Se vivo estivesse, John Coltrane hoje não apenas sopraria seu sax, mas sim 85 velinhas.
Apenas dois momentos. Inesquecíveis.
My favorite things
Central Park West
Se vivo estivesse, John Coltrane hoje não apenas sopraria seu sax, mas sim 85 velinhas.
Apenas dois momentos. Inesquecíveis.
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O Link, caderno de tecnologia de O Estado de S.Paulo, trouxe matéria sobre estudo da agência Adge/Magid Generational Strategies que apontaria uma ligação direta entre consumo de certas mídias por grupos etários em faixas de horário do dia. Quer dizer: o uso do meio ajuda a definir a sua geração. Típico caso de determinismo biotecnológico, fácil da gente “comprar” mas igualmente fácil de desbancar.
Veja a matéria aqui, o estudo aqui e um infográfico aqui.
Digo que a gente embarca nessa história com facilidade porque estudos deste tipo nos “ajudariam a explicar as mudanças pelas quais estamos passando nos últimos anos”, separando em gavetinhas as espécies de usuários e organizando a bagunça em que vivemos. Mas a coisa não é assim tão tranquila.
Se as gerações funcionam assim, como explicar os casos de velhinhos que estão nas redes sociais, que blogam, que se comunicam com seus netinhos pelo Skype, que postam suas fotos familiares no Flickr ou coisas do tipo? Como explicar que existem jovens usuários que não são necessariamente heavy users ou nerds de plantão, apesar de seus colegas serem? Eles são desvios da norma? São exceções à regra? Não se pode afirmar porque não há dados científicos que o coloquem dessa maneira…
Isto é, embora gostemos da piadinha que elogia as novas gerações por estas “virem software embarcado atualizado”, as formas de apropriação dos meios seguem regras que transcendem as biológicas: são culturais, sociais, contextuais, históricas. Quem dá bons argumentos nessa direção é o sagaz Clay Shirky, professor da Universidade de New York e autor de um livro inspiradíssimo: Cultura da Participação. Segundo Shirky, as gerações podem se diferenciar no uso dos meios não por aspectos inatos, ligados a sua genética ou coisa do tipo. Hiatos podem surgir entre elas por conta das oportunidades diferentes que elas têm de se apropriar de algo, de trazer isso para suas vidas e de transformar suas existências com essas novas chances.
O raciocínio de Shirky ajuda a explicar porque hoje milhões de pessoas – de todas as gerações – compartilham mais suas experiências nas novas mídias, articulam-se mais em torno de causas cívicas (ou não), buscam se organizar pela web e forçam a porta da participação nos meios convencionais. Temos atualmente mais oportunidades de fazer coisas que antes ficavam relegadas a grupos mais restritos. Temos capacidade de nos conectar mais rapidamente e mais facilmente a grupos de semelhantes, o que facilitaria trabalhar de forma coletiva. Não é, portanto, um fenômeno geracional; é histórico; é o momento. Segundo Shirky, temos os meios, os motivos intrínsecos para fazer isso e as oportunidades. Junte tudo, bata e coloque no forno. O resultado é o que o autor chama de “excedente cognitivo”.
Não disse que essa coisa do determinismo geracional era fácil de contrariar?
Não disse que as ideias do Shirky são interessantes?
Para o jornalismo e para a culinária, existem ingredientes certos, medidas exatas e procedimentos de trabalho. Se você erra num ou noutro, pode comprometer o resultado final.
Mas o que ética jornalística tem a ver com macarronada?
Descubra no artigo que publico hoje no objETHOS.
O maior desenhista-chargista-flamenguista de Santa Catarina acaba de inaugurar um novo boteco: Xarjincasa.
Na real, Frank Maia já tinha o seu blog, mas fez um puxadinho aqui, pendurou uma rede ali, deu umas coloridas na parede de trás e botou uma placa nova no lugar.
Tem cômodos novos, outros marromeno, mas o Frank continua o mesmo: inteligente, antenado, com um traço poderoso, e acima de tudo: im-pa-gá-vel.
Vê só:

Sergio Rubim, o Canga, fez hoje em seu blog uma homenagem a Dave Brubeck, legendário pianista de jazz de 90 anos. Apenas um feito já seria suficiente para alçar Brubeck aos píncaros da glória: ele compôs Take Five. Nunca ouviu? Já ouviu sim senhor. Relembre…
Agora, delicie-se também com esse mashup que junta Brubeck e Radiohead.
