simpósio de jornalismo na unimep

O professor Paulo Roberto Botão avisa que a Unimep está promovendo seu 4º Simpósio de Jornalismo nesta semana, em comemoração aos 30 anos do curso na instituição.

O evento foi aberto ontem com uma conferência do presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Sérgio Luiz Gadini: “A formação do jornalista no contexto atual”.

Acompanhe o evento:

http://www.unimepjornal.com.br

http://www.jornalunimep.blogspot.com

sbpjor no maranhão: programe-se!

Daqui a um mês os principais pesquisadores do jornalismo brasileiro vão se encontrar em São Luís, no Maranhão, para o 8º Congresso Brasileiro da SBPJor. O evento acontece de 8 a 10 de novembro, na Universidade Federal.

A diretoria científica acaba de divulgar as programações das comunicações individuais e coordenadas, veja:

Comunicações individuais da Terça, dia 9: aqui

Comunicações coordenadas da Terça, dia 9: aqui

Comunicações individuais da Quarta, dia 10: aqui

Comunicações coordenadas da Quarta, dia 10: aqui

Mais informações: http://www.sbpjor.org.br/8encontro/

crise do equador na mídia

Dois dos jornais mais importantes do Equador trouxeram editoriais em suas primeiras páginas hoje. Claro que o assunto que paralisou e chacoalhou o país ontem foi a crise institucional que quase se transformou num golpe de estado.

Tensões na América Latina…

ainda sobre a liberdade de imprensa no brasil

Disse há pouco que o perigo maior à liberdade de imprensa e de expressão no país tem vindo muito mais dos tribunais do que dos palácios dos governos. Isto é, o Judiciário impede e cerceia mais o exercício profissional dos jornalistas e a difusão livre da informação que o Poder Executivo.

Os dados, os números mostram isso.
Veja o que diz matéria do Portal Imprensa sobre um relatório divulgado nesta semana pela Associação Nacional de Jornais (ANJ):

… a imprensa brasileira teria sofrido 70 atentados contra a liberdade de informação nos últimos dois anos. (…) O relatório da entidade destaca os números de ordens judiciais impondo censura aos meios de comunicação: dos 70 casos, 26 se referem a decisões do Poder Judiciário, além da determinação de 10 medidas restritivas pela Justiça Eleitoral. A ANJ ressalta, ainda, o aumento da quantidade de decisões judiciais que proíbem jornais de divulgar matérias sobre determinados temas ou conteúdo, seja em período eleitoral ou não. Durante o período do levantamento, o Comitê de Liberdade de Expressão denunciou 20 casos de censura, segundo a entidade.

Trocando em miúdos, o documento aponta que de agosto de 2008 a julho de 2010, houve uma morte, três prisões, 18 casos de agressão, 20 casos de censura, cinco atentados, oito casos de abuso, entre outras ocorrências.

Quer conferir o relatório? Clique aqui.
(62 páginas, formato PDF, 878 Kb)
(Vá direto ao ponto: pule as primeiras 36 páginas do relatório…)

receita de bolo em vez da notícia

Estadão reloaded.

No período mais duro da ditadura militar, nos anos 1970, o jornal O Estado de S.Paulo chegou a usar um expediente criativo e inusitado para preencher os espaços das matérias censuradas pelo governo federal: publicava notícias de bolo ou versos de Os Lusíadas. Nesta semana, quase quarenta anos depois, a Band do Tocantins recorreu ao mesmo expediente.


(O Portal Imprensa também deu a notícia)

O caso chama a atenção para o real foco para uma discussão sobre liberdade de imprensa no país: os perigos aos direitos rondam muito mais o Judiciário do que propriamente os poderes Executivo (como quer fazer entender a Veja) e Legislativo.
Os togados têm investido muito mais contra o exercício da profissão do que os engravatados. Este é um debate a ser retomado.

veja derrapa. de novo

A edição que está nas bancas da revista semanal de informação mais influente do país é categórica: o governo Lula não quer jornalismo nenhum e está fazendo de tudo para cercear a liberdade de imprensa.

Impositiva, editorializada, recheada de adjetivos e carente de dados, a matéria de capa – A imprensa ideal dos petistas – é assinada por Fábio Portela. Em oito páginas fartamente ilustradas, a Veja desfere frontais ataques ao governo numa espécie de revide após declarações críticas do presidente Lula na semana passada. Lula se queixava da imprensa, o que é natural e esperado de qualquer governante. Veja transforma as reclamações em ações concretas do governo para deter os meios de comunicação e os jornalistas. Este é o raciocínio, que – convenhamos – não se sustenta pela absoluta falta de dados da realidade e argumentos no plano discursivo.

A revista exagera.

Sim, estamos a menos de uma semana das eleições e os ânimos estão inflamados. Mas isso não justifica exagerar.

Se um estrangeiro ou alienígena lesse a reportagem, sua impressão seria a de que vivemos num país ditatorial, que não existe liberdade individual e que o exercício profissional dos jornalistas é impedido pelas instituições. E isso não é verdade. A questão da liberdade de expressão e de imprensa é um nervo exposto, delicado, quando se discute solidez democrática, estabilidade política e vigência de estado democrático de direito. Historicamente, há uma relação tensa entre governos e mídia, pois alguns interesses de lado a lado não coincidem e, às vezes, se contrapõem. Os governos têm suas funções, a mídia também. Consagrou-se para o jornalismo a tarefa de fiscalizar os poderes, o que significa denunciar abusos, investigar, revelar e apresentar à sociedade sintomas do mau funcionamento das relações entre estado e cidadãos.

Com isso, reafirmo: é natural que os governantes se queixem da imprensa. Assim como é natural os jornalistas reafirmarem a defesa das liberdades de imprensa e expressão, e perseguirem sua função de cães de guarda frente os poderes instituídos. Mas a própria reportagem da Veja não sustenta o pânico que tenta instaurar. Das seis “ameaças” do governo apresentadas num box da página 79, nenhuma se efetivou. Por quê? Por várias razões, entre as quais o fato de que o país é mais complexo do que supõe a revista e que as instituições, se e quando contrariadas, atuam politicamente, fazendo funcionar um sistema de pesos e contrapesos para estabilizar a democracia.

Por isso, a reportagem da Veja derrapa. É mais campanha antigoverno do que peça jornalística. Basta contar as fontes ouvidas. Não se ouve o lado denunciado. O governo ou fontes ligadas a ele são apenas mencionadas; não foram procuradas, ouvidas ou entrevistadas. Ouvir os lados é essencial no jornalismo. Ser parcial e não promover a pluralidade de opiniões e versões é tão ou mais perigoso quanto as “ameaças” do governo…

congresso da iamcr na turquia

“Cidades, conectividade e criatividade”. Este é o tema da Conferência da Associação Internacional de Pesquisa em Comunicação (IAMCR), prevista para julho de 2011 em Istambul, Turquia.
A seção de Pesquisa e Ensino de Jornalismo já fez chamadas de trabalho, conforme se vê a seguir:

The Journalism Research & Education Section invites submissions for its open sessions at the IAMCR that will be held Kadir Has University will host the 2011 IAMCR Conference in Istanbul, Turkey, July 13-17 2011. The theme for the 2011 conference will be ‘Cities, Connectivity and Creativity

We need to start thinking more creatively about what we are going to do in the volatile future, by finding new motives and opportunities to produce really creative change in the field of journalism research and education. It is thus mandatory to build resilience into our field. This year JRE invites its members to think creatively and holistically about solving problems of the journalism research and education that transcend borders.

It is thus imperative to analyze the different perspectives of creativity, vitality and competitively within urban contexts to provide the appropriate structural conditions necessary for the development of journalism research and education.

The current historical moments of contingency offer the opportunity to reform journalism institutions, curricula and education makes this year’s theme a chance to be prepared and resilient in order to rebuild, and improve the journalism research and education.

