Oportunidades para pesquisar jornalismo

Há mais ou menos trinta anos, um velho jornalista fazia um convite sorridente: “vem comigo!

E lá íamos nós no ombro dele para descobrir como as coisas funcionavam, como eram personagens invisíveis, e como a vida acontecia. Quero repetir o bordão do Goulart de Andrade com você que pretende pesquisar jornalismo num mestrado ou doutorado.

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, uma reconhecida escola que há 40 anos forma jornalistas e há mais de 10 forma mestres e doutores na área.

São três fases: análise de projeto e currículo, prova escrita e entrevista.

O prazo de inscrição vai até dia 17 de março, e os resultados finais devem sair no final de junho. Os detalhes podem ser conferidos no edital, e se eu fosse você, atentaria para duas dicas:

  1. Leia o edital com calma e atenção. As regras do jogo estão lá, inclusive os interesses de pesquisa dos possíveis orientadores de sua tese ou dissertação.
  2. Navegue pelo site do PPGJOR e conheça o programa. Pode ser a sua nova casa nos próximos anos…

Estou abrindo duas vagas para mestrado e duas para doutorado. Como o edital deixa bem claro, não preciso preencher todas elas, mas seria muito bom receber mais quatro pessoas dispostas a pesquisar ética jornalística, privacidade, transparência, media accountability, e crise no jornalismo. Atuo no Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), onde desenvolvo pesquisa e extensão com uma equipe incrível e altamente comprometida. E lá temos outros dois professores que podem orientar sua pesquisa. Fora dali, há outros grupos no mesmo programa de pós-graduação. Então, as oportunidades para pesquisar jornalismo são muitas!

Se você se interessou por alguma das temáticas com que trabalho ou se quer trabalhar com a gente no objETHOS, “vem comigo!”

 

 

Contra a ditadura do tempo

Conheci o professor André Barata na semana passada e fiquei particularmente encantado com suas ideias sobre o tempo. Barata é filósofo e professor da Universidade de Beira Interior, de Portugal, e está lançando “E se deixássemos de sobreviver?” No livro, explica e critica o que chama de “ditadura do tempo”. Segundo o autor, somos levados a viver uma experiência de tempo tão acelerada, tão carregada na obsolescência, que sequer temos tempo para fruir o tempo! Não vivemos, sobrevivemos! Daí que a atitude mais radical seja fazer o contrário de correr, seja parar.

Estão em cena conceitos como trabalho, rendimento, produtividade, crescimento e decrescimento. Estão embutidos também realização pessoal, pressão social, competitividade, sucesso e tantos outros.

O tema do tempo é muito complexo e responder sobre o que ele é poderia levar mil anos. Daí que André Barata se faz outras perguntas: Estamos a viver o tempo diferente da maneira como vivíamos? De que maneira nós controlamos a nossa experiência do tempo?

Barata não está sozinho nessa. Acaba de sair aqui na Espanha “No tengo tiempo”, do sociólogo Jorge Moruno, um crítico mordaz das engrenagens capitalistas produtivistas.

Enquanto essas ideias fermentam por aí, tire um tempo pra si e assista a essa entrevista com André Barata…

Começa hoje o Mejor

A 3ª edição do Colóquio Internacional Mudanças Estruturais do Jornalismo (Mejor) começa hoje na UFSC e vai até a próxima sexta, 15 de maio.

O tema que norteia os debates é “Os silêncios do jornalismo”, e reúne pesquisadores de Brasil, França, Bélgica e Canadá. Uma realização do Posjor/UFSC, o Mejor é co-promovido, no Brasil, pela Universidae de Brasília, e no exterior, pela Réseau d´Études sur le Journalism (REJ), Centre de Recherche sur l´Action Politique em Europe (CRAPE) e Centre de Recherche em Information et Communication(ReSIC), vinculados à Universidade de Rennes 1 e à Universidade Livre de Bruxelas.

Sim, algumas das principais atrações como a conferência de abertura com a professora Sylvia Moretzsohn poderão ser acompanhados pela internet:

Sala 1:
http://videoconferencia.cce.ufsc.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=14

Sala 2:
http://videoconferencia.cce.ufsc.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=15

Mais informações em: http://mejor2015.sites.ufsc.br

revista ciberlegenda com chamada aberta

Reproduzindo…

Car@s colegas,
comunicamos que está aberta a chamada para a edição de 2015_1 da Revista Ciberlegenda, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF.
A primeira edição de 2015 é dedicada à análise do conceito de “conexão 24/7” e seus desdobramentos para as rotinas cotidianas, e contará com a participação da Profa. Dra. Lilian França, da Universidade Federal de Sergipe, como co-editora convidada.
2015.1
A era da conexão 24/7
Pesquisas na área de comunicação que analisem o conceito de “conexão 24/7” e seus desdobramentos para as rotinas cotidianas: sistemas de vigilância (surveillance e sousveillance), lifecasting, lifelog, GeoTaging, redes sociais, aplicativos para tablets e smartphones, estratégias de monitoramento, rastreamento e compartilhamento ininterrupto de informação; o ideal da alta performance na contemporaneidade; a busca pela vigília estendida
Prazo para envio de artigos02 de março de 2014.
Mais: http://www.proppi.uff.br/ciberlegenda/

é depois de amanhã: donsbach na ufsc

Qual a relação do Jornalismo com o Conhecimento? Em uma época marcada pelas megafusões midiáticas, pelo infoentretenimento, pelo império das audiências, pelo marketing do poder político e econômico que embala a informação, haveria ainda sentido acreditar que o Jornalismo esteja ressurgindo com sua força de contrapoder, de investigação dos poderes públicos e privados quando estes impactam na vida social? Quando alguns autores e profissionais acreditam que o jornalismo dos sonhos foi sepultado, haveria sentido defender que o jornalismo tem ainda grande contribuição para manter a vitalidade democrática e disseminar controvérsias e possibilitar escolhas lúcidas?

