um mapa nacional da mídia digital

Mapeamento da Mídia Digital no Brasil imagesgstsAcaba de cair na rede um estudo amplo e aprofundado sobre os meios digitais no país. “Mapeamento da Mídia Digital no Brasil” é uma iniciativa da Open Society, assinado por Pedro Mizukami, Jhessica Reia e Joana Varon. Tem oito capítulos espalhados em 173 páginas que tratam de consumo, relações com a sociedade, jornalismo, tecnologia, negócios e formas de financiamento, leis, regulações e políticas. Em linguagem clara, com textos analíticos e recorrendo a diversas fontes, o estudo merece leitura atenta e muita discussão. Tem mais: está bem atualizado, já que a ele foram adicionadas informações sobre o Marco Civil da Internet, aprovado e sancionado em abril passado.

Acesse aqui. (em PDF, em português e com arquivo de 7,6 Mega)

narrativas midiáticas contemporâneas…

Este é o tema da edição mais recente da revista Verso e Reverso, da Unisinos, que acaba de chegar à rede.

Acesse aqui

lançamento: “máquinas de ver, modos de ser”

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gente estranha, nomes esquisitos

Esta semana, passei a colaborar para o site Almanaque da Literatura Policial.

No debut, fiz uma lista de nomes estranhíssimos do gênero… Leia um trechinho:

A literatura policial é um universo frequentado por quem não é muito bom da cabeça. Tem os assassinos em série, os obcecados por pistas, os acumuladores de casos insolúveis. Encontramos também os que ficam paranóicos com a pilha de corpos, os que desenvolvem explicações conspiratórias e aqueles que sofrem com a abstinência por não ter nenhum mistério para resolver. O mundo dos crimes é paradoxal: tem gente que não bate bem, mas para sobreviver nele é preciso ter raciocínio lógico, inteligência e outras habilidades mentais. Mas nessas páginas não basta ser um sujeito estranho. Veja como ter um nome esquisito também ajuda…

Ficou curioso? Leia a íntegra aqui.

hackers, marmotas e jornalistas

(produzido originalmente para o objETHOS e reproduzido pelo Observatório da Imprensa)

O primeiro mês da campanha eleitoral já oferece lições importantes para candidatos, correligionários, mídia e eleitores. Embora a artilharia pesada fique tradicionalmente reservada ao horário gratuito no rádio e na TV, episódios recentes trazem à tona hábitos e mentalidades arcaicas, usados em outras ocasiões para desgastar os oponentes e confundir o eleitorado. Se antes essas táticas davam resultados mais efetivos, agora, com tantos canais de informação, mostram-se obsoletos, e às vezes até contraproducentes. Quer dizer: o jogo sujo pouco ajuda na atração de votos e na qualificação do debate político, encardindo os sapatos de quem está por trás dessas manobras.

Três episódios recentes ilustram.

Em maio passado, o candidato tucano Aécio Neves entrou na Justiça para barrar páginas na web por calúnia e difamação. Segundo seus advogados, as ações viriam de uma funcionária pública da Prefeitura de Guarulhos (SP), administrada pelo PT. Equipamentos e instalações da Secretaria de Comunicação teriam sido usados para atingir a imagem pública do senador mineiro. A denúncia veio à tona pela imprensa e o caso demonstrou não só má-fé da servidora, como seu despreparo e alguma ingenuidade ao pensar que não seria identificada. Justamente hoje, quando é possível rastrear cada clique ou movimento no teclado. O tiro saiu pela culatra.

Em julho, foi a vez da candidata da situação, Dilma Rousseff, reclamar. Um comunicado enviado pelo Banco Santander a clientes de alta renda alertava que o crescimento da presidente nas pesquisas poderia piorar a situação econômica do país. A imprensa deu o assunto, o banco se desculpou, cortou cabeças, mas ficou a má impressão. Restou um ranço de outros carnavais, quando a estratégia do medo foi usada pelo mercado para alarmar a sociedade. O tiro foi no pé.

Na semana passada, o jornal O Globo denunciou que perfis de dois de seus comentaristas teriam sido alterados na Wikipedia por computadores do Palácio do Planalto. Houve quem temesse pela liberdade de imprensa e até quem classificasse o caso como um “novo Watergate”. O Gabinete da Presidência se desgastou mais uma vez, prometeu descobrir e punir os (ir)responsáveis, e foi difícil evitar o mal estar. Para o senso comum, pareceu que o governo estava oprimindo jornalistas e calando opiniões contrárias, em plena campanha eleitoral. Bala perdida.

Realidade virtual

É muita ingenuidade acreditar que uma simples funcionária em Guarulhos possa acabar com a candidatura do principal nome da oposição. Alimentar essa ideia é apequenar o candidato e seu projeto. O temor era o efeito massivo: espalhar de forma viral um punhado de inverdades que aumentaria em muito as suas dimensões.

É demais esperar também que a cartinha de um banco faça despencar as pilastras da sexta economia do planeta. De forma sagaz, a campanha de Dilma se aproveitou da ocasião para se vitimizar. De forma geral, o brasileiro tem especial simpatia pelos fracos e oprimidos, e a correspondência de um banco multinacional poderia se mostrar um golpe abaixo da linha de cintura.

Por fim, chega a ser burrice chamar de “novo Watergate” a edição de páginas na Wikipedia. O caso que levou à renúncia de Richard Nixon em 1974 é muito mais complexo e grave, e tinha por trás dos abusos o presidente norte-americano, o que ainda não foi provado no episódio brasileiro.

A alteração de páginas faz parte da dinâmica e do funcionamento da Wikipedia, e seus procedimentos têm se aperfeiçoado bastante nos últimos anos. Ao mesmo tempo em que se incentiva criar novos conteúdos, existem regras claras para a sua edição, revisões contínuas e hierarquia para a certificação de informações. É verdade que postagem de conteúdos falsos e outras fraudes não são tão incomuns, mas a comunidade de editores da enciclopédia se preocupa muito com essas práticas que minam a credibilidade do projeto. Quando se percebe que mentiras foram adicionadas, há uma correria para restaurar a ordem. O risco de algum leitor se deparar com dados incorretos é real, mas isso não acontece apenas na Wikipedia. O mesmo se dá na mídia em geral, nos livros de história, em outras fontes informativas.

Alterar dados é uma maneira de reescrever as páginas do presente e afetar os sentidos da realidade. Mas existem outras formas, como alterar a ordem dos resultados em mecanismos de buscas na internet, por exemplo. Funciona como se mudassem a localização dos livros nas prateleiras de uma biblioteca, colocando alguns títulos mais à vista e outros, com as lombadas viradas para trás…

Em março de 2010, hackers manipularam os algoritmos do Google para vincular a página do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Wikipedia aos primeiros resultados da busca pela palavra “mentiroso”. A brincadeira não era novidade. Constrangimento semelhante se deu em setembro de 2007 quando vincularam o site do Senado Federal à pesquisa pela expressão “vergonha nacional” no buscador.

Esses e outros casos mostram que novos atores infiltraram-se na arena política. Se antes havia os políticos, os ativistas, os eleitores e os jornalistas, agora a eles fazem companhia os hackers, os “trolladores” e as marmotas que se arrogam a fazer guerrilha digital.

E as lições?

A disputa eleitoral começou em 6 de julho passado e já acumula muito “mimimi”,’ para usar um termo fartamente usado nas redes sociais. Aécio se queixa do PT, que se queixa do Santander, e os jornalistas se queixam do governo. É natural que as reclamações se multipliquem durante esse período, e veremos muita gente espernear até os resultados das urnas. Depois também. Como ainda temos quase dois meses de campanha, talvez possamos utilizar algumas lições já percebidas.

Correligionários e ativistas precisam entender que não se pode usar a internet impunemente. A tecnologia oferece instrumentos para fustigar os rivais, mas também para que percebam de onde vieram os torpedos que os alvejaram. E-mails anônimos podem ser identificados; todo tipo de navegação deixa marcas que são rastreáveis; a revolução não se faz do sofá; e ciberativismo exige dedicação, profissionalismo e inteligência.

Políticos devem ver na rede oportunidades para se aproximar de seus eleitores e estabelecer relacionamentos mais francos, transparentes e dialógicos. Se os candidatos não tiverem essa disposição, melhor não fingir. Na rede, a mentira emerge rápido, em poucos cliques. Políticos precisam entender que a internet não é mais um mundo à parte das ruas e das cidades. E os internautas não se restringem a um bando de jovens que gastam seus tempos diante de monitores nas madrugadas. Enfrentar os eleitores no corpo-a-corpo reserva um conjunto de estratégias que nem sempre funciona online. Mudar a mentalidade, neste caso, é um bom primeiro passo.

Jornalistas e meios de informação precisam aguçar ainda mais os seus sentidos para desviar de banalidades e desimportâncias que a rede cria e alimenta. Os boatos de antigamente são os hoaxes do momento, os virais da hora. Os dossiês que chegavam às redações, agora, são os leaks que lotam a caixa postal eletrônica. Não se destrair com miragens e cobrir o que realmente interessa ainda parece ser uma função relevante do jornalismo.

Os eleitores nunca tiveram tantas informações acessíveis sobre os candidatos. Verdadeiras e mentirosas. Por isso, usar a rede é fundamental não só para conferir o passado do político e o que ele promete para o futuro, mas também para colocar à prova os contextos que os cercam. Se antes já era preciso não acreditar ingenuamente nos candidatos, agora, é necessário também desconfiar das informações que temos sobre eles.

Com tanta tecnologia e inteligência, era pra ser mais fácil, né? Era, mas não podemos relegar a fios e chips os destinos que escolhemos para nossas vidas. Para votar bem, o eleitor não precisa ser hacker ou jornalista, mas necessariamente deve evitar agir como uma marmota.

5 links de jornalismo para hoje

economia política da comunicação, um evento

Screenshot 2014-08-05 11.27.26Estão abertas até 15 de agosto as inscrições para o congresso da Ulepicc, a União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura.

Em 2014, o evento acontece no final de novembro no Rio de Janeiro.

Divulgação dos aceites dos trabalhos 15 de setembro

Versão final dos trabalhos – até 20 de outubro

Informações em:

http://ulepiccbrasil5.org.br

http://www.ulepicc.org.br/ulepiccbrasil5

os sujeitos das mídias, em revista

Reproduzindo…

A revista Verso e Reverso está recebendo contribuições para o último número do ano: artigos inéditos que respondam à política editorial, em regime de fluxo contínuo, e artigos voltados ao seguinte dossiê:

Dossiê: Os sujeitos das mídias.

As imagens que entram em nossa casa a cada dia, durante anos, são tão familiares como as pessoas que vivem ao nosso lado.Na sociedade contemporânea, marcada pela personalização e o individualismo, há um sistema representacional da mídia e uma mídia apresentacional que trabalham na produção de exemplares de indivíduos (Marshall, 2014, p. 5).

Quem são estes indivíduos que, chamados a compor uma história, constituem um poderoso fator de identificação ou uma fonte, entre outras, que dá credibilidade ao relato do jornalista?

O pacto de dar a voz em troca da credibilidade da notícia parece não mais ser o núcleo de uma relação de mão única. O que se constituía em fonte, oficial ou não-oficial, controlada pela forma-notícia, mostra potência em modos de narração que atravessam a reportagem.

Celebridades, autoridades ou homem das ruas, estes indivíduos compõem um conjunto de identidades que de alguma maneira respondem às demandas do consumo.

Nesta voragem surgem diferentes jornalismos: jornalismo etnográfico, jornalismo popular; planos mercadológicos que poderiam comprometer o que se apresenta, igualmente, como uma virada subjetiva do jornalismo.

Fechamento: 20/10/2014
Mais informações: aqui

sbpjor prorroga prazo

curtirA Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) atendeu aos muitos pedidos e estendeu até o dia 3 de agosto, domingo, o prazo para recebimento de artigos para sessões livres e coordenadas em seu congresso, que acontece em novembro na Unisc, em Santa Cruz do Sul (RS).

Saiba mais aqui.

por uma tv de qualidade

CouvTVdequaliteO professor Eduardo Cintra-Torres avisa do lançamento do livro “Por une télévision de qualité”, organizado por François Jost.

Aliás, ambos participaram do dossiê do mesmo tema que lançamos na revista Estudos em Jornalismo e Mídia (confira aqui).

O novo livro tem 278 páginas e custa 20 euros.

Mais informações em http://www.inatheque.fr/publications-evenements/publications-2014/pour-une-t-l-vision-de-qualit-.html

revista completa 10 anos

cover_issue_2108_pt_BRA Estudos em Jornalismo e Mídia, publicação científica do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, acaba de lançar a edição comemorativa de dez anos.

O número dedica um dossiê sobre os 50 anos do golpe militar de 1964, e traz ainda artigos de temas livres, como curadoria de comunicação e jornalismo de dados.

Com novo logotipo e projeto gráfico, a revista tem 313 páginas, em formato PDF, e com acesso totalmente gratuito. A EJM publica artigos teóricos, relatos de pesquisa e outros textos científicos que abordam os universos do jornalismo e da mídia em geral, em português, inglês e espanhol. Indexada em nove bases de dados, a revista é classificada como um periódico B1 pelo sistema Qualis/Capes de avaliação.

Para acessar, clique aqui.

ética na comunicação, um dossiê

 

cover_issue_148_pt_PTA revista Comunicação e Sociedade, publicada pela Universidade do Minho (Portugal), acaba de chegar à web com um dossiê sobre ética na comunicação.

Ajudei a editar o número com o professor Joaquim Fidalgo, e o sumário dá uma amostra da variedade e atualidade das pesquisas sobre o tema no amplo arco da área da comunicação:

  • Panorâmica da ética dos media no plano internacional  – Clifford G. Christians
  • Sem medo do futuro: ética do jornalismo, inovação e um apelo à flexibilidade – Jane B. Singer
  • Novos desafios para uma deontologia jornalística duradoura: o modelo de negócio dos media face às exigências éticas e à participação cidadã – Carlos Maciá-Barber
  • Entre verdade e respeito – por uma ética do cuidado no jornalismo – Carlos Camponês
  • Ética e teorias da comunicação: poder, interações e cultura participativa – Luis Mauro Sá Martino e Ângela Cristina Salgueiro Marques
  • O respeito pela privacidade começa na recolha de informação – Paulo Martins
  • Credibilidade das redes sociais online: aos olhos dos jornalistas profissionais finlandeses – Mohammad Ofiul Hasnat
  • A (não) regulação da blogosfera: a ética da discussão online – Elsa Costa e Silva
  • Preocupações éticas no jornalismo feito por não-jornalistas – Rogério Christofoletti
  • Para além da propaganda e da Internet: a ética do jornalismo – J. Paulo Serra
  • Agendamento em publicidade: compreender os dilemas éticos de um ponto de vista comunicativo – Marius-Adrian Hazaparu
  • A prioridade ética da retórica publicitária – Paulo Barroso

Editada em português e inglês, a revista pode ser acessada em:
http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/comsoc/issue/current/showToc

 

essa pressa…

Meio minuto depois que o jogo terminou, algum engraçadinho apertou o botão errado e entrou a seguinte capa no UOL, agora há pouco… Note que o jogo NÃO TEVE PÊNALTIS…

Screenshot 2014-07-01 03.37.36Depois, corrigiram…

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ciberjor: mais prazo

O Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo da UFMS prorrogou o prazo de inscrições de trabalhos científicos para o 5º Simpósio Internacional de Ciberjornalismo. A chamada de trabalhos, que se encerrava nesta segunda-feira, dia 30 de junho, agora pode ser feita até o dia 18 de julho.

Saiba mais aqui

chasqui com chamada aberta

Reproduzindo…

Revista Latinoamericana de Comunicação Chasqui, editada pelo CIESPAL, abre chamada para artigos em português ou espanhol para sua edição no. 127, que será publicada no próximo mês de setembro. O tema central será Jornalismo, Democracia e as novas batalhas da informação.
Os textos devem abordar as relações entre jornalismo e democracia no contexto da polarização política observada na maioria dos países da América Latina, assim como as influências das novas formas de produção e difusão de informação abertas pela mutação cultural e tecnológica e seu impacto nessas relações.
São esperados estudos teóricos e empíricos que analizem e/ou problematizem, neste novo contexto, os temas clássicos da liberdade de imprensa, liberdade de expressão e censura; a propriedade dos meios de comunicação, a regulação, o controle, a democratização e o direito à informação; a ética jornalística, a produção colaborativa, as redes sociais e a pulverização dos públicos; o protagonismo das fontes, os vazamentos, a manipulação, a verificação e a credibilidade; a informação, a contra-informação e a desinformação como desafios para o exercício da cidadania e o funcionamento das democracias no continente.
Os artigos enviados serão avaliados por um comitê científico constituído por pesquisadores vinculados aos temas de Jornalismo e Comunicação Política. Os textos podem ser enviados até 01 de agosto de 2014 através da plataformahttp://bit.ly/1kyIf5A , onde também se encontram as normas de publicação na revista.
A edição deste número temático está a cargo dos pesquisadores Alexander Amézquita (Colômbia/Equador), Editor da Revista Chasqui, e Eduardo Meditsch (Brasil) UFSC/CNPq.
A revista Chasqui está classificada com o nível A2 no Qualis da área de Ciências Sociais Aplicadas I da Capes.
Outras informações podem ser obtidas pelo email da revista:chasqui@ciespal.net Esta dirección electrónica esta protegida contra spambots. Es necesario activar Javascript para visualizarla ou    aamezquita@ciespal.net

correspondentes, um dossiê

A revista Sur Le Journalisme/Sobre Jornalismo/About Journalism está com chamadas abertas para um número especial sobre correspondentes. A revista trilingüe é resultado de um consórcio de pesquisadores brasileiros, belgas, franceses e canadenses.

Acesse a chamada aqui

simpósio de ciberjornalismo

Chamadas de texto abertas!

Saiba mais em http://www.ciberjor.ufms.br

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reportagem em quadrinhos!

A Copa do Mundo está na esquina. Quer saber além da escalação das seleções e dos detalhes dos jogos?

Então, confira a reportagem em quadrinhos Meninas em Jogo, de Andrea Dip e De Maio, para a Agência Pública: aqui.

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conteúdo gerado pelo usuário, um estudo

Screenshot 2014-06-04 02.47.20O Town Center for Digital Journalism, da Escola de Jornalismo de Columbia, acaba de disponibilizar ao grande público um estudo global sobre como sites, blogs e emissoras de TV usam e aproveitam os materiais enviados por suas audiências, os chamados Conteúdos Gerados pelos Usuários (CGU).

A pesquisa pode ser acessada aqui (em PDF, inglês, 153 páginas num arquivo de 2,8 megas).

Entre as conclusões, convém destacar que:

  • Os meios não sabem dar os devidos créditos nos casos de fotos e vídeos;
  • Esses materiais são utilizados todos os dias pela mídia!
  • Na pesquisa, 40% do CGU analisado estava relacionada à guerra civil síria, o que demonstra que os meios geralmente usam a colaboração amadora quando não têm acesso ou condições para fazer seu trabalho profissional;
  • As agências de notícia quase nunca conseguem verificar ou checar as informações embutidas nesses conteúdos, uma brecha perigosa para o jornalismo…
  • Os staffs editoriais não estão capacitados para lidar com os conteúdos dos colaboradores;
  • Nas redações, perdura um grande medo de que o uso de CGU gere ações judiciais, por violação de direitos autorais, de imagem, entre outros…

imprensa e judiciário, um evento

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lá se foi o myltainho

DSC_0151Ele me apareceu de mangas de camisa, chinelos de vovô e uma improvável calça hippie colorida. Era uma manhã de ar frio, mas havia sol. Me viu pelas grades do portão e escancarou um sorriso como se eu fosse um velho amigo. Que coisa! Eu só tinha conversado com Myltainho outras duas vezes. Uma por telefone, para convidá-lo para um evento na universidade, e outra, no próprio evento.

Desta vez, eu estava na frente de sua casa, no Ribeirão da Ilha – ao sul do sul da ilha – para entregar uns exemplares de um livro que eu organizara com Samuel Lima. Era um dos resultados do tal evento de que ele participou, e cuja fala se transformara num saboroso capítulo. O título já mostrava as armas de Myltainho: humor, mordacidade, inteligência e uma incorrigível provocação – “Oncotô? Doncovim? Proncovô?”. Ele explicava na sequência de que se tratava de uma “parlenda mineira sobre o crucial problema filosófico: onde estamos? de onde viemos? para onde vamos?”

Myltainho abriu o portão, recusou receber o pacote naquele momento e me fez segui-lo até o seu escritório. Atravessei a cozinha, passei por uma aconchegante sala de mobiliário simples, desviei de dois cachorros esparramados no chão e cheguei a um cômodo que quase me fez perder o fôlego: não tinha paredes externas, mas grandes janelas de vidro que mostravam a mata soberana avançando sobre a casa. No interior, uma longa bancada sustentava toneladas de livros, revistas, pastas, anotações, o diabo… Um velho computador estava ligado, livros abertos ao lado, discos se equilibravam em pilhas. Myltainho estava trabalhando concentrado e eu estava ali atrapalhando o velho. Aquele era o centro nervoso de seus textos, dos livros que escrevia, dos petardos que disparava. Naqueles metros quadrados, o controle da missão…

Naquela manhã, ele estava sozinho em casa: ele, a natureza, os cachorros, as ideias e os muitos projetos que tocava. Estiquei o pacote de livros para ele, que abriu como se fosse uma criança desembrulhando o brinquedo. Sorriu, inclinando os óculos que milagrosamente não despencavam do nariz, e agradeceu. Eu também agradeci e convidei para o lançamento que faríamos. Ele justificou a ausência: iria viajar para uma formatura ou homenagem, nem me lembro mais… Conversamos por quase uma hora e foi tudo. Não o encontrei mais, apesar de morarmos na mesma cidade e região. Soube há pouco por minha mulher da sua morte. Senti. Como se o conhecesse há mais tempo e ele fizesse parte de meu círculo de amigos. Vai entender: eu falara só três vezes com ele. E Myltainho me recebera tão bem!

Jornalista inquieto, trabalhador incansável, provocador incorrigível, não parava. Aos 74 anos, decidiu fazer uma reportagem investigativa em lugares insondáveis. Foi atrás daquelas três perguntas essenciais…

hoje tem intercomsul!

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Mais informações em http://www.comunicaunisul.com.br/intercom2014/

vida e morte dos blogs de comunicação

Em setembro de 2007, criei uma lista lusófona de blogs mantidos e alimentados por pesquisadores da comunicação. À época, reuni num mesmo link as iniciativas de colegas sobretudo brasileiros e portugueses que se deslumbravam com as potencialidades de se ter um canal exclusivo, barato e poderoso de comunicação. (Sim, os blogs já foram isso!)

A lista foi crescendo, crescendo, crescendo à base de indicações de blogueiros de todos os cantos. Cheguei a fazer 47 atualizações do post e a lista alcançou o expressivo número de 223 blogs de comunicação, sendo 178 do Brasil e 45 de Portugal e outros lugares.

Passados quase sete anos, fiquei curioso em saber a quantas andavam aqueles blogs. Na verdade, já faz algum tempo que escuto a sentença de que os blogs estão morrendo. Não é totalmente mentirosa a afirmação. Este meu espaço ficou mais de 100 dias sem nenhuma atualização entre 2013 e 2014, afundado numa crise de existência virtual. Outro dia, li um post da jornalista e blogueira de primeira hora Cora Rónai que me fez novamente perguntar: como estariam os blogs daquela lista lusófona?

Fui conferir.

Dos 45 blogs listados de Portugal e cercanias, dez foram simplesmente desativados (22%), 24 não são atualizados há mais de um ano e, portanto, morreram (53%), e apenas onze sobreviveram. Considerei blogs ativos aqueles que tiveram ao menos um post novo nos últimos 90 dias. Na parcial, a taxa de mortalidade foi de 75%. Apenas um em cada quatro blogs se manteve vivo nesses quase sete anos que nos separam da primeira lista.

Entre os brasileiros, as baixas foram maiores ainda. Dos 178 blogs, 48 foram desativados no período (27%) e 100 não são alimentados com novos conteúdos há mais de um ano (56%). Apenas 30 blogs são ativos, o que significa 17% do total. A taxa de mortalidade da parcela brasileira é de 83%.

No consolidado da lista lusófona de blogs de pesquisadores da comunicação, apenas 41 dos 223 sobreviveram, o que equivale a menos de um quinto (18,3%). Impressionante!

Como explicar isso?

É difícil apontar uma única razão. Fatores combinados poderiam justificar: cansaço do modismo, falta de tempo, desmotivação pessoal, emergência de redes sociais com muitos recursos e grande visibilidade como o Facebook… O fato é que os blogs já não são mais o que costumavam ser. E isso aconteceu muito, mas muito rápido…

violações à liberdade de expressão: um dossiê

Relatório-Violações-à-Liberdade-de-Expressão-418x600A ONG Artigo 19 acaba de lançar um amplo relatório sobre ataques e agressões à liberdade de expressão no Brasil, durante o ano de 2013.

A publicação tem linguagem simples, é fartamente ilustrada e traz conclusões sobre o assunto no país. Além disso, faz recomendações ao Estado, à mídia, e a outros atores da sociedade. Vale a pena conferir e guardar.

Acesse aqui.
(arquivo de 2,6 Mega, em PDF, português e 41 páginas)

fotojornalismo e experiência estética

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siga o bapijor 2014

Se você não está em Viedma, a capital da província de Río Negro, na Argentina, e não pode acompanhar a terceira edição do Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), não perca um detalhe por aqui: www.facebook.com/bapijor2014

jornalistas e o netmundial

(publicado originalmente em objETHOS)

Como você pretende estar em 2039, daqui a 25 anos? Como estarão organizadas as nossas sociedades no planeta? De que maneira as pessoas vão se divertir, buscar informações, organizar-se e tomar decisões?
É difícil responder com precisão a cada uma dessas perguntas, mas há quem não só se preocupe com isso mas também queira ajudar a determinar cada uma dessas condições. Vinte e cinco anos é mais ou menos a duração de uma geração, o que sinaliza uma medida para nossas ocorrências. A World Wide Web está completando 25 anos em 2014 e já é possível observar algumas das muitas transformações humanas decorrentes desse evento. São mudanças na comunicabilidade humana, na nossa sociabilidade, na maneira como nos relacionamos com o conhecimento, a informação e os ambientes que habitamos. E um detalhe importante: não apenas assistimos a tais modificações como temos participado delas, fazendo escolhas, alterando hábitos, aderindo a protocolos, aceitando situações ou delegando poderes.
A web – é preciso reconhecer – tem características que muito a diferenciam de qualquer outro empreendimento humano coletivo na história. A rapidez de sua disseminação, o alcance e a profundidade das mudanças que vem provocando, tudo isso, reforça esse entendimento. Mas a web é um ambiente tão distinto dos demais mercados de mídia? Tim Wu, professor da Escola de Direito da Universidade de Columbia (EUA), resiste em responder a pergunta de uma forma definitiva. Em “Impérios da Comunicação: do telefone à internet, da AT&T ao Google”, o especialista analisa um século da evolução da indústria norte-americana e de como invenções como o telefone, o cinema, o rádio, a televisão e a internet se inseriram na vida social contemporânea de uma forma tão intensa, rentável e poderosa. Monopólios, oligopólios, roubos de patentes, cartelização, violações de direitos autorais e todo tipo de trapaça são listadas para mostrar como grandes conglomerados se formaram, como dominaram mercados inteiros e como se perpetuaram por décadas. Sob as barbas dos governos, em conjunção carnal com eles e a despeito de seus interesses contrariados. Com os gigantes Google e Facebook, a internet é diferente? Se formos pensar no poder que apenas esses dois impérios têm, veremos que eles ignoram fronteiras geográficas, linguísticas, sociais, financeiras, culturais. Que lançam mão de estratégias agressivas para se apossar de fatias generosas dos mercados consumidores, ao mesmo tempo em que buscam anular suas concorrências e ganhar os corações e mentes de seus clientes/usuários.

Terra de gigantes
Professor Wu, com a web é diferente? Assistiremos a um mercado mais equilibrado, não concentrado, aberto à concorrência? Ele reconhece que agora o público tem um poder muito maior do que já teve, mas só isso não basta. “Quando escolhemos as opções mais convenientes, cedemos coletivamente o controle às grandes empresas baseados numa série de pequenas escolhas cujas consequências mal levamos em conta. Nossos hábitos têm muito mais poder que as leis para moldar o mercado”, explica Tim Wu.
Eli Pariser, em “O filtro invisível: o que a internet está escondendo de você”, faz revelações assustadoras sobre como Facebook, Google, Amazon e outras tantas empresas da web se valem dos dados de seus usuários para criar um sistema de circulação de informações que retroalimenta infinitamente os seus ganhos e presenças no mercado. A tese do autor é simples: todo internauta oferece dados pessoas em sua navegação e esses traços ajudam a compor complexos perfis consumidores que serão consultados pelas maiores empresas do ramo. Quanto mais completo estiver o perfil desse usuário, mais condições as empresas terão de lhe oferecer produtos e serviços conforme seus gostos e hábitos. A publicidade dirigida se apoia no detalhamento das informações sobre o comportamento do consumidor, na relevância desses dados e na oferta de praticidade e conveniência. Que pessoa não quer receber ofertas que tenham a sua cara, ao invés das toneladas de anúncios para todos os públicos?
Pariser alerta que as grandes empresas hoje estão criando uma bolha de filtros invisíveis que fecham a web cada vez mais em torno do usuário. Se a ideia da rede era poder conectar uma pessoa a qualquer outra (mesmo desconhecida), agora cada internauta encontra apenas o que está buscando (ou o que acha que necessita). Os resultados de uma mesma busca no Google são distintos para duas pessoas. Graças a dispositivos informáticos, os sistemas “identificam” e “lembram” de suas pesquisas mais recentes, seus hábitos de navegação, suas características e oferecem os resultados mais próximos de sua conveniência ou raio de interesse. Pode parecer prático, mas também é nefasto, já que oculta parte que pode ser relevante dos resultados. O serviço – que antes se pensava ser desinteressado, técnico – revela-se sensível a influências mercadológicas, a fatores desconhecidos.
A cada operação na web, deixamos rastros e dados sobre quem somos, onde estamos, o que queremos. Imagine a imensa quantidade de dados que você oferece todos os dias com suas buscas no Google, com os e-mails que dispara do Gmail (ou qualquer serviço semelhante), com as curtidas que deu no Facebook, com as estrelinhas que deu para os livros que comprou na Amazon, com as notas que deu ao vendedor do Mercado Livre, entre outras ações. Se existe um mercado customizado de produtos como roupas ou livros, como evitar que haja também algo parecido com o seu noticiário?

Moldando o futuro
Quando se trata de informação jornalística, o assunto fica mais sério. Afinal, este é um tipo de produto que ajuda o cidadão comum não apenas a se atualizar sobre o que acontece na sua comunidade como também permite que ele compreenda como funciona aquele ecossistema e tome decisões sobre os rumos dele. Isto é, o noticiário ajuda a entender o que está se passando e o que se pode fazer para mudar as coisas. Por isso, discutir o futuro imediato das sociedades é também pensar sobre as nossas próximas decisões políticas, tecnológicas e culturais. E isso não se posterga.
No mesmo ano em que a web completa o seu primeiro quarto de século, acontece em São Paulo o Encontro Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet, oNetMundial. O evento é uma oportunidade para reunir empresas, governos, organizações e usuários do planeta inteiro para definir políticas para a web, de maneira a poder moldar boa parte de seu perfil num futuro próximo. Marcado para os dias 23 e 24 de abril, o NetMundial vai colocar nas mesmas mesas gente como governantes mundiais e gênios da computação, internautas e ativistas, empreendedores e investidores. Um documento de base foi elaborado a partir de consultas públicas, e chegou a receber mais de 180 contribuições de quase cinquenta países. É este documento – veja aqui – que vai orientar os debates para a definição de princípios de governança da internet e um roteiro de evolução futura dessas bases.
Estão em pauta temas como liberdade de expressão e de informação, acessibilidade, privacidade, diversidades cultural e linguística; segurança e estabilidade da internet, arquitetura aberta e distribuída, inovação e criatividade; governança aberta e participativa, transparência e confiabilidade; colaboração, inclusão e igualdade; agilidade e padrões abertos. São aspectos importantes para definir limites, contrapartidas, responsabilidades, deveres e direitos de usuários, empresas, governos e demais interessados. Não é pouca coisa e interessa a todo o mundo, todos os usuários de internet e principalmente aos jornalistas.
Por quê?
Porque um encontro como este ajuda a decidir como pode funcionar a web e para onde ela vai se orientar nos anos seguintes. Porque as escolhas que surgirem do NetMundial e que forem implementadas vão ajudar a desenhar os mercados de informação e comunicação onde o jornalismo se insere. Porque as definições de público, usuário, cliente ou consumidor de informação estão mudando e se fundindo, e os jornalistas precisam saber para quem estarão trabalhando. Porque a web é o grande terreno onde novas relações estão sendo engendradas entre jornalistas e audiências, a exemplo de participação ativa e colaboração. Porque uma rede mundial de computadores em contínua mutação e aprimoramento requer melhores serviços de informação (entre os quais a jornalística). Porque novos parâmetros éticos e novos valores podem surgir a partir das emergentes relações entre os diversos grupos envolvidos nos processos comunicativos on line. Por essas razões e outras mais, os jornalistas devem estar atentos ao NetMundial. Se ficarem míopes diante de um acontecimento como este, não vão perder apenas boas notícias. Vão perder também a oportunidade de participar dos debates e das decisões que afetam inexoravelmente a sua profissão e seu campo de atuação.
Volto a perguntar: Como você pretende estar daqui a 25 anos? Como estarão organizadas as nossas sociedades no planeta? De que maneira as pessoas vão se divertir, buscar informações, organizar-se e tomar decisões? O NetMundial não resolve todas essas questões, mas certamente nos motiva a pensar em possíveis respostas.

Referências
PARISER, Eli. O filtro invisível: o que a internet está escondendo de você. RJ: Jorge Zahar, 2012.
WU, Tim. Impérios da Comunicação: do telefone à internet, da AT&T ao Google. RJ: Jorge Zahar, 2012.

3º bapijor acontece na argentina esta semana

Screenshot 2014-04-21 06.34.43Em 2011 e 2012, a UFSC sediou o Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação Jornalística (Bapijor). Foram duas experiências muito ricas para pesquisadores e profissionais, professores e estudantes que acompanharam debates e trocas de experiências. O evento foi gestado no Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) por mim e pelo professor Francisco José Castilhos Karam. O amigo Samuel Lima, à época como visitante na UFSC, também participou da concepção, organização e realização dos dois primeiros capítulos dessa história. Juntos, editamos dois livros: “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras” e “Reportagem, Pesquisa e Investigação”.

O terceiro episódio acontece nesta semana – nos dias 24 e 25 de abril – na entrada da Patagônia, na centenária cidade de Viedma, capital da província de Río Negro, Argentina. Quem lidera os movimentos é a professora Lila Luchessi, que escolheu como tema do evento Periodismo y Sociedad. El rol del periodismo en la sociedad del conocimiento. A programação pode ser conferida aqui.

O professor Francisco José Karam participa do painel “Prosumidores: cuando la audiencia hace periodismo” e me incumbiram de fazer a conferência de encerramento, onde devo tratar de ética jornalística, novas tecnologias e novos atores no ecossistema de comunicação.

Entre os brasileiros, participam ainda Daniela Arbex (Tribuna de Minas), Marcelo Soares (Folha de S. Paulo) e Ariel Palacios (Estado de S. Paulo/Globo News). Entre os convidados argentinos, estão Martín Becerra (Conicet/Universidad Nacional de Quilmes), Lila Luchessi (Universidad Nacional de Río Negro) , Guillermo Mastrini (Quilmes e Universidad de Buenos Aires), Fernando Irigaray (Universidad de Rosário), Adriana Amado (Universidad de La Matanza), além dos jornalistas Santiago Rey (ANB), Guillermo Berto (Diário de Río Negro), Gastón Roitiberg (La Nación), Juan Gorosito (Diario Noticias de La Costa) e Josefina Licitra (revista Orsai).

Mais informações em: http://bapijor.unrn.edu.ar

quem pode ser jornalista?

A resposta polêmica e incômoda de Jean-François Fogel é “qualquer um”. Pois quem decide é o público!

A declaração foi dada num evento recente no México e arrepiou a nuca de muita gente. Para um bom resumo da abordagem de Fogel, leia “No ambiente da nova mídia, o público decide quem é jornalista”, artigo de James Breiner.

Para ouvir as palavras do próprio Fogel, assista ao videozinho abaixo:

Você concorda?