constituem um poderoso fator de identificação ou uma fonte, entre outras, que dá credibilidade ao relato do jornalista?

O pacto de dar a voz em troca da credibilidade da notícia parece não mais ser o núcleo de uma relação de mão única. O que se constituía em fonte, oficial ou não-oficial, controlada pela forma-notícia, mostra potência em modos de narração que atravessam a reportagem.

Celebridades, autoridades ou homem das ruas, estes indivíduos compõem um conjunto de identidades que de alguma maneira respondem às demandas do consumo.

Nesta voragem surgem diferentes jornalismos: jornalismo etnográfico, jornalismo popular; planos mercadológicos que poderiam comprometer o que se apresenta, igualmente, como uma virada subjetiva do jornalismo.

Fechamento: 20/10/2014
Mais informações: aqui

não acho normal…

… que de um lado da guerra morram mais de mil e do outro, menos de cem;

… que uma rede de túneis clandestinos seja construída por inimigos sem ninguém perceber;

… que o conselho de segurança da ONU não mova um dedo diante de massacre de civis;

… que ninguém ou quase ninguém ligue para o Ebola que se alastra na África ocidental;

… que médicos e agentes de saúde morram contraindo vírus que estariam combatendo;

… que mais ninguém se importe com a guerra civil na Síria, as instabilidades no Egito e no Iêmen;

… que aviões de carreira sejam derrubados por mísseis…

… que os russos armem milicianos na Ucrânia para bagunçar o coreto por lá…

… que a NSA continue a espionar milhões de pessoas dentro e fora dos Estados Unidos;

… que as tropas norte-americanas continuem no Afeganistão;

… que por isso e muito menos Obama tenha ganho um prêmio Nobel da Paz…

Tudo isso é o mundo; nada nele é normal.

sbpjor prorroga prazo

curtirA Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) atendeu aos muitos pedidos e estendeu até o dia 3 de agosto, domingo, o prazo para recebimento de artigos para sessões livres e coordenadas em seu congresso, que acontece em novembro na Unisc, em Santa Cruz do Sul (RS).

Saiba mais aqui.

kucinski lança alice

alice de kucinskiBernardo Kucinski não para. Depois de estrear na ficção com “K”, chamar a atenção da crítica e do público, ser traduzido no exterior, mudar de editora, lançar um título de contos (“Você vai voltar pra mim…”), ele apronta mais uma. Chega às livrarias “Alice”, sua primeira novela policial, uma incursão que ele já ensaiava há algum tempo.

Aqui em casa, recebemos um exemplar do autor, o que nos deixou muito felizes. Minha mulher foi uma das leitoras dos originais. Ela se assombrou com a história de crime acontecida em plena USP. Eu me assombro com a capacidade de reinvenção do Bernardo…

feira de arte no campeche

Não sei se todos sabem, mas me arrisco um pouco escrevendo peças para o teatro.
Neste ano, o Círculo Artístico Teodora está montando meu texto mais recente – Shakespiradas – um delírio cômico em homenagem aos 450 anos de William Shakespeare.
Como forma de captação de recursos para o espetáculo, o Círculo está promovendo no Campeche uma Feira de Amostras no próximo sábado, dia 26, com música, exposição de arte e de fotos, exibição de curtas catarinenses, e outras atrações. A feira começa às 15 horas e se estende ao longo do dia.

feira no CAT

por uma tv de qualidade

CouvTVdequaliteO professor Eduardo Cintra-Torres avisa do lançamento do livro “Por une télévision de qualité”, organizado por François Jost.

Aliás, ambos participaram do dossiê do mesmo tema que lançamos na revista Estudos em Jornalismo e Mídia (confira aqui).

O novo livro tem 278 páginas e custa 20 euros.

Mais informações em http://www.inatheque.fr/publications-evenements/publications-2014/pour-une-t-l-vision-de-qualit-.html

previsões e o imponderável

236b-big-o-sinalNate Silver é um americano que vem maravilhando quem se interessa por baseball, pôquer, eleições, economia e outros campos onde as previsões têm um grande peso.

Ele costuma “acertar” com precisão de duas casas decimais. Seu site, o FiveThirtyEight, apresenta um generoso painel de análises estatísticas sobre quase tudo. Além disso, Nate escreveu um livro inspirados sobre o tema: O Ruído e O Sinal.

