atlas de mediawatchers: 1

Que tal uma lista de sites de observatórios de mídia, de ombudsmen e de blogs que se ocupam de acompanhar criticamente os meios de comunicação?

Comecemos pelo Brasil. Quer participar? Mande a sua sugestão de link!

Próximos capítulos:

  • América Latina

  • Estados Unidos e Canadá

  • Europa

  • África, Ásia e Oceania

jornalistas…

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 Na noite passada, devorei O gosto da guerra, de José Hamilton Ribeiro.

O livro é o texto clássico do repórter que conta a sua ida ao Vietnã para cobrir a guerra e o acidente que teve no front, ao pisar numa mina, perder uma perna e quase morrer por lá. Para quem não se lembra, o jornalista foi à guerra em 1968 como correspondente da já mítica revista Realidade. O repórter acabou virando a notícia, e Zé Hamilton foi se construindo o repórter-símbolo do jornalismo no país. Não por causa de seu acidente, mas pelo que fez depois disso, ganhando dezenas de prêmios (sete Esso de Jornalismo, só…) e oferecendo centenas de reportagens com R maiúsculo.

O relato é quente, vibrante, cheio de adrenalina. Foi feito à época, mas o livro que me chegou às mãos traz um bônus: uma segunda parte em que Zé Hamilton narra o seu retorno ao Vietnã 23 anos depois. A emoção, a aventura, o jornalismo são espelidos pelos poros das páginas. Por isso, a gente devora o volume.

A apresentação é feita pelo genro de Zé Hamilton, o também excelente repórter Sérgio Dávila, que cobriu o 11 de setembro e a ofensiva ao Iraque, só pra citar os mais famosos.

O gosto da guerra é leitura obrigatória para quem é jornalista ou quer sê-lo. É recomendável para quem se interessa por história contemporânea ou relatos de guerra. É agradável para todos que apreciam uma narrativa ágil, intensa e sem pruridos para mostrar sentimentos.

Em 2008, faz 40 anos que Zé Hamilton perdeu a perna numa mina terrestre.

Não sabe o gosto da guerra? Zé Hamilton conta: é uma mistura de terra, pólvora e sangue que toma a sua boca, que permanece por dias, causa náuseas, vertigens e intensas transformações pessoais.

professores…

Fico pensando aqui o que faz de um professor professor…

Um diploma?

O conhecimento acumulado?

Uma paixão ou uma missão de ensinar?

A vocação, aquele chamado interior?

Pode ser uma dessas respostas, ou todas juntas, ou apenas algumas, ou ainda: nenhuma.

Ok, ok. Onde estou querendo chegar afinal? Não me atrevo a responder o que faz de um professor professor. Apenas passei a pensar e a repensar isso com mais intensidade nesses dias de janeiro depois de ler Ei, professor, de Frank McCourt.

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   Não sabe quem é McCourt?

Eu também não sabia, mas vou te apresentar.

O cidadão nasceu nos Estados Unidos de família irlandesa e passou sua infância toda na Irlanda. Um período bem difícil, conforme ele já contou em seu primeiro livro As cinzas de Angela, que não só virou filme, como lhe deu o Prêmio Pulitzer e outros tantos. Sabe o que é ganhar o tal prêmio com um livro de estréia aos 67 anos? É para poucos…

E por que tanto alarde?

Bem, McCourt lecionou no ensino médio em diversas escolas de Nova York onde mora há décadas. Seus livros são pungentes e verdadeiros, e se prendem ao seu cotidiano de professor. McCourt mostra como uma vida errante, cheia de medos, de inconsistências, de fragilidades pode encontrar algum sentido. Não porque o professor queira, trabalhe nisso ou faça desse propósito o seu caminhar. Mas porque a vida parece se rearranjar a cada passo que damos.

Os episódios que o autor conta em Ei, professor são de uma sinceridade absurda, constrangedora até. McCourt nunca é o herói, nunca tem a ação imediata ou corajosa. São suas deficiências como professor, os desafios, as impossibilidades que constróem seu cotidiano. Sem dourar a pílula, sem Happy End, sem idealismos. Ele não quer moralismos, não quer revelar seus feitos grandiosos, nem nada. Apenas ele se narra, apenas se detém ao que aconteceu, sem grandes recursos retóricos, sem ambições.

Isso não significa uma narrativa fria, ressentida ou rancorosa. Que nada! Há humor, há momentos de grande poesia e sensibilidade nas páginas de McCourt.

Ei, professor nos faz pensar, nos faz lembrar de histórias semelhantes que já assistimos ou protagonizamos. Tanto como alunos quanto como professores. O que fez Frank McCourt manter-se por 35 anos à frente de cinco turmas diariamente e centenas de adolescentes barulhentos? O que fez com que se mantivesse nesse calvário sem grandes satisfações ou honrarias? O que nos faz dar continuidade a isso? Para que servem, então, os professores, se seus alunos mal se lembram de seus nomes após um ano de convívio? Que tipo de falta fariam à educação desses caras? Dá pra pensar a educação sem mestres e mestras?

As perguntas são muitas, como as que os irriquietos alunos de McCourt lhe faziam nos três turnos de aula. As respostas são mínimas, como as que McCourt deixa escorrer pelo seu excelente texto. Biografias são bons pretextos para repensarmos nossas vidas. Ainda mais no início de um novo ano, quando as esperanças, os projetos e os horizontes se refazem.

navegue por 30 bibliotecas online

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Você precisa daquele livro que só a Biblioteca Nacional de España tem? E não pode ir até lá? Queria dar uma olhadinha no acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos? Então, navegue pelas versões eletrônicas dessas e mais 28 bibliotecas.

Clique e se perca nas estantes…

eleições nos EUA: Chuck Norris na parada

Vamos ser francos: nunca tínhamos ouvido falar do cara antes. Mas agora que ele se deu bem na largada da campanha eleitoral norte-americana, é bom não perder de vista: Mike Huckabee, do partido do Bush.

Bem, sabe quem está apoiando o homem? Ninguém menos que Chuck Norris. Isso mesmo, porrada pra valer!

Veja o videozinho abaixo:

Com Arnold Chuarzeneger (não me peça para escrever direito isso) como governador da Califórnia, Chuck também quer uma boquinha, quem sabe mandando no Bronx ou qualquer lugar barra-pesada.

A campanha mal começou, mas pergunto aos meus botões:

– Quem Bruce Willis vai apoiar?

– E Jack Chan?

– E Steven Seagal?

leis: você não manda em nada

Da promulgação da Constituição Federal, em 1988, até hoje, apenas quatro projetos de iniciativa popular viraram leis. Isso mesmo: quatro. Você acha pouco? E é. Não chega a meio por cento das quase 9,5 mil leis surgidas no período.

A Constituição prevê que as leis possam ser criadas de três formas: pelas mãos de parlamentares (afinal, eles compõem o Poder Legislativo), pelas mãos do Poder Executivo (prefeitos, governadores e presidente da República) e pela vontade da população. Para isso, é necessário juntar 1% de assinaturas do eleitorado, o que hoje significa 1,27 milhão.

Quer dizer, poder fazer lei, o povo pode! Só que a realidade mostra que não faz!

Para saber mais, vá à reportagem da Folha de S.Paulo (para assinantes) ou leia análise no Consultor Jurídico.

meme-anamnese

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Quando você vai ao médico, o cara do jaleco branco faz umas perguntinhas, não faz?
A gente chama isso de entrevista, os médicos de anamnese.

O palavrão vem do grego e quer dizer trazer à memória, fazer lembrar.

Então, vamos começar 2008 com um meme-anamnese.

Cinco perguntas.

1. Quem já fez a sua cabeça?

2. Quem corta os seus cabelos?

3. Quem te enche os olhos?

4. Quem enche o seu saco?

5. Quem não sai da sua cabeça?

Respondo as cinco agora, mas mando o bumerangue para mais cinco blogueiros, que devem fazer o mesmo: Danilo Azevedo, Adriamaral, Raquel Recuero, Pedro Serra e Dani Bertocchi.

Minhas respostas, doutor.

1. Stan Lee, Nietzsche, Peter Greenaway, Miles Davis, Bill Sienckiewicz, Frank Miller, Mark Knopfler, Renato Russo, Jerry Lewis, Gilberto Dimenstein

2. Marinho, um barbeiro das antigas que atende num salão perdido no tempo.

3. Vini

4. Palermas, folgados e puxa-sacos

5. Ana

agora com musiquinha

Se você está navegando por aqui sem áudio, ligue as caixas de som.

Agora, o Monitorando tem musiquinha.

Optei por uma trilha entre o aconchegante e o vibrante.

Entre, sente e ouça.

E se quiser mandar sugestões, fique à vontade.

férias (3): a queridinha

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 Sim, ela é complicada.

