sindicato fecha acordo coletivo para jornalistas

Do boletim do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina:

O piso dos jornalistas em Santa Catarina passará de R$ 1.050 para R$ 1.127, retroativo a 1º de maio, representando reajuste de 5,9% (INPC) e mais 1% de ganho real. O acordo, com vigência por dois anos (INPC acrescido de 1%), foi fechado hoje na terceira rodada de negociação com o patronal e, segundo o presidente Rubens Lunge, representa uma vitória da categoria, “que registra perdas de 12,5% no período 1996-2004, conforme dados do Dieese”. A próxima etapa prevê a realização de assembléias gerais em Florianópolis, Lages, Tubarão, Criciúma, Blumenau, Joinville, Itajaí, Jaraguá do Sul e Chapecó, para apreciação da proposta por parte dos jornalistas.

No acordo fechado hoje, ficou definido o seguinte:

Para quem recebe o piso, pagamento do INPC e mais 1%;

Para salários até R$ 5.172,00 será acrescido o INPC;

Para salários acima de R$ 5.172,00 haverá aumento de R$ 182,00.

Em 2009, pagamento do INPC e mais 1%.

Os negociadores também confirmaram a criação de uma Comissão Paritária para discutir “a saúde e as condições de trabalho do jornalista”, devendo ser implantada em 60 dias. A comissão começa a trabalhar após a formalização do acordo coletivo e será formada por três representantes do Sindicato dos Jornalistas e outros três do Sindicato das Empresas. As reuniões são mensais e nesses encontros uma das entidades poderá levar um convidado para debater questões relacionadas à saúde do trabalhador.

A reunião de ontem também aprovou o “acordo compensatório de horas trabalhadas”, que somente será possível quando for de interesse dos profissionais. Nesse caso, cabe ao Sindicato encaminhar a discussão e a deliberação junto aos jornalistas, que pode ser por editoria ou local de trabalho. Todas as decisões tomadas hoje dependem, agora, da aprovação da categoria nas nove assembléias a serem realizadas no Estado.

comissão de ética da fenaj revê decisão em processo contra jornalista

Do boletim do FNDC e da Fenaj, reproduzo:

Nesta segunda-feira (07/07), em julgamento do recurso – 2008-02-01 REC – apresentado pelo jornalista Francisco Luciano Luque dos Santos contra decisão da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Ceará, a Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas (CNE), acolheu em parte os argumentos do recorrente. A decisão original foi reformada, mas a Comissão entendeu que houve infração ao Código de Ética da profissão, determinando a suspensão por quatro anos de dois jornalistas filiados ao Sindicato e o encaminhamento de denúncia contra os profissionais ao Ministério Público.

O processo original teve grande repercussão na imprensa cearense em 2007, quando três então membros da diretoria da Associação Cearense de Imprensa (o ex-presidente, o ex-vice e o tesoureiro) foram denunciados por fraude na escolha dos vencedores do “Prêmio ACI de Jornalismo”. Acionada por 66 jornalistas signatários de um abaixo assinado, a diretoria do Sindicato encaminhou o caso para sua Comissão de Ética e, depois, puniu dois dos envolvidos no caso – que eram sindicalizados – com expulsão de seu quadro de associados, além de declarar o ex-presidente da ACI persona non grata.

Na reunião da Comissão Nacional de Ética estiveram presentes quatro membros (Armando Rollemberg faltou por motivo justificado). Após ouvir extensa explanação e o voto do relator do processo Washington Mello, os jornalistas Rossini Barreira e Regina Deliberai acompanharam o voto. A presidente da CNE, Carmen Lúcia Ribeiro Pereira, não votou por não haver necessidade de desempate.

A CNE decidiu aplicar a pena de suspensão do quadro social do Sindicato do Ceará, por quatro anos, dos jornalistas Paulo Tadeu Sampaio de Oliveira e Francisco Luciano Luque dos Santos, com a publicação da decisão em veículo de grande circulação na capital do Ceará. A penalidade passará a valer após o Sindicato dos Jornalistas do Ceará cumprir procedimentos previstos em seu Estatuto.

A CNE também recomendou ao Sindicato do Ceará que “se utilize da prerrogativa dada pelo art. 16, item VI, do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, individualmente ou de comum acordo com a Associação Cearense de Imprensa, ou seja, levar ao conhecimento do Ministério Público a denúncia da fraude geradora deste processo ético”.

força total na campanha pelo diploma

(Clique para ampliar)

sindicato inicia discussão sobre sucessão

Este ano tem eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina.
O calendário eleitoral prevê que até dia 26 de junho chapas possam se inscrever na disputa.

Ao que se sabe, apenas a atual diretoria manifesta interesse e disposição para conduzir a entidade. No entorno, não se vê nenhuma movimentação maior para a formação de uma chapa de oposição. Até porque – geralmente – o elemento surpresa é uma eficiente arma nesse tipo de contenda.

O fato é que a atual diretoria, motivada por outros jornalistas, deflagrou um processo de discussão junto à categoria para a montagem de uma chapa mais representativa. A agenda leva em conta as principais praças do estado, e é a seguinte:

  • Dia 5: Criciúma
  • Dia 6: Lages
  • Dia 9: Chapecó
  • Dia 11: Blumenau
  • Dia 12: Itajaí –
  • Dia 17: Joinville
  • Dia 19: Florianópolis

A iniciativa – claro! – é importante, oportuna e saudável. Não existe sindicato sem categoria. Não existe movimento sem diálogo, sem troca, sem ação conjunta. Tenho acompanhado de longe esses lances porque acredito que o sindicato precisa se aproximar mais da categoria, repensar-se como entidade e jogar um outro papel na luta de classes e junto à sociedade.

 

jornais comemoram lucros e sindicato quer piso maior

Nota no Expresso Digital, o boletim eletrônico do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, alfineta o empresariado do ramo:

Profetas que previram o fim do meio jornal: aproveitem para ler o caderno de empregos. A frase acima faz parte da campanha promovida pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e foi veiculada na edição de hoje do Diário Catarinense, pg 10. Em linhas gerais, os textos destacam a alegria do patronal com o aumento na venda de exemplares, ampliação da publicidade no setor e, conseqüentemente, os lucros produzidos pela mídia impressa, que crescem anualmente.

O presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, também presidente do grupo RBS, é o principal negociador com o Sindicato dos Jornalistas.

A peça publicitária da Associação destaca ainda: “Quem poderia prever que o jornal iniciaria o ano crescendo? Qualquer pessoa bem informada, já que ele fechou o ano passado com números extremamente positivos”.

“No primeiro trimestre de 2008 a tendência se acentuou e o investimento publicitário aumentou 23,72%, segundo a Intermeios. Em março, o percentual de participação dos jornais no bolo publicitário ficou em 19,4%, contra 18,3% no mesmo mês do ano anterior. Mas ainda sobrou um espaço para quem disse que o jornal iria acabar: a errata”.

Os dados da campanha publicitária mostram que o patronal tem amplas condições de pagar o piso mínimo de R$ 1.500,00 para os trabalhadores jornalistas.

 

A nota do SJSC bate forte porque a categoria está em plena negociação salarial. O período é delicado, sentar à mesa com os interlocutores é sempre complicado, uma cantilena de reclamações dos patrões: sempre a situação está difícil, quase nunca há condições de se pagar melhor os trabalhadores, etc…

Agrava a situação o fato de que a categoria é pouquíssimo unida e quase nada articulada. Quase sem respaldo, os dirigentes sindicais tentam desobstruir os diálogos, mostrando a necessidade de aumento e a incorporação de novos direitos e garantias. Não é fácil. Participei de ao menos duas negociações do tipo quando fui vice-presidente do SJSC, e ao final das reuniões o cansaço mental e emocional de todos era visível. Havia também outros sentimentos: uma raiva diante do teatro dos patrões e uma indignação incontornável. Apesar de tudo, é preciso resistir, de forma intransigente. É necessário sentar e negociar, brigar por direitos, pois eles nunca são concedidos, são conquistados.

efeito universal na força sindical

Se a Igreja Universal ficou ofendida com as reportagens da Folha de S.Paulo, agora é a vez do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que ameaça uma enxurrada de processos contra o jornal. Tudo porque a Folha trouxe matérias sobre repasses do Ministério do Trabalho à central sindical.

Se você não está entendendo, lembre-se que o ministro do Trabalho Carlos Lupi é presidente do PDT, mesmo partido de Paulinho da Força.

E se você não se lembra, recordo que o mesmo ministro foi pressionado a deixar o cargo pela Comissão de Ética do governo federal, já que era complicadíssimo manter-se presidente de um partido e ministro de estado. Deu no que deu. Ele não saiu da pasta, caiu o presidente da comissão de Ética – Marcílio Marques Moreira -, houve repasse de dim-dim par entidade de Paulinho e Paulinho, bravinho, ameaça vir com mil, dois mil processos pra cima da Folha.

Leia matéria aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u379159.shtml

A Fenaj reagiu contra a ofensiva da Universal. A Fenaj é filiada à Central Única dos Trabalhadores, que rivaliza com a Força Sindical no campo da representação classista no país. Meu bom senso me faz supor que a Fenaj vai bater na Força, agora. Será?

qualidade de ensino de jornalismo: eventos

Reproduzo:

eventos1.jpg

fenaj lança nota contra igreja universal

A Federação Nacional dos Jornalistas lançou agora há pouco uma nota de repúdio à Igreja Universal do Reino de Deus e à Rede Record no episódio que já é uma das mais agudas perseguições à profissão no Brasil neste ano.

Para saber mais sobre a guerra entre a Universal e a mídia (leia-se jornal Extra, A Tarde e Folha de S.Paulo), acesse aqui (matéria de Elvira Lobato sobre a IURD), aqui (matéria sobre processos dos fiéis contra a mídia) e aqui (IURD desmente ações orquestradas).

Na segunda à noite, o jornalista Juca Kfouri fez um amplo desagravo à Elvira na mesa redonda que acontece semanalmente no canal ESPN Brasil. Juca apoiou a série de reportagens de Elvira e foi seguido em suas manifestações por outros jornalistas do mesmo programa, como João Palomino, Marcio Guedes e Fernando Calazans.

Durante a semana, surgiram outras manifestações de apoio às matérias investigativas dos jornais processados.

No portal Arca Universal, chamam a atenção duas notícias. Numa, de ontem, a matéria repercute a reportagem exibida no domingo sobre o “preconceito religioso” a que está sendo vítima a igreja. Na segunda matéria do portal, convocam o presidente da república, Lula, para abafar que esteja em curso uma série de atentados contra a liberdade de imprensa. 

Reproduzo a nota da Fenaj abaixo:

“Nota Oficial
Jornalistas repudiam intimidação da Universal 
A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos do país filiados à FENAJ  repudiam, com veemência, a atitude da direção da Igreja Universal do Reino de Deus, que desencadeia campanha de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão.Também apelam aos Tribunais e ao Superior Tribunal de Justiça no sentido de alertá-los para ações que se multiplicam a fim de inibir o trabalho de jornalistas em todo o país. O acesso e a divulgação da informação garantem o sistema democrático, são direitos do cidadão, e o cerceamento de ambos constitui violação dos direitos humanos.
A TV Record, controlada pela Universal, chegou ao extremo, inadmissível, de estampar no domingo, em cadeia nacional, a foto da jornalista Elvira Lobato, autora de uma matéria sobre a evolução patrimonial da Igreja, publicada na Folha de S.Paulo. Por esse motivo, Elvira responde a dezenas de ações propostas por fiéis e bispos em vários estados brasileiros.
Trata-se de uma clara incitação à intolerância e do uso de um meio de comunicação social de modo frontalmente contrário aos princípios democráticos, ao debate civilizado e construtivo entre posições divergentes.
O fato de expor a imagem da profissional em rede nacional de televisão, apontando-a como vilã no relacionamento com os fiéis, transfere para a Igreja a responsabilidade pela garantia da integridade moral e física da jornalista.
A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos exigem que os responsáveis pela Igreja Universal intervenham para impedir qualquer tipo de manifestação de intolerância contra a jornalista.
O episódio nos remete à perseguição religiosa, absurda e violenta, praticada por extremistas contra o escritor Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, e as charges de Maomé publicadas no jornal dinamarquês Jyllands-Posten.
O jornalista Bruno Thys do jornal carioca Extra também é processado pela Universal em cinco cidades do Estado do Rio de Janeiro. O repórter Valmar Hupsel Filho, na capital baiana, já responde a pelo menos 36 ações ajuizadas em vários estados do Brasil, nenhuma delas em Salvador, sede do jornal A Tarde, onde trabalha.
Há evidência de que essas ações, com termos idênticos, estão sendo elaboradas de forma centralizada, distribuídas e depois impetradas em locais distantes, para dificultar e prejudicar a defesa, além de aumentar o custo com as viagens dos jornalistas ou seus representantes.
Encaminhados à Justiça com o nítido objetivo de intimidar jornalistas, em particular, e a imprensa, em geral, esses processos intranqüilizam e desestabilizam emocionalmente a vida dos profissionais e de seus familiares. Ao mesmo tempo, atentam claramente contra os princípios básicos da liberdade de expressão e manifestação do pensamento.
Em um ambiente democrático e laico, é preciso compreender e aceitar posições antagônicas e, mais ainda, absorver as críticas contundentes, sem estimular reações de revanche ou mesmo de pura perseguição.
Este episódio repete, com suas consideráveis diferenças, outras situações em que os meios de comunicação exorbitaram os fins para os quais foram criados. A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos sustentam que a imprensa não pode se confundir com partidos políticos, crenças religiosas ou visões particulares de mundo.
Brasília, 20 de fevereiro de 2008.
Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Diretoria Sindicato dos Jornalistas da Bahia”

eleições na sbpjor

A Comissão Eleitoral da Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) anunciou oficialmente que apenas uma chapa se inscreveu para o processo sucessório da entidade. As eleições acontecem durante o 5º Encontro Nacional dos Pesquisadores em Jornalismo que vai de 14 a 16 de novembro próximo em Aracaju, Sergipe.

A única chapa inscrita é liderada por Carlos Eduardo Franciscato, professor da Federal de Sergipe, que deve suceder Elias Machado, que permaneceu à frente da SBPJor por dois mandatos, desde a sua criação em 2003.

A composição da chapa Diálogo e sua carta-programa podem ser conhecidos aqui: carta-programa-da-chapa.pdf

empresas jornalísticas: ordem na casa

Reproduzo do site do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina:

Jornal terá que fazer esclarecimento sobre assédio,
assinar autoria de fotos e regularizar os sem registro

24/09 – Uma ação do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina junto ao Ministério Público do Trabalho resultou em ajustamento de conduta com nove itens, que o jornal Notícias do Dia de Florianópolis se compromete em cumprir, a partir de hoje, sob pena de pagamento de R$ 30 mil de multa por infração ou por trabalhador encontrado em situação irregular. As cláusulas que a empresa assumiu o cumprimento são:

1 – orientar os superiores hierárquicos para que deixem de maltratar ou humilhar os trabalhadores;

2 – abster-se de coagir e pressionar os empregados;

3 – promover esclarecimentos quanto ao tema assédio moral, com no mínimo duas palestras e distribuição de material escrito a cada trabalhador. As palestras devem ser realizadas em até 60 dias, assim como a entrega do material impresso;

4 – parar de descontar, dos trabalhadores, qualquer valor que não aqueles legais;

5 – creditar todas as fotos publicadas, inclusive as de arquivo, assim como cessar a comercialização de fotos sem a autorização do autor;

6 – remunerar em dobro o trabalho prestado aos domingos e feriados;

7 – manter registro fidedigno da jornada de trabalho;

8 – remunerar as horas extras com o adicional previsto na convenção coletiva;

9 – proceder, em no máximo 30 dias, o enquadramento dos repórteres-fotográficos e ilustrador que estão sem registro profissional, encaminhando os documentos necessários ao Sindicato dos Jornalistas.”

novo código de ética dos jornalistas

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou o texto final do novo Código de Ética do Jornalista Brasileiro. O processo de modernização do instrumento começou em 2004 e se estendeu até julho deste ano, com democrático debate nacional.

  • Para saber mais sobre esse andamento, leia aqui.
  • Para saber como especialistas avaliam o novo código, veja aqui.
  • Se você tem fôlego e interesse, leia o que já comentei desse tema aqui. Ou navegue pelas tags (aí ao lado) e busque “Ética Jornalística”

Veja a íntegra do documento:

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros

Capítulo I – Do direito à informação

Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange seu o direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.
Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:
I – a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica – se pública, estatal ou privada – e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.
II – a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;
III – a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;
IV – a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as não-governamentais, é uma obrigação social.
V – a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à autocensura são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à comissão de ética competente, garantido o sigilo do denunciante.
Capítulo II – Da conduta profissional do jornalista

Art. 3º O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, estando sempre subordinado ao presente Código de Ética.
Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.
Art. 5º É direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.
Art. 6º É dever do jornalista:
I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
II – divulgar os fatos e as informações de interesse público;
III – lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;
IV – defender o livre exercício da profissão;
V – valorizar, honrar e dignificar a profissão;
VI – não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha;
VII – combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercidas com o objetivo de controlar a informação;
VIII – respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;
IX – respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas;
X – defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;
XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos, dos negros e das minorias;
XII – respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria;
XIII – denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;
XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode:
I – aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou passivamente para a precarização das condições de trabalho;
II – submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;
III – impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;
IV – expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;
V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
VI – realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;
VII – permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas;
VIII – assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos de cuja produção não tenha participado;
IX – valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.

Capítulo III – Da responsabilidade profissional do jornalista

Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor.
Art 9º A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística.
Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade.
Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:
I – visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;
II – de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;
III – obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;
Art. 12. O jornalista deve:
I – ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas;
II – buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;
III – tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;
IV – informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou promoções;
V – rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações;
VI – promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;
VII – defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico, social e cultural;
VIII – preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando a diversidade e as identidades culturais;
IX – manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho;
X – prestar solidariedade aos colegas que sofrem perseguição ou agressão em conseqüência de sua atividade profissional.

Capítulo IV – Das relações profissionais

Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções.
Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.
Art. 14. O jornalista não deve:
I – acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo, quando isso implicar substituição ou supressão de cargos na mesma empresa. Quando, por razões justificadas, vier a exercer mais de uma função na mesma empresa, o jornalista deve receber a remuneração correspondente ao trabalho extra;
II – ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;
III – criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria.

Capítulo V – Da aplicação do Código de Ética e disposições finais

Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão Nacional de Ética.
§ 1º As referidas comissões serão constituídas por cinco membros.
§ 2º As comissões de ética são órgãos independentes, eleitas por voto direto, secreto e universal dos jornalistas. Serão escolhidas junto com as direções dos sindicatos e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), respectivamente. Terão mandatos coincidentes, porém serão votadas em processo separado e não possuirão vínculo com os cargos daquelas diretorias.
§ 3º A Comissão Nacional de Ética será responsável pela elaboração de seu regimento interno e, ouvidos os sindicatos, do regimento interno das comissões de ética dos sindicatos.
Art. 16. Compete à Comissão Nacional de Ética:
I – julgar, em segunda e última instância, os recursos contra decisões de competência das comissões de ética dos sindicatos;
II – tomar iniciativa referente a questões de âmbito nacional que firam a ética jornalística;
III – fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito aos princípios deste Código;
IV – receber representação de competência da primeira instância quando ali houver incompatibilidade ou impedimento legal e em casos especiais definidos no Regimento Interno;
V – processar e julgar, originariamente, denúncias de transgressão ao Código de Ética cometidas por jornalistas integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal da FENAJ, da Comissão Nacional de Ética e das comissões de ética dos sindicatos;
VI – recomendar à diretoria da FENAJ o encaminhamento ao Ministério Público dos casos em que a violação ao Código de Ética também possa configurar crime, contravenção ou dano à categoria ou à coletividade.
Art. 17. Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Parágrafo único – Os não-filiados aos sindicatos de jornalistas estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, impedimento temporário e impedimento definitivo de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Art. 18. O exercício da representação de modo abusivo, temerário, de má-fé, com notória intenção de prejudicar o representado, sujeita o autor à advertência pública e às punições previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do caso ao Ministério Público.
Art. 19. Qualquer modificação neste Código só poderá ser feita em congresso nacional de jornalistas mediante proposta subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes de sindicatos de jornalistas.

Vitória, 04 de agosto de 2007.
Federação Nacional dos Jornalistas

novo piso de jornalista em sc

A notícia foi divulgada hoje mesmo pelo Sindicato dos Jornalistas.
Leia a nota:

“A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) acaba de homologar o acordo coletivo dos jornalistas de Santa Catarina, definindo cláusulas econômicas e sociais para a categoria.

O acordo coletivo tem validade entre 1º de maio de 2007 a 30 de abril de 2008.

A partir de 1º de maio de 2007, o piso dos jornalistas que atuam em Santa Catarina passou de R$ 1.010,00 para R$ 1.050,00 – um reajuste de 3.99% -, para jornada de trabalho de 5 horas/dia.

Os demais salários tiveram reposição da inflação do período, que foi de 3.44%.

Os salários acima de R$ 5.001 (cinco mil e um centavo) receberam reajuste de R$ 172,00.

O acordo coletivo 2007/2008 traz uma novidade:a  taxa de reforço, que assegura o desconto de 1% do salário de cada jornalista, uma vez ao ano,  como uma contribuição de fortalecimento sindical. O desconto só será feito mediante a concordância do jornalista. Caso o jornalista não queira contribuir  deve encaminhar documento ao SJSC desautorizando o desconto.  

Para saber mais sobre esta cláusula e ler o acordo coletivo na íntegra, acesse www.sjsc.org.br

carta de vitória

Falei ontem da Carta de Vitória, o documento resultante do Congresso Nacional Extraordinário de Jornalistas que redefiniu o Código de Ética da categoria.

Reproduzo o documento abaixo:

Os jornalistas brasileiros, reunidos em Vitória, de 3 a 5 de agosto de 2007, para o Congresso Nacional Extraordinário de atualização do seu Código de Ética, reafirmam sua função social de oferecer à sociedade um jornalismo de qualidade, plural, responsável, ético e voltado ao interesse público. Em seu novo Código, ratificam como primeiro e essencial o compromisso com a informação como direito fundamental do cidadão, que em hipótese alguma pode ser ameaçado.

A divulgação da informação correta e precisa é direito e dever dos meios de comunicação e dos jornalistas. A manipulação, a distorção e a deturpação devem ser denunciadas como atentados à cidadania. Ao mesmo tempo, o Congresso Extraordinário dos Jornalistas condena o abuso do poder econômico, a imensa concentração da mídia, a censura por pressões política e econômica e a violência – ameaças ao interesse público, à liberdade de imprensa e à democracia.

Os jornalistas brasileiros reafirmam como fundamental a exigência da formação profissional universitária qualificada para o exercício do jornalismo e se dispõem a avançar na regulamentação da profissão e na luta pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Em nome da valorização profissional, a categoria deve se manter vigilante contra as iniciativas de precarização das relações de trabalho, defendendo as conquistas dos trabalhadores brasileiros e a manutenção do veto à emenda 3.

A defesa de um novo marco regulatório para as comunicações, que contemple os avanços tecnológicos e supere os métodos injustos e concentradores de concessões de canais de radiodifusão, deve contar com o apoio militante dos jornalistas. Apreensivos com a falta de transparência na elaboração das regras para a radiodifusão digital e a TV Pública, os jornalistas sustentam que a conferencia nacional de comunicação, construída num processo de ampla consulta nacional, deve cumprir seu objetivo histórico de elaborar novas políticas baseadas no aprofundamento da democracia e na riqueza da diversidade cultural brasileira. Exigem ainda a imediata nomeação do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, desativado desde o final de 2006.

Conscientes de seu papel fundamental na construção de um Brasil mais justo, os jornalistas apresentam à sociedade brasileira seu novo Código de Ética, no qual reiteram o compromisso indissolúvel de nossa profissão com o direito à informação pública de qualidade.

Vitória, 05 de agosto de 2007.

mais código de ética

A Carta de Vitória, documento resultante da Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas, não foi divulgada ainda porque passa por revisões e formatação. Mas Fernando Paulino, da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Brasília, me repassa texto do vice-presidente da entidade, Antonio Carlos Queiroz, dando uma geral no novo Código de Ética, aprovado no final de semana.

Reproduzo…

 

Aprovado o novo Código de Ética dos Jornalistas

Reunido nesse final de semana em Vitória, Espírito Santo, o Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas reformou o Código de Ética da categoria, em vigor há 22 anos.

O novo texto incorpora princípios da Constituição de 1988 e obrigações definidas em estatutos e códigos de direitos especiais, como o dos consumidores, dos idosos, das crianças e dos adolescentes, e de minorias.

O novo Código de Ética também leva em conta os avanços das novas tecnologias.

Um exemplo de mudança foi a inserção no documento do artigo segundo o qual “a presunção da inocência é um dos fundamentos básicos da atividade jornalística”. Como este é um princípio constitucional, sua incorporação pode parecer redundante à primeira vista. Na verdade, reflete a preocupação política de lembrar aos jornalistas que eles não são cidadãos melhores do que os outros, nem estão acima da lei. O desafio é combater a atual disposição de certos meios de comunicação que se arvoram em polícia, promotoria e juizado ao mesmo tempo, denunciando, julgando e punindo pessoas com a execração pública, muitas vezes sem elementos de prova e sem conceder-lhes o direito de resposta.

Outro avanço foi a adoção da cláusula de consciência, prevista em códigos de ética de jornalistas de vários países, e já reconhecida, por exemplo, pela Justiça de São Paulo. De acordo com a cláusula, o jornalista poderá se recusar a executar pauta que se choquem com os princípios do Código ou que agridam as suas convicções. Para evitar distorções ou abusos, ressalvou-se que essa disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para o profissional deixar de ouvir pessoas com opiniões contrárias às suas.

Entre outras disposições, o novo Código de Ética prescreve a obrigação do jornalista de informar claramente à sociedade quando seu trabalho tiver caráter publicitário ou quando utiliza recursos que modifiquem as imagens originais, como a fotomontagem. E determina que o profissional não pode divulgar informações obtidas de maneira inadequada, como o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo se houver a exigência de esclarecimento de informações de relevante interesse público, e desde que esgotadas todas as possibilidades convencionais.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) deverá divulgar massivamente o novo Código de Ética dos Jornalistas nas próximas semanas, assim que a comissão de redação final, eleita pelo Congresso Extraordinário de Vitória, terminar seu trabalho. Da comissão participam dois representantes do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal: o vice-presidente, Antônio Carlos Queiroz, e o membro da Comissão de Ética, Fernando Paulino.

(do NR-Internet)

fenaj e o novo código

Neste final de semana, a nova diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas tomou posse.
Na mesma ocasião, durante o Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas, a categoria discutiu e revisou o seu Código de Ética. O texto final ainda não está disponível na página da Comissão Nacional de Ética e Liberdade de Imprensa da Fenaj.

vitória, hoje: congresso e posse

Toma posse hoje à noite a nova diretoria da Fenaj. Isso acontece na abertura do Congresso Extraordinário de Jornalistas, em Vitória (ES), onde será definido um novo código para a categoria. O evento vai até domingo. Já tratei disso aqui, mas voltarei. Deixa só eu respirar.

um novo código de ética

Começa depois de amanhã, dia 3, o Congresso Extraordinário dos Jornalistas, evento que vai discutir e definir um novo Código de Ética para a profissão. O encontro vai até o dia 5, e acontece no Hotel Bristol, bem em frente à Praia de Camburi, em Vitória. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) anuncia que delegações de vinte estados brasileiros estarão presentes, e esse alarde não é mera propaganda. O próprio Código de Ética em vigência estabelece que reformas ao documento só podem acontecer em congressos nacionais da categoria, na presença de ao menos dez delegações (art. 27).

Participei menos do que gostaria do processo de discussão do novo Código. Como leciono a matéria e como pesquiso na área, sempre me dispus a discutir a questão. Em fevereiro do ano passado, elaborei uma proposta de novo código e enviei à comissão que sistematizava as sugestões. Em maio, fui a Londrina para o 1º Seminário de Ética no Jornalismo, mas me frustrei á época porque pensei que discutiríamos a coisa por lá. Qual nada. Foi tirada uma comissão para ordenar o material e encaminhar as mudanças, apresentando as minutas do código à categoria.

Dei uma olhada na proposta e não vejo muitas mudanças. Veja você também.

Me organizei para ir a Vitória para o Congresso Extraordinário, mas as aulas e os compromissos me impedem. Vou passar.

De qualquer forma, acredito que um novo código de ética para o jornalista brasileiro é uma questão imperativa. Mas é preciso ter em conta uma coisa. Não basta que se tenha um excelente código se não forem fortalecidas as comissões de ética da Fenaj e dos sindicatos, pois são elas que recebem as denúncias, que encaminham os processos e aplicam possíveis sanções. Já escrevi isso em Jornalismo em Perspectiva (Ed. UFSC, 2005), e em Monitores de Mídia (Ed.UFSC-Univali, 2003). Então, é um processo lento, de educação da categoria, de convencimento da sociedade de que se pode ter um bom código e de que ele é eficaz, eficiente e serve à coletividade e não apenas aos profissionais.

Volto a esse assunto depois.

eleições na fenaj: deu o esperado

Venceu a Chapa 1, liderada por Sérgio Murillo de Andrade, que agora segue para um segundo mandato à frente da entidade classista dos jornalistas.

O resultado oficial  foi:

A chapa 1, Orgulho de ser FENAJ, encabeçada por Sérgio Murillo de Andrade, foi eleita com 3.614 votos. A chapa 2, encabeçada por Dorgil Marinho, obteve 1239 votos. Já para a Comissão Nacional de Ética, foram eleitos Armando Rollemberg (2.794 votos), Washington Mello (2.526 votos), Carmem Lúcia Pereira (2.478 votos), Regina Deliberai (2.356 votos) e Rossini Barreira (2.347 votos). Os demais candidatos, Arthur Poerner e Venício Lima, obtiveram 1.254 e 1.368 votos, respectivamente”.

Sérgio Murillo, a exemplo do primeiro mandato, tem uma pedreira pela frente: quer retomar a discussão do Conselho Federal de Jornalismo, a regulamentação da categoria e as investidas do empresariado para precarizar as condições de trabalho dos jornalistas. Sérgio tem fibra, mas a diretoria patinou bastante no primeiro mandato, cometendo erros fatais – como o encaminhamento político desastrado do projeto que criava o CFJ e o apoio ao fechamento da RCTV por Hugo Chávez.

A nova diretoria toma posse no Congresso Extraordinário dos Jornalistas, que acontece de 3 a 5 de agosto em Vitória (ES). O evento deve definir um novo Código de Ética para a profissão.

farpas

Ontem, a lista eletrônica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) foi chacoalhada com a troca intensa e tensa de emails de membros das duas chapas que concorrem à direção da Fenaj. A Chapa 2, de oposição, denunciava “uso da máquina” pela Chapa 1, da situação, para se manter à frente da entidade. A Chapa 1, por sua vez, repudiava os ataques, afirmando jocosamente que a oposição já chorava a derrota.

Vou a Florianópolis hoje para deixar meu voto.

eleições entre jornalistas

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Acontece de hoje a quarta (18), as eleições para a direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Duas chapas concorrem.

Aliás, fazia tempo que eu não via tanta disputa entre os concorrentes…

No primeiro dia de votação, já se registra um incidente, independente das chapas. A comissão organizadora até que tentou colocar uma urna no Comitê de Imprensa do PAN, no Rio, mas não conseguiu. Tem nota repudiando a recusa no site da federação.

ainda a disputa

A chapa vencedora nas eleições da Fenaj em julho toma posse no Congresso Extraordinário dos Jornalistas, que acontece de 3 a 5 de agosto em Vitória (ES). O evento foi marcado não apenas para empossar os vitoriosos, mas também deve aprovar um novo Código de Ética do Jornalista Brasileiro, um processo de discussão que já se estende por mais de um ano.

Para a conferência de abertura, foi convidado o jornalista colombiano Javier Restrepo, autoridade no continente quando o assunto é ética. Membro fundador da Fundación para unl Nuevo Periodismo Iberoamericano (FNPI) – criada por Gabriel García Márquez -, Restrepo tem larga experiência como jornalista, como ombudsman e como consultor em ética jornalística. Tacada certa!

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disputa

Duas chapas concorrem à direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), e as eleições acontecem de 16 a 18 de julho deste ano. A situação tenta a reeleição de Sérgio Murillo de Andrade à presidência com a Chapa 1 – Orgulho de ser Fenaj. O grupo de oposição articulou a Chapa 2 – Luta Fenaj!, tendo à frente Dorgil Marinho.

A briga está esquentando. Há algumas semanas, na lista eletrônica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), membros das duas chapas fizeram investidas, tentando capitalizar apoios. Sobraram algumas farpas aqui e ali. Natural.

Conheço poucos colegas da Chapa 2, mas sinto que desta vez a oposição vem mais articulada do que em vezes anteriores. Já fui muito ligado a alguns colegas da Chapa 1, e sinto também que o grupo sofreu muito desgaste nos últimos anos por conta do projeto de criação de Conselho Federal de Jornalismo, da Guerra pelo Diploma, e agora por conta do apoio a Hugo Chávez. Acho que a Chapa 2 não tem ainda condições políticas nacionais de vencer nas urnas. Por outro lado, vejo a Chapa 1 comprometida com alguns ranços que só corróem suas bases.

Em Minas, no dia 5, aconteceu o primeiro debate entre as chapas, mas a coisa deve pegar mesmo a partir de agora. Pela internet, os torpedos já começam a chegar. A Chapa 1 tem site e dispara e-mails pedindo apoio. A Chapa 2 não fica atrás. Seu site também tem seção para deixar apoios. Aliás, o site dá, inclusive, na página de entrada número de conta bancária para quem quiser $$$ ajudar $$$.

Veja o programa da Chapa 1.

Veja a composição da Chapa 1.

Conheça o programa da Chapa 2.

Conheça a Chapa 2.

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