sbpjor divulga trabalhos aprovados para seu evento

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) anunciou os trabalhos individuais aceitos para o seu 9º Encontro, que acontece no começo de novembro da UFRJ, Rio de Janeiro.
De acordo com a entidade, foram inscritos 198 comunicações individuais e dessas 137 receberam os aceites dos pareceristas e avaliadores. Além delas, o evento terá ainda 12 comunicações coordenadas.

Saiba mais no site do evento.

 

 

uma semana para mandar artigos…

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (Posjor), informa que recebe colaborações para a edição do segundo semestre até 20 de setembro.

Eixo Temático: Reportar, implicações narrativas
Ementa: A edição propõe reunir estudos que se interessem pelas condições e possibilidades estético-políticas implicadas no relato jornalístico, em sua ambição de reportar situações e eventos, em qualquer suporte. A discussão proposta se orienta para questões inerentes ao domínio da narrativa e sua localização na cultura, seja pelo reconhecimento das estruturas retóricas, com sua eficácia e suas ilusões, seja pela centralidade atribuída ao relato na configuração de sentidos.
Formatação: consulte as Diretrizes para Autores da EJM

Por questões editoriais, apenas serão recebidos e avaliados os textos com o tema da edição.

vem aí mais uma semana do jornalismo!

Olha só o que nossos alunos estão aprontando…

A programação…

Data: 12 a 16 de setembro de 2011
Local: Auditório Henrique Fontes, Centro de Comunicação e Expressão (CCE)

Segunda-feira, 12 de setembro
9h – 12h: Minicursos
15h: Webconferência com Patrícia Campos de Mello, ex-correspondente nos Estados Unidos
17h30: Debate “Violência no campo: a cobertura de conflitos na Amazônia”. Convidados: Felipe Milanez e Daniel Bramatti
20h: Palestra de abertura com José Hamilton Ribeiro

Terça-feira, 13 de setembro
9h – 12h: Minicursos
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Entre interação e informação: o jornalismo nas mídias sociais”. Convidados: Ana Brambilla, Tiago Dória e Rodrigo Martins
20h: Cerveja Jornalística: Bate-papo no Chopp do Gus com Alexandre Matias e Emerson Gasperin

Quarta-feira, 14 de setembro
9h – 12h: Minicursos
15h: Webconferência com Eduardo Castro, correspondente na África
17h30: Mesa de discussão “11/09: o Oriente Médio em pauta após os atentados”. Convidados: Luiz Antônio Araújo, Samy Adghirni e Luciano Martins Costa
20h: Sabatina com a Agência Pública de Jornalismo Investigativo

Quinta-feira, 15 de setembro
8h30 – 12h: Minicursos
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Redação ou academia: possibilidades criadas com a pós-graduação”. Convidados: Gislene Silva, Felipe Pontes e Alexandre Lenzi
19h: Mesa de discussão “Carreira de jornalista: diferentes caminhos para o foca”. Convidados: Ana Estela de Sousa Pinto, Marques Casara, Patricia Marins e Maurício Oliveira

Sexta-feira, 16 de setembro
15h: Webconferência com Fabiano Maisonnave, correspondente na China
17h30: Mesa de discussão “Imagem é informação: a importância do jornalismo visual”. Convidados: Luiz Iria, Anderson Schneider e Ludmila Curi
20h: Palestra de encerramento com João Moreira Salles
23h: “Boa Noite!”, festa de encerramento no 1007 Boite Chik

wikileaks, jornalismo e a preservação de fontes

A primeira semana de setembro foi crítica para a equipe do WikiLeaks. Em poucos dias, o mais famoso site de vazamentos foi hackeado, trocou farpas com grandes jornais, sofreu críticas globais sobre seus métodos, e ainda viu seu mentor – Julian Assange – na iminência de sofrer mais um processo, agora do governo australiano. Não bastasse isso, começam a despontar dois concorrentes no mercado de vazamentos: o OpenLeaks, do dissidente Daniel Domscheit-Berg, e a SafeHouse, do The Wall Street Journal.

