Fórum Sul de Professores de Jornalismo

Esta semana a Furb, em Blumenau, sedia a terceira edição do principal evento sobre ensino de jornalismo da região sul. O capítulo regional do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo tem como tema os novos currículos e o impacto profissional. Esta é uma oportunidade única para debater o assunto, já que os cursos estão reformando suas grades curriculares por conta das Novas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Jornalismo, do MEC.

É também um momento de rever amigos e reforçar os laços de luta e união. Ainda mais depois do espetáculo dantesco protagonizado pela polícia e pelo governo do Paraná contra os professores na semana passada.

Farei a conferência de abertura, motivo de honra e de extrema responsabilidade…

Mais informações em www.fnpj.org.br

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jornalistas mineiros e um projeto para o brasil

Após uma saga de proporções épicas, estou em Araxá para o 11º Congresso dos Jornalistas Mineiros, um evento organizado pelo sindicato local e cujo tema é bem oportuno para este ano de eleições: “O jornalista profissional na construção de um projeto para o Brasil”.

Fui convidado pela organização para debater com o jornalista Leandro Fortes (Carta Capital)

a formação profissional, a regulamentação e a ética. Mas o encontro reserva outros momentos, como uma mesa redonda sobre conjuntura política e eleições presidenciais (com Plínio de Arruda Sampaio, da Unicamp, e Marcos Coimbra, do Vox Populi) e outra sobre convergência de mídias e precarização do trabalho, com os professores Juliano Maurício Carvalho (Unesp) e César Bolaño (UFS).

O evento começou ontem à noite e prossegue até amanhã.

Mais informações: http://congressosjpmg.wordpress.com

evento discute ética, redes sociais e fim do diploma

associeO Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro promove de 25 a 27 de setembro a 8ª edição do Enjac, o Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Comunicação. Na pauta do evento, a decisão do STF contra a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, a ética profissional e a possibilidade da autoregulamentação, e o uso das redes sociais no jornalismo.

Entre os debatedores confirmados estão:

  • Nelson Vasconcelos, editor do caderno Digital de O Globo
  • Daniel Onida, especialista em twitter
  • Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Fenaj
  • Claudismar Zupirolli, advogado da Fenaj
  • Walter Monteiro, advogado do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio

Participo de uma mesa sobre ética com Washington Mello, assessor do Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, e com Carmen Pereira, integrante da Comissão Nacional de Ética da FenajO evento acontece em Teresópolis, e a organização prevê a participação de 150 profissionais.

Para saber mais, acesse aqui.

twitter, o diploma e um erro meu

Os últimos quinze minutos foram alucinantes por aqui.

Decidi escrever um texto sobre a possível decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a exigência do diploma para o jornalismo. Foi um exercício de redação. Considerei a hipótese de o STF ter julgado pela não necessidade de portar o documento para se obter o registro profissional. No texto, eu analisava a situação.

Por um erro qualquer, esbarrei a tecla para publicar o texto. Mas nem percebi isso.

Saí da sala, fui resolver outros assuntos e quando voltei, havia diversas replicações ao meu post no twitter. Muita gente dando links para este blog que teria dado em primeira mão a notícia.

Não, não. O diploma não caiu!

Foi um erro meu, e peço desculpas pela atrapalhação. Sou um homem de idade, sabem como é…

O que fiz?

1. Deletei o post. Já deu a confusão que eu não queria.

2. Entrei no twitter e rapidamente – em menos de 140 caracteres – tentei apagar o incêndio que eu mesmo havia criado.

3. Os mesmos twitters que me replicaram antes juntaram-se para apagar os focos pela twittosfera.

4. Estou escrevendo este post para reiterar: não houve a decisão do STF. O assunto sequer figura na pauta do Supremo para esta semana. Repito: o diploma não caiu!

encontro de professores, só pra fechar

Terminou ontem em Belo Horizonte o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo. Para um rapidíssimo balanço pessoal, lanço seis itens:

* Ainda persistem queixas e reclamações sobre o sistema eletrônico de submissão de trabalhos para o evento. O SOAC não é prático, amigável e dá bugs. Eu mesmo tive seriíssimos problemas para postar meu texto. A diretoria sabe do problema e estuda soluções para a questão. O SOAC não apenas ajuda a gerenciar o processo de sumissão e avaliação dos trabalhos, mas também é uma ferramenta de administração do evento.

* O encontro foi bem organizado e com uma programação intensa. Embora estivesse rolando em BH o projeto Comida Di Buteko – uma espécie de festival de quitutes em 41 bares -, não houve tempo para quase nada de passeio ou diversão. A organização do próximo poderia pegar mais leve e dedicar parte do período para alguma programação cultural.

* Conversei com diversos colegas que atestaram grande qualidade de boa parte dos trabalhos apresentados. O nível de discussão, de pesquisa e extensão sobre o ensino de jornalismo está se elevando…

* A presença dos convidados estrangeiros – de Portugal, Argentina, Colômbia e da Espanha – foi muito boa tanto em termos de contatos quanto no intercâmbio de idéias.

* A cobertura pelo twitter não foi apenas pra inglês ver. A professor Joana Ziller tomou as rédeas da coisa e fez um trabalho atento, ágil e muito importante para quem não estava por lá e queria estar informado.

* A assembléia do Fórum referendou a proposta de realizar em anos pares o Encontro Nacional e em ímpares os regionais. Este redimensionamento deve fortalecer os eventos e organizar melhor a agenda dos participantes.

começa o encontro de professores em bh

Começou ontem a 12ª edição do Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, em Belo Horizonte. A conferência de abertura ficou por conta do professor Alfredo Vizeu (UFPE), um dos membros da Comissão de especialistas que trabalha sobre novas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Jornalismo.

Vizeu fez uma revisão histórica das “idas e vindas” dos atores envolvidos na busca por qualidade no ensino de Jornalismo no país. Sua função, reforçou, era mostrar que existe uma tradição, uma trajetória percorrida desde a década de 1940, com discussões sobre currículos, conteúdos e orientações pedagógicas. Os trabalhos da comissão continuam, informou Vizeu. Na próxima semana, por exemplo, Recife sedia a segunda audiência pública (de um total de três), que deve colher informações, sugestões e encaminhamentos de setores interessados na questão, assumidamente a academia e o mercado.

Selo de qualidade

Na esteira do aperfeiçoamento do ensino de Jornalismo, o Fórum Nacional de Professores trabalha numa proposta de Selo de Qualidade para os Cursos, adiantou ontem o presidente da entidade Edson Spenthof. A idéia ainda está em fase de discussão interna, mas deve apontar para uma ação positiva, de sinalização para a sociedade das experiências acadêmicas na área que devem ser destacadas pela sua qualidade na inovação de processos didáticos e de organização pedagógica.

Segundo dados do INEP, atualmente, existem quase 900 cursos de Comunicação no país, sendo 375 só de Jornalismo, enumerou Alfredo Vizeu.

Quadro da morte e a piada da noite

Entre os presentes à abertura, o presidente da Fenaj Sergio Murillo de Andrade voltou a falar da expectativa na categoria sobre a decisão do STF sobre a polêmica do diploma. Segundo ele, um veredicto deve sair nas próximas semanas, ainda neste semestre, sem um agendamento ainda. A projeção é que maio possa trazer os votos dos ministros do Supremo e encerrar esta etapa da discussão. A Fenaj não está apenas atenta a este episódio, mas vem acompanhando também os chamados reflexos da crise mundial nas redações.

A entidade vem fazendo um “quadro da morte”, estudo que contabiliza os desligamentos nas empresas jornalísticas desde o final do ano passado. Segundo Sergio Murillo, de lá pra cá, 206 jornalistas foram pra rua em todo o Brasil, sob a alegação de que a “marolinha” chegou aos departamentos de Recursos Humanos.

O número assusta, e não tem graça nenhuma. Mas para que este post não termine tão apocalíptico, repito a piada que meu amigo Josenildo Guerra contou ontem à noite. Segundo Josenildo, os intelectuais gremistas estavam em pé de guerra com o conceito de “intersubjetividade”. Disseram que até podem aceitar a noção se for criada também uma “gremio-subjetividade”.

PS – Josenildo dá os créditos da piada. Devem ser atribuídos ao também amigo Luiz Martins da Silva.

encontro de professores de jornalismo, lá vou eu!

Começa hoje em Belo Horizonte a 12ª edição do Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, promovido pelo FNPJ. O evento acontece em três instituições de ensino da capital mineira: Faculdades Pitágoras, UNA e Uni-BH. São 76 trabalhos divididos em seis grupos de pesquisa. Já estou em Minas para participar do encontro, onde apresento o trabalho “Formação ético-profissional: presença e evolução nos currículos de um curso de Jornalismo” no GP Ensino de Ética e de Teorias de Jornalismo.

Na medida do possível, vou postar algumas informações por aqui, ou mesmo pelo twitter. Mas o leitor não se engane: na ordem do dia, devem estar nas rodas de discussões dois assuntos. A proximidade do julgamento pelo STF da polêmica do diploma e o trabalho da comissão que trabalha nas Novas Diretrizes Curriculares para os cursos de Jornalismo.

(Aliás, o próprio evento conta com blog e com twitter para manter sua cobertura. Acompanhem!)

lei de imprensa volta a ser julgada dia 29; diploma pode ficar pra maio

A novela continua. O alerta vem do colega Tales Tomaz. Veja comunicado de imprensa do STF:

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar no dia 29 de abril o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), que questiona a Lei de Imprensa (Lei 5.250/67). O julgamento foi suspenso na sessão plenária do dia 1º deste mês, quando o relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto, votou pela procedência integral da ação. Para ele, a Lei de Imprensa não pode permanecer no ordenamento jurídico brasileiro, por ser incompatível com a Constituição Federal de 1988.

Naquela sessão, o entendimento do ministro-relator foi seguido pelo ministro Eros Grau, que adiantou seu voto.

Com isso e como outros nove ministros ainda não deram seu voto sobre a questão, a decisão pode se estender por toda a sessão do dia 29 e ainda respingar para o dia seguinte. O julgamento do STF sobre a polêmica do diploma, previsto como ponto de pauta seguinte, pode mesmo ficar para maio…

decisão sobre o diploma fica pro dia 22

Embora a presidência do Supremo Tribunal Federal tenha adiantado que a retomada sobre o julgamento sobre a Lei de Imprensa seja em 15 de abril, informações da Agência Brasil e do Consultor Jurídico dão que isso só irá acontecer no dia 22 de abril.

A razão é que a pauta do STF do dia 15 já foi publicada e não poderia ser modificada. Daí o adiamento por mais uma semana. Neste sentido, o provável é que a decisão sobre a exigência do diploma, que também estava programada para a sessão de ontem, aconteça no dia 22.

Esta informação, no entanto, não consta ainda da pauta eletrônica no site do STF.

No final da sessão de ontem, o ministro Celso de Mello chamou a atenção dos colegas para a necessidade de cumprimento das pautas agendadas e publicizadas pelo “sítio” do Supremo.

Paciência, meus caros… paciência!

diploma: fica pra outra hora

Reproduzo a Fenaj, o comunicado recentíssimo: (De acordo com o presidente do STF, Gilmar Mendes, a discussão fica para 15 de abril, quando da próxima sessão. A própria discussão sobre a Lei de Imprensa não foi concluída na sessão de hoje)

O recurso contra o diploma foi retirado da pauta de votações do STF. Está em debate no plenário a Adin contra a Lei de Imprensa. O Ato Público Nacional prossegue. A Executiva da FENAJ e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma vão se reunir para traçar novas estratégias de continuidade do movimento.Às 16h45 desta quarta-feira (1º/04) a coordenação do movimento foi informada que, a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do RE 511961, ministro Gilmar Mendes, o advogado que representa a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na ação foi oficialmente comunicado da retirada do tema da pauta. Não foi divulgada nova data para julgamento do recurso contra o diploma.Dirigentes da campanha continuam no plenário do STF acompanhando a votação da Adin contra a Lei de Imprensa. “Após o Ato Nacional a Executiva da FENAJ e a Coordenação da Campanha vão definir novas ações, mas desde já a orientação é para que a movimentação nos estados e os preparativos para o Dia do Jornalista, 7 de abril, prossigam”, disse o diretor da FENAJ Luiz Spada.