O colega Pedro Jerónimo acaba de criar uma rede social voltada a investigadores de Mídia e Jornalismo no Brasil e Portugal. A rede está “pendurada” no Ning e pode ser acessada aqui. Se você é mestrando, doutorando, pesquisador ou curioso sobre o assunto este deve ser um bom fórum a frequentar…
Categoria: jornalismo
intercom sul 2010: você vai?
Reproduzo a chamada de trabalhos para a edição 2010 do Intercom Sul, feita pela coordenadora das Divisões Temáticas, a professora Sandra Montardo:
O XI Congresso Intercom Sul 2010 será sediado na Feevale, em Novo Hamburgo, RS (a 50 Km de Porto Alegre) e tem como tema Comunicação, Cultura e Juventude.
Com o objetivo de enriquecer a discussão sobre temas inovativos na pesquisa em Comunicação, convidamos os pesquisadores da área a enviarem artigos para as Divisões Temáticas do Intercom Sul 2010.
Divisões temáticas:
1. Jornalismo;
2. Publicidade e Propaganda;
3. Relações Públicas e Comunicação Organizacional;
4. Comunicação Audiovisuall;
5. Multimídia;
6. Interfaces Comunicacionais;
7. Comunicação, Espaço e Cidadania;
8. Estudos Interdisciplinares.Datas importantes:
Prazo para envio: 03/03/2010 a 12/04/2010
Pagamento de boleto de inscrição para envio de artigos: 07/04/2010
Comunicação de aceites: 22/04/2010Podem enviar artigos ou comunicações científicas para as DTs: Doutores, doutorandos, mestres, mestrandos, graduados, pós-graduados, estudantes de especialização, professores e profissionais.
Site do evento: http://www.feevale.br/intercomsul
Mais informações: congressos.regionais@intercom.org.br
fórum sul de fotojornalismo: chamada
Reproduzo a chamada de comunicações para o Fórum Sul de Fotojornalismo, que acontece em maio na UFSC…
FÓRUM SUL DE FOTOJORNALISMO
Ensino, Pesquisa e Extensão em Fotografia Jornalística nas Universidades do Sul do Brasil
Florianópolis (SC), 20 de maio de 2010Nos dias 17 a 21 de maio de 2010, será realizado, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina, o Floripa na Foto – Festival de Fotografia, evento que reunirá em Florianópolis grandes nomes da fotografia brasileira em palestras, oficinas, workshops, exposições e leituras de portfólio.
Como parte da programação do evento o Departamento de Jornalismo da UFSC realizará no dia 20 de maio, das 8h30min às 12h30min, o FÓRUM SUL DE FOTOJORNALISMO – Ensino, Pesquisa e Extensão em Fotografia Jornalística nas Universidades do Sul do Brasil. O objetivo deste fórum é reunir professores, estudantes e pesquisadores que estejam desenvolvendo projetos de ensino, pesquisa e extensão em fotografia jornalística nas universidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
As inscrições podem ser feitas de 25 de fevereiro a 5 de abril de 2010, conforme orientações disponíveis no site www.floripanafoto.comPara submeter comunicação ao FÓRUM SUL DE FOTOJORNALISMO o proponente deverá enviar o trabalho pronto através do e-mail: forum@floripanafoto.com, de acordo com as regras disponíveis no site do evento. O resultado será publicado em 30 de abril.
estudos em jornalismo e mídia com novo conceito qualis
A Capes revisou no mês passado a classificação dos periódicos científicos brasileiros. Nesta semana, tornou disponível no seu sistema Qualis a consulta às revistas impressas e eletrônicas, agora com novos conceitos.
A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo daUFSC, passou de B5 a B3, o que já era esperado por sua comissão editorial. Com isso, o periódico ganha mais visibilidade e respeitabilidade junto à comunidade científica. Como editor há pouco mais de seis meses, fiquei bastante contente. Por isso, lembro que estamos com chamadas abertas para os números deste ano.
Volume 7 nº 1 (Janeiro-Junho)
Inovações no Jornalismo
O jornalismo é uma atividade que evoluiu não apenas aliado ao desenvolvimento tecnológico, mas também à base do aperfeiçoamento de processos e sistemas. Neste sentido, as inovações na área abrangem o emprego de equipamentos e suprimentos para um melhor desempenho, mas também a implementação de novos processos e a proposição de outras práticas que otimizem a atuação jornalística. Inovação envolve criatividade, ousadia, imaginação, experimentação e busca de excelência. A inovação no jornalismo é operacional e é processual, e se traduz em apropriações tecnológicas, adoção de políticas de trabalho, indicação de métodos de investigação e apuração, entre outros. O escopo desta edição abrange ainda relatos de pesquisa e reflexões sobre modelos de negócio para o jornalismo, padronização e qualidade, formatos e produtos, estratégias dirigidas a novos públicos, novas mídias, etc.
Prazo para submissão: até 20 de abril
Volume 7 nº 2 (Julho-Dezembro)
Jornalismo e Políticas Públicas
Fruto e consequência de mobilização social, as democracias modernas amadureceram sistemas de participação popular para a gestão do bem público. Um deles é a implementação das chamadas políticas públicas. Estas são formalizações legais e administrativas que possam garantir ganhos e direitos adquiridos para todo o conjunto da sociedade e não apenas para públicos específicos. Como uma atividade eminentemente social, o jornalismo deve ter, em essência, suas atenções voltadas às questões mais universais. As políticas públicas, portanto, devem pautar permanentemente a imprensa. É isso o que acontece? Como os meios de informação e seus profissionais tratam as políticas públicas? Como as organizações que defendem e articulam a população para as políticas públicas se relacionam com a imprensa? Que modelo de jornalismo prevalece nessa relação entre imprensa e instituições de mobilização social?
Estas e tantas outras questões que envolvem o tema e merecem atenção deverão ser objeto de debate nesta edição.
Prazo para submissão: 20 de setembro
a brisa do coração
Um velho jornalista que não quer confusão. Um jovem impetuoso que não tolera a censura e a perseguição política. Um regime duro e intolerante. Uma canção inesquecível: “A brisa do coração”. É um emocionante Marcello Mastroiani no cinema; é um soberbo Enio Morricone nos arranjos; é a tocante Dulce Pontes na canção-tema…
“According to Pereira”, com direção de Roberto Faenza, é de 1995, e circulou pouco por aqui sob o título de “Páginas da revolução”. É um filme pra chorar e pra sonhar. Mesmo depois de quinze anos… Assista à canção…
blogs, twitters e um coletivo bloguístico
Rápido e rasteiro…
…a nossa lista lusófona de blogueiros da comunicação foi atualizada pela 37ª vez e está com 210 links quentíssimos
…a nossa lista dos pesquisadores da comunicação no Twitter já está na 21ª versão e conta com 260 nomes
… Charles Cadé acaba de inaugurar um coletivo de blogs, endereço que reúne atualizações de oito blogs (por enquanto!) que tratam de comunicação e cibercultura. É o Contexto Digital, que além deste Monitorando, congrega ainda os blogs OJornalista, o de Marcelo Träsel, o Mosca Branca, o Sam Shiraishi, o Tons de Azul, o Webmanário e o do próprio Cadé!
vaga para professor substituto…
Reproduzo…
Estão abertas as inscrições do Processo Seletivo Simplificado para a área de Teoria e Política da Comunicação. Os interessados devem ter graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo – ou em Jornalismo – e Mestrado em qualquer área do conhecimento. O regime é de 40 horas semanais e o aprovado vai lecionar as disciplinas Teoria da Comunicação I e II, Comunicação, Comunicação e Realidade Brasileira e Políticas de Comunicação.
As inscrições devem ser feitas na secretaria do Departamento de Jornalismo, de 14h00 às 17h00, entre os dias 01 e 05 de março. Para conferir o edital, clique aqui.
Mais informações podem ser obtidas por telefone (48-3721-9215) ou pelo email dejor@cce.ufsc.br.
ética jornalística: uma lista com 100 livros
jornalistas da web faz 10 anos com e-book
O Jornalistas da Web completou ontem 10 anos ininterruptos de cobertura da mídia online nacional e internacional. Os empreendedores, tendo à frente o Mario Lima Cavalcanti, lançam – para marcar a data – um e-book fazendo uma retrospectiva do que passou.
A iniciativa, uma das poucas, tem méritos, ainda mais por aqui. Parabéns à equipe!
fórum de professores prorroga inscrições
(reproduzido do original enviado pelo diretor científico da entidade, Leonel Aguiar)
As inscrições para IX Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo foram prorrogadas até o dia 20 de março. O evento integra a programação do XIII Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo, que acontece na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), entre os dias 21 e 23 de abril, em Recife. Promovido pelo Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo, o tema do XII ENPJ será “Ensino de Jornalismo: novas diretrizes e novos cenários jurídicos, profissionais, tecnológicos e econômicos”. Professores, pesquisadores, jornalistas e estudantes podem apresentar trabalhos no Ciclo de Pesquisa em Ensino de Jornalismo.
Os trabalhos devem ser inscritos em um dos seguintes Grupos de Pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e de teorias do jornalismo; pesquisa na graduação; produção laboratorial/eletrônicos; produção laboratorial/impressos; projetos pedagógicos e metodologias de ensino. Mais informações sobre as modalidades – comunicação científica, relato e pôster – e formatação dos trabalhos são encontradas em
http://www.unicap.br/encontro_prof_jor/apresentacao.html.
livros de ética jornalística: novidades?
Listei seis títulos sobre ética jornalística que merecem a atenção de quem se preocupa, se interessa e pesquisa sobre o assunto.
É o seu caso? Então, vá conferir no Observatório da Ética Jornalística (objETHOS)!
Tem livro inglês, norte-americano, canadense…
plágio preocupa. como lidar com ele?
Tem crescido o número de plágios por aí. É perceptível. Denúncias e notícias sobre esse tipo de apropriação tem circulado com uma velocidade e num volume maiores que anos atrás. O primeiro catalisador que nos vem à mente é a internet, que possibilita o já consagrado Control C-Control V com uma facilidade antes não encontrada. Mas se a web permite copiar e colar também permite identificar fraudes, cópias e outras violações do tipo.
Não se trata, portanto, de demonizar a internet, nem de confinar pessoas e obras. O advento de uma rede que permita fácil compartilhamento de arquivos de todos os tipos tem ajudado a desenvolvermos novos regimes de autoria. Não só a autoria coletiva e cúmplice (wiki!), mas o remix, o bricolage, a própria discussão acerca do que é obra, do que é autoria e dos limites do seu e do nosso. Isso tem forçado a juristas e a legisladores que revisem os marcos que regulam os direitos autorais. Isso tem causado confusões nas escolas, nas universidades, na mídia e na própria indústria cultural.
A autoria é um conceito relativamente recente, data lá do século XIII, mas só se consolidou mesmo no final de 1700. De lá pra cá, transportamos para o plano das ideias e das imaterialidades o regime de propriedade e paternidade que mantemos no mundo material. Posse, propriedade, detenção de direitos, possibilidade de queixa e disputa de territórios. O fato é que estamos vivendo um instante de instabilidade crescente nesse terreno. De novas demarcações de limites. Com isso, acontece de tudo. Na academia, professor plagia o colega; na escola, aluno copia o trabalho do coleguinha que mal conhece e que encontrou disponível na internet; na mídia, tem o jornalista que se apropria de trechos de textos de seus concorrentes, sem dar o devido crédito, e por aí vai… a lista é longa, cada vez mais diversificada.
Outro dia, Ramón Salaverría se queixava de ter sido plagiado por El Mundo . Nos Estados Unidos, um jornalista do New York Times foi demitido pela mesma prática. Na mesma semana, no Poynter, Kelly McBride escreveu sobre porque o plágio ainda rola tão solto por aí.
Não nos enganemos: há uma zona de atrito, uma disputa permanente quando o assunto é propriedade intelectual, ideias, conceitos. Os norte-americanos são tão preocupados com o assunto que criaram até mesmo um Centro de Integridade Acadêmica. Nas bandas de cá, o assunto ainda é tratado nas hostes de crime intelectual e de uma maneira dispersa, desorganizada e titubeante. Sei que, em muitas situações, é difícil caracterizar o plágio, identificar os infratores e puni-los. Mesmo tendo uma lei de direitos autorais e menção explícita no Código Penal .
De qualquer maneira, ainda é necessário reafirmar que plágio é um crime e que é uma prática antiética. Plágio não é um crime sem querer, mas um ato deliberado de quem acredita que não será pego e punido. Não se surrupia uma música ou um texto de alguém, apagando-se a assinatura de seus autores e registrando como de sua lavra sem querer, sem intenção. O plágio é um crime intencional, doloso, portanto. É uma atitude antiética porque desrespeita o direito de paternidade de alguém, porque atenta contra o direito moral de alguém de reivindicar sua autoria sobre algo. É uma conduta que menospreza as demais pessoas, acreditando que a verdade não virá à tona e que todos serão permanentemente enganados.
É preciso sim delatar os plágios, deplorar essas práticas, identificar os infratores e buscar suas punições. No jornalismo, na escola, na academia, no mundo das artes, em todas as esferas onde a originalidade, a primazia, a inovação e o senso criativo são realmente relevantes e definidores. O plágio precisa ser combatido e execrado. Ao menos até definirmos novas noções de autoria e de proteção de direitos aos que criam, aos que recriam e disseminam conteúdos que julgamos relevantes…
últimos dias: pós em jornalismo digital
O prazo termina no próximo dia 5 de março. Portanto, corra!
Ainda estão abertas as inscrições para a especialização em Jornalismo Digital na PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. As aulas começam no dia 19 de abril.
A coordenação do curso é do Marcelo Träsel, e tem entre os docentes nomes como os de Francisco Rüdigger, Marcelo Soares, Eduardo Pellanda, Laurindo Leal Filho… Também fui convidado para dar um seminário sobre Ética no Jornalismo…
Mais informações no site (http://www.pucrs.br/famecos/pos/jornalismodigital) ou pelo Twitter (http://twitter.com/posdigital)
a crítica aos amadores e as mudanças que o jornalismo vem sofrendo
Tão importante quanto compreender as ideias de alguém é perceber de onde se está falando. O lugar de fala é revelador das condições de produção do discurso a ser analisado, entendido, absorvido. Isso porque não existe discurso sem sujeito que o emita e não há sujeito sem ideologia, sem inconsciente, sem posições.
Por isso, não basta ler “O culto do amador” (Ed. Zahar, 2009) e entender quais as razões que levam o seu autor a atacar de forma tão veemente as novas mídias, as redes sociais e o que se convencionou chamar de Web 2.0. É preciso ainda identificar de onde Andrew Keen desfere seus dardos, e uma leitura minimamente atenta permite isso no trecho que destaco abaixo:
“O mais grave de tudo é que as próprias instituições tradicionais que ajudaram a promover e criar nossas notícias, nossa música, nossa literatura, nossos programas de televisão e nossos filmes estão igualmente sob ataque” (p.13)
Para Keen, blogs, sites de relacionamento, twitter e youtube, entre tantos outros, estão colaborando para soterrar o que se criou de cultura de massa e de mediação nos últimos séculos. Uma turba de desordeiros hipertrofiados pela internet e por um espírito anárquico atentam contra “as nossas redes de TV”, contra “os nossos jornais”, e por aí vai. O discurso não só vai na contramão das falas que tecem uma nova Renascença quanto ilude que emissoras de televisão e jornais sejam realmente “nossos”, que realmente difundam “nossos valores” e que sejam uma reflexo da nossa cultura e idiossincrasia.
Assim, e para encurtar a história, a posição de fala do autor é a que confunde as fronteiras do meu e do seu. De repente, a mídia tradicional se converte na última linha de defesa frente aos ataques de hackers. De repente, a mídia tradicional se torna o último bastião diante dos selvagens e seus mouses ópticos.
Não se deve discordar de tudo o que Andrew Keen escreva, mas alguns argumentos são aterrorizantes, pelo menos para mim. Keen advoga o fato de que estamos recheando a web com lixo diversificado, com opiniões não balizadas, com informações não checadas, com pornografia e bizarrices. Estamos “transformando cultura em cacofonia”, e a democratização “está solapando a verdade, azedando o discurso cívico e depreciando a expertise, a experiência e o talento”. E mais: “está ameaçando o próprio futuro de nossas instituições culturais”. Afinal, “o talento é produzido pelos intermediários” – como o próprio Keen foi no início da web, quando ganhava seu rico dinheirinho por lá.
Os argumentos são conservadores, apocalípticos e, em muitas situações, sofismáticos. O alarme soa a cada virada de página, e o leitor se vê diante de exemplos que só demonstram o quão permissiva, perdulária e corrosiva é esta cultura a que bilhões de pessoas estão mergulhadas nos dias de hoje no mundo. Mas por que ler “O culto do amador” mesmo seu conteúdo sendo não totalmente verdadeiro e sua mensagem tão amedrontadora? Porque é justamente o confronto de argumentos que produz o conhecimento e o discernimento. O fato de discordar de Keen não invalida suas posições. Pode inclusive tornar as convicções do leitor mais fortes e bem sustentadas. Keen deve ser lido sim, até pela coragem que exibe. Afinal, ele dá braçadas vigorosas na contracorrente e desdenha de alguns dos mais influentes nomes da internet no momento: Chris Anderson, Dan Gillmor, Tim Berners-Lee, Tim O’Reilly, Pierre Lévy, Jimmy Wales, Brin & Page, etc…
A questão que mais incomoda não é o tratamento do tema pelo prisma moral. Pelo contrário. É isso o que mais me atraiu na leitura: discutir tecnologia por meio do comportamento e da conduta de pessoas. Sim, tecnologia é também um problema moral, um problema de dilemas éticos, para além de violações de direitos e abertura de processos judiciais. O que mais me incomodou foi a assunção de uma posição tutelar, que desacredita da maturidade, inteligência e sensibilidade das pessoas para discernir caminhos, discutir soluções e estabelecer novos padrões de conduta. Vejam o que Keen escreve lá pelas tantas:
“Minha posição é que somos facilmente seduzidos, corrompidos e desencaminhados. Em outras palavras, precisamos de regras e regulamentos para ajudar a controlar nosso comportamento online, assim como precisamos de leis de trânsito para regular o modo como dirigimos a fim de proteger a todos contra acidentes. (…) O fato é que uma regulação modesta da internet funciona” (p.183)
É aí que mora o perigo: não se acreditar no potencial humano, no debate do coletivo, na nossa capacidade de resolver os próprios problemas. Se não somos capazes, precisamos de tutela, de um poder central e superiormente hierárquico que nos bote de castigo, que nos prive de “nossos privilégios”, que decida por nós. É aí que Keen marca bem o seu território e se distancia do que pensam os que acreditam numa inteligência coletiva, num projeto coletivo de comunicação, numa equação mais colaborativa de vida.
As críticas de Andrew Keen avançam sobre o sistema de compartilhamento de arquivos, sobre a cultura do download, sobre o chamado “jornalismo cidadão”, sobre a enciclopédia virtual editada por não-especialistas, etc… Sim, a educação, a comunicação e o jornalismo vêm sofrendo profundas transformações nesses poucos anos. Os saberes já não são mais o que eram. A informação escorre pelos dedos de todos, e os intermediários precisam redefinir seus papéis. Não só os professores em salas de aula onde em muitos temas os alunos sabem mais que os mestres. Mas no ecossistema informativo, onde os jornalistas não são mais as únicas bases difusoras do noticiário. É preciso se reinventar, chacoalhar o acomodado, permitir-se a instabilidade e a incerteza. Esta é uma era calcada nas incertezas…
Keen não erra ao vestir a fantasia do arauto do apocalipse; apenas se equivoca ao dizer que tem a solução para toda a tribo. Keen não erra ao se assumir um moralista, mas derrapa feio no niilismo que vê nos usuários do sistema meros números de IP. Outras pessoas poderiam ter cometido esse deslize, mas Keen não. Ele presenciou o nascimento da internet no Vale do Silício, se beneficiou com isso, ajudou a difundir uma cultura e sabia muito bem o que estava fazendo. Xingar cada internauta que posta seu vídeo caseiro no YouTube de “amador” não é ofensivo. As fronteiras que separam amadores de profissionais, leigos de especialistas se demarcam a cada momento. Elas não foram simplesmente varridas do planeta: apenas tornaram-se móveis, elásticas e dinâmicas. A terra gira, senhor Keen. Pode-se comprovar isso não olhando pro chão, mas pro céu, onde estão os sonhos e os devires…
uma espiadinha nas capas dos jornais: e o arruda, hein?
O Dia – Rio de Janeiro
“Um, dois, três! Arruda no xadrez!”
Extra- Rio de Janeiro
“Arruda não vem para o desfile da Beija-Flor. Foi preso”
Correio Braziliense – DF
“Arruda é preso. DF sob ameaça de intervenção”

Hoje em Dia – Belo Horizonte
“Arruda atrás das grades”

últimos dias: pós em edição em jornalismo
Já estão abertas as inscrições para a especialização em Edição em Jornalismo na Unisc, em Santa Cruz do Sul. O prazo para as matrículas termina em 14 de março!!!
As aulas começam em 9 de abril.
A coordenação do curso é do Demétrio Soster, e tem entre os docentes nomes como os de Antônio Fausto Neto, Carlos Eduardo Franciscato, Marcelo Träsel, Marcia Franz Amaral, Tattiana Teixeira, Marcos Santuário… Fui convidado para dar um seminário sobre aspectos éticos na edição…
Informações no site (http://www.unisc.br/pg/2010/cursos/edicao_jornalismo.html) ou no Twitter (http://twitter.com/posedicao)
objethos entrevista alberto dines
O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) acaba de publicar uma entrevista exclusiva com o jornalista Alberto Dines, o decano da media criticism no Brasil. Na conversa, Dines fala sobre o fim da obrigatoriedade de diploma para a carreira, sobre o alardeado fim do jornalismo e outros tantos assuntos palpitantes.
Para quem não sabe, no finalzinho do ano passado, Dines relançou seu livro O papel do jornal. A nona edição não é apenas uma reimpressão da obra, mas uma atualização de um livro que já conta 35 anos nas prateleiras e na bibliografia nacional. Indispensável à época em que surgiu – em plena crise do papel de imprensa em 1974; indispensável hoje, em plena crise do papel da imprensa e do jornalismo na vida social contemporânea.
A entrevista foi concedida ao repórter Marcelo Barcelos, mestrando em Jornalismo da UFSC.
o jornalismo precisa de novos pactos
A informação recente de que os maiores jornais brasileiros tiveram queda de 6,9% em sua circulação no ano passado pode precipitar as discussões sobre a crise dos impressos por aqui. Eu mesmo me surpreendi de ver títulos que antes pareciam tão sólidos em suas trajetórias e que agora amargavam números menores de exemplares. No fundo, no fundo, o burburinho em torno de uma crise dos jornais e – em casos mais apocalípticos e exagerados – do fim dos mesmos não envolve apenas a dimensão financeira. Isto é, embora se dê uma importância demasiada à sustentabilidade da indústria e a permanência de padrões de consumo de décadas, há uma discussão que está por trás disso tudo: o jornalismo como o conhecemos estaria com os dias contados?
Colocado dessa maneira, a crise dos jornais não é apenas um problema econômico, mas cultural, de consumo de informações, de posicionamento na sociedade. É também uma crise de confiança. Podemos acreditar nos jornais como os fieis depositários de nossas crenças e valores como o fazíamos antes? Podemos deixar para os jornalistas a missão de nos informar e tapar os ouvidos diante do canto da sereia 2.0? Estamos dispostos a pagar por informação em uma época de grande abundância dessa commodity? Queremos manter uma indústria conservadora e paquidérmica, como a dos jornais, sempre muito resistente aos ventos de mudança?
