saiu o dicionário de investigação do cotidiano

Acabo de receber do amigo Wellington Pereira, professor da UFPB, um exemplar do Dicionário de Investigação do Cotidiano, que ele organizou e está lançando. A obra traz textos de graduandos, mestres e mestrandos e marca os dez anos de trabalho do Grupejc – o Grupo de Pesquisa sobre Jornalismo e Cotidiano.

Generoso, Wellington me deu o prazer de escrever o prefácio da obra, que reproduzo abaixo. E, claro, o livro eu recomendo!

Nos botequins das esquinas, nos pontos de ônibus, nas filas, um dicionário é o “pai dos burros”, uma bússola segura no emaranhado de sentidos do mundo. Dicionários servem então para fixar significados, orientar os usos das palavras. Salvam-nos das incertezas, pacificam as dúvidas.

Mas há dicionários e dicionários, e o que o leitor tem em mãos é diferente. Primeiro porque não restringe os sentidos, mas permite pensar a partir deles. Este Dicionário de Investigação do Cotidiano funciona mais como trampolim e menos como rede de salvamento. Produzido pelo Grupo de Pesquisa sobre o Cotidiano e o Jornalismo (Grupecj), o dicionário é do tipo enciclopédico, desses em que cada verbete não fica restrito a uma definição referencial, mas leva a textos curtos que sobrevoam os temas elencados. Por isso que este dicionário possibilita mais saltos, arejando a nossa visão. Aqui, os verbetes adquirem uma consistência e perenidade mais próxima do ensaio, cuja incompletude não é uma falta, mas uma qualidade, fator que incita a pensar. Assim, o verbete é um ponto de partida e não de fechamento dos sentidos. É um gatilho, um disparo…

Outro fator que distingue este dicionário é que ele surge dos jornais; seus verbetes emergem das páginas tão perecíveis dos diários paraibanos, o que requer não só rigor, mas também muita sensibilidade. Um paradoxo é que, embora o cotidiano seja a matéria-prima do jornalismo, ele fica quase sempre negligenciado nas pesquisas científicas desse campo, como se não fosse suficientemente digno de se tornar objeto de análise. Há quase dez anos o Grupecj contraria esse raciocínio e sublinha seu caráter paradoxal. Notícias, fait-divers, legendas, manchetes, tudo isso permite que temas venham à tona com força nas editorias de Política, Cidades, Economia e Cultura. Juntas, essas seções ajudam a esquadrinhar o cotidiano de homens e mulheres, pessoas e organizações no tecido social. Compõem um mosaico dos saberes, fazeres e seres.

Dividido conforme as editorias, o dicionário inicia cada seção com textos de apresentação e explicações de base, não perdendo de vista os leitores de primeira viagem, os não-iniciados nos mistérios e nas correrias das redações jornalísticas.

Para os pesquisadores do Grupecj, o cotidiano – banal, recorrente, fugidio, simples – não é descartável nem ignorável; é imprescindível, rico e revelador das condições de produção que ajudam a conformar o homem no momento contemporâneo. Antropologia, sociologia, psicologia, filosofia, história, geografia e comunicação cruzam-se e entrecruzam-se nas encruzilhadas cotidianas. O Dicionário de Investigação do Cotidiano surge fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília, oxigenando a paisagem e sinalizando mais uma vez a valentia dos autores nordestinos. Ousadia que remonta a Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, José Lins do Rego, mas que não fica apenas no campo das belas letras. Aliás, a Paraíba ostenta cotidianamente uma geografia da bravura. Nessas terras, os cabra-machos se espalham como relva, e a sua macheza não se restringe ao gênero masculino: está no DNA de homens e mulheres que fazem das adversidades escadas para transpor seus obstáculos.

Este dicionário é sinal de muita macheza. Assinados, os verbetes não subjazem autorias, e pontuam a pluralidade de uma obra coletiva, tecida por mais de vinte autores, entre graduandos, mestres e mestrandos. O professor Wellington Pereira teve a tarefa de coordenar equipes, estruturar a obra e organizar suas linhas mestras. Daqui do chamado “Sul Maravilha”, parece uma tarefa menos dificultosa, o que é decerto uma ilusão de ótica. Dicionarizar requer muito método e planejamento, mas também doses generosas de ousadia e confiança, e uma indisfarçável alegria no trato da coisa.

Sim, os paraibanos são valentes, mas também alegres. Rivalizam com pernambucanos, por exemplo, para ver quem oferece a maior festa de São João do mundo! Aliás, é justamente numa tarde de 24 de junho que escrevo esta apresentação, com a televisão ligada nos festejos, numa autêntica celebração entre cultura e mídia, comunicação e folclore, cotidiano e espetáculo.

Ao contrário da Enciclopédia de D’Alambert e Diderot, este Dicionário de Wellington Pereira e seus pesquisadores não é pretensiosa porque sabedora dos limites que qualquer trabalho do gênero traz: não se pode esgotar nenhum assunto em nenhum volume. Este Dicionário de Investigação do Cotidiano só é pretensioso num aspecto: a vontade de trazer o cotidiano a uma esfera de discussão e reflexão mais dignas e evidentes. Nada mais justo.

Florianópolis, Dia de São João de 2011

abciber 2011 começa hoje

A 5ª edição do encontro nacional dos pesquisadores em cibercultura – promovido pela ABCiber – começa hoje em Florianópolis com atividades na UFSC e Udesc. A programação e demais informações podem ser acessadas no site do evento, e – segundo a organização – as principais conferências poderão ser acompanhadas pela transmissão ao vivo por este canal na internet.

Este encontro é decisivo para os pesquisadores da área e para o avanço da ABCiber no setor, já que a edição anterior sofreu com os muitos problemas de organização, o que chacoalhou algumas certezas dos associados. O assunto é tratado com delicadeza e à boca pequena: se o evento não for bem neste ano, corre o risco de não mais acontecer. Ninguém confirma a informação, mas também não se nega.

jornalismo em desenho animado

Se você admira o jornalismo feito em quadrinhos por Joe Sacco, vai gostar muito do que os salvadorenhos do El Faro fazem. É outra amostra de como o jornalismo pode se reinventar. Historias Urbanas é uma série de seis histórias colhidas nas ruas, reescritas e vertidas para animação. O trabalho é executado por sete jornalistas, um diretor de teatro, 25 músicos, um editor, dois animadores e sete ilustradores.

A ideia é simples e complexa ao mesmo tempo: narrar a cidade de San Salvador, a capital do país. Com isso em vista, durante um ano, jornalistas apuraram, artistas gráficos deram formas e cores a personagens e cenários, e músicos compuseram temas exclusivos para as histórias.

Resultado? Um jornalismo multimídia diferente, único, completo e bem arquitetado.

Confira!

 

mba em jornalismo: gestão editorial

O Iscom – Instituto Superior de Comunicação – está com inscrições abertas para o MBA em Jornalismo: gestão editorial, com aulas de fevereiro de 2012 a dezembro de 2013. As aulas são aos sábados (das 8h às 17h) em semanas alternadas, a cada 15 dias. As aulas acontecerão no prédio da Fepese (campus da UFSC) em Florianópolis. Os alunos saem com título de Especialista em Jornalismo, com certificados emitidos pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

Veja as disciplinas:

Módulo 1 – Gestão e fundamentos
Gestão editorial
Ética, legislação e liberdade de imprensa
Metodologia de projeto específico

Módulo 2: Gestão estratégica
Gestão de empresa de mídia
Gestão de pessoas e liderança
Gestão de marketing e comercial
Qualidade no jornalismo
Seminário avançado

Módulo 3: Gestão por tipo de mídia
Mídia impressa
Informação e comunicação digital
Rádio e televisão
Seminário avançado

Módulo 4: Relações com os públicos
Comportamento do público
Parceiros e fornecedores (networking)
Ações e estratégias das fontes de notícias
Relações com anunciantes e agências de propaganda
Seminário avançado
Seminário científico (apresentação monografia)

Mais informações AQUI.

o encontro da sbpjor em 2011; e o de 2012

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) realizou na semana passada seu nono encontro, reunindo mais de 350 participantes do país. O evento foi o maior da história da entidade e aconteceu na UFRJ, no Rio de Janeiro. Consolidada como um fórum privilegiado para a discussão do jornalismo – em bases conceituais e práticas -, a SBPJor está amadurecida e arejada. Elegeu uma nova diretoria e, mal terminou de promover um evento, já pensa em outro: a 10ª edição do seu encontro nacional já tem local escolhido, Curitiba.

9º encontro da sbpjor começa hoje

A nona edição do Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo da SBPJor começa hoje nas dependências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para saber mais, acesse o site do evento.

veja só quem acabou de chegar…

Mais informações aqui

câncer, mal-estar e sintomas na mídia

(publicado originalmente no objETHOS)

O anúncio da descoberta de um câncer na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou, ao longo do sábado, 29, uma correria nas redações brasileiras. Se geralmente o final de semana reserva a produção de matérias mais mornas no âmbito da política, desta vez, foi diferente. Não bastasse o plantão hospitalar por conta da internação do cantor Luciano, em Curitiba, após uma intercorrência por abuso de medicamentos, lá se foram mais repórteres para a frente do Sírio-Libanês, em São Paulo, para uma notícia também inesperada.

De forma geral, os telejornais brasileiros foram ágeis o suficiente para dar conta do primeiro boletim médico, para ouvir especialistas e repercutir o diagnóstico com personagens políticos. Também foram produzidas artes que pudessem ilustrar a doença para o público mais geral, e especulou-se um pouco em torno de possíveis causas do câncer de Lula. Consumo de álcool, tabagismo e poluição foram apontados como “fatores de risco”.