A publicação é editada pelos jornalistas Sandro Medina Tovar (do Peru) e Emiliano Cosenza (da Argentina), e se quiser saber mais clique aqui.
Para baixar, clique aqui.
André Lemos acaba de anunciar a publicação de mais uma edição da revista Contemporânea, do Poscom/UFBA. O dossiê temático é WikiLeaks: cibercultura e política, e está imperdível. Veja o sumário parcial…
Acesse a edição aqui.
A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) anunciou os trabalhos individuais aceitos para o seu 9º Encontro, que acontece no começo de novembro da UFRJ, Rio de Janeiro.
De acordo com a entidade, foram inscritos 198 comunicações individuais e dessas 137 receberam os aceites dos pareceristas e avaliadores. Além delas, o evento terá ainda 12 comunicações coordenadas.
Saiba mais no site do evento.
A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (Posjor), informa que recebe colaborações para a edição do segundo semestre até 20 de setembro.
Eixo Temático: Reportar, implicações narrativas
Ementa: A edição propõe reunir estudos que se interessem pelas condições e possibilidades estético-políticas implicadas no relato jornalístico, em sua ambição de reportar situações e eventos, em qualquer suporte. A discussão proposta se orienta para questões inerentes ao domínio da narrativa e sua localização na cultura, seja pelo reconhecimento das estruturas retóricas, com sua eficácia e suas ilusões, seja pela centralidade atribuída ao relato na configuração de sentidos.
Formatação: consulte as Diretrizes para Autores da EJM
Por questões editoriais, apenas serão recebidos e avaliados os textos com o tema da edição.

Siga por aqui
Estive ontem em Itajaí junto com um grupo de voluntários, e a sensação que tivemos é de que a cidade não caiu de joelhos diante da enchente deste ano. É verdade que muitos bairros foram afetados, que houve perdas materiais terríveis, que o medo e o desespero tomou conta de muitos, mas pelo que pudemos perceber, desta vez, a situação esteve mais sob controle.
Diferente de 2008 que havia perplexidade no olhar das pessoas e pânico no ar, ontem, nos abrigos, até sobrava voluntários. Fiquei pensando nas razões disso. Conversei com diversas pessoas tentando entender, e cheguei à conclusão de que uma soma de fatores permitiram isso: a cheia não foi uma surpresa total, já que os meios de comunicação e os governos locais alardeavam a possibilidade; a população em áreas de risco resistiu menos para deixar suas casas e seguir para os abrigos públicos; a defesa civil e órgãos consorciados tinham mais recursos, gente e know how; algumas obras de retificação de cursos de rio e de aumento de calado no Porto de Itajaí facilitaram a vazão do alto volume de água que descia do Alto e Médio Vale do Itajaí; circulou mais informação por canais tradicionais e alternativos, como as redes sociais, ajudando no quer fosse preciso…
Claro que deu uma tristeza imensa ver parte da cidade debaixo d’água. Recomeçar é tão difícil. Mas o sol que brilhou durante todo o dia de ontem trouxe um novo astral e disposição renovada para voltar a lutar.
1. Não espere as águas chegarem até sua rua. Observe o nível do local e as ruas vizinhas. Se o volume de água estiver subindo muito rápido, deixe a residência enquanto houver segurança.
2. Se mora em prédios com garagens no subsolo, retire o veículo antes que ele possa ficar retido.
3. Coloque no veículo os familiares, roupas secas, sacos plásticos, alimentos secos (pães, bolachas, enlatados) e água potável. Economize esses itens, pois é possível que o comércio local esteja fechado e o abastecimento interrompido.
4. Evite andar a pé por trechos muito alagados, com água turva e barrenta. Ela costuma ser agente de contágio de doenças. Buracos submersos também podem surpreender.
5. Não anda a pé por trechos com correnteza. Enxurradas de 20 centímetros de altura podem provocar quedas e arrastar pessoas.
6. Se for deixar animais domésticos em casa, não os deixe presos em correntes ou coleiras. Eles podem morrer afogados. Melhor soltá-los ou, se possível, trazê-los consigo.
7. Recarregue celulares e notebooks. Pode faltar energia elétrica. Compre pilhas e baterias adicionais para rádios e lanternas.
8. Coloque documentos e objetos de valor em um saco plástico bem fechado e em local protegido. Não desgrude disso. Em casos de desastres, com documentos em mãos, é sempre mais fácil solicitar indenizações, seguros, etc…
9. No caso de casas construídas em áreas de risco de deslizamento, avise os vizinhos sobre o perigo. Contate também imediatamente o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, informando áreas afetadas pelas águas.
10. Convença as pessoas que moram nas áreas de risco a saírem de casa durante as chuvas. Caso necessite de resgate ou auxílio, ligue para 199.
Informação ajuda a salvar vidas.
Ainda mais em situações tão emergenciais quanto as do momento, quando o Vale do Itajaí – em Santa Catarina – sofre com as fortes chuvas e enchentes.
Neste momento, pelas redes sociais, muita gente está repassando informações. Emissoras de rádio e TV de diversas cidades também estão operando de forma ininterrupta. Acesse!
Em Brusque: http://www.radiocidadeam.com.br/aovivo
Em Itajaí: http://www.radioclubebandeirantes.com.br/site
Em Balneário Camboriú: http://tunein.com/radio/Radio-Menina-1005-s100229/
Em Blumenau: http://www.tvgalega.com.br e Rádio Nereu Ramos (http://bit.ly/83DMNe)
Todas as chuvas do mundo desabam sobre Santa Catarina desde o mês passado. Em agosto, não chovia tanto há mais de uma década. Em Florianópolis, as precipitações foram o triplo do que historicamente se tem no período.
Setembro entrou com tudo. Muito volume de água nesta semana. No momento, cidades do Vale do Itajaí como Blumenau, Rio do Sul, Ilhota, Navegantes e Itajaí estão em alerta. Há pouco, o rio Itajaí-Açu chegou a 8,54 metros em Blumenau, o que já aciona todos os sinais vermelhos. É uma situação delicada, pois os transtornos são muitos: alagamentos, interrupção de abastecimento de água, suspensão de aulas, deslizamentos…
As redes sociais podem ajudar. Para saber mais e mandar informações, siga no Twitter:
Cuidado com o alarme. Retransmita apenas informações confiáveis e responsáveis.
Olha só o que nossos alunos estão aprontando…
A programação…
Data: 12 a 16 de setembro de 2011
Local: Auditório Henrique Fontes, Centro de Comunicação e Expressão (CCE)
Segunda-feira, 12 de setembro
9h – 12h: Minicursos
15h: Webconferência com Patrícia Campos de Mello, ex-correspondente nos Estados Unidos
17h30: Debate “Violência no campo: a cobertura de conflitos na Amazônia”. Convidados: Felipe Milanez e Daniel Bramatti
20h: Palestra de abertura com José Hamilton Ribeiro
Terça-feira, 13 de setembro
9h – 12h: Minicursos
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Entre interação e informação: o jornalismo nas mídias sociais”. Convidados: Ana Brambilla, Tiago Dória e Rodrigo Martins
20h: Cerveja Jornalística: Bate-papo no Chopp do Gus com Alexandre Matias e Emerson Gasperin
Quarta-feira, 14 de setembro
9h – 12h: Minicursos
15h: Webconferência com Eduardo Castro, correspondente na África
17h30: Mesa de discussão “11/09: o Oriente Médio em pauta após os atentados”. Convidados: Luiz Antônio Araújo, Samy Adghirni e Luciano Martins Costa
20h: Sabatina com a Agência Pública de Jornalismo Investigativo
Quinta-feira, 15 de setembro
8h30 – 12h: Minicursos
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Redação ou academia: possibilidades criadas com a pós-graduação”. Convidados: Gislene Silva, Felipe Pontes e Alexandre Lenzi
19h: Mesa de discussão “Carreira de jornalista: diferentes caminhos para o foca”. Convidados: Ana Estela de Sousa Pinto, Marques Casara, Patricia Marins e Maurício Oliveira
Sexta-feira, 16 de setembro
15h: Webconferência com Fabiano Maisonnave, correspondente na China
17h30: Mesa de discussão “Imagem é informação: a importância do jornalismo visual”. Convidados: Luiz Iria, Anderson Schneider e Ludmila Curi
20h: Palestra de encerramento com João Moreira Salles
23h: “Boa Noite!”, festa de encerramento no 1007 Boite Chik
Sim, a Facisc avisou que vai retornar com o polêmico ranking dos deputados catarinenses, mas isso daqui a algumas semanas. Se você gostou da iniciativa, confira o que um cidadão comum fez e que também é um ótimo projeto: AssembleiaAberta.
