- Um verdadeiro radar sobre jornalismo: alltop
- Zé Renato Salatiel ensina o caminho das pedras quando o assunto é manual de redação na web
- Best online reporting – dica de Mindy McAdams
- André Deak lista um kit de ferramentas online indispensáveis para jornalistas
- Paul Bradshaw faz cinco perguntas para um outro estudante de jornalismo
- Jeff Jarvis e uma nova arquitetura da mídia
- Uso de blogs em pesquisa acadêmica: Orihuela posta
- Um coletivo multimídia: Garapa
- O futuro do jornalismo por Rosenthal Calmon Alves: DAndrea faz o resumo da ópera
Categoria: jornalismo
inovação no jornalismo: um evento
David Nordfors, pesquisador sênior da Universidade de Stanford, convida para a 5ª Conferência de Inovação no Jornalismo, que acontece de 21 a 23 de maio no campus de lá.
Um apanhado do programa é o seguinte:
-
‘THE ROLE OF MEDIA IN SOCIETY’
-
INNOVATION TRENDS
-
INNOVATION, INTELLECTUAL FREEDOM, INTERNET AND ITS IMPLICATION ON GLOBAL MEDIA ORGANIZATIONS
-
HOW CAN THE NEWS INDUSTRY SUCCEED IN THE INNOVATION ECONOMY?
-
ATTENTION WORKERS IN THE INNOVATION ECONOMY
-
HOW DO WE INNOVATE?
o futuro e o presente do jornalismo
“É possível que, antes de 2030, a maioria dos jornais já tenha migrado para a internet. No futuro, toda informação tende a ser eletrônica ou virtual. O período de transição, que já começamos a viver, deverá ser conturbado sob todos os aspectos”. A declaração é de Ethevaldo Siqueira, conhecido jornalista especializado em tecnologia que escreve semanalmente para O Estado de S. Paulo.
Se ET está certo ou não, se vai acertar o futuro dos jornais ou não, é cedo pra dizer. (leia o texto dele aqui, pelo atalho do Observatório da Imprensa). Enquanto o futuro mais longínquo não vem, André Deak lembra que amanhã, o futuro mais imediato, dia 30, tem a quarta rodada da Ciranda de Textos, a versão nacional para o Blog Carnival. Desta vez, o blog hospedeiro é o de Ceila Santos.
E se o seu caso é o de estudar o presente para pensar e ajudar a construir o futuro, Sergio Amadeu anuncia (pelo Twitter) que em junho a Faculdade Cásper Líbero abre inscrições para mestrado em Comunicação e Tecnologia…
twitter na educação e no jornalismo
Tenho testado o Twitter. Na verdade, mais experimentado do que propriamente testado. Bem informalmente. Ainda não usei jornalisticamente nem em sala de aula. Mas tem dois links que trazem boas análises e dicas:
Um post bem básico de TBarret destaca o Twitter como uma “teaching and learning tool”:
“In my opinion there is great potential in the use of Twitter to support teaching and learning. It is unique in this role because it is all about conversation on a larger scale. Not just instant messaging with one or two contacts or including a Skype call in your lesson, but speaking to a wider network of fellow professionals. Currently most users consider Twitter to be just a networking tool, this opinion was confirmed when I recently asked if it could be a teaching and learning tool. To make the transition into the classroom and having a direct influence on learning will take more people planning to use it and a growing weight of examples and successes to explore”
No ReadWriteWeb, Marshall Kirkpatrick conta que mudou de opinião sobre o Twitter e salienta ao menos quatro usos desse sistema no jornalismo.
Ainda quero usar o Twitter com alunos. Inclusive para quebrar alguns preconceitos que alguns têm. Acreditem: já ouvi aluno antenado dizer que o sistema é uma tremenda besteira. Não estou totalmente convencido disso. E tenho um pressentimento que ainda ouviremos muita coisa sobre o Twitter nos próximos tempos…
(A propósito, se quiser me encontrar por lá, vá por aqui)
andi lança livro no fnpj
Gerson Luiz Martins, presidente do Fórum Nacional de Professores em Jornalismo (FNPJ) e membro da Renoi informa:
“A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) realiza, na programação do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, o lançamento do livro “Políticas Públicas Sociais e os desafios para o jornalismo”. O evento acontece no dia 18 de abril, às 10h30, no auditório Piauí da Universidade Mackenzie com a palestra de um dos autores do livro, jornalista Eugênio Bucci. O livro tem ainda artigo do presidente do FNPJ, Gerson Luiz Martins; do repórter da TV Globo, Marcelo Canela; do professor da UnB, Luiz Gonzaga Motta e outros autores.A publicação insere-se no contexto do “InFormação – Programa de Cooperação para a Qualificação de Estudantes de Jornalismo”, que promove o aprimoramento da cobertura da agenda social pelas redações jornalísticas, a partir do acompanhamento sistemático das políticas públicas. O programa, lançado em 2006 pela ANDI, tem o apoio da Fundação W. K. Kellog e do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo.Útil para profissionais da comunicação, professores e estudantes de jornalismo, além de formuladores de políticas públicas, o livro, dividido em onze capítulos, contempla desde a questão da cobertura jornalística das políticas públicas sociais até o ensino do jornalismo e a agenda social.”