Apesar de viver sempre com a navalha na garganta, sentindo o cerco se fechar sobre seu projeto, Assange parece ter o sangue frio dos enxadristas. A semana foi difícil, mas isso não o impediu, por exemplo, de participar por teleconferência de um importante evento no Brasil sobre tecnologia – o InfoTrends – e disparar contra veículos de comunicação que há pouco tempo eram parceiros do WikiLeaks. Sempre é bom lembrar: Assange cumpre uma espécie de prisão domiciliar na Inglaterra, pois responde judicialmente a diversas acusações, entre as quais a de estupro.

O estopim para o mais recente tiroteio foi a divulgação pelo Wikileaks de quase 134 mil documentos, dos quais alguns traziam as identidades das fontes, contrariando a rotina de vazamentos anteriores. O Departamento de Estado dos EUA reagiu, argumentando que a publicação colocava em risco as pessoas mencionadas e prejudicava operações de contraterrorismo.. O procurador-geral da Austrália, Robert McClelland, também se enfureceu, pois do lote de documentos, constavam os nomes de 23 australianos suspeitos de participação em grupos terroristas do Iêmen. Para McClelland, a informação “compromete a segurança nacional” de seu país. O WikiLeaks se defendeu das acusações, colocando a culpa no jornal britânico The Guardian, um de seus parceiros na mídia tradicional no que foi chamado de “o maior vazamento público de documentos da história”. Segundo Assange, o livro publicado em fevereiro pelos jornalistas David Leigh e Luke Harding revelava a senha para acessar documentos na íntegra, sem ocultação dos informantes. O jornal alegou que seus jornalistas haviam sido informados por Assange que a senha era temporária e seria trocada em poucos dias. Verdadeiro jogo de empurra…

No primeiro dia de setembro, Assange voltou a atirar, descarregando agora também contra The New York Times, outro ex-colaborador. Segundo o mentor do WikiLeaks, os grandes conglomerados de mídia estão mais comprometidos com os governos de seus países do que com os interesses dos leitores. Na sequência, o WikiLeaks publicou o lote de 251 mil documentos da diplomacia norte-americana – aquele do maior vazamento do mundo – em versão não-criptografada, colocando mais gasolina na fogueira. Quatro de seus parceiros na imprensa – The Guardian, The New York Times, El País e Der Spiegel – trataram de condenar a ação, eximindo-se de qualquer responsabilidade. Ao que tudo indica, acabou o casamento entre o maior site de vazamentos e alguns dos mais influentes veículos de comunicação mundial. Azedou de vez a relação entre o resultado de uma nova cultura de tratamento da informação surgida com a internet e os meios midiáticos tradicionais.

Mas é preciso entender alguns aspectos dessa novela. O primeiro é que o WikiLeaks não tem os mesmos compromissos que a imprensa ou órgãos governamentais. Não se pode esperar que opere com as mesmas preocupações de preservação de fontes. O WikiLeaks parece não manter esses compromissos, e – claro! – corre o risco de ser considerado “irresponsável” e “negligente”. Por outro lado, os cinco parceiros na mídia convencional sabiam que pouco poderiam confiar no site de Assange. Cresceram os olhos com o volume das informações exclusivas a que teriam acesso, e se arriscaram na joint-venture. A decisão não foi apressada; a costura da parceria demorou meses. Foram ingênuos? Difícil afirmar que alguém nesse episódio esteja isento de responsabilidades.

O fato é que a sequência de capítulos traz à tona – para além de nomes e relatos – questionamentos sobre os limites e os compromissos que devem ter aqueles que detêm informações estratégicas. Pode-se pode colocar vidas em risco por conta da divulgação de dados? O que vale mais: o direito à vida ou o direito de ser informado? Quem define a preponderância de um sobre o outro? Quem deve garantir cada um desses direitos? A quem cabe zelar pela integridade dos informantes? De que forma sites como o WikiLeaks devem se orientar nesses casos? Os critérios jornalísticos valem para organizações não-jornalísticas?

Na nova ecologia comunicacional, não existem apenas os dinossáuricos jornalistas e suas paquidérmicas organizações de informação. Outros animais midiáticos também compõem a fauna, e dividem os recursos e o território. Julian Assange e o WikiLeaks são espécimes recentes, sem catalogação ainda. Conviver com estranhos assim, num cenário em ebulição, é desafiador não apenas para quem trabalha nas redações ou no serviço diplomático. O público – de forma muito sábia e silenciosa – assiste à reacomodação das forças.

(publicado originalmente no objETHOS e republicado no Observatório da Imprensa)

mais uma chamadinha de textos de revista

Reproduzindo:

A equipe editorial da Revista Comunicação Midiática, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UNESP, comunica que está aberta até 15 de outubro a chamada para envio de trabalhos para edição do terceiro quadrimestre de 2011 (v.6, n.3).

A publicação aceita artigos de doutores, ou doutores em co-autoria com pós-graduandos e mestres, para as seções Cultura e Mídia, Linguagens Midiáticas, Políticas de Comunicação e Resenhas.

As diretrizes, critérios e normas de submissão e formatação dos trabalhos estão disponíveis aqui

simpósio de jornalismo online: prepare-se!

A 13ª edição do já tradicional International Symposium on Oline Journalism, promovido pela Universidade do Texas, tem data marcada para 2012: 20 e 21 de abril, em Austin.
Já tem chamada para trabalhos também. Veja aqui.

revista chama textos com o tema “reportar”

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (Posjor), informa que já está recebendo colaborações para a edição do segundo semestre de 2011.

Eixo Temático: Reportar, implicações narrativas
Ementa: A edição propõe reunir estudos que se interessem pelas condições e possibilidades estético-políticas implicadas no relato jornalístico, em sua ambição de reportar situações e eventos, em qualquer suporte. A discussão proposta se orienta para questões inerentes ao domínio da narrativa e sua localização na cultura, seja pelo reconhecimento das estruturas retóricas, com sua eficácia e suas ilusões, seja pela centralidade atribuída ao relato na configuração de sentidos.

Deadline: 20 de setembro de 2011
Formatação: consulte as Diretrizes para Autores da EJM

Artigos de outras temáticas também são aceitas na submissão, mas terão prioridade na avaliação os textos sob o tema da edição.

A Comissão Editorial da EJM informa ainda que o número dedicado ao tema “Democracia e Regulação da Mídia” está em fase final de produção, devendo ser lançado nas próximas semanas.

não é bem um wikileaks, mas vale…

A Folha de S.Paulo está colocando à disposição dos leitores uma série de documentos que ajudam a dar mais clareza às relações políticas nacionais e internacionais dos últimos anos. O projeto Folha Transparência, segundo o próprio jornal, é “é um conjunto de iniciativas do jornal para divugar informações e documentos de interesse da sociedade. O projeto reflete não só o trabalho de reportagem da Folha como também ações nas esferas administrativas e judicial para levar o poder público a revelar dados mantidos em sigilo”.

Não chega a ser comparável ao WikiLeaks, mas vale pelo esforço e pela abertura.

apesar do mimimi dos deputados, ele vai voltar…

Ao que tudo indica, o site mais polêmico de Santa Catarina deve voltar em breve. A Facisc emitiu nota anunciando que retomará o ranking dos parlamentares locais em seu Deputadômetro. A iniciativa causou irritação de suas excelências e a pressão fez com que a organização classista recuasse. Baixada a poeira e com um punhado de manifestações de apoio, o site deve ser atualizado em 30 dias.

Tomara que o site retorne rapidamente e que não volte atrás na sanha de observar os políticos catarinenses…

Veja a nota da Facisc

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) vai voltar a publicar o ranking dos deputados estaduais no site Deputadômetro (www.deputadometro.com.br). A decisão foi da diretoria da entidade após o recebimento de inúmeras manifestações de apoio e ponderações da sociedade, através de entidades empresariais e cidadãos. A FACISC também recebeu solicitações de entidades empresariais de outros estados para implantar a ferramenta nas suas assembleias legislativas.

Segundo o presidente da FACISC, Alaor Tissot, a intenção é rever alguns critérios, mas publicar novamente o ranking. “Nós vamos analisar outros itens sugeridos para ampliar a avaliação”, ressaltou.  A Federação ressalta que o site faz uma análise quantitativa da atividade parlamentar dentro da Assembleia Legislativa através de dados oficiais disponibilizados
pela própria Alesc.

