abandono? não…

A roda viva tem me impedido de atualizar as coisas por aqui.

Peço desculpas à minha meia dúzia de leitores, mas em breve retornaremos com nossa programação (a)normal.

 

um manifesto para a web e sua fauna

De tempos em tempos, palavras conseguem dar sentidos que parecem definitivos aos desejos e vontades das pessoas. Às vezes, essas palavras resultam em plataformas eleitorais; em outras, transformam-se em odes; em outras ainda, viram manifestos.

Pois recebi um link para um texto de Marco Gomes que eu já chamaria de um Manifesto para a Web, palavras de ordem para o mundo que estamos construindo com cliques, bits, sentimentos e razões as mais diversas. “Eu faço parte da revolução” lembra – com links, claro! – como a web e seus usuários produtores e compartilhadores de conteúdo têm modificado não apenas a comunicabilidade mundial, mas também as formas como nos associamos.

Vale a pena ler e guardar. Ler e voltar a ler de tempos em tempos.

inovação no jornalismo: um evento

David Nordfors, pesquisador sênior da Universidade de Stanford, convida para a 5ª Conferência de Inovação no Jornalismo, que acontece de 21 a 23 de maio no campus de lá.

Um apanhado do programa é o seguinte:

 

  • ‘THE ROLE OF MEDIA IN SOCIETY’
  • INNOVATION TRENDS
  • INNOVATION, INTELLECTUAL FREEDOM, INTERNET AND ITS IMPLICATION ON GLOBAL MEDIA ORGANIZATIONS
  • HOW CAN THE NEWS INDUSTRY SUCCEED IN THE INNOVATION ECONOMY?
  • ATTENTION WORKERS IN THE INNOVATION ECONOMY
  • HOW DO WE INNOVATE?

o futuro e o presente do jornalismo

“É possível que, antes de 2030, a maioria dos jornais já tenha migrado para a internet. No futuro, toda informação tende a ser eletrônica ou virtual. O período de transição, que já começamos a viver, deverá ser conturbado sob todos os aspectos”. A declaração é de Ethevaldo Siqueira, conhecido jornalista especializado em tecnologia que escreve semanalmente para O Estado de S. Paulo.

Se ET está certo ou não, se vai acertar o futuro dos jornais ou não, é cedo pra dizer. (leia o texto dele aqui, pelo atalho do Observatório da Imprensa). Enquanto o futuro mais longínquo não vem, André Deak lembra que amanhã, o futuro mais imediato, dia 30, tem a quarta rodada da Ciranda de Textos, a versão nacional para o Blog Carnival. Desta vez, o blog hospedeiro é o de Ceila Santos.

E se o seu caso é o de estudar o presente para pensar e ajudar a construir o futuro, Sergio Amadeu anuncia (pelo Twitter) que em junho a Faculdade Cásper Líbero abre inscrições para mestrado em Comunicação e Tecnologia…

porque é domingo: haja o que houver

Um dia parado, sereno, em que os minutos se esgueiram bem esquecidos no funil da ampulheta.

Um dia em que a gente se permite sentir saudades.

A saudade e a certeza do reencontro na poesia fina de Pedro Ayres Magalhães, na voz de Teresa Salgueiro e nos violões cuidadosos de Madredeus.

“Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti

Volta no vento ô meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor…

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti…

Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti…”

 

 

 

laptops na educação, o evento

Sergio Lima está contando tudo do que rolou no 2º Encontro sobre laptops na educação, no Rio de Janeiro.

Veja aqui.

ATUALIZAÇÃO: O professor Simão Pedro Marinho também postou sobre o evento. Aqui.

twitter na educação e no jornalismo

Tenho testado o Twitter. Na verdade, mais experimentado do que propriamente testado. Bem informalmente. Ainda não usei jornalisticamente nem em sala de aula. Mas tem dois links que trazem boas análises e dicas:

Um post bem básico de TBarret destaca o Twitter como uma “teaching and learning tool”:

“In my opinion there is great potential in the use of Twitter to support teaching and learning. It is unique in this role because it is all about conversation on a larger scale. Not just instant messaging with one or two contacts or including a Skype call in your lesson, but speaking to a wider network of fellow professionals. Currently most users consider Twitter to be just a networking tool, this opinion was confirmed when I recently asked if it could be a teaching and learning tool. To make the transition into the classroom and having a direct influence on learning will take more people planning to use it and a growing weight of examples and successes to explore”

No ReadWriteWeb, Marshall Kirkpatrick conta que mudou de opinião sobre o Twitter e salienta ao menos quatro usos desse sistema no jornalismo.

Ainda quero usar o Twitter com alunos. Inclusive para quebrar alguns preconceitos que alguns têm. Acreditem: já ouvi aluno antenado dizer que o sistema é uma tremenda besteira. Não estou totalmente convencido disso. E tenho um pressentimento que ainda ouviremos muita coisa sobre o Twitter nos próximos tempos…

(A propósito, se quiser me encontrar por lá, vá por aqui)

um diretório de blogs de professores

Edublogs há milhares por aí. Blogs de escolas, blogs de disciplinas, blogs de interação entre alunos e professores, blogs de professores que relatam suas investidas em pós-graduação… Mas um blog em especial está preocupado em reunir direções de blogs pessoais de professores brasileiros.

O Edublogosfera quer aglutinar professores e professoras que dialogam e refletem sobre seu trabalho, sobre a rotina, a educação e a vida de desafios educacionais. Esses blogs são diferentes de blogs de disciplinas ou de escolas, pois “se constituem em lugares personalizados de aprendizagem e reúnem os recursos preferidos do professor. Muitas vezes, estes blogs são o centro de uma rede que inclui outros blogs que o professor ou professora mantém”.

A iniciativa começou com Suzana Gutierrez e Sergio Lima. (ATUALIZAÇÃO: Sergio me lembra que Lilian Starobinas também está no comando. Desculpe a omissão, Lilian…)

Se você é professor, tem um blog pessoal que se encaixa nesse perfil, a Edublogosfera te espera…

eco-pós recebe artigos

Ana Paula Goulart Ribeiro e Suzy dos Santos mandam o recado:

O conselho editorial da revista eletrônica ECO-PÓS, do PPGCOM da Escola de Comunicação da UFRJ, comunica a todos que estamos recebendo – até o dia 30 de maio de 2008 – contribuições (artigos e resenhas) a serem publicadas no nosso volume 11, número 2, que será colocado em circulação no segundo semestre deste ano.
Informamos que esse número terá um dossiê dedicado ao jornalismo na era digital, mas que também publicaremos artigos sobre outros temas na nossa seção “Perspectivas”. Comunicamos ainda aos interessados que as normas completas para a elaboração e envio das colaborações estão no site da revista:
http://www.e-papers.com.br/ecopos. As propostas devem ser encaminhadas (em arquivo anexado) para a revista no seguinte e-mail: ecopos.ufrj@gmail.com

chamada de trabalhos: icbl 2008

Saiu a chamada de trabalhos para a edição 2008 da Conferência Internacional da Interactive Computer Aided Blended Learning, que acontece no em novembro em Florianópolis.

Veja o site aqui.

Deadline no começo de junho.

Esta é a segunda edição do evento que, segundo os organizadores, objetiva “focar na troca de
relevantes tendências e resultados de pesquisas, bem como na apresentação de experiências práticas obtidas com o desenvolvimento e teste de elementos da aprendizagem assistida por computador”.

Por isso, vale tudo: projetos-piloto, aplicações, relatos e produtos…

 

wikis e dicionários: não, eu não mudei

Recebi um email que me obriga fazer um anúncio público: não! eu não mudei!
Claro que não vou dizer o santo, mas divido o milagre.
A mensagem em questão é esta:
“…quando fui tua aluna, você implicava até com o Aurélio [o dicionário] que é a nossa ‘última palavra’. Já faz tempo, tenho visto você credibilizando a wiki [pedia] que é construção coletiva…. Você está mudando mesmo, hein? Eu fui fazer citações no meu pré-projeto do trabalho de final de curso usando a wiki e já levei pau. Me falaram muitchas e a nota já desceu. Eu gosto dela, mas parece que o povo da academia nao…”
Como já disse aquele rapaz dos becos de Londres, vamos por partes:
1. Implico sim quando o aluno entrega um trabalho ou texto que começa com definição de dicionário. Quando o trabalho é do tipo monográfico ou científico, pior ainda. Pior porque geralmente o aluno usa a definição de dicionário para fechar a questão, sintetizar o que quis dizer, balizar com o pai-dos-burros. Dicionário é ponto de partida, e um trabalho científico deve trazer o diálogo entre autores, com diferentes visões. O sentido não é fechar, mas abrir para fechar. Se o dicionário resolvesse tudo, não precisaríamos dos outros milhões de livros que existem, tentando explicar as coisas…
2. Usar a wikipédia é diferente, embora muita gente faça o mesmo acima. Usa-se a wikipédia e fecha-se a questão. Enciclopédias, como dicionários, são pontos de partida. Por isso, iniciam a busca, não a finalizam. Pode-se usar dicionários ou enciclopédias, mas o que não se pode é ficar restrito a uma ou duas referências apenas. Taí o perigo.
3. Tenho falado da wikipédia porque ela é um fenômeno cada vez mais crescente e influente na web, é irreversível e incontornável. Não podemos fechar os olhos diante dela, até porque a sua própria existência tem influenciado a existência de outras enciclopédias.
4. Tenho falado da wikipédia também porque precisei estudá-la junto com minha ex-orientanda de mestrado, cujo trabalho foi defendido hoje sobre a confiabilidade (ou não) dessa enciclopédia como referência de pesquisas escolares.
5. A pesquisa em questão ouviu alunos e professores sobre o uso, a aceitação e a confiabilidade dessa fonte como referência para as pesquisas de universitários. O processo de credibilização, de reputação está em franco desenvolvimento, e por isso, é muito possível que alguns (ou muitos) professores não aceitem a wikipedia em trabalhos. Mesmo os que aceitam isso, não podem tolerar que só uma referência sirva de base de sustentação de textos e pesquisas.
Será que me fiz entender?

a wikipédia é confiável?

Acontece amanhã, dia 22 de abril, às 10 horas, na sala A do Mestrado em Educação da Univali (4º andar, bloco 29) a defesa da dissertação “A Wikipédia é confiável? Credibilidade, utilização e aceitação de uma enciclopédia online no ambiente escolar”, de minha orientanda Marli Vick Vieira.

Na argüição, os professores Francisco Chagas Souza (UFSC) e Adair Neitzel (Univali).

2 links apressados: voltarei a isso

Porque é noite de feriado, e a semana será curta para tanta coisa.

Porque tenho um capítulo de livro para concluir e entregar amanhã.

Porque amanhã cedo tenho banca de uma das minhas orientandas do mestrado e ainda preciso me preparar.

Porque ainda costuro um projeto para mandar ao CNPq até depois de amanhã.

Só por isso, indico dois links que – à primeira vista – me parecem altamente relevantes, embora eu ainda não tenha mergulhado neles. Mas o farei…

1. The impact of the media on children and young people with a particular focus on computer games and the internet. Estudo liderado pelo renomado David Buckingham, do Instituto de Educação da University of London. Foi concluído em dezembro do ano passado e só agora está liberado na web. Em inglês, formato PDF e com 77 páginas.

2. Relatório Vigilância e Defesa da Liberdade de Imprensa na América Latina e Caribe. Documento em inglês ou espanhol, elaborado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas e o Programa de Mídia do Open Society Institute (OSI) reunindo dados de quase 50 organizações dedicadas ao monitoramento e defesa da liberdade de imprensa nessas regiões. Em PDF, 46 páginas.

 

house: um livro sobre bastidores da medicina

Andrew Holtz publicou em outubro de 2006 um livro sobre o seriado House, certo?

Mais ou menos.

O jornalista especializado em Saúde escreveu um livro bem básico sobre medicina para públicos genéricos tendo como tempero a série televisiva. E tempero – a gente sabe – não é só um detalhe na gastronomia: é aquilo que ajuda a comida a ficar mais palatável, aquilo que nos envolve e seduz, ou repulsa num prato.

Neste sentido, “A ciência médica de House” é um bom livro sobre doenças, diagnósticos, médicos e procedimentos hospitalares. É um bom livro porque é claro, fluente, bem organizado. Bem escrito também. Os exemplos ficam por conta dos episódios da primeira temporada de House, o que dá um gostinho de nostalgia para quem acompanha a série que já está no quarto ano de exibição. Holtz, então, se propõe a falar de medicina para leigos tendo como base as andanças-e-tropeços do médico protagonizado por Hugh Laurie e que faz sucesso em muitos países, inclusive o Brasil.

Holtz mostra o que acontece no sistema de saúde dos Estados Unidos e o que é exagero da série. Mostra inconsistências de roteiro e acertos de diagnósticos. Diferencia procedimentos clínicos de chutes dos roteiristas. Mas sem chatices, sem querer aparecer mais que House. (Até porque o infectologista não permitiria…) É um choque de realidade para quem assiste à série, mas sem desmanchar a fantasia.

O autor de “A ciência médica de House” entrevista especialistas de diversas áreas para explicar melhor alguns diagnósticos (como a doença auto-imune ou espasmos mioclônicos…), como funcionam alguns equipamentos médicos (do estetoscópio ao aparelho de ressonância magnética), os efeitos de certos medicamentos (e até mesmo o Vicodin, o analgésico predileto de House), entre outras coisas.

É um livro pra quem gosta da série (e passa a gostar mais ainda). Para quem se interessa por medicina (ao menos amadoramente, como eu). Para quem não se impressiona com livros que tenham títulos chamativos…

O que House diria?
Difícil saber. Só sei que ele adoraria ter o Andrew Holtz sob os seus cuidados…

deus, o cnpq e a vida acadêmica

Em tempos de lançamentos editoriais que (re)discutem o teísmo e o ateísmo, tem muita coisa rolando na internet sobre isso. Enquanto Richard Dawkins escreve seriamente contra deus, outros riem da situação. Recebi de uma amiga – que não é atéia! – o texto abaixo. Como é domingo – dia santo, ui! -, divido com vocês.

Aviso: não é provocação, é bom humor…

“Deus nunca chegará a ser professor titular ou pesquisador do CNPq.
Saiba porque:

1. Só tem uma publicação;

2. Essa publicação não foi escrita em inglês, mas em hebraico (mesmo
que tenha sido traduzida para vários idiomas);

3. A publicação não contém referências;

4. Não tem outras publicações em revistas indexadas ou com comissão editorial;

5. Há quem duvide que sua publicação foi escrita por ele mesmo –
nota-se a mão de pelo menos 11 colaboradores;

6. Talvez tenha criado o mundo, mas o que tem feito ou publicado desde então?

7. Dedica pouco tempo ao trabalho, apenas 6 dias seguidos;

8. A comunidade científica tem muita dificuldade para replicar seus resultados;

9. Seu principal colaborador caiu na desgraça ao desejar uma linha de
pesquisa própria;

10. Nunca pediu autorização aos comitês de ética para trabalhar com humanos;

11. Quando os resultados não foram satisfatórios, tentou afogar a população;

12. Se um participante não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;

13. Dá poucas aulas e o estudante, para ser aprovado, tem de ler
apenas o seu livro, o que caracteriza endogenia de idéias;

14. Segundo parece, deixou suas aulas para serem ministradas por seu
filho em seu lugar;

15. Ainda que seu programa básico de curso tenha apenas 10 pontos, a
maior parte de seus estudantes é reprovada nas aulas;

16. Além de suas horas de orientação serem pouco freqüentes, apenas
atende seus estudantes no cume da montanha;

17. Expulsou aos seus próprios orientados por aprenderem muito;

18. Não teve aulas e não fez mestrado com PH Deuses;

19. Não defendeu dissertação de mestrado, tese de doutorado ou livre-docência;

20. Não se submeteu à banca de doutores titulados;

21. Não fez proficiência em inglês;

22. De mais a mais, não existe comprovação de participação em bancas
examinadoras e de publicação de artigos no exterior.”

menos tecnologia, mais pedagogia

Hoje em dia, começamos a construir a casa pela janela. De que vale tanta tecnologia se nos falta um mínimo de planejamento pedagógico, se não temos clareza didática, se não há conceito de ensino?

Quem põe o dedo na ferida é Francisco Herrera no blog do Grupo Nodos_Ele.

(Por outro lado, em Bloc de Blocs, há uma remissão a um artigo de 2003 de Bartlett-Bragg sobre os cinco estágios de uso de blogs na educação. O link para o comentário está aqui)

paulo freire on the world

Links do pedagogo brasileiro mais influente no planeta. Paulo Freire para todos os gostos:

Na Finlândia: http://paulofreirefinland.org

International Project for Critical Pedagogy: http://freire.education.mcgill.ca

Cátedra Paulo Freire na PUC-SP: http://www.pucsp.br/paulofreire

No Peru: http://www.paulofreire.org.pe

Na Alemanha: http://www.freire.de

Na California: http://www.paulofreireinstitute.org

Na África do Sul: http://www.ukzn.ac.za/cae/pfi/index.htm

Na Espanha: http://www.institutpaulofreire.org

Em Portugal: http://www.uevora.pt/index.php?module=investigacao&action=centro&id=A7676D71-BEAB-44B8-A9EB-08A1ECFFD384

Instituto Paulo Freire, SP: http://www.paulofreire.org

Na Áustria: http://www.pfz.at

No Canadá: http://freire.education.mcgill.ca

Na Itália: http://www.unisantos.br/catedra/File/Carta_de_Bolonha.pdf

 

renovadas concessões da globo

Deu no Observatório do Direito à Comunicação:

“O Governo Federal publicou hoje, 15/04, no Diário Oficial da União, a renovação das concessões da Rede Globo nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Recife por mais 15 anos. Os cinco decretos são retroativas a 05 de outubro de 2007, data de vencimento da última renovação.

Para serem definitivamente aprovadas, as renovações das concessões dependem da aprovação pelo Congresso Nacional”.

Só lembrando: segundo a Constituição, “A não renovação da concessão ou permissão dependerá de aprovação de, no mínimo, dois quintos do Congresso Nacional, em votação nominal” (§ 2º  do artigo 223).

Vou provocar: Você acha que algum parlamentar vai se manifestar em alto e bom som no plenário contra a Globo?

a batalha da tv a cabo

Se na TV aberta o barulho é sobre as adaptações que as emissoras precisam fazer para adequar suas programações conforme os fusos horários no país, na TV a cabo a gritaria é sobre o projeto 29/2007.

comentei aqui sobre a mentirosa campanha veiculada nas emissoras a cabo: aquele papo furado de que se o projeto for aprovado, o assinante não mais escolheria o que assistir. (Se fosse assim, eu mesmo quereria fazer meu mix de canais, jogando fora as emissoras que me fazem engolir com seus pacotes).

No Observatório do Direito à Comunicação, João Brant faz uma excelente análise de uma segunda versão que tramita na Câmara Federal sobre o projeto. O PT, pelo jeito, roeu um pouco a corda e aceitou algumas das pressões dos exibidores e das teles.

Veja o que Brant diz:

Acima de tudo, o novo substitutivo é resultado claro das fortes pressões empresariais. Da maneira como está, ele contempla os interesses das teles, que conseguem entrar no mercado. Para os grandes grupos que controlam a TV por assinatura, especialmente a Globo, muda pouco. Com as pressões feitas, elas conseguiram diminuir sensivelmente as cotas, o que faz com que os avanços para a produção nacional e independente sejam tímidos. De toda forma, a definição dessas cotas abre uma janela importante. Pela primeira vez uma lei brasileira determina claramente a obrigação de veiculação de produção independente na televisão”.

Para ler a ótima análise, clique aqui.

andi lança livro no fnpj

Gerson Luiz Martins, presidente do Fórum Nacional de Professores em Jornalismo (FNPJ) e membro da Renoi informa:

“A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) realiza, na programação do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, o lançamento do livro “Políticas Públicas Sociais e os desafios para o jornalismo”. O evento acontece no dia 18 de abril, às 10h30, no auditório Piauí da Universidade Mackenzie com a palestra de um dos autores do livro, jornalista Eugênio Bucci. O livro tem ainda artigo do presidente do FNPJ, Gerson Luiz Martins; do repórter da TV Globo, Marcelo Canela; do professor da UnB, Luiz Gonzaga Motta e outros autores.A publicação insere-se no contexto do “InFormação – Programa de Cooperação para a Qualificação de Estudantes de Jornalismo”, que promove o aprimoramento da cobertura da agenda social pelas redações jornalísticas, a partir do acompanhamento sistemático das políticas públicas. O programa, lançado em 2006 pela ANDI, tem o apoio da Fundação W. K. Kellog e do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo.Útil para profissionais da comunicação, professores e estudantes de jornalismo, além de formuladores de políticas públicas, o livro, dividido em onze capítulos, contempla desde a questão da cobertura jornalística das políticas públicas sociais até o ensino do jornalismo e a agenda social.”

Custa 39,90.

A organização é de Guilherme Canela.

ainda o ensino de jornalismo

Carlos Castilho postou em seu Código Aberto uma análise bastante balanceada do atual momento vivido por professores e alunos de jornalismo: grande oferta de vagas nas escolas, procura catalisada por modismos profissionais, mudanças graves na forma de ver e fazer jornalismo e a queda no número de postos de trabalho para os recém-formados são alguns dos elementos levantados por Castilho para concluir:

“Os professores de jornalismo, e eu sou um deles, não tem alternativas senão mudar o sistema de ensino para ampliar o tempo dedicado à atividades criativas em grupo, dando aos alunos melhores condições de entrar no mercado de trabalho, seja em empresas seja como autônomo”.

Concordo que mudança em métodos de ensino sejam iminentes, incontornáveis e inevitáveis. Estamos alterando nossa postura em sala de aula, diante dos alunos e dos desafios técnicos e pedagógicos que se apresentam. Nossos alunos já chegam à escola com a possibilidade de acesso a um grau de informação muito maior que anos atrás. Nossos alunos já chegam à escola dominando máquinas, softwares e sistemas que antes eram restritos aos profissionais. Nossos alunos, muitas vezes, estão mais atualizados em termos de novas tecnologias do que supomos.

Professores de disciplinas técnicas precisam refletir sobre o que lhes sobra nessa história toda.

Professores de disciplinas teóricas precisam pensar sobre que tipo de peso e influência suas disciplinas terão na formação desse novo profissional.

Coordenadores pedagógicos devem olhar para o alunado não mais como uma massa amorfa e passiva, mas como elementos ativos que chegam – inclusive – a sinalizar por onde ir.

Coordenadores de curso precisam traçar estratágias de gestão e condução que coordenem evolução de métodos, dinamicidade nos processos, diálogo com os setores produtivos, inovação e experimentação, formação crítica e insistência na formação ética.

Aos alunos caberia o quê? Ora, continuar na marcha pela ocupação de um lugar menos passivo no processo de ensino e aprendizagem. Parece pouca coisa, mas só isso já ajuda a redimensionar a escola e o papel do professor nesse cenário. Perdoem o clichê, mas é uma revolução.

jornalismo online: princípios básicos (4)

A penúltima parte da série de cinco longos posts de Paul Bradshaw já está disponível. O jornalista britânico e um dos mais influentes na blogosfera de lá (e daqui) vem se dedicando desde fevereiro para sinalizar os princípios básicos do jornalismo online.

1. Brevidade. Leia aqui.

2. Adaptabilidade. Veja aqui.

3. Scanabilidade. Confira aqui.

4. Interatividade. Acesse aqui.

Com clareza e equilíbrio, os posts podem ser levados como curtas aulas dessa modalidade.

Não perca de vista!

ensino de jornalismo: reflexões

A dica é de António Granado, a partir de posts nos blogs de Mindy McAdams e Amy Gahran.

Vale a leitura, mas são mais preciosas as indagações que a gente se coloca após tudo isso.

Nada daquilo de que “lá é fácil dizer”.

Nada daquilo de que “isso é pros países desenvolvidos”.

Nada daquilo de que “ih! isso vai demorar”.

Também nada de aceitar posts como profecias miraculosas, dogmáticas.

