Um seminário aberto de jornalismo

screenshot-2017-05-14-08-12-37Participo amanhã da abertura da sexta edição do Seminário Aberto de Jornalismo, promovido pela linha de pesquisa Linguagens e Práticas Jornalísticas do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos.

Divido a mesa com a professora Roselyne Ringoot, da Universidade de Grenoble (França). Vou tratar de crise do jornalismo e ética profissional. Mais informações aqui.

Fake news, jornalismo e democracia

As notícias falsas não são resultado do mau jornalismo. Elas sustentam os negócios da economia digital.
O argumento é de Aidan White, da Ethical Journalism Network. A ideia é bem interessante. Vejam:
“Este modelo encoraja um novo espírito empreendedor no mundo da informação, mas não um que favoreça a comunicação responsável e o jornalismo ético”. (…) “O desenvolvimento de modelos de negócios impulsionados por algoritmos que colocam cliques antes do conteúdo já drenaram o sangue da publicidade da indústria tradicional de mídia global e enfraqueceram a capacidade de jornalismo ético; esses negócios abriram a porta para uma nova cultura de comunicação em que a verdade e a honestidade são obscurecidas pela falsa notícia, intolerância e mentiras maliciosas. E também legitimaram a noção de política de fantasia que pode incentivar a ignorância, a incerteza e o medo na mente dos eleitores”.
A fala de White fortalece o raciocínio de que as fake news não ameaçam só o jornalismo, mas a própria democracia.

A greve geral nos jornais

Você pode ter cruzado os braços ou não, mas o fato é que a paralisação nacional de ontem, 28, mudou o seu dia. Temer minimiza, não dá recibo de que a chapa esquentou. Uma olhada nas primeiras páginas dos jornais traz pistas de como serão os próximos dias…

 
PS – O Diário Catarinense não deu nada na capa! Não tem texto, chamada ou foto… Isso é que viver numa realidade alternativa…

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Um blog a menos sobre a mídia britânica?

Roy Greenslade é um importante observador da imprensa britânica. Tem mais de 50 anos de jornalismo e há mais de uma década mantém um blog influente e certeiro. Como meus conhecimentos sobre a paisagem midiática inglesa são limitados, devo bastante à Greenslade sobre o que sei de lá. Acompanho seus textos há alguns anos e essa leitura foi determinante durante o escândalo dos grampos telefônicos do The News of The World, um verdadeiro terremoto sobre os jornais locais.

Acontece que Roy está fechando seu blog, o que é uma pena!

Ontem, 6, ele confirmou que vai escrever até o final do mês, que vai continuar a fazer análises – agora semanais – para jornais e que vai aumentar sua dedicação ao ensino universitário. Como eu disse, é uma pena, e eu estava habituado a lê-lo no The Guardian…

Num mini-balanço, Greenslade diz que quando começou a blogar sobre mídia, considerava-se um revolucionário. Hoje, depois das redes sociais, das muitas turbulências que chacoalham a indústria e das irreversíveis transformações culturais no consumo e produção de conteúdos, ele se considera um contra-revolucionário.

Ele acha que o futuro da mídia é digital, mas admite que talvez seja o caso de considerarmos que perderemos o que antes chamávamos de “grande mídia”. A pergunta que ele deixa ao final do post é das mais importantes para a sobrevivência dessa coisa: “Podemos realizar essa tarefa sem a escala e o alcance de uma mídia que, para o bem ou para o mal, é o locus da nossa conversa nacional?”

Capas de uma dor sem fronteiras

Eis algumas primeiras páginas de hoje, 30/11/16, um dia após o estarrecedor acidente aéreo que matou 71 pessoas na Colômbia… Registros da dor…

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Que tal uma agenda para a pesquisa em jornalismo no Brasil?

Fui convidado pelos organizadores do 14º Congresso da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo para falar sobre potências da pesquisa em novembro de 2016. Na mesa, estive com Danilo Rothberg, da Unesp, e com Josenildo Luiz Guerra, da UFS.

Deixei aqui no Medium um texto que sintetiza algumas das ideias que expus…

Ver no Medium.com

Crimes contra jornalistas: chega de impunidade!

Dia 2 de novembro é o Dia Internacional de Combate à Impunidade de Crimes contra Jornalistas. A data foi criada pela ONU em 2013, diante do aumento dos casos de violência contra esses profissionais e a cada vez mais comum impunidade.

