prêmio adelmo genro: última semana

Restam apenas sete dias para o final do prazo de inscrição para a quarta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. A premiação é concedida pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e é  voltada a trabalhos que tenham sido elaborados durante o ano de 2008.

São três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Uma quarta categoria (Sênior) é atribuída a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da SBPJor, e os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br Entre as novidades deste ano está a composição das comissões avaliadoras por três membros, e a possibilidade de envio de trabalhos de iniciação científica em co-autoria.

Os resultados têm anúncio previsto para 6 de outubro. Os vencedores de cada categoria e seus respectivos orientadores recebem seus diplomas de mérito durante o 7º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, em novembro em São Paulo.

Mais informações: http://www.sbpjor.org.br/sbpjor/?page_id=421

Reforçando: inscrições no PAGF 2009 até 10 de agosto!!!

sala de prensa, 118: na rede!

Já está disponível a nova edição de Sala de Prensa. Parabéns, Gerardo Albarrán de Alba, pela longevidade desta importante referência!!!

O sumário 118 é o que segue:

  • Venezuela – Proyecto de Ley Especial contra Delitos Mediáticos
  • La prensa frente al crimen organizado: Periodistas, no voceros – Pascal Beltrán del Río
  • Análisis del seguimiento contra la libertad de expresión en México – Karina Coronado Cruz, Nubia C. Salas Lizana y Karla E. Aguilar Padilla
  • O Jornalismo entre a dúvida e a incerteza: reflexões sobre a natureza da atividade – Rogério Christofoletti
  • Los 21 puntos clave para una nueva ley de comunicación – Carlos A. Camacho
  • Aportes al pluralismo informativo – Daniel G. Gutman
  • El periodismo sin palabras – Isabel Cerón y Germán Perlaza Rúa
  • Periodismo literario: entre el mito y la verdad – Luis Raúl Vázquez Muñoz
  • Ten Years Later July 2009: Revisiting the Death of Photojournalism – Dirck Halstead

ainda sobre jornalismo visual…

Tattiana Teixeira, que sabe muito mais de infografia do que eu, avisou a mim e ao Clóvis Geyer que as mudanças na Superinteressante tinham sido ocasionadas pelas “mudanças radicais editoriais e gráficas da Galileu”. A twittada dela me fez pensar e passar numa banca de revistas para conferir…

Sim, Tattiana tem razão. Não se pode julgar alterações num produto levando-se em conta apenas as motivações internas. Aspectos mercadológicos são fundamentais. E no caso da Super, claro, que reformas na concorrente direta – editada pela Globo e que está completando 18 anos este mês – foram determinantes para os ajustes a que mencionei antes. Na verdade, sempre, um conjunto de fatores internos e externos, estruturais e conjunturais fazem com que as empresas se modifiquem, alterem suas rotinas e redimensionem seus produtos e serviços.

A edição de agosto de Galileu também é muito visual. Recorre a infográficos, a cores, a ícones, mas não o faz em detrimento dos longos textos, mesmo quando justificado. Super parece apostar nisso. Galileu sofreu reformas e está mais visual, mas não abriu mão da extensão das palavras. Basta comparar as edições deste mês e perceber – sem cálculo, sem nada – que Galileu oferece muito mais unidades de informação verbal do que a concorrente da Abril. Por um preço ligeiramente menor, diga-se…

Isso faz da Galileu melhor? Não necessariamente. Se os textos forem bons, e funcionarem como “ferramentas” melhores para se contar histórias, tanto melhor. Se não, não. Pessoalmente, acompanho mais a Super que Galileu, mas no conjunto, a revista popular de ciência da Globo está muito mais interessante que a própria Superinteressante… Pautas, enfoques, angulações e textos estão bem mais instigantes…

No post anterior, eu destacava a aposta de Super, como um lance de ousadia pelo jornalismo visual. Talvez a estratégia se mostre equivocada. Mas os passos de Galileu sinalizam que não. Galileu também está mais atraente, visual, chamativa, sedutora aos olhos. Por aí, já se disse no mercado e na academia que o jornalismo visual era uma das tendências mais fortes dos próximos anos para a área. Adriana Alves, do ótimo blog Infografia em Base de Dados, citou diversos exemplos num comentário a este blog que bem demonstram tais tendências…

super muda pra continuar a mesma

É com a frase do título que o redator-chefe da Superinteressante, Sérgio Gwercman, justifica o conjunto de mudanças pelas quais passou a revista a partir do número que está nas bancas. Quer dizer: a Super mudou para manter-se no jogo, para reforçar seu espírito de sempre.