Sim, ela é encrenqueira.

Sim, está viciadona e vem cometendo erro atrás de erro.

Sim, sim, sim. Ela frequenta o noticiário em pelo menos duas editorias: música e policia.

A queridinha da hora é Amy Winehouse, cantora com personalidade, timbre forte e uma estética retrô. Sua música, seus cabelos, as sombras nos olhos, tudo remete a algum lugar perdido nos anos 60, entre o rithim e o blues.

Não sabe de quem estou falando? Vai conferir, vai…

liquidação de verão

Janeiro é mês de pôr a mão no bolso. IPVA, IPTU, cartão de crédito com as dívidas do Natal, reservinha para os gastos com material escolar das crianças… e liquidação das lojas!

Magazine Luiza torra com até 70% de desconto. Casas Bahia não ficam atrás.

Se você for às compras, este blog te facilita a vida e sugere sete presentinhos

Dica de compra nº 1
Lençol para solteiros

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Dica de compra nº 2
Conjunto de jantar para manetas

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Dica de compra nº 3
Mochila para Jedis

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Dica de compra nº 4
Geladeira com abridor de garrafas

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Dica de compra nº 5
Porta-canetas para dias de raiva

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Dica de compra nº 6
Lixeira das galáxias

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Dica de compra nº 7
Teclado das antigas

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férias (2)

Sim, sim. Já estamos em 2008.

Os parentes foram embora, ainda há muito sol no céu, os termômetros bombam, a água da praia continua daquele jeitinho, e ainda falta assistir oito episódios da segunda temporada de House, mais a terceira inteirinha que deixei para este mês abençoado.

Ai, ai… vidinha mais ou menos…

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2008: três desejos pessoais

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1. Voltar a escrever para teatro

2. Ter mais dias de cigarra que de formiga

3. Viajar mais. Com a família

retrospectiva 2007

2007 está no finalzinho. Por isso, cabe um balanço rápido.

O ano foi muito para este blog:

Mudamos de endereço em maio, passando do UOL para o WordPress. Com isso, ganhamos mais visibilidade e mais visitas. Em sete meses, mais de 34 mil passaram pela catraca aqui. Para um blog individual, sem nada de especial, foi sensacional.

Criamos duas listas de blogueiros da Comunicação: uma lusófona e outra de brasileiros. A comunidade abraçou a idéia e chegamos a 180 links.

As visitas e os links em outros sites e blogs turbinaram a reputação deste Monitorando. No Technorati, nossa autoridade está na casa dos três dígitos, e na lista dos Top 500 em língua portuguesa, do Obvius, estamos entre os 330 mais-mais.

O que esperamos para 2008?

Sinceramente, gostaria de ter mais tempo para posts mais elaborados, coberturas de novos eventos e a certeza da sua visita sempre.

férias (1)

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Tem um monte de blogueiros por aí que estão tirando férias.
Pois bem, faremos o mesmo.

Então, comecemos com três linquezinhos de jazz.

Um. Site oficial de John Coltrane. Você mal entra e ele e seu conjunto já te esperam com A love supreme. Bem recebido assim, você vai adiante, passe por fotos, por músicas e até por um vídeo histórico de 1959, quando ele acompanha Miles Davis. Numa das cenas, dá pra ver Trane solando e Miles atrás conversa com a galera, cigarrinho na mão.

Dois. Já que falamos no homem: site oficial de Miles Davis, onde você encontra um Miles Davis Music Player. Clique e viaje. Design arrojado, como não poderia deixar de ser. Discografia, biografia, fotos… O site promete vídeos e músicas baixáveis para breve.

Três. JazzTrumpetSolos. Nele, você encontra trechinhos de solos antológicos de trompete. Não só, você ouve e acompanha as cifras, caso queira acompanhar. Se não tiver tanta agilidade, não esquenta. Dá pra fazer download das partituras dos solos em arquivos em PDF compactados.

filmes ciberpunks, por décadas

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 A dica é do conectado André Lemos. O site Cyberpunk Review traz muito material sobre o tema, mas vale a pena passar pela seção dos filmes ciberpunks de 1980 pra frente. Além disso, tem wiki e você pode dar notinhas para os filmes.

Por aqui, por favor.

around the world

Meus amigos são ciganos.

Rodrigo de Fáveri está desde novembro fazendo parte de seu doutorado em Tel-Aviv, Israel. De lá, conta detalhadamente seus passos por Israel.

