Vem conversar comigo sobre o novo livro

Hoje (20/05), tem um bate-papo pela web sobre o livro A crise do jornalismo tem solução?, que estou lançando pela Estação das Letras e Cores. É às 16 horas – horário de Brasília – e de graça.

Aliás, quem participar, vai ganhar cupom de desconto na compra do livro.

As vagas são limitadas e a inscrição pode ser feita aqui.

A crise do jornalismo tem solução? está disponível em livro físico (aqui) e em versão ebook (aqui e aqui).

Vem!

Os protestos contra os cortes na educação nos jornais

Quem arrisca dizer quantos brasileiros saíram ontem às ruas para protestar contra os cortes do governo federal na educação? Olhar as primeiras páginas dos principais jornais brasileiros pode nos dar uma dimensão do tsunami…

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Jornalistas devem seguir regras para usar dados pessoais de terceiros?

Jacob Granger informa no Journalism.co.uk que repórteres e editores estão sendo chamados para discutir bases de um código de conduta para a profissão que leve em consideração o uso dos dados pessoais de fontes e envolvidos em matérias e reportagens. O documento tentaria reequilibrar privacidade e liberdade de imprensa, mas atualizaria também o terreno agora que estamos vivendo em pleno capitalismo de vigilância ou dataísmo, como gosta de chamar o Yuval Harari.

Sim, jornalistas precisam discutir isso.

A questão é por onde começamos.

Outra questão é até onde podemos ir…

A crise do jornalismo tem solução?

Estou lançando “A crise do jornalismo tem solução?”, livro editado pela Estação das Letras e Cores na coleção Interrogações. Nele, discuto temas como colapso do modelo de negócios, perda de credibilidade, crise ética, problemas de governança no jornalismo e por aí vai…

É um livro curto e voltado ao público geral. Na verdade, acredito que a crise do jornalismo não interessa só aos repórteres e aos donos dos veículos. Essa crise afeta a todos, pois todos são afetados pelas notícias de alguma maneira.

Ficou interessado e quer ter o livro?
Aqui, alguns caminhos:

> comprar direto na Editora Estação das Letras e Cores: versão impressa

> comprar na Amazon: e-book

> comprar na Kobo: e-book

> comprar na Barnes & Noble: e-book

E numa livraria perto de você!

Vamos pensar o tempo?

Logo depois do feriado do dia do trabalhador, vamos mergulhar numa jornada para discutir o tempo do nosso tempo.

A iniciativa é do filósofo André Barata, da Universidade de Beira Interior (Portugal), e do catedrático de filosofia moral e política, Juan Carlos Suárez Villegas, da Universidad de Sevilla (Espanha).

O programa é este aqui:

Dia 2 de maio

Olhares fenomenológicos para a compreensão do tempo no nosso tempo (Manhã, 10h30)

Irene Borges Duarte (Universidade de Évora)

César Moreno (Universidade de Sevilha)

Raquel Loio (Universidade da Beira Interior)

 

Escalas temporais no nosso presente e suas consequências ético-políticas: tempos psicológico, biográfico e geológico (Tarde, 15h30)

André Barata (Universidade da Beira Interior)

Ana Leonor Santos (Univerisdade da Beira Interior)

Davide Scarso (FCT/Universidade Nova de Lisboa)

 

Dia 3 de Maio

Olhares sociológicos e teórico políticos para a compreensão do tempo no nosso tempo (Manhã, 9h30)

Renato Miguel do Carmo (ISCTE, Lisboa)

Irene Viparelli (Universidade de Évora)

Paola Panarese (Sapienza, Università di Roma)

Regina Queirós (Universidade Nova de Lisboa)

 

O problema da comunicação na compreensão do tempo no nosso tempo (Tarde, 15h30)

Juan Carlos Suarez Villegas (Universidade de Sevilha)

Rogério Christofoletti (Universidade Federal de Santa Catarina)

João Canavilhas (Universidade da Beira Interior)

Meu novo livro está no prelo

Vem aí pela Estação das Letras e das Cores…
Logo, logo, teremos mais informações sobre pontos de venda para além do site da editora.
E, sim! Vai ter ebook!

Revista sobre qualidade no jornalismo, democracia e ética prorroga prazo

Os editores do número especial sobre qualidade no jornalismo, democracia e ética da revista Estudos em Jornalismo e Mídia informam que o prazo de recebimento de artigos se estendeu um pouquinho. O deadline era 30 de março, mas propostas serão recebidas até dia 7 de abril.

Estudos em Jornalismo e Mídia é o periódico científico do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGJOR). Ele circula desde 2004, é semestral, gratuito, indexado em importantes bases internacionais, e é classificado como uma revista B1 no Qualis/Capes.