The Journalism Research & Education Section invites papers within the general theme of ‘Cities, Connectivity and Creativity‘ and by following one of the JRE Section covers five main themes:

First Themes: International Collaborative Research in Journalism Research: New Challenges and Emergent Perspectives.

Second Theme: Innovations in Journalism:

Third Theme: The Professional Journalism:

Fourth Theme: Methods for Quantifying Professional Journalism:

Fifth Theme: Generic Studies of Journalism:

The Journalism Research & Education Section is opened for panel proposals. Research paper proposal and panel proposals should be sent only through the Conference website, and send another copy to the JRE Section Chair. Proposals should not exceed 500 words including the research objectives, theoretical framework and methodology. Each proposal must include title, name(s), affiliation, institutional address and email address of author(s).

The deadlines are as follows:

  • Submission of abstracts: January 31, 2011 (papers will be assessed and provisionally accepted on the basis of the abstracts).
  • Announcement of acceptances: March 15, 2011
  • Full papers due: April 30, 2011

IAMCR accepts presentations in English, French and Spanish. However, it is requested that abstracts, if at all possible, be submitted in English. Please refer to the JRE website for guidelines

Further information about IAMCR and this conference is available on the respective websites: http://iamcr.org/ and http://iamcr2011istanbul.com

Authors interested in the Journalism Research & Education Section on-line publication will be requested to send their full papers after final modifications no later than September 2011. The review process includes a blind referee process of six members (steering committee) will review the research papers to optimize the quality of research in the best objective and professional level.

excesso e emoção na mídia: uma chamada

Está aberta a chamada para a Contracampo, revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF.

edição 22 da Contracampo reunirá, na seção Ensaios Temáticos, contribuições quer reflitam em torno do tema Excesso e emoção na cultura midiática. A noção de excesso implica o reconhecimento de uma matriz cultural vinculada à cultura popular e massiva. Matriz essa que se articula e rearticula afetando campos distintos e igualmente importantes da cultura midiática contemporânea: sensacionalismo, as narrativas de gênero que se estruturam a partir da condução da emoção ou os discursos que afirmam as ligações entre o universo sentimental e o espetacular. Seria a noção de excesso pertinente para a condução da emoção na esfera da cultura midiática? Que estratégias, efeitos e implicações (éticas, estéticas, políticas) são colocadas em cena nos distintos discursos da cultura da mídia que se vinculam como convite ao emotivo e/ou representam a emoção? Estas são algumas das questões que podem orientar as contribuições para a edição.

Deadline: 31 de outubro
Mais informações: http://www.uff.br/contracampo/index.php/revista/index

lançamento do manual do frila

chamada de textos sobre comunicação e história

A professora Marialva Barbosa, agora na UTP, e que assumiu recentemente a editoria da Interin, informa que a

revista on-line do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), abre chamada para o seu próximo número, referente ao segundo semestre de 2010, cujo dossiê será dedicado às relações entre Comunicação e História. Além do dossiê temático, a Revista recebe artigos para a sessão de temas livres.

A submissão de artigos deverá ser feita até 30 de novembro de 2010 pelo endereço eletrônico interin@utp.br. Deverão ser enviados textos inéditos de acordo com as normas gerais da publicação que podem ser acessadas em http://www.utp.br/interin/revista_interin.htm. Qualquer esclarecimento adicional pode ser obtido pelo email: mcb1@terra.com.br

uma entrevista sobre convergência

Vinicius Navarro entrevistou o professor Henry Jenkins, do Programa de Mídias Comparadas do Massachussets Institute of Technology (MIT), para a revista Contracampo, da Universidade Federal Fluminense. A conversa está disponível em inglês e português.

Jenkins é o nome mais conhecido nos estudos sobre convergência, principalmente por um viés mais cultural e menos tecnológico, e sobre narrativas transmidiáticas. Ele também é um dos maiores entusiastas dos estudos sobre as culturas dos fãs. Seu “Cultura da Convergência” já figura por aqui como leitura obrigatória para quem se interessa por esses assuntos.