A crise dos jornais é, antes de financeira, uma crise de confiança, afinal já não se confere a esses meios a autoridade e a credibilidade de antes. Num estudo recente da Edelman, pode-se perceber que as instituições em geral têm sofrido com quedas constantes de seus níveis de confiança popular. Embora se queixe sempre dos políticos, até mesmo o governo goza de mais confiança do que a mídia. A pesquisa é realizada pela décima vez e envolve 22 países, incluindo o Brasil. Segundo a Edelman, todas as fontes de informação viram suas confiabilidades declinarem de 2009 para 2010.
Nos países emergentes, por exemplo, a confiança em TV e jornais caiu 15 pontos em dois anos!
Claro que isso é apenas uma amostra, já que o estudo da Edelman ouve uma parte da elite que forma opinião e que toma decisões. Mas a queda nas tiragens e nos índices de audiência, a migração das verbas publicitárias, e o declínio da confiança apontam para mudanças urgentes no panorama, no negócio de se produzir e distribuir informações.
O jornalismo precisa de novos pactos. Precisa demonstrar novamente aos públicos que é digno de confiança, de que seus produtos e serviços não apenas são de qualidade, mas que são essenciais para se viver nos dias de hoje. O jornalismo precisa resgatar a credibilidade, adotando posturas mais transparentes, mais equilibradas e mais focadas no interesse coletivo de seus públicos. Não é fácil, mas o jornalismo precisa se reinventar. Em tempos pragmáticos como os nossos, é cada vez mais necessário que o jornalismo se mostre útil, imprescindível, inalienável. Isso significa dizer que a crise do jornalismo é contra o descarte, contra a substituição por outras formas de informação.
Sim, me parece que o jornalismo precisa restabelecer novos pactos com seus públicos. Ao menos para mim, a reinvenção do jornalismo – e sua consequente sobrevivência e manutenção – passa não apenas pela adoção de sistemas mais tecnológicos de difusão e produção, mas por redimensionar em que bases vai se apresentar como algo essencial para o público.
ensino de jornalismo: o que esperar?
Acho que, aqui no Brasil, discutimos pouco o ensino de jornalismo. Acho não, tenho certeza.
Prova maior é a rara bibliografia que temos sobre o assunto, a escassez de eventos que se debrucem sobre essa problemática e a quase inexistência de canais para difundir debates e ideias.
Sim, há poucos livros sobre ensino de jornalismo em particular e de comunicação em geral. E isso reflete o fato de que temos pouca gente pesquisando e pensando mais detidamente isso. Sim, exceto pelos encontros do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo e por algumas iniciativas da Intercom, quase não vemos por aí eventos que discutam pedagogias, didáticas, materiais e estratégias de ensino. Sim, também são poucas as revistas científicas que tratam de ensino. A revista “Educação e Comunicação”, editada pela ECA/USP desde 1994, é uma das exceções raras. A “Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (Rebej)”, do FNPJ, por sua vez, não sai há anos e parece ter desaparecido antes mesmo de se tornar uma referência para a área.
Combinados, esses fatores contribuem para um preocupante marasmo no campo da Comunicação em geral e no Jornalismo em particular.
Para os desavisados, ingênuos e recém-chegados, a ilusão é de que está tudo bem com o ensino, e que nossas escolas são referências internacionais na formação dos profissionais. Diante da maravilha, só o paraíso.
Mas sabem professores e alunos, pesquisadores ou não, que o ensino da área carece ainda de muita discussão, de estudos aprofundados, da circulação de experiências bem sucedidas, do compartilhamento de práticas inovadoras, e da adoção de novos paradigmas que sustentem um ensino efetivo e transformador.
E como é que se convence a comunidade acadêmica a fazer isso?
Não sei.
Só sei que é necessário. E urgente. E vejo que outros países transformam a preocupação em ação. Esta semana, por exemplo, dois contundentes e relevantes textos circularam em sites norte-americanos. Seth C. Lewis se perguntou no Nieman JournalismLab, da Universidade de Harvard: “Pra que servem as escolas de jornalismo?” A questão de Lewis vem do Texas, mas vai além do Canal do Panamá e se espalha por toda a parte… Da Califórnia, Dan Gillmor se arrisca em responder, apontando para o que suas notas rascunham: “O futuro do ensino de jornalismo”.
É certo que as realidades brasileira e norte-americana são muito distintas, e seus sistemas de ensino mais ainda. Mas é interessante ver o que os professores de lá pensam, e como pensam suas escolas. Aqui, as interlocuções parecem ainda muito restritas e eu gostaria que fosse diferente. Isso porque meu palpite é de que teremos um jornalismo melhor quando estivermos abastecendo o mercado de trabalho com grandes contigentes de excelentes ex-alunos. Eles é que podem mudar nossas redações e nossa mídia, não posts angustiados como este…
a crise dos jornais chegou ao brasil?
Notícia veiculada hoje no Meio & Mensagem coloca mais fogo na fogueira que discute o futuro do jornal como negócio viável no ambiente pós-mídia. A matéria é assinada por Alexandre Zaghi Lemos, e reproduzo abaixo:
CIRCULAÇÃO DOS MAIORES JORNAIS BRASILEIROS CAIU 7% EM 2009!
Caiu 6,9% a circulação somada dos 20 maiores jornais diários brasileiros em 2009. Apenas seis conseguiram melhorar seus desempenhos de acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). São eles: Daqui (31%), Expresso da Informação (15,7%), Lance (10%), Correio Braziliense (6,7%), Agora São Paulo (4,8%) e Zero Hora (2%). Mantiveram-se estáveis Correio do Povo, A Tribuna e Valor Econômico, que encerraram o ano passado com circulações bem próximas às do fechamento de 2008.Onze títulos viram seus números encolherem durante 2009. Os dois que mais caíram foram os do Grupo O Dia, do Rio de Janeiro: O Dia (-31,7%) e Meia Hora (-19,8%). Também tiveram quedas Diário de S. Paulo (-18,6%), Jornal da Tarde (-17,6%), Extra (-13,7%), O Estado de S. Paulo (-13,5%), Diário Gaúcho (-12%), O Globo (-8,6%), Folha de S. Paulo (-5%), Super Notícia (-4,5) e Estado de Minas (-2%).
Não houve alterações significativas nas posições do ranking, a não ser a evolução contínua de títulos populares como o Dez Minutos, de Manaus, que estreia na 17ª posição, com média diária de 60 mil exemplares – não considerados na conta de queda de 6,9%, pois foi lançado no final do ano passado.
A liderança continua com a Folha de S. Paulo (média diária de 295 mil exemplares), seguida por Super Notícia (289 mil), O Globo (257 mil) e Extra (248 mil). Em quinto lugar está O Estado de S. Paulo (213 mil), à frente do Meia Hora (186 mil) e dos gaúchos Zero Hora (183 mil), Correio do Povo (155 mil) e Diário Gaúcho (147 mil). O top 10 se completa com o Lance (125 mil).
Me chama a atenção a queda na circulação de jornais que antes sustentavam a indústria por aqui, notadamente o Meia Hora, o Extra, o Diário Gaúcho e o Super Notícia. Eles fazem parte de um segmento que a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) chamou de “populares de qualidade”, associados a jornais de rápida leitura, com venda exclusiva em bancas, a preços abaixo dos 2 reais, e com linguagem direta e chamativa.
Pois bem, se os “populares de qualidade” eram a última resistência diante da alardeada crise dos jornais impressos no mundo, a indústria brasileira pode estar ingressando o ano num período duro para sua sobrevivência. Além da crise financeira mundial e da emergência voraz das redes sociais e de formas de informação gratuitas, um outro fator poderia contribuir ainda mais com a queda nas tiragens: a expansão da banda larga entre usuários comuns domésticos… É a tal regra dos 30%, onde se sinaliza que quando um mercado atinge esse patamar de cobertura de banda larga, os jornais começam a sofrer.
Se a regra dos 30% funcionará por aqui e se os jornais estarão amargando o início de uma crise sem precedentes, ainda não se sabe. O que se sabe é que é cada vez mais urgente uma revisão não apenas da sustentabilidade desses segmentos informativos, mas sua própria função dentro de um contexto de consumo midiático como o que temos hoje em dia…
códigos de ética de todos os cantos
Se o seu interesse passa pela ética jornalística, por discussões sobre deontologia e por reflexões sobre a conduta dos jornalistas, a dica é passar pelo Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) que acaba de retornar das férias escolares com uma lista de códigos deontológicos do mundo todo. Nesta primeira edição, são 30 documentos em português e inglês. Mas a equipe promete mais novidades nas próximas semanas…
Acesse na seção Códigos.
3 ideias dispersas sobre pesquisas em blogs
Daqui a pouco participo de uma mesa que debate Cibercultura e as pesquisas sobre blogs e conversações, ao lado de Sandra Montardo, André Lemos, Henrique Antoun e com moderação do Sérgio Amadeu.
Minha curta fala vai se apoiar em três ideiazinhas sobre as pesquisas que se vem fazendo sobre blogs. Claro que os poucos minutos que terei não vão me permitir fazer um panorama da coisa, mas não é o que quero fazer, e sei que tem gente em melhores condições disso. Vou centrar meu foco nas pesquisas que se faz na área da Comunicação e mais detidamente no Jornalismo.
Primeira ideia: ao contrário do que se pensa no campo da Comunicação, a maior parte das pesquisas acadêmicas sobre blogs ou tendo blogs como suporte de visibilidade de fenômenos NÃO É FEITA NA COMUNICAÇÃO. Uma rápida pesquisa no Portal de Teses da Capes mostra que saem mais mestrados e doutorados em Linguística/Letras/Literatura sobre o tema do que em qualquer outro lugar. Essa diversidade abre portas para uma série de outros insights.
Segunda ideia: as pesquisas dos últimos oito ou nove anos sobre blogs ajudou a academia a perceber as crises contemporâneas no jornalismo. Se a queda maciça de tiragem nos jornais ainda não aportou no Brasil, o signo da crise só foi pairar sobre as cabeças dos pesquisadores da área graças à atenção que deram aos blogs como instrumentos de comunicação, difusores de informação e opinião. Os blogs, para os pesquisadores da Comunicação, deram o primeiro lampejo de uma crise existencial que se acomodou sobre as redações. Depois vieram as redes sociais, que só tornaram a situação mais aguda, o nervo mais exposto. Então, a pesquisa sobre blogs foi a ponta do iceberg de um novo continente que hoje se descortina na academia: a reflexão sobre o jornalismo, a sua natureza, as suas bases, e as mudanças que fazem tremer o seu chão. Não que isso não interessasse a pesquisadores antes, mas agora é bem evidente essa preocupação.
Terceira ideia: cada vez mais me convenço de que não estaremos pesquisando blogs daqui a dez anos. Não com o mesmo vigor. Não com o mesmo ímpeto. E talvez com um objeto de pesquisa totalmente reconfigurado. Quer dizer: acho que o blog é uma mídia de transição. Futurologia minha? Não, é apenas um palpite, uma pequena convicção.
Como disse, falarei desses três pontos daqui a pouquinho na Campus Party 2010. Se as ideias evoluírem e se assentarem, escrevo mais em seguida…
(Ficou curioso? Então, assista por aqui: http://tv.campus-party.org)
fórum de professores de jornalismo ainda recebe artigos
Repassando…
Prosseguem abertas, até o dia 1º de março, as inscrições de trabalhos para o IX Ciclo Nacional de Pesquisa em Jornalismo.O evento integra a programação do 13º ENPJ (Encontro Nacional de Professores de Jornalismo), promovido pelo FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo), que acontece de 21 a 23 de abril em Recife (PE), na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco), que terá como tema “Ensino de Jornalismo: Novas Diretrizes e Novos Cenários Jurídicos, Profissionais, Tecnológicos e Econômicos”.
Os trabalhos podem ser apresentados nas modalidades de comunicação científica, relato (resumo expandido) e pôster, em um dos seguintes Grupos de Pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e de teorias do jornalismo; pesquisa na graduação; produção laboratorial/eletrônicos; produção laboratorial/impressos; projetos pedagógicos e metodologias de ensino.
Mais informações sobre as modalidades – comunicação científica, relato e pôster – e formatação dos trabalhos podem ser encontradas no site www.fnpj.org.br
campus party, lá vou eu!
Como já adiantei, participo este ano da Campus Party.
Estou entusiasmado e ansioso para o debate “Cibercultura e pesquisas sobre blogs e conversações” ao lado da Sandra Montardo, de André Lemos, do Henrique Antoun e com moderação do Sérgio Amadeu. Havia preparado uma fala mais acadêmica e chatérrima. Ontem, uma vozinha interior me aconselhou a mudar o tom. Revisei meus pontos e espero não fazer ninguém dormir a partir das 14 horas…
Alinhavei duas ou três ideias sobre a pesquisa brasileira sobre blogs e sobre jornalismo, a área em que me sinto mais confortável para falar. Devo comentar um pouquinho do que se vem fazendo em termos de pesquisa mais longas no país em outras áreas também, como na Educação, na Comunicação e em Letras/Linguística/Literatura. Não preparei nenhuma provocação, mas talvez as duas ou três ideias que eu compartilhe na mesa causem alguma reação.
Escrevo mais sobre isso na sequência…
já são mais de 200 na lista do twitter
O Twitter soluçou hoje cedo por conta do novo terremoto no Haiti, mas tudo indica que o sistema se estabilizou. Na torcida para que não tenha havido novas vítimas no país já devastado, informo que a nossa lista de pesquisadores brasileiros da comunicação que estão no Twitter já passou dos 200 contatos!
Sigamos nos interligando. Pois comunicar é unir…
lista do twitter também em portugal!
A lista dos pesquisadores brasileiros em comunicação no Twitter, lançada ontem neste blog, está crescendo de forma exponencial. Em pouco tempo, já temos mais de 150 contatos. De Portugal, o colego Pedro Jerónimo fez o mesmo e está incentivando a composição de uma lista análoga, mas com os pesquisadores do lado de lá do Atlântico. Para acompanhar, veja aqui.
Aproveito para agradecer os muitos colegas que têm dado sugestões de inclusão. Como disse antes, este é um projeto de inteligência coletiva, de agregação e disseminação de conteúdos que pretendem ser relevantes e úteis.
pesquisadores da comunicação no twitter (versão 43 – ampliada e atualizada)
A lista que segue não é um manual definitivo, mas apenas um apanhado geral dos pesquisadores brasileiros do campo da Comunicação que têm páginas pessoais no Twitter. Por isso, esta lista está em constante atualização e expansão.
Se você é pesquisador da área e não está aqui, por favor, mande seus dados para que seja incluído. Se conhece alguém que não está relacionado abaixo, faça o mesmo, e me mande um email, sugerindo novas adições.
Já são 368 links!
ABCiber: http://twitter.com/ABCiber
Aberje: http://twitter.com/aberje
Abrapcorp: http://twitter.com/abrapcorp
ABRP: http://twitter.com/abrpsp
Adriana Alves: http://twitter.com/adrianaalves
Adriana Amaral: http://twitter.com/adriaramal
Adriana Baggio: http://twitter.com/adribaggio
Adriana Omena Santos: http://twitter.com/acomena
Adriana Santana: http://twitter.com/adrianasantana
Adriana Santiago: http://twitter.com/DricaSantiago
Afonso Albuquerque: http://twitter.com/afonsoalbuq
Agda Aquino: www.twitter.com/agdaaquino
Alberto Marques: http://twitter.com/alberto_marques
Alcino Moura: http://twitter.com/alcinomoura
Alec Duarte: http://twitter.com/alecduarte
Alessandra Carvalho: http://twitter.com/alesscar
Alex Primo: http://twitter.com/alexprimo
Alexandre Barbosa: http://twitter.com/prof_alexandre
Alexandre Lenzi: http://twitter.com/alexlenzi
Alexandre Nonato: http://twitter.com/AleNon1978
Alexandre Perger: http://twitter.com/AlexandrePerger
Alexandre Rocha da Silva: http://twitter.com/arsrocha
Alfredo Costa: http://twitter.com/alfredo_costa
Aline de Campos: http://twitter.com/alinedecampos
Amanda Nogueira: http://twitter.com/mandraberry
Ana Cirne: http://twitter.com/anacirne
Ana Elisa Ribeiro: http://twitter.com/anadigital
Ana Erthal: http://twitter.com/anaerthal
Ana Flávia Camboim: http://twitter.com/flaluna
Ana Maria Brambilla: http://twitter.com/anabrambilla
Ana Maria Guimarães Jorge: http://twitter.com/anaguijor
Ana Paula Penkala: http://twitter.com/penkala
Ana Prado: http://twitter.com/Ana_Prado
Ana Priscila Clemente: http://twitter.com/apriscila
André de Abreu: http://twitter.com/andredeabreu
André Deak: http://twitter.com/andredeak
André Holanda: http://twitter.com/andreholanda
André Lemos: http://twitter.com/andrelemos
André Luiz Covre: http://twitter.com/andrecovre
André Pecini: http://twitter.com/andrepecini
Andre Stangl: http://twitter.com/astangl
Andrea Cattaneo: http://twitter.com/AndreaCattaneo
Andrea Fernandez: http://twitter.com/ferrazfernandez
Andreza de Lima Ribeiro: http://twitter.com/andlrt
Angela Loures: http://twitter.com/AngelaLoures
Angela Lovato: http://twitter.com/angelalovato
Angela Pryston: http://twitter.com/prysthon
Ariane Diniz: http://twitter.com/aridiniz
Assoc. Pesquisadores em Jornalismo: http://twitter.com/sbpjor_net
Avery Veríssimo: http://twitter.com/averyverissimo
Beatriz Bretas: http://twitter.com/beatrizbretas
Beatriz Polivanov: http://twitter.com//bea_trixxx
Ben-Hur Correia: http://twitter.com/benhur_correia
Ben-Hur Demeneck: http://twitter.com/demeneck
Beth Saad: http://twitter.com/bethsaad
Bia Martins: http://twitter.com/biacm
Bruna Barcellos: http://twitter.com/brunalbarcellos
Camilo Aggio: http://twitter.com/camilo_aggio
Candida Nobre: http://twitter.com/candidanobre
Carla Rabelo: http://twitter.com/carlarabelo
Carla Rizzotto: http://twitter.com/carlarizzotto
Carla Schwingel: http://twitter.com/caru
Carlos D’Andrea: http://twitter.com/carlosdand
Carlos Eduardo Franciscato: http://twitter.com/franciscato
Carlos Falci: http://twitter.com/chfalci
Carlos Nepomuceno: http://twitter.com/cnepomuceno
Carlos Tourinho: http://twitter.com/carlostourinho
Carmen Abreu: http://twitter.com/carmenabreug
Carolina Terra: http://twitter.com/carolterra
Catarine Sturza: http://twitter.com/CatarineSturza
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Claudia Nonato: http://twitter.com/Claudia_Nonato
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liberdade de informação em 14 países
Acaba de sair em português o livro Liberdade de Informação: um Estudo de Direito Comparado, de Toby Mendel. A iniciativa é uma aproximação das realidades e marcos regulatórios da área em quatro continentes: América, Europa, Ásia e África.
A iniciativa é do setor de Comunicação e Informação do escritório da UNESCO no Brasil, com o apoio da Secretaria Estadual de Planejamento de Mato Grosso. O livro tem versões online (baixe aqui) e impressa, e a tradução para o português foi feita a partir da segunda edição, revisada e ampliada da obra.
Leitura obrigatória para quem se interessa por regulação de mídia, liberdade de imprensa, legislação da comunicação, democracia e desenvolvimento, e assuntos ligados.
formação de professores de comunicação
Uma das queixas mais frequentes de alunos nos cursos de Comunicação por aí se refere ao preparo (ou despreparo) dos professores. Na verdade, entre os próprios professores, há uma consciência de que muitos que estão para ensinar foram ótimos profissionais, mas nem sempre são bons mestres. Neste campo, para sermos bem sinceros, há muita coisa a fazer. Por isso, me chamou bastante a atenção o esforço da Intercom para ajudar a formar novos pesquisadores e jovens mestres. Veja os módulos que serão oferecidos ainda este mês no Programa Intercom Jovem:
Módulo 1. Campo da Comunicação: Iniciação Crítica
Período: 18 a 22 de janeiro de 2010
Dia 18 – Segunda
9h – 12h – Epistemologia e Taxionomia da Comunicação – Anamaria Fadul
14h-17h – Teorias da comunicação: Forâneas e Mestiças – Antonio Hohlfeldt
Dia 19 – Terça
9h-12h – Correntes metodológicas da pesquisa em comunicação – Maria Immacolata V. Lopes
14h-17h – Pedagogia da Comunicação: Ensino/Aprendizagem – José Marques de Melo
Dia 20 – Quarta
9h-12h – O estudo da Propaganda – Adolpho Queiroz
14h-17h – O estudo do Audiovisual: Cinema e Televisão – Patricia Moran
Dia 21 – Quinta
9h-12h – O estudo do Jornalismo – Carlos Chaparro
14h-17h – O estudo da Comunicação Organizacional: Relações Públicas – Margarida Kunsch
Dia 22 – Sexta
9-12h – O estudo da Editoração: Livro e Multimídia – Sandra Reimão
14h-17h – O estudo do Radio e da Mídia Sonora – Antonio Andrade
Módulo 2. Introdução ao Pensamento Comunicacional Brasileiro
Período: 25 a 29 de janeiro de 2010
Dia 25 – segunda-feira
Panorama
9h-12h – Itinerário do Pensamento Comunicacional Brasileiro – Francisco de Assis
Pioneiros
14h-17h – O Pensamento Paulofreireano – Cicilia Peruzzo
Dia 26 – Terça-feira
9h-12h – O Pensamento Pauloemiliano – Ismail Xavier
14h-17h – O Pensamento Beltraniano – Cristina Schmidt
Dia 27 – Quarta-feira
9h-12h – O Pensamento Flusseriano – Norval Baitello Junior
Inovadores
14h-17h – Leituras Interdisciplinares de Isaac Epstein – Arquimedes Pessoni
Dia 28 – Quinta-feira
9h-12h – Leituras Midiocêntricas de Marques de Melo – Maria Cristina Gobbi
14h-17h – Leituras Semióticas de Lúcia Santaella – Antonio Adami
Dia 29 – Sexta-feira
9h-12h – Leituras Sistêmicas de Gaudêncio Torquato – Rose Vidal
14h-17h – Leituras Antropocêntricas de Muniz Sodré – Osvando Morais
Custa R$ 600,00, mas se for sócio da Intercom pode ficar pela metade.
Mais informações pelo email: intercomjovem@intercom.org.br
pós em jornalismo digital na puc-rs!
A partir de hoje estão abertas as inscrições para a especialização em Jornalismo Digital na PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. A seleção dos candidatos vai até 5 de março e as aulas começam no dia 19 do mesmo mês.
A coordenação do curso é do Marcelo Träsel, e tem entre os docentes nomes como os de Francisco Rüdigger, Marcelo Soares, Eduardo Pellanda, Laurindo Leal Filho… Também fui convidado para dar um seminário sobre Ética no Jornalismo…
Mais informações no site (http://www.pucrs.br/famecos/pos/jornalismodigital) ou pelo Twitter (http://twitter.com/posdigital)