O número especial está sendo organizado por Carlos Camponez, da Universidade de Coimbra, e eu.

Para ter acesso à chamada de textos, vá por aqui.

Oportunidades para pesquisar jornalismo

Há mais ou menos trinta anos, um velho jornalista fazia um convite sorridente: “vem comigo!”

E lá íamos nós no ombro dele para descobrir como as coisas funcionavam, como eram personagens invisíveis, e como a vida acontecia. Quero repetir o bordão do Goulart de Andrade com você que pretende pesquisar jornalismo num mestrado ou doutorado.

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, uma reconhecida escola que há 40 anos forma jornalistas e há mais de 10 forma mestres e doutores na área.

São três fases: análise de projeto e currículo, prova escrita e entrevista.

O prazo de inscrição vai até dia 17 de março, e os resultados finais devem sair no final de junho. Os detalhes podem ser conferidos no edital, e se eu fosse você, atentaria para duas dicas:

  1. Leia o edital com calma e atenção. As regras do jogo estão lá, inclusive os interesses de pesquisa dos possíveis orientadores de sua tese ou dissertação.
  2. Navegue pelo site do PPGJOR e conheça o programa. Pode ser a sua nova casa nos próximos anos…

Estou abrindo duas vagas para mestrado e duas para doutorado. Como o edital deixa bem claro, não preciso preencher todas elas, mas seria muito bom receber mais quatro pessoas dispostas a pesquisar ética jornalística, privacidade, transparência, media accountability, e crise no jornalismo. Atuo no Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), onde desenvolvo pesquisa e extensão com uma equipe incrível e altamente comprometida. E lá temos outros dois professores que podem orientar sua pesquisa. Fora dali, há outros grupos no mesmo programa de pós-graduação. Então, as oportunidades para pesquisar jornalismo são muitas!

Se você se interessou por alguma das temáticas com que trabalho ou se quer trabalhar com a gente no objETHOS, “vem comigo!”

 

 

Desinformação e eleições: uma publicação digital

A Artigo 19 acaba de lançar uma plataforma digital que junta reflexões e recomendações sobre desinformação, liberdade de expressão e eleições. A publicação digital traz ainda casos ocorridos na campanha eleitoral de 2018 no Brasil, episódios de ameaças a comunicadores, e entrevistas com especialistas. Entre os oito capítulos, um específico sobre WhatsApp…

Acesse aqui.

Comunicação e direitos humanos, uma cartilha

A Associação Henfil e a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Minas Gerais lançaram uma cartilha sobre comunicação e direitos humanos. A publicação é gratuita e pode ser baixada aqui.

Na cartilha, o leitor encontra textos sobre democracia, concentração dos meios de comunicação, fake news e a necessidade de democratização da comunicação. No final, há também um roteiro de oficinas para serem livremente replicadas e adaptadas para diversos contextos, para além dos Geraes…

Monitorando as mamatas no novo (?!) governo

E se tivéssemos uma forma de registrar e contabilizar falcatruas e otras cositas más do governo que acaba de completar um mês? O bom é que já temos!

Acabou a Mamata é um site que vem fazendo isso de maneira simples e bem humorada. Confere aqui!

PS – Claro que isso também é função do jornalismo. Por isso, se você acredita na democracia, acredita que tem direito a saber das coisas que te afetam, não deixe de seguir os bons exemplos de jornalismo crítico, responsável e compromissado. Há muitas iniciativas por aí!

Vamos discutir jornalismo e cobertura de desastres?

Na próxima segunda-feira, 4, acontece o Seminário Coberturas Informativas de Desastres, iniciativa do Instituto Universitario para el Desarollo Social Sustenible (INDESS) da Universidad de Cádiz. Estarei com as professoras Marcia Franz Amaral e Esther Puertas, e os professores Carlos Lozano Ascensio e Jose Antonio Aparicio. O evento acontece em Jerez de La Frontera, na Espanha.

Mais detalhes aqui e no vídeo abaixo:

Uma série brasileira sobre jornalismo, ética e poder

Contracapa mostra uma equipe de jornalistas de um jornal impresso enfrentando situações de risco ao investigar um esquema de corrupção no Brasil. A série tem 12 episódios e estreou no dia 21 de janeiro na TV Brasil e TV Educativa Paranaense. Com criação de Rafael Waltrick, direção geral de Guto Pasko e produção de Andréia Kaláboa, Contracapa deve ter uma segunda temporada, informa a GP7 Cinema.

Uma newsletter sobre lei de acesso à informação

O Fiquem Sabendo, projeto independente com objetivo de revelar informações de interesse social e que o poder público não divulga, acaba de lançar a primeira newsletter nacional especializada em Lei de Acesso à Informação (LAI). A newsletter se chama Don’t LAI to Me, é quinzenal, de graça, e “tem tem como objetivo criar uma rede para fomentar a transparência pública e o controle social”.

Nela, notícias, exemplos de reportagens feitas com base na lei de acesso e dicas preciosas para QUALQUER UM usar seu direito e solicitar informações de caráter público na sua cidade, estado ou mesmo em órgãos federais.

Esta é mais uma iniciativa jornalística, mas que marca uma nova fase do projeto. Se o Fiquem Sabendo foi criado para ser um portal de notícias sobre temas como transparência e direito à informação, agora, ele passa a ser uma agência de dados, conforme explica Maria Vitória Ramos. Aliás, a Fiquem Sabendo é ela, Léo Arcoverde, Luiz Fernando Toledo e Matheus Moreira, jovens repórteres com experiência em farejar histórias por trás de dados opacos e escondidos.

Em tempos que prometem ser sombrios para a sociedade, com ocultação de informações e um perverso ambiente de negação do jornalismo profissional e de propagação de desinformação, vale muito a pena assinar a Don’t LAI to Me. Por aqui, por favor!

Cresce violência contra jornalistas no Brasil

Relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), lançado na última sexta-feira (18), revela que as agressões contra jornalistas cresceram 36,36% em 2018 em comparação ao ano anterior. Foram registradas 135 ocorrências que vitimaram 227 profissionais no Brasil. A greve dos caminhoneiros e transportadoras e as eleições ajudaram a aumentar a violência contra a categoria.

O relatório completo pode ser conferido aqui.

Uma resenha sobre o novo livro de Stephen J. Ward

No ano passado, li o mais recente livro de Stephen J. Ward – Disrupting Journalism Ethics – e minha resenha acaba de ser publicada na revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Posjor/UFSC. O livro reúne algumas das principais ideais desse que é um dos autores mais influentes da ética da comunicação. A resenha está aqui.

A edição da EJM traz também artigos sobre diversidade, produção e recepção, e vale a pena ser consultada. Por aqui, por favor.

Conferência sobre ética na mídia recebe artigos até 28/02

Pesquisadores têm pouco mais de um mês para encaminhar suas propostas de comunicação científica para a 5ª International Conference On Media Ethics, que acontece em Sevilha, em 28 e 29 de março. São 9 eixos temáticos: Autorregulação e deontologia; Cidadania ativa e mídia; Proteção de grupos vulneráveis; Igualdade de gênero e comunicação; Ética na arte e na mídia; Publicidade e Relações Públicas; Media Accountability; Teorias da Comunicação e implicações éticas; Estudos sobre Rádio e TV.

O prazo para recebimento vai até 28 de fevereiro, e são aceitas propostas em português, inglês e espanhol.

A chamada pode ser conferida aqui.

Mais informações em: https://congreso.us.es/mediaethics/

A posse de Bolsonaro nos jornais

Estas são as primeiras páginas dos jornais de hoje, 2 de janeiro, e elas ilustram em maior ou menor grau o alto adesismo ao governo que começa. Vamos ver até quando dura essa lua-de-mel.

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Mais 10 assuntos de jornalismo para se falar em 2019

O jornalista Alexandre Gonçalves se queixou outro dia que só falamos sobre fake news nos últimos tempos, e que era preciso virar o disco. Não contente, listou 10 assuntos sobre jornalismo, jornalistas e marketing digital para se falar em 2019.

Aceito a provocação porque discordo: penso que ainda é cedo para estarmos cansados do assunto. Precisamos discutir, entender e pensar mais sobre o tema das notícias falsas e da desinformação. E precisamos debater e falar mais e mais e mais sobre jornalismo. Por isso, lanço outras 10 questões de jornalismo para o próximo ano:

Fake news e legado para as redações
Sim, tivemos uma campanha atípica, bastante assimétrica e surpreendente, altamente contaminada por fatores externos, humanos ou robotizados. As verdades ficaram para trás e muita gente foi enganada, manipulada e desorientada. Por isso, precisamos saber o que aprendemos sobre as fake news com as eleições de 2018 e podemos evitar em 2019…

Armas contra as notícias falsas
Que arsenal as redações têm para combater a desinformação na atualidade? Podemos combater as fake news ou vamos ser enredados novamente por elas?

Pautas-bomba e cortinas de fumaça
Parte expressiva dos governantes e parlamentares a assumir em janeiro tem recorrido a boatos, informações enviesadas e polêmicas midiáticas para impor seu discurso no debate público. Os jornalistas conseguirão desviar dessas cascas de banana e assumir seus papéis de fiscalizadores dos poderes?

Spotlights
O jornalismo investigativo é raquítico ainda nas mídias estaduais e locais. O que se pode fazer para criar iniciativas que se dediquem ao jornalismo de grande fôlego e de alto impacto na vida pública? Podemos sonhar com equipes especializadas em jornais de porte médio, por exemplo?

Diversidade no colunismo
O colunismo político está dominado por titulares que expressam o pensamento conservador e parece altamente comprometido com pautas do centro e da direita. A maior parte dos colunistas é homem, mais velho, branco, heterossexual e pertencente a elites intelectuais ou financeiras. Teremos em 2019 um colunismo político mais plural?

Robôs e outras traquitanas
Redações médias e pequenas vão utilizar recursos tecnológicos dotados de inteligência artificial para auxiliarem seu trabalho cotidiano? Vão automatizar sistemas que aperfeiçoem o jornalismo? Que tal usar IA para identificar fake news e frear sua disseminação?

Independência
É visível hoje o comprometimento editorial de algumas seções ou temáticas de cobertura. Será possível para 2019 esperarmos um jornalismo econômico menos refém das pautas do grande capital? Conseguiremos oferecer reportagens sobre tecnologias que não sejam meramente bajuladoras das empresas do setor? Teremos um jornalismo de turismo e viagem que seja crítico e independente?

Verbas públicas e jornalismo
Recentemente, em Florianópolis, foi lançada uma frente parlamentar para discutir a democratização da comunicação na cidade. Promete mexer no vespeiro. Será que finalmente vamos rediscutir a distribuição de verbas públicas publicitárias?

Financiamento dos pequenos
Se conseguirmos mexer no vespeiro das verbas públicas para publicidade, os empreendimentos locais independentes conseguirão mostrar-se competitivos ou “merecedores” desses recursos?

Mais jornalismo na veia
Com novos governos e novos cenários, o jornalismo terá a oportunidade de renovar seus compromissos com seus públicos. Teremos a oportunidade de injetar doses mais generosas (e necessárias) de jornalismo na veia da sociedade. Já pensou na quantidade absurda de oportunidades para grandes investigações que teremos em 2019?

Mais um livro sobre a crise do jornalismo

Estou ausente por aqui porque ando mergulhado na escrita de um livro, que tem como título provisório A crise do jornalismo tem solução?

Nele, discuto aspectos financeiros, de credibilidade, relevância, governança e ética na profissão. Discuto a crise pela perspectiva brasileira, mas dialogo com autores internacionais e analiso movimentos em outros países…

Enfim, é um livro modesto e que vai integrar uma coleção recém-lançada por uma editora paulista. A sair nos primeiros meses de 2019. E é tudo o que posso dizer por enquanto. Torçam para que eu chegue logo ao ponto final…

Precisamos de mais redes de afeto

Na semana passada, lançamos em Coimbra a Rede Lusófona pela Qualidade da Informação. “Lançar uma rede” é uma expressão recheada de significados aqui e isso tem a ver com o próprio ato do pescador que desafia a madrugada em busca de sustento. No fundo, esse é um gesto de esperança, de quem deseja colher bons frutos.

Foi um dia especial aquele, e na saída, a tarde se despedia no Pátio das Escolas, no coração de uma das universidades mais antigas do Ocidente. Falei por alguns minutos na cerimônia de criação da RLQI, representando os signatários, e foi mais ou menos assim:

Ao cumprimentar o Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra, estendo a saudação às demais autoridades, aos signatários desta rede e ao público presente.

Agradecemos a acolhida da Universidade de Coimbra nesses dias e, em especial, ao professor Carlos Camponez, por seu entusiasmo e profissionalismo, o que resultou na ampla articulação desta Rede Lusófona pela Qualidade da Informação.

Estamos felizes!

Não porque o congresso esteja terminando, mas porque este é um momento muito especial.

Um certo português escreveu certa vez que “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”. Sim, a Rede Lusófona pela Qualidade da Informação surge e ela é fruto de sonhos, mas sabemos bem que teremos que trabalhar muito para que ela se torne realidade. O português que escreveu esse verso era muitas pessoas, e ele disse também que “o mesmo mar que separa, une”.

Somos uma rede unida pelo mar, mas não somos uma rede de territórios, de países, de mapas. Somos uma rede unida por algo mais poderoso ainda: a língua portuguesa. Não se pode prender, acabar ou fazer desaparecer uma língua. Ela habita o nosso interior e ajuda a constituir os sujeitos. “A língua é minha pátria”, escreveu mais uma vez aquele português.

A Rede Lusófona pela Qualidade da Informação surge hoje, dia 14 de novembro de 2018. Amanhã é dia 15, e no meu país, o Brasil, se comemora o Dia da Proclamação da República. Muitos colegas vieram nos últimos dias conversar comigo, preocupados com os rumos do Brasil, depois dos resultados das eleições. Eles perguntavam sobre o país e eu tampouco sei explicar o que se passa por lá. E o que é pior, se num futuro breve, teremos república, teremos Brasil…

Temos cada vez mais claro que as eleições deste ano foram atípicas, e que foram contaminadas por notícias falsas, por um sistema sofisticado de desinformação, típico do que estamos chamando mais recentemente de pós-verdade. Neste contexto, é muito oportuno criar uma Rede Lusófona pela Qualidade da Informação, afinal, os meus colegas não estão preocupados apenas com o Brasil, mas com a democracia como um todo. Estão também preocupados com o jornalismo, isso que ajuda as pessoas informadas a tomar decisões pequenas e grandes.

Sim, uma Rede Lusófona pela Qualidade da Informação tem muito a fazer.

Mas uma rede como essa salva a democracia? Não.

Salva o jornalismo? Também não.

Mas por outro lado, vamos ficar parados e calados? Claro que não.

Este é um tempo difícil, e é cada vez mais necessário criar redes de cooperação, elos de trabalho, vínculos coletivos. Precisamos de redes de afeto, de respeito e de conhecimento.

Uma rede é feita de nós, e precisamos fortalecer esses laços. Precisamos tramar novas redes, de afetos e trabalho, e assim, desafiar o mar revolto.

Estamos felizes sim. Muito obrigado!

Qualidade no Jornalismo, democracia e ética: uma revista

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, da Universidade Federal de Santa Catarina, está com chamada de textos aberta para um número especial sobre qualidade no jornalismo, democracia e ética.

A data final de envio de artigos é 30 de março e a edição deve sair no segundo semestre de 2019.

Aceitam-se textos em português, espanhol e inglês. A revista é eletrônica, semestral, aberta, com sistema de double blind review e é avaliada como uma B1 no sistema Qualis/Capes.

Mais informações aqui.

Vem aí uma rede lusófona pela qualidade da informação

Nos dias 13 e 14 próximos estarei em Coimbra para o Congresso Internacional Ética e Deontologia do Jornalismo no Espaço Lusófono, um evento que vai apresentar as mais atuais pesquisas científicas na área entre os países que falam português e que vai lançar oficialmente a Rede Lusófona de Qualidade da Informação (RLQI).

A rede vai integrar membros acadêmicos e profissionais dos nove países da comunidade em língua portuguesa para fazer pesquisas internacionais, para fomentar debates e produzir materiais que contribuam para o aumento da qualidade na área.

Para acompanhar, siga por aqui.

Mais 10 iniciativas jornalísticas que merecem seu apoio

A Ponte, um dos projetos jornalísticos mais consistentes para cobertura de segurança pública, violência e direitos humanos, publicou outro dia uma lista com 10 iniciativas jornalísticas que merecem o apoio das audiências. A lista é muito boa e chama a nossa atenção para a necessidade de fortalecermos o jornalismo neste momento tão confuso e sombrio da história brasileira.

>>>> Sim, é necessário apostar no jornalismo profissional.

>>>> Sim, é preciso dar suporte ao jornalismo comprometido com valores democráticos e direitos humanos.

>>>> Sim, é urgente não apenas dar likes e compartilhar seus conteúdos, mas sobretudo ajudar a pagar as contas de meios e jornalistas que fazem isso.

Não é caridade. É necessidade. Necessidade de poder contar com gente corajosa e competente buscando narrar o nosso tempo, desmascarar mentiras e nos ajudar a entender melhor o mundo e o momento.

A lista da ponte é tão boa que fiquei entusiasmado para enumerar mais 10 projetos jornalísticos:

Brio

Nexo

The Intercept Brasil

Farol Jornalismo

Catarinas

Maruim

VoltData Lab

Revista Capitolina

Desacato

Fluxo

10 livros necessários sobre ética jornalística

Em março deste ano, o Brio Hunter me pediu uma lista de obras essenciais sobre ética jornalística. Fiz e eles publicaram. Como nas últimas semanas outras pessoas me perguntaram a mesma coisa, repito por aqui.

>>> Lembrando: toda lista é incompleta e tem forte impacto das idiossincrasias de seu autor. Portanto, se você quiser sugerir outros 10 livros, use a caixa de comentários! 😉

Os elementos do jornalismo – Bill Kovach e Tom Rosenstiel
Em linguagem clara e acessível, os autores listam 9 fatores fundamentais para o exercício dos jornalistas, e cravam uma definição muito certeira para a nossa profissão: jornalismo é uma disciplina da verificação. Em tempos de fake news, nada mais atual.
O jornalista e o assassino – Janet Malcom
Como deve ser a relação entre jornalistas e fontes? Somos honestos com elas? Essas questões delicadas e nem sempre enfrentadas são abordadas pela jornalista e escritora, que se apoia num caso verdadeiro que envolveu um médico acusado de homicídio e seu biógrafo jornalista.
Jornalismo, Ética e Liberdade – Francisco José Castilhos Karam
Livro muito útil para novatos, pois traz temas e casos importantes sobre o jornalismo brasileiro. Livro muito importante para os jornalistas mais experientes, pois nos convida a repensar atitudes, procedimentos profissionais e vícios nas redações.
O papel do jornal e a profissão de jornalista – Alberto Dines
Um clássico do jornalismo brasileiro, muitas vezes não lido com a devida atenção. Alberto Dines é um dos jornalistas mais experientes e lúcidos do país e um grande crítico da mídia. O livro foi escrito na década de 1970 para tratar da crise do papel de imprensa e para abordar também a função do jornalista na sociedade. Décadas depois, foi revisado, atualizado e reescrito, permitindo novas discussões sobre o que fazemos pela sociedade.
Atuação da mídia – Dennis McQuail
Uma das expressões mais repetidas pelos jornalistas é “interesse público”. Sob ele, faz-se jornalismo, mas também se cometem muitos abusos. O autor enfrenta a questão, ampliando a reflexão sobre como os meios de comunicação atuam em sociedades complexas como as nossas. Livro mais denso, mas necessário.
Ética aplicada: Comunicação Social – vários autores
Esta é uma coletânea lançada no ano passado que traz autores de língua portuguesa, repensando aspectos da ética não só jornalística, mas de outras áreas relacionadas. Boa oportunidade para quem quer se atualizar e mergulhar no assunto. Alguns capítulos são mais áridos, outros, menos. Mas extremamente útil, ainda mais porque pensado e escrito na nossa língua.
El zumbido y el moscardón – Javier Darío Restrepo
O autor é um dos mais renomados jornalistas especializados em ética profissional da América Latina. Colombiano, Restrepo se dedica a responder num site perguntas práticas sobre o cotidiano de repórteres e editores. É o que o leitor encontra nos dois volumes da obra. Em espanhol.
Online Journalism Ethics – Jane B Singer & Cecilia Friend
Já faz mais de dez anos que essas duas professoras lançaram o livro, mas ele é uma das primeiras (e melhores) tentativas de atualizar os dilemas éticos jornalísticos. Há questões ali, como a moderação de comentários em sites e redes sociais, a checagem de fatos, e o uso de conteúdos gerados pelo usuário que ainda são muito discutidas na área. Em inglês.
The new ethics of journalism – Kelly McBride & Tom Rosenstiel
Uma obra para quem quer enfrentar mesmo os dilemas mais atuais da profissão, principalmente as questões mais delicadas envolvendo tecnologia. O livro é resultado de um conjunto de mesas redondas, debates e eventos nos Estados Unidos, e os capítulos são assinados por profissionais reconhecidos e acadêmicos especializados. Em inglês.
Journalism after Snowden – Emily Bell e Taylor Owen
Livro fresquinho que reúne textos de jornalistas e acadêmicos sobre o que tem mudado nas sociedades ocidentais (principalmente, nos Estados Unidos e Reino Unido) após as denúncias de Edward Snowden. Vigilância em massa, espionagem de jornalistas, novos relacionamentos com as fontes, liberdade de imprensa e grandes plataformas de tecnologia. Está tudo lá. É um livro necessário para os nossos tempos. Em inglês.
UM BÔNUS:
Acredite, estou mentindo – Ryan Holiday
Este não é um livro de princípios jornalísticos, nem um manual de como agir corretamente. É um contundente relato de um confesso manipulador de mídias. Com uma sinceridade impressionante, Holiday conta como – por anos! – enganou jornalistas, blogueiros, públicos, anunciantes, usando as próprias ferramentas da mídia. Serve de alerta.

Fenaj quer que presidenciáveis se comprometam com estatuto do jornalismo

[reproduzido do site da organização]

Em carta aberta, Federação dos Jornalistas defende o Jornalismo como base da democracia e pede aos candidatos a presidente do Brasil um novo marco regulatório para o setor das comunicações, a ser construído a partir de uma nova Confecom.

Carta aberta aos candidatos à Presidência da República.

Jornalismo integra a base da democracia

Introdução

É obrigação dos candidatos ao cargo de maior importância da República apresentar ao povo o plano de governo que pretende implementar, caso eleito. As propostas a serem debatidas, por necessidade, devem tratar dos grandes temas nacionais e, em especial, dos assuntos que são da competência da União.

O setor das comunicações, entretanto, tem sido esquecido. Não há propostas a discutir; não há reflexões sobre o passado, o presente e o futuro. Esse “esquecimento” é proposital e revelador: não mostra a pouca importância do setor, mas a omissão histórica dos governos brasileiros em relação às comunicações, área estratégica para a vida cultural, política e econômica de qualquer nação.

A Constituição brasileira confere à União – e somente a ela – a exploração e/ou organização dos serviços de telecomunicações e da comunicação social. A exploração desses serviços está majoritariamente nas mãos da iniciativa privada, mas o governo federal não pode deixar de cumprir o seu papel de ser o organizador e fiscalizador do setor, sob pena da prevalência de interesses privados sobre os interesses públicos, como tem ocorrido historicamente.

Assim, o governo federal deve se responsabilizar pelas políticas para a área das comunicações que, em determinados aspectos, é essencial para a garantia da soberania nacional. Também deve assumir a tarefa de fortalecer o sistema público de comunicação, em especial a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), fortemente atacada no atual governo.

A FENAJ, por ser a entidade máxima de representação dos jornalistas brasileiros, chama a atenção especialmente para a Política de Comunicação Social, na qual o Jornalismo deve estar inserido. E reafirma sua reivindicação para que o país se debruce sobre o tema, visando a construção de um novo marco regulatório para o setor e reforça os aspectos que devem ser observados, conforme documento (anexo) do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), do qual a FENAJ é integrante.

O papel do Jornalismo

A ênfase da FENAJ ao Jornalismo brasileiro justifica-se pela natureza da entidade e, principalmente, em razão da importância do Jornalismo para a constituição da cidadania, elemento fundante da democracia. Sem cidadãos e cidadãs com conhecimento da realidade imediata e capacidade de formulação de juízos não há debate público real nem tomada de decisões conscientes.

O Jornalismo surgiu de uma demanda social das sociedades republicanas, assentadas nos valores da liberdade, igualdade e fraternidade. A princípio, foi o local das manifestações de grupos que defendiam causas específicas. Mas evoluiu; deixou de representar interesses particulares (ainda que justos) para tratar dos interesses coletivos. O Jornalismo passou a defender o interesse público, compreendido como o interesse da maioria.

Mas a mercantilização da informação e o predomínio de grupos econômicos na produção da notícia trouxe novas mudanças, frutos dos tempos atuais. O Jornalismo passou a defender os valores desses novos tempos: redução da presença do Estado; defesa do mercado como condutor das coisas econômicas e políticas; desregulamentação do setor financeiro e das relações de trabalho, e outros preceitos neoliberais.

O que se tem, na atualidade, é a imposição do interesse privado sobre o público, a desconstituição da política como mediadora das relações humanas e sociais, a negação e a criminalização dos movimentos sociais e a defesa do lucro como finalidade última das atividades humanas.

O Jornalismo presente, quase sempre, não defende o interesse público, o interesse da maioria. E não trabalha para que a maioria perceba quais são, de fato, os seus interesses.

Mas essa não é uma condição inexorável; é uma construção humana, de uma época, e que pode/deve ser novamente mudada. O Jornalismo não está condenado à falácia e à manipulação e os jornalistas podem mostrar, com sua prática profissional, que é possível informar à sociedade, reportar fatos, promover o debate de ideias e dar aos cidadãos e cidadãs condições de formar seus juízos e agir em sociedade.

É preciso, ainda, reforçar o papel a ser desempenhado pelo sistema público de comunicação, em especial pela EBC, para a produção de um Jornalismo paradigmático, que sirva de referência para a sociedade.

Para o desenvolvimento do Jornalismo brasileiro e para que os jornalistas tenham garantidas suas condições de trabalho e autonomia intelectual. A FENAJ propõe que o presidente eleito:

– Após aprovação pela Confecom, apresente projeto de lei para criação do Estatuto do Jornalismo Brasileiro, como um dos mecanismos de controle público para garantia da qualidade da informação jornalística difundida pelos veículos de comunicação social, sejam impressos, audiovisuais ou digitais.

– Encaminhe ao Congresso Nacional projeto de lei para criação e implementação do Conselho Federal de Jornalistas, para promover a autorregulamentação profissional, a partir do Código de Ética do Jornalistas Brasileiros (proposta já aprovada na 1ª Confecom).

Uma nova Confecom

É grande o déficit democrático no setor da comunicação social no Brasil, a começar pela concentração da propriedade dos meios nas mãos de poucas famílias ou grupos econômicos. Essa concentração permite o monopólio da pauta dos debates públicos, com interdição de temas e de grupos sociais.

Na área das telecomunicações, há uma desastrosa política de desnacionalização que precisa ser revertida, assim como há a necessidade de fortalecimento da Telebrás, como empresa pública do setor, capaz de garantir a universalização dos serviços.

Também é urgente a adoção de uma política de universalização do acesso à banda larga para que toda a população brasileira, independentemente de seu local de moradia e condição social, tenha acesso à internet.

Todos esses temas, além do Jornalismo e da produção cultural, devem ser objeto de amplo debate nacional para que haja, de fato, uma construção democrática de um novo marco regulatório para o setor das comunicações.

A primeira Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) foi realizada com êxito, no final de 2009, e resultou em 672 propostas aprovadas. Mas não houve seguimento nas ações.

A FENAJ defende que o presidente eleito convoque uma nova Confecom, como ação inicial para a construção de um novo e democrático marco regulatório para o setor.

Brasília, 27 de setembro de 2018.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ.

A primavera das mulheres na mídia de Espanha e Portugal

Neste exílio voluntário só me restou acompanhar as gigantescas manifestações no Brasil protagonizadas pelas mulheres contra o candidato da extrema-direita.

Esta Primavera das Mulheres é o mais potente acontecimento político dessas eleições, uma demonstração clara e inequívoca de que é possível combater a intolerância, o ódio, a discriminação, o machismo, o racismo e a homofobia com união e organização política.

Não adianta tapar o sol com a peneira: sim, elas vão decidir.

Sim, ao que parece, elas já decidiram.

E se você pensa que isso é só “mi mi mi”, dá uma olhada na mídia de Espanha e Portugal na manhã deste domingo, 30.

Parte da homepage de El País, versão espanhola

Bolsonaro: ultra-ameaça no Brasil – El País

Centenas de milhares vão às ruas encarar Bolsonaro – El País

Chamada na homepage de El Español

As mulheres marcham contra Bolsonaro – El Español

Seção Internacional de El Mundo, na Espanha

Mulheres lotam as ruas do Brasil contra a ultra-direita de Bolsonaro – El Mundo, Espanha

Portal da Rádio e Televisão Espanhola

“Ele Não”, o grito de milhares de mulheres no Brasil contra Bolsonaro – RTVE, Espanha

Público, de Portugal, não mede palavras em sua chamada

Contra o fascista Bolsonaro, elas marcharam pela democracia – Público, Portugal

Chamada de capa no site do Diário de Notícias, de Portugal

Protestos contra Bolsonaro em mais de 50 cidades do Brasil – Diário de Notícias, do Portugal

Congresso de ética nos países lusófonos amplia prazo

Os organizadores do Colóquio Internacional Ética e Deontologia do Jornalismo no Espaço Lusófono que acontecerá na Universidade de Coimbra (Portugal) decidiram alargar a sua chamada de trabalhos. Agora, quem deseja enviar seu resumo de comunicação científica deve fazê-lo até o dia 30 de setembro.

O evento acontece nos dias 13 e 14 de novembro próximos e faz parte do 5º Congresso Internacional de Comunicação. Mais informações aqui.

A primeira saudade do Brasil…

Estou há quatro semanas em Sevilha para o pós-doutorado e só ontem uma pontinha no peito acendeu a luz da saudade. Não é a primeira vez, é verdade. Já estive fora antes, mas esta saudade do Brasil só foi despertada agora porque devorei a tese de Lilian Juliana Martins: “Antonio Callado jornalista: a narrativa da grande reportagem e o ideal do Brasil possível”. Orientada por Marcelo Bullhões na Unesp de Bauru, a ótima tese é um mergulho inédito e revelador na obra jornalística desse gigante. Ela analise seis grandes reportagens de Callado e as articula a um movimento mobilizador (e idealizador) de um país que teima em não acontecer.

Índios no Xingu, miseráveis na seca nordestina, agricultores engajados pela reforma agrária, tudo isso encharcou de brasilidade as mais de 300 páginas do trabalho, despertando esse sentimento escondido lá no fundo das minhas malas.

As últimas semanas têm sido muito intensas por aqui e mal havia me preparado para isso.

Hoje, Lilian defendeu a tese e seu trabalho foi aprovado. Por Skype, confessei que o trabalho dela havia me provocado a primeira saudade do Brasil nesta jornada espanhola. Ouvi a reação simpática da platéia e dos outros avaliadores. Todos rimos e eu me peguei num redemoinho de emoções: a banca acontecia na universidade onde me formei como jornalista há mais mais de 20 anos; a tese foi orientada por um dos meus mais queridos professores dessa época; e as páginas do trabalho me fizeram lembrar daquele país que não sai de mim.

Lembrar não. Recordar! Porque recordar significa voltar a passar pelo coração…

 

Fake news, educação para a mídia e democratização dos meios

Não vamos vencer as notícias falsas em 2018. Este não é só um problema dos jornalistas. A mídia independente joga um papel importante nessa guerra contra a desinformação.

Eu disse isso e um pouco mais nessa rápida entrevista para o Centro de Crítica de Mídia, projeto da PUC-Minas. A entrevista foi gravada em abril deste ano, durante o concorrido seminário que eles promoveram.