um especial sobre jornalismo e cibercultura

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do POSJOR/UFSC, acaba de publicar o volume 9 n. 1, referente ao primeiro semestre de 2012, e que traz um dossiê sobre jornalismo e cibercultura, além de artigos de temáticas livres e resenhas de livros.

A publicação científica é semestral, eletrônica e totalmente aberta para leitura e consulta.
Para acessar, clique aqui.

Para o segundo semestre, já há chamada de textos.
O tema é “Jornalismo e Mídia, aportes portugueses”.
Veja como mandar o seu artigo aqui.

(Reproduzido do POSJOR)

running

Clima de final de semestre. Clima de final de semana atribulada.
(Eliane Elias, a talentosa pianista de jazz brasileira que martela suas teclas nos Estados Unidos, dá uma amostra desse clima)

uma série mira o telejornalismo

Estreou no último dia 24 de junho nos Estados Unidos a série “The Newsroom”, uma produção da HBO que tem no telejornalismo o seu foco. Na trama, o acomodado âncora Will McAvoy tenta se reinventar à medida que remodela seu telejornal com a ajuda de Mackenzie MacHale, uma produtora com quem teve um passado frustrante. Até aí nada de mais… e o primeiro episódio não chega mesmo a empolgar, mas só o fato de produzirem uma série televisiva sobre jornalismo já vale um comentário neste espaço.

Para um comentário mais longo, leia o que publicarei amanhã no objETHOS

revista traz dossiê sobre ética na comunicação

A edição deste semestre da revista Comunicação, Mídia e Consumo, da ESPM, traz um dossiê sobre Comunicação e Ética.

Veja o sumário do especial e acesse a edição:

Discurso e mobilização social no contexto das tecnologias interativas: a emergência de múltiplas esferas argumentativas – Edson Fernando Dalmonte

A liberdade de imprensa e a liberdade na publicidade – Eugenio Bucci, Silvio Nunes Augusto Junior

Política na hora do chá: ética e identidade no debate online sobre uma bebida – Luis Mauro Sá Martino, Ângela Cristina Salgueiro Marques

Ética jornalística na primeira década do século XXI: um mapeamento de ocorrências – Rogerio Christofoletti, Marianne Oliveira Ternes

abciber acontece na feevale em novembro

Agende-se!
A sexta edição do Simpósio Nacional da ABCiber vai acontecer de 6 a 8 de novembro, na Feevale, em Novo Hamburgo.

Saiba mais no site: http://www.feevale.br/simposioabciber
Pelo Twitter: @ABCiber2012
Ou no Facebook: http://www.facebook.com/ABciber2012

Deadline para submissão de propostas: 30/07/2012
Divulgação de aceites: a partir de 23/08/2012
Realização do evento: de 06 a 08/11/2012

essa capa merece um prêmio!!!

A chamada diz tudo: “Por 1 minuto e 43 segundos na tevê, o PT troca Luiza Erundina por Paulo Maluf”.

Arrasô geral!

jornalismo contemporâneo: um livro

Todos os anos a Compós lança um livro coletivo com uma temática específica dos estudos da comunicação. A publicação traz capítulos assinados por alguns dos principais autores que se debruçam sobre aquele assunto. Neste ano, o livro tem como título “Mediação e Midiatização”, e foi organizado por Maria Ângela Mattos, Jeder Janotti Junior e Nilda Jacks. Em 2011, a publicação abordou o jornalismo contemporâneo, e foi organizada por Gislene Silva, Dimas Künsch, Christa Berger e Afonso Albuquerque.

Aliás, quer baixar o livro? Clique aqui.
Quer comprar a versão impressa? Por aqui.

sbpjor já recebe propostas de trabalhos

A diretora científica da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Luciana Mielniczuk, informa que está aberto o período de submissões de trabalhos para o 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo e o 2º Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo.

O tema do evento é a Pesquisa em Jornalismo na América Latina e o período de submissão termina em 31 de julho. O evento, que ocorre em Curitiba  entre 8 e 10 de novembro, será organizado pela PUCPR com o apoio da UTP e UFPR.

De acordo com o site,

Uma novidade é que, devido a uma parceria estabelecida entre SBPJor e  UnB,  a submissão dos trabalhos será realizada pelo Portal de Administração de Conferências da UnB através do SOAC,  um sistema de gerenciamento para eventos científicos administrado pelo IBICT. Trata-se de um sistema de fácil utilização e já conhecido pela comunidade científica por ser um sistema  análogo ao SEER, utilizados em periódicos.

Veja nos links abaixo, as informações necessárias para submeter seu trabalho.
1) Leia as normas da chamada de trabalhos para a submissão
2) Acesse o modelo para formatar os trabalhos a serem encaminhados ao 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo
3) Acesse o modelo para formatar os trabalhos a serem encaminhados ao II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo.
4) Baixe o documento para autorização do orientador relativo aos trabalhos a serem encaminhados ao II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo.
5) Com o seu trabalho pronto e formatado, acesse a plataforma para a submissão de trabalhos: http://soac.bce.unb.br/. Será necessário realizar um cadastro no sistema para efetivar a submissão.

Sobre dúvidas ou problemas com o sistema de submissão, entrar em contato com a Diretoria Científica através do e-mail sbpjor.diretoriacientifica@gmail.com.

revista chama textos sobre mídia e jornalismo em portugal

A edição do segundo semestre da revista Estudos em Jornalismo e Mídia convida os pesquisadores a refletirem sobre os aportes portugueses. Próxima edição sai em junho.

Veja a chamada de textos:

Jornalismo e Mídia, aportes portugueses
Nas últimas duas décadas, pesquisadores brasileiros e portugueses da área da Comunicação vêm, cada vez mais, se aproximando, fortalecendo laços de cooperação científica e tecnológica que beneficiam os dois lados do Atlântico. Associações científicas dos dois países dialogam de forma estreita, eventos binacionais são frequentes e existem alguns periódicos que salientam a lusofonia como um traço comum dos trabalhos realizados pelas duas comunidades. O próximo número da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, da UFSC, insiste na aproximação e convida os pesquisadores a submeter artigos que tragam resultados de estudos, relatos de experiência e reflexões críticas sobre o Jornalismo e a Mídia em Portugal. São esperados textos que abordem telejornalismo, radiojornalismo, ciberjornalismo, meios impressos, serviços em dispositivos móveis, e outras formas de difusão informativa. Ensino de comunicação, profissionalidade, mercado consumidor de informação, novas narrativas, ética, história e teoria também são de interesse da EJM para este número que não é exclusivo para os colegas portugueses. Evidentemente, contribuições de brasileiros que tenham o mesmo escopo também serão bem recebidas.
Todos os artigos devem ser submetidos eletronicamente.

Instruções de formatação: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/about/submissions#authorGuidelines
Deadline: 10 de setembro de 2012
Publicação: Dezembro de 2012

(reproduzido do site do POSJOR)

stan lee segue as pegadas de hitchcock

Alfred Hitchcok foi um dos cineastas mais influentes do mundo, um renovador de linguagens, um realizador sem igual. Afora isso tudo, foi um sujeito de um humor bem peculiar. Algumas das piadas mais conhecidas do velho estavam em seus filmes, nas aparições-relâmpagos do diretor em situações cotidianas e irônicas. Passatempo de muita gente é assistir aos filmes e “pescar” as suas passagens.

Stan Lee, o cara mais importante da indústria dos quadrinhos nos últimos 50 anos, também é muitíssimo bem-humorado e recorreu ao mesmo expediente para “estrelar” os principais lançamentos cinematográficos envolvendo super-herois dos quadrinhso da Marvel. Veja um mix e se divirta!

o futuro do jornalismo em 46 páginas

Chega à rede e pode ser baixado gratuitamente o sétimo número de Cuadernos de Comunicación, editado pela Evoca: El futuro del periodismo , com textos de Gumersindo Lafuente, Ramón Salaverría, Chiqui Esteban, Silvia Cobo, Juan Luis Sánchez, Ismael Nafría e Pepe Cervera.