Os jornais também tiveram tempo e espaço para dedicar generosas páginas ao drama do ex-presidente. O assunto teve chamada de capa e disputou a manchete do domingo, conforme se pôde ver nas bancas pelo país:

  • Agora: “Lula está com câncer na garganta”

  • Folha de S.Paulo: “Lula tem câncer na laringe e vai passar por quimioterapia”

  • Notícia Agora: “Lula está com câncer”

  • O Dia: “Com câncer, Lula agora luta pela vida”

  • O Estado de S.Paulo: “Lula está com câncer na laringe e fará quimioterapia”

  • O Globo: “Com câncer, Lula inicia tratamento amanhã”

  • O Povo: “Uma nova batalha para Lula”

  • Zero Hora: “Exames detectam câncer em Lula”

  • Correio: “Ex-presidente Lula tem câncer na laringe”

  • Diário da Manhã: “Lula com câncer”

No exterior, os diários mais importantes da América do Sul também deram a notícia. Na Argentina, Clarín (“Conmoción em Brasil: Lula padece cáncer de laringe”) e La Nacion (“Lula, enfermo de cáncer”) fizeram o registro em suas primeiras páginas. O mesmo aconteceu com o chileno El Mercurio (“Cáncer de Lula remece a Brasil e impacta em el mundo político”), com o colombiano El Tiempo (“Lula tiene cáncer en la laringe”) e o venezuelano El Nacional (“Ex-presidente Lula da Silva tiene cáncer”).

As revistas semanais de informação não tiveram tempo para dar a notícia, já que chegam às bancas e aos assinantes justamente no final de semana. Os portais noticiosos alardearam como puderam o diagnóstico de Lula, mas nada que se descolasse do já esperado.

Reações extremas

A novidade mesmo pode ter vindo do lado de lá do balcão desse negócio chamado jornalismo. As redes sociais convulsionaram com o anúncio da doença do ex-presidente. O assunto dominou o Twitter, gerando diversas hashtags e provocando até mesmo uma “campanha” para que Lula fizesse seu tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Opositores do político fizeram piadas de gosto duvidoso, atacaram seus familiares e destilaram alguns litros de fel nas redes sociais. Partidários do líder petista reagiram, recomendando que se deixasse de seguir os “oportunistas” e “desumanos” que fizeram troça da doença de Lula.

Entre os jornalistas mais influentes, houve manifestações escassas. Talvez a mais contundente tenha sido a de Gilberto Dimenstein (Folha.com, no domingo, 30), que disse ter sentido “um misto de vergonha e enjoo” ao receber “uma enxurrada de ataques desrespeitosos, desumanos, raivosos, mostrando prazer com a tragédia de um ser humano”. Para Dimenstein, a interatividade democrática da internet é, um avanço do jornalismo e “uma porta direta com o esgoto de ressentimento e da ignorância”. Razão pela qual o colunista reforça que um dos papéis dos jornalistas na atualidade “é educar os e-leitores a se comportar com um mínimo de decência”. Dimenstein tem motivos realmente fortes para ter ojeriza do comportamento demonstrado por alguns internautas, que, protegidos atrás de seus teclados, revelam-se violentos e perversos. Difícil justificar tanta carga negativa e prazer pelo sofrimento alheio.

Recentemente, diversos casos de doentes célebres têm mostrado não apenas reações distintas dos públicos quanto dos próprios veículos de informação. A longa luta do ex-vice-presidente José Alencar contra um câncer foi acompanhada com apreensão e respeito pela serenidade do político diante da virtual morte. Alencar foi uma exceção, pois no terreno da política, a artilharia é mais pesada. Que o digam os presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Fernando Lugo (Paraguai), que batalham pelas próprias vidas e desviam de ataques e pragas. E mesmo a então candidata à presidência Dilma Rousseff, teve uma acompanhamento da imprensa ostensivo, apreensivo e ligeiramente especulativo.

Já com o empresário da tecnologia Steve Jobs, o desfecho fatal ganhou tons de idolatria na mídia e entre o público. Atualmente, o enfrentamento da doença pelo ator Reynaldo Gianecchini tem uma cobertura jornalística que não esconde a torcida nacional pelo restabelecimento do jovem astro.

Os ataques a Lula mostram mais uma vez que a internet permite uma polifonia pouco controlável, independentemente do bom senso, dos bons modos, das virtudes mais esperadas. Há quem se sinta seguro e confiante atrás de uma tela para julgar, ofender e caluniar. Há quem reaja também na mesma intensidade. Jornalistas ficam aturdidos no meio do tiroteio verbal. Compreensível.

Diagnóstico apressado

Como já disse, Dimenstein tem razões para sentir nojo do que viu. Mas particularmente penso que não se pode mais esperar que os jornalistas eduquem “os e-leitores a se comportar com um mínimo de decência”. Na atualidade, as redações têm se preocupado muito mais em aprender com seus públicos, não a ensiná-los, já que tutelas deste tipo estão esfarelando bem na frente de nossos olhos. Novos pactos entre audiências e veículos estão surgindo, bem como relações mais horizontalizadas, o que simplesmente dispensa o paternalismo e o didatismo sobre os quais o jornais do século XX se consolidaram.

O câncer de Lula gerou um mal-estar não apenas restrito ao seu círculo familiar. Outros brasileiros também se comovem com o estado de saúde do líder metalúrgico, dada a sua história pessoal, carisma incontestável e trajetória política. Lula é mesmo um fenômeno. Mas a enfermidade que o acomete revela sintomas que extrapolam seu organismo. O primeiro deles, me parece ser, é que a sociedade brasileira atual é mais complexa do que jamais foi e tem ânsias para se manifestar, qualquer que seja o assunto e a sua conveniência. Outro sintoma é que as novidades nem sempre vêm das redações, e tem se tornado comum que venham do lado de lá do balcão. Um terceiro sinal, neste diagnóstico, é que os jornalistas talvez não precisem mais educar seus públicos ou simplesmente não possam mais fazê-lo. Mais recomendável nesse caso é que o jornalismo revise seus hábitos, reencontrando os tons para fazer coberturas que fiquem na fronteira do público- privado, como as que relacionam saúde e poder. Prescreve-se, portanto, mudança de hábitos, mas nada de repouso.

vem aí: jornalismo investigativo e pesquisa científica

A Editora Insular está lançando “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras”, primeiro livro do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) com o Mestrado em Jornalismo da UFSC (Posjor). A obra é organizada por Rogério Christofoletti e Francisco José Karam, e traz textos especialmente elaborados após o Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), que aconteceu em junho passado em Florianópolis.

O livro aproxima academia e mercado, jornalismo investigativo e pesquisa em comunicação, e as realidades brasileira e argentina. O objetivo é contribuir para os estudos na área e provocar debates nas redações, na busca por novos métodos de apuração, e no enfrentamento de desafios técnicos, políticos e éticos.

“Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras” tem 184 páginas, e pode ser encontrado nas melhores livrarias do país. Pela internet, basta encomendar pelo site da editora.

Confira o sumário:

Apresentação: Fernando Rodrigues, Folha de S.Paulo e Abraji

Prefácio: Francisco José Karam

Parte 1 – Estratégias, métodos e fontes

Reportagem Assistida por Computador (RAC) e jornalismo investigativo – José Roberto de Toledo

Jornalismo, o prazer do ofício – Angelina Nunes

Cómo navegar extensos mares de un centímetro de profundidad – Rodolfo Barros

Uma aliança vital – Mauro César Silveira

Rosental e o novo modelo midiático – Claudio Julio Tognolli

Investigación? Revelación? Que pensam los periodistas? – Sebastián Lacunza

Límites y empobrecimiento de la investigación periodística en Argentina: indígnate (fácilmente) – Eduardo Blaustein

Parte 2 – Práticas, papeis e compromissos

Practica periodística y práctica científica – Martín Becerra

Diferenciações, aproximações e complicações entre a prática jornalística e a prática científica- Gislene Silva

Los compromisos del periodista y del investigador académico – Adriana Amado

Investigación, poder y política: una mirada desde el periodismo – Washington Uranga

Rascunhos de uma agenda positiva para redações e laboratórios – Rogério Christofoletti

Posfácio: Insuficiências teóricas e desafios – Samuel Lima

acesso a informações públicas, um guia

O Senado Federal aprovou na terça-feira (25/10) o projeto de lei de acesso à informação, oito anos após a primeira proposta ter sido apresentada ao Congresso Nacional.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), uma das organizações que mais articularam para a aprovação da nova regra, produziu um guia que ajuda a traduzi-la. Veja aqui.

mestrado em jornalismo tem jornada discente

O POSJOR realiza, nos dias 24 e 25 de novembro, sua 1ª Jornada Discente. O evento tem como objetivo debater os projetos de pesquisa dos mestrandos e promover a troca de experiências da prática da pesquisa. Para abrir a Jornada, o professor José Luiz Braga (Unisinos) fará a palestra “Do projeto de pesquisa à dissertação: ‘planejar é replanejar’”. Os alunos das turmas 2010 e 2011 apresentarão seus trabalhos em mesas temáticas mediadas por professores do POSJOR (veja a programação). Cada mestrando deve se inscrever enviando formulário preenchido para o e-mail jornadadiscente.posjor@gmail.com. As inscrições vão de 26/10 a 16/11. Interessados em participar como ouvintes podem se inscrever na hora no local do evento: sala 145 do Bloco A do CCE. Mais informações no edital.

(reproduzido do site do Posjor)

chamada de textos na e-compós

Adriana Braga e Felipe Trotta, da Comissão Editorial da revista E-Compós, informam que a publicação já está com chamadas para seus três números de 2012. A revista da Compós aceitar artigos, resenhas e entrevistas em português, inglês, francês e espanhol.

Veja os temas e os prazos de submissão:

1ª Edição: Temas livres
Espaço aberto para contemplar toda a diversidade de abordagens teóricas, metodológicas e empíricas do campo da Comunicação.
Data limite para envio de originais: até 15 de janeiro de 2012.

