a inteligência deles me impressiona

Eu morro e não vejo tudo.

A mais nova ideia brilhante que mantém o halo sagrado de inteligência dos administradores públicos não vem de Brasília nem de Washington. Vem de Florianópolis. Com medo de andarilhos e malfeitores diversos, a prefeitura da cidade planeja colocar grades ao redor da Praça XV de Novembro. A alegação é que o local, que abriga uma centenária figueira, é local pouco iluminado e mal frequentado. Então, a saída é cercar a praça e, à noite, fechar os portões, impedindo que as pessoas que não têm casa durmam por lá.

O que eu acho da ideia?

Excelente! Isso mesmo. Vamos fechar a praça. E não apenas. Vamos botar fogo nela. E mais: jogar na fogueira os energúmenos que tiveram a ideia.

Pelamordedeus! A prefeitura não pode iluminar mais o local? Não pode determinar à Guarda Municipal que faça rondas por lá? Não pode encaminhar os sem-teto para albergues ou atendê-los de outra forma? Claro que não. Assim, o poder público age como aquele médico que, para curar uma dor de cabeça, decepa o paciente.

Ao invés de ampliar os espaços públicos para o cidadão, a prefeitura restringe os já existentes. Vai ter gente preparada assim pra governar na Pontequepartiu!

quando se tropeça nas palavras

Talvez tenham sido os astecas, mas se não foram, ficam sendo ao menos neste post. Mas os astecas diziam que as palavras caminham. Sim, elas se movem e por caminhos que nem sempre controlamos. Digo isso porque uma porção delas vem me incomodando muito ultimamente. Mas o problema não está nas palavras, mas no uso que as pessoas fazem delas, tripudiando, distorcendo, desapropriando sentidos.

Veja o exemplo de “Colaborador”. Até outro dia, era o cara que dava uma ajuda, que prestava um serviço esporádico. Hoje, pra muita gente, não. Gerentes, diretores, gestores de recursos humanos sorriem dentro de seus colarinhos. Ciosos, dizem que suas empresas têm duzentas, seiscentos, trocentos “colaboradores”. Ora, “colaboradores” uma ova! Os caras são empregados, funcionários, trabalhadores. Salvo melhor juízo ninguém está ali apenas pra colaborar. Pra usar palavras antigas, eles vendem sua força de trabalho por dinheiro, por salários, mesmo que aviltantes, indecentes.

Um baita eufemismo esse o do “colaborador”. Será que os tais gerentes, gestores e diretores pensam que ofendem alguém ao chamá-lo de “funcionário”?

Outro eufemismo é o que me disse outro dia a moça do telemarketing: “Senhor, esta revista foi descontinuada“. Ahn? “Descontinuada, senhor”. Ah, tá, a revista acabou. “Não, senhor, foi descontinuada”. Quase esbofeteei pelo telefone a moça. Será que ela pensa que eu sou idiota? Se a revista não circula mais, se não está disponível, NÃO FOI DESCONTINUADA. Ela simplesmente foi interrompida, extinta, acabada, e  ponto. Tava com vergonha a moça do telemarketing?

Mas pior que essa atitude zelosa de evitar constrangimentos, atritos e melindres, pior é trazer o administrês, o economês para as conversas mais cotidianas e prosaicas. Então, você não melhora mais o relacionamento, você “agrega valor à relação”. Você não é um cara diferente, distinto, é “diferenciado”. É um saco isso! Vai desculpar, mas é dureza ouvir a mãe na escolinha dizendo que o seu pequerrucho tem uma alimentação “diferenciada” e que ela mesma prepara a lancheira, fazendo questão de dar mais “valor agregado” ao suquinho com bolachas…

Às vezes, me faltam as palavras, sabia?

plágio preocupa. como lidar com ele?

Tem crescido o número de plágios por aí. É perceptível. Denúncias e notícias sobre esse tipo de apropriação tem circulado com uma velocidade e num volume maiores que anos atrás. O primeiro catalisador que nos vem à mente é a internet, que possibilita o já consagrado Control C-Control V com uma facilidade antes não encontrada. Mas se a web permite copiar e colar também permite identificar fraudes, cópias e outras violações do tipo.

Não se trata, portanto, de demonizar a internet, nem de confinar pessoas e obras. O advento de uma rede que permita fácil compartilhamento de arquivos de todos os tipos tem ajudado a desenvolvermos novos regimes de autoria. Não só a autoria coletiva e cúmplice (wiki!), mas o remix, o bricolage, a própria discussão acerca do que é obra, do que é autoria e dos limites do seu e do nosso. Isso tem forçado a juristas e a legisladores que revisem os marcos que regulam os direitos autorais. Isso tem causado confusões nas escolas, nas universidades, na mídia e na própria indústria cultural.

A autoria é um conceito relativamente recente, data lá do século XIII, mas só se consolidou mesmo no final de 1700. De lá pra cá, transportamos para o plano das ideias e das imaterialidades o regime de propriedade e paternidade que mantemos no mundo material. Posse, propriedade, detenção de direitos, possibilidade de queixa e disputa de territórios. O fato é que estamos vivendo um instante de instabilidade crescente nesse terreno. De novas demarcações de limites. Com isso, acontece de tudo. Na academia, professor plagia o colega; na escola, aluno copia o trabalho do coleguinha que mal conhece e que encontrou disponível na internet; na mídia, tem o jornalista que se apropria de trechos de textos de seus concorrentes, sem dar o devido crédito, e por aí vai… a lista é longa, cada vez mais diversificada.

Outro dia, Ramón Salaverría se queixava de ter sido plagiado por El Mundo . Nos Estados Unidos, um jornalista do New York Times foi demitido pela mesma prática. Na mesma semana, no Poynter, Kelly McBride escreveu sobre porque o plágio ainda rola tão solto por aí.

Não nos enganemos: há uma zona de atrito, uma disputa permanente quando o assunto é propriedade intelectual, ideias, conceitos. Os norte-americanos são tão preocupados com o assunto que criaram até mesmo um Centro de Integridade Acadêmica. Nas bandas de cá, o assunto ainda é tratado nas hostes de crime intelectual e de uma maneira dispersa, desorganizada e titubeante. Sei que, em muitas situações, é difícil caracterizar o plágio, identificar os infratores e puni-los. Mesmo tendo uma lei de direitos autorais e menção explícita no Código Penal .

De qualquer maneira, ainda é necessário reafirmar que plágio é um crime e que é uma prática antiética. Plágio não é um crime sem querer, mas um ato deliberado de quem acredita que não será pego e punido. Não se surrupia uma música ou um texto de alguém, apagando-se a assinatura de seus autores e registrando como de sua lavra sem querer, sem intenção. O plágio é um crime intencional, doloso, portanto. É uma atitude antiética porque desrespeita o direito de paternidade de alguém, porque atenta contra o direito moral de alguém de reivindicar sua autoria sobre algo. É uma conduta que menospreza as demais pessoas, acreditando que a verdade não virá à tona e que todos serão permanentemente enganados.

É preciso sim delatar os plágios, deplorar essas práticas, identificar os infratores e buscar suas punições. No jornalismo, na escola, na academia, no mundo das artes, em todas as esferas onde a originalidade, a primazia, a inovação e o senso criativo são realmente relevantes e definidores. O plágio precisa ser combatido e execrado. Ao menos até definirmos novas noções de autoria e de proteção de direitos aos que criam, aos que recriam e disseminam conteúdos que julgamos relevantes…

metafísica com meu filho

Do alto de seus cinco anos e meio e do banco de trás do carro, Vinicius veio com essa:

“Pai, o papai do céu é feito do quê? Ele é homem ou é bicho?”

“Não é nem uma coisa, nem outra. É uma força da natureza!”

“Uma força da natureza? Mas ele é feito do quê? Ele não é um homem?”

“Não, não é… é outra coisa…”

“Mas ele não morreu? Aquele da cruz?”

“Não, Vinicius. Esse é o filho dele! O papai do céu é Deus!”

“O papai do céu é Deus!?? Meu Deus!!”

“É…”

“E aquele outro era o filho dele?!”

“É…”

“E por que ele deixou o filho dele morrer?!”

“Não sei, filho… eu não tava lá…”

“Mas, pai! Ele não podia ter salvo o filho dele? Ter dado um raio e pow!”

“…”

“Puxa! Até o Darth Vader ajudou o filho dele…

a crítica aos amadores e as mudanças que o jornalismo vem sofrendo

Tão importante quanto compreender as ideias de alguém é perceber de onde se está falando. O lugar de fala é revelador das condições de produção do discurso a ser analisado, entendido, absorvido. Isso porque não existe discurso sem sujeito que o emita e não há sujeito sem ideologia, sem inconsciente, sem posições.

Por isso, não basta ler “O culto do amador” (Ed. Zahar, 2009) e entender quais as razões que levam o seu autor a atacar de forma tão veemente as novas mídias, as redes sociais e o que se convencionou chamar de Web 2.0. É preciso ainda identificar de onde Andrew Keen desfere seus dardos, e uma leitura minimamente atenta permite isso no trecho que destaco abaixo:

“O mais grave de tudo é que as próprias instituições tradicionais que ajudaram a promover e criar nossas notícias, nossa música, nossa literatura, nossos programas de televisão e nossos filmes estão igualmente sob ataque” (p.13)

Para Keen, blogs, sites de relacionamento, twitter e youtube, entre tantos outros, estão colaborando para soterrar o que se criou de cultura de massa e de mediação nos últimos séculos. Uma turba de desordeiros hipertrofiados pela internet e por um espírito anárquico atentam contra “as nossas redes de TV”, contra “os nossos jornais”, e por aí vai. O discurso não só vai na contramão das falas que tecem uma nova Renascença quanto ilude que emissoras de televisão e jornais sejam realmente “nossos”, que realmente difundam “nossos valores” e que sejam uma reflexo da nossa cultura e idiossincrasia.

Assim, e para encurtar a história, a posição de fala do autor é a que confunde as fronteiras do meu e do seu. De repente, a mídia tradicional se converte na última linha de defesa frente aos ataques de hackers. De repente, a mídia tradicional se torna o último bastião diante dos selvagens e seus mouses ópticos.

Não se deve discordar de tudo o que Andrew Keen escreva, mas alguns argumentos são aterrorizantes, pelo menos para mim. Keen advoga o fato de que estamos recheando a web com lixo diversificado, com opiniões não balizadas, com informações não checadas, com pornografia e bizarrices. Estamos “transformando cultura em cacofonia”, e a democratização “está solapando a verdade, azedando o discurso cívico e depreciando a expertise, a experiência e o talento”. E mais: “está ameaçando o próprio futuro de nossas instituições culturais”. Afinal, “o talento é produzido pelos intermediários” – como o próprio Keen foi no início da web, quando ganhava seu rico dinheirinho por lá.

Os argumentos são conservadores, apocalípticos e, em muitas situações, sofismáticos. O alarme soa a cada virada de página, e o leitor se vê diante de exemplos que só demonstram o quão permissiva, perdulária e corrosiva é esta cultura a que bilhões de pessoas estão mergulhadas nos dias de hoje no mundo. Mas por que ler “O culto do amador” mesmo seu conteúdo sendo não totalmente verdadeiro e sua mensagem tão amedrontadora? Porque é justamente o confronto de argumentos que produz o conhecimento e o discernimento. O fato de discordar de Keen não invalida suas posições. Pode inclusive tornar as convicções do leitor mais fortes e bem sustentadas. Keen deve ser lido sim, até pela coragem que exibe. Afinal, ele dá braçadas vigorosas na contracorrente e desdenha de alguns dos mais influentes nomes da internet no momento: Chris Anderson, Dan Gillmor, Tim Berners-Lee, Tim O’Reilly, Pierre Lévy, Jimmy Wales, Brin & Page, etc…

A questão que mais incomoda não é o tratamento do tema pelo prisma moral. Pelo contrário. É isso o que mais me atraiu na leitura: discutir tecnologia por meio do comportamento e da conduta de pessoas. Sim, tecnologia é também um problema moral, um problema de dilemas éticos, para além de violações de direitos e abertura de processos judiciais. O que mais me incomodou foi a assunção de uma posição tutelar, que desacredita da maturidade, inteligência e sensibilidade das pessoas para discernir caminhos, discutir soluções e estabelecer novos padrões de conduta. Vejam o que Keen escreve lá pelas tantas:

“Minha posição é que somos facilmente seduzidos, corrompidos e desencaminhados. Em outras palavras, precisamos de regras e regulamentos para ajudar a controlar nosso comportamento online, assim como precisamos de leis de trânsito para regular o modo como dirigimos a fim de proteger a todos contra acidentes. (…) O fato é que uma regulação modesta da internet funciona” (p.183)

É aí que mora o perigo: não se acreditar no potencial humano, no debate do coletivo, na nossa capacidade de resolver os próprios problemas. Se não somos capazes, precisamos de tutela, de um poder central e superiormente hierárquico que nos bote de castigo, que nos prive de “nossos privilégios”, que decida por nós. É aí que Keen marca bem o seu território e se distancia do que pensam os que acreditam numa inteligência coletiva, num projeto coletivo de comunicação, numa equação mais colaborativa de vida.

As críticas de Andrew Keen avançam sobre o sistema de compartilhamento de arquivos, sobre a cultura do download, sobre o chamado “jornalismo cidadão”, sobre a enciclopédia virtual editada por não-especialistas, etc… Sim, a educação, a comunicação e o jornalismo vêm sofrendo profundas transformações nesses poucos anos. Os saberes já não são mais o que eram. A informação escorre pelos dedos de todos, e os intermediários precisam redefinir seus papéis. Não só os professores em salas de aula onde em muitos temas os alunos sabem mais que os mestres. Mas no ecossistema informativo, onde os jornalistas não são mais as únicas bases difusoras do noticiário. É preciso se reinventar, chacoalhar o acomodado, permitir-se a instabilidade e a incerteza. Esta é uma era calcada nas incertezas…

Keen não erra ao vestir a fantasia do arauto do apocalipse; apenas se equivoca ao dizer que tem a solução para toda a tribo. Keen não erra ao se assumir um moralista, mas derrapa feio no niilismo que vê nos usuários do sistema meros números de IP. Outras pessoas poderiam ter cometido esse deslize, mas Keen não. Ele presenciou o nascimento da internet no Vale do Silício, se beneficiou com isso, ajudou a difundir uma cultura e sabia muito bem o que estava fazendo. Xingar cada internauta que posta seu vídeo caseiro no YouTube de “amador” não é ofensivo. As fronteiras que separam amadores de profissionais, leigos de especialistas se demarcam a cada momento. Elas não foram simplesmente varridas do planeta: apenas tornaram-se móveis, elásticas e dinâmicas. A terra gira, senhor Keen. Pode-se comprovar isso não olhando pro chão, mas pro céu, onde estão os sonhos e os devires…

a confissão de um crime pela tv

Parecia coisa de cinema: um homem marcado pelo tempo, caminhando por um cemitério, com as mãos metidas nos bolsos do sobretudo, os cabelos esvoaçando no vento. Suas palavras secas dando a gravidade devida ao que ele contava: um crime. Parecia um filme, mas não era. Era a vida real, era uma pessoa notória confessando um crime cometido há alguns anos. Era o apresentador Ray Goslin, da BBC, no alto dos seus 70 anos, contando como matara seu ex-amante para ter de lhe poupar sofrimentos indizíveis por causa da Aids.

A confissão feita pela TV deve estar provocando tremores de terra na Inglaterra, além da prisão de Goslin.

Para além do carnaval midiático que se possa fazer com o episódio, me assaltam muito mais as questões éticas ali envolvidas. Não posso deixar de lembrar do caso do filósofo Louis Althusser que asfixiou a própria esposa, Helene, no quarto que dividiam e que lhe causou a pior condenação a que os franceses conhecem: a impronúncia. Em ambos os casos, temos pessoas célebres e aparentemente acima de quaisquer suspeitas ligadas a homicídios de pessoas amadas e próximas. Nos dois casos, temos ações motivadas pela compaixão à dor alheia e o cumprimento de pactos de lealdade extrema. Temos crimes sim, é verdade. Temos a violação da lei, a transgressão de valores, mas a manutenção de outros. Extermina-se a vida para pôr fim à dor, ao sofrimento. Faz-se pelo amor ao outro, para satisfazer um pedido… é a compaixão, o dó, a lealdade, o compromisso, o atendimento a uma súplica de quem se ama. Mesmo que essa resposta se traduza na morte do outro amado…

Nos dois casos, Althusser e Goslin colocam seus nomes no rol dos homicidas, dos degredados, dos imperdoáveis. Do inapelável.

Difícil é defender seus atos, fácil condená-los. Difícil é aceitar o que fizeram, mesmo que os juristas atribuam um rótulo eufêmico: o suicídio assistido. Mas é preciso entender que seus atos não foram intempestivos, irracionais ou impensados. Suas decisões de cunho prático passaram inevitavelmente por seus escrutínios morais. Goslin e Althusser colocaram seus princípios e seus sentimentos na balança de maneira a ver o que mais pesava, o que mais fazia sentido, o que mais preenchia seus corações e mentes. O filósofo e o comunicador, ambos homens vividos e experientes, devem ter consumido noites pensando antes de sufocarem suas vítimas. E talvez essa palavra – “vítimas” – não seja a mais apropriada para as situações. Naturalmente, não devem ter visto seus objetos de amor como vítimas de suas ações, mas vítimas maiores de seus sofrimentos.

O que mais distingue o caso de outro é a confissão pública de Goslin. Segundo colegas de trabalho mais próximos, o apresentador decidiu contar o que havia feito num programa de TV por uma questão de coerência, de lealdade, de fidelidade ao público. Ele preparava um programa sobre a morte e vira tantas fontes abrindo seus corações e contando suas histórias que não achara justo guardar para si a sua própria. Goslin contou. Nunca saberemos o quanto há de interpretação e de espontaneidade no curto minuto de sua fala no vídeo de sua confissão. Como antes, Goslin deve ter pensado muito antes de agir. Meditou, pesou, tomou a decisão. Seu semblante está carregado, seus cabelos dançam ao sabor do vento. Ele nos oferece cada palavra como se oferecesse seu pescoço. Abre o segredo, olha diretamente a câmera e baixa o rosto, compungido. No segundo em que se detém olhando para a frente, confessa como se nos olhasse direto nos olhos. Depois, deixa cair a cabeça e se retira do enquadramento da câmera. São segundo apenas, mas o drama está lá. O drama da escolha ética, o drama de quem tem a coragem de tomar uma decisão, estando ela certa ou errada. Pouco importa ao leitor agora se concordo ou não com a ação de Goslin. Mais relevante é ver como é preciso ter coragem para decidir, para tomar caminhos, para aceitar o vento no rosto após dar o primeiro passo.

Escolher entre matar o amante ou deixá-lo sofrer até que seja naturalmente levado é uma decisão ética. Escolher entre manter o segredo ou confessar o crime diante das câmeras para todos é uma decisão de cunho ético. A vida exige coragem, pois as escolhas precisam ser tomadas a todo o momento. Alguém já falou que a vida não tem ensaio e que se aprende a viver, vivendo. O episódio de Goslin nos confirma tudo isso e nos mostra como hoje, mais do que nunca, os segredos adormecem mas não têm um sono pesado. As câmeras são nossos olhos, são confessionários. As comunidades imaginadas são coletivos de cumplicidade. Os crimes continuam a acontecer debaixo de nossos narizes e pouco ou nada sabemos deles.

É profundamente triste o que aconteceu com Goslin e seu parceiro. Seu drama me assaltou e me impeliu a escrever essas poucas linhas sobre um assunto tão complexo. Um tema que nunca poderia se esgotar num post: esta certeza de que estamos sós em nossos momentos mais verdadeiros, onde se deve refletir e tomar decisões. Incontornavelmente. Indefinidamente.

o selvagem dos livros

Causei revolta, ranger de dentes e olhares desconfiados ao dizer aqui que sublinhava trechos de livros à caneta. Mas alguns corajosos saíram do armário e deixaram comentários no blog, confessando-se também vândalos livrescos que fazem o mesmo. Aliás, na contabilidade rasa, os comentários solidários foram mais numerosos… sinal de que há um exército munido com suas canetas pronto para vilipendiar páginas e páginas por aí…

Mas preciso explicar: não desprezo os livros. Devoto a eles o que o Caetano Veloso dizia dos maços de cigarro: um amor-táctil. Adoro livro novo: o cheiro do papel, a maciez da capa, o barulhinho do farfalhar das folhas, o formato fácil de empilhar… mas há anos venho notando que as coisas vêm mudando e que posso ler em outros suportes… por causa do trabalho, consumo páginas e mais páginas diante da tela de um computador: corrijo trabalhos escolares, leio teses inteiras, reviso materiais, tudo sem apalpar papel… não é só um brio ecológico; é que assim acontece…

Com a chegada dos e-readers, essas reflexões pessoais se tornaram mais agudas. E sim, eu teria um Kindle para ler meus PDFs e carregar levemente uma boa biblioteca. Só não tenho ainda porque sou um duro… (mas aceito presentinhos sem segundas intenções…)

Por isso, o que me interessa é a leitura. Os livros também, mas um dia, é possível que eles sejam deixados de lado, como as fitas cassetes em que a gente gravava as canções favoritas diretamente do rádio… Quando isso acontecerá? Sei lá… até este dia devo rabiscar um milhão de outras páginas…

sou um selvagem, eu confesso

Esta semana, estava num ambiente público à espera de uma palestra, e como o evento não começava, passei a folhear um livro que tinha em mãos. A demora me fez espiar um parágrafo e quando percebi, já estava lendo páginas. Não só: com uma caneta, eu sublinhava trechos que considerava importante.

De repente, me senti perfurado por olhares. Virei do lado e percebi dois rapazes me vigiando indignados. Eles comentaram entre si algo e me apontaram o livro e a caneta em punho. Sim, eu havia sido pego em flagrante delito: eu estava rabiscando um livro. E à caneta, o que significa de forma permanente, indelével, definitiva.

Me passou um filme na cabeça: julgamento sumário, condenação perpétua. Eu seria sentenciado a apagar milhares de páginas que sublinhei com a própria língua…

Para evitar o sermão, me antecipei e fiz um gracejo: “Não adiantou anos e anos de educação. Sou mesmo um selvagem! Não respeito os livros e rabisco…”

Um dos meus algozes sorriu amarelo e emendou: “Eu também fazia isso. Mas percebi que, quando voltava aos livros, os trechos sublinhados me orientavam a leitura, me atrapalhavam…”. Tentei argumentar que eu quase nunca relia livros, mas não adiantou. A condenação já havia acontecido. Perdido por um, perdido por mil e lá fui eu novamente: “Mas fique tranquilo. Este livro não é meu! Eu só rabisco livros dos outros e de bibliotecas públicas!”, menti para alarmar ainda mais. Os rapazes riram, desarmados. Devem ter pensado: “Que babaca!”

Eu corrigiria: Babaca, não. Selvagem! Monstro! Vândalo!

Afinal, eu estava lendo. E leitura é coisa que se deva condenar hoje em dia.

Afinal, eu estava marcando frases e parágrafos que eu queria fichar, guardar, citar em outros momentos.

Afinal, eu me apego às ideias, às palavras e não ao objeto-livro, à coisa. Como diz o João Marcelo Bôscoli sobre a música, se um dia inventarem isso em forma de spray, eu compro, eu consumo. O que me importa é a leitura, o prazer, a possibilidade de conhecer. Os livros deterioram, as páginas se queimam, se rasgam, mas as palavras, ah… essas voam!

Eu sou um selvagem mesmo. Confesso!

locke, sawyer, hurley e sun estão de volta

Ontem, a ABC deu a largada à já famigerada última temporada de Lost.

No Brasil, a expectativa não é menor pelo desfecho da série que renovou padrões narrativos na televisão nos últimos anos. Por isso, a AXN vai retransmitir os episódios com apenas uma semana de diferença da cronologia original.

Se você consegue aguardar mais uma semana, contente-se com o vídeo promocional…

youtube, cultura participativa e cocriação

“YouTube e a revolução digital”, de Jean Burguess e Joshua Green, é um bom livro para se começar a pensar as apropriações midiáticas pelo cidadão comum a partir do site de vídeos mais conhecido do mundo. Não se trata de um estudo amplo como o de Henry Jenkins (“Cultura da Convergência”), mas pode ser visto como um capítulo sobre a produção criativa e participativo no meio audiovisual nesses nossos tempos. Aliás, Jenkins assina um dos posfácios ao livro e elegantemente coloca alguns pingos nos is, mostrando o que existia antes do YouTube.

Nota positiva do livro: ele é recente, é um estudo centrado nas interfaces sociedade-mídia-cultura, e faz um ótimo apanhado do que já se produziu na academia e na mídia sobre o YouTube. E olha que o site só surgiu em 2005 e já é o que é.

Nota negativa do livro: não sou um especialista em tradução, mas a edição brasileira – assinada pela Aleph – comete uns equívocos que considero imperdoáveis. O mais evidente para mim é grafar “radiofusão” ao invés de “radiodifusão”.  E não é erro de digitação, pois não só as ocorrências são muitas como também aparece um “radiofusor”… Não é pegação de pé não. É que o conceito de “radiodifusão” é central na contraposição de um sistema em que o próprio YouTube se equilibra. Top-down, bottom-up, broadcasting… Quem sabe na próxima edição, isso é corrigido.

Ficou curioso de ler o livro? Leia, pois vale. Não é a bíblia do assunto, mas leva a outras leituras.

Pra ilustrar, veja o primeiro vídeo hospedado no YouTube… “Me at the zoo”

200 mil acessos!

Este Monitorando registrou hoje a marca de 200 mil visitas desde 20 de maio de 2007, quando adotamos este endereço.

Como é hábito por aqui, sempre que alcançamos alguma marca importante, prestamos contas:

  • Até agora, foram 1250 posts, incluindo este, e 2190 comentários.
  • O blog começou em 20 de maio de 2005 no UOL, mas dois anos depois na mesma data, migrou para o WordPress, onde está até hoje.
  • Nossa média de visitação diária está na casa dos 200 acessos.
  • O dia mais movimentado por aqui foi o 26 de novembro de 2008, com 2146 visitas. Foi um período difícil pois eu postava relatos pessoais sobre as enchentes no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Nunca é demais agradecer as indicações, as visitas, os retornos, os links e em especial os comentários. É fato que muita gente transita por blogs, mas são poucos os que dão uma paradinha e deixam algumas palavras. Obrigado, obrigado, obrigado.

(Para celebrar os 200 mil acessos, o Monitorando passa a adotar o template de layout Vigilance, de The Theme Foundry)

gatos, jazz e desenhos animados

Porque hoje é sábado, ofereço uma animação: O piano de gato.

(A dica é do Quadriteca)

pesquisas sobre cibercultura e blogs: fragmentos da campus party 2010

Sandra Montardo (Feevale) revisa sua apresentação sobre pesquisas mercadológicas.
Em segundo plano, Sérgio Amadeu (Cásper Líbero) se prepara para mediar o debate.

Ao fundo, Henrique Antoun (UFRJ), em participação veemente, fala de democracia, participação popular e internet.

Sérgio Amadeu tuíta apressadamente o que André Lemos (UFBA) diz, ao fundo.

jack bauer foi à campus party

O personagem de Kiefer Shuterland está acostumado a resolver todo tipo de problema do mundo em pouco tempo: salva presidentes, mata terroristas, explode bandidos, arrisca o pescoço e não dorme.

Jack Bauer vive apressado. Afinal, pra salvar o dia ele tem só 24 horas.

Não sou o Jack, mas tinha o mesmo período para sair de Florianópolis, fazer uma participação na Campus Party, fugir das enchentes, desviar das filas intermináveis no trânsito paulistano, sobreviver às turbulências e ao lanchinho da Gol e retornar vivo pra casa. Num sentido figurado, Jack Bauer foi até a São Paulo Nerd Week, como rebatizou o evento o Marcelo Tas.

Notas pessoais das seis horas em que fiquei na maior festa da internet do mundo no Brasil.

1. Sim, a Campus Party não tem esse nome à toa. É uma festa de verdade. Junte num mesmo espaço seis mil pessoas que gostam, que se interessam, que trabalham e se divertem com tecnologia. Dê a eles uma banda de 10 gigas para navegarem, um espaço para colocarem suas barracas, um punhado de atrações e estará tudo belezinha. A festa está completa. Por lá, a gente encontra gente de todos os tipos, pois hoje o mundo é nerd, o mundo é geek, é hightech. Vi velhotes, neohippies, headbangers, patricinhas, indies, índios (de verdade), todos com seus notebooks ou desktops invenenados no mesmo pavilhão, suportando-se, aturando-se, tolerando-se e muito além disso: convivendo em grande harmonia. Parecia o Fórum Social Mundial da tecnologia.

2. A infraestrutura do evento é boa, mas pode melhorar em muito. A acústica é um problema sério por lá. Um acontecimento como aquele, com atrações simultâneas, merece um melhor tratamento de isolamento entre as áreas, não para estancar, impedir o fluxo das pessoas. Mas para dar mais qualidade à experiência, permitir que se ouça melhor, que se aproveite ainda mais as ideias circulando. Estive numa mesa em que mal ouvia os colegas ao lado. A plateia fez perguntas e intervenções muito interessantes, mas que só compreendi pela metade. E não foi minha exclusiva surdez. Soube pelo twitter que aqueles que acompanhavam pela transmissão ao vivo ouviam os debatedores com facilidade, mas e quem estava por lá?

Outra coisinha que a organização poderia rever é a venda de bebidas alcoólicas. Não se acha cerveja na Campus Party. Tudo bem que fiquei bem pouco por lá, mas os canais tradicionais me informaram que não era permitir comercializar esse líquido pois era um evento público e livre, onde circulam menores. (Nesta hora, queria ser o Jack Bauer mesmo e ficar frente a frente com o governador Serra e o prefeito Kassab…)

Afora isso, a organização do Campus Blog foi impecável, com eventos acontecendo no horário, com diversidade de perspectivas e um cuidado de quem gosta do que está fazendo…

3. Confesso que esperava uma presença mais agressiva das empresas de telefonia e tecnologia na Campus Party. Esperava ações mais efetivas, abordagens corpo a corpo, e estratégias mais mercadológicas. Isso é apenas uma observação, não uma queixa. Apenas esperava ter que driblar promotoras de venda lindas-e-incovenientes, ou ainda acumular quilos de folhetos totalmente dispensáveis, mas não. Também não ganhei nenhum brinde, exceto um leque da Mercado Livre, afinal o calor estava demasiado…

Gostei de ir à Campus Party. Não ficaria uma semana acampado por lá. Mas um dia naquele ambiente me permitiu conhecer gente que eu só esbarrava na internet, além de alguns que respeitava e admirava há tempos. Isso é o que conta cada vez mais nesses eventos. Foi curto, foi rápido, mas foi bom. Em 24 horas, bati e voltei ileso.

Se eu fosse Jack Bauer sequer tinha entrado. Tem detetor de metais na porta. Eu sei que o Jack sempre arruma um jeito, mas junto com uma porta arrombada sempre vem um monte de encrencas. Pelo menos pra ele…

3 ideias dispersas sobre pesquisas em blogs

Daqui a pouco participo de uma mesa que debate Cibercultura e as pesquisas sobre blogs e conversações, ao lado de Sandra Montardo, André Lemos, Henrique Antoun e com moderação do Sérgio Amadeu.

Minha curta fala vai se apoiar em três ideiazinhas sobre as pesquisas que se vem fazendo sobre blogs. Claro que os poucos minutos que terei não vão me permitir fazer um panorama da coisa, mas não é o que quero fazer, e sei que tem gente em melhores condições disso. Vou centrar meu foco nas pesquisas que se faz na área da Comunicação e mais detidamente no Jornalismo.

Primeira ideia: ao contrário do que se pensa no campo da Comunicação, a maior parte das pesquisas acadêmicas sobre blogs ou tendo blogs como suporte de visibilidade de fenômenos NÃO É FEITA NA COMUNICAÇÃO. Uma rápida pesquisa no Portal de Teses da Capes mostra que saem mais mestrados e doutorados em Linguística/Letras/Literatura sobre o tema do que em qualquer outro lugar. Essa diversidade abre portas para uma série de outros insights.

Segunda ideia: as pesquisas dos últimos oito ou nove anos sobre blogs ajudou a academia a perceber as crises contemporâneas no jornalismo. Se a queda maciça de tiragem nos jornais ainda não aportou no Brasil, o signo da crise só foi pairar sobre as cabeças dos pesquisadores da área graças à atenção que deram aos blogs como instrumentos de comunicação, difusores de informação e opinião. Os blogs, para os pesquisadores da Comunicação, deram o primeiro lampejo de uma crise existencial que se acomodou sobre as redações. Depois vieram as redes sociais, que só tornaram a situação mais aguda, o nervo mais exposto. Então, a pesquisa sobre blogs foi a ponta do iceberg de um novo continente que hoje se descortina na academia: a reflexão sobre o jornalismo, a sua natureza, as suas bases, e as mudanças que fazem tremer o seu chão. Não que isso não interessasse a pesquisadores antes, mas agora é bem evidente essa preocupação.

Terceira ideia: cada vez mais me convenço de que não estaremos pesquisando blogs daqui a dez anos. Não com o mesmo vigor. Não com o mesmo ímpeto. E talvez com um objeto de pesquisa totalmente reconfigurado. Quer dizer: acho que o blog é uma mídia de transição. Futurologia minha? Não, é apenas um palpite, uma pequena convicção.

Como disse, falarei desses três pontos daqui a pouquinho na Campus Party 2010. Se as ideias evoluírem e se assentarem, escrevo mais em seguida…

(Ficou curioso? Então, assista por aqui: http://tv.campus-party.org)

produção científica brasileira já é maior que a russa

Levantamento da Thomson Reuters mostra que a produção científica brasileira ultrapassou a da Rússia. Mais: o crescimento da ciência nacional caminha para superar também a da Índia, podendo assumir o segundo lugar entre os países emergentes em muito pouco tempo. O primeiro lugar é da… China! Naturalmente.

Os dados que apontam essa curva de crescimento estão baseados no comparativo de artigos publicados entre as principais revistas científicas internacionais entre 1990 e 2008. Se antes os cientistas brasileiros publicaram 3,6 mil artigos, agora a marca está além dos 30 mil. O país responde hoje por 2,6% da produção científica mundial e investe perto de 1% do seu PIB. Formou 10 mil novos doutores em 2008, crescimento de dez vezes em vinte anos.

Para se ter uma ideia do que acontece no mundo, os norte-americanos – líderes mundiais – publicam anualmente 332 mil artigos em revistas internacionalmente reconhecidas, o que significa 29% do bolo. É muito? Sim, mas já foi mais. Em 1990, respondiam por 38% da produção de ciência no planeta.

Tem gente comendo o bolo pelas beiradas e não é apenas o Brasil. A China hoje está com 9,9% do total e pode ultrapassar os Estados Unidos em 2020, aponta a Thomson Reuters.

(Mais dados na matéria que a BBC publicou)

mídia, solidariedade e o haiti…

Desde a década de 80 que eu não via uma mobilização artística tão grande em favor de uma causa social. Desde o USA For Africa que gerou o famoso “We are the world”, de Michael Jackson, Quincy Jones e uma constelação pop jamais vista… Desde o famoso clipe que eu não via um esforço tão evidente de cantores, compositores e músicos diversos em torno de uma ajuda internacional… Me refiro ao Hope for Haiti Now, show de duas horas que arrecadou mais de 60 milhões de dólares para a (re)construção do país devastado pelos terremotos das últimas semanas.

O programa foi transmitido por 25 redes de TV, a partir de Los Angeles, e colocou gente famosa como Steven Spielberg para atender doadores na central telefônica do show. Não só: a iniciativa capitaneada por George Clooney e o haitiano Wyclef Jean produziu um crossover também inédito: Bono Vox + Jay-Z + Rihana.

A canção – Haiti Mon Amour – foi especialmente escrita para a ocasião, pode ser comprada pelo iTunes e conferida na apresentação abaixo:

campus party: números iniciais

O maior evento de tecnologia do mundo no Brasil começa hoje e vai até o próximo dia 31 de janeiro.

Você duvida que seja o maior? Então, veja alguns números divulgados pela organização:

  • 900 pessoas estão há 356 organizando a festa
  • são mais de 700 horas de formação (oficinas, cursos e palestras) em diversas áreas
  • são mais de 600 palestrantes
  • e mais de 850 jornalistas credenciados para cobrir o evento
  • quem estiver por lá terá à disposição uma rede de 10 gigas para se conectar
  • são mais de 6 mil participantes, sendo mais de mil blogueiros e mais de mil desenvolvedores
  • não são participantes apenas do Brasil. Outros 20 países estarão presentes.

E aí? A CampusParty é o maior evento da área ou não?

já são mais de 200 na lista do twitter

O Twitter soluçou hoje cedo por conta do novo terremoto no Haiti, mas tudo indica que o sistema se estabilizou. Na torcida para que não tenha havido novas vítimas no país já devastado, informo que a nossa lista de pesquisadores brasileiros da comunicação que estão no Twitter já passou dos 200 contatos!

Sigamos nos interligando. Pois comunicar é unir…

lista do twitter também em portugal!

A lista dos pesquisadores brasileiros em comunicação no Twitter, lançada ontem neste blog, está crescendo de forma exponencial. Em pouco tempo, já temos mais de 150 contatos. De Portugal, o colego Pedro Jerónimo fez o mesmo e está incentivando a composição de uma lista análoga, mas com os pesquisadores do lado de lá do Atlântico. Para acompanhar, veja aqui.

Aproveito para agradecer os muitos colegas que têm dado sugestões de inclusão. Como disse antes, este é um projeto de inteligência coletiva, de agregação e disseminação de conteúdos que pretendem ser relevantes e úteis.

pesquisadores da comunicação no twitter (versão 43 – ampliada e atualizada)

A lista que segue não é um manual definitivo, mas apenas um apanhado geral dos pesquisadores brasileiros do campo da Comunicação que têm páginas pessoais no Twitter. Por isso, esta lista está em constante atualização e expansão.

Se você é pesquisador da área e não está aqui, por favor, mande seus dados para que seja incluído. Se conhece alguém que não está relacionado abaixo, faça o mesmo, e me mande um email, sugerindo novas adições.

Já são 368 links!

ABCiber: http://twitter.com/ABCiber

Aberje: http://twitter.com/aberje

Abrapcorp: http://twitter.com/abrapcorp

ABRP: http://twitter.com/abrpsp

Adriana Alves: http://twitter.com/adrianaalves

Adriana Amaral: http://twitter.com/adriaramal

Adriana Baggio: http://twitter.com/adribaggio

Adriana Omena Santos: http://twitter.com/acomena

Adriana Santana: http://twitter.com/adrianasantana

Adriana Santiago: http://twitter.com/DricaSantiago

Afonso Albuquerque: http://twitter.com/afonsoalbuq

Agda Aquino: www.twitter.com/agdaaquino

Alberto Marques: http://twitter.com/alberto_marques

Alcino Moura: http://twitter.com/alcinomoura

Alec Duarte: http://twitter.com/alecduarte

Alessandra Carvalho: http://twitter.com/alesscar

Alex Primo: http://twitter.com/alexprimo

Alexandre Barbosa: http://twitter.com/prof_alexandre

Alexandre Lenzi: http://twitter.com/alexlenzi

Alexandre Nonato: http://twitter.com/AleNon1978

Alexandre Perger: http://twitter.com/AlexandrePerger

Alexandre Rocha da Silva: http://twitter.com/arsrocha

Alfredo Costa: http://twitter.com/alfredo_costa

Aline de Campos: http://twitter.com/alinedecampos

Amanda Nogueira: http://twitter.com/mandraberry

Ana Cirne: http://twitter.com/anacirne

Ana Elisa Ribeiro: http://twitter.com/anadigital

Ana Erthal: http://twitter.com/anaerthal

Ana Flávia Camboim: http://twitter.com/flaluna

Ana Maria Brambilla: http://twitter.com/anabrambilla

Ana Maria Guimarães Jorge: http://twitter.com/anaguijor

Ana Paula Penkala: http://twitter.com/penkala

Ana Prado: http://twitter.com/Ana_Prado

Ana Priscila Clemente: http://twitter.com/apriscila

André de Abreu: http://twitter.com/andredeabreu

André Deak: http://twitter.com/andredeak

André Holanda: http://twitter.com/andreholanda

André Lemos: http://twitter.com/andrelemos

André Luiz Covre: http://twitter.com/andrecovre

André Pecini: http://twitter.com/andrepecini

Andre Stangl: http://twitter.com/astangl

Andrea Cattaneo: http://twitter.com/AndreaCattaneo

Andrea Fernandez: http://twitter.com/ferrazfernandez

Andreza de Lima Ribeiro: http://twitter.com/andlrt

Angela Loures: http://twitter.com/AngelaLoures

Angela Lovato: http://twitter.com/angelalovato

Angela Pryston: http://twitter.com/prysthon

Ariane Diniz: http://twitter.com/aridiniz

Assoc. Pesquisadores em Jornalismo: http://twitter.com/sbpjor_net

Avery Veríssimo: http://twitter.com/averyverissimo

Beatriz Bretas: http://twitter.com/beatrizbretas

Beatriz Polivanov: http://twitter.com//bea_trixxx

Ben-Hur Correia: http://twitter.com/benhur_correia

Ben-Hur Demeneck: http://twitter.com/demeneck

Beth Saad: http://twitter.com/bethsaad

Bia Martins: http://twitter.com/biacm

Bruna Barcellos: http://twitter.com/brunalbarcellos

Camilo Aggio: http://twitter.com/camilo_aggio

Candida Nobre: http://twitter.com/candidanobre

Carla Rabelo: http://twitter.com/carlarabelo

Carla Rizzotto: http://twitter.com/carlarizzotto

Carla Schwingel: http://twitter.com/caru

Carlos D’Andrea: http://twitter.com/carlosdand

Carlos Eduardo Franciscato: http://twitter.com/franciscato

Carlos Falci: http://twitter.com/chfalci

Carlos Nepomuceno: http://twitter.com/cnepomuceno

Carlos Tourinho: http://twitter.com/carlostourinho

Carmen Abreu: http://twitter.com/carmenabreug

Carolina Terra: http://twitter.com/carolterra

Catarine Sturza: http://twitter.com/CatarineSturza

Chalini Barros: http://twitter.com/chalinibarros

Chico Santanna: http://twitter.com/chicosantanna

Christina Musse: http://twitter.com/christinamusse

Ciberliga de Pesquisadores Paladinos: http://twitter.com/ciberliga

Cintia Carvalho: http://twitter.com/cicarp

Cintia Cunha: http://twitter.com/CintiaCCunha

Claudia Figueiredo Modesto: http://twitter.com/ClaudiaFig

Claudia Lago: http://twitter.com/claudialago

Claudia Nonato: http://twitter.com/Claudia_Nonato

Claudia Quadros: http://twitter.com/claudiaquadros

Claudia Rebechi: http://twitter.com/ClauRebechi

Claudio Rabelo: http://twitter.com/claudiorabelo1

Claudio Sena: http://twitter.com/claudiosena

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Cotidiano UFSC: http://twitter.com/cotidianoufsc

Cris Porto: http://twitter.com/CrisPorto

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Metodologia de Pesquisa em Jornalismo: http://twitter.com/metpesqjol

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Sadon França: http://twitter.com/sadonfranca

Samuel Lima: http://twitter.com/samucalima

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Sérgio Denicoli: http://twitter.com/Denicoli

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Silvana Louzada: http://twitter.com/silvanalouzada

Simone Pelegrini: http://twitter.com/simonepelegrini

Simone Pereira de Sá: http://twitter.com/sibonei

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Stefanie C. Silveira: http://twitter.com/ssilveira

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Susan Liesenberg: http://twitter.com/SusanLiesenberg

Suzana Barbosa: http://twitter.com/suzanabarbosa

Suzana Gutierrez: http://twitter.com/suzzinha

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Taís Steffenello Ghisleni: http://twitter.com/taisghisleni

Talita Rampazzo: http://twitter.com/TalitaRampazzo

Talitha Ferraz: http://twitter.com/thaliferr

Talyta Singer: http://twitter.com/ytasinger

Tarcízio Silva: http://twitter.com/tarushijio

Tattiana Teixeira: http://twitter.com/tattiana

Taty Butterfly: http://twitter.com/TatyButterfly

Tereza Barretto: http://twitter.com/Tebarretto

Theresa Medeiros: http://twitter.com/theresamedeiros

Thiago Soares: http://twitter.com/thikos

Tiago Velasco: http://twitter.com/tiagovelasco

Tomás Barreiros: http://twitter.com/tomasbarreiros

Toni Scharlau: http://twitter.com/tonisandre

Valquíria John: http://twitter.com/vmichela

Vânia Beatriz: http://twitter.com/webeatriz

Vaniele Barreiros: http://twitter.com/vanielebarreiros

Verônica Soares: http://twitter.com/veronica_soares

Vicente Gosciola:http://twitter.com/vicentegosciola

Victor Gentilli: http://twitter.com/victorgentilli

Vilso Junior Santi: http://vjrsanti

Vinicius A. Pereira: http://twitter.com/vinianp

Vitor Torres: http://twitter.com/vitortorres

Vivian Belochio: http://twitter.com/vivibelochio

Vivian Lemes Moreira: http://twitter.com/viviannlk

Wagner Belmonte: http://twitter.com/wbelmonte

Walter Lima: http://twitter.com/walter_lima

Wanderley Garcia: http://twitter.com/wanderleygarcia

Wilson da Costa Bueno: http://twitter.com/wilbueno

Wilson Gomes: http://twitter.com/willgomes

Wolfgang Teske: http://twitter.com/WTeske

Yuri Passos: http://twitter.com/yuripassos

 

sade está de volta

Depois de quase uma década sem gravar, Sade Adu retorna em fevereiro com um novo disco. É o que informa o site oficial.

Mas antes do lançamento, já dá pra assistir ao single que é executado em rádios: Soldier of Love

O vídeo é lindo, e aos 51 anos, Sade está em plena forma: a voz aveludada, o visual cativante, as letras poderosas, o suíngue nas canções, e belas histórias de amor para contar…

stella by starlight

É só a imagem de um disco tocando, mas é Miles Davis executando Stella by starlight.
Divino.
Feche os olhos e abra os ouvidos. Afinal, é domingo.

liberdade de informação em 14 países

Acaba de sair em português o livro Liberdade de Informação: um Estudo de Direito Comparado, de Toby Mendel. A iniciativa é uma aproximação das realidades e marcos regulatórios da área em quatro continentes: América, Europa, Ásia e África.

A iniciativa é do setor de Comunicação e Informação do escritório da UNESCO no Brasil, com o apoio da Secretaria Estadual de Planejamento de Mato Grosso. O livro tem versões online (baixe aqui) e impressa, e a  tradução para o português foi feita a partir da segunda edição, revisada e ampliada da obra.

Leitura obrigatória para quem se interessa por regulação de mídia, liberdade de imprensa, legislação da comunicação, democracia e desenvolvimento, e assuntos ligados.

formação de professores de comunicação

Uma das queixas mais frequentes de alunos nos cursos de Comunicação por aí se refere ao preparo (ou despreparo) dos professores. Na verdade, entre os próprios professores, há uma consciência de que muitos que estão para ensinar foram ótimos profissionais, mas nem sempre são bons mestres. Neste campo, para sermos bem sinceros, há muita coisa a fazer. Por isso, me chamou bastante a atenção o esforço da Intercom para ajudar a formar novos pesquisadores e jovens mestres. Veja os módulos que serão oferecidos ainda este mês no Programa Intercom Jovem:

Módulo 1. Campo da Comunicação: Iniciação Crítica
Período: 18 a 22 de janeiro de 2010

Dia 18 – Segunda
9h – 12h – Epistemologia e Taxionomia da Comunicação – Anamaria Fadul
14h-17h – Teorias da comunicação: Forâneas e Mestiças – Antonio Hohlfeldt

Dia 19 – Terça
9h-12h –  Correntes metodológicas da pesquisa em comunicação – Maria Immacolata V. Lopes
14h-17h – Pedagogia da Comunicação: Ensino/Aprendizagem – José Marques de Melo

Dia 20 – Quarta
9h-12h – O estudo da Propaganda – Adolpho Queiroz
14h-17h – O estudo do Audiovisual: Cinema e Televisão –  Patricia Moran

Dia 21 – Quinta
9h-12h – O estudo do Jornalismo – Carlos Chaparro
14h-17h – O estudo da Comunicação Organizacional: Relações Públicas – Margarida Kunsch

Dia 22 – Sexta
9-12h – O estudo da Editoração:  Livro e  Multimídia – Sandra Reimão
14h-17h – O estudo do Radio e da Mídia Sonora – Antonio Andrade

Módulo 2. Introdução ao Pensamento Comunicacional Brasileiro
Período: 25 a 29 de janeiro de 2010

Dia 25 – segunda-feira
Panorama
9h-12h – Itinerário do Pensamento Comunicacional Brasileiro – Francisco de Assis
Pioneiros
14h-17h – O Pensamento Paulofreireano  – Cicilia Peruzzo

Dia 26 – Terça-feira
9h-12h – O Pensamento Pauloemiliano – Ismail Xavier
14h-17h – O Pensamento Beltraniano – Cristina Schmidt

Dia 27 – Quarta-feira
9h-12h – O Pensamento Flusseriano – Norval Baitello Junior
Inovadores
14h-17h – Leituras Interdisciplinares de Isaac Epstein – Arquimedes Pessoni

Dia 28 –  Quinta-feira
9h-12h – Leituras Midiocêntricas de Marques de Melo – Maria Cristina Gobbi
14h-17h – Leituras Semióticas de Lúcia Santaella – Antonio Adami

Dia 29 –  Sexta-feira
9h-12h – Leituras Sistêmicas de Gaudêncio Torquato – Rose Vidal
14h-17h – Leituras Antropocêntricas de Muniz Sodré – Osvando Morais

Custa R$ 600,00, mas se for sócio da Intercom pode ficar pela metade.
Mais informações pelo email: intercomjovem@intercom.org.br

mas também não compre na koerich!

Se você acompanha este blog, percebeu que só nesta semana me incomodei comprando nas lojas Salfer e nas Casas Bahia. Mas não foi só isso. Me irritei também nas lojas Koerich. Por quê?

No dia 30 de dezembro, fiz uma compra numa loja da rede em Itajaí. Foram três peças de cozinha, R$ 800,00. Como de costume, escolhi bem, analisei as condições e informei que os móveis deveriam ser montados em Florianópolis (onde há lojas da mesma rede). “Sem problemas”, disse o vendedor que me informou que os móveis seriam entregues dia 5 de janeiro e que a montagem seria no dia 11. Paguei à vista.

Realmente, os produtos foram entregues no dia marcado, mas nada de montagem, e hoje é dia 14 de janeiro.

A Koerich tem um serviço de atendimento ao consumidor. Não é um 0800, eles não pagariam para te atender. É um 0300, mas não se iluda: não funciona. Liguei muito, conversei com várias vozinhas simpáticas e nenhuma foi capaz de resolver o meu problemas.

Por isso, digo: NÃO COMPRE NAS LOJAS KOERICH!

A menos que queira se irritar, que queira ser ignorado e desrespeitado como consumidor.

ATUALIZANDO: De repente, vieram montar meus móveis. Não foi mais do que obrigação: a raiva continua!

não compre na salfer!

Não existe nada que me deixe mais indignado que ser destratado como consumidor. Nada!

Por uma razão muito simples: as pessoas são constantemente, cotidianamente, frequentemente desrespeitadas por empresas, fornecedores e prestadores de serviço. Por isso, é importante não guardar para si os episódios que nos diminuem, que tentam esvaziar nossa dignidade. Mesmo que não resolva muita coisa, contar o que aconteceu é uma forma de alertar outras pessoas e fazer registro…

Por essas e outras, advirto: NÃO COMPRE NAS LOJAS SALFER! A menos que queira se incomodar…

No dia 29 de dezembro, fiz uma compra numa loja em Itajaí. Eram três produtos, quase R$ 1,8 mil. Escolhi bem, analisei as condições e informei que os móveis deveriam ser montados em Florianópolis (a apenas 90 km de lá e numa cidade onde existem ao menos duas lojas da mesma rede). O vendedor disse “sem problemas”. Paguei à vista. Hoje é dia 14 de janeiro e até agora, nada de montagem dos móveis. Nada!

Nesta semana, liguei para deus e o mundo nessa loja e me empurraram para todos os lados. Xinguei, gritei, falei palavrão para atendentes, gerentes, supervisores. Protestei contra o descaso, me queixei da demora. Fizeram promessas, mas até agora, nada!

Por isso, repito: NÃO COMPRE NAS LOJAS SALFER!

A menos que queira se irritar.

ATUALIZANDO: Como que por encanto os caras vieram montar meus móveis. Mesmo assim, demorou duas semanas e uma vida inteira de estresse. A má impressão continua!

um clipe, lá do fundo da memória

Há quem teorize sobre as lembranças. Há quem pesquise sobre elas. Existem ainda aqueles que só se assombrem diante das próprias memórias. Estou entre esses. De repente, esta semana, ouvi uma música lá do fundo das minhas recordações. Na verdade, era um clipe que eu havia assistido no Fantástico: Roberto Carlos cantava As Baleias, em 1981.

Sim, eu sei. Roberto Carlos é brega, é coisa de velho, está fora de moda… Sim, ele pode ser um intérprete ultrapassado, um ícone restrito a uma camada de fãs, mas o cara é um compositor maiúsculo.

Veja o clipe abaixo com os olhos fechados e os ouvidos bem abertos. Você vai entender porque… é simplesmente lindo…

é Claro que é roubada!

Alegria de pobre evapora diante dos olhos!

No finalzinho do ano, fiz uma comprinha nas Casas Bahia. Estava de mudança e precisava de uns utensílios pra casa. Acabei gastando uma grana e o seu Samuel Klein, muito bondoso, me deu um celular de graça. Fiquei exultante. Fui saltitando pra casa, afinal, ganhar um celular… ninguém tem celular, sabe como é!

Pois liguei o aparelho e lá veio a primeira surpresa: o celular era da Claro. Isto é, o seu Samuel me deu um celular bloqueado.

Fui até uma revenda da Claro para desbloquear a coisa, já que tenho conta da Tim. A revenda não fez o serviço: “Só as lojas da Claro é que têm o segredo pra desbroquear”, me disse o diligente atendente. Persisti. Na loja da Claro, o atendente impertigado me pediu a nota fiscal do produto. Mostrei para ele, que fez cara de nojo. Deve ter pensado: “Mais um cliente trouxa do seu Samuel…”.

Do alto do seu poder de decidir se desbloqueia ou não um celular, o atendente me cuspiu na cara: “Esse aparelho só é desbloqueável um ano depois da compra!” Como assim? Não pode! E a tal da portabilidade? “Ou é depois de um ano ou a Claro cobra R$ 20,00 por mês faltante”. Como assim? Não vou pagar R$ 240,00 para desbloquear um celular que na nota tem o valor de R$ 52,00. “Mas este é o sistema, senhor!” Sistema de merda, eu disse educadamente. Não vai fazer, então? Tá certo. Você trabalha pra máfia, rapá! As operadoras telefônicas são máfias, devolvi a cuspida.

Eu nem queria um celular novo…

Resumo da ópera: o seu Samuel não me deu um celular. Me deu uma algema da Claro.

tem mais gente de mudança

Não sou o único a desencaixotar a vida nesses dias… meu camarada Dauro Veras também está de endereço novo. Enquanto adoto um novo CEP físico – agora em Florianópolis -, Dauro se muda para o wordpress e para um domínio próprio. Aqui, a bagunça está diminuindo, mas por lá, as coisas já estão bem arrumadinhas.

Felicidades, meu caro!