A edição da semana passada da revista Veja trouxe um editorial em que a publicação dá todo apoio à presidente. É uma trégua, então? Não é bem assim. Saiba porque no texto que escrevi para o objETHOS.
o direito a saber: um novo livro
A Unesco acaba de lançar um resultado da sua conferência mundial do dia da liberdade de imprensa, de 3 de maio de 2010: o livro Freedom of Information: The right to know (Liberdade de Informação: o direito a saber). A publicação trazas principais falas de autoridades sobre o tema no evento, além de relatos regionais que tratam das pressões sobre o trabalho dos jornalistas, o estado da liberdade de expressão nos países e seus suportes jurídicos e institucionais. Há textos da Australia, Papua Nova Guiné, Canadá, Nigéria, Nepal, Índia, Indonésia, África do Sul, Áustria, Ruanda, Somália, Ilhas Fiji e Chile.
Chama a atenção o capítulo “Transparência, accountability e a luta contra a corrupção: para além das leis de liberdade de informação”. Os deputados catarinenses que se queixaram do Deputadômetro e provocaram sua suspensão deveriam ler o documento, que tem 1,2 Megabites, 141 páginas em formato PDF e em inglês.
deputadômetro não durou um dia!
Foi só os deputados se queixarem um pouquinho que a Facisc voltou atrás e suspendeu o Deputadômetro. Lançado ontem, o site “para acompanhar o trabalho dos deputados estaduais de Santa Catarina” sofreu críticas dos parlamentares e teve seu ranking da atuação dos políticos suspenso. Entre no site e veja tudo parado e leia a nota oficial da Facisc.
Uma pena! Uma iniciativa que parecia arrojada, corajosa e interessante se revela um projeto medroso.
deputadômetro: política e transparência na rede
Foi lançado ontem em Florianópolis o Deputadômetro, site que deve permitir o acompanhamento dos parlamentares na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A iniciativa não vem de uma ONG, de um grupo de ativistas políticos, nem de hackers que querem complicar a vida dos políticos. O projeto é da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina, a Facisc.
Claro que é uma grande ideia e é óbvio que já está incomodando. Ontem mesmo os deputados já chiaram, queixando-se do fato de que o Legislativo é o poder mais fiscalizado e o que mais apanha; que um ranking com os deputados mais assíduos e produtivos não leva a nenhum lugar; que é uma irresponsabilidade, etc…. O deputado Gilmar Knaesel (PSDB) disse para que desistissem do Deputadômetro, afinal ele não contribui para a democracia. Ora, se a transparência do trabalho de homens com cargos públicos não ajuda a democracia e promove a cidadania, ocultar ajuda?
O pior foi ler no Diário Catarinense o que considerei uma ameaça do deputado Manoel Motta (PMDB): ele sugeriu que os deputados fizessem também consultas junto à Secretaria da Fazenda sobre possíveis dívidas de empresas no estado. É isso mesmo o que você viu. O digno representante do povo não quer ser monitorado, não quer ser acompanhado e ainda insinua que pode retaliar as empresas catarinenses com devassas fiscais.
Ninguém é bobo aqui. O Deputadômetro é uma ação dos empresários para “enquadrar” os políticos e convencê-los a gritar “numa voz única”, em torno dos interesses dos empreendedores locais. É uma estratégia política do empresariado. Os parlamentares não querem cabresto. Só eles querem fazer política.
E você com isso? Ora, você pode acompanhar os políticos pelo novo site, e cobrar que o próprio site de Transparência da Assembleia traga informações de interesse público…
paul bradshaw para além do inglês
Se você não se dá bem com o idioma de Shakespeare e quer conhecer algumas das ideias de um dos nomes mais influentes do jornalismo online hoje, visite os links a seguir. Eles trazem o britânico Paul Bradshaw em espanhol e catalão. Ajudou?
no observatório da imprensa da tv…
Participo hoje à noite do programa televisivo do Observatório da Imprensa para discutir os princípios editoriais das Organizações Globo. O documento anunciado recentemente já rende repercussão no meio jornalístico, já que esse é o maior conglomerado de mídia do Brasil, e sem dúvida um dos mais influentes.
A apresentação do programa é do jornalista Alberto Dines, e ainda foram convidados Leonel Aguiar, professor da PUC-Rio, e Eugênio Bucci, professor da USP
O Observatório da Imprensa na TV é transmitido para todo o país pela TVBrasil e suas afiliadas (consulte os horários da sua região). O público pode participar por telefone (0800-021-6688), pelo twitter (http://twitter.com/obstv) ou pelo chat (http://www.tvbrasil.org.br/interatividade).
Na semana passada, comentei o documento da Globo lá no objETHOS. Dê uma olhadinha aqui.
se eu soubesse…
…tinha ouvido antes o recente disco de Chico Buarque – Chico -, que acabei de ganhar no dia dos pais.
São caprichadas dez faixas, e a que me pegou de cara foi justamente “Se eu soubesse…”, que ele divide os vocais com a namorada Thais Gulin.
ser pai: em dois momentos
hqcon 2011: o que vi por lá
A expectativa era grande para a versão 2011 da HQCon, o evento de Florianópolis para quem curte quadrinhos, games, RPG, cosplay, objetos colecionáveis e todas as formas de cultura pop. Fez um dia de cinema, com sol intenso e temperatura inimaginável para a época: 30 graus!
A HQCon acontece hoje e amanhã num dos níveis do estacionamento do Floripa Shopping, o que pode resultar positiva e negativamente. O bom: fazer uma convenção como essa num shopping aproxima diversos públicos. O mau: fazer uma convenção numa garagem preserva aquele jeitão improvisado, despreparado.
Como se trata de um programa familiar, levei a primeira dama e o herdeiro de minhas dívidas. Como íamos de bando, planejamos chegar vestidos de Os Incríveis, mas não foi possível: o uniforme do Senhor Incrível não cabia em mim (tempos difíceis os nossos!). Abortamos a missão e resolvemos homenagear George Lucas: fomos de StarWars! Passamos uma tarde inteira na HQCon, o que me permitiu tirar algumas impressões que você pode comparar com as do ano passado (isso já está se tornando uma tradição).
Positivo
- Dois dias de evento! Isso é bom, pois permite mais flexibilidade pra frequentar e… voltar!
- O preço dos ingressos: R$ 15,00. O mesmo do ano passado e meia entrada pra todo o mundo. Crianças até 10 anos não pagavam nada, o que estimula nerds a levarem sua prole (Sim, senhor! Nerds também procriam!)
- A organização se esforçou para trazer nomes importantes da área para compor as palestras e debates. Isso é fundamental para oxigenar as ideias e aproximar quem faz de quem consome…
- Teve um debate que tratou especificamente da produção de quadrinhos em Santa Catarina! É assim também que se bota lenha na fogueira da produção local!
- Sorteios de brindes e gincanas. Tem cada marmanjo que se acotovela pra ganhar uns brinquedinhos!
- Houve apresentações tai-chi-chuan, artes marciais, manipulação de espadas e o escambau. Ficou interessante ver demonstrações práticas de superpoderes…
- Os espaços dedicados a videogames estão coalhados de gente. Tem neguinho enchendo as redes do Santiago Bernabeu, tem uns desferindo golpes no Capcom, tem as meninas dançando na frente do Kinect e tem os headbangers do Guitar Hero…
Negativo
- Se está pensando em passar um dia inteiro na HQCon leve sua marmita. Não tem nenhum lugar pra rangar no estacionamento. Claro que você pode sair do evento e buscar uma opção no shopping, mas vai enfrentar filas e pode ficar tentado a não voltar…
- Não beba muito líquido. Você pode querer tirar a água do joelho e para isso também deverá deixar o evento para procurar um lugar adequado…
- Houve atraso na programação, mas isso não é o fim do mundo…
- Se no ano passado os stands ficaram apertadinhos no Floripa Music Hall, neste ano, esse não foi o problema. Tinha espaço de sobra. Poucas lojas. Opções limitadas, embora houvesse novidades como as canecas da Marvel, por exemplo…
- No ano passado, no palco, tinha uma banda que fazia uns BGs legais (backgrounds = fundos musicais). Este ano faltou uma musiquinha. Só rolava rock’n’roll mesmo lá nos caras do Guitar Hero.
- O espaço para as palestras ficou a desejar. Como se trata de um estacionamento, as condições acústicas não são as melhores, e por mais que o sistema de som tentasse, a recepção era difícil. Na verdade, isso tem a ver com o ambiente em si, que não gostei muito, conforme deu pra perceber. O lugar é maior que o ano passado, mas com menos estrutura. Acho mesmo que a HQCon ainda precisa de um super lugar pra acontecer em Florianópolis.
Umas ideias para os organizadores
- Que tal uns puffs, sofás, poltronas, tapetes mágicos, sei lá, para os visitantes se escarrapacharem pela HQCon?
- Que tal chamar umas bandas pra tocar nos intervalos das palestras?
- Por que não convidar escolas e articular a vinda de mais crianças e pré-adolescentes? (Lembrem o que disse um dos debatedores: leitor de quadrinhos morre. É diferente de super-heroi que morre e volta. Por isso, é preciso investir na formação de público…)
- Por que não investir mais nos públicos de seriados? Me deu a impressão que eles ficaram à margem…
- Já pensaram em transmitir as palestras em videostreaming pela internet? Acho que iria provocar um buzz interessante na web…
- Por falar nisso, e se na próxima edição, a HQCon tivesse um esquema forte de mídias sociais, com transmissões em tempo real de diversas partes, videos no YouTube, foruns borbulhando, podcast e rádio online, interação nas perguntas aos debatedores??
- E se no ano que vem a HQCon tivesse um patrono artístico? Tipo um grande nome nacional (internacional ou interplanetário) que viesse à convenção, interagisse com os fãs, recebesse homenagens e tal… Cada ano poderia ter um patrono…
hqcon: as palestras
Começa hoje o maior evento da história das HQs em Santa Catarina: a HQCon
Confira a programação das palestras, apenas uma parte das atrações que se estendem por oficinas, feira, mesas de RPGs, cosplay e outros eventos:
HOJE
11h: Heróis e Batalha
Palestrantes:
- Alan Monteiro O Mundo de “Herois & Batalhas®”
- Evandro Kuhnen Mercado de games, importância dos jogos e redes sociais
13h30: SC faz HQ
Palestrantes:
- Alex Guenther HQS independentes com resgate histórico da região e Catacomics coletivo de desenhistas catarinenses
- Chicolan Menino Caranguejo, quadrinhos digitais, aplicativo Crabboy para iPhone e iPad
- Marcelo Mueller Como entrar e ficar no concorrido mercado de HQ americano
16h: Anos 80 – Cultura Jovem Brasileira nos Anos 80
Palestrantes:
- Guilherme Bryan
- Mario Luiz C. Barroso
18h: DC X Marvel – As Mudanças e Franquias das Duas Maiores Editoras de HQ
- Fabio Fernandes
- Hector Lima
- Mario Luiz C. Barroso
- Sidney Gusman
AMANHÃ
12h: A Turma do Mauricio – Case Mauricio de Sousa e a HQ nacional
Palestrantes:
- Sidney Gusman
- Ricardo Manhaes
- Hector Lima
14h: Festival Punk – Possibilidades do Retrofuturismo
Palestrantes:
- Fabio Fernandes
- Romeu Martins
16h: Computação Gráfica para Publicidade, Cinema e Games
Palestrantes:
- Daniel Meurer
- Janon Berka
18h: Cosplay
tudo novo no monitorando

Após exaustivas reuniões, infindáveis negociações e delicados ajustes, o monitorando entra em nova fase.
Criado numa data cabalística – 20/05/2005 -, o blog ficou inicialmente hospedado no UOL e dois anos depois migrou para o WordPress. Permanecemos no mesmo endereço, mas agora inauguramos domínio próprio – christofoletti.com -, o que permite que o visitante chegue aqui por mais atalhos.
Além do novo endereço, fizemos uma faxina nos links, filtrando inativos e desatualizados, e nos arriscamos a mais uma cirurgia plástica, adotando um novo template: Mystique, da digitalnature. Também reativamos páginas com conteúdos mais estáveis, como a de Artigos e Livros, e uma nova, com síntese biográfica.
Formalmente, o monitorando agora é um site. Mas o espírito continua de blog. Na verdade, hoje, não faz diferença ter site ou blog. Importante é estar online. Estamos aí!
cadê a crise que tava aqui?
Certamente, você já ouviu falar que as tiragens dos jornais estão despencando, que as verbas publicitárias evaporaram, que o jornalismo está morrendo à míngua e que o mundo vai acabar em 2012. Pois é, mas não é bem assim não… pelo menos no Brasil.
Na verdade, na verdade, os proprietários de jornais estão rindo de orelha a orelha.
No primeiro semestre de 2011, a circulação de jornais foi recorde: 4,4 milhões de exemplares por dia, conforme números auditados pelo Instituto de Verificação de Circulação (IVC). Se se considerar os jornais que não são acompanhados pelo IVC, a quantidade pode chegar a 8 milhões, estima o mercado. E se você multiplicar cada exemplar por quatro – que é uma média aceita de leitores por produto -, chegaremos a uma fatia de 32 milhões de leitores de jornal por dia no país.
Não fosse só isso, já seria boa notícia. Mas tem mais. O setor calcula que, de 2004 até a primeira metade deste ano, a circulação tenha crescido 32,7%, quase um terço a mais!
Não é à toa que os donos de jornais devem estar gargalhando. Tanto é que a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) não se conteve e publicou anúncio dando esses mesmos dados nos maiores diários brasileiros esta semana. Vá comparar esse desempenho com os mercados europeus e norte-americano…
dissertações de jornalismo à vista!
O Mestrado em Jornalismo da UFSC já tem duas defesas marcadas para este mês. Na verdade, agosto começou com a banca pública de Carla Algeri (orientada por Francisco José Karam) com o trabalho “O local e o global: fatores que definem a pauta em dois jornais do oeste de Santa Catarina”. Mas anote o que vem por aí:
Dia 26, às 10 horas: “A construção da reportagem multimídia no Diário Catarinense: percepções de quem vive a nova rotina”, de Alexandre Lenzi (orientado por Mauro Cesar Silveira)
Dia 26, às 14h30: “Webjornalismo audiovisual universitário no Brasil: um estudo dos casos TV UVA, TV UERJ e TJ UFRJ (2001-2010)”, de Juliana Teixeira (orientada por Elias Machado)
Mais detalhes no site do Posjor…
florianópolis na rota dos quadrinhos
Acontece amanhã e domingo em Florianópolis mais uma edição da HQCon, evento que reúne produtores e amantes de quadrinhos, games, RPGs e todas as outras formas de cultura de fãs existentes nesta e em outras galáxias.
A HQCon segue o formato das já famosas convenções de quadrinhos, que juntam e aproximam os diversos públicos da cultura de massa e alguns dos nomes mais evidentes no mercado. E pelo que se percebe, o evento está pegando pra valer. Se no ano passado, ao menos 700 pessoas lotaram o Floripa Music Hall, desta vez, a HQCon será realizada em dois dias e ocupará um nível inteiro do estacionamento do Floripa Shopping.
Passei pela convenção no ano passado e, para além do grande feito de promover um evento como esse na cidade, o que me chamou muito a atenção foi o clima contagiante dos frequentadores. Deu a impressão de que todos estavam muito felizes com aquela reunião e que ansiavam por isso há muito tempo. Como se pequenas multidões estivessem dispersas e fossem reagrupadas para um acontecimento.
Dessa sensação, tiro um outro palpite: Florianópolis está sim se credenciando pra ser um pólo interessante para a produção, consumo e discussão de HQs, games, RPGs e outras formas de subculturas de massa. Há dez anos, por exemplo, não havia por aqui locais privilegiados para compra de revistas ou objetos colecionáveis. Hoje, existem boas bancas – como a Joreli – ou a Universo, que vende de camisetas a miniaturas, de pôsteres a revistas, passando por toda sorte de coisas para colecionar. Floripa tem também gente que assina roteiros de HQ, tem indústrias de games para celular e outras plataformas, tem grupos de estudo acadêmico sobre esses temas, e tem gente desenhando e produzindo quadrinhos! Daí que não é nenhum exagero meu em dizer que a cidade está na rota desses negócios. Já ouvi, inclusive, gente de dentro da HQCon dizendo que o evento quer disputar espaço e atenção nacional com feiras de São Paulo e Rio. É pouco ou quer mais?!
mais um prazinho pra se inscrever no pagf
A coordenadora da 5ª edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, Dione Moura, informa que foi alargado o prazo para recebimento de trabalho. Agora, o deadline é 14 de agosto, o próximo domingo. Podem se inscrever autores de iniciação científica/trabalho de conclusão de curso de graduação, dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidos em 2010.
O prêmio é concedido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).
um livro sobre fontes no jornalismo
Acaba de chegar ao mercado um dos pouquíssimos livros sobre fontes de informação que o leitor brasileiro tem à disposição! Trata-se de “Fontes de notícias – ações e estratégias das fontes no jornalismo”, de Aldo Antonio Schmitz. O título é uma versão da dissertação de mestrado do autor junto ao Posjor da UFSC, e que foi orientada por Francisco José Karam. O trabalho é original, interessante e um bom convite a se pensar nas relações que estabelecem jornalistas e seus entrevistados e consultados.
O livro saiu pela Combook, de Florianópolis, e tem 94 páginas. Schmitz é jornalista experiente e já foi pesquisador do objETHOS.
oportunidade: monitoria no zero
Se você é aluno do Jornalismo/UFSC, pode se interessar por esta: são três vagas para atuar como monitor junto ao jornal-laboratório ZERO. O trabalho é dar apoio ao fechamento de quatro edições do jornal no semestre, sendo supervisionado por professores e tendo uma boa equipe de repórteres.
Ficou interessado? Quer saber mais detalhes? Deixe um comentário aí…
é quase um dilúvio…
globo lançou suas diretrizes editoriais
Publico uma rápida análise do documento hoje no objETHOS:
O maior grupo de comunicação do país, as Organizações Globo, anunciou no último final de semana o que chama de seus princípios editoriais. O documento sintetiza as diretrizes jornalísticas que orientam os veículos do conglomerado na TV, rádio, jornais, revistas, e internet, e está sendo amplamente divulgado nesses meios. Mas onde está a novidade? Está mais no lançamento do documento do que em seu teor propriamente dito.
uma conferência sobre cultura pirata
Vai ser no dia 6 de Outubro de 2011 (uma quinta-feira), na sala polivalente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. A entrada é livre e o evento vai das 10 às 19 horas.
Inscrições: http://culturapirata2011.wordpress.com
PROGRAMAÇÃO
10h – Sessão de Abertura
10h15 – 11h15
Conferência de abertura | As contradições da Sociedade da Informação
José Luis Garcia (ICS-UL)
11h30 – 13h00
Impactos da Pirataria na Economia Contemporânea
Moderação: Marta Sofia Pinho Alves (ICS-UL)
Patrícia Dias da Silva (ICS-UL)
Manuel Lopes Rocha (PLMJ)
Paula Simões (UC)
Cristina Susigan (IPP| CEMRI-UAB)
14h30 – 16h00
Militância pirata: Activismos, sistemas de governo e propostas políticas
Moderação: Flávia Santos (FCSH – UNL)
Inês Pereira (CIES – IUL)
Pedro Jacobetty (CIES-IUL)
Alcimar Queiroz (CIES-IUL)
Rodrigo Saturnino (ICS-UL| CEMRI-UAB)
16h15 – 17h45
Consumismo e comunismo na Cultura Pirata
Moderação: Pedro Pereira Neto
Ludwig Krippahl (FCT – UNL)
Miguel Caetano (CIES-IUL)
Jorge Vieira (CIES-IUL)
Jorge Martins Rosa (FCSH – UNL)
18h00 – 19h30 | Mesa Redonda
Copyfight: Fronteiras entre a crise da propriedade privada e do bem público
Mediação: Patrícia Dias da Silva (ICS-UL)
Nuno Pereira (ACAPOR)
Rui Seabra (ANSOL)
Eduardo Simões (AFP)
André Rosa (Movimento Partido Pirata Português)
hoje tem confibercom
Começa pra valer hoje em São Paulo na USP o Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana (Confibercom), importante evento da área que deve reunir os principais pesquisadores do gênero em dois continentes.
O site do congresso pode ser acessado aqui, onde está a programação e mais detalhes.
À tarde, minhas orientandas do mestrado em Jornalismo da UFSC Cândida Oliveira e Janara Nicoletti e eu apresentamos o trabalho “Jornalismo, ética e liberdade de expressão na web: implicações, limites e contradições do uso das mídias sociais por jornalistas” na sessão temática de jornalismo. Para ter uma ideia do que trata o estudo, veja a seguir:
um produto revolucionário
A querida @aninhalaux me mostrou o vídeo com este produto verdadeiramente impactante, invejável, sensacional.
É ecológico, econômico, ergonômico, portátil, acessível e amigável.
Viva a experiência!
(E o Steve Jobs de araque é bem engraçado)
internet das coisas: baixe um ebook
A exemplo do post anterior, temos aqui um estudo da Fundación de la Innovación Bankinter e da Accenture agora sobre a chamada “internet das coisas”, que nada mais é senão a conexão de objetos, utensílios, equipamentos por meio de rede, de forma a transmitir informações e otimizar serviços.
Esta publicação é de 2011, tem 78 páginas, 2,4 Megabytes de arquivo, em formato PDF e está em espanhol.
computação em nuvem: baixe um ebook
Qual é a terceira onda das tecnologias da informação e comunicação?
Um estudo da Fundación de la Innovación Bankinter e da Accenture responde: é a computação em nuvem, conjunto de práticas e dispositivos que permite que se acesse arquivos e aplicativos online, permitindo maior mobilidade do usuário e dispensando traquitanas de todos os tipos.
“Cloud Computing” é uma publicação que enfoca a realidade da Espanha, mas que não despreza o fenômeno global que deve conformar um mercado de 42 bilhões de dólares em 2012. Vale a leitura, vale acompanhar.
O estudo é de 2010, tem 129 páginas, 1,8 Megabytes de arquivo, em formato PDF e está em espanhol.
o que eu não queria ter visto (2)
Na minha ausência do mundo, Amy Winehouse morreu. Parecia anunciado, mas é dessas notícias que não se quer anunciar nem ouvir. Há meses já era uma história triste, com personagens decadentes, com episódios melancólicos cercados de cobranças moralistas, com arrochos sentimentais. A sensação que parece contagiar a todos é que foi um grande desperdício, afinal poderíamos ter tido mais trinta, talvez quarenta anos de carreira musical da artista. Ficou no condicional.
Fiquei triste com o desfecho do caso. Fiquei mais triste com o tratamento desrespeitoso dado à morte da cantora por alguns programas de entretenimento. O Fantástico do domingo pulverizou a cobertura ao longo do programa inteiro. O pior foi prometer “uma homenagem surpresa” ao final. Um recurso muito usado por programas de fofoca, na tentativa de “amarrar” a audiência. A tal homenagem surpresa era a apresentação de uma cover de Amy que desfigurou uma de suas canções.
Na segunda-feira, Ana Maria Braga vestiu uma peruca da cantora e ficou requebrando ao lado do papagaio de boneco. Aquilo era uma “homenagem”. Dispensável, claro. Como foi dispensável a abertura do mesmo programa onde a apresentadora fez uma teatrinho bobo numa rua deserta nos arredores do ProJac. De repente, graças aos “efeitos especiais” de sua equipe, um bueiro explodiu, em clara alusão ao que vem acontecendo no Rio de Janeiro. Explodiu, mas nada aconteceu, pois era uma tentativa de piada de Ana Maria Braga. Uma praga.
o que eu não queria ter visto (1)
Estive fora uns dias, na estrada, com vento na cara e sem muitas conexões com o mundo real. Este intervalo me privou de saber imediatamente de algumas notícias. Acabei sendo informado depois. Mas honestamente não gostaria de ter sabido dos atentados na Noruega, das dezenas de mortes, da tristeza que se espalhou pelo mundo a partir da ação de alguém que nem deveria ser nominado…
Fiquei pensando: como é que pode uma única pessoa colocar uma nação inteira de joelhos?
estivemos fora do ar…
que compras coletivas que nada!
diferenças entre jogar futebol e jogar bola
Passe os olhos pelos jornais agora e vá direto às páginas de esportes. Sim, concentre-se nos textos que tratam do vexame da seleção brasileira na Copa América. (Se você estava na lua ou teve o bom senso de aproveitar o final de semana para descansar da TV e não viu nada, o Paraguai eliminou o Brasil da competição, sem gols. E a seleção perdeu quatro pênaltis na derradeira disputa…)
Volte aos textos e assista a um desfile patético de tentativas de explicação do inusitado, de frases mancas dos jogadores, de constrangimentos espalhados entre os colunistas e redatores. É isso mesmo. A vergonha é indisfarçável e contagiante. Só o tempo vai dissipá-la… Enquanto isso, não posso deixar de dizer que não engulo alguns lugares comuns que preenchem as páginas dos jornais, as músicas nos elevadores, as paredes dos prédios.
“Futebol é assim mesmo! É o único esporte onde nem sempre o melhor vence!”
“Jogaram muito melhor que o adversário. Só faltou o gol, foi um detalhe”
“Foi injusto. Jogaram melhor, mas deixamos escapar a vitória no final…”
Ora, bolas!
Qual é a razão do esporte? Numa palavra: vencer.
O futebol é esporte? É.
Qual a razão do futebol, então? Vencer.
Como é que se vence no futebol? Fazendo mais gols que o adversário.
Qual é o momento mais esperado do jogo? O do gol.
Então, gente, gol não é detalhe, não é um capricho de preciosistas. É a condição para se alcançar o objetivo desse esporte criado pelos bretões. Jogar melhor e não vencer viola as regras mais lógicas. Como é possível ser superior sem sobrepujar o oponente? Não existe, não funciona, não é. Trata-se de retórica, de discurso de resignação, de autopiedade. Muita gente embarca na história porque o raciocínio tem um toque místico, que desestabiliza a razão, a lógica, o senso.
Daí que também não existe injustiça nesse caso. Se não fez o gol que demarcaria ser mais que o rival, por que seria justo que o time fosse o vencedor? Apenas por belas jogadas? Apenas pela criatividade? É pouco. Claro que adoro ver futebol bem jogado, quem não gosta? Mas belos passes que não geram gols são, esses sim, detalhes que não desaguaram no que vai diferenciar uma equipe da outra. Não é só pragmatismo; é realismo. As regras são conhecidas por todos desde o apito inicial. Tem que fazer mais gols do que o outro. Senão não tem vitória. Está aí uma das diferenças entre jogar futebol – profissionalmente – e jogar bola – por prazer, sem compromissos maiores.
a imagem do dia…
Não, não foi a derrota da seleção brasileira para a paraguaia na Copa América. Mas tem a ver com futebol.
Vejam só o que o presidente dos Estados Unidos estava fazendo:

Isso mesmo! Barack Obama estava vendo a final da Copa do Mundo de futebol feminino!
Dois erros fatais: 1. Chamou a patroa e a criançada pra ver a partida e nem pediu para elas colocarem um chinelinho. Vai pegar friagem! 2. Dá uma olhadinha na mesa lá atrás. Viu?! Tá cheio de trabalho acumulado e ele matando o tempo ali. Ô, presidente, o povo americano tá aflito com a aprovação de um novo limite de endividamento público…
O pior de tudo é que a seleção do presidente (também) perdeu. A foto não mostra, mas Barack Obama também está descalço e sem meias. Pé frio que nem Mick Jagger.