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Quem sabe uma mídia independente em Floripa?

A iniciativa é do vereador Lino Peres e de um punhado de meios alternativos da cidade, interessados em discutir saídas e oportunidades.

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Quatro notícias sobre a crise do jornalismo

As más notícias sobre a indústria de notícias também chegam pelos jornais…

Jornalismo, localidade e vida comunitária

A revista Sobre Jornalismo/About Journalism/Sur Le Journalisme está com chamada de trabalhos aberta para uma edição especial sobre “Notícias Locais: sustentabilidade, participação e vida comunitária”.

A publicação é trilíngue (português, francês, inglês) e é dirigida por um consórcio internacional de pesquisadores que vêm fazendo um trabalho muito interessante na aproximação de universos acadêmicos.

São esperados textos de 30 mil a 50 mil caracteres com espaço até 30 de março de 2017. Sim, eu sei que parece longe, mas você sabe como o tempo voa…

Os coordenadores dessa edição especial são David Domingo (Université Libre de Bruxelles), Josep-Àngel Guimerà i Orts (Universitat Autònoma de Barcelona) e Andy Williams (Cardiff University).

A chamada completa está aqui:
http://surlejournalisme.com/wp-content/uploads/2016/10/Local-news_cfp_PT.pdf

Dois faróis para o nosso jornalismo

Se os dias são de trevas e de pessimismo na indústria jornalística, há sempre quem converta a preocupação em entusiasmo. E assim, constrói saídas, pensa soluções, indica caminhos. Entre os bravos dessa tribo tenho grande admiração e respeito por dois projetos, que – coincidência ou não! – escolheram o mesmo símbolo para figurar de brasão: um farol.

Me refiro ao Farol Jornalismo e ao Farol Reportagem.

logo-mini2O primeiro é um projeto de pesquisa, discussão, debate e empreendimento, sediado em Porto Alegre e movido pelos braços de Moreno Osório e Marcela Donini. Semanalmente, sempre no finalzinho da tarde de sexta, eles disparam a melhor newsletter brasileira sobre jornalismo, comunicação, convergência midiática e o que há de mais interessante e pulsante nessa área e seus entornos. Num clima sempre amistoso, sem perder a crítica e o discernimento, a dupla abastece seus leitores com as melhores fontes, os debates mais importantes e as novidades que ninguém pode perder nesse terreno. Não bastasse a newsletter, agora, eles também oferecem um canal com um precioso podcast.

Para assinar a newsletter, clique aqui. Para acessar o podcast, vá por aqui. Para apoiar a iniciativa, já sabe…

logofffffDe Florianópolis, pulsa outro facho de luz. O Farol Reportagem é um site que se dedica a dados públicos, transparência e direitos humanos, sempre com reportagens contundentes e relevantes para quem mora sobretudo na capital catarinense. Lúcio Lambranho é o jornalista por trás da máquina, e o site acaba de completar quatro meses de grandes serviços prestados à comunidade local. Uma proposta muito bem-vinda num mercado tão amarrado como o nosso, com ousadia milimétrica…

Considero o Farol Reportagem tão importante para esse momento da mídia local que me aproximei dele com uma proposta: contribuir para uma cobertura mais aprofundada das eleições municipais de 2016. Daí saiu o projeto Farol Eleitoral, que une o site e a minha turma de alunos da disciplina de Reportagem Especializada em Política. Ainda estamos no meio da parceria, mas os resultados já podem ser conferidos em grandes reportagens realizadas por jovens jornalistas.

Para acessar o site, vá por aqui. Para apoiar, clique aqui.

Se o tempo não é de sol claro, se as sombras da incerteza nublam o nosso olhar, por que não seguir as luzes desses faróis?

Mudanças no jornalismo, evento no Canadá

A 4ª edição do Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo (Mejor) já tem data e local definidos: vai acontecer de 3 a 6 de maio de 2017 na Université de Laval, em Quebec, Canadá.

O tema é “O jornalismo incapaz?  Projeto secular do jornalismo e contextos extremos”.

O encontro anterior do Mejor aconteceu em Florianópolis, na UFSC, e foi uma extraordinária ocasião para aproximar pesquisadores brasileiros, belgas, franceses e canadenses.

Mais informações aqui, na chamada de textos, que termina em 20 de outubro.

