Quatro eventos internacionais sobre ética da comunicação

Agende-se porque as dicas abaixo valem muito a pena:

# 5º Congresso Internacional de Comunicação: Ética e Deontologia do Jornalismo no Espaço Lusófono
13 e 14 de novembro de 2018, em Coimbra, Portugal.
Deadline: 10 de setembro
Veja a chamada: aqui

# 5ª International Conference On Media Ethics
28 e 29 de março de 2019, em Sevilha, Espanha.
Deadline: 28 de fevereiro
Veja a chamada: aqui

# International Conference of Center for Journalism Ethics: Gender, Ethics, Journalism
29 de abril de 2019, em Madison, EUA
Mais informações em breve: aqui

# 20ª Annual Convention of the Media Ecology Association: Media Ethics – Human Ecology in a Connected World
27 a 30 de junho de 2019, em Toronto, Canadá.
Deadline: 1 de dezembro
Veja a chamada: aqui

Um exercício de generosidade na pós-graduação

É muito comum que disciplinas no mestrado e doutorado rendam artigos científicos para serem publicados em revistas acadêmicas e ponto final. É assim na área da Comunicação e em campos próximos, e a ideia é matar dois coelhos de uma só vez: o texto serve de instrumento de avaliação da matéria e incrementa a produção, cada vez mais cobrada.

Repeti essa fórmula diversas vezes, mas decidi arriscar mais no primeiro semestre deste ano: propus aos alunos da disciplina de Estudos Avançados em Ética Jornalística que não escrevessem artigos, mas se dedicassem a produzir verbetes para a Wikipedia!

O objetivo era incentivar a produção de novos conhecimentos e a disponibilização disso para um número maior de pessoas. Não é segredo pra ninguém que artigos científicos são muito pouco lidos e ficam praticamente confinados no restritíssimo círculo de pesquisadores. A Wikipedia, ao contrário, é extremamente acessível, muito popular entre os usuários mais jovens da internet e cada vez mais aceita como referência imediata pelas pessoas.

Minha ideia não é nada original. Aliás, me inspirei claramente no trabalho que o professor Ruy de Queiroz já realiza no Centro de Informática da UFPE e vem alimentando a Wikipedia com verbetes sobre inovação, tecnologia e sociedade. Já o meu amigo Carlos D’Andrea, que escreveu uma tese sobre a Wikipedia, nos forneceu detalhes preciosos sobre como ela funciona e como se organiza.

Para minha satisfação, a turma aceitou o desafio de imediato e produziu verbetes que ajudam a abastecer o conhecimento do Jornalismo e da Comunicação em nossa língua naquela enciclopédia. Ao fazer isso, mestrandos e doutorandos desceram da Torre de Marfim e precisaram adaptar as linguagens de seus textos para que pudessem ser absorvidos por um público muito mais amplo que o habitual. Também aprenderam a operar na plataforma de edição da Wikipedia, para além de enfrentarem conceitos muitas vezes complexos e ainda inéditos na versão lusófona da enciclopédia. Como os verbetes não levam assinatura, os pós-graduandos também demonstraram não só rigor científico e capacidade de adaptação de linguagem, mas também desapego e grande generosidade. Afinal, escapando da fogueira das vaidades acadêmicas, ofereceram suas contribuições de forma anônima para ampliar a inteligência coletiva internética, podendo ver seus verbetes serem atualizados, editados e acrescidos a qualquer momento e por outros autores…

O resultado pode ser conferido em verbetes como Credibilidade Jornalística,  Reportagem Investigativa, Legitimidade Jornalística, e Interesse do Público, por exemplo.

Na minha avaliação, foi uma ótima experiência! Na prática, meus queridos alunos responderam a três questões capitais: É possível ser generoso num ambiente competitivo como a pós-graduação? A universidade produz conhecimento para quem? E para quê?

Transparência: dois eventos em Berlim

A capital da Alemanha é também a capital mundial da transparência, pelo menos nesta semana quando dois eventos reúnem especialistas e pesquisadores do tema em diversas áreas do conhecimento. Transparência e Sociedade: entre a promessa e o perigo é o tema da Herrenhausen Conference, promovida pela Fundação Volkswagen, e que acontece de 12 a 14 de junho. O programa pode ser conferido aqui. E veja aqui no Twitter.

Na sequência, no dia 15, acontece a conferência Mídia e Transparência: uma perspectiva global, evento realizado pelo Instituto Erich-Brost de Jornalismo Internacional, ligado à Universidade Técnica de Dortmund. A reunião avança em discussões de um projeto internacional sobre accountability na mídia.

Estou em Berlim para a primeira atividade. É um mergulho nas muitas perspectivas de debate sobre a transparência. Uma pena não poder ficar para a segunda conferência… Mas se você se interessa pelo tema, o caminho das pedras e os nomes a buscar estão nos links acima…

Ética jornalística, uma edição especial

 

cover_issue_249_pt_PTA revista portuguesa Media & Jornalismo, editada pela Universidade Nova de Lisboa, acaba de publicar uma edição com um dossiê sobre ética jornalística, novos e velhos dilemas. O número foi editado por Carla Baptista e Alberto Arons de Carvalho e tem um sumário muito variado:

Reconstructing journalism ethics: disrupt, invent, collaborate – Stephen J. A. Ward
Novas responsabilidades do jornalismo face à liquidificação da profissão: fundamentos normativos, valores, formação – Carlos Camponez
Regulação participada e regulação em parceria como resposta aos desafios da profissão – João Miranda
Direito e proteção à privacidade em códigos deontológicos de jornalismo – Rogério Christofoletti, Giulia Oliveira Gaia
A liberdade de consciência do jornalista precisa de proteção especifica a bem da independência no seu trabalho, do pluralismo e da democracia? – Otília Leitão
O lucro social e financeiro do jornalismo de investigação – Pedro Coelho, Marisa Torres da Silva
Tendências do jornalismo de investigação televisivo a partir do estudo de caso da reportagem da TVI “Segredo dos Deuses” – Carla Baptista
Debates da história: a evolução do conceito de objetividade em Umberto Eco – Marco Gomes
Jornalistas brasileiros no banco dos réus: enquadramentos de sentenças judiciais em ações de dano moral – Caetano Machado, Carlos Locatelli
O ethos do jornal O Globo e a campanha contra as fake news – Vivian Augustin Eichler, Janaína Kalsing, Ana Gruszynski
Fake news nas redes sociais online: propagação e reações à desinformação em busca de cliques – Caroline Delmazo, Jonas C. L. Valente
Journalism at the crossroads of the algorithmic turn – Francisco Rui Cádima
O jornalismo no contexto da Web Semântica – Bruno Viana
Dissimulacro-ressimulação: ensejos da cultura do ódio na era do Brasil pós-verdade – Paulo Quadros
Resenha do livro Radical Media Ethics, de Stephen J. Ward – Dairan Paul

Para baixar os artigos gratuitamente (ou a edição completa), vá por aqui: http://impactum-journals.uc.pt/mj/issue/view/249

A indústria jornalística quer discutir fake news

Jornais diários do interior de Santa Catarina realizam um evento sobre o tema em Florianópolis no próximo dia 24 de maio.

Mais informações em: http://adisc.com.br/mostra_destaque.php?id=174

Fake news: para entender

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Seminário de crítica de mídia em BH

Começa amanhã na PUC-Minas o Seminário de Crítica de Mídia, evento que vai até o dia 26. O seminário é promovido e realizado pelo Centro de Crítica de Mídia e a programação está carregada de bons temas e debates.

Darei uma passadinha por lá porque me encarregaram de palestrar sobre ética e crítica de mídia. Estou bastante ansioso para conversar com os colegas mineiros sobre o tema. Uma pena eu não poder ficar por mais tempo. Se você estiver por lá, não perca. Veja a programação:

Dia 24 de abril:
8h50: Conferência de abertura – Cinema e Sociedade, Diálogos Críticos, com Pablo Villaça
10h40: Conferência 2 – Crítica da Mídia: Cobertura do Futebol, com Cândido Henrique e Marcelo Carvalho
15h20: Conferência 3 – Ética e Crítica da Mídia, com Rogério Chistofoletti
17h10: Conferência 4 – Observatórios e Grupos de Pesquisa: Experiências de Crítica Midiática, com  Ercio Sena (CCM), Paula Simões (GRISLAB) e Daniela Lopes (MID)

Dia 25 de abril:
8h50: Conferência 5 – Luta por Reconhecimento e Crítica da Mídia, com Francisco Bosco
10h40: Conferência 6 – Rituais de Consumo Midiatizado, com Bruno Pompeu
15h20: Conferência 7 – Reflexividade no Cinema, com Alice Riff
17h10: Conferência 8 – Música e Memória: Construções Biográficas no Cinema e na Mídia, com Bruna Santos, Graziela Cruz e Mozahir Salomão Bruck

Dia 26 de abril:
8h50: Conferência 9 – Memória, consumo e práticas lúdicas: Cosplay, Medievalismo e Steampunk, com Mônica Ferrari
10h40: Conferência 10 – Semiótica Aplicada à Publicidade, com Clotilde Perez
15h20: Conferência 11 – Dinâmicas Identitárias nas Redes Sociais, com Beatriz Polivanov
17h10: Conferência 12 – Políticas do Streaming: Algoritmos e Curadoria Musical, com Rodrigo Fonseca

Mais informações:
http://ccm.fca.pucminas.br
https://www.facebook.com/ccmpucminas/
https://www.facebook.com/events/169104453789932/

Lula preso nas capas de jornais e revistas

Um dos episódios recentes mais tensos da política nacional teve um desfecho ontem à noite: Lula cumpriu o mandado de prisão e está em Curitiba. Veja como os jornais brasileiros e internacionais deram a notícia. E se ainda quiser ver como as principais revistas semanais brasileiras fizeram isso, leia meu texto no objETHOS.

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Uma revista explica fake news para jovens

A edição de abril da revista ITS, voltada ao público jovem em Santa Catarina, traz matéria de capa sobre as chamadas fake news. Em linguagem informal e com dicas úteis, a reportagem assinada por Lucas Inácio cumpre aquilo que muita gente fala como importante, mas não faz: incentivar a alfabetização digital e formar públicos mais críticos.

A ITS é uma publicação impressa, mas você também pode acessar a revista online aqui.

Fake news, um debate em Blumenau

A Furb promove um debate sobre fake news na próxima segunda-feira, dia 9.
Mais informações aqui.

Jornais celebram a “liberação da prisão” de Lula

As primeiras páginas dos jornais brasileiros desta quinta, 5 de abril de 2018.
Para ler e guardar.

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Risco e segurança para jornalistas: um curso

O Knight Center para Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas em Austin, em conjunto com a International Women’s Media Foundation (IWMF), estão oferecendo a partir de hoje um curso muito interessante e útil para jornalistas: Risco e Segurança no Jornalismo na América Latina: ações práticas para a autoproteção.
É online, dura cinco semanas, é grátis e em espanhol.
Mais detalhes aqui.

Sobre transparência no jornalismo: um exemplo

Quantos repórteres falam de suas relações com as fontes?
Quantos jornalistas avisam ao público de algum eventual conflito de interesses?
Transparência ainda é um tabu para muitos de nós…
Em um contundente texto para The Intercept Brasil, Glenn Greenwald mostra que esta não é só uma medida de coragem, mas de caráter.

A morte de Marielle nos jornais

Uma triste vitrine de um crime bárbaro, revoltante e inaceitável.

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Para saber mais sobre como o caso foi (e vem sendo) tratado pelos meios de comunicação, veja ainda os textos publicados no objETHOS.

Ética Jornalística, um curso

Começo hoje um curso para alunos de mestrado e doutorado sobre estudos avançados em ética jornalística. Esta é uma disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, e nas próximas 15 semanas, pretendo  enfrentar com meus companheiros de aula algumas questões que me parecem cruciais para se pensar a profissão atualmente: ética das redações e ética hacker; verdade, credibilidade e fake news; robôs, algoritmos e automação do jornalismo; privacidade, vigilância e transparência; direito ao esquecimento e vazamentos… esses são alguns dos tópicos que vamos perseguir com uma extensa bibliografia, e é claro que outros podem surgir inadvertidamente.

A turma já está fechada e estarei em excelente companhia. Como talvez o assunto interesse a você, leitor, deixo aqui o plano de ensino na esperança de atrair novos interlocutores. Se não de forma presencial e em sala de aula, que o diálogo se dê pelas muitas vias tecnológicas que temos hoje.

The Post mostra coragem seletiva no caso dos Pentagon Papers

The Post, o filme de Steven Spielberg sobre a divulgação de segredos dos Estados Unidos sobre a guerra do Vietnã, já está em muitas salas de cinema e merece ser conferido. Não chega a ser um filme empolgante, nem mesmo para jornalistas.

A narrativa oscila em ritmo, não tem trilha sonora envolvente e algumas passagens são apressadas. Vez em quando, lá se vai o fio da meada, mas seguimos o baile.

A câmera é certeira, a reconstituição de época – entre o final dos 60 e começo dos 70 – é muito competente e o elenco é irrepreensível. Tom Hanks oferece um Ben Bradlee mal humorado e inquieto, bem distante da atuação carrancuda de Jason Robards em Todos os Homens do Presidente. Meryl Streep traz nuances singulares para Kay Graham, a hesitante e quebradiça dona do Washington Post. Bob Odenkirk esculpe o mítico repórter Ben Bagdikian com traços de implacável correção moral e jornalística. Apesar disso, há uma imensa (e invisível) casca de banana no meio do caminho: The Post deposita todo o heroísmo no colo do jornalismo, mas a história verdadeira é outra.

A trama do filme se concentra no vazamento de milhares de páginas de documentos ultrassecretos dos Estados Unidos que provam ingerência política de vários presidentes, conhecimento de que o país não venceria a guerra tão fácil, entre outros podres. The Post até mostra quem vazou os documentos e como. Um agente de informação copia 7 mil páginas de um longo estudo sobre a presença dos EUA na guerra e distribui partes para The New York Times e Washington Post. Esse denunciante tem nome: Daniel Ellsberg. E foi só por causa dele que o mundo veio a saber dos chamados Papéis do Pentágono. Sim! Foi ele que arriscou o pescoço por meses para transportar caixas e mais caixas de papéis – disfarçados das mais diversas formas – para fora de seus cofres para fazer xerox daquilo tudo.

Andy Greenberg tem um livro ótimo que retoma essa história e compara como são feitos os grandes vazamentos de informação na atualidade. Em poucos minutos, foi possível copiar centenas de milhares de documentos num CD regravável e que depois seriam vazados pelo WikiLeaks em novembro de 2010. Mas imaginem o que é xerocar 7 mil páginas confidenciais, retiradas furtivamente de empresas e órgãos de segurança nacional…

No filme de Spielberg, Ellsberg é apresentado como um sujeito lacônico, com olhar esquisito, jeito misterioso e com importância tão limitada que chega a desaparecer nela. Todos os louros são dados ao editor intransigente que quer levar os segredos ao público e à publisher, que descobre na liberdade de imprensa um corolário para justificar a função da empresa que herdou do marido.

É verdade que Bradlee e Graham se arriscaram bastante. The Post reserva várias cenas em que a coragem como valor republicano é enaltecida e celebrada. Mas o que indigna é que Spielberg mostra uma coragem seletiva, reservada apenas à empresa jornalística e não ao vazador. Ora! Quem deu o primeiro pontapé na bola?!

Tenho uma modesta explicação para isso, amigos.

Nos Estados Unidos, vazador tem um nome pomposo: whistleblower. Isto é, soprador de apito, aquele que berra para apontar um problema grande. A história mostra que esses denunciantes são motivados por valores públicos que os fazem desafiar poderes, correr riscos inimagináveis e a se sacrificarem para que a sociedade se beneficie com o teor de suas revelações. Julian Assange e seu Wikileaks são whistleblowers. Chelsea Manning e Edward Snowden também, bem como Daniel Ellsberg.

Por que, então, Spielberg fez a coragem de Ellsberg evaporar?

Por uma razão só: o Washington Post de hoje não é o mesmo da época retratada pelo cineasta. Hoje em dia, ele não pertence mais à família Graham, mas sim ao magnata Jeff Bezos, dono da Amazon. E embora o Washington Post de Bezos tenha se beneficiado muito com as revelações do whistleblower Edward Snowden, o jornal também defendeu em editorial que ele fosse julgado por espionagem (veja aqui). Sim, é isso mesmo: um jornal desse tamanho e importância voltando suas baterias contra a própria fonte de informação!

Então, o Washington Post atual não gosta muito whistleblowers. Nada melhor que apequenar a presença e importância de Daniel Ellsberg na trama. “Vamos dar um lugar a ele no enredo, mas não precisamos torná-lo um herói, não é mesmo, rapazes?”

Foi por birra, então?! Não só.

Por que Steven Spielberg contrariaria Jeff Bezos, que além de mandar em boa parte do varejo mundial também tem um influente serviço de streaming de TV por onde pode transmitir filmes do cineasta? Por que fechar uma janela que está cada vez mais escancarada?

PS – Não deixe de ler este texto de Rogério de Campos sobre a participação de Ben Bagdikian no episódio dos Pentagon Papers, e este, do Luiz Biajoni, sobre Phil Graham (e cia), o marido de Kate, a dona do Washington Post. Imperdíveis aulas de história.

PS 2 – Atualização de 27/03/18. Matéria da Agência France Press reproduzida no UOL informa que Steven Spielberg vai produzir uma série para o serviço de video streaming da Amazon. Eu não disse?

Fake news, uma entrevista

Conversei com o jornalista Marco Aurélio Gomes, da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e TV (Acaert), sobre notícias falsas e de como elas são perigosas. Não só para o jornalismo, mas para a própria democracia…

Ouça aqui.

A morte do reitor: um documentário

Já está disponível o documentário Em nome da inocência: justiça, de Sergio Giron, sobre a trágica morte de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor da UFSC.

Corajoso e contundente.

Jornalismo e Privacidade: evento!

É hoje e com transmissão pelo Twitter e Facebook.

Um estudo sobre a propriedade da mídia no Brasil

O coletivo Intervozes divulga na próxima semana os resultados de um mapeamento sobre os 50 maiores veículos de mídia do Brasil. Importante, essencial e estratégico para quem acredita na possibilidade de democratizar a comunicação no país.

A mídia e a morte do reitor da UFSC

A morte trágica do reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que aconteceu em 2 de outubro passado, me levou a escrever dois textos, ambos publicados no Observatório da Ética Jornalística (objETHOS):

Recomendo que se leia ainda Qual a responsabilidade dos repórteres no suicídio do reitor da UFSC?, do experiente e competente Carlos Wagner, e Anatomia de uma reputação midiática: um espetáculo de horror na televisão, de Maura Martins.

Precisamos debater os métodos das polícias, os critérios da justiça, os procedimentos do jornalismo e a sanha justiceira da sociedade…

Privacidade, sigilo e compartilhamento: um livro

O Observatório da Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom-USP) e o Instituto Palavra Aberta lançaram há pouco o livro “Privacidade, Sigilo e Compartilhamento”, que contém os textos apresentados num seminário de mesmo nome ocorrido em São Paulo em novembro do ano passado.

A obra é organizada pela professora Cristina Costa e reúne 22 textos em oito seções, que tratam de temas importantes como o direito ao esquecimento, controle e vigilância, intimidade e direito à expressão.

Com Ricardo José Torres, assino o capítulo “Orientações e inflexões sobre privacidade em manuais internacionais de ética jornalística“, que analisa como a privacidade aparece (se aparece?) em dez manuais de jornalismo internacionais nas três últimas décadas.

O livro pode ser lido online ou baixado gratuitamente em ePub ou PDF.

O golpe faz um ano!

Em 31 de agosto de 2016, cassavam Dilma Rousseff.

Muitos de nós sabíamos que não era legal, nem certo, nem o melhor. Muitos de nós avisamos.

O país de hoje é pior, muito pior que antes. Basta ver quem está no comando e que rumos tomamos.

Relembre como os jornais deram a notícia, no dia seguinte.

Uma saudação e um agradecimento

Os jornalistas de Santa Catarina elegeram ontem mais uma diretoria do seu sindicato. Mostraram que é necessário buscar unidade e fortalecimento da categoria. Ainda mais em tempos com notícias tão terríveis.
Parabéns aos eleitos!!! (Aderbal Joao Rosa Filho, Valci Zuculoto, Leonel Camasão, Mylene Margarida, Herminio Nunes, Fabio Bispo, Hilton Maurente, Gabriel Shiozawa Coelho, Michele de Mello, Rita Paulino, Fabiola de Souza, Tânia Machado de Andrade, Linete Braz Martins, Celso Vicenzi, Janine Koneski de Abreu e tantos outros bravos).
Agradeço aos votos que tive como candidato à comissão de ética. Será uma alegria e privilégio trabalhar ao lado de Sandra Werle, Ivan L Giacomelli, Marcos Bedin e Marli Vitali!
Viva o jornalismo e viva os jornalistas!

Porque sou candidato à comissão de ética do sindicato dos jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina vai renovar a sua comissão de ética e sou candidato a uma vaga. Por quê?

Sou professor de Legislação e Ética em Jornalismo e de Ética e Deontologia na Universidade Federal de Santa Catarina. Ética profissional é minha área de pesquisa há 18 anos e escrevi alguns livros e muitos artigos científicos sobre isso. É um tema que me interessa e que me preocupa. Tanto é que em 2009 ajudei a criar o Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), projeto que tem um site para discutir condutas e ações de jornalistas e veículos de mídia.

Mas a ética jornalística não é uma preocupação minha apenas no campo acadêmico. Acompanho a evolução da nossa profissão e os principais debates da categoria há vinte anos. Entre 2002 e 2004, fui vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas e, nessa função, conduzi eventos e outras realizações que tratavam disso.

Então, por essas razões, sinto que posso colaborar com a comissão de ética do nosso estado.

Acredito que um órgão como esse não deve ser só punitivo e disciplinar. A comissão de ética pode ter um papel mais educativo, que contribua para aperfeiçoarmos os nossos padrões éticos dentro e fora das redações. A comissão pode realizar e promover eventos, e produzir materiais de orientação e aconselhamento, por exemplo. Outras iniciativas podem fazer com que cresçamos enquanto categoria e nos aproximemos mais do que a sociedade espera. Sim, há muito o que fazer!

Estou pessoalmente motivado a trabalhar com outros colegas da comissão e gostaria de oferecer a minha contribuição. Trata-se de um trabalho voluntário, independente e não vinculado à diretoria, e sem qualquer remuneração.

Se você é filiado ao Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, não deixe de participar da eleição da diretoria nos dias 23 e 24 de agosto. Aproveite e escolha também os cinco membros da comissão de ética. Espero poder contar com a sua confiança. Se quiser saber mais da minha trajetória, acesse meu site.

Para mais informações sobre horários e locais de votação, acompanhe os informes da comissão eleitoral.

Que possamos lutar juntos e construir dias melhores para o nosso jornalismo.

A “vitória” de Temer nos jornais

Eu sei que é de embrulhar o estômago. Mas guarde as capas abaixo. Se não for por dever de ofício – como é o meu caso -, serve como registro histórico de tempos mais-e-mais sombrios…

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Jornalismo: uma notícia ruim e outra boa

A ruim: Buenos Aires Herald, o único jornal editado em inglês na Argentina, com 140 anos, e que foi um dos poucos a denunciar parte dos podres da ditadura naquele país, anunciou que vai fechar.
A boa: The Intercept Brasil completa um ano e que quer ir além.

GPSJor apresenta resultados de pesquisa

Uma guerra por dados na Europa

Editores de alguns dos principais meios de comunicação, como Le Figaro, Financial Times, El País e Frankfurter Allgemeine, não estão nada felizes com um acordo de privacidade de dados que está para ser implementado na União Europeia. Segundo se queixam, os termos dão muito poder aos gigantes da web, como Google, Apple, Microsoft e Mozilla, pois eles poderiam atuar como cancelas dos dados dos usuários. No centro da disputa, as regras de funcionamento e os consentimentos dos usuários sobre a coleta de seus dados durante a navegação. Embora os dentes estejam rangendo do outro lado do Atlântico, é importante ficarmos atentos…