Estou vasculhando nele razões para acreditar que alguém seria capaz de prever o que se deu no Mineirão na última terça.

Imprevisível? Impossível? Inadiável?

So-bre-na-tu-ral.

o futebol que fez chorar

Jornal da Tarde - 06.07.1986Eu tinha dez anos quando a Itália de Paolo Rossi derrotou a seleção de Zico, Sócrates e Falcão.

Diante daquele inacreditável 3 a 2, engoli o choro e só vi uma maneira de enfrentar aquilo: junto com outros meninos da rua, desci até o campinho da esquina e lá “vingamos” a seleção. Jogamos até murchar, e a derrota em Sarriá nunca mais foi esquecida.

Meu filho tem dez anos e, ontem, ele assistiu ao devastador 7 a 1 para a Alemanha. Vestido de verde amarelo, o pequeno não conseguiu segurar, e o dique cedeu em lágrimas que me molharam os ombros.

O que se diz nessas horas?

Eu só pude contar a minha história, e de como – doze anos depois! – assisti ao Tetra. Ele esboçou um sorriso, enxugou o rosto envergonhado, e respirou fundo. Mas a dor da derrota estava lá no fundindo daqueles olhos…

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revista completa 10 anos

cover_issue_2108_pt_BRA Estudos em Jornalismo e Mídia, publicação científica do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, acaba de lançar a edição comemorativa de dez anos.

O número dedica um dossiê sobre os 50 anos do golpe militar de 1964, e traz ainda artigos de temas livres, como curadoria de comunicação e jornalismo de dados.

Com novo logotipo e projeto gráfico, a revista tem 313 páginas, em formato PDF, e com acesso totalmente gratuito. A EJM publica artigos teóricos, relatos de pesquisa e outros textos científicos que abordam os universos do jornalismo e da mídia em geral, em português, inglês e espanhol. Indexada em nove bases de dados, a revista é classificada como um periódico B1 pelo sistema Qualis/Capes de avaliação.

Para acessar, clique aqui.

ética na comunicação, um dossiê

 

cover_issue_148_pt_PTA revista Comunicação e Sociedade, publicada pela Universidade do Minho (Portugal), acaba de chegar à web com um dossiê sobre ética na comunicação.

Ajudei a editar o número com o professor Joaquim Fidalgo, e o sumário dá uma amostra da variedade e atualidade das pesquisas sobre o tema no amplo arco da área da comunicação:

  • Panorâmica da ética dos media no plano internacional  – Clifford G. Christians
  • Sem medo do futuro: ética do jornalismo, inovação e um apelo à flexibilidade – Jane B. Singer
  • Novos desafios para uma deontologia jornalística duradoura: o modelo de negócio dos media face às exigências éticas e à participação cidadã – Carlos Maciá-Barber
  • Entre verdade e respeito – por uma ética do cuidado no jornalismo – Carlos Camponês
  • Ética e teorias da comunicação: poder, interações e cultura participativa – Luis Mauro Sá Martino e Ângela Cristina Salgueiro Marques
  • O respeito pela privacidade começa na recolha de informação – Paulo Martins
  • Credibilidade das redes sociais online: aos olhos dos jornalistas profissionais finlandeses – Mohammad Ofiul Hasnat
  • A (não) regulação da blogosfera: a ética da discussão online – Elsa Costa e Silva
  • Preocupações éticas no jornalismo feito por não-jornalistas – Rogério Christofoletti
  • Para além da propaganda e da Internet: a ética do jornalismo – J. Paulo Serra
  • Agendamento em publicidade: compreender os dilemas éticos de um ponto de vista comunicativo – Marius-Adrian Hazaparu
  • A prioridade ética da retórica publicitária – Paulo Barroso

Editada em português e inglês, a revista pode ser acessada em:
http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/comsoc/issue/current/showToc

 

essa pressa…

Meio minuto depois que o jogo terminou, algum engraçadinho apertou o botão errado e entrou a seguinte capa no UOL, agora há pouco… Note que o jogo NÃO TEVE PÊNALTIS…

Screenshot 2014-07-01 03.37.36Depois, corrigiram…

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ciberjor: mais prazo

O Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo da UFMS prorrogou o prazo de inscrições de trabalhos científicos para o 5º Simpósio Internacional de Ciberjornalismo. A chamada de trabalhos, que se encerrava nesta segunda-feira, dia 30 de junho, agora pode ser feita até o dia 18 de julho.