Se você não viu ainda a edição 268 – de agosto de 2009 -, eu dou o serviço: as mudanças são mais de forma que de conteúdo. Isto é, com exceção do surgimento de uma ou duas novas seções, a estrutura da publicação continua a mesma. O que se percebe a olhos vistos é um novo projeto gráfico e a assunção de uma vocação histórica da revista: os infográficos. Quem acompanha a Super sabe que a publicação sempre foi jovial e sempre, sempre investiu pesado em infográficos de peso, que geralmente ocupavam as páginas centrais, juntinho aos grampos, estrategicamente ali colocados para serem destacados e se tornarem pôsteres. Esses infográficos tomavam duas páginas e o leitor – como os da Playboy – precisavam virar 90 graus a revista para acompanhar os detalhes.

A coisa era tão bem feita que houve um tempo em que a Super era a única publicação brasileira a trazer nas matérias a assinatura do repórter, do fotógrafo/ilustrador e do designer da página!

Pois bem, a Super – segundo Gwercman – agora traz mais e mais infográficos. E é verdade. Não apenas esses gigantes, mas outros menores, ocupando uma página ou menos. O fato é que se percebe que a redação decidiu colocar matérias e infográficos no mesmo patamar. Com isso, não uma mas várias vezes, o leitor vai encontrar arranjos tipográficos, soluções gráficas e muito visualmente trabalhadas ao invés de um texto corrido. Isso é uma mudança e tanto! Vou repetir: o jornalismo visual ganha espaço e divide as páginas da Super com o jornalismo de texto tradicional, bem redigido e tal.

É cedo para dizer se isso vai dar certo e se essa é a melhor forma de se adaptar a novos tempos de jornalismo e de mídia renovada.

Mas é curioso perceber que a Super faz isso para se manter firme e forte. Ao mesmo tempo em que permite que qualquer leitor acesse seu farto conteúdo na internet, apela para uma estratégia inteligente para reembalar seu conteúdo para o suporte impresso. No site, há infográficos também. Mas não se compara ao prazer de vê-los em papel de revista. Prazer mesmo!

Eu disse há pouco que é curioso perceber esse caminho, pois nos anos 80 a sedução pelos olhos foi a saída para uma certa reinvenção dos jornais. A Folha de S.Paulo seguiu os passos do USA Today, que buscou na TV uma nova diagramação para suas páginas, abrindo fotos em mais colunas, recorrendo à cor e reforçando a narrativa do texto com gráficos… Àquela época, os jornais copiavam a linguagem da TV para aumentar seu tempo de sobrevivência. Como o animal que mimetiza seu predador para não ser devorado por ele.

No caso da Super, não se trata de copiar a TV novamente. Mas de reforçar nas páginas impressas uma vocação da revista, um jornalismo visual que parece funcionar muito bem no suporte de papel e não na tela. Com isso, a Super oferece conteúdos semelhantes, mas embalados de forma distinta na web e nas bancas. Não é mais o mimetismo da presa, mas a encarnação de uma pelagem para se fazer notar, como os espécimes que se transformam para seduzir e acasalar. Namorar com o leitor, no caso. Me parece inteligente, ousado, arriscado.

É bem verdade, não gostei tanto das tipologias adotadas pelo novo projeto gráfico. Mas a revista continua superatraente. De qualquer forma, é bom acompanhar o desenrolar dessa história. Ao invés de sentar, cobrir a cabeça com o véu e chorar diante do alardeado cadáver do jornalismo impresso, tem gente que está é sacudindo o caixão e bagunçando o coreto do velório…

ética e certificação de blogs e sites

A dica é rápida e ligeira: Alex Gamela reproduz entrevista que deu a uma acadêmica onde discute a idéia de certificação de qualidade para sites e blogs, bem como um selo de ética online. Vale ler e pensar sobre…

com o twitter, quem precisa de jornais?

Chris Anderson, o editor da Wired, dá uma paulada na moleira da mídia tradicional. Em entrevista a Frank Hornig, do Salon.com, o autor de A Cauda Longa fala de jornalismo, de modelos de negócio que podem ajudar a sustentar a indústria de mídia e sobre o tamanho da economia da internet. O título da entrevista é provocativo: quem precisa dos jornais quando se tem o Twitter?

O homem por trás de uma das mais prestigiadas publicações (impressas) sobre tecnologia é categórico. Quando se detém para discutir o futuro da comunicação, não usa mais palavras como “jornalismo”, “mídia” e “notícias”. Para ele, esses termos ajudaram a definir o padrão de difusão informativa no século XX e hoje já precisariam ser substituídas, porque o cenário mudou.

A entrevista é interessantíssima, deve ser lida com atenção, e guardada para conferirmos possíveis erros e acertos nos prognósticos.

sbpjor prorroga prazo para trabalhos

Reproduzo informe da Diretoria Científica da SBPJor:

A SBPJor decidiu prorrogar em uma semana a inscrição de trabalhos para o VII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo. O prazo passa a ser 10 de agosto.

O sistema de inscrições está em http://www.sbpjor.org.br/artigos2009

O site do evento também está no ar: http://sbpjor.org.br/evento

em tempos de gripe a, como atua a mídia?

Vivemos dias complicados para os governos e as redações, né mesmo?

Imagine que diante da pandemia de gripe A, os administradores públicos precisam informar a população, convencer o cidadão comum a adotar procedimentos de segurança e ainda repassar novidades aos agentes de saúde, por exemplo. A imprensa, por sua vez, também tem um papel estratégico nesta situação: disseminar massivamente as informações que realmente interessam, atualizar o noticiário, acompanhar os movimentos dos governos para ver se as melhores políticas públicas de saúde estão sendo adotadas… E o enrosco é justamente este: Como informar sem alarmar? Como comunicar com fidelidade as circunstâncias que compõem a realidade sem causar histeria coletiva? Que cuidados se deve tomar nessas condições?

Não é fácil.

Por isso, já falei aqui de uma publicação da ANDI sobre Jornalismo Preventivo e Cobertura de Situações de Risco. Mas volto a falar da Agência de Notícias dos Direitos da Infância, uma das ONGs que mais se preocupa com o jornalismo voltado ao desenvolvimento e às políticas públicas sociais. Desta vez, lembro que a ANDI disponibilizou mais uma publicação, agora uma análise sobre como a mídia tratou a dengue e a febre amarela. O livro está em formato PDF, o arquivo tem 3,1 mega,  e é uma sequência de “Jornalismo Preventivo”…”. Baixe aqui.

futuro do jornalismo: palpites

Dois toques ligeiros:

1. A dica é do Luís Santos, do Atrium: Kevin Sablan fez uma interessante linha do tempo com prognósticos, vaticínios e palpites sobre o futuro do jornalismo. O levantamento tem suas limitações, é verdade, já que se apóia em alguns blogs e sites, apenas em língua inglesa, mas é um documento atualíssimo, pois se concentra no ano de 2009. Portanto, é uma timeline a ser esticada e acompanhada…

2. O CyberJournalis.Net arrisca: o futuro do jornalismo está nos jornais de nicho. Também vamos devagar… pois qualquer profecia nesses tempos tem tudo para ser contestada… mas vale pensar sobre…

contagem regressiva: prêmio adelmo genro filho de pesquisa em jornalismo

Vão até o dia 10 de agosto as inscrições para a quarta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. A premiação é voltada a trabalhos que tenham sido elaborados durante o ano de 2008 em três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Uma quarta categoria (Sênior) é atribuída a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da SBPJor, e os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br Entre as novidades deste ano está a composição das comissões avaliadoras por três membros, e a possibilidade de envio de trabalhos de iniciação científica em co-autoria.

Os resultados têm anúncio previsto para 6 de outubro. Os vencedores de cada categoria e seus respectivos orientadores recebem seus diplomas de mérito durante o 7º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, em novembro em São Paulo.

Mais informações: http://www.sbpjor.org.br/sbpjor/?page_id=421

o valor do jornalismo e o dna da notícia

Dois links nesta sexta ensolarada – ao menos no litoral norte catarinense – me chamaram muito a atenção.

1. No agourento Newspaper Death Watch, Paul Gillin faz rápida reflexão sobre o valor do trabalho jornalístico.

2. Carlos Castilho conta em seu Código Aberto a reação da Associated Press para não ser lesada pelo Google e cia., que “chupam” seus materiais sem dar créditos ou dividendos.

Os dois links parecem não ter nada a ver entre si. Ilusão. Eles roçam em questões práticas e essenciais para o presente e o futuro do jornalismo. Se não existe almoço grátis, quem vai pagar a conta disso tudo?

sala de prensa 117 na rede!

Gerardo Albarrán de Alba avisa: está na rede a edição 117 de Sala de Prensa, deste mês de julho. Veja o sumário:

  • Irán: información atomizada, la nueva ola – Santiago O’Donnell
  • Hacia una historia del nuevo periodismo – Maricarmen Fernández Chapou
  • Concentración mediática y lavado de cerebros en América Latina – Jenaro Villamil
  • Notícias do Outro quando lá fora – Dinis Manuel Alves
  • La teoría de los géneros periodísticos en España: notas sobre su origen y estado de la cuestión – Ana Mancera Rueda
  • Informar y sobrevivir en Ciudad Juárez – Mike O’Connor
  • Sete anos e 45 viagens para um furo histórico – Luiz Weis
  • María Teresa Ronderos:“El periodista tiene que verificar y verificar” – Genaro Rodríguez Navarrete
  • Un aporte para pensar las formas comunicacionales de los pueblos originarios – Washington Uranga
  • CPJ Special Report Journalists in Exile 2009 – Karen Phillips
  • La comunicación antes de Colón
  • Reformas a la ley de prensa en Uruguay

ética jornalística, auto-regulação e accountability no sudeste da europa

A Unesco lançou um site que oferece códigos de ética, legislação sobre mídia e instrumentos de auto-regulação do setor jornalístico. O site é voltado aos países do sudeste europeu, como Albânia, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, Montenegro, Turquia, Sérvia e Kosovo. Conheça Professional Journalistic Standards and Code of Ethics in South-East Europe aqui.

em quem confiar agora?

Philip Kennicott se pergunta hoje no Washington Post: após a morte do homem mais confiável da América, em quem podemos confiar? O articulista do Post faz uma interessante e rápida reflexão sobre credibilidade jornalística a partir do passamento de Walter Kronkite.

um raio x da mídia catarinense em 8 anos

Continua o bazar de livros gratuitos sobre jornalismo na internet!

Hoje, coloco à disposição dois e-books organizados pela equipe do Monitor de Mídia. Os volumes reúnem todos os diagnósticos sobre a mídia catarinense desde 2001. São mais de 600 páginas de análise e de interpretação dos padrões que caracterizam os meios de comunicação locais. Uma rica fonte de consulta para pesquisadores do jornalismo, mesmo para quem está em outras localidades…

Diagnósticos da Imprensa: as 100 primeiras análises
411 páginas
Tamanho do arquivo: 1,6 Mega – Baixar já!

Diagnósticos da Imprensa: edições 101 a 150
223 páginas
Tamanho do arquivo: 6 Megas – Baixar aqui!

um manual essencial e o futuro do jornalismo

O bazar da internet ofereceu nesses dias duas importantes publicações para quem se interessa por jornalismo e pelo futuro dele. O primeiro volume é o manual da Reuters, disponibilizado em formato PDF, em inglês e com generosas 517 páginas. Baixe aqui. A segunda publicação que merece destaque é a compilação de artigos resultantes de uma conferência que o BBC College organizou sobre o futuro do jornalismo. Isso mesmo! Eu disse BBC College. A BBC é tão organizada que tem um programa próprio e exemplar de formação continuada para seus funcionários. Afinal, são 7 mil jornalistas no mundo todo…

O volume “The future of Journalism” – em PDF, inglês e com 92 páginas – pode ser baixado aqui, mas se você está com pressa, o sumário é o seguinte:

  • The End of Fortress Journalism – Peter Horrocks
  • Introducing Multimedia to the Newsroom – Zoe Smith
  • Multimedia Reporting in the Field – Guy Pelham
  • Dealing with User-Generated Content: is it Worth it? – Paul Hambleton
  • Video Games: a New Medium for Journalism – Philip Trippenbach
  • The Audience and the News – Matthew Eltringham
  • Delivering Multiplatform Journalism to the Mainstream – Derren Lawford
  • Death of the Story – Kevin Marsh

Aproveite!

jornalismo de políticas públicas, um curso

Estão abertas as inscrições para o curso “Jornalismo de Políticas Públicas Sociais”, promovido pela UFRJ e ANDI. A realização é do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência (NETCCON), da Federal do Rio, e o prazo de inscrição termina em 27 de julho.

O curso é gratuito e fornece certificado. Começa em 3 de agosto, sempre às segundas-feiras pela manhã.

As inscrições pelo link:
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHB2TXBxcU9wa09GSFQwYWVEWS1uY2c6MA

problemas com o projeto que retoma a obrigatoriedade do diploma de jornalista

Um mês após o Supremo Tribunal Federal decidir pelo fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, estouram aqui e ali iniciativas para fazer voltar a exigência do canudo. No Senado, caminha a passos largos uma proposta de emenda constitucional (PEC). Na Câmara, tem PEC também sobre o assunto. Em paralelo, na mesma Câmara Federal, o deputado Miro Teixeira apresentou projeto de lei para uma nova regulamentação da profissão. O parlamentar quer o diploma de volta, mas seu projeto está recheado de problemas.

Listo oito deles:

1º) O projeto praticamente repete as atividades desempenháveis pelos jornalistas já constantes do polêmico decreto-lei 972/69. Ora, o jornalismo se modificou bastante nos últimos 40 anos, o que deveria acarretar numa redação mais cuidadosa desse trecho em particular. Mantendo-se quase ipsis litteris o que já dizia a legislação anterior, fica a pergunta: o problema do decreto era a sua época de nascimento ou seu teor?

2º) O copia-e-cola é tão flagrante que no artigo 4º, o projeto determina que para se obter o registro profissional, o jornalista deva apresentar “folha corrida”! Ninguém aí ouviu falar de presunção de inocência? Por que, então, o cidadão que pleiteia um registro para trabalhar tem que provar que é inocente, que está limpo? A regra não é que cabe ao acusador o ônus da prova?

3º) Diferente da legislação anterior, o projeto de lei possibilita o estágio, mas não faz menção a acompanhamento ou qualquer supervisão. Nem tampouco estabelece regras de proporcionalidade nas redações, remuneração mínima ou carga horária máxima para os estagiários. Brechas perigosas para os profissionais e para os iniciantes…

4º) O projeto mantém duas obsolescências: o registro para provisionados e o registro especial para funcionários públicos. Com mais de 300 cursos de Jornalismo no país e com uma tradição de formação universitária já consolidada, os jornalistas provisionados estão em vias de extinção. Não devem surgir novos, a não ser que a lei permita… Quanto a tratar funcionários públicos de forma diferente, isso já é um atentado à democracia, à isonomia de direitos, etc…

5º) Pasmem! Nas funções desempenháveis por jornalistas no projeto, não constam várias delas, entre as quais a de editor. Editor, para o projeto, não é jornalista! Por consequência, nas funções restritivas aos jornalistas diplomados, também não consta a de editor…

6º) O projeto permite que se obtenha o registro de jornalista com base na experiência, bastando apresentar comprovações…

7º) O projeto joga o problema do exercício irregular da profissão no colo dos sindicatos, ao afirmar que eles “representam as autoridades competentes” nestes casos. Quem não tem fiscais nem poder de polícia pode fazer isso?

8º) Mais grave ainda: o projeto estabelece que “estão convalidados os registros expedidos pela seção competente do Ministério do Trabalho e Emprego”. Isto é, o projeto de lei ajuda a regularizar os mais de 7 mil registros precários obtidos a partir da discussão sobre o diploma ocorrida entre 2001 e 2009. O projeto não apenas fecha os olhos para os oportunistas, mas garante os seus direitos…

Pelo que se vê, não está nada bom o projeto de lei, mas é preciso lembrar: Miro Teixeira é um político sério. Combateu fortemente a Lei de Imprensa até conseguir que o STF a derrubasse por completo. Como ministro das Comunicações fez o que ninguém ainda tinha tido coragem: mandou colocar os nomes dos proprietários e concessionários de emissoras de rádio e TV no site do ministério, expondo o oligopólio no setor. Miro é sensível às questões dos jornalistas, pois já atuou na área e acompanha muito o setor. Mas o projeto que oferece para substituir o decreto-lei 972/69 é, no mínimo, apressado e mal costurado. Pra ser bem sincero, o projeto do jeito que está nada melhora na regulamentação profissional dos jornalistas…

igreja plagia texto sobre ética jornalística

Como se diz por aí: eu morro e não vejo tudo!

Pois não é que uma igreja foi condenada na justiça pelo uso indevido de um texto sobre ética, ética jornalística?

Reproduzo – com os devidos créditos – matéria que conta o caso tim-tim por tim-tim. O Comunique-se deu ontem a notícia:

A Igreja do Avivamento Mundial – Assembleia de Deus Ministério de Boston foi condenada indenizar em R$ 42.830,59 a jornalista Alessandra Silvério por violação de direitos autorais. Além disso, a igreja terá que publicar, no prazo de cinco dias a partir da data da intimação, erratas em três jornais de grande circulação na cidade de Curitiba (PR), sob pena de multa diária de R$ 1 mil. A igreja perdeu o prazo de constestação e, por isso, não cabe mais recurso.

A ação movida pela jornalista é por causa de plágio de seu trabalho de conclusão do curso de Jornalismo. O texto foi publicado originalmente em 2003, no site Aruanda. No mesmo ano, o jornal Mensageiro Cristão, de propriedade da igreja, republicou o artigo como se fosse da autoria do editor do veículo. Ironicamente, o texto trata da ética jornalística.

“Ora, a ré se utiliza de trabalho que não lhe pertence e, descaradamente fala em ética profissional”, afirma o juiz Vitor Frederico Kümpel em sua decisão.

O jornal com o texto plagiado foi editado em dezembro de 2003 e distribuído no Brasil e em outros países. Em sua defesa, a igreja alega que não possui ligação com o Ministério de Boston e que não possui revistas, jornais ou sites, argumento que não foi aceito pelo juiz.

last.fm, twitter e webjornalismo participativo

Nesta semana, três orientandos meus defenderam suas monografias em banca, encerrando parte importante de suas graduações em jornalismo.

Vinicius Batista de Oliveira apresentou a pesquisa “A revolução social da música: a relação dos usuários com as tags no Last.fm”. Para discutir aspectos como taggeamento e produção de conhecimento no terreno musical pelos ouvintes do sistema, Vinicius reuniu informações sobre 253 sujeitos de pesquisa em todo o Brasil, de longe o maior levantamento do gênero sobre o Last.fm. Além disso, entrevistou em profundidade duas importantes pesquisadoras nacionais do tema. Como Vinicius planeja publicar parte de sua pesquisa em periódicos científicos das área, não disponibilizamos agora esse material. Mas ficam os slides da apresentação em banca

Joel Minusculi apresentou a pesquisa “Reconfigurações da imprensa no webjornalismo participativo: o caso do Leitor-Repórter do diario.com.br”. Na monografia, Joel discute como o canal que o Diário Catarinense tem para incentivar a participação do leitor comum tem se estruturado, tomando como estudo de caso uma semana de postagens dos usuários. Justamente a semana que sacudiu o Vale do Itajaí em novembro de 2008, quando das enchentes que comoveram o país. Joel avalia a plataforma, o processo e as repercussões que tudo isso vem trazendo para a rotina produtiva dos jornalistas locais. Os slides da apresentação estão aqui.

Franciscos Machado da Silva defendeu a monografia “O papel do Twitter no jornalismo brasileiro”, onde analisa o caso de três contas de veículos nacionais: Trip, Roda Viva e Band Trânsito. No trabalho, Francisco faz uma excelente revisão de bibliografia sobre o microblog, inclusive com dados recentíssimos, e caracteriza o uso que os jornalistas vêm dando ao Twitter como mídia de suporte nos casos analisados. Os slides da apresentação podem ser conferidos aqui.

Fiquei bastante satisfeito com os resultados das pesquisas desses alunos. Eles não apenas mergulharam em seus temas, mas também trouxeram contribuições importantes para a discussão de temas altamente emergentes na área. Sob o signo das mudanças que o jornalismo e a comunicação estão passando nos últimos tempos, essas monografias coroam um período de muito trabalho e estudo por aqui. Muito em breve, vamos compartilhar textos mais enxutos desses trabalhos. Por enquanto, parabéns aos meninos!

dicas de jornalismo investigativo

Bob Woodward, um dos repórteres por trás da mais importante reportagem do século XX – a do caso Watergate -, dá dicas sobre jornalismo investigativo. São pouco mais de cinco minutos, em inglês e sem legenda, mas vale acompanhar o veterano jornalista…

escolas de jornalismo e a crise dos jornais

O professor Larry Atkins, da universidades Temple e Arcadia, publicou ontem um artigo no Knight Digital Media Center com um sugestivo título: Não deixemos de lado as escolas de Jornalismo só porque os jornais estão em crise.

Atkins cita casos como o da Columbia University, que não vem sofrendo com o declínio dos jornais impressos e vem sim atraindo cada vez mais estudantes na sua escola de Jornalismo. “Mas como as escolas e os departamentos de Jornalismo estão acomodando este interesse às realidades em mudança da profissão?”, questiona Atkins. As respostas dadas pelas escolas têm vindo na forma de revisões curriculares, aumento na exigência de trabalhos nas disciplinas, e incentivo ao desenvolvimento de ações empreendedoras.

De acordo com algumas fontes do autor, mais oficinas práticas também estão sendo oferecidas pelos cursos, numa clara tentativa de simular situações reais da profissão. Eventos fora das universidades também têm sido “cobertos” pelos alunos, seguindo a mesma tendência. (O que me parece óbvio, e o que já se vem fazendo em muitas escolas de Jornalismo que conheço no Brasil)

O ensino com base em mídias sociais é também apontada pelo professor Atkins como uma tendência emergente forte nos cursos de Jornalismo norte-americanos.

Mas o que me chamou a atenção é o fato de professores e gestores olharem para fora de seus instituições, muito preocupados com a sobrevivência de seus cursos. Nos Estados Unidos, a queda nas tiragens dos jornais, a migração maciça de verbas publicitárias para outros meios e o vaticínio de que a imprensa está mesmo morrendo são fatores bem fortes que vêm abalando a confiança de quem produz jornalismo, de quem ensina e até de quem consome.

Por aqui, não temos essa crise ainda. Mas o fim da obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo deve precipitar nas escolas preocupações semelhantes, e a busca de diferenciais de formação. Esta história está apenas começando… vamos acompanhar…

gay talese está falando demais

Vou contrariar. Enquanto todos os principais órgãos da imprensa continuam aplaudindo, celebrando e babando nas declarações de Gay Talese, não resisto em dizer que a vinda do veterano e mítico jornalista para o Brasil já está cansando. Pronto, falei!

O fato é que todos os dias tem alguma entrevista ou declaração de Talese, quase sempre de forma polêmica ou desfocada. O jornalista veio ao país para a Festa Literária Internacional de Paraty e para um extenso roteiro de palestras, entrevistas, lançamento de livro e outros oba-obas. E boa parte dos repórteres que acompanham o mestre dos perfis e de reportagens sensacionais não tem conseguido manter uma distância saudável e necessária de sua fonte, incorrendo num dos principais deslizes da profissão. Assim, perguntam para o senhor Talese o que ele achou da queda da obrigatoriedade do diploma – “provavelmente acertada”-, o que pensa de Michael Jackson – “a mídia o matou” -, o que acha dos novos jornalistas – “não existem mais repórteres excelente”-, e por aí vai. Consultam o mestre nos intervalos de seus suspiros, como quem procura um oráculo, uma bússola.

Devagar, pessoal.

O senhor Talese tem contribuições históricas para o desenvolvimento do jornalismo, ainda exerce uma influência notável na área, mas daí a seguir sua sombra e fazer de seus comentários vaticínios da existência já é demais. Aliás, pessoalmente, acho que o senhor Talese está falando além da conta…

monitor de mídia, 150

Está na rede a edição 150 do Monitor de Mídia, uma revista multimídia que observa os meios de comunicação catarinenses. Emblemático, este número do Monitor é especial para mim. Foi minha despedida à frente do projeto que criei em agosto de 2001, seguindo os passos do Observatório da Imprensa.

Neste tempo todo, dezenas de alunos passaram pelo laboratório, aprendendo a avaliar a mídia e a exercer um jornalismo com crítica, ética, excelência técnica e responsabilidade. Convivi com colegas professores, com quem muito aprendi, e são eles que conduzirão os caminhos do Monitor a partir de agosto, quando do retorno do recesso escolar. Desenvolvi projetos e pesquisas que muito me orgulham. Trabalhei para disseminar uma cultura de consumo crítico dos meios de comunicação, seja para aperfeiçoar o jornalismo, seja para educar para a mídia. Foi tudo muito bom!

O sumário da edição 150 é este:

Diagnóstico
A pedra vira vidraça: MONITOR DE MÍDIA É AVALIADO
O Monitor de Mídia completa 150 edições e é avaliado por profissionais da comunicação

Reportagem
O que há por trás da notícia
Nossa equipe acompanhou os bastidores da produção das notícias em diversos veículos de comunicação da região.

Reportagem
Colégios federias: exemplo positivo de ensino público
Sílvia Mendes apurou que as escolas federais se destacam em relação ao ensino público

Editorial
Diploma de jornalismo e observatórios de mídia
Entenda um pouco mais sobre a queda do diploma de jornalismo

E-book
Diagnósticos das edições 101 a 150
Reunimos os últimos 50 diagnósticos do MONITOR DE MÍDIA em um e-book para você

Em agosto, o Monitor volta. Como não poderia deixar de ser. Há muito trabalho pela frente. Eu sigo com outros desafios, ainda insondáveis para mim.

7º encontro nacional de pesquisadores em jornalismo já tem site

Já está na rede o site do 7º Encontro da SBPJor: http://sbpjor.org.br/evento/.

Por lá, temos notícias, programação e outras informações sobre o evento, que acontece em São Paulo de 25 a 27 de novembro, lá na USP. Em breve, as inscrições também poderão ser feitas pelo próprio site… Vai lá conferir!!!

um prêmio para a pesquisa em jornalismo

Estão abertas desde 1º de junho e vão até 10 de agosto as inscrições para a  quarta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. A premiação é voltada para trabalhos elaborados durante o ano de 2008 em três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Uma quarta categoria (Sênior) é destinada a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo. Entre as novidades deste ano está a composição das comissões avaliadoras por três membros e a possibilidade de envio de trabalhos de iniciação científica em co-autoria.

O PAGF já é o mais reconhecido da pesquisa em jornalismo do país. Os resultados e vencedores devem ser anunciados em 6 de outubro, e os aclamados e seus orientadores receberã diplomas de mérito durante o 7º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que acontece na USP em novembro.

O regulamento pode ser acessado aqui, e a ficha de inscrição aqui.

Todos os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br

100 blogs para estudantes de jornalismo e mais

Se você é estudante de Jornalismo, jornalista ou se interessa pela coisa, conheça uma lista de 100 melhores blogs sobre o assunto. A lista é ampla, mas limitada a endereços da blogosfera em inglês. Mas vale conferir e favoritar.

Veja aqui.

Se você é estudante de Jornalismo, jornalista, se interessa pela coisa e já leu o Jornalismo 2.0, do Mark Briggs, fique atento. Segundo o autor, está no forno uma edição reloaded do livro. Mas ele avisa: o livro só passará a circular daqui a quatro meses. Enquanto isso, ele vai dar umas palhinhas no seu blog…

cai o diploma; não caem os registros

A decisão do Supremo Tribunal Federal que desobriga o diploma de Jornalismo para exercer a profissão – a exemplo de outras sentenças – trouxe mais dúvidas e incertezas do que paz para o campo profissional. Após oito ministros do STF terem votado pela não exigência, havia dois entendimentos distintos para a nova realidade do mercado de trabalho jornalístico:

– A suprema corte decidiu que o decreto 972/69 era totalmente inconstitucional e, por isso, não haveria mais sentido existir registros profissionais para os jornalistas. A profissão estaria totalmente desregulamentada, sem regras de ingresso.

ou

– A suprema corte apenas vetou a obrigatoriedade do diploma. Com isso, ainda seria necessário ter registro para atuar na área, mas ele poderia ser obtido sem o canudo, como milhares de pessoas conseguiram amparadas pela liminar da juíza Carla Rister.

Permaneceu um vácuo jurídico até o final da semana passada. Na sexta, saiu no Diário da Justiça Eletrônico a decisão do STF:

O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Gilmar Mendes (Presidente), conheceu e deu provimento aos recursos extraordinários, declarando a não-recepção do artigo 4º, inciso V, do Decreto-lei nº 972/1969, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, licenciados, os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Menezes Direito. Falaram, pelo recorrente, Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo – SERTESP, a Dra. Taís Borja Gasparian; pelo Ministério Público Federal, o Procurador-Geral da República, Dr. Antônio Fernando Barros e Silva de Souza; pelos recorridos, FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e outro, o Dr. João Roberto Egydio Piza Fontes e, pela Advocacia-Geral da União, a Dra. Grace Maria Fernandes Mendonça, Secretária-Geral de Contencioso. Plenário, 17.06.2009.

Com isso, o entendimento que tenho é de que caiu o diploma, mas os registros continuam valendo e sendo necessários para se atuar na área. O trecho da lei considerado inconstitucional é justamente o que define como documento obrigatório para se obter o registro o diploma de Jornalismo. Com o veto ao inciso V do artigo 4º, pode-se correr atrás do registro de jornalista sem o diploma.

Resumo da ópera: cai o diploma, mas o registro permanece como condição de acesso ao mercado de trabalho. Desregulamentação pela metade.

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Para ver mais sobre a polêmica da queda do diploma, basta acessar a edição desta semana do Observatório da Imprensa, que traz um especial sobre o tema.

prestem atenção: é a história acontecendo…

Preparem-se!

Sim, ficaremos por dias lendo e ouvindo muita coisa sobre a morte de Michael Jackson e as implicações na cultura pop e no showbiz… mas veremos também muita discussão sobre como este episódio traz novidades para o jornalismo, para a consolidação das redes sociais e para novas configurações no processo de comunicação.

A CNN não exagerou. Jackson morreu e quase levou consigo a web.

Robert Niles, por sua vez e de forma arguta (como sempre), já aponta as lições que o caso oferece para os jornalistas que cobrem assuntos quentes.

Estamos diante de capítulos historicamente importantes da contemporaneidade. Poucas são as vezes em que o verbo “revolucionar” é empregado com tanta pertinência e vinculado com tanta justeza a um sujeito. Realmente, Michael Jackson revolucionou a cena pop, e isso não é um exagero. Sua morte foi uma grande notícia, do ponto de vista jornalístico e do ponto de vista leigo. A maneira como os meios de comunicação agiram e reagiram ao episódio também tem relevância. Pois nos permite estudar aspectos fundamentais para o jornalismo, como credibilidade, confiabilidade de fontes, velocidade na produção e difusão de notícias.

As coisas estão mudando rapidamente.

Portanto, o leitor tenha paciência e atenção. A história  está acontecendo bem debaixo de nossos pés. Aqui e agora. Em toda a parte.

o fim dos jornais: em santa catarina

Muito se fala sobre a crise dos jornais, sobre a queda das tiragens, sobre a migração das verbas publicitárias. Outro dia, tratamos do fim da Gazeta Mercantil, e agora, a blogosfera catarinense fervilha com fotos e vídeos que denunciam a penúria, o descaso, o abandono do espólio de O Estado.

Para quem não sabe, O Estado era o jornal mais antigo de Santa Catarina, um orgulho até décadas atrás. Falido, maltratado, mal administrado, O Estado sucumbiu. Celso Martins, um dos melhores repórteres com que trabalhei, mostra no que se tornou o maior diário dessas terras… triste fim.