Avery Verissimo foi fazer comprinhas na Guiana.

Do Porto, Monica Delicato espera o retorno da internet.

Marcia Benetti se maravilha com mandalas, caleidoscópios e configurações do imaginário, da memória e da realidade. De Porto Alegre.

Em Curitiba, Adriana Amaral xinga Ruy Castro e brinca com Baudelaire e Hannibal Lecter

ponto final

Agora sim, posso ter Natal e Reveillon.

Terminei o livro que prometi a uma editora.

Este foi um ano de trabalho, muito trabalho. De plantio, de semeadura.

Vou dormir esta noite com a esperança mais sincera de que os dias de 2008 amanheçam com o tempo de colher.

ho ho ho, hehehe

“Jingle bells, jingle bells, acabou o papel…”

Que o Natal seja só um pretexto para pessoas de todas as formas, cores, humores, sabores se olharem nos olhos e deixarem seus corações saírem pela boca. Que se ouça mais, que se use os braços para mais abraços e que a vida seja mais generosa.

Feliz pretexto!

house na livraria

O infectologista foi às compras. Não porque quisesse algo para si. Quem tem toda a ironia do mundo precisa de mais o quê?

Mas o doutor House foi atrás de um livro para uma amiga. Não teve uma recaída não. Só precisava de uma segunda opinião num diagnóstico, e o presente era a melhor forma de voltar a procurar a médica nesses tempos bicudos de dezembro. Na época de Natal, todos amolecem, e House chegaria com um pacotinho na mão, um meio sorriso e o prontuário médico no sovaco.

Acontece que as livrarias são, hoje, um dos círculos infernais de Dante. Têm de tudo, menos atendentes com dois neurônios. Esperar que conheçam este ou aquele autor é uma utopia vã. Digitam de forma errada os nomes dos autores nos terminais e as buscas nunca são frutíferas. Confundem o Espinosa, de García Roza, com o Spinosa da ética aos geômetras; confudem Sócrates, de Estagira, com o meio campo que veio de Ribeirão Preto…

House arrasta a perna de livraria em livraria. Pergunta por um título, soletra o nome do autor, ministra uma pequena aula sobre a diferença entre as edições lançadas, mas nada.

“Podemos encomendar, senhor…”

“Mas eu não quero encomendar. É pro Natal…”

“Mas todo ano tem Natal, senhor…”

“Humpf! Quanto tempo demora pra chegar?”

“Dez dias úteis, senhor”

“Dez dias?”

“Sim, dependemos da distribuidora”

“Vocês não têm internet, não? Já ouviu falar de Amazon?”

“Temos internet, sim. O senhor quer usar o cibercafé?”

“Você sabe o que acontece em dez dias?”

“O ano novo, senhor”

“Não… eu perguntei se você sabe o que se passa em dez dias. É muito tempo. Se alguém morre, em dez dias, a quantidade de microorganismos em seu corpo é capaz de…”

“Senhor, vai querer encomendar o livro?”

“Você já ouviu falar de Amazon, rapaz?”

“É nome ou sobrenome? O senhor sabe me dizer algum título que ele tenha escrito? Neste terminal, acho qualquer coisa…”

“Não, deixa pra lá. Pode me conseguir uma senha pro cibercafé?”

“Claro, senhor”

House apoiou a bengala na mesinha, entrou no site da Amazon e, do cibercafé da livraria, fez o seu pedido. “É por isso que eu prefiro diagnóstico à distância”, resmungou.

para rir e para sorrir

1.

Sabe por que o bispo dom Luiz Cappio encerrou a sua greve de fome, em protesto à transposição do rio São Francisco?

Porque Papai Noel só traz presente pra quem come tudo.

2.

A família do meia Cleber decidiu doar os órgãos do jogador que teve morte cerebral hoje, na Bahia. A doação vai beneficiar onze pessoas. Um time inteiro.

house fora da casinha

O doutor Gregory House anda trabalhando tanto que já confunde as coisas. Teve até mesmo que encarar alguns pacientes. Num deles, já atarantado, receitou asteróides em vez de esteróides.

jornalismo 2.0: em português!

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Em julho, disse por aqui que Mark Briggs acabara de lançar o livro Journalismo 2.0, com versão em PDF, de graça para baixar. Pois o Knight Center for Journalism in the Americas acaba de anunciar o lançamento das versões em espanhol e português do mesmo livro. A iniciativa democratiza ainda mais as boas e inteligentes reflexões de Briggs.

Em espanhol, a tradução e o prólogo são de Guillermo Franco, o competente editor de El Tiempo, da Colômbia.  A edição em português está a cargo do antenado Carlos Castilho.

Para baixar a versão em português, clique aqui.

manutenção…

Sim, porque não tenho tido muito trabalho, porque tenho gozado de muito tempo, porque tenho uma vida de nababo, este blog está às moscas… afff!

legião de guaxinins

Meus posts mais recentes queixam-se da exaustão, da fadiga, de poucas horas de sono e muitas olheiras.

Isso vai de norte a sul. Minha amiga Ana Prado, de Belém, reclamou pelo telefone e pelo blog. Outra amiga, Marcia Benetti, de Porto Alegre, foi além e também botou sua fotinho  no próprio blog. Arrasô!

PS – São quase duas da madrugada e ainda estou escrevendo parte de um texto intimado pela Adriana Amaral. Outro dia, ela também chorava as pitangas por causa da correria e do cansaço. Será que ela está dormindo agora? Ou será que vai se juntar à legião de guaxinins…?

espelho 2

Dormi um pouco mais esta noite. Apesar do calor senegalês que fez em Itajaí nesses dias.

Hoje, amanheceu com uma grossa chuva. Sem raios ou trovões. Só água. E quanta!

Acordei melhor, pelo que vi no espelho. Mas ainda estou – digamos – exausto

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espelho

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Hoje, acordei e não poderia ver outra imagem no espelho. William Waack teria tido inveja. Minhas olheiras são valas debaixo dos olhos. A barba por fazer e os cabelos despenteados deram um ar, digamos assim, de mendigo a este rostinho aqui.

Hoje é 10, dia 10, e ainda há muita coisa acumulada no horizonte dos compromissos.

Afff!!

a saudade em páginas. ou em bits

Marcelo Träsel anuncia o lançamento de um livro alusivo a um ano de ausência de Gabriel Pillar, seu amigo. A ação vem dos mais íntimos, que reuniram textos e fotos do rapaz que morreu trágica e inesperadamente em 2006.

Não, eu não conheci o Gabriel. Não posso dizer que conheça também o Träsel, só por blog ou por textos. Aliás, quem pode dizer que conhece alguém mesmo?… De qualquer forma, o livro é belíssimo, bem editado, caprichosamente gerado. Oferece retratos de Gabriel Pillar, um cara antenado, sensível, amado e admirado por muitos. A nice guy. Cool and smart. Deu vontade de conhecê-lo.

É a saudade dos amigos e parentes em papel, numa tiragem exclusivíssima de quinhentos exemplares. E como os organizadores sabem que Gabriel tinha mais amigos do que isso, quem quiser – como eu -, pode baixar a saudade na forma de bits.

Viva a saudade. Viva a amizade.

exaustos de plantão

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 Contagem regressiva para terminar o ano. O que significa que isso nos obriga a resolver as pendências até lá, ou antes disso. Por isso, ao meu redor e na blogosfera mais íntima – aquela dos amigos e chegados -, estão todos cansadíssimos, exaustos, estressados, zumbis…

Adriana Amaral até comete pequenos delírios, como esquecer chaves de mala dentro da mala fechada…

Marcia Benetti faz até um haikai. Você sabe, haikai é poesia de preguiçoso… ela está mais zen, zen energia…

Eu, bem, eu…zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

vamos à igreja?

A querida Ana me manda a notícia que saiu no G1: há 25 anos, funciona uma igreja “John Coltrane” em San Francisco.

Ok, você já ouviu falar que Eric Clapton é Deus; que os solos de Hendrix eram demoníacos; que a voz de Billie Holiday te tirava do chão… pois se disserem que os solos de sax tenor de Coltrane eram divinos, isso não é lá exagero.

Na igreja de Coltrane, fundada por um malucão norte-americano, a teologia do jazz funciona. “Você é o que você ouve”. E se você ouve Coltrane, faz contato imediato com o cosmos, com o sagrado, com o místico.

Então, vamos à igreja?

Para se purificar, ouça sete vezes “My Favorite Things”; ouça oito vezes “A love supreme” e mais quatro ou cinco vezes “Central Park West”.

Amém.

mais colóquio de cibermedios

André Deak está deixando os arquivos em áudio das palestras e debates.

Para quem, como eu, está a milhares de quilômetros da pulsante e produtiva ciber-Salvador é o que há!