EBC leva mais um golpe

Um projeto verdadeiro de comunicação pública fica muito mais distante a partir de hoje, com a publicação da Medida Provisória 744, que afeta diretamente a governança da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A MP é assinada por Rodrigo Maia, presidente em exercício, e provoca três efeitos práticos que bombardeiam a comunicação pública. Primeiro: dá amplos poderes para o presidente da República exonerar o presidente da EBC. Temer tentou isso, mas a Justiça mandou voltar atrás. Segundo: tira qualquer participação da sociedade na cúpula da empresa, pois a MP extingue com o Conselho Curador. Terceiro: Temer coloca seus tentáculos na cumbuca, ao colocar cargos estratégicos nas mãos de Mendonça Filho e Marcelo Calero, aparelhando a diretoria.
Para quem pensa numa governança de mídia mais plural, equilibrada, diversa e participativa. Para quem pensa numa comunicação pública e não estatal… Taí!

Jornalismo, hackers, cypherpunks e Wikileaks: um debate

Já está disponível a íntegra do debate “A reconfiguração do jornalismo investigativo e a Influência do Hacktivismo, do Movimento Cypherpunks, e do Wikileaks”, que aconteceu no finalzinho de agosto em Recife. O evento foi uma promoção do Núcleo de Pesquisas em Tecnologia, Lei e Sociedade do Centro de Informática da UFPE. Foi muito bom discutir e refletir com a professora Carolina Dantas de Figueiredo (UFPE) e com o professor e jornalista Luiz Carlos Pinto (Unicap e Coletivo Marco Zero Conteúdo). Tivemos a mediação do professor Ruy de Queiroz (CIn/UFPE).

Impeachment de Dilma nos jornais

As primeiras páginas em 1º de setembro de 2016.

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O julgamento de Dilma nos jornais

Primeiras páginas de alguns dos principais diários do Brasil e do mundo no dia 30 de agosto de 2016, um dia após Dilma Rousseff ter ido ao Senado para seu interrogatório final.

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Lá se foi o repórter que convidava: “Vem comigo!”

Goulart de Andrade foi o primeiro jornalista que eu quis ser.
Ele morreu hoje, aos 83 anos.
Goulart de Andrade ainda é um pouco do jornalista que quero ser.

Não dá pra entender a estratégia da Band

Durante meses a fio a Band martelou o público com a divulgação do seu aplicativo. Com ele, seria possível acompanhar a programação da emissora em qualquer lugar, conectado com a internet por celular, tablet ou dispositivos móveis semelhantes. A jogada era simples: todas as emissoras de TV aberta (e fechada) percebem que a audiência está migrando paulatinamente (ou aceleradamente) para a web e aí, todos tentam reter os grãos de areia nas mãos.

No início desta semana, uma “matéria” do Jornal da Band comemorava que cinco milhões de pessoas têm acompanhado o telejornal que passou a ser transmitido em tempo real no Facebook. Uai! Mas e o aplicativo? Por que a Band está recheando a empada do Facebook se ela já oferecia pastel?

Dá a impressão de que a emissora está atirando para todos os lados, mas isso não é necessariamente acertado. Se você tem um aplicativo que serve de atalho para a sua audiência e também permite que você colha dados que ajudem a monitorar esse consumo, por que joga isso pro alto e adere a um monstro tentacular como Facebook, que controla toda a operação?

Apenas “porque todo o mundo está no Facebook”? É pouco, muito pouco. É suicida.

 

A Nobel tem mão quentinha

20160705_104225Eu tinha certeza de que iria me encontrar com Svetlana Aleksiévitch na Flip. Não havíamos combinado nada (quem dera!), mas eu tinha certeza. Por isso, onde quer que eu fosse, carregava comigo o exemplar de Vozes de Tchernóbil que me marejou os olhos tantas vezes.

No meio de um mar de gente que zanzava pelas ruelas de calçamento ancestral, avistei a jornalista que se notabilizou por contar histórias tristíssimas como a da tragédia nuclear de 1986 na Bielorússia. Svetlana andava com passos miúdos e olhar perdido nas fachadas das casinhas coloniais. Estava acompanhada por sua agente literária na Europa e por uma tradutora. Bendita tradutora!

Abordei Svetlana em inglês e ela me olhou desarvorada. Este idiota esqueceu de décadas de Guerra Fria! A gentil tradutora veio ao nosso socorro e construiu uma simpática ponte entre o Brasil e a Ucrânia, já que eu não sei dizer nem obrigado em russo…

Agradeci Svetlana por ter contado as histórias dos anônimos em Vozes de Tchernóbil. Suas sobrancelhas formaram um triângulo surpreso. Mencionei meu episódio favorito no livro, aquele do homem que deixa tudo na cidade evacuada, mas volta para levar consigo a porta de casa. Sobre ela velou o pai e nela marcou ao longo dos anos as fases de crescimento dos próprios filhos. A escritora sorriu e passou a falar com voz clara e olhos animados.

Eu disse que era professor de jornalismo e que desejava que meus alunos a lessem. Afetuosa, Svetlana disse algumas amabilidades. Apesar de se queixar de uma dor no trigêmeo – o incômodo nervo da face -, sorria e balançava a cabeça.

“Você não tem um livro para ela autografar?”, perguntou a tradutora. Saquei meu exemplar e tirei fotos com ela. Svetlana fez uma dedicatória, apertou minha mão e se foi com as amigas. Tinha a mão quentinha, e o cumprimento foi forte. Como a sua escrita.

Como o desmonte da comunicação pública afeta a TV UFSC?

É amanhã!13438963_10201769525995507_8573321705432805980_n

Venha discutir o desmonte da EBC

Cartaz EBC

Sobre Florianópolis e a inovação no jornalismo

Tenho uma visão preocupante e a ao mesmo tempo otimista quando o tema é jornalismo. Preocupante não apenas pela crise das empresas do setor, mas também pelas muitas mudanças culturais pelas quais a nossa profissão tem passado nas últimas três décadas. Otimista justamente pela potencialidade do que tais mudanças podem provocar em termos de aperfeiçoamento e correção de rotas.

Um post do Alexandre Gonçalves no seu Primeiro Digital acabou me provocando. Ele se pergunta “Por que Florianópolis não é a ‘capital da inovação’ do jornalismo?”. Ele menciona uma característica que a cidade e seu entorno exibem: uma indústria consolidada de tecnologia e seus recursos humanos altamente qualificados. E exorta que jornalistas, veículos e esse promissor e influente segmento econômico dialoguem, buscando formas inovadoras de apresentação de conteúdos e mesmo de modelo de negócio.

Para além do fetiche que a expressão “capital da inovação” causa por aqui – e pelo que conheço do Alexandre, ele foi irônico -, eu gostaria de apimentar mais as coisas, pois quando se trata de inovação, estamos falando não apenas da obssessão pelo novo, mas acima de tudo, pelo busca do diferente e do inconformado. A inovação é um processo, um conjunto de ações e esforços para não fazer do mesmo, na tentativa de fazer melhor. A inovação também ajuda a fertilizar uma cultura dinâmica de desapego, de empreendimento e – cuidado com o palavrão! – de risco.

As empresas jornalísticas e os profissionais da área estão dispostos a correr riscos? Quais? E suportariam quanto?

O Alexandre Gonçalves conhece melhor as empresas locais de tecnologia do que eu, mas alimento uma desconfiança de que esse setor não esteja assim tão aberto ao jornalismo. Isso implica em formar parcerias e elas só se forjam quando há interesse mútuos e cambiáveis. Neste sentido, será mesmo que a indústria tecnológica de Florianópolis precisa do jornalismo que aqui é produzido? Será que depende dele? Será que iria se beneficiar com ele e com seus profissionais?

Essa minha desconfiança se apoia na observação dos fatos. Os grandes monstros da tecnologia global têm se aproximado do jornalismo tão somente para vampirisá-lo. Facebook e Google fazem isso. Não porque se importem ou se interessem por jornalismo. Eles estão atrás de conteúdos que atraem usuários, que carregam consigo dados e mais dados. Facebook não é uma rede social, é uma empresa de dados. Google não é uma páginas amarelas da web, é uma empresa de dados. Jornalismo, mídia ou entretenimento têm mostrado nos últimos dois séculos que comportam em si condições de atrair a atenção das pessoas, e é dessa maneira que os grandes conglomerados tecnológicos mundiais veem. O jornalismo é uma oportunidade.

Numa escala bem menor – Florianópolis -, não seria o mesmo?

Agora, vamos inverter a equação. O jornalismo que se pratica por aqui depende de nova tecnologia? É dependente dela? Iria se beneficiar com ela e seus desdobramentos?

Não arrisco respostas fáceis. Minhas questões têm um propósito simples: colocar em xeque o fascínio que construímos em torno das soluções tecnológicas como se nossa existência e subsistência dependessem delas. Será mesmo? Não estaríamos nós transferindo a terceiros a necessidade de alcançarmos melhores patamares de apuração e apresentação de conteúdos, de interação com públicos, e de sustentabilidade financeira?

Sim, a cidade tem potenciais incríveis, é verdade. De um lado tem um pólo tecnológico inovador, atuante, produtivo e agressivo. De outro, a região oferece pelo menos quatro opções de formação superior em Comunicação, sem contar o único Doutorado em Jornalismo no país, e uma quantidade respeitável de veículos e profissionais na área. No meio disso tudo, há quem empreenda. É o caso do Barato de Floripa, do Desacato, do Estopim, do Maruim, do Catarinas, e do Farol Reportagem, que chega hoje à rede, sedento por fazer coisas. Essas iniciativas ainda não se consolidaram, mas estão erguendo pilares se não de inovação tecnológica, mas de oferta alternativa de informação. Há outros coletivos e empreendimentos surgindo e essa efervescência só melhora o ambiente de discussão, formulação e implantação.

Numa rede de pesquisadores em torno do projeto GPS-JOR, estamos mapeando o cenário, coletando dados e discutindo modelos de governança, formas de financiamento e arranjos produtivos que transcendam a imagem única e poderosa que se consolidou no mercado: a empresa. É possível pensar em jornalismo de qualidade e que seja sustentável, para além de como funciona uma empresa jornalística? Como isso pode ser feito? Quem ganharia com isso? Quem estaria conosco nessa? Afinal, isso também não é uma forma inovadora de se ver o jornalismo?

Transformações no jornalismo: quer que desenhe?

O pesquisador José García Avilés junta num único post oito infográficos que mostram de forma clara, contundente e direta as muitas mudanças pelas quais passa o jornalismo. É um ótimo exercício de síntese para uma equação complexa e dinâmica.

Trocando em miúdos: economia da atenção + crescimento constante das redes sociais como fonte de informação + redução do papel dos meios impressos + consequente reinvenção desses meios + explosão dos ganhos de publicidade dos gigantes da internet + preferência do mobile + retorno do “textão” + fortalecimento do vídeo na web.

Para ver na íntegra, clique aqui.

Vigilância global e os riscos para o jornalismo investigativo

O aumento e a sofisticação dos mecanismos de vigilância global colocam em perigo a privacidade como um direito individual e o jornalismo investigativo como uma engrenagem importante para a democracia. É o que conclui o artigo de Paul Lashmar, publicado na Journalism Practice no final de maio. Em “No more sources? The impact of Snowden’s revelations on journalists and their confidential sources”, o jornalista e acadêmico entrevista 12 repórteres investigativos que apontam os impactos do recrudescimento do Grande Irmão sobre a atividade daqueles que fiscalizam os poderes…

Mais informações aqui

ATUALIZAÇÃO: O próprio Paul Lashmar escreveu um artigo hoje pedindo mais supervisão das agências de inteligência para que não incorram na vigia dos jornalistas (e dos demais seres humanos)…

Ética jornalística, uma entrevista

Há anos, a Rádio Univali FM mantém um interessante programa de entrevistas na sua programação: o Viva Voz. Sempre comandado pela jornalista e professora Liza Lopes Correia e por um estudante de jornalismo, o programa aborda diversos temas da vida social. Em maio estive na universidade para uma palestra e passei pelos estúdios da rádio. A conversa, que teve ainda o acadêmico Lucas Rosa, tratou de ética no jornalismo e cobertura da crise política. Confira!

O golpe parlamentar nas capas dos jornais

Recorte e guarde. Para cobrar coerência depois.

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Vamos falar de imparcialidade da mídia no Brasil?

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a votação do impeachment em 7 capas de jornais

A história costuma guardar recortes de jornal. Alguns amarelam rapidamente, outros já nascem descolados da realidade. Neste domingo de justiçamento, selecionei sete primeiras páginas dos jornais brasileiros. Vamos ver amanhã!

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Jornalismo, crise, crítica e ética: um debate

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