mais de 582 mil votos jogados no lixo

O governador eleito em Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM), tratou esta semana de anunciar mais nomes a fim de compor seu governo. O primeiro escalão está praticamente completo e o que me chama a atenção é a total falta de respeito com o eleitor catarinense. Calma! Eu explico.

Ao nomear seu secretariado, Colombo lançou mão de uma prática recorrente na política brasileira, mas que precisa ser denunciada e rechaçada. O governador eleito convidou campeões de voto na Câmara Federal e Assembleia Legislativa, de forma a simplesmente ignorar a vontade popular. Dos nomes do primeiro time, nada mais, nada menos que sete foram eleitos em outubro para ocupar vagas em Brasília ou como deputados estaduais. Com essa jogada, Colombo – assim como outros governadores – consegue “eleger” quem não teve votos suficientes. Sim, pois ao chamar Paulinho Bornhausen (DEM) para ser seu secretário do desenvolvimento sustentável, automaticamente faz com que o imediatamente mais votado do partido – a candidata Romanna Remor – assuma uma vaga como deputado federal.

Não temo em dizer: é um estelionato eleitoral! Praticado pelo governador eleito e pelos demais que aceitam seus convites. Isto é: quem queria que Bornhausen fosse seu representante, embora o tenha eleito, não poderá contar com ele… Isso é que é respeitar a vontade popular, o clamor do povo.

Mas é claro que a jogada não é exclusiva de Colombo. Outros o fazem também, nas mais diversas esferas do poder. O que me chama a atenção neste caso particular é a dimensão do desrespeito. Basta somar os votos que esses sete novos secretários tiveram. São 582.901 votos, exatamente um sexto dos 3.524.085 votos válidos no estado. Não é pouco. Veja em detalhes:

  • Ada de Luca (PMDB) disputou uma vaga na Assembleia. Teve 41.906 votos, mas não vai cumprir seu mandato como deputada estadual. Será a secretária estadual da Justiça e Cidadania. Seus eleitores agradecem!
  • Cesar Souza Junior (DEM) foi o segundo mais votado para a Legislativo estadual. Teve 63.723, mas não vai assumir sua vaga, pois assumirá a pasta do Turismo,Esporte e Cultura. Seus eleitores agradecem!
  • Também candidato a uma cadeira na Assembleia, Valdir Cobalchini (PMDB) teve 62.465 votos, mas vai deixar seus eleitores na mão, já que será o titular da pasta da Infra-estrutura. Seus eleitores devem estar agradecidíssimos!
  • O mesmo se deu com Serafim Venzon (PSDB) que teve 35.434, mas será o novo secretário estadual do Trabalho. Seus eleitores agradecem a confiança.
  • Entre os candidatos a deputado federal, além de Paulo Bornhausen (DEM) – 143.976 votos -, não se mudam para o Planalto Central os candidatos João Rodrigues (DEM) – 134.558 votos, mas vai assumir a Agricultura – e Marco Tebaldi (PSDB) – 100.839 votos, mas segue para a Secretaria da Educação.

Sinceramente, não votei em nenhum deles na última eleição, mas um sexto de todos os eleitores do estado confiaram a essas pessoas o poder de representá-las em alguma instância da política. Deram seus votos de confiança e, em retribuição, têm isso. O estelionato eleitoral só convém aos governantes e não aos eleitores. Não cola o argumento de que essas pessoas também estarão servindo aos seus eleitores. Não cola. Os eleitores os escolheram para “empregá-los” em outras funções. Os mais de 582 mil votos dedicados a esses sete nomes – e haverá outros, podem esperar – foram simplesmente ignorados, foram definitivamente jogados no lixo. Isso não é democracia.

manhã de sábado, preguiça e los hermanos

Despertei com uma saudade! Acordei com uma preguiça infinita. Por isso, te ofereço aqui uns clipezinhos de Los Hermanos, quem melhor canta o meu mood hoje:

história do natal digital

O sempre conectado Marcos Palacios manda a indicação de um videozinho muito criativo e bem-humorado. Como seria se Jesus estivesse pra nascer hoje em dia, no meio de tantas redes sociais? Os portugueses do ExcentricPT imaginaram isso. O resultado está a seguir. Veja, por exemplo, o que é seguir a Estrela de Belém…

ética em destaque na nova edição da líbero

O número 26 da Líbero, a revista científica da pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, já está disponível na rede. Em destaque, o tema da ética na comunicação, presente em pelo menos quatro artigos. Vale conferir. O sumário é o seguinte:

TEXTOS EM CONTEXTO
O Fórum de Pesquisa Cásper Líbero e os desafios da pesquisa em comunicação na era do capitalismo global
Cláudio Novaes Pinto Coelho / Maria Goreti Juvencio Sobrinho

Comunicación y sociedad del conocimiento: proyectos de investigación em la región mediterrânea (Europa y Norte de África)
Teresa Velázquez

ARTIGOS

A ética como discurso estratégico no campo jornalístico
Luís Mauro Sá Martino

A inversão do olhar: perspectivas para a análise de discurso nos estudos da comunicação
Kleber Mendonça

Visualização de informações estruturada por bancos de dados digitais: o Jornalismo em sintonia com a complexidade informativa contemporânea
Walter Teixeira Lima Junior

Faces e interfaces que se revelam nas práticas discursivas das organizações
Regiane Regina Ribeiro / Marlene Marchiori / Wilma Vilaça

Ética do discurso e deliberação mediada sobre a questão das cotas raciais
Ângela Cristina Salgueiro Marques

Ensino de deontologia jornalística: um olhar sobre os currículos dos cem cursos mais antigos do país
Rogério Christofoletti

La presencia del deporte en el periodismo científico de los diarios en línea: una comparación entre Brasil y España
André Kauric / Santiago Graino Knobel / Adilson Luiz Pinto

A reflexividade no tensionamento do individual e do coletivo no discurso da revista Vida Simples
Márcia Franz Amaral / Gisele Dotto Reginato

O Conar e a regulação da publicidade brasileira
Juliana Santos Botelho

A cultura mediada pelos gêneros: uma investigação sobre os desdobramentos da família em anúncios de TV
Vanessa Rodrigues de Lacerda e Silva

Os formatos de anúncio publicitário no rádio: proposta de classificação dos diferentes tipos de patrocínio
Clóvis Reis

RESENHAS

O que importa é ser feliz?
Frederico de Mello Brandão Tavares

Educar e entreter: a construção da cidadania e a busca pela audiência na TV
Rafael de Oliveira Lourenço

 

 

 

nem precisa explicar. precisa?

Troquei meu avatarzinho no Twitter e no Facebook.
Saiu minha cara amarrada e entrou o Coelho da Alice…

wikileaks em bom português

A jornalista Natalia Viana em parceria com a revista Carta Capital está alimentando um blog sobre o Wikileaks. “Como outros jornalistas independentes de todo o mundo, tenho colaborado com a publicação dos documentos. Com base neles, estou escrevendo matéria diárias para o site”, escreve a jornalista. “Aqui neste blog vou ter a certeza de que o conteúdo inédito vai sair em primeira mão. E também vou dividir essa experiência na linha de frente do jornalismo”.

A conferir e a acompanhar. Por aqui, por favor.

simpósio internacional sobre liberdade de expressão

A Unesco vai promover um evento internacional sobre liberdade de expressão em 26 de janeiro na sua sede em Paris. O evento já tem um programa prévio e a participação confirmada de especialistas, organizações e observadores dos Estados Unidos, Somália, Tailândia, África do Sul, Reino Unido, Croácia, Noruega, França, Jordânia e México.

A acompanhar…

(Mais informações aqui)

 

 

 

prorrogado prazo para inscrições no mejor

O colega Fábio Pereira informa:

que o prazo para submissão de trabalhos ao Colóquio Mejor 2011 (Mudanças Estruturais no Jornalismo) foi prorrogado para 14/02/2011. Informações sobre o evento e sobre como submeter um artigo no site www.mejor.com.br

e-book free: brazilian perspectives in digital enviroments

Marcos Palacios e Othon Jambeiro avisam:

Como parte das comemorações dos 20 anos do Pós-Com (Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas) da UFBA, Othon Jambeiro e eu estamos lançando um livro/coletânea, em inglês, intitulado: “Brazilian perspectives in digital environments: communication policies, e-government and digital journalism”.

For all readers: download here!

sabe o que o wikileaks é?

O Wikileaks é o Mister M de governos e empresas.

o que penso do wikileaks?

Se você leu o título deste post e se perguntou “o que é esse tal Wikileaks?”, desculpe, mas ou você não é deste planeta ou anda bem distraído. Afinal, este é o assunto das últimas duas semanas. Tanto que todo o mundo está opinando sobre o site que disponibiliza documentos secretos vazados. Até eu estou dando meus pitacos. Quer saber? Então, veja o que escrevi lá no Observatório da Ética Jornalística, o objETHOS!

nova edição de comunicologia na rede

Os editores avisam:

A nova edição da revista Comunicologia, do Mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Brasília, já está na rede. Trata-se de uma edição especial por ocasião do Congresso Panamericano de Comunicação – PANAM 2010, que está acontecendo aqui na Universidade Católica de Brasília. O tema é a Indústria de Conteúdos Digitais.

A revista continua recebendo proposta de artigos para as próximas edições em 2011

censura, mpb e um livro a ser lançado

uma parceria para desenvolver o jornalismo interpretativo

Já pensou o que aconteceria se um site especializado em jornalismo investigativo e uma universidade se juntassem para criar inovações nos processos jornalísticos, entre os quais buscar desenvolver um jornalismo mais interpretativo… imaginou? Não precisa mais imaginar.

Uma parceria como esta já existe. Leia a matéria do Portal Imprensa:

O site de jornalismo investigativo e sem fins lucrativos ProPublica anunciou parceria na última quinta-feira (2) com o Instituto Carter de Jornalismo da Universidade de Nova York (NYU) para descobrir modos de utilizar a internet para produção de um jornalismo mais interpretativo.

O projeto Explainer.net será conduzido por estudantes do programa Studio 20, de professor da NYU, e focado em inovações nas atividades jornalísticas, informa o Editorsweblog.

“Este projeto não oferece as últimas notícias. Ele completa a compreensão do leitor. Nós quisemos trabalhar com os jornalistas do ProPublica porque eles investigam histórias complicadas e ensinam o que aprenderam para outros. Isto parecia uma combinação perfeita”, afirma o professor Jay Rosen.

Um exemplo de maior cobertura interpretativa sobre um fato, segundo Rosen, seria em relação à recente crise econômica na Irlanda, questionando por que bancos frágeis no país poderiam ameaçar o sistema financeiro europeu e até uma recuperação mundial.

A ideia surgiu da observação de que é impossível o leitor ter interesse sobre algumas notícias sem a contextualização daquele fato, como a crise de créditos imobiliários nos Estados Unidos, por exemplo.

Para o professor, ao contrário de veículos impressos e de televisão, a mídia digital oferece o espaço editorial necessário para maior interpretação dos fatos noticiados.

Rosen acredita que a produção de um jornalismo mais explicativo pode tornar-se um diferencial para veículos de notícia entre contra a forte concorrência.

Agora, já imaginou se algo semelhante acontecesse por aqui?

 

para saber do rio, cadernos de reportagem!

Se você está interessante nos mais recentes acontecimentos que movimentam o Rio de Janeiro, não pode deixar de conhecer o Cadernos de Reportagem, um projeto do curso de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O blog foi criado há dois meses, é produzido pelos alunos do curso e coordenado pelos professores Ildo Nascimento e Sylvia Moretzsohn.
Jornalismo crítico e antenado.

videozinho pra animar…

Ops! Este blog quase está criando teia de aranha! Três dias sem posts na blogosfera equivalem a décadas. Porque a vida não espera, deixo um videozinho de uma banda que não conhecia, mas que Carolina Dantas apresentou: The XX. Inclusive, o tema – Teardrops – foi tomado de empréstimo para as vinhetas do Ponto de Vista do objETHOS.

 

convergência tecnológica e inclusão digital: evento!

um centésimo de segundo em seis minutos

Um dilema ético clássico do fotojornalismo num filme curto e certeiro.

nova anagrama já está na rede

A professora Rosana de Lima Soares, uma das editoras, informa que a nova edição da revista Anagrama já está disponível. A Revista Científica Interdisciplinar da Graduação da USP pode ser acessada nos endereços:

www.usp.br/anagrama ou http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/anagrama/index

O próximo número sai em Março.

2º congresso internacional de ciberjornalismo

democracia e regulação: chamada de textos

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamada de textos para sua primeira edição de 2011. O núcleo temático é Democracia e Regulação da mídia, veja a ementa:

Um dos temas mais discutidos nos últimos meses tem sido a estrutura dos meios de comunicação e a natureza da organização do mercado midiático brasileiro. Movimentos vindos de organizações não-governamentais, da academia e até mesmo do governo federal têm sinalizado para a necessidade de a sociedade discutir novas regras para o setor. Até mesmo uma importante organização do mercado – a Associação Nacional dos Jornais – manifestou a disposição para a autorregulação.
Diante desse cenário, a primeira edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia de 2011 objetiva discutir as complexas relações entre democracia e regulação do mercado de mídia.
Será priorizada a análise de artigos que tratem de temas como: políticas de comunicação no Brasil; marcos regulatórios no setor; regulaçã o, regulamentação e autorregulamentação dos meios; concentração de mídia; propriedade cruzada; relações entre meios de comunicação e grupos políticos; comparativos entre as legislações de mídia no Brasil e outros países; limites operacionais em meios audiovisuais e internet; órgãos de regulação; proteção da concorrência; mudanças estruturais no jornalismo a partir de marcos regulatórios; liberdade de imprensa, democracia e cidadania.

Deadline: 20 de abril de 2011
Publicação: Junho de 2011

A equipe editorial avisa que os artigos já encaminhados estão em fase de avaliação, e que novos textos podem ser mandados até a data limite. Tem prioridade de avaliação as colaborações que abordem o tema Democracia e Regulação.

A Estudos em Jornalismo e Mídia existe desde 2004, é semestral, e circula exclusivamente em meioi eletrônico. No sistema de avaliação Qualis/Capes, é uma publicação B3.

dilemas éticos na cobertura da guerra no rio

Todas as cabeças se voltaram para o cerco ao crime organizado no Rio de Janeiro. Muito rapidamente, discuto alguns dos dilemas éticos que a cobertura jornalística está apresentando nesses primeiros dias de noticiário:

Os poucos dias de cobertura têm-se revelado nada fáceis para os jornalistas destacados para acompanhar as ofensivas. Por mais preparado que esteja o profissional, subir ladeiras, esgueirando-se de tiros, vestindo pesados coletas à prova de bala, fazendo passagens ao vivo sem ofegar muito são tarefas que exigem condicionamento físico, equilíbrio emocional, raciocínio rápido e frieza. Não é demais lembrar que, no front, o jornalista é o único que não está armado, que não pode trocar tiros. É um alvo relativamente fácil e a identificação de seu colete pode funcionar mais como ponto de referência, chamariz, do que como alerta, salvo-conduto.

Nas redações, o nervosismo também prejudica a tomada de certas decisões: há muito jogo, inclusive a vida dos colegas nas ruas. A pressa de divulgar amplia muito a margem dos erros e contribui perigosamente para as estatísticas desabonadoras do jornalismo. Como qualquer guerra, a Rio reserva uma série de dilemas éticos para os jornalistas.

Quer ler na íntegra? Vá ao Observatório da Ética Jornalística, objETHOS!

 

observatório apoia regulação de publicidade

Reproduzo mensagem do professor Edgard Rebouças, coordenador do Observatório da Mídia Regional:

Observatório assina carta de apoio à Anvisa

O Observatório da Mídia Regional: direitos humanos, políticas e sistemas, grupo de pesquisa e ação da UFES, é uma das 41 entidades que a assina a carta de apoio à regulamentação da publicidade de alimentos. A correspondência foi enviada no último dia 19 de novembro para vários órgãos da Justiça brasileira e entidades do governo, tendo em vista que desde setembro uma liminar da Justiça Federal suspendeu a aplicação da Resolução nº 24 da Anvisa, publicada em junho. Pela resolução, a partir do final de dezembro as publicidades de produtos alimentícios deverão trazer alertas quanto aos malefícios à saúde.

As entidades nacionais e internacionais que assinam a carta são ligadas principalmente aos setores de saúde, comunicação e direitos humanos. O objetivo é que a Justiça Federal reveja a decisão que privilegia apenas os interesses empresariais, em detrimento às questões de saúde, principalmente em relação à obesidade e a influência sobre as crianças.

No próximo dia 17, o coordenador do Observatório da Mídia Regional, Prof. Dr. Edgard Rebouças, participará de uma mesa redonda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo para aprofundar os debates sobre o tema. No mesmo dia será criada a “Frente pela regulação da publicidade de alimento”.

Para ler a íntegra da Carta à Justiça Federal, acesse: http://www.ufes.br/observatoriodamidia

 

rebej recebe artigos

A professora Socorro Veloso, da diretoria científica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), avisa:

A Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (Rebej), ISSN 1981-4542, está fazendo chamada de trabalhos (perfis, entrevistas e resenhas) para as próximas edições.

Professores que apresentaram artigos no encontro nacional do FNPJ de 2009 podem enviar seus trabalhos para publicação, desde que permaneçam inéditos. Quanto ao encontro de 2010, já foram selecionados os artigos a serem publicados.

Contribuições devem ser enviadas até 30/12/2010 para os e-mails socorroveloso@uol.com.br e marceloengel2004@hotmail.com

A Rebej pode ser acessada em http://www.rebej.fnpj.org.br

gaúchos discutem ensino de jornalismo em abril

Meu amigo Demétrio Soster avisa que nos dias 8 e 9 de abril de 2011 acontece o 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo (EGEJ). O evento já tem site oficial (http://hipermidia.unisc.br/egej) e conta no Twitter (http://twitter.com/egejornalismo). Só não acompanha quem não quiser!

Essa gauchada faz coisa, hein?!

previsões para as próximas semanas

Geralmente, vai chegando o final do ano e os meios de comunicação abordam tarólogos, astrólogos, pais de santo e videntes em geral para as previsões a partir de janeiro. Bem, serei mais contido, e tentarei antecipar o que me aguarda o destino nas próximas quatro semanas.
Por favor, não ria! Respeite o sofrimento dos outros…

Semana 1: Desespero
É o momento atual, o que significa sobrecarga de trabalho e ausência total de tempo. A certeza compartilhada é de que não seremos capazes de sobreviver ao final do ano. No horizonte imediato, estão dois exames de qualificação no mestrado, uma reunião, três pareceres a serem dados e um jornal-laboratório a ser fechado.

Semana 2: Pânico
A coisa não melhorou. Estão previstas duas aulas e o encerramento de uma disciplina. Some-se ainda dois pareceres para artigos em revistas e a participação num concorrido concurso de jornalismo. Coloque ainda as tradicionais filas nas comprinhas de Natal.

Semana 3: Alarme
Só termina quando acaba! Na agenda, já figuram uma longa reunião de avaliação de semestre, uma banca de trabalho de conclusão de curso, a escritura de um artigo já prometido, alguns compromissos domésticos de final de ano.

Semana 4: Exaustão
É o momento em que a pessoa surta, deixa de acreditar em Deus e, contrariando toda a lógica, passa a rezar para ele mesmo assim. Na agenda, estão as participações em duas bancas de mestrado e em duas qualificações. Em duas cidades diferentes. Mais: reuniões de final de ano, visitas de parentes…

E aí? Tá diferente por aí?

o caos no rio em 3 capas

Veja as capas dos principais jornais de hoje.
O que o governador está esperando para aceitar ajuda externa?

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mais um romance do abc

Márcio ABC, um dos melhores jornalistas com quem – ainda – não trabalhei, convida para o lançamento de seu segundo romance, Desrumo. O primeiro, não sei se você lembra, é o Parabala, de 2002.

dois anos da tragédia hoje

Chove sem parar em Florianópolis, mas não é de assustar. Diferente de há dois anos, quando sofremos com as maiores enchentes da história do Vale do Itajaí. Aliás, hoje, faz exatamente dois anos do dia em que várias cidades foram tomadas por uma água barrenta, pútrida, perigosa e mortífera.

Dias de intensa chuva, solo encharcado, maré alta, tubulações entupidas, e outros fatores combinados contribuíram para que as águas não escoassem para o mar, alagando mais de 80% de Itajaí. Além dos milhões de reais de prejuízos, tivemos dezenas de milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas, 135 mortos e incontáveis recordações de dias muito, mas muito difíceis mesmo.

Estive entre os desalojados, registrei parte desta história e também me juntei aos voluntários que acudiam a cidade submersa. A Arca de Noé, uma rede social na internet, surgiu e ajudou no que pôde. Outros grupos se articularam e a cidade foi se reerguendo. O mesmo se deu em Blumenau, em Ilhota e outros municípios afetados.

Diferente do que pensávamos nos piores momentos, o mundo não acabou. Diferente do que pensávamos nos momentos mais esperançosos, não vieram os recursos para a reconstrução da região e para o fortalecimento de um sistema de defesa civil. Como nos fizeram acreditar no meio da tormenta, a vida se refez, as construções foram reerguidas, os laços de amizade se fortaleceram. Mas as memórias, essas ainda não dissiparam…

não pare; continue o seu caminho!

Para caminhantes. Para bons bebedores. Para quem gosta de boas histórias e respeita a tradição. Para todos esses, um vídeo, dica de Carlos Damião: