
e-cuaderno já deu a dica. Raquel Recuero – como novo visual no blog – fez eco. Eu repito: a revista Dialogos de la Comunicación, da Felafacs, lançou uma edição sobre blogs.

e-cuaderno já deu a dica. Raquel Recuero – como novo visual no blog – fez eco. Eu repito: a revista Dialogos de la Comunicación, da Felafacs, lançou uma edição sobre blogs.
(1) 10 maneiras de usar blogs no ensino: http://edublogs.org/10-ways-to-use-your-edublog-to-teach
(2) Plágio, Wikipedia e ética online para os estudantes: http://www.speedofcreativity.org/2008/01/29/plagiarism-wikipedia-and-encouraging-students-to-care-about-digital-ethics
(3) Twitter na sala de aula: http://novasm.blogspot.com/2008/01/twitter-em-sala-de-aula.html
(4) Videogames e mudanças na educação: http://www.pbs.org/idealab/2008/02/video-games-mobile-devices-inf.html
(5) Discuting direitos autorais, creative commons, propriedade intelectual e educação: http://www.speedofcreativity.org/2008/02/15/discussing-copyright-creative-commons-ip-and-education
(6) Edufuturo, um projeto equatoriano: http://www.edufuturo.com/entrada.php?c=43
Dois comentários de RogerKW me fertilizaram a cabeça esta noite.
O primeiro se refere aos próprios comentários em sites de notícias, por exemplo.
RogerKW critica o fato de os administradores de um site de uma rádio AM de Brusque deixarem os comentários abertos nas notícias de polícia, o que estaria se transformando num festival de intolerância, truculência, reacionarismo.
“Eles deixaram os comentários abertos, senão ninguém participa. Reacionária a coisa por parte da própria população, mas tudo bem, até tem justificativas. Aqui, por exemplo, tem uma dessas matérias de polícia:
http://www.radiocidadeam.com.br/noticia.php?cod_noticia=1621
Bom, é só de curiosidade mesmo. Pior que essas coisas “povão” dão audiência pra caramba. Matéria de política mal tem acesso. De polícia, extrapola os comentários. O que é sensacionalista são as fotos dos caras presos e tal.”
Entendo a preocupação de RogerKW. Mas daria para ser diferente? Os administradores deveriam fechar o acesso? Não permitir a participação das pessoas na seção de polícia e sim nas demais? Como motivar a interatividade e o interesse em outras áreas?
Algumas respostas e perguntas pessoais e transitórias.
1. Sites e blogs não podem mais conviver sem o espaço para a participação popular. Seria um retrocesso. Permitir o comentário e fechar a leitura não é solução. Diversos sites optam por algumas formas de controle, seja moderando as mensagens, seja estabelecendo regras para os comentários – rechaçando ofensas, racismo e discriminação, seja ainda não permitindo o anonimato.
2. Sobre o anonimato, também concordo. Sou contra. Aliás, a própria Constituição veta essa prática. Na web, a coisa fica mais complicada porque o cidadão pode burlar o anonimato, inventando uma máscara, com dados fictícios. Não que isso fosse impossível antes. Claro que alguém poderia inventar endereço e nome e mandar cartas à mídia, detonando tudo e todos. Mas taí uma coisa que precisamos resolver: como lidar com a identidade e a identificação do público.
3. Uma pergunta capciosa: ao aumentarmos o rigor na identificação não iremos – de alguma forma – constranger ou reduzir a participação pública?
4. Como combater o conservadorismo, o ódio e a agressividade de alguns internautas? Nossa! Se eu tivesse a solução pra isso…
***
Um segundo comentário de RogerKW se refere aos posts que coloco aqui sobre blogueiros, professores e profissionais que martelam na tecla de ensinar a usar ferramentas e recursos.
“tu não acha que tem muita gente discutindo ferramenta em vez de discutir a profissão? Não sei (tenho essa impressão reforçada por lê-la), mas me parece que a preocupação é em educar os jornalistas a usar blogs, leitor de feeds, etc – o que é extremamente primário. Enfrentamos uma burocratização da profissão, queda de publicidade, enxugamento de redações e a web é uma coisa mutante”.
Eu penso que as coisas são diferentes, podem se complementar e não são excludentes.
Há espaço e leitores para os tecnófilos e para os mais reflexivos. Não se sobrepõem em importância. Mas temos que considerar que as realidades de Paul Bradshaw e Mindy McAdams são bem distintas das nossas. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a discussão sobre a profissão passa por outros caminhos. Falo tanto do ponto de vista classista quanto teórico.
De qualquer forma, não tenho dúvidas de que temos que acompanhar o que pensam e escrevem esses caras (e outros). E mais importante ainda: precisamos NÓS escrever, pensar, produzir e publicar conteúdos na blogosfera nacional que sirva aos usuários desta mesma blogosfera.
Bernard Lunn, no ReadWriteWeb, lista onze coisas que se deve saber quando o assunto é Web Semântica.
Ele vai direto em alguns pontos que considero muito importantes: uma definição para a coisa, o cuidado com o apologismo, o que se pode esperar da coisa. Lunn é cuidadoso, e vê a coisa em perspectiva.
“Semantic Web will leverage the “community” to add structure and this will use some techniques from first generation Social Networking. But it is very unlikely that Semantic Web will emerge from the walled gardens of current social networking sites. The winners will know how to motivate community to provide structure and will provide the tools that make the structuring so easy that nobody knows they are doing anything so boring as structuring. That is the big lesson from Web 2.0 that will be applied in the Semantic Web”.
José Carlos Ribeiro, um dos editores da revista Contemporânea, de uma das pós da UFBA, avisa que a publicação está recebendo artigos.
Veja:
“A Contemporanea – Revista de Comunicação e Cultura, uma publicação semestral do Programa de Pós-graduação em
Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBa), está recebendo ensaios, artigos, entrevistas, atualizações bibliográficas, resenhas de livros de pesquisadores da área de estudos da comunicação e de áreas afins para seu próximo número, a ser lançado em junho de 2008.
(…)
O original deverá ser submetido exclusivamente via Sistema de Revistas Eletrônicas Revcom (http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/contemporanea). Após a recepção do material, os editores responsáveis entrarão em contato visando confirmar os procedimentos iniciais do processo de submissão”.
Data final para o envio de originais: 10 de março de 2008.
Normas de publicação: http://www.contemporanea.poscom.ufba.br/htmls_port/normas.html
Mindy McAdams concluiu hoje o seminário que iniciou dia 11 no Poynter. O tema é mais do que interessante para professores de jornalismo e mesmo aqueles que se interessam sobre evolução pedagógica em tempos de web 2.0: Multimedia Journalism for College Educators. Mindy disponibilizou o material que produziu para esta atividade, veja aqui.
Para saber mais desses seminários do Poynter, vá por aqui.
Do Reino Unido, Paul Bradshaw fez a primeira de uma série de cinco postagens sobre os princípios básicos do jornalismo online. O autor começa com B, de Brevidade. Acompanhe por aqui.
Fiz questão de juntar as duas iniciativas neste mesmo post por várias razões: são contemporâneas (da mesma semana), vêm de lugares distintos (EUA e Inglaterra), de gerações distintas de autores e são muito, mas muito estimulantes para se pensar ensino, tecnologias, valores e práticas.
O que mais tenho ouvido nas últimas semanas é que a educação está em crise. Isto é, que o mercado da educação está em crise, já que diversos números mostram que:
Aí, eu pergunto (inocentemente): isso é universalização da educação ou sofremos uma inflação de oportunidades?
Existe mesmo uma crise na educação?
Madu articula duas informações dispersas na rede e tece um raciocínio claro, colocando os pingos nos is sobre a relação das novas e velhas mídias com o público, o desembarque dos blogueiros na praia das coberturas e o que temos adiante.
Madu junta estudo feito por uma universidade norte-americana (e comentado no Poynter) e a notícia-piada de que blogueiros estariam hostilizando jornalistas na Campus Party. De quebra, Madu lembra os incautos que acha que leram A Longa Cauda.
Uma passada rápida de olhos pelos jornais deixam a gente de queixo caído:
Lucro do Itaú quase dobra em um ano e vai a R$ 8,473 bilhões
Presidente do Timor Leste encontra-se em estado crítico, segundo organização
Governo manobra para emplacar aliados nos principais cargos da CPI
Resumo da ópera: bancos lucram, atiram no Nobel da Paz e o governo joga sujeira debaixo do tapete.
Um estudo inédito observou como adolescentes com deficiência se relacionam com a TV no Brasil, Argentina e Paraguai. A pesquisa foi divulgada hoje pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância, ANDI.
Uma prévia: os adolescentes não se consideram retratados na mídia desses países.
“Garotas e garotos com deficiência pouco se reconhecem na programação de tevê, nos jornais e nas revistas. É o que revela o estudo ‘Mais Janela que Espelho: a percepção dos adolescentes com deficiência sobre os meios de comunicação na Argentina, no Brasil e no Paraguai’, lançado hoje (11/02) pela ANDI, Rede ANDI América Latina e Save the Children Suécia. A pesquisa ouviu 67 adolescentes, a maioria na faixa dos 11 a 13 anos, com deficiência, de diferentes classes sociais, em três países latino-americanos – Brasil, Argentina e Paraguai – divididos em oito grupos focais nas cidades de São Paulo, Salvador, Buenos Aires e Assunção. A maioria esmagadora deles não se recordou de nenhuma notícia ou personagem televisivo que abordavam essa condição. ‘Apenas depois de diretamente questionados eles lembravam de algo e falavam no assunto’, conta Guilherme Canela, coordenador de Relações Acadêmicas da ANDI e do estudo”.
Conheço a pesquisa e os dados que ela traz nos ajudam muito a (re) pensar essas relações entre adolescentes, pessoas com deficiência e meios de comunicação.
Para ter acesso ao PDF com 41 páginas, clique aqui.
A Folha de S.Paulo deu uma nota no sábado, dia 2. Veja aqui.
Já que falamos em Google Mapas, tem este de jornalistas online do mundo todo. Inclui caras como Paul Bradshaw, Ramon Salaverría, Mohamed Nanabhay, Alexandre Gamela, Jose Luis Orihuela, Luis Santos…
A sempre conectada Marli D. Fiorentin publicou um desses mapas do Google, contendo a localização de diversos professores blogueiros do país.
Veja, entre, divulgue e use.
Tive sorte. Com essa mensagem up, o blog Yo Tube Suerte faz trocadilho com o maior site de vídeos do mundo e ainda oferece uma série de coleçõezinhas legais.
Tem uma com os 100 melhores filmes sobre jornalismo.
Tá, lista é sempre pessoal e discutível, mas esta vale a pena dar uma olhadinha.
O International Journal of Research into New Media Technologies deste mês traz um especial sobre a cultura da convergência. O volume foi organizado por Mark Deuze e Henri Jenks. Deuze até comenta entusiasmado em seu blog.
Se quiser dar uma olhada, clique aqui.
Se tiver preguiça, o sumário é o seguinte:
Alexandra Bujokas explica nos mínimos detalhes o que David Buckingham (eu disse Buckingham e não Beckham) escreveu no capítulo Infância e novas mídias, do seu Media education: literacy, learning and contemporary culture (editado em 2003). Faço questão de mencionar a “tradução” de Bujokas porque muita gente confunde alhos com bugalhos.
Querida meia dúzia de leitores,
estamos com alguns bugs neste blog.
Por isso, precisei desativar o radinho. Mas ainda nossos engenheiros e técnicos perseguem os problemas a fim de solucioná-los.
Quem navega com o Explorer vem tendo o seguinte problema: fecham as janelas. Quem opera com Mozilla, está tranquilo.
Pergunto: há algum médico no recinto e que possa nos ajudar???
ATUALIZAÇÃO: Joel Minusculi, um hacker contumaz, dá o diagnóstico da coisa. Aqui
Se o assunto é a eleição presidencial nos Estados Unidos e você está mais perdido que cachorro que cai do caminhão de mudança, não se preocupe. O IG preparou um excelente infográfico que ensina como funciona a coisa por lá, quais são os candidatos, quando vai ser e o que os caras acham de temas polêmicos como aborto e casamento gay.
Jemina Kiss escreveu no The Guardian de ontem que a Web 3.0 vai se preocupar com rankeamento e recomendação.
Ela disse:
“While the Tim Berners-Lees of this world work out how to make the language of the web function more effectively behind the scenes, our front-of-house task is to get stuck in and intelligently work these technologies into our businesses. It is not enough to understand the strategy behind these new applications, such as Twitter and Reddit – they rely on participation. Tokenism won’t do.
Recommendation is nothing new, of course. Amazon has been pushing “people who bought this also bought this” for years, and tools like eBay’s trader ratings system are staple. Things get more interesting as the technology gets cleverer; hence we get automated recommendation and personal recommendation”.
(…)
“Above all, the most reassuring trend is that the values of credibility and trust are more important than ever in the ocean of information we have to navigate every day. The technology is not enough on its own, and that should be a comfort to editors everywhere”.
Meus palpites vão na mesma direção. Vamos acompanhar…
Josh Catone dá uma prévia do texto dela e comenta sobre personalização aqui.
Mas se você quiser ir direto à fonte, vá por aqui.
Juliano Maurício, editor da Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (REBEJ), manda avisar que a publicação está com chamada aberta a trabalhos para o seu terceiro número.
O prazo final para envio é 10 de março de 2008.
Informações: http://www.fnpj.org.br/rebej/ojs/policies.php

Para levantar a poeira e o astral, no radinho deste blog programei: Nereu Mocotó, Mundo Livre S/A e banda Tijuquera. Samba dos bons, pilantragem, cavaquinhos dissonantes e muito groove.
Ela merece um samba + Nêga Ivete + Vista do Canal + Laura Bush tem um senhor problema
Mude a ordem se quiser. Aumente o volume até o teto.
Reproduzo:
A revista eletrônica Ciências & Cognição (www.cienciasecognicao.org) está recebendo trabalhos até o dia 29 de fevereiro de 2008 para seu 13º volume.
Cien. & Cogn. é uma publicação quadrimestral, avaliada pela QUALIS (A, Nacional, em Educação; C, Nacional, em Saúde Coletiva; A, Local, em Filosofia, Teologia; e C, Local, Multidisplinar.) Está indexada aos Bancos de dados internacionais: LATINDEX, DOAJ, Dialnet, Clacso, UNC, E-jounals.org, AERA SIG e SCIRUS.
As normas para publicação encontram-se disponíveis aqui: http://www.cienciasecognicao.org/pdf/norm.pdf ou
http://www.cienciasecognicao.org/modelos/norm.doc
Os artigos recebidos após a data limite serão avaliados para as edições seguintes, conforme as datas limite abaixo:
* 16 de fevereiro para o volume de Julho (lançamento em 31/03); [Exceção em 2008]
* 16 de junho para o volume de Julho (lançamento em 31/07);
* 16 de outubro para o volume de Novembro (lançamento em 30/11).
Mais informações:
Ciências & Cognição
Revista científica eletrônica
ISSN 1806-5821
www.cienciasecognicao.org
revista@cienciasecognicao.org
De repente, me deu uma saudade mineira…
Beto Guedes em vídeo com Wagner Tiso: Amor de índio
Beto Guedes – Sol de Primavera
Sei que alguns sites e blogs já comentaram, mas também quero fazer o meu registro. É atrasado porque só agora resgatei em meu escaninho na universidade o exemplar que me chegou. Me refiro à Matrizes, a revista da pós-graduação da USP. Caprichada visualmente, bem editada e com um time de autores de primeira, a publicação vem com uma novidade já na sua primeira edição: terá dois formatos. Um impresso com textos em português, e outra online com textos de autores brasileiros traduzidos para o inglês e textos de estrangeiros em suas próprias línguas.
Não vi ninguém mencionar, mas se já, vale o reforço. Saiu o número 2 da Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo, a Rebej, editada pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. A publicação é eletrônica, está toda disponível para leitura e traz reflexões, ensaios e relatos sobre a formação de jornalistas.
PS – Eu sei, é Carnaval. Mas se você passou por aqui nesses dias de Momo, a sua cuca não está muito pra samba não…
Aproveite o dia.
Há links novos na coluna aí ao lado.
Fecharam o ANCapital, e a desculpa sempre é a mesma: corte de gastos, custos elevados. Parece que o setor está em crise.
Mas não está mesmo. Veja o que noticia o Política Livre:
“O Instituto Verificador de Circulação (IVC) registrou aumento de 11,8% na circulação dos jornais filiados à entidade no ano passado, em comparação com a média registrada em 2006.
Foi o quarto ano consecutivo em que o meio jornal apresentou alta. Em 2007, o aumento da renda média e do consumo no Brasil foi importante para os bons resultados do setor.
Também contribuiu para o bom desempenho, diz comunicado do IVC, “a competitividade no mercado, que gerou reformulações gráficas e de conteúdo, segmentação com novos cadernos e lançamentos de promoções”.
A consolidação de jornais com preços mais acessíveis à população também foi fator determinante para o aumento de circulação. Circulam diariamente no Brasil 4.144.130 exemplares, em média.
O IVC audita cerca de 50% da circulação de jornais no Brasil, incluindo publicações de circulação paga e títulos de distribuição gratuita.”
Mais dois amigos cortaram as fitas de seus novos blogs:
Alexandra Bujokas, que já tinha o Midiaeduc, agora tem o Midialab.
Fernando Resende vem com seu [B]errantes
Claro que eles já estão nas listas dos blogueiros da área da comunicação: tanto na brasileira quanto na lusófona.
Se você não passou por lá, dê uma chegadinha: são 184 links
Dois blogs de experientes e influentes jornalistas do estado comentam (e criticam, e lamentam) o fim do ANCapital: