formação de professores de comunicação

Uma das queixas mais frequentes de alunos nos cursos de Comunicação por aí se refere ao preparo (ou despreparo) dos professores. Na verdade, entre os próprios professores, há uma consciência de que muitos que estão para ensinar foram ótimos profissionais, mas nem sempre são bons mestres. Neste campo, para sermos bem sinceros, há muita coisa a fazer. Por isso, me chamou bastante a atenção o esforço da Intercom para ajudar a formar novos pesquisadores e jovens mestres. Veja os módulos que serão oferecidos ainda este mês no Programa Intercom Jovem:

Módulo 1. Campo da Comunicação: Iniciação Crítica
Período: 18 a 22 de janeiro de 2010

Dia 18 – Segunda
9h – 12h – Epistemologia e Taxionomia da Comunicação – Anamaria Fadul
14h-17h – Teorias da comunicação: Forâneas e Mestiças – Antonio Hohlfeldt

Dia 19 – Terça
9h-12h –  Correntes metodológicas da pesquisa em comunicação – Maria Immacolata V. Lopes
14h-17h – Pedagogia da Comunicação: Ensino/Aprendizagem – José Marques de Melo

Dia 20 – Quarta
9h-12h – O estudo da Propaganda – Adolpho Queiroz
14h-17h – O estudo do Audiovisual: Cinema e Televisão –  Patricia Moran

Dia 21 – Quinta
9h-12h – O estudo do Jornalismo – Carlos Chaparro
14h-17h – O estudo da Comunicação Organizacional: Relações Públicas – Margarida Kunsch

Dia 22 – Sexta
9-12h – O estudo da Editoração:  Livro e  Multimídia – Sandra Reimão
14h-17h – O estudo do Radio e da Mídia Sonora – Antonio Andrade

Módulo 2. Introdução ao Pensamento Comunicacional Brasileiro
Período: 25 a 29 de janeiro de 2010

Dia 25 – segunda-feira
Panorama
9h-12h – Itinerário do Pensamento Comunicacional Brasileiro – Francisco de Assis
Pioneiros
14h-17h – O Pensamento Paulofreireano  – Cicilia Peruzzo

Dia 26 – Terça-feira
9h-12h – O Pensamento Pauloemiliano – Ismail Xavier
14h-17h – O Pensamento Beltraniano – Cristina Schmidt

Dia 27 – Quarta-feira
9h-12h – O Pensamento Flusseriano – Norval Baitello Junior
Inovadores
14h-17h – Leituras Interdisciplinares de Isaac Epstein – Arquimedes Pessoni

Dia 28 –  Quinta-feira
9h-12h – Leituras Midiocêntricas de Marques de Melo – Maria Cristina Gobbi
14h-17h – Leituras Semióticas de Lúcia Santaella – Antonio Adami

Dia 29 –  Sexta-feira
9h-12h – Leituras Sistêmicas de Gaudêncio Torquato – Rose Vidal
14h-17h – Leituras Antropocêntricas de Muniz Sodré – Osvando Morais

Custa R$ 600,00, mas se for sócio da Intercom pode ficar pela metade.
Mais informações pelo email: intercomjovem@intercom.org.br

pós em jornalismo digital na puc-rs!

A partir de hoje estão abertas as inscrições para a especialização em Jornalismo Digital na PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. A seleção dos candidatos vai até 5 de março e as aulas começam no dia 19 do mesmo mês.

A coordenação do curso é do Marcelo Träsel, e tem entre os docentes nomes como os de Francisco Rüdigger, Marcelo Soares, Eduardo Pellanda, Laurindo Leal Filho… Também fui convidado para dar um seminário sobre Ética no Jornalismo…

Mais informações no site (http://www.pucrs.br/famecos/pos/jornalismodigital) ou pelo Twitter (http://twitter.com/posdigital)

estudos em jornalismo e mídia: chamadas de textos para 2010

Estão definidos os temas da Estudos em Jornalismo e Mídia para as edições do primeiro e segundo semestre de 2010.

Anote aí!

Volume 7 nº 1 (Janeiro-Junho)
Inovações no Jornalismo

O jornalismo é uma atividade que evoluiu não apenas aliado ao desenvolvimento tecnológico, mas também à base do aperfeiçoamento de processos e sistemas. Neste sentido, as inovações na área abrangem o emprego de equipamentos e suprimentos para um melhor desempenho, mas também a implementação de novos processos e a proposição de outras práticas que otimizem a atuação jornalística. Inovação envolve criatividade, ousadia, imaginação, experimentação e busca de excelência. A inovação no jornalismo é operacional e é processual, e se traduz em apropriações tecnológicas, adoção de políticas de trabalho, indicação de métodos de investigação e apuração, entre outros. O escopo desta edição abrange ainda relatos de pesquisa e reflexões sobre modelos de negócio para o jornalismo, padronização e qualidade, formatos e produtos, estratégias dirigidas a novos públicos, novas mídias, etc.
Prazo para submissão: até 20 de abril

Volume 7 nº 2 (Julho-Dezembro)
Jornalismo e Políticas Públicas

Fruto e consequência de mobilização social, as democracias modernas amadureceram sistemas de participação popular para a gestão do bem público. Um deles é a implementação das chamadas políticas públicas. Estas são formalizações legais e administrativas que possam garantir ganhos e direitos adquiridos para todo o conjunto da sociedade e não apenas para públicos específicos. Como uma atividade eminentemente social, o jornalismo deve ter, em essência, suas atenções voltadas às questões mais universais. As políticas públicas, portanto, devem pautar permanentemente a imprensa. É isso o que acontece? Como os meios de informação e seus profissionais tratam as políticas públicas? Como as organizações que defendem e articulam a população para as políticas públicas se relacionam com a imprensa? Que modelo de jornalismo prevalece nessa relação entre imprensa e instituições de mobilização social?
Estas e tantas outras questões que envolvem o tema e merecem atenção deverão ser objeto de debate nesta edição.
Prazo para submissão: 20 de setembro

A Estudos em Jornalismo e Mídia é a revista científica do Mestrado em Jornalismo da UFSC.

mas também não compre na koerich!

Se você acompanha este blog, percebeu que só nesta semana me incomodei comprando nas lojas Salfer e nas Casas Bahia. Mas não foi só isso. Me irritei também nas lojas Koerich. Por quê?

No dia 30 de dezembro, fiz uma compra numa loja da rede em Itajaí. Foram três peças de cozinha, R$ 800,00. Como de costume, escolhi bem, analisei as condições e informei que os móveis deveriam ser montados em Florianópolis (onde há lojas da mesma rede). “Sem problemas”, disse o vendedor que me informou que os móveis seriam entregues dia 5 de janeiro e que a montagem seria no dia 11. Paguei à vista.

Realmente, os produtos foram entregues no dia marcado, mas nada de montagem, e hoje é dia 14 de janeiro.

A Koerich tem um serviço de atendimento ao consumidor. Não é um 0800, eles não pagariam para te atender. É um 0300, mas não se iluda: não funciona. Liguei muito, conversei com várias vozinhas simpáticas e nenhuma foi capaz de resolver o meu problemas.

Por isso, digo: NÃO COMPRE NAS LOJAS KOERICH!

A menos que queira se irritar, que queira ser ignorado e desrespeitado como consumidor.

ATUALIZANDO: De repente, vieram montar meus móveis. Não foi mais do que obrigação: a raiva continua!

não compre na salfer!

Não existe nada que me deixe mais indignado que ser destratado como consumidor. Nada!

Por uma razão muito simples: as pessoas são constantemente, cotidianamente, frequentemente desrespeitadas por empresas, fornecedores e prestadores de serviço. Por isso, é importante não guardar para si os episódios que nos diminuem, que tentam esvaziar nossa dignidade. Mesmo que não resolva muita coisa, contar o que aconteceu é uma forma de alertar outras pessoas e fazer registro…

Por essas e outras, advirto: NÃO COMPRE NAS LOJAS SALFER! A menos que queira se incomodar…

No dia 29 de dezembro, fiz uma compra numa loja em Itajaí. Eram três produtos, quase R$ 1,8 mil. Escolhi bem, analisei as condições e informei que os móveis deveriam ser montados em Florianópolis (a apenas 90 km de lá e numa cidade onde existem ao menos duas lojas da mesma rede). O vendedor disse “sem problemas”. Paguei à vista. Hoje é dia 14 de janeiro e até agora, nada de montagem dos móveis. Nada!

Nesta semana, liguei para deus e o mundo nessa loja e me empurraram para todos os lados. Xinguei, gritei, falei palavrão para atendentes, gerentes, supervisores. Protestei contra o descaso, me queixei da demora. Fizeram promessas, mas até agora, nada!

Por isso, repito: NÃO COMPRE NAS LOJAS SALFER!

A menos que queira se irritar.

ATUALIZANDO: Como que por encanto os caras vieram montar meus móveis. Mesmo assim, demorou duas semanas e uma vida inteira de estresse. A má impressão continua!

um clipe, lá do fundo da memória

Há quem teorize sobre as lembranças. Há quem pesquise sobre elas. Existem ainda aqueles que só se assombrem diante das próprias memórias. Estou entre esses. De repente, esta semana, ouvi uma música lá do fundo das minhas recordações. Na verdade, era um clipe que eu havia assistido no Fantástico: Roberto Carlos cantava As Baleias, em 1981.

Sim, eu sei. Roberto Carlos é brega, é coisa de velho, está fora de moda… Sim, ele pode ser um intérprete ultrapassado, um ícone restrito a uma camada de fãs, mas o cara é um compositor maiúsculo.

Veja o clipe abaixo com os olhos fechados e os ouvidos bem abertos. Você vai entender porque… é simplesmente lindo…

pós de edição em jornalismo na unisc!

Já estão abertas as inscrições para a especialização em Edição em Jornalismo na Unisc, em Santa Cruz do Sul. As aulas começam em 9 de abril.

A coordenação do curso é do Demétrio Soster, e tem entre os docentes nomes como os de Antônio Fausto Neto, Carlos Eduardo Franciscato, Marcelo Träsel, Marcia Franz Amaral, Tattiana Teixeira, Marcos Santuário… Fui convidado para dar um seminário sobre aspectos éticos na edição…

Informações no site (http://www.unisc.br/pg/2010/cursos/edicao_jornalismo.html) ou no Twitter (http://twitter.com/posedicao)

é Claro que é roubada!

Alegria de pobre evapora diante dos olhos!

No finalzinho do ano, fiz uma comprinha nas Casas Bahia. Estava de mudança e precisava de uns utensílios pra casa. Acabei gastando uma grana e o seu Samuel Klein, muito bondoso, me deu um celular de graça. Fiquei exultante. Fui saltitando pra casa, afinal, ganhar um celular… ninguém tem celular, sabe como é!

Pois liguei o aparelho e lá veio a primeira surpresa: o celular era da Claro. Isto é, o seu Samuel me deu um celular bloqueado.

Fui até uma revenda da Claro para desbloquear a coisa, já que tenho conta da Tim. A revenda não fez o serviço: “Só as lojas da Claro é que têm o segredo pra desbroquear”, me disse o diligente atendente. Persisti. Na loja da Claro, o atendente impertigado me pediu a nota fiscal do produto. Mostrei para ele, que fez cara de nojo. Deve ter pensado: “Mais um cliente trouxa do seu Samuel…”.

Do alto do seu poder de decidir se desbloqueia ou não um celular, o atendente me cuspiu na cara: “Esse aparelho só é desbloqueável um ano depois da compra!” Como assim? Não pode! E a tal da portabilidade? “Ou é depois de um ano ou a Claro cobra R$ 20,00 por mês faltante”. Como assim? Não vou pagar R$ 240,00 para desbloquear um celular que na nota tem o valor de R$ 52,00. “Mas este é o sistema, senhor!” Sistema de merda, eu disse educadamente. Não vai fazer, então? Tá certo. Você trabalha pra máfia, rapá! As operadoras telefônicas são máfias, devolvi a cuspida.

Eu nem queria um celular novo…

Resumo da ópera: o seu Samuel não me deu um celular. Me deu uma algema da Claro.

tem mais gente de mudança

Não sou o único a desencaixotar a vida nesses dias… meu camarada Dauro Veras também está de endereço novo. Enquanto adoto um novo CEP físico – agora em Florianópolis -, Dauro se muda para o wordpress e para um domínio próprio. Aqui, a bagunça está diminuindo, mas por lá, as coisas já estão bem arrumadinhas.

Felicidades, meu caro!

campus party, eu vou!

São Paulo sedia mais uma vez o maior evento informal da internet do país e um dos maiores do mundo, a Campus Party. Planejei participar nos últimos dois anos, mas por uma série de fatores não pude estar no lugar onde todas as mentes se conectam, todos os downloads são possíveis e onde a taxa de upload demonstra que a internet é mesmo mais criativa e compartilhadora do que qualquer outro projeto humano.

Por isso, estou bastante feliz com a perspectiva de estar no meio de milhares de campuseiros. Como estou em processo de mudança, apenas darei um pulinho por lá, mas quero postar alguma coisa seja por aqui ou pelo twitter. Participarei do painel “Cibercultura e pesquisas sobre blogs e conversações” ao lado da Sandra Montardo, de André Lemos, do Henrique Antoun e com moderação do Sérgio Amadeu. O convite partiu do Edney Souza que explica no vídeo abaixo como estará a programação da área de blogs…

Se você quer saber mais, acesse o site do evento (aqui), acompanhe o blog da Campus Party (aqui) ou ainda consulte a agenda (aqui).

3 vídeos sobre jornalismo e tecnologia

Três palestras realizadas no Porto, em Portugal, em evento do Observatório do Ciberjornalismo (ObCiber):

António Granado fala de 10 coisas que as universidades precisam fazer para melhorar o ensino do jornalismo

Javier Díaz Noci fala de Pesquisa em ciberjornalismo: tendências

Pedro Araújo e Sá fala de Os media e o mundo digital – Desafios e oportunidades do processo de transição

2010 já é!

O ano que começa hoje já começou antes do seu primeiro minuto. Começou num pensamento furtivo, numa esperança que me escorreu dos dedos, num sonho que alimentei outro dia. 2010 já é. Pessoalmente, inicio o ano e a nova década muito bem. Depois de seis anos, retorno à cidade mais maravilhosa do mundo: Florianópolis. Retorno em definitivo, espero, à cidade que viu meu filho nascer, me viu sorrir sem dó pra vida, me recebeu como a um nativo.

Inicio 2010 na cidade que amo, no emprego em que sonhei, com a mulher que desejei, e com o astral batendo no Everest. 2009 foi bom, 2010 será melhor. Se os céus puderem me ouvir, faço três pedidos: saúde, paz de espírito e bom humor.
Tudo isso pra mim e para os que me rodeiam. O resto, bem, o resto xácomigo!

2010 terá feriados, dias ensolarados, noites maravilhosas, e pra completar vai começar numa sexta, feriado, e com lua cheia.
Quer mais?

Feliz ano novo, leitores!

(Este blog pode ficar fora do ar nos próximos dias por problemas de conectividade)

nova edição da estudos de comunicação na rede

Já está na rede a edição de dezembro da revista Estudos de Comunicação, do Labcom da Universidade de Beira Interior, Portugal.

O sumário é este:

Framing a Global Crisis: An Analysis of the Coverage of the Latest Israeli-Palestinian Conflict by Al-Jazeera and CNN
Laura Aguiar

Disasters in Tamil Nadu, India: Use of Media to Create Health Epidemic Awareness
Sunitha Kuppuswamy & S. Rajarathnam

Strengths and Weaknesses of Public Relations: Education in Portugal
Gisela Gonçalves

O ensino do jornalismo em Portugal
João Manuel Messias Canavilhas

A competição entre televisão e imprensa no discurso metajornalístico
Ana Horta

The Romanian journalists between constraints and liberties
Silvia Branea

Mercado vs Cultura: La política audiovisual de la Comisión Barroso
Carmina Crusafon

New media and society: A Study on the impact of social networking sites on indian youth
Dr. M. Neelamalar & Ms. P. Chitra

A Pertinência da Categoria Singularidade de Adelmo Genro Filho para os Estudos Teóricos em Jornalismo
Felipe Simão Pontes & Francisco José Karam

Celebridades no Feminino: mulheres célebres em revistas femininas de estilo de vida portuguesas
Ana Jorge

Tecnologias, Mídia e Educação: percursos teóricos entre a sociedade da informação e a sociedade do conhecimento por
Laura Seligman & Rogério Christofoletti

O estudo das redes sociais na comunicação digital: é preciso usar metáforas?
E. Saad Corrêa & A. de Abreu de Sousa & D. Osvald Ramos

Abordagens contemporâneas: identidades e cultura no contexto midiatizado
Ms. Daiana Stasiak

Barack Obama e a representação de identidades híbridas na mídia
Paulo Roberto Figueira Leal & Vinícius Werneck Barbosa Diniz

Conception de nouveaux produits en tourisme : Innovation et communication dans l’incertain
Arlette Bouzon & Joëlle Devillard

Jornalismo e Sociedade: A Visibilidade do Idoso nos Meios de Comunicação. (Estudo de caso: Jornais El País e ABC)
Pedro Celso Campos

A webradio em Portugal
Nair Prata

Jornal Impresso e Pós-Modernidade: O Projeto Ruth Clark e a Espetacularização da Notícia
Luiz Roberto Saviani Rey

Telejornalismo e Poder: A moeda política que regula as relações de troca no Brasil
Flávio AC Porcello

A África que Tintim viu: metáforas da superioridade européia, estereótipos raciais e destruição das culturas nativas em uma desventura belga
Lúcio De Franciscis dos Reis Piedade Filho

Acesse http://www.labcom.pt/ec/06/

saem os vencedores do prêmio caixa-unochapecó de jornalismo ambiental

(Da Coordenação do Prêmio)

Após um período extra de espera, devido à prorrogação do prazo de inscrições, temos o prazer de fazer hoje a divulgação do resultado do III Prêmio Caixa-Unochapecó de Jornalismo ambiental, voltado à produção de reportagens para a web e que discute os riscos, impactos e sustentabilidade ambiental no sul do Brasil. A classificação de sustenta nas notas emitidas, conforme os critérios previstos no regulamento, pelos três jurados: os professores Rogério Christofoletti, de Santa Catarina,  Luiz Ferraretto, do Rio Grande do Sul e Márcio Fernandes Amaro, de São Paulo.

A reportagem vencedora é “Perdas de água: preocupação e novas tecnologias, tudo em pról do desenvolvimento sustentável”, das acadêmicas Caroline Gautério Leal e Graziela Mertens, Balneário Camboriu-SC, pertencentes à Universidade do Vale do Itajaí – Univali. Alcançaram nota 9,4 e recebem a premiação de R$ 4.500,00. A reportagem que ficou em segundo lugar denomina-se “Falta de consciência ambiental e de políticas públicas impossibilita a reciclagem”, de autoria de Ádlia Chaves Tavares e Sheyla Joanne Horst, de Guarapuava-PR, da Universidade Estadual do Centro-Oeste -Unicentro, com nota 9,3, e premiação de R$ 2.000,00. Em terceiro lugar, foi classificada a reportagem “Alimergia: uma ação de sustentabilidade”, produzidas por Clarissa Gabriela Gnhoatto Hermes e Letícia Sangaletti, de Frederico Westphalen-RS, do Centro de Educação Superior/Universidade Federal de Santa Maria -UFSM, tendo obtido nota 8,7 e um valor de R$ 1.000,00.

Os prêmios serão entregues em evento a ser realizado no dia 18 de fevereiro de 2010, após o retorno dos estudantes e professores às aulas, quando acontece também o lançamento do IV Prêmio Unochapecó de Jornalismo Ambiental. Foram ao total, 25 reportagens concorrentes. Entendemos que a edição desse ano consolidou o concurso como uma ação jornalística e cultural de relevância na região Sul. A iniciativa cumpre a finalidade de desafiar os cursos e os acadêmicos de Jornalismo a saberem mais sobre questões fundamentais do meio ambiente e, por outro lado, a se exercitarem no processo de convergência das mídias, numa necessária busca de aprimorar o jornalismo na internet.

2009: uma retrospectiva muito pessoal

2008 foi um ano difícil. Já 2009 foi um tempo de conquistas e de batalhas. Como estamos em fins de dezembro, cabe um balanço, uma avaliação do período. Por isso, ofereço a seguir uma rápida retrospectiva. Siga-me se for capaz!

Janeiro: Comecei o ano com turbulências domésticas. Todo o mundo tem problemas, mas iniciar 2009 com esses tremores me fez decidir dar mais tempo à família o que me obrigou a dizer uma série de “Não” nos meses seguintes. A vida ensina, e na maioria das vezes, as decisões que tomei foram as mais acertadas. Em janeiro, fiz rapidíssima viagem a Brasília para iniciar uma parceria de pesquisa com a Unesco que se mostrou muito rica e interessante. Neste mês, ingressei na minha fase Apple e com o primeiro MacBook. Um deslumbre!

Fevereiro: Mês lotado de reuniões e entraves burocráticos. Nem parecia mês de Carnaval. As aulas começaram pra valer – três disciplinas na graduação! -, mas antes dei uma fugidinha para São Paulo e assisti a um dos meus irmãos casar. Festerê em família. Acertei com a Unesco para atuar como um dos consultores numa pesquisa sobre indicadores da qualidade jornalística.

Março: Duas orientandas do Mestrado em Educação defenderam suas dissertações, o que me deu orgulho e satisfação. Dei início a um tratamento dentário que me deu despesas indigestas. Comecei a migração de nove anos da revista Contrapontos para um portal exclusivo, o que significa dizer transferir manualmente quase 300 artigos. Sem bolsista ou técnico de apoio, passei uma temporada no inferno da Informática, só não tive LER/DORT por sorte. Me decepcionei com a não realização de um curso de especialização que planejei. Sem alunos suficientes, a pós em Mídias Digitais não saiu do papel… Comecei a me preparar para um concurso público na UFSC.

Abril: Mês de orientações constantes a quatro monografias. Páginas e mais páginas de leitura num ritmo alucinante. Fui a Belo Horizonte para o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, revi amigos e fiz contatos excelentes. Assumi a coordenação do Prêmio Adelmo Genro de Pesquisa em Jornalismo: uma trabalheira insana!

Maio: Mergulhei em leituras sobre ensino de jornalismo. Tudo porque queria participar mais ativamente das discussões para a reforma das diretrizes curriculares nos cursos de jornalismo. Cheguei a participar de uma das audiências públicas em São Paulo, e escrevi diversos posts e artigos sobre o tema. Dei uma escapadinha para ir ao Intercom Sul em Blumenau.

Junho: Sofri com ataques ferozes de rinite. Cheguei a consultar um alergista, mas como sou teimoso não dei bola pro doutor. Fiz 37 anos e meu filhote fez cinco. Pensei mil vezes: tô ficando velho. Foi um mês intenso e de oscilação nas emoções: tristeza intensa e felicidade avassaladora. Assisti com pesar a queda no Supremo Tribunal Federal da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Passei por uma maratona de provas no concurso da UFSC e fui aprovado em primeiro lugar. Era o final de um ciclo de dez anos na Univali…

Julho: Não tive um segundo de descanso. Fechei disciplinas, engatei em reuniões e preparei planos para o segundo semestre. Ao mesmo tempo, fiquei de sobreaviso pela nomeação na UFSC. Fechei quatro monografias de conclusão de curso e vi meus quatro orientandos passarem bem por suas bancas. O segundo semestre começou e lá fui eu novamente…

Agosto: Comemorei diversos aniversários na família que tem uma penca de leoninos (entre os quais, a minha amada). Fui nomeado na UFSC, me despedi da Univali e parti para novos desafios profissionais no melhor curso de Jornalismo do Brasil. Um deles foi ter paciência no trânsito que liga o continente à parte insular de Florianópolis. Cheguei inclusive a bater o carro. Azar…

Setembro: Trabalhei intensamente com outros três colegas na pesquisa sobre indicadores da informação jornalística. Consegui quitar minha casa e me tornei um feliz proprietário: o sonho da casa própria é mesmo universal! Dei início a um novo projeto: o Observatório da Ética Jornalística, objETHOS. Fiz palestras em Novo Hamburgo (RS) e Piracicaba (SP): esse pessoal não tem juízo não?

Outubro: Trabalho, trabalho e só trabalho. Eu nem vi o mês passar…

Novembro: Publiquei a primeira edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia sob minha responsabilidade. Publiquei com meus alunos de graduação um número do jornal laboratório Quatro. Concluí as aulas de três disciplinas e fiz arremates finais no projeto da dissertação de meu orientando no Mestrado. Arrumei encrencas com um vizinho.

Dezembro: Sonhei com o tetracampeonato brasileiro do São Paulo, mas assisti a taça escapar pelos dedos… Afundei em bancas e reuniões. Concluí um curso que fiz à distância sobre ferramentas digitais para professores de jornalismo. Vi meu nome entre os novos bolsistas em produtividade no CNPq. Suei nos primeiros dias de um verão que promete. Comecei a afivelar nossas malas para uma mudança de endereço: de volta a Florianópolis, sonho de anos…

Como adiantei, 2009 foi um ano de batalhas e conquistas. Que 2010 seja também inesquecível, definitivo e maravilhoso. Para mim, para os meus, e para você que me acompanha por aqui.

jornalistas madrilenhos em baixa

Confiança é um vaso que não se quebra. Porque depois de partido, mesmo que se junte todos os cacos, nada será como antes… Confiança e credibilidade são vitais para a sobrevivência de jornalistas e do jornalismo. Volta e meia, surgem pesquisas que tentam aferir a quantas anda a imagem desses profissionais perante a sociedade. A mais recente dessas consultas é a realizada pela Asociación de Prensa de Madrid, e na Espanha o mar não está para o peixe dos jornalistas. Lá, apenas 39% das pessoas têm uma boa imagem da profissão.

A informação é do 233 grados, mas desconfio que em outras latitudes a coisa não esteja lá muito diferente…

este blog não parou…

Se você é um dos seis ou sete leitores que me acompanham por aqui deve ter notado que não tenho postado nada há quase uma semana. Calma. Não arranque seus cabelos, não cometa nenhuma loucura, não recorra ao Procon. Este blog não parou.

Só estou tentando terminar um dos semestres mais agitados da “história defe paif”…

Já, já, eu volto.

a falta que ela me faz

Ela se foi. Não sei se para sempre, mas já sinto a sua ausência.

Desde ontem a casa se ressente disso. Sem mais nem menos, não temos mais ela por aqui. Desapareceu, sumiu, se foi, escafedeu-se. Sem deixar bilhete, sem avisar, sem mostrar qualquer sinal de descontentamento. E o que me fica é uma mistura de sentimentos: um embrião de saudade, a perplexidade pelo ocorrido, a surpresa da herança que ela deixou. Afinal, se algo lhe faltasse, se tivéssemos brigado, enfim, se tivesse acontecido um rompimento, até seria possível se preparar para essa ausência, mas fui pego de surpresa. Não só eu, todos por aqui.

Mila era dessas presenças constantes. É curioso dizer mas, mesmo com pouco tempo por aqui, já era a dona da casa, a rainha que ocupava pouco espaço, mas que se espalhava por todos os cantos. Seu silêncio era a sua presença, a certeza de que estava por perto. Seu vai-e-vem pelos cômodos era notado, e quando descia as escadas de sua maneira toda especial, acompanhávamos seu andar lânguido, como se não existisse pressa no mundo, e a vida girasse à base de manivela.

Vez ou outra, chegava em casa e trombava com seu olhar, ora cúmplice, ora reprovador. Eu parava diante da porta e ela simplesmente me escaneava com seus olhos azuis. Quando havia bom humor, me cumprimentava e vinha ter comigo. Mas era raro, é verdade. Talvez porque eu lhe desse menos atenção do que merecesse ou pedisse. Talvez porque eu não derramava tanto sentimento ao seu redor. Talvez, talvez… é tarde agora.

Desde ontem não sabemos nada dela. Vasculhei pela vizinhança, mas fiquei envergonhado de perguntar por ela aos vizinhos. O que iriam pensar? Certamente, me reprovariam: esse não cuidava dela direito e agora está esbaforido atrás. Eles teriam razão, mas não me diriam isso de chofre.

A falta de que ela me faz é uma espécie de vergonha que alimento aqui dentro. Pois é um sintoma de que eu não soube amá-la pra valer. Não que não amasse, mas porque não me dedicasse a isso. Não me desse a ela, como ela se entregava a mim e a outros, que amava. Meu filho, por exemplo, mantém a esperança de que Mila volte, que ela saiu em busca de alguma aventura, mesmo que não fosse do feitio dela. Mas ele tem cinco anos e a inocência ainda brilha nos seus olhos. Minha esposa rumina em silêncio. Talvez seja quem mais sinta a falta de Mila, pois era quem mais convivia com ela, a quem hipotecava o mais desabrigado amor. Elas conversavam entre si: a onça e a gata. Vi isso acontecer mais de uma vez.

Também sinto falta de Mila, a quem trocava o nome até pouco tempo atrás. Olhava para ela e chamava por Nina, referência a outros dois amores do passado. Me reprovavam por isso, mas depois virou piada interna. Mas Mila também me cativou, me fez deitar os olhos sobre seu corpo, seu sorriso de esfinge, seu olhar penetrante e seus ruídos discretos. A falta que ela me faz cresce. Talvez porque eu quisesse hoje afagar-lhe mais do que sempre quis. Talvez porque o seu sumiço me faça aprender mais da vida e de mim mesmo. Mas é só uma gata, o leitor pode murmurar. É. Mas gatos têm uma teimosia própria que insiste em nos ensinar que não somos seus donos. Eles é que se apossam de nós, da casa, da rotina. Quando cansam, empoleiram-se sobre o muro e seguem adiante, sem olhar pra trás.

convergência e direito: um dossiê

O Observatório de Direito à Comunicação acaba de lançar na rede o primeiro de uma série de documentos especiais que muito ajudam a compreender o setor de comunicações no Brasil. O primeiro dossiê tem o título A convergência tecnológica e o direito à comunicação, e articula de forma didática e bem estruturada as relações entre os avanços das plataformas, os impactos a que os meios convencionais estão expostos e a organização dos meios de comunicação nacionais em meio a essas modificações.

O dossiê tem 28 páginas, em português, formato PDF, e é assinado por Jonas Valente. O material pode ser baixado aqui.

O documento é interessante pela abordagem – o direito à comunicação não pode se esvaziar diante dos avanços tecnológicos – e oportuno. Afinal, neste mês, acontece em Brasília a primeira Conferência Nacional de Comunicação, ocasião histórica para se discutir diversos aspectos sobre o setor no país.

enade: comissão de comunicação anula questões

Acabei nem comentando aqui a prova do Enade deste ano. Foi polêmica, sim, e arrisco em dizer mal preparada. Houve uma tempestade de críticas, muitas bem acertadas.

Já fui membro da comissão da área de Comunicação para o Enade e sei que o trabalho é muito duro por lá. O trabalho dos especialistas é estabelecer diretrizes que orientem a elaboração de uma boa prova. Não é a própria comissão quem formula as questões, mas empresas especialmente contratadas para o serviço. Aliás, muitíssimo bem pagas, enquanto que os membros da comissão recebem minguadas diárias do Inep, que muitas vezes mal cobrem as despesas com alimentação e hospedagem em Brasília.

Mas o fato é que a prova do Enade deste ano foi muito mal elaborada mesmo. Tanto é que a comissão que assessora o Inep na área da Comunicação decidiu por anular algumas questões, conforme se pode ler no informe do professor Gerson Luiz Martins, um dos membros:

A Comissão Assessora da Área de Comunicação de Enade, em reunião desta quarta-feria, 2 de dezembro, anulou diversas questões da prova da área de Comunicação.
Na parte geral da prova foram anuladas as questões 18 e 19. A questão 19 é a da “marolinha”.

Na parte específica em Jornalismo foram anuladas as questões 27, 30, 33 e 35. Na prova de Publicidade foram anuladas as questões 33 e 37. Na prova de Relações Públicas foram anuladas as questões 34 e 36. Em Radialismo, a questão discursiva 38. E na prova de Cinema, anuladas a questão 34.

A anulação das questões não torna a prova melhor que antes, mas ao menos evita danos maiores, com o uso político da prova, com a ambiguidade e falta de objetividade de alguns trechos da prova. Depois do vazamento da prova do Enem e do desastre do Enade, tanto o Ministério da Educação quanto o Inep saem bastante castigados neste final de governo… será que alcançariam média pra passar?

fórum de professores de jornalismo: chamada de artigos

Leonel Aguiar, diretor científico do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), manda avisar que as inscrições para o encontro de 2010 serão abertas já no dia 1º de janeiro:

O Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ) convida professores, pesquisadores, jornalistas e estudantes para inscreverem trabalhos no IX Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo, que ocorrerá em Recife, Pernambuco, entre os dias 21 e 23 de abril de 2010. O período de inscrição começa no dia 1° de janeiro e vai até o dia 1° de março de 2010.

Os trabalhos podem ser apresentados em um dos seguintes Grupos de Pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e de teorias do jornalismo; pesquisa na graduação; produção laboratorial/eletrônicos; produção laboratorial/impressos; projetos pedagógicos e metodologias de ensino. Mais informações sobre as modalidades – comunicação científica, relato e pôster – e formatação dos trabalhos podem ser encontradas no site www.fnpj.org.br.

novembrada, 30 anos

Há exatos 30 anos acontecia em Florianópolis um episódio que seria emblemático na derrocada do regime militar: um embate entre manifestantes e autoridades, na visita do presidente João Figueiredo à cidade, passaria à história como a Novembrada.

O Cotidiano, revista multimídia do curso de Jornalismo da UFSC, coordenada por minha amiga Maria José Baldessar, oferece hoje um igualmente histórico especial sobre o evento. Se você sabe do que estou dizendo, vá lá relembrar. Se nunca ouviu falar da coisa, já pode dar um bom mergulho no assunto.

Acesse: http://www.cotidiano.ufsc.br/images/novembrada/

 

 

 

 

 

 

 

formação de jornalistas na américa latina

Já está disponível um levantamento feito pela Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicación Social (Felafacs) com apoio da Unesco que tem como título Mapa de los centros y programas de formación de comunicadores y periodistas en América Latina y el Caribe.

Como se pode ver, é um informe que faz um panorama de cursos e centros de formação profissional no continente. Em formato PDF e em espanhol, o documento teve como consultor brasileiro o professor Gerson Luiz Martins. Vale a pena conhecer a realidade formativa específica na região… Aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10 links sensacionais sobre jornalismo

  1. The New York Times Inovation Portfolio – tenha paciência para carregar a página porque vale a pena ver
  2. Consultorio de Acesso à Informação Pública e Liberdade de Expressão – ferramenta útil para jornalistas
  3. Código de Deontologia para França – proposta concluída no final de outubro e que está em plena discussão
  4. Ética para fotojornalistas – valores e orientações de conduta muitíssimo interessantes para profissionais
  5. Top 50 de blogs jornalísticos – uma amostra atualizada, mas restrita dessa fatia da blogosfera
  6. Uso de mídias sociais no jornalismo – as regras da ABC Corporation, da Austrália
  7. Hiperjornalismo – recentíssimo banco de dados das emissoras de TV brasileiras
  8. Newsmap – leia manchetes – inclusive do Brasil – da maneira mais visual possível
  9. Dossiê Universidade, Mídia e Jornalismo – nem tudo está aberto para leitura, mas há muita coisa boa neste especial do The Chronicle Review
  10. Estudando jornais numa época de mudanças – Jane B.Singer escreve para o Poynter. Texto lúcido e instigante!

enchentes em sc: um ano

Um ano atrás, exatamente, eu passava por uma experiência que jamais imaginei enfrentar. Eu e mais de um milhão de pessoas fomos atingidos pelas agora tão trágicas e famosas cheias no Vale do Itajaí. O drama, todos puderam acompanhar pela TV e pelos demais meios de comunicação. Foram dias de intenso sofrimento, de grande angústia, de total destruição, de profundo aprendizado.

Cheguei a postar aqui alguns relatos do que vi e senti à época. A água barrenta em todos os lugares, as marcas indeléveis nas paredes após os rios baixarem, as muitas pilhas de móveis destruídos e colocados nas calçados, à espera do recolhimento para o lixo. Eu, minha esposa e filho ficamos quatro dias fora de casa, alojados num apartamento de uma família amiga. Quarto andar, centro de Itajaí. Apartamento de dois dormitórios que acabou abrigando onze pessoas, com escassez de água, dificuldade de abastecimento de alimentos, medo e tristeza por ver tanta desolação espalhada.

Quando as águas baixaram, voltamos para a casa e havia poucos danos. Minha rua não ficou totalmente alagada. Em casa mesmo, o limite máximo da água riscou 40 cm nas paredes. Perdemos poucas coisas, mas algumas muito preciosas como fotografias, e o mais importante: o sossego. Depois que se passa por um transtorno desses, não se dorme mais tranquilo com uma chuva forte. Os boletins da meteorologia alcançam outra importância, e o apego ao que é realmente essencial fica muito nítido, muito claro.

Uma situação dessas revela o melhor e o pior das pessoas. Vemos a solidariedade e a rapina de doações; vemos a fraternidade verdadeira e o egoísmo; convivemos com o compartilhamento de coisas e sentimentos, e com o individualismo. Para mim, mais difícil que enfrentar os dias fora de casa, torcendo pelo menor dano, foi viver as semanas seguintes, quando a cidade tentava se reerguer de uma queda tão enfática. As pessoas se olhavam fundo nos supermercados. Comungavam um silêncio cúmplice de dor e de resistência. Alimentavam-se de uma esperança rediviva. Reinventavam-se do nada, como se conseguissem se erguer das águas pelos próprios cabelos…

Sobreviver é mais importante que viver.

Para marcar este primeiro ano da pior enchente do estado – quando morreram 135 pessoas! -, o ClicRBS produziu um excelente infográfico, com um farto material e uma dor infinita. As imagens são dramáticas, as histórias, pungentes. A emoção é absoluta. Lembrar é mesmo uma forma de se fortalecer, mesmo quando o que sobra são poucos cacos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

cobertura oficial da sbpjor

Dois canais foram criados na web para a cobertura em tempo real do 7º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo: um blog e um perfil no twitter. Todo o trabalho é feito pelos alunos do Núcleo de Comunicação da Empresa Junior de Jornalismo da ECA-USP.

vencedores recebem prêmio adelmo genro

Mais tarde, na cerimônia de abertura do 7º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, na ECA/USP, acontece a entrega do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo.

Nesta quarta edição, foram inscritos 36 trabalhos de 26 instituições em dez estados brasileiros, um recorde no evento.

Conheça os vencedores que hoje recebem certificados e placas de homenagem:

Categoria Iniciação Científica
Autora: Gabriela Zago, da Universidade Católica de Pelotas
Trabalho: “Jornalismo em Microblogs: Um Estudo das Apropriações Jornalísticas do Twitter”
Orientadora: Raquel da Cunha Recuero

Categoria Mestrado
Autora: Marta Eymael Garcia Scherer (UFSC)
Trabalho: “Bilac, sem poesia – crônicas de um jornalista da Belle Époque”
Orientador: Carlos Eduardo Capela

Categoria Doutorado
Autora: Carla Andrea Schwingel, da UFBA
Trabalho: “Sistemas de produção de conteúdos no ciberjornalismo – A composição e a arquitetura da informação no desenvolvimento de produtos jornalísticos”
Orientador: Elias Machado Gonçalves

Categoria Sênior
Pesquisador: José Marques de Melo

sbpjor começa hoje

Tem início hoje a 7ª edição do Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela SBPJor. Pelo número recorde de trabalhos a serem apresentados, pela localização – o congresso acontece na ECA/USP -, e pelo atual estágio da pesquisa em jornalismo no país – em franca ascensão -, este tende a ser o maior encontro que a entidade já produziu desde a sua criação em 2003.

Embarco agora cedo para São Paulo, e tentarei alimentar este blog com posts ou distribuir informes rápidos pelo twitter (você pode me seguir por aqui). Tudo vai depender da conectividade no local…

Se você não puder participar, acompanhe pelo site do evento (aqui).

Entre os grandes nomes internacionais do evento, estão Pamela Shoemaker (Syracuse University, EUA) e Erik Neveu (Institut d’Etudes Politiques de Rennes, França)… O encontro vai até a sexta, 27, com conferências, mesas coordenadas, apresentações de trabalhos individuais, lançamentos de livros, reuniões de trabalho, entrega de prêmios, eleição e posse da nova diretoria da SBPJor… Ufa!

teoria do jornalismo em revista

Acaba de sair a edição de final de ano da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo da UFSC.
Neste número, um dossiê sobre teorias do jornalismo, e outros tantos temas importantes.

O sumário está a seguir, e o link para a edição é este aqui.

Eixo Temático: Teorias do jornalismo
O fenômeno noticioso: objeto singular, natureza plural
Gislene Silva (UFSC)

A celebração da prática e da teoria do fazer jornalístico – Zero Hora 45 Anos
Daiane Bertasso Ribeiro (UFSM) e Maria Ivete Trevisan Fossá (UFSM)

Jornalismo e guinada subjetiva
Marcio Serelle (PUC-MG)

Entre fronteiras: explorando o efeito da terceira pessoa
Francisco Gilson R. Pôrto Junior (UNITINS)

A institucionalização do mercado noticioso e seus significados para a construção da identidade do jornalista no Brasil
Fernanda Lima Lopes (UFRJ)

Jornalismo, espaço de disputas de hegemonia
João José de Oliveira Negrão (UNISO)

Jornalismo audiovisual de qualidade: um conceito em construção
Beatriz Becker (UFRJ)

Contributos portugueses à teorização do jornalismo: das origens a 1974
Jorge Pedro Sousa (Universidade Fernando Pessoa)

Temas livres
O repórter Euclides da Cunha em Canudos
Antonio Carlos Hohlfeldt (PUC-RS)

Novas exigências de formação
Antônio Fausto Neto (UNISINOS)

O oligopólio privado das comunicações como herança arbitrária do Estado brasileiro
Carlos Augusto Locatelli (UFSC)

Televisão, Telejornalismo e Juventude: o que jovens da periferia pensam sobre o Jornal Nacional?
Aline Silva Correa Maia (UFJF)

Sedimentação, erosão, abalos e erupção de imagens: Reprodução e transformação de representações sociais na narrativa jornalística
Ivan Paganotti (ECA-USP)

Jornalismo digital e colaboração: sinais da desreterriotorialização
Vivian de Carvalho Belochio (UFRGS)

Resenha
Moral irrisória
Ética, jornalismo e nova mídia: uma moral provisória, de Caio Túlio Costa
.
Por Aldo Antonio Schmitz (UFSC)

Comentário
Por que o jornalismo precisa de doutores?
Philip Meyer (University of North Carolina)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

objetividade e ensino de jornalismo: novos livros

A Série Jornalismo a Rigor, editada pela Insular com iniciativa do Programa de Mestrado em Jornalismo da UFSC, lança este mês mais dois importantes títulos no mercado: Jornalismo, conhecimento e objetividade: além do espelho e das construções e A Escola de Jornalismo: a opinião pública.

O primeiro é assinado pela jornalista Liriam Sponholz, e traz uma versão de sua tese de doutorado junto à Universidade de Leipzig, na Alemanha. Retornando ao debate sobre a objetividade – tão caro ao jornalismo -, a autora conclui, entre outros aspectos, que “um jornalismo mais objetivo é possível, mas as suas chances parecem ser poucas.”

Segundo apresentação da obra, a “polarização entre duas visões do jornalismo – de um lado como espelho da realidade, de outro como construção ideológica – tem ajudado pouco na solução do problema fundamental da objetividade que, indiferente a esta tomada de partido, continua a orientar a prática dos jornalistas e de seus públicos na produção e no consumo diário de notícias”.

A Escola de Jornalismo – a opinião pública, segundo lançamento anunciado, é um clássico assinado por Joseph Pulitzer, lendário editor do The World e apontado, na década de 40, pela Associação Norteamericana de Editores de Jornais como “o maior jornalista de todos os tempos”. Seu nome até hoje é reverenciado no mercado e na academia, e Pulitzer se tornou a maior distinção da profissão nos Estados Unidos.
Na obra – em edição bilíngue, com tradução de Jorge e Eduardo Meditsch -, Pulitzer faz uma incisiva defesa do ensino superio específico em jornalismo, o que ajudou a alterar o conceito da indústria jornalística e da sociedade sobre a profissão.

Segundo a apresentação do livro, Pulitzer “via a sua  reputação arranhada pelo envolvimento nas encarniçadas batalhas pela audiência que fizeram a má fama do jornalismo marrom (lá yellow journalism), e decidiu associar o seu nome a iniciativas mais nobres: doou milhões de dólares para a criação da primeira faculdade de jornalismo dos Estados Unidos (que afinal foi a segunda, em Columbia) e a instituição de um prêmio anual ‘para encorajar e distinguir a excelência no jornalismo’. Em 1904, já cego, Pulitzer ditou este texto em resposta aos críticos de seu projeto: ao defender a Escola de Jornalismo, estabelece também os cânones modernos da profissão e produz um clássico da sua teoria normativa”.
Os dois livros têm lançamento previsto para o dia 26, quinta-feira, em meio ao 7º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, em São Paulo.