listinha de filmes

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Kadw vem fazendo seu listão de 100 filmes indicados. Pedro Doria hoje convida para listar os dez filmes que mais marcaram a vida de seus leitores. (Na verdade, o convite já é um meme).

Convite aceito.

Blade Runner – Eu sou Deckard.

 

Cidadão Kane – O choque do velho que me deixa renovado. Sempre.

 

Cinema Paradiso – Quando eu me transformo em cachoeira.

 

Antes da Chuva – O tempo é circular. A vida é mais.

 

O livro de cabeceira – a poesia numa fábula de Peter Greenaway. Livros e olhos rasgados. Janelinhas na telona.

 

Lavoura Arcaica – Um filme verde, cuja voz ressoa o velho escritor aposentado.

 

Terra em transe – Glauber pulsa no olho arregalado de Paulo Autran, na voz aveludada de Jardel Filho e no sorriso sacana de Paulo Gracindo.

 

Apocalipse Now – This is the end, my only frien, the end!

 

A festa do monstro maluco – Sessão da tarde, o paraíso.

 

Tubarão – Dá medo até hoje.

 

 

 

fundamentos da nova ordem

A revista Meio Digital oferece nesta edição um facílimo infográfico dando conta dos 10 Fundamentos da Nova Ordem Mundial Digital. A experiência de navegar pelo novo mundo é por aqui. Mas se você é preguiçoso, impaciente ou apressado, saiba que os 10 fundamentos são:

  • Negócios: o seu agora é meu. O império da desintermediação
  • Filosofia: virtual é real. A vida sem espelho
  • Investimento: maximização em tempo real
  • Sociedade: o poder da inteligência coletiva
  • Economia: menos é mais. A supremacia do pouco
  • Religião: a nova ordem da fraternidade. O paradigma da colaboração
  • Tecnologia: multi-conectividade. O absoluto digital
  • Ética: a era das grandes verdades
  • Tempo-Espaço: a ditadura da relevância
  • Internet: a web é beta. Nada estará pronta

outro evento sobre convergência

Em Belo Horizonte (Minas), acontece o 4º Seminário de Cibercultura e Convergência Digital. De 20 a 22 de agosto.

Na progrAmação,

  • Produção colaborativa de conteúdos em sistemas wiki
  • Tecnologias móveis: informação e interação em novo espaço de fluxos
  • Desafios sociais da digitalização das comunicações
  • Colaboração e arquitetura de participação em ambientes digitais corporativos
  • Comunicação intercultural e fluxos informacionais: dispositivos técnicos, interações e interfaces
  • A História é um jogo? games, juventude e aprendizagens em História

Inscrições AQUI.

sobre entrevistas e jornalistas 2

Los Hermanos têm um karma com repórteres “bem preparados” para entrevistas.

Veja como a repórter da Globo de Brasília troca o nome do vocalista (Marcelo Camelo vira Marcelo Campelo) e veja como não sabe nada de música (para ela, o grupo fez parcerias com Elis Regina!!).
Por fim, note que Rodrigo Amarante sacaneia com a moça, repetindo o “Campelo”…

Nesta, a performance dos repórteres do Ceará é aterradora. Trocam o nome do entrevistado, confundem “boca a boca” com “bate boca”, não sabem quem compôs o quê…

Isso que é profissionalismo!!

Ainda sobre credibilidade e novas mídias

Três cliques sobre esse assunto tão importante e fascinante, e que não se esgotará neste post:

Carlos Castilho, do Código Aberto, mostra – com base em estudos do Pew Research Center – que a relação entre imprensa e público não vai nada bem.

Outra pesquisa da Association of Online Publishers mostrou recentemente que entre os leitores britânicos tanto faz se informar em meios impressos quanto pela internet. Eles confiam tanto nuns quanto noutra.

Ainda entre os britânicos, caiu a confiança na poderosa BBC, conforme revela pesquisa.

É por isso que no post anterior chamei credibilidade de Santo Graal da mídia.
Afinal, quem não está à procura disso?

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Estadão contra os blogs: cuidado com as armadilhas!

Pegou mal. Mas a blogosfera já reagiu e fortemente.

Uma campanha publicitária de O Estado de S.Paulo desqualifica blogs e sites, tentando se posicionar como um ponto seguro no mar de informações que nos cerca. O anúncio de TV e as peças para os meios impressos adotam tom bem humorado, puxando para situações ridículas, patéticas. Quem serve de escada para a piada são os blogs, e por conseqüência os blogueiros.

Alessandro Martins adotou um tom moderado na resposta. Para ele, “os blogs bons devem vestir a carapuça, sim!” Carlos Merigo, do Brainstorm 9, critica a posição generalizora da campanha, alertando que as coisas vêm mudando.

Bruno Alves, do BrPoint, decidiu minimizar o fato, considerando que “se estou incomodando, estou no caminho certo”. É uma leitura da situação, mas pode escamotear alguma arrogância e insensibilidade a críticas.

Joel Minusculi radicaliza e ataca a postura do Estadão, a quem atribui a campanha ao “medo da mudança e falta de tino jornalístico para com o desenvolvimento” . Discordo. O Estadão não parece ter medo da mudança, ele já prepara a mudança, seu portal mostra isso, bem como as parcerias estratégicas que tem há tempos. (Há 15 anos, participei do Simpósio Jornalismo no Século XXI nas dependências do Estadão que tinha como palestrantes gente graúda da Knight Ridder, e naquela época já se falava em jornal virtual, em suportes não físicos, em junção de mídias – a palavra “convergência” ainda não era moda). O Estadão tem muito tino jornalístico, se não tivesse não estaria no terceiro século editando seu jornal, nem expandido seus tentáculos para outras tantas empresas do setor.

O fato é que o episódio em questão gira em torno do Santo Graal da mídia: credibilidade. Isso mesmo! Nem mídia impressa, nem eletrônica quanto mais instantânea, vive sem credibilidade, sem a confiança de seu público. Para jornalistas, blogueiros, empresas de comunicação – mas também para outras tantas áreas -, credibilidade é o maior patrimônio que se pode querer ter num ambiente de competitividade. E esta é a arena da qual estamos falando: de muita gente despejando informação a todo momento e os públicos não podendo consumir tudo o que se oferece. Caetano já cantou: “Quem lê tanta notícia?”

Credibilidade é o nome do jogo.

Não acho que o Estadão quis ofender os blogueiros, que está com medo do avanço dos blogs ou coisa do tipo. As empresas grandes não ficam de fora do mercado, seja ele emergente ou não. No portal da Globo, da Folha, do Estadão, há blogs. Eles não ficam de fora. O que o Estadão quer é convencer o público de que oferece a informação mais confiável, de melhor qualidade, mais necessária. Talvez – num segundo momento – coloque nas ruas uma campanha em que tente convencer que os melhores blogs são os de seus colunistas e tal. Não importa o suporte, senhores! Importa que a empresa forneça o serviço, e que este aparente as melhores condições de qualidade, preço e conveniência.

O próprio publisher do New York Times já disse que não está tão certo de que esteja com versão impressa em cinco anos. O que isso quer dizer? Quer dizer que não importa o suporte, a embalagem. Importa é que as grandes empresas vendam informação, e isso pode vir embalado nas mais diversas formas: jornal, revista, portal noticioso ou blogs hiperlocais (como o fez o Chicago Tribune com o seu Triblocal)

Em suma: blogosfera, não é nada pessoal! It´s just business!!

sobre entrevistas e jornalistas

António Fidalgo deu antes; Marcos Palacios repetiu; e toco de novo…

Sabe o que acontece quando o repórter não se prepara para a entrevista?

Acontece isso… assista!

bombando: lista de pesquisadores-blogueiros

Já estamos com

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links na lista.

 

Para conhecer,

copiar,

aproveitar

e mandar adiante!

inovação na educação, o seminário

Dia 24 de agosto
Em São Paulo
Enovation – Seminário de Inovação Tecnológica na Educação
São sete palestras, veja os temas:

  • Transformando informação em conhecimento: estratégias de pesquisa e aprendizagem colaborativa em rede
  • Preparando a Instituição de Ensino para a Era Digital
  • Construção de Relacionamento com os Públicos Educacionais
  • A Tecnologia como diferencial na educação: o que pais e alunos esperam do uso da tecnologia para o ensino de qualidade
  • Ambientes de Aprendizagem Virtuais e sua Aderência com o Mundo de Entretenimento Virtual da Geração Digital. Como atrair o aluno para o seu portal?
  • A Tecnologia Educacional e a questão do TCO /TBO/TRO – um exemplo prático na escolha de solução de hardware e software para uso na sala de aula
  • Ensino e Gestão Acadêmica com Suporte Tecnológico: Caso Univille

Vá à fonte.

multimídia, o seminário internacional

A Revista Imprensa está divulgando a promoção do 2º Seminário Internacional Imprensa Multimídia, que acontece em setembro na PUC de Porto Alegre.

 

Para saber mais, vá à fonte.

(Clique na figurinha)

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4 links frescos de educação e TICs

1. Jose Luis Orihuela indica ccLearn – divisão da Creative Commons para a Educação. (Uma idéia ousada e assustadora para muita gente que eu conheço…)

2. Educ.ar publica texto de Cecilia Sagol sobre a necessidade e urgência de pensar a infância nas e a partir das novas tecnologias. (Essa proposição também causa alguns calafrios nos mais tradicionais…)

3. Suzana Gutierrez retorna ao tema dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e dos agregadores como ferramentas de professores. (O assunto não causa pavor, mas tem gente que foge dele… nem tanto por medo…)

4. Joel Minusculi e o pessoal do Pega No Meu Blog! publicam um manifesto pela liberdade de blogar na Univali. (São alunos de comunicação reivindicando o direito de ler, postar e administrar seus blogs no ambiente escolar)

fuga de cérebros…

Rogério Kreidlow desabafa em seu blog sobre a situação calamitosa que se encontra por aí, no mercado jornalístico. Suas críticas são contundentes, verdadeiras e legítimas. E revoltará mais a quem lê se souber que o autor é um garoto raro, de talento, de inteligência e sensibilidade. E se souber que o menino é jovem, bom de texto e de foto – veja e leia o blog dele! -, antenado e esforçado.

Alguém aí pode dizer: azar do mercado, azar das empresas que perdem um potencial desses…

Que nada! Azar nosso. Nosso.

mais mcluhan

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Robert Logan volta à carga no MediaShift: faz um mcluhan estendido. Retorna ao pensamento do teórico-guru – que já havia visitado antes – e pensa convergência e tecnologias híbridas. Curioso, bem sacado, inteligente…

PS: Logan substitui Mark Glaser – o dono da parada no blog – que está de férias. Blog profi é assim: blogueiros tiram férias, mas a coisa continua… e bem!

5 anos de Ecuaderno

Jose Luis Orihuela está apagando velinhas em seu blog, um dos mais influentes na blogosfera de língua espanhola e portuguesa, por que não?

Ecuaderno faz cinco anos.

Parabéns!

carta de vitória

Falei ontem da Carta de Vitória, o documento resultante do Congresso Nacional Extraordinário de Jornalistas que redefiniu o Código de Ética da categoria.

Reproduzo o documento abaixo:

Os jornalistas brasileiros, reunidos em Vitória, de 3 a 5 de agosto de 2007, para o Congresso Nacional Extraordinário de atualização do seu Código de Ética, reafirmam sua função social de oferecer à sociedade um jornalismo de qualidade, plural, responsável, ético e voltado ao interesse público. Em seu novo Código, ratificam como primeiro e essencial o compromisso com a informação como direito fundamental do cidadão, que em hipótese alguma pode ser ameaçado.

A divulgação da informação correta e precisa é direito e dever dos meios de comunicação e dos jornalistas. A manipulação, a distorção e a deturpação devem ser denunciadas como atentados à cidadania. Ao mesmo tempo, o Congresso Extraordinário dos Jornalistas condena o abuso do poder econômico, a imensa concentração da mídia, a censura por pressões política e econômica e a violência – ameaças ao interesse público, à liberdade de imprensa e à democracia.

Os jornalistas brasileiros reafirmam como fundamental a exigência da formação profissional universitária qualificada para o exercício do jornalismo e se dispõem a avançar na regulamentação da profissão e na luta pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Em nome da valorização profissional, a categoria deve se manter vigilante contra as iniciativas de precarização das relações de trabalho, defendendo as conquistas dos trabalhadores brasileiros e a manutenção do veto à emenda 3.

A defesa de um novo marco regulatório para as comunicações, que contemple os avanços tecnológicos e supere os métodos injustos e concentradores de concessões de canais de radiodifusão, deve contar com o apoio militante dos jornalistas. Apreensivos com a falta de transparência na elaboração das regras para a radiodifusão digital e a TV Pública, os jornalistas sustentam que a conferencia nacional de comunicação, construída num processo de ampla consulta nacional, deve cumprir seu objetivo histórico de elaborar novas políticas baseadas no aprofundamento da democracia e na riqueza da diversidade cultural brasileira. Exigem ainda a imediata nomeação do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, desativado desde o final de 2006.

Conscientes de seu papel fundamental na construção de um Brasil mais justo, os jornalistas apresentam à sociedade brasileira seu novo Código de Ética, no qual reiteram o compromisso indissolúvel de nossa profissão com o direito à informação pública de qualidade.

Vitória, 05 de agosto de 2007.

mais código de ética

A Carta de Vitória, documento resultante da Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas, não foi divulgada ainda porque passa por revisões e formatação. Mas Fernando Paulino, da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Brasília, me repassa texto do vice-presidente da entidade, Antonio Carlos Queiroz, dando uma geral no novo Código de Ética, aprovado no final de semana.

Reproduzo…

 

Aprovado o novo Código de Ética dos Jornalistas

Reunido nesse final de semana em Vitória, Espírito Santo, o Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas reformou o Código de Ética da categoria, em vigor há 22 anos.

O novo texto incorpora princípios da Constituição de 1988 e obrigações definidas em estatutos e códigos de direitos especiais, como o dos consumidores, dos idosos, das crianças e dos adolescentes, e de minorias.

O novo Código de Ética também leva em conta os avanços das novas tecnologias.

Um exemplo de mudança foi a inserção no documento do artigo segundo o qual “a presunção da inocência é um dos fundamentos básicos da atividade jornalística”. Como este é um princípio constitucional, sua incorporação pode parecer redundante à primeira vista. Na verdade, reflete a preocupação política de lembrar aos jornalistas que eles não são cidadãos melhores do que os outros, nem estão acima da lei. O desafio é combater a atual disposição de certos meios de comunicação que se arvoram em polícia, promotoria e juizado ao mesmo tempo, denunciando, julgando e punindo pessoas com a execração pública, muitas vezes sem elementos de prova e sem conceder-lhes o direito de resposta.

Outro avanço foi a adoção da cláusula de consciência, prevista em códigos de ética de jornalistas de vários países, e já reconhecida, por exemplo, pela Justiça de São Paulo. De acordo com a cláusula, o jornalista poderá se recusar a executar pauta que se choquem com os princípios do Código ou que agridam as suas convicções. Para evitar distorções ou abusos, ressalvou-se que essa disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para o profissional deixar de ouvir pessoas com opiniões contrárias às suas.

Entre outras disposições, o novo Código de Ética prescreve a obrigação do jornalista de informar claramente à sociedade quando seu trabalho tiver caráter publicitário ou quando utiliza recursos que modifiquem as imagens originais, como a fotomontagem. E determina que o profissional não pode divulgar informações obtidas de maneira inadequada, como o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo se houver a exigência de esclarecimento de informações de relevante interesse público, e desde que esgotadas todas as possibilidades convencionais.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) deverá divulgar massivamente o novo Código de Ética dos Jornalistas nas próximas semanas, assim que a comissão de redação final, eleita pelo Congresso Extraordinário de Vitória, terminar seu trabalho. Da comissão participam dois representantes do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal: o vice-presidente, Antônio Carlos Queiroz, e o membro da Comissão de Ética, Fernando Paulino.

(do NR-Internet)

mcluhan, mass media e new media

Robert Logan, convidado a escrever no Mediashift, lembra o teórico-guru canadense e separa o joio do trigo. Logan lista 14 distinções entre meios de comunicação de massa e novas mídias. Mcluhan chacoalhou o bambuzal nos anos 60 quando escreveu livros como Understanding Media (que aqui o Décio Pignatari traduziu como Os Meios de Comunicação como Extensão do Homem. Título melhor que o original!). O que diria hoje???

blogosfera à brasileira

É fácil encontrar pela web todo tipo de publicação eletrônica que discuta blogosfera, ainda mais com foco nos Estados Unidos. Quase não se vê com tanta nitidez os debates e o pensamento acerca dos esforços brasileiros para viabilização, inovação, monetização e criatividade na blogosfera tupiniquim. Julio Daio Borges, do Digestivo Cultural, entrevista o Alessandro Martins, e mostra o que há por essas bandas.

O post está datado para a sexta, dia 10. Mas você pode ler já aqui.

fenaj e o novo código

Neste final de semana, a nova diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas tomou posse.
Na mesma ocasião, durante o Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas, a categoria discutiu e revisou o seu Código de Ética. O texto final ainda não está disponível na página da Comissão Nacional de Ética e Liberdade de Imprensa da Fenaj.

second life + outlook

Luiz Antonio de Andrade, do Labcult, é quem dá a dica: um novo software de correio eletrônico mescla Second Life e  com Outlook Express. Isto é, é caixa de email e game. Trata-se do 3DMailBox, onde a sua caixa de mensagens é representada por uma psicina, num ambiente tropical e sensual. Os emails novos que vão chegando são representados por garotas de biquínis que pulam de trampolins. Os spams são gordões pálidos que tentam se bronzear. O sistema anti-spam tem vorazes tubarões que abocanham os gordões.

É diferente, é divertido. Veja.

a lista dos pesquisadores blogueiros: pra facilitar

A lista dos pesquisadores em Comunicação do Brasil que mantêm blogs já passou dos 73 links.

Desde que lancei a idéia, há uma semana, atualizei sete vezes, graças às muitas sugestões de toda a parte.
Agradeço a todos por isso e por replicarem o chamado aos quatro cantos da web.
A lista – como disse aquela vez – não é minha: é uma construção coletiva.

Pra facilitar, você não precisa descer o scroll. Pegue um atalho por aqui.

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sobre fotos de acidentes e crimes

Menos de uma semana após a queda do Airbus da TAM em Congonhas, fotos dos destroços da aeronave e de algumas vítimas já circulavam pela internet. Nem é preciso dizer o horror das imagens de corpos mutilados, total ou pacialmente carbonizados, contorcidos. Depois do choque, a gente se pergunta: de onde veio isso? quem tirou essas fotos? será que os próprios peritos, policiais ou bombeiros fizeram vazar essas imagens? em nome do quê? e o que ganham com isso?

Em Santa Catarina, no final de julho, um crime brutal teve circunstâncias semelhantes. Um garoto de 12 anos foi brutalmente assassinado, violentado sexualmente e teve suas pernas decepadas. O suspeito é um coleguinha de 16. O motivo alegado: briga por conta de videogame. Poucos dias após a brutalidade, fotos igualmente terríveis circularam por email e movimentaram chats e comunidades virtuais. Mais uma vez, a gente se pergunta: como isso foi acontecer (o crime e a disseminação das imagens) ? por que acontece? como? em proveito de quem?

Claro que não é a primeira vez que isso acontece. Nos anos 90, quando do acidente que matou os integrantes do grupo Mamonas Assassinas, fotos do local do desastre também foram distribuídas pela grande rede. Imagens dantescas, inomináveis, repugnantes.

“Se algumas pessoas divulgam essas imagens é porque outras querem ver”, explica uma psicóloga em reportagem de hoje do Diário Catarinense. Aliás, o DC traz uma página praticamente sobre o vazamento das imagens do violento crime citado acima. A psicologia arrisca explicações sobre a compulsão de mostrar atrocidades e a vontade quase incontrolável de querer consumi-las. Existe muita coisa envolvida em situações como essa: exploração da dor alheia, desrespeito às vítimas e a seus familiares, crime por vazamento de informações em investigação, ética, direito de imagem, direitos e garantias fundamentais das pessoas, sensacionalismo na mídia, ética jornalística (ou a falta dela), honra à memória dos mortos

Por outro lado, se tanta coisa é mostrada, outras tantas deixam de ser. Marcos Palacios relata uma experiência que fez: buscou no Google palavras-chave associadas ao acidente da TAM e não chegou a encontrar nenhum resultado, embora o evento tenha sido amplamente coberto pela mídia. O que teria acontecido?, pergunta-se Palacios.

que estranha saudade…

Recebo um email de amiga com uma lindíssima foto noturna da praia da Ponta Negra, no Rio Grande do Norte. No retrato, a lua cheia ilumina a paisagem aérea e imprime um clima de beleza, de arrebatamento diante da natureza, de esplendor ao luar. Explica-se o envio da foto pela amiga. Ela está auto-exilada em São Paulo onde faz seu doutorado. Sente saudades do seu nordeste.

Aqui em Itajaí, SC, faz uma manhã amarrotada, com clima insosso, friozinho de leve, acabrunhamento nas nuvens que tampam todo o céu. Um clima paulistano. Aliás, acordei balbuciando “Paulista”, de Eduardo Gudin e Costa Netto, lindíssima canção-poema sobre a avenida mais conhecida da Poluicéia.

Então, porque é domingo, e porque deu uma saudadinha de caminhar na Paulista nos domingos vazios pela manhã, deixo “Paulista”, a letra, e uma versão dela, você ouve aqui.

Na Paulista
Os faróis já vão abrir
E um milhão de estrelas
Prontas pra invadir
Os jardins
Onde a gente aqueceu
Numa paixão
Manhãs frias de abril

 

Se a avenida
Exilou seus casarões
Quem reconstruiria
Nossas ilusões?
Me lembrei
De contar pra você
Nessa canção
Que o amor conseguiu

 

Você sabe quantas noites
Eu te procurei
Nessas ruas onde andei?
Conta onde passeia hoje
Esse seu olhar
Quantas fronteiras
Ele já cruzou
No mundo inteiro
De uma só cidade

 

Se os seus sonhos
Emigraram sem deixar
Nem pedra sobre pedra
Pra poder lembrar
Dou razão
É difícil hospedar
No coração
Sentimentos assim

casa de ferreiro…

Sou chato para algumas coisas. (A oposição diria: para muitas coisas)

Mas acho que, às vezes, as contradições são tão visíveis que incomodam mesmo. E aí, motivam blogueiros – numa manhã carrancuda de domingo – a esbravejar em seus posts. É o caso.

Desde sexta, delegações de pelo menos vinte estados brasileiros discutem um novo texto para o Código de Ética do Jornalista. Eles estão reunidos em Vitória e não encontro ninguém fazendo cobertura do evento pela blogosfera. Quiçá nos sites da Fenaj, dos sindicatos dos jornalistas e por aí vai. Pô! Trata-se de um Congresso Extraordinário dos Jornalistas! Não era o caso de alguém estar postando uma coisinha aqui ou acolá? Dando o clima do encontro, como foi a posse da nova diretoria da entidade, se as discussões estão acirradas ou não…

Nada, meu filho. Nada!

a quinta no sábado

Já estamos na 5ª atualização da lista de pesquisadores de comunicação brasileiros que mantém blogs.

Cheque!

crítica de mídia e educação para os meios

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Carlos Castilho entrevistou o ombudsman do portal IG, Mario Vitor Santos, e para ele, “crítica de mídia deveria ser obrigatória nas escolas”.

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vitória, hoje: congresso e posse

Toma posse hoje à noite a nova diretoria da Fenaj. Isso acontece na abertura do Congresso Extraordinário de Jornalistas, em Vitória (ES), onde será definido um novo código para a categoria. O evento vai até domingo. Já tratei disso aqui, mas voltarei. Deixa só eu respirar.

por falar em blogs e jornalistas…

No post anterior, dei a entrevista do Pedro Dória ao Digestivo Cultural, mas me lenbrei de uma outra que ele deu em 2005 – se não me engano – a uma publicação da Unisinos. Aliás, a publicação toda – a edição inteira – trata de blogs e sua relações com a formação de profissionais, com o desenvolvimento de pesquisas e ensino, etc… Dória chega a comentar que os cursos de comunicação precisam mudar e tal.

Para ver a publicação – IHU on-lineclique aqui. (Em formato PDF, baixe!)

assim falou pedro dória

Julio Daio Borges entrevista longamente um dos mais conhecidos e respeitados jornalistas da internet e da blogosfera brasileira: Pedro Dória. A entrevista está no Digestivo Cultural. Em pauta, a web, o futuro das mídias, a formação dos jornalistas, a internet como negócio, blogs e seus leitores com comentários violentos e por aí vai.

Eu recomendo.