Saiba mais aqui

chasqui com chamada aberta

Reproduzindo…

Revista Latinoamericana de Comunicação Chasqui, editada pelo CIESPAL, abre chamada para artigos em português ou espanhol para sua edição no. 127, que será publicada no próximo mês de setembro. O tema central será Jornalismo, Democracia e as novas batalhas da informação.
Os textos devem abordar as relações entre jornalismo e democracia no contexto da polarização política observada na maioria dos países da América Latina, assim como as influências das novas formas de produção e difusão de informação abertas pela mutação cultural e tecnológica e seu impacto nessas relações.
São esperados estudos teóricos e empíricos que analizem e/ou problematizem, neste novo contexto, os temas clássicos da liberdade de imprensa, liberdade de expressão e censura; a propriedade dos meios de comunicação, a regulação, o controle, a democratização e o direito à informação; a ética jornalística, a produção colaborativa, as redes sociais e a pulverização dos públicos; o protagonismo das fontes, os vazamentos, a manipulação, a verificação e a credibilidade; a informação, a contra-informação e a desinformação como desafios para o exercício da cidadania e o funcionamento das democracias no continente.
Os artigos enviados serão avaliados por um comitê científico constituído por pesquisadores vinculados aos temas de Jornalismo e Comunicação Política. Os textos podem ser enviados até 01 de agosto de 2014 através da plataformahttp://bit.ly/1kyIf5A , onde também se encontram as normas de publicação na revista.
A edição deste número temático está a cargo dos pesquisadores Alexander Amézquita (Colômbia/Equador), Editor da Revista Chasqui, e Eduardo Meditsch (Brasil) UFSC/CNPq.
A revista Chasqui está classificada com o nível A2 no Qualis da área de Ciências Sociais Aplicadas I da Capes.
Outras informações podem ser obtidas pelo email da revista:chasqui@ciespal.net Esta dirección electrónica esta protegida contra spambots. Es necesario activar Javascript para visualizarla ou    aamezquita@ciespal.net

correspondentes, um dossiê

A revista Sur Le Journalisme/Sobre Jornalismo/About Journalism está com chamadas abertas para um número especial sobre correspondentes. A revista trilingüe é resultado de um consórcio de pesquisadores brasileiros, belgas, franceses e canadenses.

Acesse a chamada aqui

simpósio de ciberjornalismo

Chamadas de texto abertas!

Saiba mais em http://www.ciberjor.ufms.br

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para quem gosta de sangue e mistério…

Se você não consegue ir pra cama antes de devorar as últimas páginas do livro e descobrir a identidade do assassino… se você se amarra em séries sobre investigação… se você é íntimo de Sam Spade, Poirot, Maigret, Sherlock Holmes, Kay Scarpeta  e tantos outros… se você tem espírito de detetive e adora literatura policial… não pode deixar de conhecer, navegar e voltar sempre preciso a esses endereços:

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42

Qual é a resposta para o sentido da vida, do universo e tudo o mais?

42.

reportagem em quadrinhos!

A Copa do Mundo está na esquina. Quer saber além da escalação das seleções e dos detalhes dos jogos?

Então, confira a reportagem em quadrinhos Meninas em Jogo, de Andrea Dip e De Maio, para a Agência Pública: aqui.

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conteúdo gerado pelo usuário, um estudo

Screenshot 2014-06-04 02.47.20O Town Center for Digital Journalism, da Escola de Jornalismo de Columbia, acaba de disponibilizar ao grande público um estudo global sobre como sites, blogs e emissoras de TV usam e aproveitam os materiais enviados por suas audiências, os chamados Conteúdos Gerados pelos Usuários (CGU).

A pesquisa pode ser acessada aqui (em PDF, inglês, 153 páginas num arquivo de 2,8 megas).