A primeira semana de setembro foi crítica para a equipe do WikiLeaks. Em poucos dias, o mais famoso site de vazamentos foi hackeado, trocou farpas com grandes jornais, sofreu críticas globais sobre seus métodos, e ainda viu seu mentor – Julian Assange – na iminência de sofrer mais um processo, agora do governo australiano. Não bastasse isso, começam a despontar dois concorrentes no mercado de vazamentos: o OpenLeaks, do dissidente Daniel Domscheit-Berg, e a SafeHouse, do The Wall Street Journal.
Apesar de viver sempre com a navalha na garganta, sentindo o cerco se fechar sobre seu projeto, Assange parece ter o sangue frio dos enxadristas. A semana foi difícil, mas isso não o impediu, por exemplo, de participar por teleconferência de um importante evento no Brasil sobre tecnologia – o InfoTrends – e disparar contra veículos de comunicação que há pouco tempo eram parceiros do WikiLeaks. Sempre é bom lembrar: Assange cumpre uma espécie de prisão domiciliar na Inglaterra, pois responde judicialmente a diversas acusações, entre as quais a de estupro.
O estopim para o mais recente tiroteio foi a divulgação pelo Wikileaks de quase 134 mil documentos, dos quais alguns traziam as identidades das fontes, contrariando a rotina de vazamentos anteriores. O Departamento de Estado dos EUA reagiu, argumentando que a publicação colocava em risco as pessoas mencionadas e prejudicava operações de contraterrorismo.. O procurador-geral da Austrália, Robert McClelland, também se enfureceu, pois do lote de documentos, constavam os nomes de 23 australianos suspeitos de participação em grupos terroristas do Iêmen. Para McClelland, a informação “compromete a segurança nacional” de seu país. O WikiLeaks se defendeu das acusações, colocando a culpa no jornal britânico The Guardian, um de seus parceiros na mídia tradicional no que foi chamado de “o maior vazamento público de documentos da história”. Segundo Assange, o livro publicado em fevereiro pelos jornalistas David Leigh e Luke Harding revelava a senha para acessar documentos na íntegra, sem ocultação dos informantes. O jornal alegou que seus jornalistas haviam sido informados por Assange que a senha era temporária e seria trocada em poucos dias. Verdadeiro jogo de empurra…
No primeiro dia de setembro, Assange voltou a atirar, descarregando agora também contra The New York Times, outro ex-colaborador. Segundo o mentor do WikiLeaks, os grandes conglomerados de mídia estão mais comprometidos com os governos de seus países do que com os interesses dos leitores. Na sequência, o WikiLeaks publicou o lote de 251 mil documentos da diplomacia norte-americana – aquele do maior vazamento do mundo – em versão não-criptografada, colocando mais gasolina na fogueira. Quatro de seus parceiros na imprensa – The Guardian, The New York Times, El País e Der Spiegel – trataram de condenar a ação, eximindo-se de qualquer responsabilidade. Ao que tudo indica, acabou o casamento entre o maior site de vazamentos e alguns dos mais influentes veículos de comunicação mundial. Azedou de vez a relação entre o resultado de uma nova cultura de tratamento da informação surgida com a internet e os meios midiáticos tradicionais.
Mas é preciso entender alguns aspectos dessa novela. O primeiro é que o WikiLeaks não tem os mesmos compromissos que a imprensa ou órgãos governamentais. Não se pode esperar que opere com as mesmas preocupações de preservação de fontes. O WikiLeaks parece não manter esses compromissos, e – claro! – corre o risco de ser considerado “irresponsável” e “negligente”. Por outro lado, os cinco parceiros na mídia convencional sabiam que pouco poderiam confiar no site de Assange. Cresceram os olhos com o volume das informações exclusivas a que teriam acesso, e se arriscaram na joint-venture. A decisão não foi apressada; a costura da parceria demorou meses. Foram ingênuos? Difícil afirmar que alguém nesse episódio esteja isento de responsabilidades.
O fato é que a sequência de capítulos traz à tona – para além de nomes e relatos – questionamentos sobre os limites e os compromissos que devem ter aqueles que detêm informações estratégicas. Pode-se pode colocar vidas em risco por conta da divulgação de dados? O que vale mais: o direito à vida ou o direito de ser informado? Quem define a preponderância de um sobre o outro? Quem deve garantir cada um desses direitos? A quem cabe zelar pela integridade dos informantes? De que forma sites como o WikiLeaks devem se orientar nesses casos? Os critérios jornalísticos valem para organizações não-jornalísticas?
Na nova ecologia comunicacional, não existem apenas os dinossáuricos jornalistas e suas paquidérmicas organizações de informação. Outros animais midiáticos também compõem a fauna, e dividem os recursos e o território. Julian Assange e o WikiLeaks são espécimes recentes, sem catalogação ainda. Conviver com estranhos assim, num cenário em ebulição, é desafiador não apenas para quem trabalha nas redações ou no serviço diplomático. O público – de forma muito sábia e silenciosa – assiste à reacomodação das forças.
(publicado originalmente no objETHOS e republicado no Observatório da Imprensa)
Reproduzindo:
A equipe editorial da Revista Comunicação Midiática, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UNESP, comunica que está aberta até 15 de outubro a chamada para envio de trabalhos para edição do terceiro quadrimestre de 2011 (v.6, n.3).
A publicação aceita artigos de doutores, ou doutores em co-autoria com pós-graduandos e mestres, para as seções Cultura e Mídia, Linguagens Midiáticas, Políticas de Comunicação e Resenhas.
As diretrizes, critérios e normas de submissão e formatação dos trabalhos estão disponíveis aqui
É, a gente nem sentiu, né?
Mas lá se foram dois terços do ano… agosto foi chuvoso em Santa Catarina, como não era há mais de uma década… que setembro venha sequinho, sequinho…
A 13ª edição do já tradicional International Symposium on Oline Journalism, promovido pela Universidade do Texas, tem data marcada para 2012: 20 e 21 de abril, em Austin.
Já tem chamada para trabalhos também. Veja aqui.
A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (Posjor), informa que já está recebendo colaborações para a edição do segundo semestre de 2011.
Eixo Temático: Reportar, implicações narrativas
Ementa: A edição propõe reunir estudos que se interessem pelas condições e possibilidades estético-políticas implicadas no relato jornalístico, em sua ambição de reportar situações e eventos, em qualquer suporte. A discussão proposta se orienta para questões inerentes ao domínio da narrativa e sua localização na cultura, seja pelo reconhecimento das estruturas retóricas, com sua eficácia e suas ilusões, seja pela centralidade atribuída ao relato na configuração de sentidos.
Deadline: 20 de setembro de 2011
Formatação: consulte as Diretrizes para Autores da EJM
Artigos de outras temáticas também são aceitas na submissão, mas terão prioridade na avaliação os textos sob o tema da edição.
A Comissão Editorial da EJM informa ainda que o número dedicado ao tema “Democracia e Regulação da Mídia” está em fase final de produção, devendo ser lançado nas próximas semanas.
A Folha de S.Paulo está colocando à disposição dos leitores uma série de documentos que ajudam a dar mais clareza às relações políticas nacionais e internacionais dos últimos anos. O projeto Folha Transparência, segundo o próprio jornal, é “é um conjunto de iniciativas do jornal para divugar informações e documentos de interesse da sociedade. O projeto reflete não só o trabalho de reportagem da Folha como também ações nas esferas administrativas e judicial para levar o poder público a revelar dados mantidos em sigilo”.
Não chega a ser comparável ao WikiLeaks, mas vale pelo esforço e pela abertura.
Ao que tudo indica, o site mais polêmico de Santa Catarina deve voltar em breve. A Facisc emitiu nota anunciando que retomará o ranking dos parlamentares locais em seu Deputadômetro. A iniciativa causou irritação de suas excelências e a pressão fez com que a organização classista recuasse. Baixada a poeira e com um punhado de manifestações de apoio, o site deve ser atualizado em 30 dias.
Tomara que o site retorne rapidamente e que não volte atrás na sanha de observar os políticos catarinenses…
Veja a nota da Facisc
A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) vai voltar a publicar o ranking dos deputados estaduais no site Deputadômetro (www.deputadometro.com.br). A decisão foi da diretoria da entidade após o recebimento de inúmeras manifestações de apoio e ponderações da sociedade, através de entidades empresariais e cidadãos. A FACISC também recebeu solicitações de entidades empresariais de outros estados para implantar a ferramenta nas suas assembleias legislativas.
Segundo o presidente da FACISC, Alaor Tissot, a intenção é rever alguns critérios, mas publicar novamente o ranking. “Nós vamos analisar outros itens sugeridos para ampliar a avaliação”, ressaltou. A Federação ressalta que o site faz uma análise quantitativa da atividade parlamentar dentro da Assembleia Legislativa através de dados oficiais disponibilizados
pela própria Alesc.Na próxima semana a Federação tem uma reunião agendada com o diretor executivo Cláudio Abramo do portal Transparência Brasil para troca de ideias. “Vamos buscar informações com a entidade a fim de promovermos as melhorias necessárias”.
Sobre a data do retorno a diretoria avalia que deve ser o mais rápido possível. “Temos que fazer as adequações e retornar com o ranking num prazo de 30 dias, que é o tempo necessário para coletar dados e adaptar a tecnologia”.
… não se deixe levar pelo baixo astral. Basta ver isso:
O Mestrado em Jornalismo da UFSC tem duas defesas marcadas para hoje e ambas serão transmitidas pela internet.
Às 10 horas: “A construção da reportagem multimídia no Diário Catarinense: percepções de quem vive a nova rotina”, de Alexandre Lenzi (orientado por Mauro Cesar Silveira)
Às 14h30: “Webjornalismo audiovisual universitário no Brasil: um estudo dos casos TV UVA, TV UERJ e TJ UFRJ (2001-2010)”, de Juliana Teixeira (orientada por Elias Machado)
Mais detalhes no site do Posjor… Para acompanhar a transmissão, vá por aqui.
Não foi necessariamente uma surpresa a renúncia de Steve Jobs do comando da Apple. Já se sabia que mais dia menos dia ele deixaria a cadeira para cuidar de assuntos bem mais urgentes que o IPad 3 ou qualquer outra traquitana hightech. São evidentes e indeléveis as marcas dele nos resultados da Apple e na história recente da tecnologia, mas sua saída provocou uma comoção virtual nos blogs e redes sociais.
Calma, gente! O Steve Jobs não morreu! Só pegou o seu boné e foi fazer computação em nuvem!
Bem, e ele não é o único a limpar as gavetas. O António Granado informa que Jim Romenesko, nome importante da blogosfera, também vai se aposentar…
(Aliás, ontem, um piadista já anunciava no Twitter: “Steve Jobs deixa a Apple e muda de nome. Vai passar a atender por Steve Vacations”…)
Alguém por aí já disse que to share é um dos verbos do momento. Sim, compartilhar está na moda. Compartilhar vídeos, fotos, músicas, textos, livros, enfim, todo tipo de conteúdo online. Atitudes simples de dividir têm modificado hábitos de consumo, têm provocado terremotos na indústria dos bens simbólicos e têm feito muita gente queimar as pestanas para responder porque isso acontece.
The New York Times Customer Insight Group, a divisão de pesquisas de marketing do jornal mais influente do mundo, produziu um estudo sobre o que vem chamando de Psicologia do Compartilhamento (Psicology of Sharing).
Para reforçar o tema, vou compartilhar com vocês o estudo
(18,6 Megas, 47 páginas, em inglês e no formato PDF).
Damian Tambini, professor da London School of Economics, assina junto com o Departamento de Media and Communications, um relatório que pode servir muito a jornalistas em tempos de crise. “What’s financial journalism for? Ethics and Responsibility in a time of crisis and change” discute aspectos como sustentabilidade, globalização, informação responsável e ética.
O documento é de novembro de 2008, mas não perdeu sua atualidade. Tem 38 páginas em inglês e está em formato PDF.
Baixe aqui.
Na semana passada, participei com Eugênio Bucci, Leonel Aguiar e Alberto Dines de um debate no programa de TV do Observatório da Imprensa. O tema foi o documento das Organizações Globo que estabelece os princípios editoriais do grupo. O programa do Observatório é transmitido pela TVBrasil nas noites de terça-feira (hoje tem!) e depois fica disponível na internet.
A seguir, o debate sobre as diretrizes globais, em três partes.
Parte 1 de 3
Parte 2 de 3
Parte 3 de 3
Não é só a Globo que se preocupa com a transparência de seus princípios editoriais, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também tem seu compromisso público com as audiências e está trabalhando na elaboração de um manual de jornalismo próprio. O documento deve orientar os conteúdos produzidos e veiculados na TV Brasil, nas rádios EBC, na Radioagência Nacional e na Agência Brasil.
Conheça os princípios editoriais da EBC:
A EBC também leva em consideração itens da Declaração da Unesco sobre o tema: