dois anos da tragédia hoje

Chove sem parar em Florianópolis, mas não é de assustar. Diferente de há dois anos, quando sofremos com as maiores enchentes da história do Vale do Itajaí. Aliás, hoje, faz exatamente dois anos do dia em que várias cidades foram tomadas por uma água barrenta, pútrida, perigosa e mortífera.

Dias de intensa chuva, solo encharcado, maré alta, tubulações entupidas, e outros fatores combinados contribuíram para que as águas não escoassem para o mar, alagando mais de 80% de Itajaí. Além dos milhões de reais de prejuízos, tivemos dezenas de milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas, 135 mortos e incontáveis recordações de dias muito, mas muito difíceis mesmo.

Estive entre os desalojados, registrei parte desta história e também me juntei aos voluntários que acudiam a cidade submersa. A Arca de Noé, uma rede social na internet, surgiu e ajudou no que pôde. Outros grupos se articularam e a cidade foi se reerguendo. O mesmo se deu em Blumenau, em Ilhota e outros municípios afetados.

Diferente do que pensávamos nos piores momentos, o mundo não acabou. Diferente do que pensávamos nos momentos mais esperançosos, não vieram os recursos para a reconstrução da região e para o fortalecimento de um sistema de defesa civil. Como nos fizeram acreditar no meio da tormenta, a vida se refez, as construções foram reerguidas, os laços de amizade se fortaleceram. Mas as memórias, essas ainda não dissiparam…

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