Já disse outra vez aqui. É preciso sim repensar o ensino de jornalismo. No Brasil,  partir de suas peculiaridades, dos muitos vícios que contaminam a nossa prática e formação. A partir da trajetória curta dessa profissão na ainda construtiva democracia.

A pensar, a pensar, a pensar…

entrevista orihuela: ecos na europa

Ainda repercute – ao menos na blogosfera espanhola – a entrevista que minha aluna Gabriela Forlin fez com Jose Luis Orihuela para o site Monitor de Mídia.

Alguns ecos de lá…

http://maccur.wordpress.com/2008/04/10/comunicacion-esteril/

http://www.masterdigitalblog.org.br/?p=44

http://naweb2.com/2008/04/media/weblogs-jornalismo-e-tecnologia/

http://diariodehoy.wordpress.com/2008/04/11/no-hay-periodismo-sin-periodistas/

http://www.blodico.com/?q=gabriela+azevedo+forlin&en=1

http://i.microsiervos.com/

http://www.megite.com/bandit

monitor de mídia: edição 137

Já está na rede a edição 137 do Monitor de Mídia.

Um dos destaques é a entrevista com Jose Luis Orihuela sobre tecnologia, jornalismo e blogs.

Confiram!

estudos em comunicação: 3ª edição

Já está disponível a terceira edição da Revista Estudos em Comunicação.

Vejam o sumário:

  • Civic Mapping as a Public Journalism Tool – Tanni Haas

  • News commercialization, ethics and objectivity in journalism practice in Nigeria: strange bedfellows? – Kate Azuka Omenugha; Majority Oji

  • It’s all a question of form: Exploring how professional ideas and practices shape the language and visuals of the children’s news programme – Julian Matthews

  • The impact of cultural dimensions on language use in quality newspapers – Folker Hanusch

  • The National Press and the University of Mississippi: Forty Years After Desegregation – Melanie L. Stone

  • Working with nationalism as ideology – João Carlos Correia

  • Hope and Despair: Representations of Europe and Africa in Finnish news coverage of “migration crisis” – Karina Horsti

  • Framing the War on Terrorism? Linguistics Variation, Perspective and Iraq – Viktoria Jovanovic-Krstic

  • Shifted focus: newspaper coverage of female military personnel as casualties of war – Mercy Ettel

mídia-educação: banca de mestrado

Meu amigo Silvio Costa Pereira convida para sua defesa pública no Mestrado em Educação na UFSC.

A dissertação tem como título “Mídia-educação no contexto escolar: mapeamento crítico dos trabalhos realizados nas escolas de ensino fundamental de Florianópolis“.

Acontece no dia 14 de abril, às 14 horas, no auditório do CED-UFSC.

Parabéns, Silvio!

vão bloquear o wordpress no brasil?

Robson Souza repassa a informação, dada pelo G1:

“Uma ordem judicial expedida no final de março pode resultar no bloqueio do acesso no Brasil a todos os blogs hospedados no portal wordpress.com. A ordem tem como objetivo proibir o acesso a um blog. Mas, segundo a Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet), para que a decisão judicial seja cumprida, os provedores de terão de barrar o acesso a todos os sites oferecidos pelo serviço”.

Leia a matéria na íntegra do portal de notícias da Globo: 
Eu duvido que isso vá pra frente… já dá até pra imaginar a reação da blogosfera…

correndo, correndo

Estou fora da base por alguns dias para compromissos profissionais. Não tenho tido tempo nem para respirar. Por isso, paciente leitor, volte mais vezes. Para ter surpresas…

 

twitter no jornalismo; estatísticas do twitter

Dois posts bem inteligentes sobre o Twitter me animaram no final desta noite:

(*) De posse de uma novidadezinha do Twitter que permite ver estatísticas do seu próprio domínio, Adriamaral faz conjecturas sobre as redes sociais formadas por esse sistema, e sobre as pistas que se pode colher sobre a própria identidade. É um post totalmente despretensioso, mas é uma aula praqueles que não sabem extrair informações e sentidos de números e gráficos. Adriamaral sabe e manda ver!

(*) Alex Primo, ao seu estilo de sempre, alfineta sobre os “estragos” que o Twitter pode fazer ao jornalismo, levando-o à sepultura. Será mesmo? Vá conferir.