O trecho acima é do comentário da semana no objETHOS, assinado pelo professor Francisco José Castilhos Karam. Ele aborda as relações entre jornalismo, conhecimento e ethos profissional, e saúda a vinda de Wolfgang Donsbach depois de amanhã – dia 17! – na conferência de abertura do semestre no POSJOR/UFSC.

Para ler a íntegra, clique aqui.

arte, ativismo e tecnologia da comunicação

(Reproduzindo…)

Permanece aberta a chamada para a seleção de artigos a serem publicados nas seções Dossiê e Conexões da segunda edição de 2014 da Revista Contemporânea, publicação acadêmica eletrônica semestral e interdisciplinar do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGC/UERJ).
Edição no 24 – Dossiê Arte, Ativismo e Tecnologias da Comunicação – 2014/2
Este número reunirá artigos que discutam as relações entre arte, novos ativismos sociais e práticas participativas na contemporaneidade. Interessam-nos trabalhos que privilegiem: as principais transformações no mundo contemporâneo abarcando as problemáticas no âmbito cultural e tecnológico; análises e interpretações sobre a relação e a simbiose entre a sociedade e as tecnologias de informação e comunicação; os processos identitários contemporâneos fruto desses novos processos sociotécnicos; bem como o crescimento de iniciativas colaborativas de coletivos e o surgimento de novas cenas sociopolíticas culturais no espaço urbano. O que se propõe é reunir um conjunto de artigos que reflitam sobre: o papel significativo das redes sociais para a construção de experiências socioculturais; os usos artísticos das tecnologias de comunicação para realizar novas formas de ação política; as novas práticas de ativismo e ações críticas nos espaços públicos e na internet; e, finalmente, as ações críticas de artistas que, por meio de tecnologias de comunicação, apresentam formas de participação e colaboração, mesclando arte e ativismo.
Prazo para os artigos: 30/09/2014.
Mais informações aqui

revista completa 10 anos

cover_issue_2108_pt_BRA Estudos em Jornalismo e Mídia, publicação científica do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, acaba de lançar a edição comemorativa de dez anos.

O número dedica um dossiê sobre os 50 anos do golpe militar de 1964, e traz ainda artigos de temas livres, como curadoria de comunicação e jornalismo de dados.

Com novo logotipo e projeto gráfico, a revista tem 313 páginas, em formato PDF, e com acesso totalmente gratuito. A EJM publica artigos teóricos, relatos de pesquisa e outros textos científicos que abordam os universos do jornalismo e da mídia em geral, em português, inglês e espanhol. Indexada em nove bases de dados, a revista é classificada como um periódico B1 pelo sistema Qualis/Capes de avaliação.

Para acessar, clique aqui.

ética na comunicação, um dossiê

 

cover_issue_148_pt_PTA revista Comunicação e Sociedade, publicada pela Universidade do Minho (Portugal), acaba de chegar à web com um dossiê sobre ética na comunicação.

Ajudei a editar o número com o professor Joaquim Fidalgo, e o sumário dá uma amostra da variedade e atualidade das pesquisas sobre o tema no amplo arco da área da comunicação:

  • Panorâmica da ética dos media no plano internacional  – Clifford G. Christians
  • Sem medo do futuro: ética do jornalismo, inovação e um apelo à flexibilidade – Jane B. Singer
  • Novos desafios para uma deontologia jornalística duradoura: o modelo de negócio dos media face às exigências éticas e à participação cidadã – Carlos Maciá-Barber
  • Entre verdade e respeito – por uma ética do cuidado no jornalismo – Carlos Camponês
  • Ética e teorias da comunicação: poder, interações e cultura participativa – Luis Mauro Sá Martino e Ângela Cristina Salgueiro Marques
  • O respeito pela privacidade começa na recolha de informação – Paulo Martins
  • Credibilidade das redes sociais online: aos olhos dos jornalistas profissionais finlandeses – Mohammad Ofiul Hasnat
  • A (não) regulação da blogosfera: a ética da discussão online – Elsa Costa e Silva
  • Preocupações éticas no jornalismo feito por não-jornalistas – Rogério Christofoletti
  • Para além da propaganda e da Internet: a ética do jornalismo – J. Paulo Serra
  • Agendamento em publicidade: compreender os dilemas éticos de um ponto de vista comunicativo – Marius-Adrian Hazaparu
  • A prioridade ética da retórica publicitária – Paulo Barroso

Editada em português e inglês, a revista pode ser acessada em:
http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/comsoc/issue/current/showToc

 

o mundo, daqui a 50 anos

A vida estará melhor em 2064?

Até lá, a ciência terá resolvido nossos maiores problemas?

O futuro será como realmente sonhamos?

Essas perguntas devem martelar as cabeças de todos. Mas o PewResearch Center e a Smithsonian Magazine acabam de publicar um estudo que traz alguns dos resultados do que pensam os norte-americanos sobre o futuro e a ciência nos próximos 50 anos.

Ficou curioso? Não fique mais. Acesse aqui. (em inglês, em PDF, 18 páginas, arquivo com 301 Kb)