buckingham mastigadinho

Alexandra Bujokas explica nos mínimos detalhes o que David Buckingham (eu disse Buckingham e não Beckham) escreveu no capítulo Infância e novas mídias, do seu Media education: literacy, learning and contemporary culture (editado em 2003). Faço questão de mencionar a “tradução” de Bujokas porque muita gente confunde alhos com bugalhos.

mais uma chamada de textos

Juliano Maurício, editor da Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (REBEJ), manda avisar que a publicação está com chamada aberta a trabalhos para o seu terceiro número.

O prazo final para envio é 10 de março de 2008.

Informações: http://www.fnpj.org.br/rebej/ojs/policies.php

giro rápido

games e educação

Compartilho aqui a apresentação de minha fala durante a mesa “Jogos Eletrônicos aplicados à estimulação da linguagem”, durante o Simpósio Catarinense de Tecnologias Aplicadas a Distúrbios da Comunicação.

Para aviso geral, centrei minha apresentação na relação tensa entre videogames e educação. Despi alguns preconceitos da área e defendi o uso dos games no processo de aproximação de professores e alunos.

Veja aqui: videogames.pdf

cinema e educação: evento

Um encontro internacional que acontece de 29 a 30 de novembro próximos na UFRJ discute o uso do cinema na sala de aula.

Para saber mais, veja o folder aqui. (em pdf)

plágio em trabalhos escolares

Volta e meia, esse assunto retorna. Sim, o plágio em trabalhos escolares, prática secular e inflacionada pela grande disponibilização de textos (e sua fácil cópia) na web. Eu mesmo já tratei aqui deste assunto. Eu me referia ao Farejador de Plágio. Agora, é Marcos Palácios quem indica outra ferramenta bastante útil para apanhar no flagra os falsários-mirins. Trata-se do Ephorus.

Palacios testou a coisa e recomenda, atestando a eficiência. Mas adverte: embora tenha interface em português e funcione bem, é grátis apenas na versão demo. Mas quem sabe não te serve…

Acho importante o desenvolvimento e a oferta dessas soluções tecnológicas. Mas penso que elas precisam vir cercadas de uma discussão ampla sobre a natureza dos trabalhos escolares pedidos na escola e sobre valores éticos que sustentam (ou deveriam sustentar) a prática acadêmica.

Num artigo do ano passado ensaio algum debate sobre isso. Veja aqui. (em pdf)

anpedsul recebe trabalhos até 19/11

Mais informações no site do evento.

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anpedsul: mais informações

O 7º Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul, a popular Anpedsul, que acontece em junho de 2008 na Univali, já tem conferencista de abertura. Trata-se do professor Nilton Bueno Fischer, da UFRGS. Ele deve centrar sua fala no tema do evento: Pesquisa em Educação e Inserção Social.

Outra novidade: a comissão organizadora deve estender o prazo de recebimento de trabalhos. Antes, era até dia 31 de outubro. Agora, trabalhos podem ser mandados até o dia 5 de novembro.

Mais informações: http://www.univali.br/anpedsul

meus professores

Tive uma meia dúzia de professores inesquecíveis em toda a minha vida. Mas passei por vários, sabe…

A lembrança mais antiga é da dona Angela, do jardim de infância. E só me lembro duas coisas dela: que era muito carinhosa e não tinha metade de um braço. Era um cotozinho, o que significa que ela cuidava da turma toda com uma mão só.

Depois, me lembro da dona Regina (da 3ª série), que chegou a me dar aulas de reposição de graça em sua casa. É que eu fiquei no estaleiro um tempo após contrair uma hepatite braba. Que dedicação aquilo! E a idéia foi dela!

Mais tarde ainda, me lembro de dois professores inesquecíveis, esses do tempo da faculdade: José Fulanetti de Nadai, um mito no curso por sua sabedoria e humor refinado, e Manoel Gonçalves Correa, que hoje está na USP e que me influenciou positivamente a seguir na carreira acadêmica. No mestrado, tive Pedro de Souza, que foi meu orientador e hoje é um amigo (friso, porque para muita gente os dois substantivos se repelem…)

Mas minha mãe também é professora. Dos filhos, fui o único a não tê-la na sala de aula. Meus irmãos dizem “ainda bem”, pois ela era disciplinadora, exigente, terrível. Pois ela não precisou me dar aulas pra ensinar um monte de coisas que hoje tento ensinar pro meu filho. Minha melhor professora fez da vida a minha escola.

a família está completa

Acaba de sair mais uma geração de livros da Coleção Plurais Educacionais, que coordenamos lá no Mestrado em Educação da Univali.

No ano passado, lançamentos Mídia e Conhecimento – Percursos Transversais (org. de Solange Puntel Mostafa e Rogério Christofoletti), Estética e Pesquisa – Formação de Professores (org. de Luciane M. Schlindwein e Angel Pino Sirgado), Currículo e Avaliação – Investigações e Ações (org. de Amândia Maria de Borba, Cassia Ferri e Verônica Gesser) e Ética e Metodologia – Pesquisa na Educação (org. de Antonio Fernando Guerra, Valéria Silva Ferreira e Tânia Raitz).

Agora, saíram Educação Ambiental – Fundamentos, Práticas e Desafios (org. Antonio Fernando Guerra e José Erno Taglieber), Educação e Trabalho – Itinerários de Pesquisa (org. de Tania Raitz e Elisabeth Caldeira Villela), Infância e Linguagem Escrita – Práticas Docentes (org. Valéria Silva Ferreira) e Educação e Lingüística – Ensino de Línguas (org. José Marcelo de Freitas Luna).

Esses títulos serão lançados na 30ª Reunião Anual da Anped, que acontece na semana que vem em Caxambu (MG) e podem ser encontrados na Editora da Univali.

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o big brother dos professores

Há dois anos mais ou menos eu jantava com meu amigo Antonio Brasil, da UERJ, e ele me contava de uma iniciativa muito interessante que havia conhecido nos Estados Unidos, onde estivera como professor visitante. Era um site em que os alunos davam notas aos seus professores, avaliando seus desempenhos em sala de aula, as explicações, o preparo dos conteúdos e por aí vai. Bem, o site é o RateMyProfessors e é bastante visitado nos esteites…

Aqui no Brasil, já há um similar. É o Descolando!, site desenvolvido por estudantes, mas bastante restrito ainda. Você só entra e usa se tiver convite e cadastro. Não entrei, mas fiquei curioso para saber da performance de muita gente.

Você pode ser perguntar: mas pra que serve? como funciona?
Os promotores respondem: “O descolando! é a melhor forma de descobrir tudo sobre seu professor. Você vai saber se ele explica bem, se a prova é difícil e até mesmo se ele falta às aulas. Um site de avaliações de professores feito para os universitários e não para as universidades! Não será mais por falta de informação que você vai perder o período. Além de compartilhar avaliações, você vai poder dizer tudo sobre seus professores, e ver o que estão dizendo sobre eles. Você poderá filtrar as avaliações e comentários de alunos que passaram ou repetiram, que estudaram muito ou pouco e que foram ou não às aulas”.

É ou não é um Big Brother de professores?

diploma em jornalismo: mais um lance

O site da Fenaj divulgou hoje uma sentença do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que surte como um reforço à tese de que é necessário sim portar diploma para exercer o jornalismo. Como sabem, a guerra do diploma começou em outubro de 2001 com um despacho da juíza Carla Rister desobrigando qualquer cidadão a ter diploma de nível superior para requerer o registro de jornalista.

Pois o episódio mais recente – este do TST – pode ser lido aqui. Não se trata de entrar no mérito da questão, mas a decisão do TST traz mais um elemento para convencer os poderosos do Supremo Tribunal Federal sobre o caso. São eles que decidirão.

A notícia é boa, mas é cedo demais para comemorar, já que ela nem mesmo muda o panorama atual.

(Para saber mais, acesse aqui)

uma resposta: livros e massa funcionando

Isabel Festas não responde nem às minhas nem às questões de Alessandro Martins. Mas seu texto – que prega que “estudar com livros e pensar um pouco” é a saída para a educação – faz pensar.

Aqui.

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jornalismo, educação e TICs

Outro dia, repliquei provocações aos professores e às escolas de jornalismo. Tive pouca reação, o que – pra ser sincero – não esperava. Claro que tem muita gente que passa pelo blog e não deixa comentários, o que é natural. Mas o baixo retorno em termos de manifestação me faz pensar que: ou não temos respostas às questões ou não nos preocupamos com elas.

Sendo uma ou outra, já são sintomas de uma crise. Ou de soluções ou de apatia.

Porque sou teimoso e não paro quieto, enfio mais o dedo na ferida aberta dando links:

1. A relação controversa entre jornalistas e blogueiros: ainda se discute muito até onde se vai uma coisa e se começa outra. Três links (todos de Alessandro Martins) me pulsam por aqui:

O futuro próximo das escolas de comunicação e o aperfeiçoamento dos cursos de jornalismo passam por essa discussão, pela revisão desses parâmetros. Isto é, precisamos discutir a relação.

2. A relação controversa entre educação e novas tecnologias: ainda batemos cabeça e boca por isso. Quatro links variados me fazem pensar.

O futuro e o presente da educação não podem prescindir da superação de alguns impasses e mitos.

E aí, senhores? Provoquei?

provocações aos professores de jornalismo

Venho discutindo há tempos com amigos e alunos os caminhos que nos restam quando o assunto é escolas de Jornalismo, cursos de formação de jornalistas. Há tanto a pensar! Como já aconteceu historicamente, é necessário abrir picadas na mata, desbravando não só o mercado da educação, mas a própria mentalidade de jornalistas e professores da área.

Por isso, linco aqui provocações às escolas e aos professores.
As provocações vêm de fora, mas não se pode ignorá-las, compadres!

Dan Gilmor – sim! aquele do Jornalismo Cidadão – sugere uma atualização urgente para a área. Veja como ele termina seu rápido artigo: “We’re collectively reinventing journalism over the next decade or two. Journalism schools can lead, or follow. Leading strikes me as a better idea”. Leia na íntegra aqui.

Joe Murray, da Ken State University, indica dez passos para a sobrevivência das escolas. Se você preferir ler o texto na íntegra – em PDF e com 21 páginas -, clique aqui. Se quer uma visão panorâmica, veja os passos abaixo:
1. Faculty, Know Thy Students
2. Faculty, Know Thyself
3. Compromise Writing Skills At Our Peril
4. Teach Students To Think And Use Technology
5. Introduce Convergence Early
6. Design And Usability Matter
7. Plant Generalists Now To Grow Specialists Later
8. ETWIAD (Embrace The Web In All You Do)
9. Multitasking Is A Waste Of Time
10. Rinse and Repeat

E aí, senhores? Alguma idéia brilhante?

o orkut da ciência nacional

A plataforma Lattes, do CNPq, alcançou a marca de um milhão de currículos eletrônicos reunidos.

Para quem nao conhece, o Lattes é quase que o orkut dos pesquisadores brasileiros. Todos precisam ter, deixar seus dados, mostrar sua produção e podem até deixar suas fotinhos. (Falta só agregar amigos e comunidades…)

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lista de professores

Foi criada uma lista de professores de Jornalismo de Santa Catarina.
A idéia é que os docentes se cadastrem e passem a trocar mais informações, principalmente sobre o primeiro encontro deles que acontece junto com o dos paranaenses, em outubro.

A lista fica aqui. Sobre o evento, saiba mais aqui.

inovação na educação, o seminário

Dia 24 de agosto
Em São Paulo
Enovation – Seminário de Inovação Tecnológica na Educação
São sete palestras, veja os temas:

  • Transformando informação em conhecimento: estratégias de pesquisa e aprendizagem colaborativa em rede
  • Preparando a Instituição de Ensino para a Era Digital
  • Construção de Relacionamento com os Públicos Educacionais
  • A Tecnologia como diferencial na educação: o que pais e alunos esperam do uso da tecnologia para o ensino de qualidade
  • Ambientes de Aprendizagem Virtuais e sua Aderência com o Mundo de Entretenimento Virtual da Geração Digital. Como atrair o aluno para o seu portal?
  • A Tecnologia Educacional e a questão do TCO /TBO/TRO – um exemplo prático na escolha de solução de hardware e software para uso na sala de aula
  • Ensino e Gestão Acadêmica com Suporte Tecnológico: Caso Univille

Vá à fonte.

4 links frescos de educação e TICs

1. Jose Luis Orihuela indica ccLearn – divisão da Creative Commons para a Educação. (Uma idéia ousada e assustadora para muita gente que eu conheço…)

2. Educ.ar publica texto de Cecilia Sagol sobre a necessidade e urgência de pensar a infância nas e a partir das novas tecnologias. (Essa proposição também causa alguns calafrios nos mais tradicionais…)

3. Suzana Gutierrez retorna ao tema dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e dos agregadores como ferramentas de professores. (O assunto não causa pavor, mas tem gente que foge dele… nem tanto por medo…)

4. Joel Minusculi e o pessoal do Pega No Meu Blog! publicam um manifesto pela liberdade de blogar na Univali. (São alunos de comunicação reivindicando o direito de ler, postar e administrar seus blogs no ambiente escolar)

crítica de mídia e educação para os meios

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Carlos Castilho entrevistou o ombudsman do portal IG, Mario Vitor Santos, e para ele, “crítica de mídia deveria ser obrigatória nas escolas”.

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anpedsul

O site oficial da 7ª edição da Anpedsul já está na rede.
O evento acontece em junho de 2008, aqui na Univali.
Veja mais detalhes, direto na fonte.

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(clique na figura)

sobre games e educação

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Na noite passada, ZEREI “God of War”. Para os não-iniciados, isso significa que cheguei ao final do jogo do PlayStation 2. Ok, e daí?

E daí que quem conclui a jornada imposta pelos games mais modernos e arrojados passa por uma experiência diferente e única. Isso porque jogar um desses games não é tão somente manipular um controle, brincar. É entrar no jogo, apropriar-se daquela narrativa e projetar-se na condição do personagem que funciona como a sua interface com o jogo. E como vencer as tantas fases leva tempo, a experiência de chegar ao final é um misto de sentimentos: glória por ter concluído e vencido; surpresa por saber dos detalhes finais, quase sempre inesperados; felicidade por fechar um ciclo; vazio por saber que a saga terminou – ao menos ali naquela edição – e que você não tornará ao jogo (pelo menos se não for obcecado e quiser passar por tudo de novo em outros níveis de dificuldade).

“God of War” é um jogo fascinante. Conta a história épica de um obstinado guerreiro espartano que não suporta mais viver com a dor da perda de sua mulher e filha. Kratos, então, se rende aos caprichos dos deuses para tentar não enlouquecer, já que permanecera um exílio de dez anos de pesadelos. Com isso, o jogo torna-se uma grande maratona por monumentos da antigüidade grega, por monstros e entidades mitológicas, por deuses e suas confusas personalidades, por cenários de tirar o fôlego. São templos, câmaras, cavernas, jardins, as profundezas do inferno, os píncaros da glória, desfiladeiros, montanhas, ruínas submersas, cidades saqueadas. O jogador – na pele de Kratos – enfrenta minotauros, centauros, medusas, sirenes, gorgons, sátiros, zumbis, ciclopes, arqueiros flamejantes, hidras, harpias e até mesmo o deus da guerra, Áries. É traído, surpreendido, envolvido em tramas que desafiam a credulidade.

Em termos de jogabilidade, “God of War” combina ação, aventura, muita porrada, desafios que testam habilidades como destreza, rapidez e agilidade e inteligência nos vários quebra-cabeças que os deuses lhe impõem como prova. É um jogo que lhe toma pela medula.

Os gráficos são excelentes, a trilha sonora contagiante, os rugidos dos monstros horripilantes e a história flerta com sucesso o universo maravilhoso e fantástico da mitologia grega. O próprio Kratos não se lembra direito de seu passado e, com a evolução do jogo, vai sendo lembrado pelos deuses, como Édipo, como os heróis helenos. Aliás, Kratos é um Hércules. Não apenas porque tenha que executar trabalhos para o Olimpo, mas também por seu temperamento, por sua tragédia pessoal, pelo que lhe reserva o destino.

Mas o que isso tudo tem a ver com educação?

Tudo, oras. Imagine se as nossas escolas usassem esse jogo – e outros, claro! – para ensinar História da Antigüidade, História da Arte Antiga, Mitologia… Imagine trabalhar com alunos conteúdos para desenvolver competências e habilidades como raciocínio rápido, orientação espacial, dedução… Mas e a violência? Ora, isso também pode ser trabalhado com os estudantes, na canalização de energia para o jogo, na distinção do certo e do errado, no incentivo para discussões sobre dilemas éticos, no reforço de valores como o bem para combater o mal…

Há tempos venho pensando no desenvolvimento de um jogo – no estilo RPG – que auxilie no ensino de jornalismo. Parece já haver uma iniciativa neste sentido. Mas gostaria de trabalhar com uma equipe na experiência de criar e desenvolver um game que servisse de apoio pedagógico para ética jornalística, por exemplo.

Alguém aí se habilita? 

ensino e novas tecnologias: um prêmio

Já pensou se houvesse um prêmio para os professores que usam as Tecnologias de Informação e Comunicação no ensino, de forma criativa, inovadora, inclusiva?

Já pensou se esse prêmio desse reconhecimento e dinheiro àqueles que usam a tecnologia para melhorar as condições de ensino e aprendizagem?

Mas esse prêmio JÁ EXISTE. Só que na Argentina… Educ.ar – Intel

(dica de Octavio Islas)

esperando godot

Estou aflito. À espera de resultados em um monte de apostas no campo profissional:

– um projeto de pesquisa que encaminhei para o CNPq (edital Universal)

– um outro projeto que apresentei para o Programa Integrado de Graduação e Pós-Graduação da Univali (PIPG)

– uma proposta de comunicação científica para o Colóquio Bi-nacional Brasil Argentina de Ciências da Comunicação

– um projeto de pesquisa que apresentarei nesta segunda para o Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic-Cnpq)

– a renovação de minha pesquisa junto ao UOL Bolsa Pesquisa

– a minuta de contrato para o financiamento de minha pesquisa aprovada pela Fapesc

Pra variar, os anúncios dos aprovados estão atrasados; deveriam sair em junho.
Se conseguir a metade disso, já estarei bem atribulado no segundo semestre que hoje se inicia…

Não é fácil ganhar R$ 50 mil por mês… heheheh

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ensino de jornalismo

O Congresso Mundial de Ensino de Jornalismo, que aconteceu neste mês de junho em Cingapura, terminou com um documento oficial. Leia abaixo:

Declaration of Principles of Journalism Education
World Journalism Education Congress

Singapore, June 2007

We, the undersigned representatives of professional journalism education associations share a concern and common understanding about the nature, role, importance, and future of journalism education worldwide. We are unanimous that journalism education provides the foundation as theory, research, and training for the effective and responsible practice of journalism. Journalism education is defined in different ways. At the core is the study of all types of journalism.

Journalism should serve the public in many important ways, but it can only do so if its practitioners have mastered an increasingly complex body of knowledge and specialized skills. Above all, to be a responsible journalist must involve an informed ethical commitment to the public. This commitment must include an understanding of and deep appreciation for the role that journalism plays in the formation, enhancement and perpetuation of an informed society.

We are pledged to work together to strengthen journalism education and increase its value to students, employers and the public. In doing this we are guided by the following principles:

1. At the heart of journalism education is a balance of conceptual, philosophical and skills-based content. While it is also interdisciplinary, journalism education is an academic field in its own right with a distinctive body of knowledge and theory.

2. Journalism is a field appropriate for university study from undergraduate to postgraduate levels. Journalism programs offer a full range of academic degrees including bachelors, masters and Doctor of Philosophy degrees as well as certificate, specialized and mid-career training.

3. Journalism educators should be a blend of academics and practitioners; it is important that educators have experience working as journalists.

4. Journalism curriculum includes a variety of skills courses and the study of journalism ethics, history, media structures/institutions at national and international level, critical analysis of media content and journalism as a profession. It includes coursework on the social, political and cultural role of media in society and sometimes includes coursework dealing with media management and economics. In some countries, journalism education includes allied fields like public relations, advertising, and broadcast production.

5. Journalism educators have an important outreach mission to promote media literacy among the public generally and within their academic institutions specifically.

6. Journalism program graduates should be prepared to work as highly informed, strongly committed practitioners who have high ethical principles and are able to fulfill the public interest obligations that are central to their work.

7. Most undergraduate and many masters programs in journalism have a strong vocational orientation. In these programs experiential learning, provided by classroom laboratories and on-the-job internships, is a key component.

8. Journalism educators should maintain strong links to media industries. They should critically reflect on industry practices and offer advice to industry based on this reflection.

9. Journalism is a technologically intensive field. Practitioners will need to master a variety of computer-based tools. Where practical, journalism education provides an orientation to these tools.

10. Journalism is a global endeavor; journalism students should learn that despite political and cultural differences, they share important values and professional goals with peers in other nations. Where practical, journalism education provides students with first-hand experience of the way that journalism is practiced in other nations.

11. Journalism educators have an obligation to collaborate with colleagues worldwide to provide assistance and support so that journalism education can gain strength as an academic discipline and play a more effective role in helping journalism to reach its full potential.

TICs na AL

Educação e Tecnologia na América Latina. Leia aqui um relato de como foi a Virtual Educa 2007, um evento sobre Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) que aconteceu de 19 a 22 de junho em São José dos Campos.

educação e jornalismo

Manuel Pinto, do Mediascopio, informa que a Unesco publicou em seu site um modelo de currículo para cursos de formação de jornalistas visando o desenvolvimento dos países em democracias emergentes. O documento (em PDF, em inglês e com 150 páginas) pode ser lido aqui.

Confesso que só passei os olhos por ele, mas destaco:

– A proposta tem muita coisa boa, embora se estruture meio que em módulos, o que lembra o antigo currículo mínimo na área;

– Nem tudo o que é proposto é fácil de se encaixar na realidade brasileira para formação de jornalistas;

– Mesmo imperfeito, o documento deveria ser lido por todas as coordenações de curso e pelos professores interessados;

– A proposta traz esquemas para cursos curtos (de um ano) a mais longos (de quatro), tanto de graduação quanto de mestrado;

– As ementas são interessantes, mas as bibliografias são todas estrangeiras;

– Um dos colaboradores na elaboração do documento foi o professor Rosenthal Calmon Alves, brasileiro que dirige o Knight Center for Journalism in Americas da Universidade de Austin, Texas (EUA);

– Outra colaboradora foi a professora Sonia Virginia Moreira, da UERJ

– Por último: se o documento é voltado às democracias emergentes, ele bem que poderia ter versões em português, espanhol, francês (lembre-se das ex-colônias africanas), árabe, etc…

seminário no pmae

Eu, Solange Mostafa, Luis Fernando Maximo e André Raabe estamos concluindo os encontros do seminário temático que oferecemos aos alunos do Programa de Mestrado em Educação aqui na Univali este semestre. O título do seminário é pomposo: O atual e o virtual na educação.

Na última quarta, Valquíria John e Laura Seligman apresentaram parte substancial (e substanciosa) da segunda metade de O que é a filosofia?, de Deleuze e Guattari. Em seguida, Raabe entrou de sola explicando com equações, gráficos e outras traquitanas os conceitos que os dois autores emprestaram das ciências duras:

funções. secantes. abscissas. ordenadas. planos. derivadas. diferenciais. limite…

Uau!

Matemática na veia para entender o que é essa tal filosofia…

mais um rótulo

No começo do século, era cool ser existencialista. Depois, virou chatice.

Nos anos 30 e 40, a fenomenologia era o hype. Depois, cansou.

Nos anos 50 e 60, era chique ser estruturalista. Depois, virou xingamento.

Nos 70, o bom era ser marxista. Depois, virou paranóia.

Nos 80 e 90, a melhor saída era ser neoliberal. Depois, parou de render.

O Cultura, do Estadão de hoje, traz matéria sobre os chamados filósofos neo hedonistas, aqueles que devotariam seu tempo para estudar e refletir sobre os prazeres da vida nesses tempos bicudos. Michel Onfray, Giles Lipovetsky, Michel Maffesoli, Luc Ferri, André Comte-Sponville.

Bobagem.

Filósofoso é filósofo, mesmo quando ele vende 200 mil exemplares de seu livro. Mesmo quando participa de quadro no Fantástico. Mesmo quando dá consultoria a empresas.

O que querem é rotular e desacreditar.

Por que o filósofo precisa ser hermitão? Lunático? Feio e chato? Precisa morar na caverna d Platão? Morrer com dores de cabeça como Nietzsche? Suicidar-se como Deleuze?

Alguém já disse que a filosofia perdeu espaço para a auto-ajuda na vida moderna. E que hoje os filósofos precisam reencontrar uma razão para sua existência. Fala-se de filosofia clínica, hoje em dia.

A discussão é velha e boba: popularizar o saber sem ser superficial; garantir o saber diante da massa ignara, bla-bla-bla, blá-blá-blá!

Nietzsche tinha uma ótima imagem para isso: eles são os turvadores de água. Batem com suas bengalas no rio e fazem com que a areia do fundo suba à tona revolva-se e turve a água. Aí, pensamos: nossa! como são profundos! nem enxergo o fundo…

A filosofia pode ser best-seller. A filosofia pode. E não pode. É caro ao filósofo sensibilidade, inteligência, rigor de análise, criatividade, humanidade, sentido do seu tempo.

seus problemas acabaram…

Se você é professor e, no meio daquela pilha de provas e trabalhos para corrigir, parece cansado e suspeita de que já leu aquilo em outro lugar;

Se você acha que aquele aluno maroto quer dar uma de espertinho pra cima de você;

Se você suspeita que ele usou um Ctrl C-Ctrl V para fazer a pesquisa que você encomendou…

SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!!

A solução é o Farejador de Plágios. Clique, veja e use!