Começou ontem a 12ª edição do Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, em Belo Horizonte. A conferência de abertura ficou por conta do professor Alfredo Vizeu (UFPE), um dos membros da Comissão de especialistas que trabalha sobre novas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Jornalismo.

Vizeu fez uma revisão histórica das “idas e vindas” dos atores envolvidos na busca por qualidade no ensino de Jornalismo no país. Sua função, reforçou, era mostrar que existe uma tradição, uma trajetória percorrida desde a década de 1940, com discussões sobre currículos, conteúdos e orientações pedagógicas. Os trabalhos da comissão continuam, informou Vizeu. Na próxima semana, por exemplo, Recife sedia a segunda audiência pública (de um total de três), que deve colher informações, sugestões e encaminhamentos de setores interessados na questão, assumidamente a academia e o mercado.

Selo de qualidade

Na esteira do aperfeiçoamento do ensino de Jornalismo, o Fórum Nacional de Professores trabalha numa proposta de Selo de Qualidade para os Cursos, adiantou ontem o presidente da entidade Edson Spenthof. A idéia ainda está em fase de discussão interna, mas deve apontar para uma ação positiva, de sinalização para a sociedade das experiências acadêmicas na área que devem ser destacadas pela sua qualidade na inovação de processos didáticos e de organização pedagógica.

Segundo dados do INEP, atualmente, existem quase 900 cursos de Comunicação no país, sendo 375 só de Jornalismo, enumerou Alfredo Vizeu.

Quadro da morte e a piada da noite

Entre os presentes à abertura, o presidente da Fenaj Sergio Murillo de Andrade voltou a falar da expectativa na categoria sobre a decisão do STF sobre a polêmica do diploma. Segundo ele, um veredicto deve sair nas próximas semanas, ainda neste semestre, sem um agendamento ainda. A projeção é que maio possa trazer os votos dos ministros do Supremo e encerrar esta etapa da discussão. A Fenaj não está apenas atenta a este episódio, mas vem acompanhando também os chamados reflexos da crise mundial nas redações.

A entidade vem fazendo um “quadro da morte”, estudo que contabiliza os desligamentos nas empresas jornalísticas desde o final do ano passado. Segundo Sergio Murillo, de lá pra cá, 206 jornalistas foram pra rua em todo o Brasil, sob a alegação de que a “marolinha” chegou aos departamentos de Recursos Humanos.

O número assusta, e não tem graça nenhuma. Mas para que este post não termine tão apocalíptico, repito a piada que meu amigo Josenildo Guerra contou ontem à noite. Segundo Josenildo, os intelectuais gremistas estavam em pé de guerra com o conceito de “intersubjetividade”. Disseram que até podem aceitar a noção se for criada também uma “gremio-subjetividade”.

PS – Josenildo dá os créditos da piada. Devem ser atribuídos ao também amigo Luiz Martins da Silva.

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