Na próxima semana a Federação tem uma reunião agendada com o diretor executivo Cláudio Abramo do portal Transparência Brasil para troca de ideias. “Vamos buscar informações com a entidade a fim de promovermos as melhorias necessárias”.

Sobre a data do retorno a diretoria avalia que deve ser o mais rápido possível. “Temos que fazer as adequações e retornar com o ranking num prazo de 30 dias, que é o tempo necessário para coletar dados e adaptar a tecnologia”.

dissertações em jornalismo: transmissão pela web

O Mestrado em Jornalismo da UFSC tem duas defesas marcadas para hoje e ambas serão transmitidas pela internet.

Às 10 horas: “A construção da reportagem multimídia no Diário Catarinense: percepções de quem vive a nova rotina”, de Alexandre Lenzi (orientado por Mauro Cesar Silveira)

Às 14h30: “Webjornalismo audiovisual universitário no Brasil: um estudo dos casos TV UVA, TV UERJ e TJ UFRJ (2001-2010)”, de Juliana Teixeira (orientada por Elias Machado)

Mais detalhes no site do Posjor… Para acompanhar a transmissão, vá por aqui.

mas, afinal, por que as pessoas compartilham?

Alguém por aí já disse que to share é um dos verbos do momento. Sim, compartilhar está na moda. Compartilhar vídeos, fotos, músicas, textos, livros, enfim, todo tipo de conteúdo online. Atitudes simples de dividir têm modificado hábitos de consumo, têm provocado terremotos na indústria dos bens simbólicos e têm feito muita gente queimar as pestanas para responder porque isso acontece.

The New York Times Customer Insight Group, a divisão de pesquisas de marketing do jornal mais influente do mundo, produziu um estudo sobre o que vem chamando de Psicologia do Compartilhamento (Psicology of Sharing).

Para reforçar o tema, vou compartilhar com vocês o estudo
(18,6 Megas, 47 páginas, em inglês e no formato PDF).

ética e jornalismo econômico

Damian Tambini, professor da London School of Economics, assina junto com o Departamento de Media and Communications, um relatório que pode servir muito a jornalistas em tempos de crise. “What’s financial journalism for? Ethics and Responsibility in a time of crisis and change” discute aspectos como sustentabilidade, globalização, informação responsável e ética.
O documento é de novembro de 2008, mas não perdeu sua atualidade. Tem 38 páginas em inglês e está em formato PDF.
Baixe aqui.

princípios editoriais da globo: um debate

Na semana passada, participei com Eugênio Bucci, Leonel Aguiar e Alberto Dines de um debate no programa de TV do Observatório da Imprensa. O tema foi o documento das Organizações Globo que estabelece os princípios editoriais do grupo. O programa do Observatório é transmitido pela TVBrasil nas noites de terça-feira (hoje tem!) e depois fica disponível na internet.
A seguir, o debate sobre as diretrizes globais, em três partes.

Parte 1 de 3

Parte 2 de 3

Parte 3 de 3

ebc vai ter manual de jornalismo

Não é só a Globo que se preocupa com a transparência de seus princípios editoriais, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também tem seu compromisso público com as audiências e está trabalhando na elaboração de um manual de jornalismo próprio. O documento deve orientar os conteúdos produzidos e veiculados na TV Brasil, nas rádios EBC, na Radioagência Nacional e na Agência Brasil.

Conheça os princípios editoriais da EBC:

  1. A valorização da liberdade de imprensa e de expressão como fundamentos da democracia;
  2. o direito do cidadãos à informação e à comunicação e à livre manifestação de opinião e pensamento; a busca do pluralismo regional e da expressão da diversidade social, regional, étnica e cultural do Brasil devem pautar o jornalismo praticado pelos canais da EBC;
  3. a busca da verdade e da precisão, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e à diversidade de opiniões são fundamentos da credibilidade, patrimônio maior da imprensa livre e da comunicação democrática;
  4. a responsabilidade social é condição essencial ao exercício do jornalismo e à liberdade de imprensa;
  5. o respeito aos direitos do cidadão, sem distinção de qualquer natureza e a rejeição de toda e qualquer forma de preconceito são compromissos do jornalismo praticado pela EBC;
  6. a observância da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dos princípios fundamentais da Constituição brasileira e do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros são essenciais ao exercício do jornalismo nos canais da EBC;
  7. A preservação da Língua Portuguesa e da Cultura Brasileira, com respeito à diversidade e às identidades culturais são indispensáveis ao exercício do jornalismo nos canais da EBC.

A EBC também leva em consideração itens da Declaração da Unesco sobre o tema:

  • Princípio I: O direito dos povos a uma informação verídica – 
O povo e os indivíduos têm o direito de receber uma imagem objetiva da realidade, pelo canal de uma informação precisa e completa, e de se exprimirem livremente por intermédio de diversos meios de difusão da cultura e da comunicação.
  • Princípio II: O respeito do jornalista pela realidade objetiva
    A tarefa primordial do jornalista é servir o direito do povo a uma informação verídica e autêntica, respeitando com honestidade a realidade objetiva, colocando conscientemente os fatos no seu contexto adequado, salientando os seus elos essenciais, sem provocar distorções, desenvolvendo toda a capacidade criativa do jornalista, para que o público receba um material apropriado que lhe permita formar uma imagem precisa e coerente do mundo, na qual a origem, a natureza e a essência dos acontecimentos, processos e situações sejam compreendidas de uma forma tão objetiva quanto possível.
  • Princípio III: A responsabilidade social do jornalista
    No jornalismo, a informação é compreendida como um bem social e não como um simples produto. Isto significa que o jornalista partilha a responsabilidade da informação transmitida. Por isso é responsável, não só perante os que dominam os media mas, em última análise, perante o grande público, tendo em conta a diversidade dos interesses sociais. A responsabilidade social do jornalista exige que ele aja, em todas as circunstâncias, em conformidade com a sua própria consciência ética.
  • Princípio IV: A integridade profissional do jornalista
    O papel social do jornalista exige que a profissão mantenha um alto nível de integridade. Isso inclui o direito que o jornalista tem de não trabalhar ao arrepio das suas convicções ou de não revelar as suas fontes de informação bem como o direito de participar na tomada de decisões no media que o emprega. A integridade da profissão proíbe o jornalista de aceitar qualquer forma de remuneração ilícita e de promover interesses privados contrários ao bem-estar geral. O respeito pela propriedade intelectual, nomeadamente pela abstenção do plágio, faz igualmente parte do comportamento ético do jornalista.
  • Princípio V: Acesso e participação do público
    O caráter da profissão exige além disso que o jornalista favoreça o acesso do público à informação e à participação do público nos media, incluindo a obrigação de correção ou de retificação e o direito de resposta.
  • Princípio VI: Respeito pela vida privada e pela dignidade do homem
    O respeito pelo direito do indivíduo à vida privada e à dignidade humana, em conformidade com as disposições do direito internacional e nacional sobre a proteção dos direitos e da reputação de outrem, proibindo a difamação, a calúnia, a injúria e a insinuação malévola, faz parte integrante das normas profissionais do jornalista. 
PRINCÍPIO VII: RESPEITO PELO INTERESSE PÚBLICO 
As normas profissionais do jornalista prescrevem o pleno respeito pela comunidade nacional, pelas suas instituições democráticas e pela moral pública.
  • Princípio VIII: Respeito pelos valores universais e pela diversidade das culturas
    O verdadeiro jornalista defende os valores universais do humanismo, em particular a paz, a democracia, os direitos do homem, o progresso social e a libertação nacional, respeitando ao mesmo tempo o caráter distintivo, o valor e a dignidade de cada cultura assim como o direito de cada povo a escolher livremente e a desenvolver os seus sistemas político, social, econômico e cultural. Assim, o jornalista participa ativamente nas transformações sociais orientadas para uma melhoria democrática da sociedade e contribui, pelo diálogo, para estabelecer um clima de confiança nas relações internacionais, de modo a favorecer em toda a parte a paz e a justiça, o desanuviamento, o desarmamento e o desenvolvimento nacional. Compete ao jornalista, por razões de ética profissional, conhecer as disposições que, a este respeito, estão contidas nas convenções internacionais, declarações e resoluções.
  • Princípio IX: A eliminação da guerra e outros flagelos que afligem a humanidade
    O compromisso ético para com os valores universais do humanismo obriga o jornalista a abster-se de toda a forma de apologia ou de incitamento favorável às guerras de agressão e à corrida aos armamentos, especialmente às armas nucleares, e a todas as outras formas de violência, de ódio ou de discriminação, especialmente o racismo e o apartheid, e incita-o a resistir à opressão dos regimes tirânicos, a extirpar o colonialismo e neocolonialismo, bem como outros grandes flagelos que afligem a humanidade, tais como a miséria, a desnutrição e a doença. Com isso, o jornalista pode contribuir para eliminar a ignorância e a incompreensão entre os povos, para sensibilizar os cidadãos de um país para as necessidades e desejos dos outros, para garantir o respeito pelos direitos e pela dignidade de todas as nações, de todos os povos e de todos os indivíduos, sem distinção de raça, de sexo, de língua, de nacionalidade, de religião ou de convicções filosóficas.
  • Princípio X: Promoção de uma nova ordem mundial da informação e da comunicação
    O jornalista trabalha no mundo contemporâneo na perspectiva do estabelecimento de relações internacionais novas em geral e de uma nova ordem da informação em particular. Esta nova ordem, concebida como parte integrante da nova ordem econômica internacional, visa a descolonização e a democratização, tanto no plano nacional como internacional, tendo por base a coexistência pacífica entre os povos no pleno respeito pela sua identidade cultural. O jornalista tem o dever especial de promover a democratização das relações internacionais no domínio da informação, salvaguardando e encorajando nomeadamente as relações pacíficas e amigáveis entre os Estados e os povos.”.