Vá espiar o futuro, vá!

sete anos é um ciclo

Este blog completou sete anos de publicação no último dia 20. Eu ia escrever que são sete anos de publicação ininterrupta, mas se você passa por aqui com alguma frequência sabe que os posts têm ficado mais raros. A desculpa é a de sempre: absoluta falta de tempo. Desde que assumi uma montanha de compromissos profissionais – entre os quais a coordenação do Mestrado em Jornalismo na UFSC -, tem sido mais difícil levar esta second life de blogueiro. Já me queixei também se falta de motivação, mas o grande impedimento mesmo é a duração do dia. Ele curto demais.

De qualquer maneira, fica o registro. E pra não perder a mão, ofereço aos meus poucos (fiéis e insistentes) leitores um novo layout. Mais uma vez, fica o meu agradecimento pelo privilégio da sua visita.

continua o inferno astral de assange

A Suprema Corte Britânica aprovou hoje cedo a extradição de Julian Assange para a Suécia, onde deve responder por acusações de crimes sexuais. O rosto mais conhecido do WikiLeaks vem enfrentando meio mundo desde que o site virou de pernas para o ar a diplomacia norte-americana e contrariou os interesses de outras grandes nações. Assange está em prisão domiciliar há mais de 500 dias e vem produzindo uma série de entrevistas televisivas com pensadores, políticos e ativistas. Os programas estão disponíveis na internet, inclusive com versões em espanhol, árabe e russo.

Num dos episódios, Assange conversa com o presidente do Equador, Rafael Correa, e lá pelos 10 minutos da entrevista, é citado o livro WikiMediaLeaks, dos amigos Martín Becerra e Sebastián Lacunza, pesquisador e jornalista argentinos que participaram do nosso Bapijor em 2011. Quando você é citado por um presidente da república numa entrevista transmitida mundialmente, não há como negar que seu trabalho esteja sendo reconhecido…

ninguém mais faz backup?

Fiquei muito surpreso com o que aconteceu com o Art Spiegelman ontem! O cartunista teve o seu notebook furtado momentos antes de palestrar num encontro de jornalismo cultural em São Paulo. Para quem não liga o nome à pessoa, Spiegelman é o único cara a ganhar um Pulitzer com uma obra em quadrinhos, o mítico Maus, onde representa de forma irônica o embate entre judeus e nazistas na forma de gatos e ratos. Pois o cidadão vem ao Brasil como atração e passam a mão nele!

Outro dia, outro cartunista também teve o mesmo destino. Levaram o notebook do Laerte, e na máquina havia um acervo de anos e anos de trabalhos gráficos. O azar se repetiu, pois o computador de Spiegelman também continha um tesouro visual armazenado. Perdido para sempre? Talvez…

Fiquei pensando: será que esses caras não fazem cópias de segurança de seus desenhos e ilustrações? Se a maré tá assim, meu amigo Frank Maia, que se cuide… Faz um backup aí, Frank!

parabéns, miles!

Se não estivesse em concerto no céu, Miles Davis completaria 86 anos hoje.

Muito jazz nesta vida!

lei de acesso e jornalismo

O que esperar o jornalismo brasileiro após a entrada em vigor da Lei de Acesso às Informações Públicas?
Bem, eu tenho alguns palpites. Veja o que escrevi no objETHOS

sbpjor divulga chamada de trabalhos para 2012

(Reproduzido do site da entidade)

Os interessados em participar do 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que será realizado em Curitiba, podem enviar seus artigos de 15 de junho a 31 de julho. Esse é o mesmo período para submissão de trabalhos no II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo, que integra o evento.

O tema da décima edição do Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) é  “Pesquisa em Jornalismo na América Latina”.  De acordo com a diretora científica da associação, Luciana Mielniczuk, com a temática selecionada  “pretendemos intensificar o diálogo com os colegas pesquisadores de países vizinhos e que trabalham com problemáticas semelhantes”.

Os trabalhos dirigidos ao 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo podem ser inscritos em duas modalidades: Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas. Cada Coordenada pode ter de quatro a seis trabalhos, com pelo menos três autores doutores de diferentes instituições, e deve ser proposta por um associado pleno (doutor) da SBPJor.

Já no II Encontro de Jovens Pesquisadores, coordenado pelos professores Victor Gentilli e Josenildo Guerra, a única forma de submissão é em Comunicações Livres. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos em nenhum dos dois eventos, apenas para apresentá-los caso sejam aprovados.

Os artigos, que devem necessariamente ser inéditos, serão avaliados a partir dos seguintes critérios gerais: pertinência ao campo da pesquisa em jornalismo, relevância científica, explicitação do problema ou objetivo, adequação e atualização da bibliografia, qualidade da reflexão teórica, explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente), domínio da linguagem científica e adequação do título e das palavras-chave ao objeto de estudo. O resultado final da avaliação dos textos será divulgado no dia 25 de setembro de 2012.

O 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo acontece de 8 a 10 de novembro de 2012 na Pontifícia Universidade Católica  do Paraná (PUC-PR). A organização do evento ainda envolve a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

Confira a chamada completa aqui.

homens que eu amo: clint eastwood

Não espere sorrisos em abundância, simpatia gratuita ou demonstrações explícitas de extroversão. Clint é caladão, taciturno, na dele. É assim nos filmes, onde encarna quase sempre a figura do solitário-vingador, e na vida real, conforme conta Marc Eliot na biografia “Clint Eastwood – Nada censurado”. Mas Clint não se limita a esse clichê, como se pode imaginar.

Os muitos percalços na carreira, a pouca certeza sobre seu talento como ator, os muitos casos extraconjugais, os filhos fora do casamento e o amadurecimento como homem e como artista são a base do livro. O retrato composto não é autorizado nem complacente. Também não é denunciador ou polemista. Clint é mostrado clinicamente, quase sem emoções ou arroubos de deslumbramento. Ele desfila calmo e determinado pelas páginas. Vemos Clint figurar em 56 filmes, dirigir 22 deles, receber oito indicações ao Oscar, levar outros cinco. Vemos Clint casar duas vezes, ter sete filhos, virar prefeito, virar diretor e produtor… Vemos Clint matar facínoras, vingar prostitutas, varrer cidades de mal feitores, trocar socos nas ruas, contracenar com orangotangos, apaixonar-se por mulheres…

Ao fim da leitura, não se pode dizer que haja uma redenção de Clint. Ele continua contestado pela crítica por suas limitações de atuação; permanece à espera de um Oscar de Melhor Ator, mesmo tendo batido na trave por mais de uma vez. Por outro lado, o leitor para e pensa: putz! A década mais interessante da vida desse homem é a que começa depois dos 70 anos. Depois disso, quando ele já poderia se aposentar e ficar mais tempo jogando golfe em seu clube em Carmel, Clint engata uma quinta marcha e produz como nunca, de forma inquieta, como se estivesse buscando algo. É dessa época Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino, A conquista da honra, Cartas de Iwo Jima, Invictus, Além da Vida, A troca…

Você pode nem ir muito com a cara dele, mas Clint é extraordinário. Não acha?

viu a piada do dia? ah, você não pode perder…

Se você é sensível a fortes emoções, prepare-se para se escangalhar de rir com o editorial de hoje do jornal O Globo, defendendo a Veja… Pior que isso, comparando as ligações entre a revista e Carlinhos Cachoeira com o caso Watergate…

Vou te falar, viu? Isso é que é senso de humor!

 

o que fazer: clicar ou salvar?

Em 1993, o fotógrafo sul-africano Kevin Carter capturou uma cena que alarmou o mundo e causou muita polêmica: uma criança famélica agonizava no chão sendo espreitada por um abutre. A foto feita no Sudão era uma denúncia gritante da fome nos países pobres da África, mas o retrato revelou muito mais. Fez com que jornalistas e autoridades discutissem os limites éticos dos repórteres fotográficos: no caso da criança sudanesa, Carter deveria registrar a cena ou espantar um virtual predador?

Passados quase vinte anos, o tema poderia ser rediscutido a partir dos registros que um homem fez de sua mulher sendo atacada por guepardos num parque safári na África do Sul. Archbald D’Mello alega não ter percebido que os felinos atacavam a esposa, que estava justamente no local celebrando seu aniversário de 60 anos.

Tudo bem que os casos são bem distintos. Uma turista idosa e uma criança descansando antes de chegar a um centro de donativos são “objetos” diferentes. Carter era repórter fotográfico, D’Mello uma testemunha. Mas pergunto: o que há de semelhante e coincidente entre os casos? Quem está por trás da câmera deve ter a mesma reação diante do perigo? O que poderia justificar a opção por clicar a cena em vez de tentar um salvamento? É legítimo falar em interesse público nos dois casos?

O que você pensa disso? Deixe o seu comentário.

Essas perguntas martelam minha cabeça nesta manhã ensolarada de domingo.

esperei trinta anos pra ver esse filme

Levei meu filho de sete anos para assistir a Os Vingadores. Na verdade, teria ido sem ele mesmo, já que há trinta anos espero para ver a reunião de alguns dos maiores super-herois dos quadrinhos. Isso mesmo! Desde a década de 80 eu me perguntava quando seria possível ver no cinema a magia que eu conferia naquelas páginas…

Àquele tempo era mesmo impossível ter um resultado como o de hoje, quando os efeitos especiais são tão sofisticados! A computação gráfica engatinhava e a qualidade do som era questionável; os roteiros eram imbecilizantes e o enredeo dava lugar mais o humor e ao escracho do que à ação…

Àquele tempo, Nick Fury era branco, tinha cabelos grisalhos e não parava de mascar um charuto velho; as histórias publicadas nos Estados Unidos desembarcavam no Brasil quatro ou cinco anos depois, criando um abismo na cronologia e uma esquizofrenia no universo de Marvel e DC. Naquela época, Thor era louro e usava elmo, e as revistas tinham títulos duvidosos como “Grandes Aventuras Marvel” e “Herois da TV”… Mesmo assim, o planeta corria o risco de se tornar uma colônia de alienígenas quando não fosse devorado por alguma entidade cósmica.

Uma vida inteira depois, o filme deslumbra e esnoba. São vertiginosas as cenas do combate entre Hulk, Thor, Homem de Ferro, Capitão América, Gavião Arqueiro e Viúva Negra contra Loki e um exército alien. Os diálogos são bem escritos, encaixando bons respiros de humor e sarcasmo. Algumas atuações – como as de Robert Downey Jr e Mark Ruffalo – moldam boas personalidades, e a trilha sonora atinge contornos épicos. O filme é mais longo do que deveria, tem algumas barrigas, mas nada que comprometa. O balanço é, de longe, positivo e não decepciona nem fãs antigos nem os de última hora.

A estratégia da Marvel foi bem executada desde o início: produziu filmes de cada um dos principais personagens, como a preparar o terreno para o grande ataque, a ofensiva coletiva. Se os dois títulos de Hulk foram oscilantes, os dois do Homem de Ferro mantiveram um nível alto e envolvente. Os de Thor e Capitão América não chegaram a abalar as estruturas, mas exibiram alguma dignidade. Meu receio era que Os Vingadores naufragasse como a franquia de X-Men… Felizmente, não! Menos mal para os realizadores. Afinal, Hulk não perdoaria…

mestrado em jornalismo recebe inscrições só até hoje

Vai até a meia-noite de hoje o prazo para recebimento de inscrições do Processo Seletivo 2012 do Mestrado em Jornalismo (POSJOR/UFSC).

Informações detalhadas podem ser conferidas no edital. São 20 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa “Fundamentos do Jornalismo” e “Processos e Produtos Jornalísticos”.

O Mestrado em Jornalismo do POSJOR é reconhecido pela Capes, e tem conceito 4.

As inscrições são gratuitas.

A seleção 2012 terá três fases:

1. análise de projetos e currículos dos candidatos (eliminatória)

2. prova de proficiência de língua inglesa (eliminatória e classificatória)

3. entrevistas com os candidatos (eliminatória e classificatória).

Dúvidas podem ser tiradas na seção Processo Seletivo neste site ou pelo email posjor@cce.ufsc.br

cinco desafios para o jornalismo investigativo

(publicado originalmente no objETHOS)

O jornalismo investigativo é uma vertente em franca expansão no país. Aparentemente otimista, a afirmação pode encontrar eco na respeitável quantidade de reportagens a que o público vem tendo acesso nas últimas duas décadas. O jornalismo investigativo prospera à medida que a democracia se fortalece e faz emergir escândalos, esquemas e facínoras. Mas aumenta o otimismo em torno desse tipo de jornalismo também quando se percebe o crescimento do interesse pelo tema, seja na forma de lançamentos editoriais ou na realização de eventos que o discutam. A criação da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) há dez anos ilustra isso com muita evidência. Numa escala menor, a realização do 2º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), nos dias 17 e 18 de abril, em Florianópolis, também reforça a cena.

O evento reuniu jornalistas e acadêmicos dos dois países para debater avanços na área, mas quero desatacar um punhado de aspectos que me inclino a pensar como desafios. Se o jornalismo investigativo tivesse uma agenda, penso que ela não poderia prescindir de enfrentar esses cinco desafios, colhidos a partir das falas de alguns convidados do Bapijor.

Terra sem lei

Num plano jurídico-institucional, duas condições são complicadoras do trabalho de profissionais e veículos: a ausência de alguns marcos regulatórios no setor da comunicação e a inexistência de sistemas garantidores para a atuação dos jornalistas. O professor Guillermo Mastrini, da Universidad Nacional de Quilmes, apresentou um levantamento de como os governos progressistas da América Latina vêm construindo formas de regulação da mídia em seus países. Na última década, Argentina e Venezuela têm se destacado em termos de política de comunicação, enquanto o Brasil demonstra pouca disposição para enfrentar o assunto. Perduram a concentração dos meios nas mãos de poucos controladores, a falta de transparência no sistema de concessões de radiodifusão, o vácuo jurídico criado com o fim da lei de imprensa e a total inexistência de uma lei geral de mídia eletrônica, entre outros impasses.

A diretora da Abraji, Luciana Kraemer, relatou que a Organização das Nações Unidas criou em março passado um plano de segurança para jornalistas, iniciativa que não contou com o voto da representação brasileira. A jornalista lembrou ainda da existência de um Sistema Internacional de Proteção aos Direitos Humanos, que abarcaria também violações à liberdade de expressão, dimensão diretamente ligada ao trabalho jornalístico. Em terras brasileiras, a alternativa para assegurar melhores condições seria a aprovação do Projeto de Lei nº 4575/2009, que prevê a crição de um programa de proteção dos defensores dos direitos humanos. Em tramitação no Congresso Nacional, a iniciativa já tem projetos semelhantes adotados em cinco estados: Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Pará. Mas enquanto o anteprojeto não é votado em plenário, o país fica sem oferecer um sistema nacional que proteja jornalistas, principalmente em investigações de casos que violem outros direitos humanos.

Empirismo e instinto

Em termos operacionais, outros três aspectos se colocam como desafios para o jornalismo investigativo: jornalistas precisam se aliar a profissionais da tecnologia; é necessário priorizar a sistematização de métodos de investigação; a mídia deve voltar a mira para si mesma.

Especializada em jornalismo em bases de dados, a jornalista Sandra Crucianelli é quase uma doutrinadora. Para ela, as condições atuais exigem que jornalistas adotem seus próprios meios de verificação de informação e se consorciem a programadores de sistema e especialistas em informática. Os repórteres precisam voltar a estudar matemática, disciplina de base para dar mais precisão e fidelidade aos relatos jornalísticos. Devem aprender linguagens computacionais, dominar ferramentas e aplicativos, aliar técnicas jornalísticas e tecnologia da informação, enfatiza.

Ao mesmo tempo em que Crucianelli abre o leque das possibilidades, acadêmicos e profissionais voltam seus olhares para o interior da atividade jornalística: na maioria das vezes, falta método e sobra intuição. A jornalista Daniela Arbex, uma das mais premiadas repórteres da sua geração, reconhece que impera o empirismo e o binômio tentativa e erro. Algumas técnicas de apuração são até compartilhadas, inclusive em cursos oferecidos pelos colegas de profissão, mas elas se restringem a um ou outro aspecto da investigação, completa o professor Samuel Lima, que pesquisa o assunto. Presumo até que, em se tratando de jornalismo investigativo, haja cuidados sobressalentes dos repórteres em dividir modus operandi que foram lapidados ao longo de suas carreiras e que se tornaram verdadeiros segredos da profissão. Preservar a técnica contribuiria para impedir avanços nos métodos na medida em que não se motiva sua discussão, nem se testa sua eficácia e alcance.

Do sigilo do repórter ao segredo das redações. Um último desafio para o jornalismo investigativo é voltar-se para a própria atividade profissional e levantar informações ocultadas para preservar situações particulares em detrimento do interesse público. No Brasil, vigora um acordo tácito que faz com que a mídia não cubra a mídia. Isto é, os meios de comunicação simplesmente preferem ignorar temas que tratem da política, economia, ecologia e cultura midiáticas, como se esses assuntos fossem de interesse restrito e não de caráter social. Evidentemente que a aplicação desses filtros alija o grande público de informações que podem impactar no seu imaginário e no seu cotidiano social. Se a mídia não cobre a mídia, que dirá investigá-la, questiona o jornalista Leandro Fortes.

Em tempos de CPI do Cachoeira, quando não só baluartes da moralidade são colocados na berlinda, mas a lama também parece atravessar a soleira de algumas redações jornalísticas, a ideia de contarmos com jornalistas investigando os negócios da própria mídia é muito atraente e oportuna. Uma agenda para o jornalismo investigativo não poderia prescindir de uma abordagem deste calibre sob pena de se esvaziar ética e moralmente.

mestrado em jornalismo com inscrições abertas

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) recebe até o dia 24 de abril inscrições para o Processo Seletivo 2012 para o seu Mestrado.

As informações detalhadas estão no edital, publicado em 15 de março. São 20 vagas, distribuídas em duas linhas de pesquisa: Fundamentos do Jornalismo, e Processos e Produtos Jornalísticos. As inscrições são gratuitas.

A seleção 2012 terá três fases:

1. análise de projetos e currículos dos candidatos (eliminatória)

2. prova de proficiência de língua inglesa (eliminatória e classificatória)

3. entrevistas com os candidatos (eliminatória e classificatória).

Outras dúvidas podem ser tiradas na seção Processo Seletivo no site do POSJOR ou pelo email posjor@cce.ufsc.br

o bapijor vai começar!!!

A segunda edição do Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) começa hoje às 9 horas no auditório da Reitoria da UFSC, em Florianópolis. O evento reúne pesquisadores e profissionais para debater avanços no jornalismo investigativo brasileiro e argentino, e vai até amanhã, 18.

São quatro mesas de debates, tratando de jornalismo investigativo em órgãos públicos, empresas e organizações; de riscos profissionais e de métodos de investigação. Entre as atrações estão os jornalistas Leandro Fortes (Carta Capital), Sandra Crucianelli (SoloLocal), Daniela Arbex (Tribuna de Minas), James Alberti (RPCTV) e Mylton Severiano (ex-Caros Amigos), e os pesquisadores Gullermo Mastrini, Lila Luchessi, Eduardo Meditsch, Francisco José Karam, Luciana Kraemer, Samuel Lima e Valci Zuculoto.

A programação – que prevê ainda lançamento de livros – pode ser conferida no site do Bapijor. O evento terá cobertura ao vivo pelo Twitter, pela conta do @objethos com a hashtag #bapijor

bapijor acontece amanhã e terça na ufsc

Está tudo pronto para o 2º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), evento que acontece amanhã e quarta, 18, no auditório da Reitoria da UFSC em Florianópolis.

O seminário vai reunir profissionais das redações, pesquisadores e estudantes para discutir avanços no jornalismo investigativo nos dois países mais influentes no subcontinente. Os palestrantes começam a chegar no final da tarde de hoje e passam a se concentrar para as quatro mesas programadas. O trabalho dos repórteres investigativos junto a políticos, a empresas e outras organizações, os riscos profissionais e os métodos para obtenção de informações serão assuntos garantidos nos debates. Além disso, amanhã, às 17 horas, acontece lançamento coletivo de livros, com coquetel aos participantes.

O Bapijor é uma promoção do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) e do Observatório de Ética Jornalística (objETHOS), com patrocínio da Fapesc e PRAE/UFSC, e apoio da Abraji, Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC), ACI, Fapeu e Departamento de Jornalismo da UFSC.

Mais informações em http://www.bapijor.ufsc.br

um vinicius repetitivo e apressado

Eu já havia cruzado mais de uma vez com “Nuestro Vinicius” numa bela livraria de shopping. Neguei-me a levar por um misto de desconfiança e receio. A desconfiança: será que uma biografia escrita por uma estrangeira ultrapassaria a admiração que já tinha pelo que considero o livro definitivo sobre Vinicius de Moraes? A gringa é a jornalista Liana Wenner, e a obra-prima da qual não queria abrir mão é “Vinicius de Moraes – o poeta da paixão”, do crítico José Castello. O receio: deparar-me com um relato que corrompesse o personagem que cultivo como a um parente próximo.

Por uma dessas coisas que não se explica, ontem, trombei mais uma vez com o livro da argentina, mas agora numa versão brasileira, recém-lançada. Por aqui, a biografia que trata das aventuras do Poetinha na Argentina e Uruguai passou a se chamar “Vinicius portenho”. Trouxe comigo, e passei a devorá-la logo após o almoço, como quem se empanturra com papos de anjo em trevas totais…

Mas o que percebi nas primeiras 50 páginas é que o livro nem faz sombra a outros títulos que biografam esse inesquecível personagem. Primeiro porque é mal escrito: tem ideias repetitivas, não é claro no percurso temporal – o que causa desorientação no leitor -, e ainda por cima cria um ou outro clímax que não se sustenta. Depois, porque a pesquisa da autora parece apressada, circunscrita a poucas fontes, e com um tratamento das informações que tende ao preguiçoso. Não raras são as vezes em que Liana Wenner deixa o fio condutor de lado e entrega ao leitor longos trechos de depoimentos, sem um tratamento que uniformize o seu texto, como quem não sabe muito bem o que fazer com aquilo tudo. A narrativa perde em fluxo e potência; a autora evapora diante dos depoentes…

Isto é, “Vinicius portenho” me decepcionou bastante. A prosa é fácil, rotineira até, o que faz restar a impressão de que estamos diante não de um livro, mas de um amontoado de textos jornalísticos – feitos no calor e na pressa do cotidiano -, sem um período de amadurecimento, polimento e cuidado. Apesa disso, é preciso dizer que a obra não é pretensiosa, como se costuma encontrar por aí em outros empreendimentos biográficos. Mas o Poetinha merecia mais que isso.

Em “Garoto de Ipanema”, de Alex Solnik, encontramos um saboroso cardápio de episódios que apresentam Vinicius de Moraes numa dimensão bem humorada e bonachona. Também não há pretensão ou sisudez, mas a leveza do texto do autor carrega o leitor numa viagem bastante prazerosa. “Vinicius de Moraes – uma geografia poética”, de José Castello, é um trabalho restrito a mostrar os lugares por onde passou o poeta, relacionando afetos e logradouros. Caminha-se com o velho sedutor, com o compositor inspirado, com o poeta de copo na mão. Mas “Vinicius de Moraes – o poeta da paixão”, do próprio Castello, é um retrato muito bem acabado, sincero, dramático e doce, como era o “branco mais preto do Brasil”.

Enfim, Benjamin Moser nos mostrou uma Clarice Lispector multidimensional e sólida, mostrando que sua estrangeiridade em nada afetou a distância de sua biografada; Liana Wenner nem arranhou a moldura de Vinicius…

Está chegando a hora!

Mais informações:
http://www.bapijor.ufsc.br

faltam apenas dez dias…

Se você ainda não fez sua inscrição para o Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), corra! As vagas são limitadas e o prazo termina no dia 13 de abril.

O evento acontece nos dias 17 e 18 no auditório da Reitoria da UFSC, em Florianópolis, reunindo grandes nomes nacionais e internacionais da pesquisa e do jornalismo investigativo.

Mais informações em http://www.bapijor.ufsc.br

abertas as inscrições para 2º bapijor

Novidade!

Já estão abertas as inscrições para o Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor). O evento acontece nos dias 17 e 18 de abril no auditório da reitoria da UFSC, em Florianópolis. As vagas são limitadas a 200 inscritos. São três faixas de inscritos: alunos de graduação (R$ 10,00), alunos de pós-graduação (R$ 20,00) e jornalistas, professores e pesquisadores (R$ 40,00).

Os interessados devem acessar o site.

As inscrições vão até 10 de abril.

O Bapijor é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (POSJOR) e do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação Tecnológica de Santa Catarina (Fapesc) e Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PRAE). O evento conta com apoio da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) e Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

Mais informações: http://www.bapijor.ufsc.br