Vale a leitura. Clique aqui e leia.

objethos está mais multimídia

A partir de hoje o site do Observatório da Ética JornalísticaobjETHOS – oferece um novo serviço aos seus leitores: áudios de entrevistas com jornalistas sobre o tema da ética. A seção Ponto de Vista traz podcast produzido pelas repórteres do projeto, acompanhado de um slideshow. A entrevista de estreia é com a repórter Eliane Brum, que abriu a 9ª Semana de Jornalismo na UFSC.

O objETHOS é um projeto de pesquisa e extensão que coordeno no Departamento de Jornalismo junto com o professor Francisco José Karam. Nosso objetivo é desenvolver investigações científicas sobre o grande tema da ética no jornalismo, além de produzir conteúdos que possam servir de referência para profissionais, acadêmicos e demais pessoas que se interessem pelo assunto. O objETHOS surgiu há um ano e já conta com a valiosa parceria do Observatório da Imprensa.

Enquetes, pensatas, resenhas de filmes, artigos, comentários e análises podem ser acessados gratuitamente.
Passe por lá!

uma enciclopédia para a comunicação

A Intercom lançou neste mês, durante seu congresso nacional em Caxias do Sul (RS), o maior empreendimento editorial já produzido na área da comunicação. Não estou exagerando e me refiro ao primeiro volume – o dos Conceitos – da Enciclopédia Intercom de Comunicação. A obra envolveu mais de mil pesquisadores brasileiros na definição, escritura e padronização de verbetes durante mais de uma década, informou o coordenador dos trabalhos José Marques de Melo.

Outros dois volumes estão em produção: um de Autores e Escolas, e outro de Entidades e Processos.

Segundo a Intercom, a enciclopédia será lançada em versões digital (CD-ROM) e impressa.
Definitivamente, um lançamento muito bem-vindo para a área!

em nome do jornalismo: manifesto para a mudança

Em junho de 2005, um grupo de jornalistas e pesquisadores norte-americanos se reuniu no Centro Annenberg de Políticas Públicas da Universidade da Pensilvânia para pensar o jornalismo. Eles partiram de nove proposições, entre as quais o fortalecimento do papel de organizações sem fins lucrativos, a relação do jornalismo com a democracia, a liberdade de imprensa, governanças corporativas mais responsáveis e o papel do governo como regulador do setor.

A professora Geneva Overholser sistematizou as discussões, o que resultou no documento “On Behalf of Journalism: A Manifesto for Change”. Sim, eu sei. É um documento não tão recente, tem cinco anos. Sim, eu sei, ele se refere à realidade norte-americana.

Mas por que não conhecer uma publicação ainda tão atual e abrangente?
Baixe aqui.

últimos dias: jornalismo e políticas públicas

Vai até 20 de setembro o prazo de recebimento de artigos para a revista Estudos em Jornalismo e Mídia.
Serão priorizados na avaliação de nosso Conselho Editorial os textos que abordem o tema desta segunda edição do ano: Jornalismo e Políticas Públicas.
Publicação B3 no Qualis/Capes, a Estudos em Jornalismo e Mídia deve sair em dezembro.
Mais: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/index

capes divulga resultados da pós

A Capes informou hoje os novos conceitos de mais de 4 mil cursos de mestrado e doutorado no país.
Trata-se da famigerada “avaliação trienal” a que todo curso do tipo passa, e que leva em consideração sua proposta pedagógica, sua infra-estrutura e corpo docente, a produção intelectual e a formação dos pesquisadores a que se destina, entre outros aspectos.

Na área da comunicação, tivemos a ascensão de vários cursos, o que demonstra avanço e consolidação de algumas experiências.

Pela primeira vez, a área tem um curso 6 – os conceitos vão de 3 a 7 -: UFRJ.