 

veja não deu trégua à dilma…

A edição da semana passada da revista Veja trouxe um editorial em que a publicação dá todo apoio à presidente. É uma trégua, então? Não é bem assim. Saiba porque no texto que escrevi para o objETHOS.

o direito a saber: um novo livro

A Unesco acaba de lançar um resultado da sua conferência mundial do dia da liberdade de imprensa, de 3 de maio de 2010: o livro Freedom of Information: The right to know (Liberdade de Informação: o direito a saber). A publicação trazas principais falas de autoridades sobre o tema no evento, além de relatos regionais que tratam das pressões sobre o trabalho dos jornalistas, o estado da liberdade de expressão nos países e seus suportes jurídicos e institucionais. Há textos da Australia, Papua Nova Guiné, Canadá, Nigéria, Nepal, Índia, Indonésia, África do Sul, Áustria, Ruanda, Somália, Ilhas Fiji e Chile.

Chama a atenção o capítulo “Transparência, accountability e a luta contra a corrupção: para além das leis de liberdade de informação”. Os deputados catarinenses que se queixaram do Deputadômetro e provocaram sua suspensão deveriam ler o documento, que tem 1,2 Megabites, 141 páginas em formato PDF e em inglês.

paul bradshaw para além do inglês

Se você não se dá bem com o idioma de Shakespeare e quer conhecer algumas das ideias de um dos nomes mais influentes do jornalismo online hoje, visite os links a seguir. Eles trazem o britânico Paul Bradshaw em espanhol e catalão. Ajudou?

no observatório da imprensa da tv…

Participo hoje à noite do programa televisivo do Observatório da Imprensa para discutir os princípios editoriais das Organizações Globo. O documento anunciado recentemente já rende repercussão no meio jornalístico, já que esse é o maior conglomerado de mídia do Brasil, e sem dúvida um dos mais influentes.

A apresentação do programa é do jornalista Alberto Dines, e ainda foram convidados Leonel Aguiar, professor da PUC-Rio, e Eugênio Bucci, professor da USP

O Observatório da Imprensa na TV é transmitido para todo o país pela TVBrasil e suas afiliadas (consulte os horários da sua região). O público pode participar por telefone (0800-021-6688), pelo twitter (http://twitter.com/obstv) ou pelo chat (http://www.tvbrasil.org.br/interatividade).

Na semana passada, comentei o documento da Globo lá no objETHOS. Dê uma olhadinha aqui.

 

cadê a crise que tava aqui?

Certamente, você já ouviu falar que as tiragens dos jornais estão despencando, que as verbas publicitárias evaporaram, que o jornalismo está morrendo à míngua e que o mundo vai acabar em 2012. Pois é, mas não é bem assim não… pelo menos no Brasil.

Na verdade, na verdade, os proprietários de jornais estão rindo de orelha a orelha.

No primeiro semestre de 2011, a circulação de jornais foi recorde: 4,4 milhões de exemplares por dia, conforme números auditados pelo Instituto de Verificação de Circulação (IVC). Se se considerar os jornais que não são acompanhados pelo IVC, a quantidade pode chegar a 8 milhões, estima o mercado. E se você multiplicar cada exemplar por quatro – que é uma média aceita de leitores por produto -, chegaremos a uma fatia de 32 milhões de leitores de jornal por dia no país.

Não fosse só isso, já seria boa notícia. Mas tem mais. O setor calcula que, de 2004 até a primeira metade deste ano, a circulação tenha crescido 32,7%, quase um terço a mais!

Não é à toa que os donos de jornais devem estar gargalhando. Tanto é que a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) não se conteve e publicou anúncio dando esses mesmos dados nos maiores diários brasileiros esta semana. Vá comparar esse desempenho com os mercados europeus e norte-americano…

dissertações de jornalismo à vista!

O Mestrado em Jornalismo da UFSC já tem duas defesas marcadas para este mês. Na verdade, agosto começou com a banca pública de Carla Algeri (orientada por Francisco José Karam) com o trabalho “O local e o global: fatores que definem a pauta em dois jornais do oeste de Santa Catarina”. Mas anote o que vem por aí:

Dia 26, às 10 horas: “A construção da reportagem multimídia no Diário Catarinense: percepções de quem vive a nova rotina”, de Alexandre Lenzi (orientado por Mauro Cesar Silveira)

Dia 26, às 14h30: “Webjornalismo audiovisual universitário no Brasil: um estudo dos casos TV UVA, TV UERJ e TJ UFRJ (2001-2010)”, de Juliana Teixeira (orientada por Elias Machado)

Mais detalhes no site do Posjor…

mais um prazinho pra se inscrever no pagf

A coordenadora da 5ª edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, Dione Moura, informa que foi alargado o prazo para recebimento de trabalho. Agora, o deadline é 14 de agosto, o próximo domingo. Podem se inscrever autores de iniciação científica/trabalho de conclusão de curso de graduação, dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidos em 2010.

O prêmio é concedido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

Conheça o Regulamento

um livro sobre fontes no jornalismo

Acaba de chegar ao mercado um dos pouquíssimos livros sobre fontes de informação que o leitor brasileiro tem à disposição! Trata-se de “Fontes de notícias – ações e estratégias das fontes no jornalismo”, de Aldo Antonio Schmitz. O título é uma versão da dissertação de mestrado do autor junto ao Posjor da UFSC, e que foi orientada por Francisco José Karam. O trabalho é original, interessante e um bom convite a se pensar nas relações que estabelecem jornalistas e seus entrevistados e consultados.

O livro saiu pela Combook, de Florianópolis, e tem 94 páginas. Schmitz é jornalista experiente e já foi pesquisador do objETHOS.

oportunidade: monitoria no zero

Se você é aluno do Jornalismo/UFSC, pode se interessar por esta: são três vagas para atuar como monitor junto ao jornal-laboratório ZERO. O trabalho é dar apoio ao fechamento de quatro edições do jornal no semestre, sendo supervisionado por professores e tendo uma boa equipe de repórteres.

Ficou interessado? Quer saber mais detalhes? Deixe um comentário aí…

globo lançou suas diretrizes editoriais

Publico uma rápida análise do documento hoje no objETHOS:

O maior grupo de comunicação do país, as Organizações Globo, anunciou no último final de semana o que chama de seus princípios editoriais. O documento sintetiza as diretrizes jornalísticas que orientam os veículos do conglomerado na TV, rádio, jornais, revistas, e internet, e está sendo amplamente divulgado nesses meios. Mas onde está a novidade? Está mais no lançamento do documento do que em seu teor propriamente dito.

(leia na íntegra)

hoje tem confibercom

Começa pra valer hoje em São Paulo na USP o Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana (Confibercom), importante evento da área que deve reunir os principais pesquisadores do gênero em dois continentes.

O site do congresso pode ser acessado aqui, onde está a programação e mais detalhes.

À tarde, minhas orientandas do mestrado em Jornalismo da UFSC Cândida Oliveira e Janara Nicoletti e eu apresentamos o trabalho “Jornalismo, ética e liberdade de expressão na web: implicações, limites e contradições do uso das mídias sociais por jornalistas” na sessão temática de jornalismo. Para ter uma ideia do que trata o estudo, veja a seguir:

o wikileaks no brasil, como aconteceu…

O Brasil foi o primeiro país a ter documentos secretos da diplomacia norte-americana após os cinco grandes meios que protagonizaram o grande vazamento de 2010: The Guardian, The New York Times, El País, Le Monde e Der Spiegel. Tudo graças a um telefonema perdido no meio do Pará.

Natália Viana, a jornalista por trás dessa costura, conta como conheceu Julian Assange e o país entrou na rota dos grandes vazamentos do WikiLeaks. Imperdível para quem se interessa por jornalismo investigativo e uma boa história…

 

baixe livro sobre mídia, cidadania e literácia

Sara Pereira informa no blog Educomunicação que já está disponível o livro de atas do Congresso Nacional de Literácia, Media e Cidadania, dos portugueses. O volume pode ser descarregado de uma vez só (mais de 19 megabites!) ou em partes, conforme se pode optar na página de download.

Uma prévia do sumário:

  • Literacia da informação e dos media
  • Media, tecnologias e cidadania
  • Os novos ambientes digitais: agir para incluir
  • Da estante para o ecrã: as bibliotecas no contexto digital
  • Perspectivas críticas sobre televisão e publicidade
  • O cinema e a imagem como ferramentas pedagógicas
  • Literacia mediática e cidadania
  • Redes sociais e literacia digital
  • O legado da imprensa na construção de uma identidade crítica
  • Recursos para promover a literacia dos media
  • Crianças, jovens e media
  • A participação em diferentes esferas sociais

um guia online sobre direitos autorais

Imagine a cena: você escreve um texto, ele circula pela internet, um engraçadinho qualquer tira o seu nome de autor e coloca o de Luis Fernando Verissimo. Aí, a coisa se espalha feito rastilho de pólvora: muita gente reutiliza o texto, reforçando a qualidade da crônica e até a republicam numa coletânea francesa.

Você fica desesperado, afinal, é tudo um equívoco. Estão usando seu texto, usurparam sua autoria e estão atribuindo erroneamente a crônica a alguém muito mais conhecido. Você não ganhou nada com aquilo; na verdade, só perdeu… O que fazer? Como agir nessas situações?

Um guia pode te ajudar nessas horas. É o Proteja o seu Texto, que acaba de chegar à web.

A história acima é verdadeira e aconteceu com a jornalista Sarah Westphal Batista da Silva, e, dez anos depois, motivou-a a produzir um site que auxilie autores pelo Brasil afora a como lidar com embaraços como este. Detalhes da legislação, ações por danos morais, licenciamento de obras, creative commons, está tudo lá.

O guia é o trabalho de conclusão de curso de Sarah aqui na UFSC e conseguiu a nota máxima da banca, da qual felizmente participei. Se você “arrisca” alguns textos na web, se quer se manter na condição de autor deles ou se quer ceder os seus direitos, o guia online tem que estar nos seus favoritos…

para onde vão os leitores?

Depois do escândalo das escutas ilegais e do rastro de derrapadas éticas, o News of the World fechou as portas no domingo com uma primeira página oscilante. É um adeus ou um até logo? Mais importante que responder isso agora é tentar saber para onde vão os 7,5 milhões de leitores do dominical.
A questão é: quando um jornal deixa de circular, para onde correm seus “leais leitores”?

Alguém se habilita a responder?