Custa 39,90.
A organização é de Guilherme Canela.
ainda o ensino de jornalismo
Carlos Castilho postou em seu Código Aberto uma análise bastante balanceada do atual momento vivido por professores e alunos de jornalismo: grande oferta de vagas nas escolas, procura catalisada por modismos profissionais, mudanças graves na forma de ver e fazer jornalismo e a queda no número de postos de trabalho para os recém-formados são alguns dos elementos levantados por Castilho para concluir:
“Os professores de jornalismo, e eu sou um deles, não tem alternativas senão mudar o sistema de ensino para ampliar o tempo dedicado à atividades criativas em grupo, dando aos alunos melhores condições de entrar no mercado de trabalho, seja em empresas seja como autônomo”.
Concordo que mudança em métodos de ensino sejam iminentes, incontornáveis e inevitáveis. Estamos alterando nossa postura em sala de aula, diante dos alunos e dos desafios técnicos e pedagógicos que se apresentam. Nossos alunos já chegam à escola com a possibilidade de acesso a um grau de informação muito maior que anos atrás. Nossos alunos já chegam à escola dominando máquinas, softwares e sistemas que antes eram restritos aos profissionais. Nossos alunos, muitas vezes, estão mais atualizados em termos de novas tecnologias do que supomos.
Professores de disciplinas técnicas precisam refletir sobre o que lhes sobra nessa história toda.
Professores de disciplinas teóricas precisam pensar sobre que tipo de peso e influência suas disciplinas terão na formação desse novo profissional.
Coordenadores pedagógicos devem olhar para o alunado não mais como uma massa amorfa e passiva, mas como elementos ativos que chegam – inclusive – a sinalizar por onde ir.
Coordenadores de curso precisam traçar estratágias de gestão e condução que coordenem evolução de métodos, dinamicidade nos processos, diálogo com os setores produtivos, inovação e experimentação, formação crítica e insistência na formação ética.
Aos alunos caberia o quê? Ora, continuar na marcha pela ocupação de um lugar menos passivo no processo de ensino e aprendizagem. Parece pouca coisa, mas só isso já ajuda a redimensionar a escola e o papel do professor nesse cenário. Perdoem o clichê, mas é uma revolução.
jornalismo online: princípios básicos (4)
A penúltima parte da série de cinco longos posts de Paul Bradshaw já está disponível. O jornalista britânico e um dos mais influentes na blogosfera de lá (e daqui) vem se dedicando desde fevereiro para sinalizar os princípios básicos do jornalismo online.
1. Brevidade. Leia aqui.
2. Adaptabilidade. Veja aqui.
3. Scanabilidade. Confira aqui.
4. Interatividade. Acesse aqui.
Com clareza e equilíbrio, os posts podem ser levados como curtas aulas dessa modalidade.
Não perca de vista!
ensino de jornalismo: reflexões
A dica é de António Granado, a partir de posts nos blogs de Mindy McAdams e Amy Gahran.
Vale a leitura, mas são mais preciosas as indagações que a gente se coloca após tudo isso.
Nada daquilo de que “lá é fácil dizer”.
Nada daquilo de que “isso é pros países desenvolvidos”.
Nada daquilo de que “ih! isso vai demorar”.
Também nada de aceitar posts como profecias miraculosas, dogmáticas.
Já disse outra vez aqui. É preciso sim repensar o ensino de jornalismo. No Brasil, partir de suas peculiaridades, dos muitos vícios que contaminam a nossa prática e formação. A partir da trajetória curta dessa profissão na ainda construtiva democracia.
A pensar, a pensar, a pensar…
twitter no jornalismo; estatísticas do twitter
Dois posts bem inteligentes sobre o Twitter me animaram no final desta noite:
(*) De posse de uma novidadezinha do Twitter que permite ver estatísticas do seu próprio domínio, Adriamaral faz conjecturas sobre as redes sociais formadas por esse sistema, e sobre as pistas que se pode colher sobre a própria identidade. É um post totalmente despretensioso, mas é uma aula praqueles que não sabem extrair informações e sentidos de números e gráficos. Adriamaral sabe e manda ver!
(*) Alex Primo, ao seu estilo de sempre, alfineta sobre os “estragos” que o Twitter pode fazer ao jornalismo, levando-o à sepultura. Será mesmo? Vá conferir.
o jornalismo investigativo já era?

The end of investigative era? é uma das chamadas de capa do mais recente número da British Journalism Review.
O sumário é o seguinte:
David Leigh – Time to climb out of the sewer
Ivor Gaber – The myth about Panorama
Roy Greenslade – People power
Joseph Harker – Ethnic balance: race against the tide
Chris Moss – Travel journalism: the road to nowhere
Bill Hagerty – Tony Hall: fighter pilot, enter stage left
Kevin Sutcliffe – Not guilty – but who?s to know?
Tom Whitwell – Rogue elephant: editing in cyberspace
Lauren Bravo – The devil wears Primark
John Knight – Last of the long goodbyes
E por aí vai… o melhor: no site da publicação é possível ler os textos na íntegra.
international symposiun on online journalism
Começa amanhã em Austin a 9ª edição do Simpósio Internacional sobre Jornalismo Online, uma promoção da Cátedra Knight de Jornalismo e da Cátedra Unesco de Comunicação da University of Texas, e que tem por trás o brasileiro Rosenthal Calmon Alves.
A programação vai até sábado, e resumidamente, envolve essas temáticas:
-
Newspapers in the Time of Cholera: A Healthy Prescription for an Ailing Industry
-
Hybrid Newsroom for the Digital Age: Journalists are reorganizing their routines, learning new skills and doing their best to work for multiplatform, multimedia operations. How are integrated newsrooms (i.e., print + digital) working so far?
-
Emerging Business Models: Traditional media are struggling to adapt their old business models to respond to the devastating effects of disruptive, digital technologies, while a new generation of media companies is creating fresh, innovative new models. Will those efforts result in profitable businesses that would finance journalism as it happened during the last century?
-
Communities: The old, passive audiences are increasingly becoming clusters of new, active communities that still read, listen and watch the media, but demand to be read, listened and watched. Engaging those communities has become high priority for the media, but are their efforts succeeding?
-
Multimedia and Interactivity: Faster Internet connections and cheaper network and storage space have paved the way to more video and audio and more database journalism projects on the Web. Are online journalists finally taking advantage of the multimedia and interactive capabilities of the Internet?
-
News Games: Video games have become serious games and started playing an increasingly important role in education and professional training. Can video games now become a more common tool to help journalists to tell the story?
-
All for One and One for All? A Spanish Experience of Research About Media Convergence
-
Managing the Production of Online Journalism
-
Social Networking and User-Generated Content
-
Citizen Producers, Bloggers and the Evolution of Journalism
-
Issues in Online Journalism Research
Como tenho que dar aula nesta sexta à noite e tenho compromissos familiares no sábado, vou acompanhar os debates e falações por quatro canais:
O site oficial do evento, aqui.
O blog do evento, que conta com nada mais, nada menos que 15 repórteres (!)
O blog e o Twitter do António Granado, que está lá e participa do simpósio.
Ah! Dá pra assistir por um canal de vídeo em tempo real também: aqui
Dois brasileiros estão entre os convidados das mesas, a professora Elisabeth Saad (USP) e o jornalista Fernando Rodrigues (Folha de S.Paulo).
contribuições ao seminário de jornalismo
Reproduzo notícia do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina
“As contribuições para os debates do II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico serão aceitas até 18 de março. O evento, marcado para Florianópolis, de 27 a 30 de março, juntamente com o I Seminário sobre o Conhecimento do Jornalismo, será consultivo. O objetivo é elaborar atualizações dos dois programas a serem encaminhadas para deliberação no XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas, no mês de agosto, em São Paulo.
Profissionais, professores, estudantes, Cursos de Jornalismo e Sindicatos de Jornalistas inscritos devem encaminhar suas propostas para o e-mail formacao@fenaj.org.br . Os documentos-base para os debates são:
Programa Nacional de Projetos de Estágio Acadêmico 2006
Programa de Qualidade de Ensino 2004
Os organizadores do evento solicitam que as contribuições a cada um dos programas sejam encaminhadas separadamente, que não ultrapassem cinco páginas cada uma e que sigam os formatos dos dois programas. Após o dia 18, as contribuições serão disponibilizadas no site da FENAJ para que os interessados possam analisá-las e imprimi-las”.
mais jornalismo em portugal
Jorge Pedro Sousa avisa que está no ar o site Teorização do Jornalismo em Portugal, uma iniciativa da Universidade Fernando Pessoa e da Fundação Fernando Pessoa.
Conforme explica o próprio Jorge Pedro, “trata-se da versão inicial e experimental do sítio de um projecto que estamos a desenvolver (…) e que visa recuperar o pensamento jornalístico português produzido até ao 25 de Abril de 1974. Pretendemos fazer do referido sítio uma espécie de biblioteca de resumos de livros sobre jornalismo publicados em Portugal, por autores portugueses, antes de 1974. Dos 350 livros que inventariámos em bibliotecas (primeira
fase do projecto), já temos fichas de leitura de cerca de 120, maioritariamente elaboradas pelos alunos de Ciências da Comunicação da UFP (sem dinheiro da FCT, não foi possível fazer as coisas de outra maneira). Também se encontram no sítio do projecto textos de interpretação, contexto e resultados”.
O projeto tem previsão de conclusão no ano que vem. Entre os pesquisadores envolvidos, está minha querida amiga Monica Delicato, brasileira que faz mestrado do outro lado do Atlântico.
efeito universal na força sindical
Se a Igreja Universal ficou ofendida com as reportagens da Folha de S.Paulo, agora é a vez do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que ameaça uma enxurrada de processos contra o jornal. Tudo porque a Folha trouxe matérias sobre repasses do Ministério do Trabalho à central sindical.
Se você não está entendendo, lembre-se que o ministro do Trabalho Carlos Lupi é presidente do PDT, mesmo partido de Paulinho da Força.
E se você não se lembra, recordo que o mesmo ministro foi pressionado a deixar o cargo pela Comissão de Ética do governo federal, já que era complicadíssimo manter-se presidente de um partido e ministro de estado. Deu no que deu. Ele não saiu da pasta, caiu o presidente da comissão de Ética – Marcílio Marques Moreira -, houve repasse de dim-dim par entidade de Paulinho e Paulinho, bravinho, ameaça vir com mil, dois mil processos pra cima da Folha.
Leia matéria aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u379159.shtml
A Fenaj reagiu contra a ofensiva da Universal. A Fenaj é filiada à Central Única dos Trabalhadores, que rivaliza com a Força Sindical no campo da representação classista no país. Meu bom senso me faz supor que a Fenaj vai bater na Força, agora. Será?
jornalismo online: princípios básicos (3)
Paul Bradshaw oferece a terceira parte de seus posts especiais sobre os princípios básicos do jornalismo online.
O primeiro foi Brevidade. Em seguida, veio o Adaptabilidade. Agora, o Scanabilidade.
um golpe contra a lei de imprensa
O Supremo Tribunal Federal concedeu liminar contra artigos essenciais da Lei de Imprensa. Com a medida – provisória até que o STF julgue o mérito da ação -, ficam suspensas penas de prisão por calúnia, injúria e difamação que tiveram como base a Lei de Imprensa (5250/67). O Código Penal já trata da matéria.
O STF deu liminar com base em ação do PDT, que – capitaneado pelo deputado, jornalista e ex-ministro das Comunicações Miro Teixeira – quer derrubar a lei como um todo. Segundo argumenta o PDT, a 5250 é inconstitucional.
(Para ler matéria do G1 sobre isso, clique aqui ou da Folha de S.Paulo, aqui)
(Para saber da medida, tim-tim por tim-tim, vá ao Consultor Jurídico)
(Quer ler a liminar? Leia aqui em pdf)
A lei é inconstitucional? É sim, em diversas partes, ainda mais quando trata da censura de espetáculos e diversões (um dos trechos atingidos pela liminar). A lei é de 1967, e é tida como um dos entulhos autoritários, aquela legislação que restou após a queda da ditadura militar em janeiro de 1985.
Diversos países não têm lei de imprensa, e em alguns – como nos Estados Unidos – é inclusive proibido legislar sobre a mídia, de forma a constrangê-la ou impedir o seu trabalho. Quem garante isso é a tal Primeira Emenda, que os americanos tanto arrotam nos filmes.
De qualquer forma, a liminar não é uma surpresa por três motivos:
1. Miro Teixeira e o PDT fizeram alarde no Congresso reunindo assinaturas para um pedido de revogação da 5250/67.
2. A lei é flagrantemente obsoleta, inconstitucional e inóqua, já que muitos juristas e cortes já nem mais a levavam a sério. Para processos do tipo, recorriam ao Código Penal, mais forte e sem contestação jurídica.
3. Nem a mídia, nem a sociedade defendiam mais a lei, o que abre largos flancos para a sua derrota.
Há décadas, tramitam no Congresso diversos substitutivos da 5250. O mais avançado – para se ter uma idéia é de 1992.
A liminar do STF vem num momento oportuníssimo de discussões acirradas na mídia brasileira. Dois embates de grandes proporções estão em campo: um que envolve a Igreja Universal do Reino de Deus e a Rede Record contra Folha de S.Paulo, Extra e A Tarde; e outro que mobiliza o jornalista Luís Nassif contra a poderosa Veja (aqui o estopim da história, um resumo do Código Aberto, e sua sequência, aqui).
O ano já começou, senhores!
jornalismo: 20 mudanças em 10 anos
Paul Bradshaw listou na Press Gazette dez grandes modificações no panorama jornalístico que aconteceram na última década. Há de se concordar com todas elas, mas há mais. Bradshaw se restringe aos câmbios de cultura provocados pelo avanço tecnológico. Mas a realidade é maior.