2ª Edição: Dossiê temático “Música e Som”
Nos últimos anos, observamos um crescente interesse de pesquisadores da área de Comunicação em temáticas relativas à música e ao som. Até há pouco tempo negligenciado por diversas tendências de pesquisa de nossa área, o sentido da audição parece ter ocupado espaço significativo em abordagens sobre artefatos midiáticos, em reflexões sobre regimes de escuta, paisagens sonoras, identidades musicais, classificações mercantis e disputas políticas e ideológicas. Para este dossiê, convidamos pesquisadores de Comunicação e áreas correlatas a submeterem propostas sobre temas como:
– usos e apropriações da música e do som nos produtos midiatizados (fonogramas, espetáculos, videoclipes, filmes, games, programas de televisão, etc.);
– análises socioculturais da circulação de mídias sonoras;
– estética e ética;
– sonoridades e identidades;
– dimensões políticas, empresariais e sócio-culturais da música e do som;
– outras abordagens convergentes.
Data limite para envio de originais: até 30 de março de 2012

3ª Edição: Dossiê temático “Teorias e Metodologias da Comunicação”
Questões de teoria e método permanecem sendo uma dimensão crucial para o campo da comunicação. A constituição relativamente recente de nosso campo acadêmico, bem como sua característica de zona de interface e cruzamento com outros campos disciplinares – como a sociologia, psicologia, economia, informática, educação, antropologia e artes, entre outros – tornam necessário o debate sobre a comunicação em termos teóricos e metodológicos. Para este dossiê, a terceira edição de 2012 da E-Compós convida a proposição de submissões sobre aspectos como:
– teoria e epistemologia da comunicação;
– o objeto da comunicação;
– teorização metodológica em comunicação;
– a comunicação e suas muitas interfaces acadêmicas;
– outras abordagens convergentes.
Data limite para envio de originais: até 30 de maio de 2012

Submissões e mais informações em:
http://www.compos.org.br/seer/index.php/e-compos/index

kadafi morto: um corpo na primeira página

A notícia simplesmente eclipsou o anúncio do ETA de que abandonaria os métodos terroristas.
Dois finais melancólicos: um na Líbia; outro na Espanha.

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sobre transparência e a agenda das empresas de mídia

(publiquei primeiro no objETHOS, repito por aqui)

Duas rápidas notícias no ramo jornalístico sinalizam alguns dos movimentos no mercado internacional, em alto contraste com o comportamento brasileiro. No Reino Unido, The Guardian inovou com a criação de uma lista pública em que expõe quais reportagens o jornal vem desenvolvendo. O rol pode ser acessado pelos leitores e até pelos concorrentes. Nos Estados Unidos, The New York Times está sendo levado a aperfeiçoar suas políticas de tranasparência, principalmente no que concerne as coberturas de caráter econômico e financeiro. A ideia é que o jornal lidere um esforço no mercado para tornar mais evidentes possíveis conflitos de interesse dos jornalistas que cobrem certos assuntos. Os episódios nos Estados Unidos e no Reino Unido têm ao menos um ponto em comum: fortalecem o valor da transparência, um dos maiores tabus da mídia brasileira.

Enquanto a open newslist do Guardian desafia a lógica do furo de reportagem de um lado e estende a mão para o jornalismo de fonte aberta e com a colaboração dos leitores, os grupos de comunicação no país pressionam políticos no Legislativo e no Executivo para deixar a legislação e as práticas de mercado mais obscuras. Enquanto o jornal mais influente do mundo se preocupa com a credibilidade de sua equipe, as empresas locais rasgam as próprias diretrizes editoriais, atuando de forma juvenil e corporativa em detrimento do interesse do público. Não é o caso de dizer que os grupos internacionais sejam isentos de qualquer intencionalidade e que mereçam lugar cativo no paraíso por sua beatitude. Mas é histórico o descaso dos conglomerados diante de regras mais claras para o setor, de regulamentação ampla e de transparência. As brechas na legislação permitem propriedade cruzada e oligopólio; o marco legal desconsidera a internet e as novas formas de difusão de informação e entretenimento; e nem mesmo o Ministério das Comunicações sabe a composição acionária de muitas empresas do ramo. Resultado: o Estado não acompanha o setor, dispõe de instrumentos frágeis e não coíbe práticas que são lesivas não apenas para os concorrentes, mas para o consumidor final, o tal do cidadão, o tal do contribuinte. Se o Estado, que deveria atuar como xerife, desconhece a situação, imagine o público, alijado das decisões mais importantes…

De forma paulatina, a transparência vem se tornando um ativo intangível de destaque para empresas de vários setores. No caso da informação e do entretenimento, ser transparente é buscar uma aproximação com seu público e com demais partes interessadas; é mostrar-se também mais socialmente preocupado e mais aberto ao diálogo; é prestar contas e horizontalizar certos processos. Isto é, depende de maturidade, compreensão global do seu papel na sociedade e de convicção. Se o grupo não quer efetivamente ser mais transparente não vai conseguir simular isso, pois suas práticas demonstrarão o contrário.

A mudança do setor produtivo para uma atuação mais transparente pode se dar no interior das próprias empresas ou motivada por uma transformação cultural: líderes do mercado podem “arrastar” os demais players para esta atitude, ou o próprio público pode reivindicar isso. O que acontecerá primeiro no cenário midiático brasileiro? Alguém arrisca responder?

jornalismo digital: livro novo na praça

Demétrio Soster e Walter Teixeira Lima Jr. anunciam o lançamento do livro “Jornalismo Digital – Audiovisual, Convergência e Colaboração” (Ed.Unisc). Haverá sessões de autógrafo na Feira de Porto Alegre e no Encontro da SBPJor, que acontece no Rio de Janeiro.

Vejam o sumário:

PRIMEIRA PARTE – AUDIOVISUAL E REDES SOCIAIS

OS WEBJORNAIS QUEREM SER REDE SOCIAL? – Raquel Ritter Longhi, Ana Marta Moreira Flores e Carolina Teixeira Weber

TV + TWITTER: REFLEXÕES SOBRE UMA CONVERGÊNCIA EMERGENTE – Carlos d’Andréa

AVANÇOS E TENDÊNCIAS NO CONSUMODE AUDIOVISUAL: IP(+)TV – Diólia de Carvalho Grazino

ENTRE A TV E A INTERNET: MEDIAÇÕES SOBREPOSTAS EM iREPORT FOR CNN – Geane Alzamora

O ENSINO DE CIBERJORNALISMO: ESTUDO COMPARATIVO NOS CURSOS DE JORNALISMO DO RIO GRANDE DO NORTE E MATO GROSSO DO SUL – Gerson Luiz Martins

NEOFLUXO: JORNALISMO, BASE DE DADOS E A CONSTRUÇÃO DA ESFERA PÚBLICA INTERCONECTADA – Walter Teixeira Lima Junior

SEGUNDA PARTE – MESA COORDENADA SBJor

O PROCESSO DE PRODUÇÃO DO CIBERJORNALISMO E AS TEORIAS JORNALÍSTICAS – Carla Schwingel

JORNAIS DE WEB NAS FACULDADES BRASILEIRAS DE JORNALISMO – Carlos Alberto Zanotti

ENSINO DE JORNALISMO-LABORATÓRIO EMUMA PERSPECTIVA CONVERGENTE – Demétrio de Azeredo Soster e Fabiana Piccinin
FORMATOS DE LINGUAGEM WEBJORNALÍSTICA: A FOTORREPORTAGEM REVISITADA – Raquel Ritter Longhi

RELEVÂNCIA JORNALÍSTICA NOS SISTEMAS CONECTADOS EM REDE – Walter Teixeira Lima Júnior

10 dilemas do jornalismo político

Emmanuelle Anizon, da revista francesa Télérama, lista o que chama de dilemas para jornalistas que cobrem o poder, precisam estar muito próximos dele, mas não podem se misturar aos poderosos. Entre as questões, destaco:

  • jornalista deve ser engajado ou não?
  • jornalista deve se ater a fatos da vida privada dos políticos ou não?
  • jornalista deve almoçar/jantar com a fonte que está cobrindo?
  • jornalista pode pegar carona com a fonte?

Veja a lista completa aqui (en français).

informação de papel x informação online

A Associación para la Investigación de Medios de Comunicación (AIMC), entidade espanhola, acaba de publicar resultados de uma pesquisa que pode interessar a muita gente: “La Prensa: digital vs papel” é o primeiro de uma série de estudos semelhantes, centrados nas particularidades de cada meio e nas formas de como se relacionam com seus públicos.

Conforme esclarece a associação, a pesquisa “está focalizado en prensa diaria e indaga en los comportamientos, actitudes y preferencias ante los dos sistemas de distribución de los contenidos, tanto “tradicional” (papel) como en online”. A coleta de dados se deu entre 20 de maio e 16 de junho de 2011.

Acesse a pesquisa aqui.

o pan olimpicamente ignorado

A menos de uma semana do início dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, o assunto é olimpicamente ignorado pelos veículos das Organizações Globo. O fato de a emissora de TV do Jardim Botânico não ter os direitos de transmissão da competição tem feito com que o evento seja simplesmente tratado como dispensável na pauta do seu noticiário.

Pior que não ter comprado os direitos de transmissão é ter perdido a exclusividade para o grupo de comunicação que mais vem “incomodando” com índices crescentes de audiência. Por isso, pelos lados da Record, o Pan 2011 é só festa e exaltação. São reportagens nos telejornais, chamadas a todo o momento, um batalhão de profissionais mobilizados e espaços generosos na programação da emissora. No R7, o site do grupo, há uma seção dedicada à cobertura da competição, fartamente ilustrada e constantemente abastecida. No G1 e no seu braço mais esportivo – SportTV – é gelo puro; idem no eBand, da concorrente que tem no esporte um dos carros-chefes de sua programação.

Alguém aí pode achar natural que não se coloque azeitona na empada alheia, já que estamos tratando de competidores em audiência e de rivalidade de mercado. Mas informação é um bem diferente de azeitonas em conserva ou empadas. Informação é uma mercadoria de alto valor agregado, que não se degrada com a sua difusão ou compartilhamento e que, muitas vezes, auxilia o seu portador a tomar decisões, escolher caminhos, reorientar-se no mundo. Isto é, informação é um bem de finalidade pública, embora seja cada vez mais frequente que empresas controladas por grupos privados a produzam e a façam circular. Independente disso, o produto carece de cuidados e atenções distintas.

Então, cobrir o Pan de Guadalajara é mais do que rechear a empada alheia. É garantir que o público tenha acesso a informações que julga relevantes e interessantes. Afinal, convenhamos, não se pode ignorar os Jogos Pan-Americanos. É uma competição tradicional – existe desde 1951 -, é importante – pois funciona como uma prévia regionalizada dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 -, e é abrangente por ser continental e reunir 29 modalidades esportivas. Esses argumentos bastariam para colocar o evento na pauta de qualquer veículo de comunicação que se preze.

No caso das Organizações Globo, ignorar a efeméride é simplesmente deixar de lado seus recém-anunciados Princípios Editoriais. No documento, os veículos do grupo se comprometem a produzir um jornalismo calcado no que consideram ser os atributos da informação de qualidade: isenção, correção e agilidade. No item que trata de isenção, os princípios são bastante claros, e cito alguns trechos que colidem com o atual comportamento do grupo:

… “(d) Não pode haver assuntos tabus. Tudo aquilo que for de interesse público, tudo aquilo que for notícia, deve ser publicado, analisado, discutido”…

“(n) As Organizações Globo são entusiastas do Brasil, de sua diversidade, de sua cultura e de seu povo, tema principal de seus veículos”…

“p) É inadmissível que jornalistas das Organizações Globo façam reportagens em benefício próprio ou que deixem de fazer aquelas que prejudiquem seus interesses”

Este é um caso típico de descolamento entre o dito e o feito. Claro que as Organizações Globo podem estar preparando coberturas especiais sobre o evento ou correndo para apresentar um material diferenciado às suas audiências. Tomara. Mas se for assim, os veículos do conglomerado estarão atrasados, contrariando outra lei de ouro de seus Princípios Editoriais, a agilidade.

jornalismo investigativo: livro no prelo

(reproduzido do Bapijor)

A organização do 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) informa que o livro “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras”, organizado pelos professores Rogério Christofoletti e Francisco José Karam e contendo capítulos dos palestrantes do evento já está em fase adiantada de produção.

A obra deve sair pela Editora Insular, de Florianópolis, uma casa editorial comercial que tem se especializado em lançar títulos da área da Comunicação e que tem distribuição nacional. O volume, com cerca de 180 páginas, tem previsão de circulação em novembro e orelha assinada pelo prestigiado jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

compós 2012: prepare-se!

A vice-presidente da Compós, Itânia Gomes, divulga algumas informações sobre a reunião anual da entidade, com data marcada para 12-15 de junho de 2012 em Juiz de Fora (MG). Antene-se!

Submissão de trabalhos aos GTs pelo site da Compós: 16 de janeiro a 15 de fevereiro de 2012
Os artigos devem ser submetidos aos GTs, exclusivamente através do site da Compós, até as 18h (dezoito horas), horário de Brasília, da data limite de submissão de papers, dia 15 de fevereiro de 2012. No entanto, o sistema eletrônico (servidor de rede) receberá propostas com tolerância de mais 24 (vinte e quatro horas), encerrando-se, impreterivelmente, às 18h (dezoito horas) do dia posterior à data de submissão, horário de Brasília.

Avaliação e seleção dos trabalhos pelos GTs: de 16/2 a 13/3/2012

Divulgação dos trabalhos selecionados por GT, no site da Compós: até 21/03/2012

Período e taxas de inscrição: de 21/03 a 31/05/2012, em dois intervalos, com taxas diferenciadas.

Para 2012, as taxas praticadas serão:

De 20 de março a 29 de abril:
Docentes (doutores, mestres) e outros profissionais não matriculados em cursos de pós-graduação) – R$ 220,00
Discentes de cursos de mestrado e doutorado e de graduação – R$ 165,00

De 30 de abril a 31 de maio:
Docentes (doutores, mestres) e outros profissionais não matriculados em cursos de pós-graduação)  – R$ 330,00
Discentes de cursos de mestrado e doutorado e de graduação – R$ 220,00

vencedores do pagf saem dia 20

A coordenadora do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo (PAGF), da SBPJor, Dione Moura, manda avisar que

a lista com o nome dos premiados (Melhor trabalho de Iniciação Científica/TCC 2011; Melhor Dissertação de Mestrado 2011; Melhor Tese de Doutorado 2011 e Pesquisador Sênior 2011) será divulgada até o  dia 20 de outubro de 2011, por meio do site da SBPJor, Lista de Sócios SBPJor e demais listas de pesquisadores de Comunicação/Jornalismo. A cerimônia de premiação acontecerá durante o 9. SBPJor, que será sediado na UFRJ, Rio de Janeiro, entre 3 a 5 de novembro 2011, nos termos previstos no Edital PAGF 2011.

presentinho 2: o portal de jornalismo da bbc

Vin Ray, o primeiro diretor do BBC College of Journalism, produziu um documento bem interessante sobre o portal do conglomerado, sua estrutura, funcionamento, futuro imediato, ferramentas e o atendimento às demandas do seu público.

É claro que este white paper é bastante restrito, mas ajuda a pensar casos semelhantes de portais jornalísticos em grupos de comunicação com preocupações semelhantes às da BBC.

O arquivo tem 22 páginas, está em inglês, e tem tamanho de 597 kbytes. Baixe aqui.

presentinho 1: manual google+ para jornalistas

Esther Vargas, Sofia Pichihua e María Cecilia Rodríguez Medina produziram um guia do Google+ para jornalistas. A versão está em espanhol, tem 45 páginas e seu arquivo alcança 5,3 Megabytes.

Claro, útil e funcional.

Baixe aqui.

saíram os anais da confibercom

Todos os trabalhos apresentados no Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana (Confibercom), que aconteceu em São Paulo em agosto passado, já estão disponíveis nos anais do evento.

Vá direto à fonte então!

democracia e regulação da mídia, uma revista

Acaba de sair na web a mais recente edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, cujo eixo temático é Democracia e Regulação da Mídia.
Veja o sumário:

  • Radiodifusão brasileira e marco regulatório: Confecom e propostas recentes de reformulação
    Chalini Torquato Gonçalves de Barros
  • É preciso ordenar a comunicação? Questionamentos acerca da necessidade de instâncias mediadoras entre a mídia e o público
    Edson Fernando Dalmonte
  • As condições superestruturais da profissão vistas pelo movimento dialético das Leis de Imprensa – uma regulação antidemocrática
    Cristiane Hengler Corrêa Bernardo, Inara Barbosa Leão
  • El defensor de la audiencia, nuevas herramientas en su labor alfabetizadora
    Susana Herrera Damas, José Luis Requejo Alemán
  • Autorregulação: A Experiência Internacional com os Conselhos de Imprensa
    Silvia Macedo
  • Cobertura cotidiana da política no telejornalismo brasileiro: o que vai ao ar sobre política no Jornal Nacional?
    Acácio Salvador Júnior
  • O telejornalismo e as narrativas sobre o controle social dos meios de comunicação
    Ivonete da Silva Lopes
  • Dilma Rousseff e José Serra em CartaCapital e Veja: uma análise dos enquadramentos dos (pré) candidatos à presidência em 2010
    Milena Boemo Jaenisch, Viviane Borelli

Temas Livres

  • O que é visualização?
    Lev Manovich
  • Relação do brasileiro com o telejornalismo
    Jacques Alkalai Wainberg
  • JPB interativo: proposta de aplicação interativa para telejornal na TV digital
    Lívia Cirne, Marcelo Fernandes, Tatiana Aires Tavares
  • Rotinas e critérios de noticiabilidade: um estudo sobre a produção jornalística da BBC Brasil
    Jamile Gamba Dalpiaz
  • Instâncias de consagração na cibercultura: um estudo sobre a atuação do internauta no MySpace
    Mauro de Souza Ventura
  • Novas tecnologias e educação: o uso dos blogs para o curso de jornalismo
    Fabiana Crispino
  • As novas tecnologias de rádio na web e a desterritorialização da informação na construção do imaginário
    Gustavo Guilherme Lopes
  • A Importância da Epistemologia na Teoria do Jornalismo: A Teoria Pragmática do Conhecimento e a Qualidade da Notícia
    Heitor Costa Lima Rocha

Acesse por aqui.

sobre palmitos, extrato de tomate e ética jornalística

Para o jornalismo e para a culinária, existem ingredientes certos, medidas exatas e procedimentos de trabalho. Se você erra num ou noutro, pode comprometer o resultado final.

Mas o que ética jornalística tem a ver com macarronada?

Descubra no artigo que publico hoje no objETHOS.

frank maia de casa nova

O maior desenhista-chargista-flamenguista de Santa Catarina acaba de inaugurar um novo boteco: Xarjincasa.
Na real, Frank Maia já tinha o seu blog, mas fez um puxadinho aqui, pendurou uma rede ali, deu umas coloridas na parede de trás e botou uma placa nova no lugar.
Tem cômodos novos, outros marromeno, mas o Frank continua o mesmo: inteligente, antenado, com um traço poderoso, e acima de tudo: im-pa-gá-vel.

Vê só:

saiu a segunda edição da revista “tinta electrónica”

A publicação é editada pelos jornalistas Sandro Medina Tovar (do Peru) e Emiliano Cosenza (da Argentina), e se quiser saber mais clique aqui.

Para baixar, clique aqui.

wikileaks: um dossiê gratuito em revista

André Lemos acaba de anunciar a publicação de mais uma edição da revista Contemporânea, do Poscom/UFBA. O dossiê temático é WikiLeaks: cibercultura e política, e está imperdível. Veja o sumário parcial…

  • O fenômeno Wikileaks e as redes de poder – Sergio Amadeu da Silveira
  • Território e materialidade: Wikileaks e o controle do espaço informacional – Rodrigo Firmino
  • Governos, empresas, wikileaks e governança da internet – Graciela B Selaimen
  • Da teoria da embalagem à transparência total de Julian Assange – Juremir Machado da Silva
  • Apontamentos sobre o jornalismo extra-muros do Wikileaks – Elizabeth Saad Correa
  • Jornalismo pós-WikiLeaks: deontologia em tempos de vazamentos globais de informação – Rogério Christofoletti e Cândida de Oliveira
  • Ativismo e Agendamento nos Trending Topics do Twitter: o caso Wikileaks – Gabriela da Silva Zago e Jandré Corrêa Batista
  • Polêmicas no jornalismo do século XXI: discussões a partir da Revista Carta Capital – Patricia Bandeira de Melo

Acesse a edição aqui.