São 5 os cursos da UFMG, UFRGS, Unisinos, PUC-RS, PUC-SP, PUC-RJ, UFBA e UFF. Entre os de nota 4, destacam-se os cursos da UFPE, UFSM, Metodista de São Paulo, UnB, Unesp, UTP, PUC-MG, UERJ e o Mestrado em Jornalismo da UFSC.

Veja todos os conceitos aqui.

amanhã começa a semana de jornalismo

Começa nesta segunda a nona edição da Semana do Jornalismo da UFSC.
O evento é concebido, organizado e promovido totalmente pelos alunos e traz para Florianópolis os maiores nomes da área no país.

Veja a programação:

Segunda-feira (13/09)
08h30 – 12h Minicursos (saiba +)
14h – 15h30 Exibição de documentários
17h30 – 19h Mesa “Coberturas extremas: jornalismo em situações de risco”
Convidados: Alberto Gaspar, Caio Guatelli e Letícia Silva
20h – 21h30 Palestra de abertura com Eliane Brum

Terça-feira (14/09)
08h30 – 12h Minicursos (saiba +)
14h – 15h30 Exibição de documentários
17h30 – 19h Mesa “Jornalismo esportivo: panorama e inovações”
Convidados: André Kfouri e Marcos Castiel
20h – 21h30 Palestra com Suzana Singer, ombudsman do jornal Folha de S. Paulo

Quarta-feira, 15/09
08h30 – 12h Minicursos (saiba +)
14h – 15h30 Exibição de documentários
17h30 – 19h Mesa “A opinião consentida: olhares sobre a crítica cultural”
Convidados: Jotabê Medeiros, Pablo Villaça e Bruno Moreschi
20h – 21h30 Palestra com Palmério Dória

Quinta-feira, 16/09
08h30 – 12h Minicursos (saiba +)
15h – 17h Mesa “Imprensa na contramão: quem vai salvar o jornal impresso?”
Convidados: José Luiz Longo, Octavio Guedes e Luís José Meneghim
17h30 – 19h Mesa “Repórteres de olho: investigação de escândalos políticos”
Convidados: Edson Sardinha, Lúcio VazPaulo Alceu
19h30 Lançamento do documentário Impasse, sobre o transporte coletivo em Florianópolis  (no Auditório da Reitoria)

Sexta-feira, 17/09
14h – Palestra sobre a importância do Intercâmbio na Vida profissional com a World Study Intercâmbio Cultural
17h30 – 19h Mesa “Linguagens particulares: como escrever para públicos específicos”
Convidados: Nina Lemos, Jardel Sebba e Thiago Momm
20h – 21h30 Palestra com Xico Sá

A página oficial do evento é esta e você também pode acompanhar pelo Twitter.

11 de setembro de 2001: a notícia

Onde você estava em 11 de setembro de 2001?
O que estava fazendo quando soube do ataque às torres gêmeas?

Gerações inteiras responderão a essas perguntas por anos e anos. Se você passou por isso, sabe do que estou falando.
Se não sabe, não se lembra ou nasceu bem depois, veja como o telejornal mais influente do país deu a notícia.
É arrepiante.

um manual para jornalistas freelancers

Maurício Oliveira é um dos jornalistas mais talentosos com quem já trabalhei.
Talentoso e experiente, ele já passou por algumas das redações mais fervilhantes do jornalismo brasileiro. Há algum tempo, é um freelancer que não para em casa de tanto trabalho que lhe aparece. É como ele mesmo ensina: não se pode dizer “não” mais de uma vez para o mesmo contratante…

Pois o Maurício está anunciando que logo-logo as melhores e piores livrarias do país vão receber seu Manual do Frila, editado pela competente Luciana Pinsky, minha editora também na Contexto. Para ver do que trata o livro, veja o sumário; para ler a apresentação, vá por aqui.

jornalismo e políticas públicas: chamada

Só pra lembrar!!!
Informo que continua aberto até 20 de setembro o prazo de recebimento de artigos para a revista Estudos em Jornalismo e Mídia.
Serão priorizados na avaliação de nosso Conselho Editorial os textos que abordem o tema desta segunda edição do ano: Jornalismo e Políticas Públicas.
Publicação B3 no Qualis/Capes, a Estudos em Jornalismo e Mídia deve sair em dezembro.
Mais: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/index

quadrinhos, jornalismo, teoria e arte nacional

Três notas rápidas que se cruzam num mesmo assunto: histórias em quadrinhos.

  • Quadrinhos e Jornalismo: acontece amanhã, às 14h30, no Mestrado em Jornalismo da UFSC a defesa da dissertação “Imagem, narrativa e discurso da reportagem em quadrinhos de Joe Sacco”, de Juscelino Neco de Souza Júnior. O trabalho é uma vigorosa leitura das narrativas do jornalista maltês que inaugurou um novo gênero na área: a reportagem em quadrinhos. Tendo como base o filósofo Michel Foucault, a dissertação transita pelo jornalismo, pelas artes visuais e pelo cinema. O trabalho foi orientado pela professora Gislene Silva. Acompanhe a transmissão ao vivo aqui.
  • Quadrinhos e Teoria: alunos da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFPA) estão produzindo histórias em quadrinhos eletrônicas, com recursos multimídia, e apoiados no conceito de modernidade líquida do teórico Zygmunt Bauman. A “Equipe do PH” surgiu no Laboratório de Jornalismo Digital e Novas Mídias e teve orientação da professora Kalynka Cruz. Conheça o site, leia e baixe em formato PDF.
  • Quadrinhos no Brasil: junte um jovem escritor premiado e um cartunista criativo desde o útero. Misture tudo e agite antes de ler. O resultado é “Cachalote”, que está nas livrarias brasileiras e se revela o lançamento brasileiro do ano em termos de quadrinhos. O livro de quase 300 páginas reúne cinco histórias que não se cruzam, mas que se entremeiam e que envolvem o leitor. Os enredos são de Daniel Galera e os desenhos de Rafael Coutinho. O primeiro escreveu o excelente “Cordilheira”. O segundo não bastasse ter talento e traço marcante, é filho de Laerte. Se gostei? Sim. Bastante. “Cachalote” vale ler, ter e estudar. E a baleia onírica, fantástica, misteriosa é uma poderosa metáfora da felicidade.

paraná faz encontro de pesquisa em jornalismo

jornalismo em transformação: uma revista

A editora Beatriz Becker avisa que já está disponível mais uma edição da Brazilian Journalism Research, a revista bilíngue da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor). O tema que dá unidade à publicação é “Jornalismo em Transformação: Desafios Metodológicos e Epistemológicos”.

A conferir: versão original em inglês (aqui) e versão traduzida (aqui)

jornalismo, mercado de trabalho e novas funções

Estou em Caxias do Sul (RS) para uma participação relâmpago no 33º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, promovido pela Intercom. A convite do professor Felipe Pena, da UFF, compus com outros colegas uma mesa que discutiu hoje à tarde as novas funções profissionais na atividade jornalística.

Por conta da GOL, cheguei cinco horas atrasado na cidade. Meu roteiro inicial era estar por aqui às 10h30 e só fui botar os pés na Universidade de Caxias do Sul às 15h45. Detalhe: a mesa começou seus trabalhos às 14 horas. Por simpatia e benevolência dos colegas da mesa e da plateia atenta, tive 10 minutinhos para falar, antes que a sessão terminasse. Mas disse aos presentes que deixaria neste blog a íntegra do texto que embasou a minha fala e que não está disponível nos anais do evento.

Promessa feita, promessa paga!

intercom 2010: programação total

Se você está pensando em ir ao Congresso da Intercom em Caxias do Sul e quer se planejar, baixe agora o livro com a programação (tem mais de 400 páginas!!!). Se você não pretende ir, mas ficou curioso, baixe também e acompanhe o que estará em jogo. Se você não pretende e nem se interessa por esse assunto, por que leu este post até aqui???!!

Siga o evento pelo blog ou pelo twitter.

os 10 piores defeitos dos jornalistas

  1. Faltar com o rigor ou a ética.
  2. Acreditar que é o único que conhece “a verdade”.
  3. Achar que é infalível.
  4. Pertencer a uma falsa elite de “jornalistas medalhões”.
  5. Criar manchetes a partir de perguntas capciosas.
  6. Autocensurar-se por vários motivos.
  7. Acreditar que é juiz ou salvador.
  8. Confiar demais nas fontes.
  9. Esquecer que seu objetivo principal é informar as pesssoas.
  10. Acomodar-se em recursos fáceis como o “copia-e-cola” ou “google”.

Calma. A lista não é minha.

A jornalista Esther Vargas conta que a lista surgiu a partir da pergunta “Qual é o principal defeito de um jornalista?”, lançado na página Clases de Periodismo no Facebook.

Você concorda ou discorda? Antes, conheça a lista inteira.

ética na pesquisa: um guia para a comunicação

Embora sejam fundamentais, os aspectos éticos na pesquisa científica ainda são insuficientemente tratados. Pelo menos, a meu ver. Acho que discutimos muito mais questões metodológicas e conceituais, e deixamos a terceiro ou quarto plano o debate que envolve pensar a conduta do pesquisador em ato, a sua relação com as fontes de financiamento, e o seu trato com os sujeitos da pesquisa. Digo isso com base na observação de colegas, na leitura de relatórios de pesquisa e na de artigos resultantes dos estudos. Digo isso olhando para os lados e para o próprio umbigo. Discutimos pouco a ética da pesquisa científica, e na área da Comunicação, isso se repete.

Por isso, uma boa pedida é ler o Código de Boas Práticas que a International Communication Association, editou em junho passado. A publicação está disponível no site da entidade (e pode ser baixado aqui), e traz preocupações sobre um aspecto: como usar material protegido por direitos autorais. Sim, eu sei que este aspecto é muito polêmico, até por conta das discussões em torno de novos regimes de autoria com a internet e os movimentos por flexibilização de direitos em todas as partes. Sei também que este é um aspecto diminuto dentro do universo de discussão da ética científica, mas vale conhecer e criticar.

A publicação está em inglês, em formato PDF, tem 18 páginas e seu arquivo pesa quase nada: 233 Kb…

webreportagem especial: uma dissertação

Amanhã, sexta (27), acontece a defesa da dissertação “Análise do especial multimídia Cayucos: um estudo de caso”, de Andréa Aparecida da Luz, aqui no Mestrado em Jornalismo da UFSC. O trabalho é orientado pela professora Raquel Ritter Longhi (com co-orientação de Mauro César Silveira), e tem na banca avaliadora os professores Luciana Mielnickzuk (UFSM) e Orlando Tambosi (UFSC), além de mim.

A dissertação se debruça sobre um especial multimídia que o Clarín fez sobre africanos que se aventuravam em barcos (os cayucos) para chegar até a Europa via Ilhas Canárias.

A defesa acontece às 14h30 na sala de videoconferência, Bloco B do CCE.
Se você não estiver por aqui e quiser acompanhar,veja a transmissão ao vivo aqui.

sonia bridi, a ufsc e a semana do jornalismo

A jornalista Sonia Bridi esteve na UFSC há dois dias para uma palestra e o lançamento da Semana Revista, publicação que é um aperitivo do que vai acontecer na 9ª Semana do Jornalismo. Bridi, que fez jornalismo na UFSC, é repórter especial da TV Globo, e foi correspondente da emissora na China, na Europa e nos Estados Unidos.

A 9ª Semana de Jornalismo é um evento totalmente organizado e produzido pelos alunos do Jornalismo/UFSC. Tradicionalmente, traz grandes nomes da área em escala nacional. Alguns destaques deste ano são Eliane Brum, Xico Sá, Suzana Singer, Palmério Dória, André Kfouri, Alberto Gaspar e Jotabê Medeiros.

A programação completa – palestras, minicursos e debates – pode ser encontrada aqui.