Pense num personagem.
Um homem que conspirou contra governos, que clandestinamente espalhava os germes da revolução e que polemizava como ninguém nos jornais da sua época. Um homem que frequentava tabernas, sindicatos e bibliotecas. Um homem que fugiu, se exilou, foi expulso e perseguido em pelo menos quatro países. Um sujeito que conviveu com Bakunin, Stuart Mill e Proudhon, e que morava na mesma cidade que Darwin. Um sujeito que escreveu um manifesto com seu parceiro que se tornou o maior chamamento político do Ocidente. Um cara que descreveu as engrenagens da sociedade, que explicou os intestinos do capitalismo, que formulou e teorizou ideias que modificaram a compreensão do mundo sobre trabalho, exploração, valor, dinheiro e riqueza. Um cara que teve (pelo menos) seis filhos, que mantinha uma profética barba, que sofria de furúnculos pelo corpo, que brigava com os amigos mais próximos e se derretia de amores com as filhas e os netos. Um sujeito que teve uma vida de merda na miséria e que também teve uma vida extraordinária.
Qualquer personagem que tivesse a metade desse enredo já teria atraído a atenção dos principais estúdios de cinema do mundo. Apesar de tudo isso, não há quase nenhum filme sobre Karl Marx. Isso porque, quase 150 anos depois de sua morte, o velho conspirador continua perigoso, e as suas ideias seguem sendo inflamáveis. Nos dias de hoje e se não fosse ele, a Netflix estaria salivando para fazer uma série de streaming com diversas temporadas. Mas este não é qualquer personagem, e o capitalismo – embora tenha uma grande capacidade de fagocitar tudo – ainda não ousa contar a história de Karl Marx.
Participo nesta semana do Seminario Internacional “Periodismo: ¿una actividad de riesgo? Amenazas, desinformación y autorregulación en el panorama internacional”, promovido pelo
Todo o mundo diz que as instituições estão perdendo a confiança pública nos últimos anos, e a imprensa não estaria a salvo disso. Confiança é um tema delicado e difícil de ser compreendido. Há pelo menos três anos estou pesquisando o assunto com uma equipe incrível. Neste curto
A Meta anunciou que não terá mais moderação de conteúdo nos Estados Unidos, e que vai deixar para a “comunidade” decidir o que pode e o que não pode em suas redes sociais.
O Nexo Jornal fez uma reportagem repercutindo a demissão do jornalista Rodrigo Bocardi pela TV Globo, após infringir “normas éticas”, conforme divulgou o setor de compliance. Lucas Zacari me entrevistou sobre o caso e abordei a importância das organizações de notícia não apenas terem departamentos que cuidem da correção interna, mas também da necessidade de estabelecer regras, divulgá-las amplamente e orientarem seus funcionários. Tratei também de um dos temas mais importantes da ética jornalística que é o conflito de interesses.
Lançado em 2022, Jornalismo e Qualidade no Mundo de Expressão Portuguesa é um objeto raro porque junta olhares diversos para um objeto convergente: o jornalismo praticado em língua portuguesa.
Acaba de ser publicado The Palgrave Handbook on Right-Wing Populism and Otherness in Global Perspective, livro organizado por mim e Rui Alexandre Novais (Univ. Católica Portuguesa) para a coleção Global Political Sociology da Palgrave-Macmillan.
A política está em toda a parte. Mesmo quando ela aparentemente não está.
Já está aberta a temporada de envio de resumos para a Media Ethics Conference 2025, que acontecerá em junho em Valência. O tema central é Comunicação e Saúde Mental, e há outros eixos temáticos paralelos.
O ano novo já começou pra mim e, diferente de todos os outros anos, ele será um pouco mais longo, com 13 meses. Será um período sabático para um segundo pós-doutorado, desta vez na Universidad de Valencia.
Participo amanhã do programa CIDAD Convida para falar sobre desinformação e crise de confiança. Este é um projeto de extensão da Udesc e da Biblioteca Universitária da UFSC que aborda aspectos da confiabilidade informacional. Terá transmissão ao vivo pelo YouTube e até certificados para quem assistir.












