lições de inocência com meu filho

Consciente ou inconscientemente, às vezes, me esqueço que meu filho nem completou seis anos. Falo com ele quase tudo, converso de igual para igual, e há quem diga que isso é muito natural: afinal, os dois têm a mesma idade mental, dirão meus detratores.

Mas para além desse detalhe, é o próprio menino quem me alerta quando estou indo rápido demais, quando estou usando palavras incompreensíveis ou quando minhas ideias são completamente irracionais. Ele me olha no fundo dos olhos, seriíssimo, espalma a mão direita, dobrando levemente o polegar para dentro da mão e pergunta. Suas questões são diretas, nem sempre vocalizadas com precisão, pois a boca não acompanha o pensamento. E é aí nesses momentos em que o menino me ensina, me mostra que a inocência está ali, que um estágio superior ao humano pode se manifestar numa criaturinha como aquela.

Alguém, cético até a medula, já diagnosticou que a inocência é um câncer. Mas vá lá! Permita-se relembrar o que é estar inocente, desconhecer, acreditar numa nuvem como chão… Ser inocente é um estado de graça, um átimo de segundo que nos escapa à medida que envelhecemos.

Noites passadas, eu assistia à TV com o pequeno e ele me perguntou onde o apresentador do programa morava. Eu disse que ele era de bem longe, que era um novaiorquino típico. O menino me olhou incrédulo. Me concedeu um, dois segundos. No terceiro, suas sobrancelhas – que são as minhas em miniatura – subiram até a metade da testa. “Então, ele não fala português?”

“Não, ele fala inglês!”

“Mas, pai – mão espalmada para a frente, polegar ajudando a fazer um quatro – mas, pai, ele tá falando português agora. Eu tô entendendo…”

A inocência despencou sobre o meu colo. Entendi que o menino simplesmente ignorava que o programa era dublado. Ele sequer imaginava que havia muita gente por trás daquilo de traduzir, dublar, sincronizar, modular os tons, gravar e substituir a voz original.

Fiz um esforço sobrehumano para explicar a ele que alguém “emprestava” a voz ao apresentador da TV, que alguém falava em português o que era dita anteriormente em inglês. O menino ouviu tudo com uma calma de lama do Tibete. Apenas o par de sobrancelhas dançava pra cima e pra baixo. Os olhos, de repente, se abriram, cresceram, brilharam. O rosto dele ficou todo iluminado. O pequeno não disse mais nada. Mas não foi preciso: eu tinha certeza de que ele estava descobrindo algo novo, novíssimo para ele. Como quem olha o mar pela primeira vez. É a descoberta em estado bruto, seminal, primitivo, sem fingimentos ou arremedos. Dessas descobertas que apenas são o efeito colateral da inocência. Essas descobertas só existem porque descortinam para a gente um mundo novo, um panorama inédito, uma paisagem jamais vista.

Eu sorri para ele, que me devolveu na mesma moeda. Ele entendeu. Eu percebi que tinha testemunhado um instante importante ali. A descoberta dele, a inocência se lhe escapando, a luz do conhecimento apagando a ingenuidade. Isso não durou mais que poucos minutos. Não havia mais ninguém na sala. Não tive cúmplices. Foi tão sensível e duradouro que me fez pensar nisso que escrevo. Nas perdas e nos ganhos; no paradoxo que junta consciência e inocência, feito ímãs. Conhecer é perder a inocência; saber é sepultar a ingenuidade; saber é tornar-se mais familiar às coisas e ao mundo; saber é se localizar melhor no mundo e na vida… Coisas tão importantes e tão desimportantes diante daqueles dois olhinhos me mirando sérios. Olhinhos e sobrancelhas que me fazem agora – solitário num quarto de hotel – escrever essas divagações que apenas um post pode conter.

três vagas em uberlândia

Na Universidade Federal de Uberlândia (MG), há três vagas para professores de comunicação: Radiojornalismo, Telejornalismo e Planejamento Gráfico. Mais informações em http://www.faced.ufu.br

(Dica de Mirna Tonus)

mais duas vagas no nordeste

Agora é a vez da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)! São duas vagas para professores de comunicação. Veja:

Uma vaga:  Assistente I 40 horas – Comunicação Social – Publicidade e Propaganda (Graduação em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda com Mestrado em Comunicação Social ou áreas afins).

Outra vaga: Assistente I 40 horas – Novas Tecnologias (Graduação em Comunicação Social com Mestrado em Comunicação ou áreas afins).

Mais informações: http://www.uern.br/editais/editais.asp?menu=edital&edt_id=270

concurso para assistente no ceará

Universidade Federal do Ceará faz processo seletivo para para professor assistente para “Comunicação e Cultura”. A vaga está lotada para o campus do Cariri.

Mais informações: http://www.srh. ufc.br/editais/ edital932010. pdf

mais um concurso para professores de comunicação

Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, RS

Ainda estão abertas as inscrições para concursos públicos na área de Produção Editorial
EDITAL N. 014, de 22 de março de 2010
Regime de Trabalho: 40 horas / Dedicação Exclusiva
Cargo / Classe: Professor Adjunto I
1 vaga – requisitos: Graduação em Comunicação Social – Produção Editorial ou Editoração ou Biblioteconomia e Doutorado.
1 vaga – requisitos: Graduação em Comunicação Social – Produção Editorial ou Editoração ou Relações Públicas e Doutorado.
1 vaga – requisitos: Graduação em Comunicação Social – Produção Editorial ou Editoração ou Publicidade e Propaganda ou Designer e Doutorado.

Inscrições até 21 de abril.

Mais informações em www.ufsm.br/concurso

mídia, jornalismo e democracia em portugal

O colega português Jorge Pedro Sousa lembra que

termina no dia 31 de Maio (sem excepções) o prazo de submissão de propostas de comunicação ao III Seminário Internacional Media, Jornalismo e Democracia, tomo a liberdade de vos enviar as actuais versões digitais do cartaz e do folheto do evento.

O referido seminário, organizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo, decorrerá na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Portugal, dias 8 e 9 de Novembro deste ano.
Mais informações e call for papers em:

jornalismo visual: procuram-se professores

O serviço de previsão de concursos informa que, por conta da proximidade das eleições 2010, deve haver forte ocorrência de concursos na área de Comunicação, e com especificidade em subáreas ligadas ao jornalismo visual.

Na região Sul, no Rio Grande, já está aberto um, conforme se pode conferir abaixo:

Concurso docente na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) na área de Fotografia.
Exigem-se graduação em Comunicação Social, Comunicação Visual, Design ou Artes; Mestrado e Doutorado em Comunicação ou áreas afins.
Edital: http://www.ufrgs.br/prorh/concursos_abertos/Docentes10/edital_08_10/Ed%2008-2010%20COMUNICACAO.pdf
As disposições específicas estão aqui: http://www.ufrgs.br/prorh/concursos_abertos/Docentes10/edital_08_10/Ed%2008-2010%20COMUNICACAO.pdf
O prazo de inscrição é 26 de abril, e a inscrição é eletrônica: http://www1.ufrgs.br/inscricoes/concursospublicos/listatodosconcursos.php?tipo=1

Em Santa Catarina, muito em breve, haverá precipitações em subáreas como Fotografia, Planejamento Gráfico, Artes Gráficas, Telejornalismo. Mais detalhes sobre nova chuva de concursos nos próximos boletins…

justiça espanhola libera geral: compartilhamento não é pirataria

Reproduzo notícia que li no Observatório do Direito à Comunicação:

Um juiz de Barcelona decidiu que o blogueiro Jesus Guerra Calderon é inocente das acusações de violação de propriedade intelectual que lhe fizera a Sociedade Geral dos Autores e Editores da Espanha. O site de Jesus Guerra Calderon, o Elrincondejesus.com, divulga links para downloads de músicas e filmes através de sistemas de partilha de arquivos, como o eMule ou o Bit Torrent, os chamados sistemas peer-to-peer (P2P).

O processo contra Jesus Calderon, dono de um pequeno bar nos subúrbios de Barcelona, foi movido pela Sociedade Geral dos Autores e Editores da Espanha há três anos. Esta entidade é responsável pela gestão e proteção dos direitos de autor e representa mais de 90.000 membros de áreas tão distintas como a indústria cinematográfica, música ou literatura. A SGAE é ainda o rosto de mais de 150 das maiores empresas do mundo na área de conteúdos. Agora, a Justiça espanhola decidiu que o site não viola a Lei de Propriedade Intelectual.

A sentença vai mesmo ao fundo da questão, afirmando que os sites de links como o Elrincondejesus.com limitam-se a oferecer a possibilidade de fazer downloads através do P2P, mas “não supõe nem a distribuição, nem a reprodução, nem a comunicação pública das obras sujeitas a propriedade intelectual, pois é um mero índice que facilita a busca em redes de intercâmbio de arquivos P2P através do sistema de menus, cartazes ou capas com títulos de filmes ou obras musicais.”

A sentença vai ainda mais longe e afirma que “o sistema de links constitui a própria base da internet e uma multidão de páginas e sites de busca ( como o Google) permitem tecnicamente fazer aquilo que precisamente se pretende proibir neste procedimento, que é linkar as redes P2P”

A sentença foi classificada como “histórica” pelo advogado do acusado, Carlos Sánchez Almeida, e rebate assim os argumentos da SGAE, que acusava Jesús Guerra de infringir a Lei de Propriedade Intelectual por explorar obras sem ter os direitos de fazê-lo, reproduzi-las e fazer comunicação pública delas.

Segundo o El País, há hoje 34 processos penais contra sites que distribuem links ou disponibilizam arquivos para download.

A decisão vai também no sentido oposto ao que foi seguido recentemente na França, que aprovou uma lei contra a pirataria que prevê cortes de acesso à internet e multa em até 300 mil euros quem descarregue ficheiros de conteúdo denominado “ilegal”.

intercom sul 2010: prazo esgotando…

Fique esperto!

Mais informações aqui

unisinos procura professor de comunicação

A professora Christa Berger, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos, informa que a instituição está com inscrições abertas para processo seletivo ao cargo de professor da área.

Mais informações aqui.

inscrições para o fórum de professores

Paulo Roberto Botão, diretor editorial e de Comunicação do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), informa:

A diretoria do FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo) definiu novos prazos e valores de inscrição para o 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece em Recife (PE), na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco), no período de 21 a 23 de abril, e tem como tema central “Ensino de Jornalismo: novas diretrizes e novos cenários jurídicos, profissionais, tecnológicos e econômicos”.

As inscrições podem ser feitas pelo Site Oficial do Evento (www.fnpj.org.br/13enpj) até o dia 21 de abril, com os seguintes valores: Até o dia 17/04 – R$ 120,00; Do dia 18/04 a 21/04 – R$ 130,00. Estudantes de Graduação em Jornalismo têm taxa diferenciada, de R$ 60,00 (até 17/04) e R$ 65,00 (de 18 a 21/04). Sócios do FNPJ com a anuidade em dia estão isentos da taxa de inscrição.

O evento inclui em sua programação as seguintes atividades: IV Colóquio Andi, com o tema “Jornalismo e desenvolvimento: reflexões sobre a agenda das mudanças climáticas”; Pré Fórum Fenaj, que vai debater Lei de Imprensa, obrigatoriedade do diploma e diretrizes curriculares; IV Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que terá a presença de representante da Sesu e vai tratar das Novas Diretrizes Curriculares para o Ensino de Jornalismo, o IX Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino e Extensão de Jornalismo; e a III Colóquio Ibero-Americano de Ensino de Jornalismo. A programação completa pode ser conferida no Site Oficial do Evento, ou na endereço Programação do 13º ENPJ.

mestrado em jornalismo com inscrições abertas

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina lançou o edital de seleção 2010. São 22 vagas em duas linhas de pesquisa: Fundamentos do Jornalismo e Processos e Produtos Jornalísticos. As provas acontecem em maio e as aulas começam em agosto.

Veja o edital aqui.

Saiba mais do Mestrado aqui.

um autêntico estômago de avestruz

Olho de carneiro cozido. Miolos de bezerro marinados. Testículos de boi assados. Gafanhotos crocantes. Pâncreas tenros de cabrito. Assado de arraias. Cabeças fritas de sardinha… e o menu é quase infinito.

Andrew Zimmern é um autêntico estômago de avestruz… Este nova-iorquino careca, de olhos vibrantes e sorriso fácil é praticamente um sparring da gastronomia. Diferente de outros personagens da TV, ele não prova apenas os pratos chiques e altamente saborosos. Zimmern enfrenta as comidas mais esquisitas do planeta no lugar onde elas são devoradas com o maior prazer.

Se você não conhece a figura, pode vê-lo na TV a cabo no programa Comidas Exóticas, no Discovery Travel & Living. Originalmente, a atração tem o título Bizarre Foods, que dispensa tradução. E Andrew Zimmern faz tudo sem medo, sem frescuras, sem cerimônia. E o mais importante: sem dublê! No Marrocos, ele se senta com os populares para devorar em praça pública uma iguaria local, os miolos de bezerro. Prova, e se delicia. Nos Andes, come larvas e carne de cabrito. Mastiga lentamente e descreve como é a textura da carne, os sabores e… odores!

Andrew não é um exibicionista nem irresponsável. Ele se serve de pratos altamente exóticos, esquisitos, de aparência duvidosa para mostrar que a gastronomia, a culinária, a imaginação e o estômago humanos não têm limites. Andrew é um desbravador; ele está constantemente alargando as fronteiras da curiosidade de quem senta à mesa. Andrew é ousado, e se diverte muito fazendo o que faz. Ele realmente gosta dessas comidas excêntricas. Na Espanha, serviram um leitão à pururuca pra ele. Você acha que ele atacou o lombo ou as partes mais tenras do porquinho? Que nada! Ele se atracou com a cabeça do bicho, delicadamente separando com o garfo o que era carne dos ossos e cartilagens…

Ah, esse Andrew é o cara! Isso sim é programa de Gastronomia… Desculpaí, Nigela…

Quer saber mais desse cara? Vá ao blog dele, mas fique com um saquinho de vômito por perto…

reality show pra valer…

Meu amigo Frank Maia dá uma real na realidade…

cnn lança seu concurso de jornalismo

A CNN lanca hoje a edição 2010 de seu Concurso Universitário de Jornalismo. O tema do ano é “Minha cidade, minha vida”. Segundo os organizadores, “a emissora busca incentivar os futuros jornalistas com reportagens televisivas de cunho social relacionado as pessoas com sua cidade, a urbanização e as diversas realidades que a comunidade local pode ter”.

O vencedor receberá troféu e uma viagem de três dias para Atlanta (EUA), onde fica a sede da CNN. Ah! A emissora também vai exibir a reportagem premiada. Faculdades e universidades podem se dar bem também: a organização que enviar mais trabalhos ganha um “kit de reportagem”, com duas câmeras, dois rebatedores, dois microfones, um tripé e dois fones de ouvido. O kit custa em torno de R$ 12 mil.

Mais informações: http://www.concursocnn.com.br ou http://twitter.com/ConcursoCNN

florianópolis, 103 mil dias depois

A cidade dos meus sonhos, a cidade que me fez perder o sono, a cidade que hoje me embala as noites faz hoje 284 anos. Florianópolis é ilha e é continente; é capital e é refúgio; é um recanto de liberdade e traz no nome uma homenagem a um presidente tirânico. Já foi Nossa Senhora do Desterro e ainda hoje é asilo, é exílio, é degredo, é desterro, é oásis.

Passados mais de 103 mil dias de seu surgimento no mapa, a cidade faz e se refaz. Todos os dias.

A equipe do Cotidiano.ufsc, projeto liderado pela professora Maria José Baldessar, produziu um especial em homenagem à cidade. Vale a visita.

a quem interessa um jornalismo fraturado?

Enganou-se redondamente quem pensava que uma decisão do Supremo Tribunal Federal resolvesse por completo as questões mais importantes do jornalismo como profissão. A sentença que fez cair a obrigatoriedade do diploma na área para a obtenção de registro profissional não sepultou a questão, e só permitiu mais visibilidade às muitas fraturas que ajudam a compor essa combalida categoria. Hoje, passados oito meses do veredicto do STF, as fissuras são tantas que nem mesmo as entidades que poderiam atuar como pontos de aglutinação conseguem algum sucesso.

Talvez em poucos momentos os jornalistas tenham estado tão desunidos e divergentes

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lidera uma campanha pela valorização da formação profissional e orienta seus 31 sindicatos filiados a trabalharem nesse sentido. Os sindicatos aquiescem e fazem figurar banners em seus websites, enaltecendo a importância dessa formação. No entanto, já há sinais evidentes de que há furos no barco. O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, por exemplo, já admite a sindicalização de não-diplomados. O Sindicato de São Paulo sinaliza que pode fazer o mesmo, e deve decidir sobre isso no dia 1º de abril.  No Espírito Santo, o sindicato não aceitou a proposta e se nega a receber não diplomados entre os seus quadros.

No caso catarinense, a decisão é altamente contestável, já que o assunto não passou pelo crivo da categoria em assembleia, tendo sido discutido só entre os diretores. Este é um tema político ou administrativo? É uma decisão cartorial que se move por consequentes dividendos de novos filiados ou é um movimento político para fragilizar a presidência da Fenaj, exercida pelo também catarinense Sérgio Murillo de Andrade? Difícil responder, já que as decisões dessa diretoria são tão transparentes…

A confusão se espalha

Mas a fragmentação no campo do jornalismo vai para além do movimento classista. Em diversos estados, as incertezas são tantas que se corre de um lado para o outro. A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, por exemplo, aprovou projeto de lei que obriga jornalistas que servem em órgãos públicos estaduais a terem diplomas na área. Em Roraima, projeto semelhante foi aprovado na Assembleia. No Amazonas, os deputados estaduais vetaram projeto do tipo, e em Mato Grosso do Sul, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da assembleia local deu sinal verde para a tramitação de um projeto de lei análogo.

Há projetos de emendas constitucionais que resgatam a obrigatoriedade do diploma tramitando na Câmara Federal e no Senado. Há divisões cada vez mais evidentes na categoria. Há divergências entre as unidades sindicais. Há cursos de Jornalismo fechando no país. Essas circunstâncias ajudam a compor um cenário complexo e emblemático na história da consolidação do jornalismo como uma profissão. É evidente que a falta de unidade fragiliza a categoria e não ajuda a sociedade a melhor compreender o jornalismo, sua natureza e suas atribuições. É evidente também que há flagrantes choques de interesses dentro e fora da categoria. Há quem adore ver o circo pegar fogo. Pior: há quem ache que se beneficia com isso. Mas ninguém lucra com um jornalismo fragmentado. Nem mesmo a classe empresarial, que poderia colher frutos com uma categoria dividida.

Numa lógica imediatista, os empregadores podem ganhar mais força nas negociações trabalhistas, pois enfrentariam oponentes em frangalhos. Mas numa lógica mais perene, apostar na deterioração da profissão é contribuir para o enfraquecimento do jornalismo como negócio e como atividade social. Sem auto-estima, sem contornos profissionais bem definidos, sem profissionais que nele acreditem, o jornalismo vai mal. Se se apresenta hesitante, o jornalismo não serve à sociedade, não interessa ao cidadão comum e, portanto, não encontra meios de se sustentar como prática de negócios.

E a saída?

Apostar no ocaso do jornalismo, no embaçamento das fronteiras entre a profissionalidade e o amadorismo, e na fragmentação dos profissionais que dele vivem, volto a dizer, não beneficia a ninguém. Nesta guerra, não há vencedores no seu final.

Onde está a luz no fim do túnel? Na busca razoável por redefinições para o jornalismo. A decisão do STF é uma solução jurídica para um impasse permanente na área. Mas essa saída jurídica não resolveu os problemas da categoria, só precipitou mais dissonância e incerteza. Se aprovadas, as propostas de emenda constitucional podem ressuscitar a exigência do diploma, mas não vão enterrar a discussão em torno da qualidade da formação desses profissionais, da sua necessidade e da sua efetiva colaboração para um jornalismo melhor. Se aprovada, uma PEC dessas é mais uma solução legal, mas não total.

A meu ver, a solução total conjuga esforços jurídicos, de marcos regulatórios, mas também culturais e políticos. É necessário discutir e discutir e discutir o que constitui o jornalismo hoje nas sociedades complexas. É necessário repensar funções sociais e políticas para o jornalismo no jogo da contemporaneidade. É inadiável enfrentar a crise de identidade (e não financeira) do jornalismo. Sem isso, estaremos apenas adiando. Como quem deixa para a edição de amanhã a pauta de hoje…

games, educação e comunicação: prorrogação no evento

A organização do 6º Seminário de Jogos Eletrônicos, Educação e Comunicação informa que foi estendido o prazo para as inscrições de trabalhos. Agora, o deadline para o evento em Salvador é dia 25 de março.

Os artigos devem ser encaminhados para um dos grupos de trabalho: Jogos eletrônicos e narrativas, Jogos eletrônicos e educação, Jogos eletrônicos e redes sociais, Arte e Design dos jogos eletrônicos e Jogos e consumo.

O evento é organizado pelo coletivo Realidade Sintetica e pelo grupo de pesquisa em Comunidades Virtuais de Aprendizagem. O seminário será realizado nos dias 06 e 07 de maio em Salvador -BA, no Campus Cabula da UNEB.

Mais informações: http://realidadesintetica.com/seminario

seminário: liberdade de expressão, direito à informação na américa latina

Reproduzo a informação…

Em plena revolução digital, que parece dificultar práticas arbitrárias de restrição à liberdade de expressão e ao direito social à informação, acontecimentos recentes que marcam as relações entre governos e mídia de países como Cuba, Venezuela, México, Colômbia, Argentina, além do caso O Estado de S. Paulo X Sarney, no Brasil, recolocam na ordem do dia a urgência e necessidade de se discutir tais direito e liberdade.

Esta é a proposta do seminário “Liberdade de Expressão/Direito à Informação nas sociedades contemporâneas da América Latina”, que acontece nos dias 24 e 25 de março no memorial da América Latina. Sob a coordenação da professora Cremilda Medina (ECA- PROLAM/USP) e do professor Adolpho José Melfi (Cátedra UNESCO-MEMORIAL), o evento pretende avaliar os cenários contemporâneos da América Latina, numa reflexão sob as ameaças ao exercício do direito à informação com políticas comunicacionais restritivas ou mesmo atos censórios.
Além dos coordenadores, o evento conta com a participação de pesquisadores e profissionais como Demétrio Magnoli (sociólogo e colunista de O Estado de S. Paulo e O Globo); Pedro Ortiz (TV USP/Casper Líbero), Adrián Padilla (professor da Universidad Nacional Experimental Simón Rodiguez da Venezuela). Dario Pignotti, (argentino e diretor da Agência Ansa, em Brasília), José Maria Mayrink (O Estado de S. Paulo), Alberto Dines (Observatório da Imprensa) e Eugênio Bucci (ECA/USP).

Informações e inscrições:
Fundação Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
01156-001 -Barra Funda – São Paulo SP
Telefone: 11 3823.4600
Website: www.memorial.sp.gov.br

pós em edição: uma segunda chance

Se você estava chateado de não ter chegado a tempo, não se preocupe. As inscrições para a especialização em Edição em Jornalismo na Unisc, em Santa Cruz do Sul (RS), FORAM PRORROGADAS! Agora, o prazo final é 23 de março!!! Então, não perca!

As aulas começam em 9 de abril.

A coordenação do curso é do Demétrio Soster, e tem entre os docentes nomes como os de Antônio Fausto Neto, Carlos Eduardo Franciscato, Marcelo Träsel, Marcia Franz Amaral, Tattiana Teixeira, Marcos Santuário… Fui convidado para dar um seminário sobre aspectos éticos na edição…

Informações no site (http://www.unisc.br/pg/2010/cursos/edicao_jornalismo.html) ou no Twitter (http://twitter.com/posedicao)

expocom sul recebe indicações até 30/03

O maior festival de trabalhos e atividades acadêmicas do sul do Brasil está com o prazo esgotando… Quer saber mais do Expocom Sul? Veja o vídeo que os organizadores locais – da Feevale, em Novo Hamburgo (RS), produziram…

graduando também publica

Embora a grande maioria das publicações científicas publique textos de mestres, doutores, doutorandos e mestrandos, há revistas que são específicas para quem ainda está na graduação. Reproduzo a chamada da Iniciacom, um bom exemplo do gênero.

Iniciacom – Revista Brasileira de Iniciação Científica em Comunicação Social, publicação eletrônica destinada a trabalhos oriundos de pesquisas desenvolvidas nos cursos de graduação em Comunicação Social de todo o país, está aceitando colaborações para seu próximo número, a ser lançado no Congresso Nacional da Intercom, em setembro deste ano.

A última edição da revista (Vol. 2, nº 1 – 2010) está disponível em http://www.intercom.org.br/iniciacom/v2n1/index.htm. Nesse mesmo endereço, os interessados poderão consultar as normas e diretrizes para submissão de trabalhos.

A revista Iniciacom é uma publicação semestral da Intercom e aceita artigos, dossiês, resenhas e entrevistas. As colaborações a serem submetidas à próxima edição deverão ser encaminhadas até o dia 15 de maio de 2010 para o seguinte endereço eletrônico: iniciacom@intercom.org.br.

uma rede social lusófona de pesquisadores de mídia e jornalismo

O colega Pedro Jerónimo acaba de criar uma rede social voltada a investigadores de Mídia e Jornalismo no Brasil e Portugal. A rede está “pendurada” no Ning e pode ser acessada aqui. Se você é mestrando, doutorando, pesquisador ou curioso sobre o assunto este deve ser um bom fórum a frequentar…

intercom sul 2010: você vai?

Reproduzo a chamada de trabalhos para a edição 2010 do Intercom Sul, feita pela coordenadora das Divisões Temáticas, a professora Sandra Montardo:

O XI Congresso Intercom Sul 2010 será sediado na Feevale, em Novo Hamburgo, RS (a 50 Km de Porto Alegre) e tem como tema Comunicação, Cultura e Juventude.

Com o objetivo de enriquecer a discussão sobre temas inovativos na pesquisa em Comunicação, convidamos os pesquisadores da área a enviarem artigos para as Divisões Temáticas do Intercom Sul 2010.

Divisões temáticas:
1. Jornalismo;
2. Publicidade e Propaganda;
3. Relações Públicas e Comunicação Organizacional;
4. Comunicação Audiovisuall;
5. Multimídia;
6. Interfaces Comunicacionais;
7. Comunicação, Espaço e Cidadania;
8. Estudos Interdisciplinares.

Datas importantes:
Prazo para envio: 03/03/2010 a 12/04/2010
Pagamento de boleto de inscrição para envio de artigos: 07/04/2010
Comunicação de aceites: 22/04/2010

Podem enviar artigos ou comunicações científicas para as DTs: Doutores, doutorandos, mestres, mestrandos, graduados, pós-graduados, estudantes de especialização, professores e profissionais.

Site do evento: http://www.feevale.br/intercomsul
Mais informações: congressos.regionais@intercom.org.br

o nascimento do jazz numa tragédia recheada de blues

São muitas as histórias que cercam a origem da palavras “jazz”. São muitas as lendas que tentam traduzir a palavra “blues”. Numa delas, uma mulher conta que, ao retornar da igreja, numa manhã de domingo, deitou-se na cama e olhou para o teto com um sentimento tão profundo, uma tristeza tão atroz, e este era um sentimento tão blue… O blues virou lamento, virou ruminação, choro contido… O jazz é um gênero que se destaca dos demais pelo improviso e por uma escala musical de DNA negro. Diferente da escala europeia, a matriz do jazz tem uma blue note, uma nota blue.

Como o samba, o jazz e o blues não são apenas sofrimento e tristeza. Mas como no ritmo dos morros, a música dos pântanos, dos bairros negros, do algodoal e das planícies inundáveis tem lá as suas tragédias, as pequenas-grandes tragédias do cotidiano. Sem querer, esbarrei numa delas esta semana. Numa livraria de aeroporto, encontrei “Buddy Bolden’s Blues”, de Michael Ondaatje. O livro estava numa pilha de títulos vendidos a R$ 8,90. Subtexto: não valia muita coisa. Não tanto pelo preço, mas pelo que li na orelha, trouxe o volume comigo, e o devorei em dois dias.

Além de ser assinado por um importante autor – “O paciente inglês” é sua obra mais famosa -, “Buddy Bolden’s Blues conta a história de uma das raízes do jazz, o cornetista negro que imprime seu nome na capa. Mas o livro não é uma biografia, é um romance. Não é apenas ficção, é da linhagem de livros que ignora as fronteiras entre o real e o imaginado, entre o lembrado e o inventado.

Buddy Bolden é uma lenda por vários motivos: tocava seu cornetim de uma maneira tão diferente que ajudou a inventar uma nova música; era talentosíssimo, e nunca gravou; trabalhava como barbeiro durante o dia e tocava em boates à noite; enlouqueceu aos 31 anos e tentou resgatar sua sanidade até os 55, quando deixou-se morrer no sanatório; pouco ou quase nada se sabe dele, e apenas uma foto esmaecida e desfocada testemunha a sua real existência.

Ondaatje se vale dessa espessa zona de incerteza para construir-reconstruir-criar a história de um dos fundadores do jazz. E, claro, com ele, mergulhamos nas ruas insalubres de New Orleans, na virada do século 19 para o 20. Os bairros manchados pelos crimes e pelas contravenções, as hordas de prostitutas, traficantes e personagens que beiram a esquisitice. O ambiente moralmente fronteiriço. A vida difícil, a pobreza material e a riqueza espiritual dos anônimos que ajudam a fundar uma nova página na arte e na expressão humanas.

A tragédia de Buddy Bolden soa como um blues. Há sonho, há amor, há sexo e loucura. O sopro no bocal do instrumento, o coração pulsante, um indisfarçável sentimento de estrangeiridade no mundo. O romance de Ondaatje é tocante e não é preciso gostar de jazz. É bem escrito, bem pesado, e funciona como o dardo cuspido por uma zarabatana: vai direto ao alvo. Zarabatana ou cornetim, tanto faz.

Wynton Marsalis, o mais talentoso trompetista de jazz desde Miles Davis, nasceu em New Orleans, a Meca do jazz. Reverente à tradição de seu gênero e ramo mais evidente de uma árvore jazzneológica, Marsalis mostra “Buddy Bolden’s Blues”, música também conhecida como “Funky Butt”. Feche os olhos e abra os ouvidos.

uma arca sem comandante: um desafio

Em novembro de 20o8, cidades do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, sofriam com enchentes, talvez as maiores da história naquela região. Chovia há dias sem parar e o solo encharcado não absorvia mais nada. A oscilação das marés impedia a vazão dos rios. A ocupação desordenada de morros e encostas e a impermeabilização dos terrenos foram outros componentes que ajudaram a produzir uma catástrofe que matou 135 pessoas.

Em Blumenau, um punhado de jornalistas, blogueiros e cidadãos comuns criaram o Alles Blau, um blog que conectou a cidade ao mundo, noticiando o que acontecia por lá quando os veículos convencionais de informação convulsionavam. Em Itajaí, um homem articulado e com um poder incrível de aglutinação criou uma rede social na internet que tinha como objetivo não apenas difundir informações, mas mobilizar a sociedade local para criar um efetivo sistema de defesa civil. O idealizador desta iniciativa é Raciel Gonçalves Jr., que tem um largo histórico de trabalho voluntário e de atuação em órgãos do poder público. A rede social era a Arca de Noé, evidente metáfora para um ponto de salvação diante de um dilúvio como o que testemunhávamos.

Desde o início, Raciel foi incansável: motivador, incentivador, concentrado e agregador. Criou para si um avatar, O Capitão, que moderava a rede, que a expandia e que convidava a tantos para não só subir ao convés, mas para integrar também a cabine de comando. Foi um belo trabalho!

Acabo de saber que O Capitão se demitiu. Não por cansaço ou por frustração. Mas porque uma rede social precisa ser descentralizada, precisa ter muitos nós operantes e planejantes, e porque o Raciel está assumindo novos desafios. A Arca de Noé está sem comandante, mas não está à deriva. Há muita gente por lá ainda e a força e a capacidade de trabalho e engajamento deles não há de fazer a arca parar. Modestamente, estive no convés algumas vezes, mas minha volta a Florianópolis naturalmente me afastou de Itajaí. Eu ainda sigo a Arca de Noé, sigo amigos e colegas em seus blogs e sites, e ainda tenho raízes na cidade-peixeira. Não poderia deixar de registrar minha admiração pelo trabalho de Raciel – a quem sequer conheço pessoalmente! – e não poderia deixar de torcer pela Arca. Que ela encontre um mar calmo, bons ventos e muitos entardeceres maravilhosos!

mataram o glauco e um pedaço do nosso riso

Que coisa mais sem graça!

O cartunista Glauco e seu filho foram mortos noite passada em Osasco. Teria sido uma tentativa de sequestro, segundo os primeiros relatos. Que lugar é este onde se atira em dramaturgo, onde se mata cartunista, onde se trucida crianças?

Quando assassinam um cara que nos faz sorrir ficamos todos mais tristes. Não há humor que resista.

Acompanho o Glauco há mais de vinte anos. Conheço Geraldão há tempos. Já vi milhares de vezes as tetas empinadas de Dona Marta. Me intriguei como aquele traço apressado, disforme e relaxado poderia ser tão sintético nas piadas… Fui fã (sou fã) de Glauco nos tempos de Los Três Amigos, uma bem sucedida joint-venture que também envolveu o Laerte e o Angeli. Glauco, era notório, tinha o traço mais primário dos três, mas uma vez ouvi da própria boca do Laerte uma história que me desconcertou: as histórias eram escritas e desenhadas pelos três artistas, mas não eram raras as vezes em que Laerte e Angeli não entregavam as suas partes. Quem então copiava o traço e os personagens dos colegas? Glauco! Ele carregava os dois nas costas…

Era uma molecagem entre eles. Sacanagem de meninos. Típico de Geraldão e Geraldinho.

Não tem graça nenhuma matarem o Glauco!

redes sociais e a academia

Que as redes sociais vieram pra ficar isso não é lá novidade. De passatempo de adolescentes à febre do momento, as redes sociais da internet tornaram-se um fenômeno hoje indiscutível no novo panorama (eu deveria usar o plural) da comunicação no mundo. O fato é que hoje é difícil encontrar quem não esteja conectado ou faça parte de alguma rede social. (Até a minha mãe está no orkut!)

E já não basta ter seu perfil no Facebook ou seu canal no YouTube. Cada vez mais, surgem as redes de nicho, conforme mostrou o IDGNow. Redes cada vez mais específicas, cada vez mais exclusivas. Ninguém escapa. Nem mesmo os sérios acadêmicos, os sisudos cientistas. No Brasil, a rede mais conhecida é um repositório de currículos, a Plataforma Lattes, do CNPq, que reúne mais de um milhão de páginas de pesquisadores de todas as áreas. O amontoado de currículos agora permite entrever conexões entre as pessoas, o que possibilita usar a plataforma como uma rede, como um “orkut acadêmico”. Mas este não é o único exemplo na área.

Conheci hoje o Mendeley, outra “researcher network”. Pelo que pude perceber, os europeus têm aderido mais a esta rede, e é possível não só se conectar a outros cientistas da sua área como também trocar textos e materiais. Mas para isso é preciso estar logado e baixar um aplicativo que permite o compartilhamento. Ficou curioso? Vá conhecer. Quem sabe a gente se encontra por lá…

fórum sul de fotojornalismo: chamada

Reproduzo a chamada de comunicações para o Fórum Sul de Fotojornalismo, que acontece em maio na UFSC…

FÓRUM SUL DE FOTOJORNALISMO
Ensino, Pesquisa e Extensão em Fotografia Jornalística nas Universidades do Sul do Brasil
Florianópolis (SC), 20 de maio de 2010

Nos dias 17 a 21 de maio de 2010, será realizado, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina, o Floripa na Foto – Festival de Fotografia, evento que reunirá em Florianópolis grandes nomes da fotografia brasileira em palestras, oficinas, workshops, exposições e leituras de portfólio.
Como parte da programação do evento o Departamento de Jornalismo da UFSC realizará no dia 20 de maio, das 8h30min às 12h30min, o FÓRUM SUL DE FOTOJORNALISMO – Ensino, Pesquisa e Extensão em Fotografia Jornalística nas Universidades do Sul do Brasil. O objetivo deste fórum é reunir professores, estudantes e pesquisadores que estejam desenvolvendo projetos de ensino, pesquisa e extensão em fotografia jornalística nas universidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
As inscrições podem ser feitas de 25 de fevereiro a 5 de abril de 2010, conforme orientações disponíveis no site  www.floripanafoto.com

Para submeter comunicação ao FÓRUM SUL DE FOTOJORNALISMO o proponente deverá enviar o trabalho pronto através do e-mail: forum@floripanafoto.com, de acordo com as regras disponíveis no site do evento. O resultado será publicado em 30 de abril.

cinema paraíso

Um velho projecionista. Um garoto fascinado pela luz. Uma paixão em comum e uma amizade infinita. A cidade é minúscula e temos a vida inteira pela frente. “Cinema Paradiso” é desses filmes que fazem os espectadores se desmancharem em lágrimas, com um sorriso tímido no final.

Philippe Noiret dá uma aula de atuação. Sem exagero, Enio Morricone compôs uma das canções mais inesquecíveis do cinema. Mas pouco se comenta de uma letra que Dulce Pontes fez para o tema. Veja o belo poema…

Era uma vez
Um rasgo de magia
Dança de sombra e de luz
De sonho e fantasia
Num ritual que me seduz
Cinema que me dás tanta alegria

Deixa a música
Crescer nesta cadência
Na tela do meu coração
Voltar a ser criança
E assim esquecer a solidão
Os olhos a brilhar
Numa sala escura

Voa a 24 imagens por segundo
Meu comovido coração
Aprendeu a voar
Neste Cinema Paraíso
Que eu trago no olhar
E também no sorriso


Ouça agora o resultado, mas não se reprima: está escuro no cinema e ninguém vai ver você chorando…