As mudanças enumeradas pelo jornalista britânico são:
-
From a lecture to a conversation
-
The rise of the amateur
-
Everyone’s a paperboy/girl now
-
Measurability
-
Hyperlocal, international
-
Multimedia
-
Really Simple Syndication
-
Maps
-
Databases
-
Just a click away
Ok, ok. Eu gostaria de adicionar mais dez:
-
A mídia está se tornando cada vez mais concentrada no mundo todo
-
Cresce o número de processos contra jornalistas, seja porque esta é uma nova modalidade de hostilização dos poderosos, seja porque as vítimas da mídia recorrem mais aos tribunais
-
Meios alternativos proliferam-se; alguns vingam, outros não. Ainda há instabilidade no mercado
-
Cada vez se paga menos por conteúdos oferecidos online
-
As mulheres invadiram as redações (bem como as escolas de comunicação, onde já são a maioria disparada dos alunos)
-
A categoria jornalística – ao menos no Brasil – está mais desmobilizada do que nos anos 70, 80 e 90
-
Explodiu o número de escolas de comunicação no país
-
Jornalistas em cargos de chefia ou coordenação tem se rendido aos critérios do campo da administração para conduzir seu trabalho (repetem como ventrílocos termos como reengenharia, inteligência emocional, tomada de decisão, endomarketing, market share…)
-
Os departamentos jurídicos são cada vez mais influentes e decisivos nas empresas jornalísticas, cabendo a eles – em muitos locais – a última palavra sobre publicar ou não a matéria
-
O politicamente correto não tornou o jornalismo um produto melhor que antes
E aí? Quem tem mais dez novidades?
fenaj lança nota contra igreja universal
A Federação Nacional dos Jornalistas lançou agora há pouco uma nota de repúdio à Igreja Universal do Reino de Deus e à Rede Record no episódio que já é uma das mais agudas perseguições à profissão no Brasil neste ano.
Para saber mais sobre a guerra entre a Universal e a mídia (leia-se jornal Extra, A Tarde e Folha de S.Paulo), acesse aqui (matéria de Elvira Lobato sobre a IURD), aqui (matéria sobre processos dos fiéis contra a mídia) e aqui (IURD desmente ações orquestradas).
Na segunda à noite, o jornalista Juca Kfouri fez um amplo desagravo à Elvira na mesa redonda que acontece semanalmente no canal ESPN Brasil. Juca apoiou a série de reportagens de Elvira e foi seguido em suas manifestações por outros jornalistas do mesmo programa, como João Palomino, Marcio Guedes e Fernando Calazans.
Durante a semana, surgiram outras manifestações de apoio às matérias investigativas dos jornais processados.
No portal Arca Universal, chamam a atenção duas notícias. Numa, de ontem, a matéria repercute a reportagem exibida no domingo sobre o “preconceito religioso” a que está sendo vítima a igreja. Na segunda matéria do portal, convocam o presidente da república, Lula, para abafar que esteja em curso uma série de atentados contra a liberdade de imprensa.
Reproduzo a nota da Fenaj abaixo:
“Nota Oficial Jornalistas repudiam intimidação da Universal A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos do país filiados à FENAJ repudiam, com veemência, a atitude da direção da Igreja Universal do Reino de Deus, que desencadeia campanha de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão.Também apelam aos Tribunais e ao Superior Tribunal de Justiça no sentido de alertá-los para ações que se multiplicam a fim de inibir o trabalho de jornalistas em todo o país. O acesso e a divulgação da informação garantem o sistema democrático, são direitos do cidadão, e o cerceamento de ambos constitui violação dos direitos humanos. A TV Record, controlada pela Universal, chegou ao extremo, inadmissível, de estampar no domingo, em cadeia nacional, a foto da jornalista Elvira Lobato, autora de uma matéria sobre a evolução patrimonial da Igreja, publicada na Folha de S.Paulo. Por esse motivo, Elvira responde a dezenas de ações propostas por fiéis e bispos em vários estados brasileiros. Trata-se de uma clara incitação à intolerância e do uso de um meio de comunicação social de modo frontalmente contrário aos princípios democráticos, ao debate civilizado e construtivo entre posições divergentes. O fato de expor a imagem da profissional em rede nacional de televisão, apontando-a como vilã no relacionamento com os fiéis, transfere para a Igreja a responsabilidade pela garantia da integridade moral e física da jornalista. A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos exigem que os responsáveis pela Igreja Universal intervenham para impedir qualquer tipo de manifestação de intolerância contra a jornalista. O episódio nos remete à perseguição religiosa, absurda e violenta, praticada por extremistas contra o escritor Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, e as charges de Maomé publicadas no jornal dinamarquês Jyllands-Posten. O jornalista Bruno Thys do jornal carioca Extra também é processado pela Universal em cinco cidades do Estado do Rio de Janeiro. O repórter Valmar Hupsel Filho, na capital baiana, já responde a pelo menos 36 ações ajuizadas em vários estados do Brasil, nenhuma delas em Salvador, sede do jornal A Tarde, onde trabalha. Há evidência de que essas ações, com termos idênticos, estão sendo elaboradas de forma centralizada, distribuídas e depois impetradas em locais distantes, para dificultar e prejudicar a defesa, além de aumentar o custo com as viagens dos jornalistas ou seus representantes. Encaminhados à Justiça com o nítido objetivo de intimidar jornalistas, em particular, e a imprensa, em geral, esses processos intranqüilizam e desestabilizam emocionalmente a vida dos profissionais e de seus familiares. Ao mesmo tempo, atentam claramente contra os princípios básicos da liberdade de expressão e manifestação do pensamento. Em um ambiente democrático e laico, é preciso compreender e aceitar posições antagônicas e, mais ainda, absorver as críticas contundentes, sem estimular reações de revanche ou mesmo de pura perseguição. Este episódio repete, com suas consideráveis diferenças, outras situações em que os meios de comunicação exorbitaram os fins para os quais foram criados. A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos sustentam que a imprensa não pode se confundir com partidos políticos, crenças religiosas ou visões particulares de mundo. Brasília, 20 de fevereiro de 2008. Diretoria da Federação Nacional dos JornalistasDiretoria do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Diretoria Sindicato dos Jornalistas da Bahia”
jornalismo online: princípios básicos (2)
Paul Bradshaw dá continuidade a sua série de posts que refletem sobre as mudanças que o jornalismo online está promovendo não só no consumo, mas na cozinha da coisa, afetando também os jornalistas. São, como ele mesmo escreveu, princípios básicos.
Se o primeiro capítulo foi a Brevidade, este de agora trata da Adaptabilidade dos profissionais aos novos cenários.
O post é longo, mas serve como uma aula. Para ler, pensar, contestar ou concordar. Mas não deixar passar em branco.
sobre comentários e sobre ferramentas
Dois comentários de RogerKW me fertilizaram a cabeça esta noite.
O primeiro se refere aos próprios comentários em sites de notícias, por exemplo.
RogerKW critica o fato de os administradores de um site de uma rádio AM de Brusque deixarem os comentários abertos nas notícias de polícia, o que estaria se transformando num festival de intolerância, truculência, reacionarismo.
“Eles deixaram os comentários abertos, senão ninguém participa. Reacionária a coisa por parte da própria população, mas tudo bem, até tem justificativas. Aqui, por exemplo, tem uma dessas matérias de polícia:
http://www.radiocidadeam.com.br/noticia.php?cod_noticia=1621
Bom, é só de curiosidade mesmo. Pior que essas coisas “povão” dão audiência pra caramba. Matéria de política mal tem acesso. De polícia, extrapola os comentários. O que é sensacionalista são as fotos dos caras presos e tal.”
Entendo a preocupação de RogerKW. Mas daria para ser diferente? Os administradores deveriam fechar o acesso? Não permitir a participação das pessoas na seção de polícia e sim nas demais? Como motivar a interatividade e o interesse em outras áreas?
Algumas respostas e perguntas pessoais e transitórias.
1. Sites e blogs não podem mais conviver sem o espaço para a participação popular. Seria um retrocesso. Permitir o comentário e fechar a leitura não é solução. Diversos sites optam por algumas formas de controle, seja moderando as mensagens, seja estabelecendo regras para os comentários – rechaçando ofensas, racismo e discriminação, seja ainda não permitindo o anonimato.
2. Sobre o anonimato, também concordo. Sou contra. Aliás, a própria Constituição veta essa prática. Na web, a coisa fica mais complicada porque o cidadão pode burlar o anonimato, inventando uma máscara, com dados fictícios. Não que isso fosse impossível antes. Claro que alguém poderia inventar endereço e nome e mandar cartas à mídia, detonando tudo e todos. Mas taí uma coisa que precisamos resolver: como lidar com a identidade e a identificação do público.
3. Uma pergunta capciosa: ao aumentarmos o rigor na identificação não iremos – de alguma forma – constranger ou reduzir a participação pública?
4. Como combater o conservadorismo, o ódio e a agressividade de alguns internautas? Nossa! Se eu tivesse a solução pra isso…
***
Um segundo comentário de RogerKW se refere aos posts que coloco aqui sobre blogueiros, professores e profissionais que martelam na tecla de ensinar a usar ferramentas e recursos.
“tu não acha que tem muita gente discutindo ferramenta em vez de discutir a profissão? Não sei (tenho essa impressão reforçada por lê-la), mas me parece que a preocupação é em educar os jornalistas a usar blogs, leitor de feeds, etc – o que é extremamente primário. Enfrentamos uma burocratização da profissão, queda de publicidade, enxugamento de redações e a web é uma coisa mutante”.
Eu penso que as coisas são diferentes, podem se complementar e não são excludentes.
Há espaço e leitores para os tecnófilos e para os mais reflexivos. Não se sobrepõem em importância. Mas temos que considerar que as realidades de Paul Bradshaw e Mindy McAdams são bem distintas das nossas. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a discussão sobre a profissão passa por outros caminhos. Falo tanto do ponto de vista classista quanto teórico.
De qualquer forma, não tenho dúvidas de que temos que acompanhar o que pensam e escrevem esses caras (e outros). E mais importante ainda: precisamos NÓS escrever, pensar, produzir e publicar conteúdos na blogosfera nacional que sirva aos usuários desta mesma blogosfera.
jornalismo e cineminha
Tive sorte. Com essa mensagem up, o blog Yo Tube Suerte faz trocadilho com o maior site de vídeos do mundo e ainda oferece uma série de coleçõezinhas legais.
Tem uma com os 100 melhores filmes sobre jornalismo.
Tá, lista é sempre pessoal e discutível, mas esta vale a pena dar uma olhadinha.
o fim do ancapital (2)
Dois blogs de experientes e influentes jornalistas do estado comentam (e criticam, e lamentam) o fim do ANCapital:
o fim do ancapital
Depois de comprar o concorrente A Notícia, o Grupo RBS – do Diário Catarinense e do Jornal de Santa Catarina – decidiu agora fechar o ANCapital, suplemento de A Notícia que circulava na Grande Florianópolis. O jornal deixa de circular amanhã, dia 1º de fevereiro.
Trabalhei em A Notícia entre 1998 e 1999. Em 1997, frilei por lá. Na época, o ANCapital não era um encarte, mas um “excarte”. O suplemento trazia o AN. Era importante para a região, o único que tratava de assuntos locais mesmo. Depois, a própria empresa medrou e jogou o jornal para dentro. Mais ainda: encurtou o AN, e tornou-o um tablóide.
Aí, veio a RBS e arrematou o concorrente, domesticando o mercado. (Para saber da história toda, siga o Jacques Mick)
A história do ANCapital termina amanhã. O sindicato e a Fenaj se apressaram a emitir nota. Veja:
“Contra o desemprego, contra o fechamento do AN Capital, contra o monopólio!
jornalismo 2.0: em português!

Em julho, disse por aqui que Mark Briggs acabara de lançar o livro Journalismo 2.0, com versão em PDF, de graça para baixar. Pois o Knight Center for Journalism in the Americas acaba de anunciar o lançamento das versões em espanhol e português do mesmo livro. A iniciativa democratiza ainda mais as boas e inteligentes reflexões de Briggs.
Em espanhol, a tradução e o prólogo são de Guillermo Franco, o competente editor de El Tiempo, da Colômbia. A edição em português está a cargo do antenado Carlos Castilho.
Para baixar a versão em português, clique aqui.
arquitetura do jornalismo online
![]()
“Uma escola não é um museu, e um cinema não é um restaurante. Se um jornal fosse um edifício, que tipo de construção ele seria?”
Quem pergunta e arrisca a resposta é Mindy McAdams. (com base em Jeffrey Zeldman)
de salvador a brusque (e vice-versa)
O que é uma frase certa nos ouvidos certos!
Ontem, postei aqui um punhado de trechos de falas do debate que tivemos sobre o papel e a importância dos observatórios de meios na democracia. A frase foi dita pelo professor Clóvis de Barros Filho, da ESPM e USP: “Essa história do saber prático que se dissemina no mercado jornalístico faz do professor de ética um ser bizarro”.
Dita aqui em Salvador, a frase ecoou em Brusque (SC). Rogério Kreidlow, jovem e angustiado jornalista, parte dela para construir um raciocínio sobre o mínimo esforço, a mentalidade tacanha reinante nas empresas jornalísticas e a busca de alternativas para a pequena mídia. Para ler e pensar.
notícia das alagoas
Minha amiga Rossana Gaia é quem manda…
“Conselho de Comunicação se autoconvoca para discutir extinção da Secom
Por solicitação do Sindicato dos Jornalistas e de outras entidades da área de comunicação, será realizada nesta quarta-feira uma reunião extraordinária do Conselho Estadual de Comunicação, para discutir entre outros assuntos a proposta de extinção da Secom, em elaboração pelo governo do Estado.
O projeto de extinção da Secretaria e sua transformação em agência encontra forte resistência não só das entidades de classe da área, mas de toda a imprensa alagoana e de representantes de outros poderes no Conselho Estadual. Um dos que já se declarou contrário foi o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Antônio Albuquerque.
“Se o governador Teotônio Vilela e o secretário Álvaro Machado (Gabinete Civil) tivessem a consideração de ouvir o Conselho, que é consultivo, saberiam que essa proposta não tem eco na sociedade e é prejudicial ao Estado”, disse o presidente do Sindjornal, Carlos Roberto Pereira.
De acordo com o jornalista, Vilela e Machado precisam encarar a Secom não apenas como um órgão administrador de verbas publicitárias e de divulgação dos atos do governo, mas como instrumento para a promoção de políticas públicas na área de comunicação. “A sociedade e a população não precisam de uma agência para fabricar release (matérias promocionais do governo). Precisam de uma Secretaria que seja forte, valorizada, dinâmica e invista em comunicação educativa, comunitária. É papel do poder público contribuir para o fortalecimento e a democratização da comunicação, não relegá-la a segundo plano ou ao papel de coadjuvante”, acrescentou.
Para o Sindjornal, a Rádio Educativa, a TVE e a Rádio Difusora, que passaram no início do ano a fazer parte da estrutura da Secom, deveriam estar cumprindo, junto com a Secretaria, o papel de canais alternativos, públicos e democráticos de comunicação, mas também não vêm sendo valorizados e recebendo investimentos do governo. Pelo contrário, denuncia a entidade, estão passando por um processo de precarização, inclusive com a contratação de pessoal sem concurso público, quando há concursados esperando por nomeação.
“Estamos com diversos ofícios do Instituto Zumbi dos Palmares onde o órgão solicita a nomeação de concursados. Nenhum pedido, no entanto, foi atendido pelo governador ou teve prosseguimento no Gabinete Civil”, afirma o presidente do Sindjornal. A situação, segundo ele, se repete na administração direta, onde jornalistas ocupam funções técnicas através de cargos comissionados, por serviços prestados ou desviados de função. Enquanto isso, há dezenas de profissionais aprovados em concurso público que não foram convocados. “O governo deveria dar exemplo, mas é o primeiro a descumprir a legislação”.
Essa situação também será abordada na reunião desta quarta do Conselho Estadual de Comunicação. Participam do Conselho, além do Sindicato dos Jornalistas, representantes do Sindicato dos Radialistas, da Associação Brasileira de Relações Públicas, das rádios comunitárias, dos publicitários, das empresas de comunicação, da Universidade Federal de Alagoas, da Assembléia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Instituto Zumbi dos Palmares e da Secretaria de Comunicação.
Esta será a primeira vez que o Conselho Estadual de Comunicação estará se reunindo no governo Téo Vilela. Diversas entidades reclamam que o governo tem desprestigiado esse fórum de discussão do Poder Executivo, que foi criado na gestão anterior e é pioneiro no Brasil. “Infelizmente, o governo tem desprestigiado não só o Conselho, mas os jornalistas e a imprensa como um todo”, lamenta Carlos Roberto.
O secretário Álvaro Machado tem dito que a extinção da Secom e sua transformação em agência de fomento não mudarão a estrutura de comunicação do Estado. Mas as entidades de classe discordam e acreditam que haverá não só uma diminuição estrutural, mas uma redução do papel do Estado nesse setor. “Se nada muda, porque então extinguir a Secretaria?”, questiona o Sindjornal.”
bibliografia de jornalismo online
A dica é de Mindy McAdams, mas a lista é de Paul Bradshaw. Uma lista dos 10 livros mais importantes sobre jornalismo online. Ok, ok, o próprio Bradshaw alerta que o TopTen virou TopSix, mas vale ao menos saber o que se considera – toda lista tem seu subjetivismo – relevante na produção em língua inglesa sobre o campo…
Para encurtar a história, os indicados pelo senior lecturer da Birgmingham City University são:
- Gatewatching by Axel Bruns
- Online News by Stuart Allan
- Online Journalism Ethics by Friend & Singer
- We Media by Dan Gillmor
- Journalism Online by Mike Ward
- Flash Journalism by Mindy McAdams
No Brasil, a bibliografia sobre jornalismo online ainda é restrita, mas crescente a cada ano. Penso que já temos condições de fazer uma TopTen com os títulos mais influentes e importantes. Quem se habilita?
PS – Por falar nisso, Beatriz Ribas e Marcos Palacios convidam para o lançamento de seu mais novo livro: Manual de Laboratório de Jornalismo na Internet. O evento acontece no sábado, 10, às 17 horas no Corredor da Vitória, em Salvador.

de onde vem a objetividade?

Francis Pisani, jornalista que mantém um blog sobre tecnologias no Le Monde – Transnets, responde à questão no site de Philippe Gammaire, o UniversMedias:
– A objetividade foi inventada. E pelos americanos! E pra ganhar mercado!
Ok, a gente já sabia disso. Mas vale a pena ler na íntegra aqui.
a salvação do jornalismo cão de guarda?
Kelly McBride, do Everyday Ethics – seção preciosa do Poynter -, se questiona esta semana se não são os serviços de informação sem fins lucrativos a salvação para o jornalismo cão de guarda. Essa expressão soa melhor em inglês mesmo: watchdog journalism. E aponta para repórteres e meios de comunicação que acompanham de perto os movimentos dos poderes, fiscalizando, denunciando e fazendo aquela essencial marcação cerrada.
A questão de Kelly nos parece um pouco alienígena aqui no Brasil. Afinal, não temos por aqui redações mantidas por generosas doações de bilionários, como a ProPublica, mencionada por Kelly. De qualquer forma, o assunto interessa a todos aqueles que vêem no jornalismo uma forma de contrapoder, de instrumento da sociedade frente aos poderes constituídos.
Por aqui, temos soluções como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e ONGs, como a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), que atuam junto aos profissionais, à academia, mas pouco ainda sensibilizam o empresariado e a sociedade como um todo. Claro que isso está condicionado ao tempo e à intensidade dos trabalhos destes atores, mas como seria interessante contar com iniciativas que viessem também das empresas e das elites…
(Para depois: esse assunto me faz lembrar do ótimo Watchdog Journalism in South America, de Silvio Waisbord. Fácil de encontrar na Amazon Books…)