Entre as conclusões, convém destacar que:

  • Os meios não sabem dar os devidos créditos nos casos de fotos e vídeos;
  • Esses materiais são utilizados todos os dias pela mídia!
  • Na pesquisa, 40% do CGU analisado estava relacionada à guerra civil síria, o que demonstra que os meios geralmente usam a colaboração amadora quando não têm acesso ou condições para fazer seu trabalho profissional;
  • As agências de notícia quase nunca conseguem verificar ou checar as informações embutidas nesses conteúdos, uma brecha perigosa para o jornalismo…
  • Os staffs editoriais não estão capacitados para lidar com os conteúdos dos colaboradores;
  • Nas redações, perdura um grande medo de que o uso de CGU gere ações judiciais, por violação de direitos autorais, de imagem, entre outros…

trolladores amadores

O pré-candidato à presidência da República Aécio Neves (PSDB) torceu o nariz para uma série de páginas e ações na web que o teriam caluniado, difamado e injuriado. Entrou na justiça para saber quem estava por trás daquilo e chegou a processar Facebook e Twitter em sua cruzada digital. Contratou um super escritório de advogados e foi à forra. A Folha de S.Paulo de hoje informa que uma prefeitura petista estaria por trás das ações. Ao menos uma servidora pública da Prefeitura de Guarulhos teria atuado no caso, e equipamentos e instalações da Secretaria de Comunicação teriam sido usados.

A briga segue na justiça, mas se essas informações se confirmarem, teremos um caso de muito amadorismo em ataques políticos. É muita ingenuidade, burrice ou total desconhecimento de como funciona a internet e a informática tentar ferrar um inimigo político dessa forma tão primitiva

menos dois blogs…

A blogosfera de Florianópolis sofreu dois solavancos fortes hoje (23/05): dois influentes e tradicionais blogueiros baixaram as portas de seus endereços virtuais. Isso mesmo! Num único dia, o Coluna Extra e o De Olho na Capital encerraram suas atividades. O primeiro – do jornalista Alexandre Gonçalves – parou justamente na data de aniversário de dez anos. O segundo – do também jornalista Cesar Valente – segue uma tendência de mortandade bloguística – veja aqui – e de diáspora para o Facebook.

Pena. Farão falta nesse canto cada vez mais empoeirado da web que chamamos de blogosfera…

A morte dos blogs parece ser uma consequência natural, como foi o êxodo do Orkut para o feudo de Zuckerberg. Poucos têm resistido. Não se sabe até quando. Me assusta essa migração total para um único endereço. Desculpem a sinceridade, mas – para mim – isso não soa como a internet plural e diversa com que sempre sonhei.

imprensa e judiciário, um evento

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9 anos deste blog

Ontem, 20 de maio, este cantinho da web completou 9 anos.

Em tempos tão voláteis, quando nada permanece muito, tenho razões para sair pra galera!

Camisa_9

o mantra do momento

Os dias escorrem pelos meus dedos e eu continuo a cantar:

I’m on the edge of something
So I just keep running everytime
I lose my head

teodora com a corda toda

O Círculo Artístico Teodora está mandando ver neste mês.
Veja a programação e atende-se.

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lá se foi o myltainho

DSC_0151Ele me apareceu de mangas de camisa, chinelos de vovô e uma improvável calça hippie colorida. Era uma manhã de ar frio, mas havia sol. Me viu pelas grades do portão e escancarou um sorriso como se eu fosse um velho amigo. Que coisa! Eu só tinha conversado com Myltainho outras duas vezes. Uma por telefone, para convidá-lo para um evento na universidade, e outra, no próprio evento.

Desta vez, eu estava na frente de sua casa, no Ribeirão da Ilha – ao sul do sul da ilha – para entregar uns exemplares de um livro que eu organizara com Samuel Lima. Era um dos resultados do tal evento de que ele participou, e cuja fala se transformara num saboroso capítulo. O título já mostrava as armas de Myltainho: humor, mordacidade, inteligência e uma incorrigível provocação – “Oncotô? Doncovim? Proncovô?”. Ele explicava na sequência de que se tratava de uma “parlenda mineira sobre o crucial problema filosófico: onde estamos? de onde viemos? para onde vamos?”

Myltainho abriu o portão, recusou receber o pacote naquele momento e me fez segui-lo até o seu escritório. Atravessei a cozinha, passei por uma aconchegante sala de mobiliário simples, desviei de dois cachorros esparramados no chão e cheguei a um cômodo que quase me fez perder o fôlego: não tinha paredes externas, mas grandes janelas de vidro que mostravam a mata soberana avançando sobre a casa. No interior, uma longa bancada sustentava toneladas de livros, revistas, pastas, anotações, o diabo… Um velho computador estava ligado, livros abertos ao lado, discos se equilibravam em pilhas. Myltainho estava trabalhando concentrado e eu estava ali atrapalhando o velho. Aquele era o centro nervoso de seus textos, dos livros que escrevia, dos petardos que disparava. Naqueles metros quadrados, o controle da missão…

Naquela manhã, ele estava sozinho em casa: ele, a natureza, os cachorros, as ideias e os muitos projetos que tocava. Estiquei o pacote de livros para ele, que abriu como se fosse uma criança desembrulhando o brinquedo. Sorriu, inclinando os óculos que milagrosamente não despencavam do nariz, e agradeceu. Eu também agradeci e convidei para o lançamento que faríamos. Ele justificou a ausência: iria viajar para uma formatura ou homenagem, nem me lembro mais… Conversamos por quase uma hora e foi tudo. Não o encontrei mais, apesar de morarmos na mesma cidade e região. Soube há pouco por minha mulher da sua morte. Senti. Como se o conhecesse há mais tempo e ele fizesse parte de meu círculo de amigos. Vai entender: eu falara só três vezes com ele. E Myltainho me recebera tão bem!

Jornalista inquieto, trabalhador incansável, provocador incorrigível, não parava. Aos 74 anos, decidiu fazer uma reportagem investigativa em lugares insondáveis. Foi atrás daquelas três perguntas essenciais…

hoje tem intercomsul!

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Mais informações em http://www.comunicaunisul.com.br/intercom2014/

o cerco a assange

Faz tempo que você não ouve mais nada sobre o WikiLeaks?

Não tem mais novidades de Julian Assange?

O WikiLeaks informa que seu principal homem está há 1246 dias enfrentando algum tipo de detenção, 686 deles recluso na Embaixada do Equador em Londres. O site denuncia ainda que um júri secreto trabalha há 1539 dias para interromper os trabalhos do WikiLeaks, e que Chelsea Manning está preso há 1436 dias.

Não sabe do que estou falando? Veja aqui e aqui. E se o interesse aumentar, assista a O Quinto Poder (trailer abaixo):

vida e morte dos blogs de comunicação

Em setembro de 2007, criei uma lista lusófona de blogs mantidos e alimentados por pesquisadores da comunicação. À época, reuni num mesmo link as iniciativas de colegas sobretudo brasileiros e portugueses que se deslumbravam com as potencialidades de se ter um canal exclusivo, barato e poderoso de comunicação. (Sim, os blogs já foram isso!)

A lista foi crescendo, crescendo, crescendo à base de indicações de blogueiros de todos os cantos. Cheguei a fazer 47 atualizações do post e a lista alcançou o expressivo número de 223 blogs de comunicação, sendo 178 do Brasil e 45 de Portugal e outros lugares.

Passados quase sete anos, fiquei curioso em saber a quantas andavam aqueles blogs. Na verdade, já faz algum tempo que escuto a sentença de que os blogs estão morrendo. Não é totalmente mentirosa a afirmação. Este meu espaço ficou mais de 100 dias sem nenhuma atualização entre 2013 e 2014, afundado numa crise de existência virtual. Outro dia, li um post da jornalista e blogueira de primeira hora Cora Rónai que me fez novamente perguntar: como estariam os blogs daquela lista lusófona?

Fui conferir.

Dos 45 blogs listados de Portugal e cercanias, dez foram simplesmente desativados (22%), 24 não são atualizados há mais de um ano e, portanto, morreram (53%), e apenas onze sobreviveram. Considerei blogs ativos aqueles que tiveram ao menos um post novo nos últimos 90 dias. Na parcial, a taxa de mortalidade foi de 75%. Apenas um em cada quatro blogs se manteve vivo nesses quase sete anos que nos separam da primeira lista.

Entre os brasileiros, as baixas foram maiores ainda. Dos 178 blogs, 48 foram desativados no período (27%) e 100 não são alimentados com novos conteúdos há mais de um ano (56%). Apenas 30 blogs são ativos, o que significa 17% do total. A taxa de mortalidade da parcela brasileira é de 83%.

No consolidado da lista lusófona de blogs de pesquisadores da comunicação, apenas 41 dos 223 sobreviveram, o que equivale a menos de um quinto (18,3%). Impressionante!

Como explicar isso?

É difícil apontar uma única razão. Fatores combinados poderiam justificar: cansaço do modismo, falta de tempo, desmotivação pessoal, emergência de redes sociais com muitos recursos e grande visibilidade como o Facebook… O fato é que os blogs já não são mais o que costumavam ser. E isso aconteceu muito, mas muito rápido…