stan lee segue as pegadas de hitchcock

Alfred Hitchcok foi um dos cineastas mais influentes do mundo, um renovador de linguagens, um realizador sem igual. Afora isso tudo, foi um sujeito de um humor bem peculiar. Algumas das piadas mais conhecidas do velho estavam em seus filmes, nas aparições-relâmpagos do diretor em situações cotidianas e irônicas. Passatempo de muita gente é assistir aos filmes e “pescar” as suas passagens.

Stan Lee, o cara mais importante da indústria dos quadrinhos nos últimos 50 anos, também é muitíssimo bem-humorado e recorreu ao mesmo expediente para “estrelar” os principais lançamentos cinematográficos envolvendo super-herois dos quadrinhso da Marvel. Veja um mix e se divirta!

sete anos é um ciclo

Este blog completou sete anos de publicação no último dia 20. Eu ia escrever que são sete anos de publicação ininterrupta, mas se você passa por aqui com alguma frequência sabe que os posts têm ficado mais raros. A desculpa é a de sempre: absoluta falta de tempo. Desde que assumi uma montanha de compromissos profissionais – entre os quais a coordenação do Mestrado em Jornalismo na UFSC -, tem sido mais difícil levar esta second life de blogueiro. Já me queixei também se falta de motivação, mas o grande impedimento mesmo é a duração do dia. Ele curto demais.

De qualquer maneira, fica o registro. E pra não perder a mão, ofereço aos meus poucos (fiéis e insistentes) leitores um novo layout. Mais uma vez, fica o meu agradecimento pelo privilégio da sua visita.

continua o inferno astral de assange

A Suprema Corte Britânica aprovou hoje cedo a extradição de Julian Assange para a Suécia, onde deve responder por acusações de crimes sexuais. O rosto mais conhecido do WikiLeaks vem enfrentando meio mundo desde que o site virou de pernas para o ar a diplomacia norte-americana e contrariou os interesses de outras grandes nações. Assange está em prisão domiciliar há mais de 500 dias e vem produzindo uma série de entrevistas televisivas com pensadores, políticos e ativistas. Os programas estão disponíveis na internet, inclusive com versões em espanhol, árabe e russo.

Num dos episódios, Assange conversa com o presidente do Equador, Rafael Correa, e lá pelos 10 minutos da entrevista, é citado o livro WikiMediaLeaks, dos amigos Martín Becerra e Sebastián Lacunza, pesquisador e jornalista argentinos que participaram do nosso Bapijor em 2011. Quando você é citado por um presidente da república numa entrevista transmitida mundialmente, não há como negar que seu trabalho esteja sendo reconhecido…

ninguém mais faz backup?

Fiquei muito surpreso com o que aconteceu com o Art Spiegelman ontem! O cartunista teve o seu notebook furtado momentos antes de palestrar num encontro de jornalismo cultural em São Paulo. Para quem não liga o nome à pessoa, Spiegelman é o único cara a ganhar um Pulitzer com uma obra em quadrinhos, o mítico Maus, onde representa de forma irônica o embate entre judeus e nazistas na forma de gatos e ratos. Pois o cidadão vem ao Brasil como atração e passam a mão nele!

Outro dia, outro cartunista também teve o mesmo destino. Levaram o notebook do Laerte, e na máquina havia um acervo de anos e anos de trabalhos gráficos. O azar se repetiu, pois o computador de Spiegelman também continha um tesouro visual armazenado. Perdido para sempre? Talvez…

Fiquei pensando: será que esses caras não fazem cópias de segurança de seus desenhos e ilustrações? Se a maré tá assim, meu amigo Frank Maia, que se cuide… Faz um backup aí, Frank!

parabéns, miles!

Se não estivesse em concerto no céu, Miles Davis completaria 86 anos hoje.

Muito jazz nesta vida!

homens que eu amo: clint eastwood

Não espere sorrisos em abundância, simpatia gratuita ou demonstrações explícitas de extroversão. Clint é caladão, taciturno, na dele. É assim nos filmes, onde encarna quase sempre a figura do solitário-vingador, e na vida real, conforme conta Marc Eliot na biografia “Clint Eastwood – Nada censurado”. Mas Clint não se limita a esse clichê, como se pode imaginar.

Os muitos percalços na carreira, a pouca certeza sobre seu talento como ator, os muitos casos extraconjugais, os filhos fora do casamento e o amadurecimento como homem e como artista são a base do livro. O retrato composto não é autorizado nem complacente. Também não é denunciador ou polemista. Clint é mostrado clinicamente, quase sem emoções ou arroubos de deslumbramento. Ele desfila calmo e determinado pelas páginas. Vemos Clint figurar em 56 filmes, dirigir 22 deles, receber oito indicações ao Oscar, levar outros cinco. Vemos Clint casar duas vezes, ter sete filhos, virar prefeito, virar diretor e produtor… Vemos Clint matar facínoras, vingar prostitutas, varrer cidades de mal feitores, trocar socos nas ruas, contracenar com orangotangos, apaixonar-se por mulheres…

Ao fim da leitura, não se pode dizer que haja uma redenção de Clint. Ele continua contestado pela crítica por suas limitações de atuação; permanece à espera de um Oscar de Melhor Ator, mesmo tendo batido na trave por mais de uma vez. Por outro lado, o leitor para e pensa: putz! A década mais interessante da vida desse homem é a que começa depois dos 70 anos. Depois disso, quando ele já poderia se aposentar e ficar mais tempo jogando golfe em seu clube em Carmel, Clint engata uma quinta marcha e produz como nunca, de forma inquieta, como se estivesse buscando algo. É dessa época Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino, A conquista da honra, Cartas de Iwo Jima, Invictus, Além da Vida, A troca…

Você pode nem ir muito com a cara dele, mas Clint é extraordinário. Não acha?

esperei trinta anos pra ver esse filme

Levei meu filho de sete anos para assistir a Os Vingadores. Na verdade, teria ido sem ele mesmo, já que há trinta anos espero para ver a reunião de alguns dos maiores super-herois dos quadrinhos. Isso mesmo! Desde a década de 80 eu me perguntava quando seria possível ver no cinema a magia que eu conferia naquelas páginas…

Àquele tempo era mesmo impossível ter um resultado como o de hoje, quando os efeitos especiais são tão sofisticados! A computação gráfica engatinhava e a qualidade do som era questionável; os roteiros eram imbecilizantes e o enredeo dava lugar mais o humor e ao escracho do que à ação…

Àquele tempo, Nick Fury era branco, tinha cabelos grisalhos e não parava de mascar um charuto velho; as histórias publicadas nos Estados Unidos desembarcavam no Brasil quatro ou cinco anos depois, criando um abismo na cronologia e uma esquizofrenia no universo de Marvel e DC. Naquela época, Thor era louro e usava elmo, e as revistas tinham títulos duvidosos como “Grandes Aventuras Marvel” e “Herois da TV”… Mesmo assim, o planeta corria o risco de se tornar uma colônia de alienígenas quando não fosse devorado por alguma entidade cósmica.

Uma vida inteira depois, o filme deslumbra e esnoba. São vertiginosas as cenas do combate entre Hulk, Thor, Homem de Ferro, Capitão América, Gavião Arqueiro e Viúva Negra contra Loki e um exército alien. Os diálogos são bem escritos, encaixando bons respiros de humor e sarcasmo. Algumas atuações – como as de Robert Downey Jr e Mark Ruffalo – moldam boas personalidades, e a trilha sonora atinge contornos épicos. O filme é mais longo do que deveria, tem algumas barrigas, mas nada que comprometa. O balanço é, de longe, positivo e não decepciona nem fãs antigos nem os de última hora.

A estratégia da Marvel foi bem executada desde o início: produziu filmes de cada um dos principais personagens, como a preparar o terreno para o grande ataque, a ofensiva coletiva. Se os dois títulos de Hulk foram oscilantes, os dois do Homem de Ferro mantiveram um nível alto e envolvente. Os de Thor e Capitão América não chegaram a abalar as estruturas, mas exibiram alguma dignidade. Meu receio era que Os Vingadores naufragasse como a franquia de X-Men… Felizmente, não! Menos mal para os realizadores. Afinal, Hulk não perdoaria…

um vinicius repetitivo e apressado

Eu já havia cruzado mais de uma vez com “Nuestro Vinicius” numa bela livraria de shopping. Neguei-me a levar por um misto de desconfiança e receio. A desconfiança: será que uma biografia escrita por uma estrangeira ultrapassaria a admiração que já tinha pelo que considero o livro definitivo sobre Vinicius de Moraes? A gringa é a jornalista Liana Wenner, e a obra-prima da qual não queria abrir mão é “Vinicius de Moraes – o poeta da paixão”, do crítico José Castello. O receio: deparar-me com um relato que corrompesse o personagem que cultivo como a um parente próximo.

Por uma dessas coisas que não se explica, ontem, trombei mais uma vez com o livro da argentina, mas agora numa versão brasileira, recém-lançada. Por aqui, a biografia que trata das aventuras do Poetinha na Argentina e Uruguai passou a se chamar “Vinicius portenho”. Trouxe comigo, e passei a devorá-la logo após o almoço, como quem se empanturra com papos de anjo em trevas totais…

Mas o que percebi nas primeiras 50 páginas é que o livro nem faz sombra a outros títulos que biografam esse inesquecível personagem. Primeiro porque é mal escrito: tem ideias repetitivas, não é claro no percurso temporal – o que causa desorientação no leitor -, e ainda por cima cria um ou outro clímax que não se sustenta. Depois, porque a pesquisa da autora parece apressada, circunscrita a poucas fontes, e com um tratamento das informações que tende ao preguiçoso. Não raras são as vezes em que Liana Wenner deixa o fio condutor de lado e entrega ao leitor longos trechos de depoimentos, sem um tratamento que uniformize o seu texto, como quem não sabe muito bem o que fazer com aquilo tudo. A narrativa perde em fluxo e potência; a autora evapora diante dos depoentes…

Isto é, “Vinicius portenho” me decepcionou bastante. A prosa é fácil, rotineira até, o que faz restar a impressão de que estamos diante não de um livro, mas de um amontoado de textos jornalísticos – feitos no calor e na pressa do cotidiano -, sem um período de amadurecimento, polimento e cuidado. Apesa disso, é preciso dizer que a obra não é pretensiosa, como se costuma encontrar por aí em outros empreendimentos biográficos. Mas o Poetinha merecia mais que isso.

Em “Garoto de Ipanema”, de Alex Solnik, encontramos um saboroso cardápio de episódios que apresentam Vinicius de Moraes numa dimensão bem humorada e bonachona. Também não há pretensão ou sisudez, mas a leveza do texto do autor carrega o leitor numa viagem bastante prazerosa. “Vinicius de Moraes – uma geografia poética”, de José Castello, é um trabalho restrito a mostrar os lugares por onde passou o poeta, relacionando afetos e logradouros. Caminha-se com o velho sedutor, com o compositor inspirado, com o poeta de copo na mão. Mas “Vinicius de Moraes – o poeta da paixão”, do próprio Castello, é um retrato muito bem acabado, sincero, dramático e doce, como era o “branco mais preto do Brasil”.

Enfim, Benjamin Moser nos mostrou uma Clarice Lispector multidimensional e sólida, mostrando que sua estrangeiridade em nada afetou a distância de sua biografada; Liana Wenner nem arranhou a moldura de Vinicius…

um dos duetos mais emocionantes

Na madrugada deste domingo, fui sacudido por uma torrente emocionante quando vi um número que reuniu Maria Gadú e Beto Guedes, no programa Altas Horas. Gadú, com seu timbre vigoroso e encorpado, é acompanhada por um Beto Guedes, envelhecido mas ainda muito suave e generoso. O compositor mineiro de voz afeminada é um dos poetas mais importantes dos anos 70 e 80 no Brasil. “Amor de índio” – assinada com Ronaldo Bastos – é uma das suas melhores canções e deveria ser ensinada nas escolas, como o Hino Nacional.

desconecte-se! um pouco…

Não adianta negar! Você é um cara comum: tem perfis em algumas redes sociais, passa por sites e portais diariamente, participa de umas listas eletrônicas, tem mais de um endereço de e-mail e checa suas caixas postais com frequência. Vez ou outra deixa comentários em blogs, cutuca um amigo no Facebook, compartilha um arquivo de áudio, baixa o último episódio da sua série favorita, e retuíta uma mensagem engraçadinha que recebeu. Faz isso tudo ao mesmo tempo, no meio do ambiente do trabalho ou mesmo enquanto estuda para a prova de amanhã. Você não diz uma palavra, mas está em contato com dezenas de pessoas, “conversando” com elas simultaneamente. Não está fazendo uma, mas várias operações ao mesmo tempo, e isso te dá aquela sensação de onipresença, versatilidade e produtividade.

Não adianta negar! Se você fica mais de oito horas por dia plugado na web, sabe do que estou falando. Você faz isso também. “Todo o mundo faz!”, pode até argumentar. Isso não quer dizer que seja o certo, o normal, o natural, dirá o escritor William Powers, autor de “O BlackBerry de Hamlet”, um best-seller no ano passado nos Estados Unidos e lançado por aqui recentemente.

A tese central de Powers é que precisamos desconectar pelo menos um pouco. Jornalista aficionado por tecnologia e colunista da área em importantes veículos norte-americanos, ele teria razões de sobrar de dizer justamente o contrário. Já fez isso, mas alterou drasticamente seu comportamento e, neste livro, chama a atenção do leitor dos perigos da “ultraconexão”. Sim, Powers nada contra a corrente. Talvez sozinho…

A questão que ele coloca é que estamos muitíssimos mergulhados nas telas (do desktop, do notebook, do tablet, do smartphone…), que consumimos um tempo infinito administrando nossas vidas online e que isso tem repercussões negativas. Segundo Powers, é falsa, então, a sensação de que estamos mais produtivos, que o comportamento multi-tarefa é sinal de versatilidade e que somos tão populares e aceitos quanto nos mostram as redes sociais. O raciocínio é que, mediados pelas muitas telas, construímos e alimentamos relacionamentos breves, frágeis, superficiais; que nossa vida se apequena diante das telas (ao invés do contrário); que priorizamos a vida virtual compartilhada em detrimento de vivências interiores mais intensas e profundas.

Ainda está aí? Imagino que alguns leitores já torceram o nariz e abandonaram o post. Sim, você pode discordar totalmente de William Powers, mas não pode ignorar os argumentos ou os fatos que ele apresenta. De forma esperta, você pode até aproveitar para refletir sobre a sua situação particular à frente das telas, e – quem sabe? – mudar algum hábito (ou não). Você verá que ele tem razão em muitos aspectos…

Powers não pede nem espera que você se desconecte por completo. Nem ele fez isso! “O BlackBerry de Hamlet” não é desses livros que ditam-regras tão somente. O autor parte de sua experiência pessoal para pensar em voz alta sobre como as coisas podem não estar bem. A chave parece passar pela moderação, uso racional e equilíbrio.

Escrito com leveza e bom humor, o livro merece atenção em tempos de pensamento único e deslumbrado pela tecnologia. Sai da frente desta tela e se conecte no livro de Powers…

orgulho e preconceito

Duas notícias recentes expõem com clareza como, de alguma maneira, o brasileiro se posiciona com relação ao seu país e a sua própria condição de brasileiro. As notícias parecem não ter nenhuma relação entre si, mas têm sim. Uma delas é o anúncio de que serão devolvidas ao Canadá as 40 toneladas de lixo que foram encontradas em contêineres no Porto de Itajaí. A carga foi “importada” por uma empresa local, que mentiu nos documentos fiscais dizendo ser polietileno. O golpe não é novo, e já se descobriu que Espanha e Estados Unidos, por exemplo, mandam para cá o que não querem por lá. É mais barato para eles e mais vantajoso para algum abutre inescrupuloso daqui que lucra trazendo carga contaminável de outros países.

A segunda notícia é a reação do governo brasileiro diante das cobranças de alto executivo da Fifa diante do atraso das obras para a Copa do Mundo. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, não quer ver Jerôme Valcke nem pintado de ouro, e por isso mandou recado pela imprensa: quer outro interlocutor para tratar do assunto. Vocês se lembram: Valcke disse que o país merece um chute nos fundilhos para apressar as construções dos estádios e tal…

Em comum, as duas notícias trazem um país que não se acomoda na posição de ser lixeira do mundo civizilizado ou saco de pancadas de conglomerados econômicos. As atitudes das autoridades brasileiras sinalizam que o país não quer se submeter a um julgo que antes era tão comum. Quer dizer: já fomos mais vira-latas e já nos sentimos mais vira-latas antes. Agora, parece ser diferente. A autoestima está mais forte, e, para além das ocasiões ufanistas esportivas, vigora um certo orgulho de ser brasileiro. É bom!

Tem a ver com política – estamos falando de soberania também, né? -, tem a ver com psicologia de massas – orgulho e unidade -, mas tem a ver também com a nossa atitude de cada de se colocar na vida. Não basta apenas sinalizar que não gostamos do lugar a que nos imputam. É preciso se antecipar e escolher a posição que mais faz os nossos olhos brilharem.

novo piso dos professores é quase…

Esse Frank Maia faz coisa…

para onde vão os livros?

Um velho ditado proclamava: “As palavras caminham”. Se elas não ficam paradas, o que dirá dos livros?

Os que você tem em casa, estão à sua vista, mas e os que você empresta ou os que são descartados?

Frequento sebos não apenas para encontrar livros baratos e fora de catálogo. Volta e meia, descarrego em um sebo os livros que não leio mais, não vou ler nunca ou que já transbordam da minha estante. Eu sei, tem gente mais apegada que não se livra de seus livros nunca. Também já fui assim, mas é que vem faltando espaço e, volta e meia, tento desocupar lugares nas prateleiras para os novos volumes que comprei e ganhei. Pois recentemente tive duas gostosas surpresas com os livros que dispensei. E quem me trouxe notícias deles foi o Facebook.

Meses atrás, uma moça mandou mensagem reservada pelo sistema dizendo que havia comprado um livro que fora meu. Ela identificara meu nome na folha de rosto, e em dois cliques no Google me encontrou. O livro era “A linguagem no pensamento e na ação”, e ele estava no interior de São Paulo, a quase mil quilômetros de onde estou. Vendi o livro em Florianópolis e, meses depois, a nova dona dele me encontrou na internet e decidiu mandar lembranças do volume. Achei curioso.

Semana passada, tive novas informações de outro ex-livro-meu: “Liberalismo e Democracia”. Mais uma vez, um desconhecido me procurou na rede, e me contou que era o mais novo proprietário. Desta vez, o volume viajara pouco. Na verdade, ele até estava me seguindo. Foi comprado numa banquinha de livros a cem metros do prédio onde leciono na UFSC. Tenho certeza de que vendera para um sebo do centro da cidade, mas “as palavras caminham”, lembra? O novo leitor não só me contou do livro como disse que me conhecia de uma palestra em outro lugar, e que ele sim viajara e acabara de comprar o volume…

Você pode até dizer: tá e daí?

E daí que o mundo é bem pequeno, os livros não ficam parados e as redes sociais ajudam as pessoas a se encontrar. Há poucos anos não escrevo mais meu nome na folha de rosto dos livros. Não é preguiça, superstição ou coisa que o valha. É só um ensaio de desapego.

ops! cancelaram o encontro de blogueiros

Sabe o Primeiro Encontro de Blogueiros e Tuiteiros de Santa Catarina, que aconteceria nos dias 9 e 10 deste mês?
Pois é, não vai ter.

Vejam a nota de cancelamento dos organizadores

Lamentamos informar que o Primeiro Encontro dos Blogueiros e Twitteiros de Santa Catarina está cancelado por problemas de planejamento e consequente falta de recursos para sua realização.

A ideia, porém, continua de pé. Neste espaço continuaremos a divulgar blogs do estado e notícias do interesse da população catarinense que não alcançam espaço na mídia tradicional.

Nossa luta por pluralidade de informações e pelo marco regulatório das comunicações continua, assim como a busca por qualidade e honestidade em nossas publicações.

Parceiros são bem vindos, o blog está aberto a colaboradores que queiram participar desta árdua batalha que é combater o pensamento único da mídia e sua relação simbiótica com o poder público catarinense.

Com pesar suspendemos o evento, mas continuamos com o projeto e se tudo der certo, teremos um grande encontro no próximo ano.

Aos inscritos, agradecemos a confiança e entraremos em contato por e-mail para maiores esclarecimentos.

A comunicação é um direito seu, participe desta luta que cresce em todo Brasil pela sua democratização!

blogueiros catarinenses, uni-vos!

(reproduzido do site da UFSC)

Estão abertas as inscrições para o “I Encontro dos Blogueiros e Twiteiros de Santa Catarina”.
O evento acontecerá nos dias 9 e 10 de março de 2012, no hotel e Centro de Eventos Canto da Ilha, localizado na Avenida Luiz Boiteux Piazza, 4810 – Cachoeira do Bom Jesus, Florianópolis-SC.
O objetivo do evento é debater o novo marco regulatório das comunicações e as ações regionais dos blogueiros catarinenses, que lutam pela criação do conselho de comunicação estadual e organização dos meios independentes de informação, os blogs e redes sociais.

Os convidados para a mesa principal, “Comunicação e Oligopólio em Santa Catarina”, são  Venício Lima, Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de “Regulação das Comunicações – História, poder e direitos”, Editora Paulus, 2011; e Rosane Bertotti, atual coordenadora nacional do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações).

O custo da inscrição é de R$ 100,00, incluídas a estadia e alimentação nos dois dias de evento.

Para os participantes que não precisarem de estadia a inscrição é gratuita, sem alimentação inclusa. Basta enviar os seguintes dados através do formulário de contato no rodapé do site ou para o email contato@blogueirossc.com.br – nome completo, RG, telefone e e-mail para contato.

O evento é organizado pela estudante de economia da UFSC, Binah Ire, com apoio do professor Márcio Vieira de Souza, do curso de Tecnologias da Informação e da Comunicação do Campus de Araranguá.

Informações: binahire@hotmail.com ou http://blogueirossc.com.br

segunda de carnaval


Clara Nunes, legendada em japonês…

vá chorar com hugo cabret

Amo cinema, mas torço o nariz para filmes exibidos em 3D. Por uma razão simples: na maioria das vezes, o efeito tridimensional é só um penduricalho, algo para fazer um buzz e cobrarem 50% a mais no preço dos ingressos. Eu disse na maioria das vezes. Hoje, fui ver “A invenção de Hugo Cabret”, produção assinada por Martin Scorsese e que disputa o Oscar de melhor filme neste ano. E não houve jeito: assisti à versão em 3D e (muito bem) dublada. E quer saber? Não me arrependi em nenhum momento desde que entrei na sala. Imagine: tarde um domingo de Carnaval, havia vinte e poucas pessoas na sessão apenas, silêncio, calma, atenção total para a projeção…

E o 3D? Sen-sa-cio-nal! Tanto pelo uso inteligente quanto pelo emocional. Eu explico.

Scorsese filmou nos dois sistemas – o convencional e o D-Cinema -, mas as perspectivas de filmagem, os enquadramentos, a exploração da profundidade de campo, buscando novos pontos focais fazem com que a experiência de assistir a “Hugo” seja realmente envolvente e não superficial. Se em “Avatar” o efeito era estonteante, agora é transportador, vertiginoso na primeira sequência do filme. Não bastasse explorar como ninguém o 3-D, ao escolher este triunfo tecnológico, Scorsese faz mais uma homenagem a Georges Mèliés, a quem o público é apresentado com tanta delicadeza e respeito. Afinal, o cinema também é isso: uma arte apoiada na sensibilidade e no engenho, na emoção e na técnica.

“A invenção de Hugo Cabret” é desses filmes que já nascem clássicos, pois fazem justas homenagens a personagens-chave do cinema e resgatam elementos de primera, como a ilusão, a fantasia, a magia… Com Scorsese, assistimos estupefatos à “Chegada do trem à estação”, mas agora em 3D! Tão estupefatos quanto o público daquela mítica primeira exibição do cinematógrafo… Grande sacada que reúne passado (1895) e presente (2011-12), e dois realizadores importantes para a arte e a indústria: Mèliés e Scorsese.

Ben Kingsley está soberbo como sempre; a trilha é sensível – embora não seja tocante como em outros filmes do tipo; o próprio Scorsese faz uma aparição-relâmpago (fique ligado!); os efeitos especiais são usados na medida; mas são os cenários e a maquinaria envolvida que transborda pela tela.

Se você conhece a história do cinema, vá ver “Hugo” pelo que ele nos relembra desse rico enredo.
Se você não conhece a história do cinema mas quer ver uma história bem contada no cinema, vá ver “Hugo” para assistir à poesia escrita com a luz.
Nos dois casos, como já avisei no título do post, leve uma caixa de lenços descartáveis.

boa notícia! capes e cnpq criam nova bolsa para estudantes

(Reproduzido da assessoria de comunicação da Capes)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) criam, como projeto piloto a ser iniciado ainda em 2012, uma nova modalidade de bolsa destinada aos estudantes que ingressaram este ano nas universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Preliminarmente, o projeto prevê a concessão de 6 mil bolsas de estudo que serão oferecidas pelas duas agências.

Nos próximos anos, esta modalidade de bolsa será estendida para os alunos ingressantes em universidades estaduais e também não públicas.

Estas bolsas terão por objetivo identificar precocemente nossos melhores Jovens Talentos entre os ingressantes universitários, para estimulá-los ao interesse e dedicação plena ao aprendizado acadêmico e a prática em ciência e tecnologia. Os alunos serão selecionados internamente em cada universidade, mediante prova de conhecimentos, para receberem estas bolsas já a partir do segundo semestre de 2012. Adicionalmente, os resultados obtidos poderão também ser utilizados como critérios de prioridade nos Programas Institucionais de Bolsas de Iniciação Científica e no Programa Ciência sem Fronteiras.

deadline da compós é hoje

A vice-presidente da Compós, Itânia Gomes, lembra que:

o prazo para submissão de textos para a Compós 2012 encerra-se nesta quarta-feira, dia 15 de fevereiro de 2012, às 18 horas, horário de Brasília. O sistema eletrônico estará aberto para receber trabalhos com tolerância de mais 24h (vinte e quatro horas), encerrando-se, impreterivelmente, às 18h (dezoito horas) do dia posterior à data limite de submissão, horário de Brasília.

Não é necessário fazer as inscrições e o pagamento da taxa para submeter trabalho.

As inscrições estarão abertas de 21/03 a 31/05/2012, em dois intervalos, com taxas diferenciadas:

De 21 de março a 29 de abril:

Docentes (doutores, mestres) e outros profissionais não matriculados em pós-graduação – R$ 220,00

Discentes de cursos de mestrado e doutorado e de graduação – R$ 165,00

De 30 de abril a 31 de maio:

Docentes (doutores, mestres) e outros profissionais não matriculados em pós-graduação – R$ 330,00

Discentes de cursos de mestrado e doutorado e de graduação – R$ 220,00

O XXI Encontro Anual da Compós acontecerá em Juiz de Fora, Minas Gerais, de 12 a 15 de junho de 2012.
O resultado da seleção de textos será publicado até o dia 21 de março de 2012, no site da Compós.

debata a liberdade de expressão

O jornalista Timothy Garton Ash e uma equipe internacional de estudantes ligados à Oxford University estão à frente de um projeto bem interessante: um site em 13 línguas que propõe 10 princípios para a liberdade de expressão, e que convida a debatê-los. Basta se cadastrar e participar, opinando, votando, clicando.

O site tem interfaces em inglês, português, espanhol, alemão, francês, japonês, chinês, russo, turco, hindi, árabe, farsi e urdu. Os responsáveis pelo projeto que acreditam que cobrem 80% dos 2 bilhões de pessoas conectadas à internet com este leque linguístico.

Os princípios propostos são:

1. Nós, seres humanos, devemos ser livres e ter as garantias necessárias para expressar, receber e comunicar informações e ideias, independentemente de fronteiras.

2. Defendemos a internet e todas as outras formas de comunicação contra os abusos ilegítimos tanto do poder público quanto da iniciativa privada.

3. Exigimos e criamos mídias abertas e diversificadas que possam nos ajudar a tomar decisões bem informadas, e com isso participar plenamente da vida política.

4. Falamos abertamente e com civilidade sobre todas as diferenças entre os seres humanos.

5. Não permitimos que tabus interfiram na discussão e disseminação do conhecimento.

6. Não fazemos ameaças de violência nem tampouco aceitamos intimidações violentas.

7. Nós respeitamos a pessoa que tenha uma opinião ou crença, mas não necessariamente o conteúdo dessa opinião ou crença.

8. Temos o direito a uma vida privada mas devemos aceitar investigações que sejam de interesse público.

9. Devemos ter meios de combater ofensas às nossas reputações sem com isso silenciar um debate legítimo.

10. Devemos ser livres para questionar todos os limites à liberdade de expressão que tenham como justificativa questões de segurança nacional, ordem pública e/ou princípios morais.

Ficou interessado? Quer debater?
Acesse: http://freespeechdebate.com/pt/

vamos discutir direito à comunicação?

O Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF), junto com outras organizações, promove nesta semana o primeiro Encontro Nacional sobre o Direito à Comunicação.
O evento acontece nos dias 9, 10 e 11 de fevereiro na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), em Recife.

Confira o site do evento.

ê vidinha essa hein?

Ontem à tarde, na trilha do engenho, no norte da Ilha de Santa Catarina…

(relatos desta e de outras trilhas estão aqui)

nosso herói ataca novamente…

Se você teve insônia ontem, viu que a Globo reprisou pela enésima vez “Curtindo a vida adoidado”. Ainda bem. O filme é um clássico para quem passou a adolescência nos anos 80. Se você não sabe do que estou falando, dê um Google ou vá buscar informação na Wikipedia ou no YouTube… Por outro lado, se você também é um fã de Ferris Bueller, saiba que ele está de volta! Mais uma vez curtindo um dia de folga como ninguém, e numa super máquina.

A Honda convidou nosso heroi para um comercial que será exibido no intervalo do SuperBowl.

Só…

ditados famosos na academia

Você já deve ter visto isso. Se viu, pode rir novamente. Se é novo pra você, delicie-se.
(Peguei do Facebook da Ana Laux, que pegou de alguém que passou para alguém, etc. etc.)

há 15 anos morria chico science

Hoje faz exatamente quinze verões desde que cheguei à república estudantil de uns amigos festeiros e encontrei todos pregados-atônitos na frente da TV. Ao abrir a porta, ouvimos uma senha estranha: “Vocês não vão acreditar em quem acaba de morrer!”. Gelamos no momento, congelamos no seguinte.

Em pleno dia de Iemanjá e de Nossa Senhora dos Navegantes, Chico Science sucumbia num acidente automobilístico entre o Recife e Olinda…

A morte sempre atordoa, mas aquele era o nosso heroi do momento! Animava nossas festas, contagiava o espírito de quem batalhava no começo da vida, em busca de um novo emprego, no início da carreira, na plenitude dos muitos sonhos. Inteligente, gregário, sorridente, brilhante, talentoso, formulador de novas teorias e nossos ritmos, dançante, contagiante, Chico Science atuava como um sensacional arauto de novas sonoridades, de novas posturas para as bandas e jovens artistas brasileiros, trazendo não apenas um som diferente, mas chamando a atenção para uma cena artística escanteada por décadas.

Irônico, eu sempre digo isso, irônico é lembrar que um sujeito tão rítmico fosse morrer numa batida…

Passados quinze anos, o mundo mudou demais. A Nação Zumbi continua, o Mundo Livre S/A esteve na semana passada aqui em Floripa para lançamento de novo trabalho, outras bandas surgiram, mas o mangue beat persiste. Quem é mangue boy sabe do que estou dizendo.

A convite do UOL, Fred Zero Quatro até reescreveu o Manifesto.
O original você encontra aqui.
O renovado, reproduzo a seguir.

Chico Science lives and rules!

Rios, pontes e alfaias
Welcome to hellcife. Ex-venérea brasileira, que tempos atrás exportava em abundância uma madeira muitíssimo utilizada em toda a Europa na fabricação de arcos de violino. Na França chamavam de Pernambouc. Por aqui, Pau Brasil. Nos anos 90 do século passado, nosso parceiro Chico Science celebrizou outra espécie, a chamada Rizoflora, árvore predominante nos nossos manguezais. Depois disso, passamos a exportar alfaias, tambores característicos do maracatu, para todo o planeta – um produto com alta carga simbólica. Pode-se dizer que hoje, poucos são os estudantes de percussão que não tenham ou almejem ter em seu set uma alfaia fabricada em Pernambuco.

A vida é um game?
Vinte anos atrás, a zona do antigo porto do Recife, que era frequentada prioritariamente por prostitutas, cafetões, marinheiros e contrabandistas, foi de certa forma resgatada por uma nova espécie da fauna pernambucana, os Chamagnatus granulatus sapiens, ou caranguejos com cérebro. Nos cabarés da vizinhança do marco zero, os chamados Cool Crabs passaram a produzir e a discotecar em festinhas underground. O bairro passou então a atrair a cobiça de empresários da noite, galeristas e, por fim, do poder público. Hoje um dos mais bem sucedidos setores de exportação do Recife, além da música e do carnaval, são os produtos gerados pelas centenas de micro e pequenas empresas de games e softwares instaladas ali perto, no Porto Digital.

Carnaval sem fim
As festinhas underground não acabaram. Mas os mangueboys são cada vez mais raros. Outras tribos predominam: indies, neofolks, e um híbrido celebrizado pela banda Eddie, a galera original olinda style. Quanto à massa, curte brega e pagode, mas também adora o carnaval multicultural. E a produção musical, herdeira ou não do manguebeat, tem se mostrado cada vez mais fecunda: só em 2011 foram lançados quase 200 discos, alguns com ótima repercussão nacional. O Nação Zumbi, quem viver verá, vai arrebatar mais uma vez o Brasil com o lançamento de seu segundo DVD ao vivo, em 2012.

Da lama aos neurotransmissores
Mas o universo mudou. Se antes os mangueboys se inspiravam na antipsiquiatria e na teoria do caos, hoje alguns deles se interessam pelo conceito de capitalismo linguístico; descobertas recentes no campo da neuroplasticidade; experimentos obscuros da Googleplex; estudos avançados sobre sinapses e redes neurais; a falácia do conceito de “cérebro out-board” e a relação entre o uso contínuo de multitarefas com distúrbios do hipocampo cerebral. Não por acaso, alguns de seus novos gurus são o escritor Nicholas Carr e os neurocientistas Jordan Grafman e Michael Merzenich, que após anos de experimentos vêm alertando que quando realizamos multitarefas online, estamos “treinando nosso cérebro para prestar atenção ao lixo”.

Parabólica revisitada
Quando os mangueboys imaginaram, duas décadas atrás, uma parabólica enfiada na lama, eles não o fizeram seguindo nenhum roteiro pré-estabelecido. E a reflexão que fazemos hoje se assemelha ao que preconiza N. Carr em “A geração artificial”: ainda alimentamos a esperança de que não chegaremos tão gentilmente ao futuro, como diz o escritor, “seguindo os scripts que os engenheiros da computação e os programadores de softwares estão escrevendo para nós”. Voltemos a ganhar a estrada, portanto. Canalizemos nosso desejo de interatividade para as ruas com empatia e tesão, pois, como diz um refrão do novo disco do Mundo Livre S/A, a vida é pra compartilhar…e gozar.

não é que mudaram?

Eu disse aqui que o cartaz era meio infeliz. Não é que vi outro na locadora hoje? Vejam só!

vida digital, um estudo global

Foram apresentados publicamente os resultados de um amplo estudo sobre hábitos e apropriações de usuários digitais em 60 países, incluindo o Brasil. “Digital Life” é uma pesquisa que traz dados de 2011 a partir de entrevistas a 72 mil usuários de 16 a 65 anos, uma amostra de 93% da população mundial conectada. A pesquisa foi feita pela TNS, multinacional de pesquisa de mercado.

Alguns dados que chamam a atenção:

  • Dos 2,1 bilhões de internautas, 84% estão nas redes sociais e 33% elegem marcas como “amigas”
  • 80% deles usam o meio digital para conseguir informação e 78% levam em consideração comentários sobre marcas, produtos e serviços
  • No planeta, a média é que se destine 18 horas semanais à internet, quase um quinto disso nas redes sociais
  • O tempo conectado por dispositivos móveis vem crescendo e já ocupa 11% do total global
  • Esses dispositivos impulsionam o crescimento das redes sociais e dos comentários, e em países emergentes acaba sendo uma das únicas formas de estar conectado
  • Em junho de 2011, contava-se 200 milhões de tweets ao dia
  • 64% de quem posta comentários sobre uma marca, o faz para oferecer conselhos ou compartilhar uma experiência; 53% para criticar

O estudo interessa a empresas do setor de tecnologia e mídia, mas também a pesquisadores da área e a usuários comuns, que podem ter uma compreensão maior dos fenômenos atuais da comunicação.

Saiba mais sobre o estudo aqui

Veja a apresentação dos resultados dirigida à mídia!
(em formato PDF, em espanhol, 65 páginas e arquivo com 1,6 Mb)

um especial multimídia sobre o cérebro

La Información começou a publicar um caprichadíssimo especial multimídia sobre o cérebro humano. A primeira parte trata dos “cérebros reparados”, com implante de eletrodos biônicos, por exemplo, e já está online. A segunda parte – “En busca de la memória” – cai na web a partir do próximo dia 26.

É bonito, bem construído, muito informativo e útil.

Se você tem o cérebro lesado, como eu, fica a dica!

a classe média se regozija

As manchetes de três dos principais jornais brasileiros dão a tônica do sonho da classe média, ligeiramente endinheirada: Vamos pra Disney!!
Foi só o presidente norte-americano acenar com uma bugigangazinha que os nativos brilharam os olhos. Notem que o governo dos EUA não está abolindo a necessidade dos vistos para brasileiros; apenas anunciou que vai facilitar a emissão dos documentos… ainda precisaremos de carimbos para entrar naquele país e deixar por lá nossos dólares… mas a migalha foi alardeada em alto e bom na mídia daqui.

Se formos pensar, esse jeitão colono-deslumbrado-aparvalhado ajuda a explicar porque a viagem de Luiza ao Canadá causou tanto por aqui…

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um pôster, digamos, meio infeliz…

Já está nas locadoras, e você pode rir e pensar o que quiser…