Ainda não se desfez o mal entendido sobre a palavras “hacker”. Muita gente ainda vê nela um tom pejorativo e uma semântica que aponta para a violação de sistemas e o crime cibernético. Se você pensa que hackers são sempre assim, melhor dar uma passada nos links a seguir. Você tem dez chances de mudar de ideia:
Hacker Teen: projeto brasileiro para orientar e instruir jovens a navegarem com segurança pela web.
O Floripa Music Hall ficou pequeno pra tanta gente neste sábado, durante a HQ-CON. Pelo que me lembro, esta é a primeira convenção de quadrinhos da cidade, e a casa de shows no centro ficou abarrotada de gente ao longo do dia. Milhares de pessoas passaram pelo local, espremendo-se entre as cadeiras dispostas para assistir aos debates e a área de circulação aberta. Confesso que me impressionei com o que vi. Quando cheguei pela manhã com meu filho, na abertura do evento, um grupo bem menor de pessoas aguardava a abertura dos portões. “É a meia dúzia de aficcionados de quadrinhos de sempre”, pensei. Que nada!
A casa foi enchendo e depois do almoço estava cheia. Um sucesso!
Eddy Barrows, desenhista do Superman, e dr Banner
Como convém, havia exposição de originais, encontro com artistas – como Eddy Barrows, que desenha o Superman, e Ricardo Manhães -, venda de gibis novos e usados, e alguns outros artigos para colecionadores. Diversas mesas com roteiristas e desenhistas aproximaram os fãs de quadrinhos catarinenses de alguns realizadores de outras praças, principalmente São Paulo. O concurso de Cosplay também convenceu alguns a aparecem fantasiados de seus personagens favoritos, vindos dos quadrinhos, dos animés ou dos games. Levei meu filhote vestido de Hulk e ele fez grande sucesso, mas se cansou bastante e não conseguiu esperar colher as glórias na competição: foi pra casa da avó. Atendi ao pedido, afinal “Hulk esmaga!”
Mesmo em sua primeira edição, a HQ-CON revela um incrível potencial comercial, cultural e social. Seus realizadores irão enxergar como um evento como este pode não apenas mobilizar tanta gente como também render dividendos e ajudar a difundir as subculturas ligadas à cultura de fãs. O que que quero dizer com isso? Ora, da próxima vez, será preciso fazer a convenção num espaço maior, com infra-estrutura tão boa como a que vimos hoje, mas com a presença de mais expositores, mais divulgação na mídia e mais cuidados na organização, principalmente com relação ao cronograma. Houve atraso de mais de duas horas em algumas atrações…
Se você não foi, mas quer um resumo, veja o que achei de bom e de ruim na HQ-CON:
Positivo
A escolha do local de realização; o Floripa Music Hall é central, limpo, bem iluminado, com bons banheiros e com estacionamento fácil (e de graça). É verdade que o estacionamento não é muito grande a ponto de permitir a entrada da Enterprise, mas bastava para veículos civis…
O preço dos ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Para um evento que começa às 10 da manhã e vai até até as 19 horas é bem barato.
Os convidados das mesas representam parcela interessante da produção atual de quadrinhos. Para quem não os conhecia, estava aí uma chance; para os mais bem informados, foi uma forma de revê-los
Trazer artistas para conversar com os fãs, desenharem por lá, e trocarem ideias é sempre muito legal. Aproxima o realizador com o seu público. Deveriam ter sido mais “explorados”.
Sorteios de brindes e gincanas sempre são muito divertidos.
A heterogeneidade do público foi uma grata surpresa. Sim, encontrei com os nerds de sempre, os cabeludos e barbudos, as meninas esquisitonas, mas vi a vovó que trouxe o neto, o professor de matemática que estava de passagem pelo centro, a bonitona que entorta os pescoços dos rapazes, enfim, várias camadas que se interessam pelo assunto. Isso é muito positivo, pois quadrinhos deixa de ser assunto de gueto…
Negativo
Não havia muita opção para alimentação e os preços praticados no interior da convenção eram extorsivos
Houve atraso na abertura dos portões e os debates se estenderam para além de seus horários, comprometendo todo o cronograma. Poderiam ter chamado o Wolverine pra ser o mediador: ninguém estouraria o horário!
Faltou um grande nome nacional entre os debatedores. Quem sabe ano que vem convidem alguém para uma conferência de abertura. Talvez a organização escolha um homenageado da edição e ele possa ser o cara do momento…
Havia poucos expositores e vendedores, e eles estavam confinados a espaços bem limitados. Sebos da cidade, lojas de games, camisetas e suvenires poderiam estar por lá também… afinal, nenhuma convenção de quadrinhos trata apenas de quadrinhos. A cultura de fã abarca games, seriados, livros, animés, vestuário, lembrancinhas diversas…
Não ter convidado escolas e articulado a vinda de mais crianças e pré-adolescentes. Vi poucos por lá. A maioria levada por pais ou parentes que já gostam da Nona Arte. Mas fazer com que estudantes frequentem um evento de quadrinhos é também uma importante iniciativa de formação de leitores.
Senti falta de grandes editoras ou lojas de quadrinhos, de alcance nacional. A presença de comerciantes locais deu um charme especial e mostrou que há um mercado regional, mas a vinda de grandes players daria mais opções ainda aos consumidores.
Por fim, acho que a convenção pode ter uma cobertura ao vivo pelas redes sociais. Twitter, Facebook, YouTube, Orkut e outros lugares estão aí mesmo pra expandir o universo…
Reproduzo a chamada de textos para o 4º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que acontece aqui em Florianópolis no mês que vem…
O Programa de Pós-graduação em Direito – CPGD/UFSC, por intermédio de seu Grupo de Estudos de Direito de Autor e Informação – GEDAI/UFSC, realiza o IV Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que ocorrerá em Florianópolis, nos dias 27, 28 e 29 de setembro de 2010 no campus universitário da UFSC.
O evento está realizando uma CHAMADA DE ARTIGOS com a finalidade constituir instrumento de vinculação de trabalhos científicos e doutrinários dedicado à análise do Direito de Autor as questões relacionadas a Sociedade da Informação e ao Domínio Público.
Prazo para envio de trabalhos até 31 de agosto de 2010 para o e-mail gedai.ufsc@gmail.com
– Os trabalhos deverão ser postados no site do congresso até dia 31/08/2010, impreterivelmente .
– O trabalho encaminhado deve atendero modelo disponível no site neste.
– Divulgação dos trabalhos selecionados e aprovados para apresentação será até 03/09/2010;
– A publicação dos trabalhos nos Anais depende da apresentação do mesmo no congresso;
– Somente será permitida a apresentação de trabalhos pelo(s) autor(es). Em caso de co-autoria, far-se-á suficiente a presença de pelo menos um deles no momento da exposição. Não será admitida a apresentação do trabalho por terceiros;
A campanha eleitoral já começou pra valer. As alianças foram fechadas, debates estão acontecendo e os candidatos já saíram às ruas. Na semana que vem, tem início o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, e aí a coisa pega fogo. Como a mídia é o principal palanque, diversos veículos de comunicação têm normas específicas para este período. Entre os jornais, até mesmo a associação nacional (ANJ) produziu e vem distribuindo uma cartilha para orientar as empresas do setor. Vale a pena conhecer.
Existe um mantra entre os cientistas: “Publish or Perish!”
Isto é, quem não publica está frito.
Por isso, se interessar, corra atrás dessas duas chamadas de texto de revistas científicas da área:
Comunicação & Inovação, revista científica do mestrado em Comunicação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, informa que receberá até 30 de setembro de 2010 artigos e resenhas para a edição de n.21, referente ao segundo semestre de 2010.
Para formatar: http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_comunicacao_inovacao/index Se tiver dúvidas, escreva para: gino.giacomini@uscs.edu.br
Comunicação & Sociedade, revista da Universidade Metodista de São Paulo, comunica o lançamento do número 53 e anuncia que está recebendo textos inéditos para as suas próximas edições.
Mais informações em: http://www.metodista.br/comunicacao.sociedade
O número 86 da Revista da USP já está disponível nas livrarias e traz um abrangente dossiê sobre Cibercultura. A organização é da Beth Saad, e entre os muitos trabalhos interessantes está uma versão em português e mais sintética de “Media Life”, assinado por Mark Deuze, Laura Speers e Peter Blank. Se quiser dar uma olhada numa outra versão do texto – mais longa e em inglês – veja aqui. Se quiser dar uma olhada no sumário da Revista da USP, clique aqui. E se quiser ler o editorial de Francisco Costa, vá adiante…
Editorial
Incrível como em questão de décadas avançamos tanto nas mais diferentes direções do mundo do conhecimento. Isso não é novidade alguma, está claro, mas de dez ou doze anos para cá o mundo se viu, grosso modo, às voltas tanto com a indefectível globalização, com seu multiculturalismo intrínseco e seu último abalo sísmico – a crise econômica mundial (veja nosso dossiê anterior) –, como com uma outra configuração social e tecnológica que nos envolve e muda e agiliza nossa vida a cada dia.
“Cibercultura” é o nome dado a esse novo estado de coisas, em que o computador, a Internet e a tecnologia de ponta estão moldando um novo modo de vida. Hoje é relativamente comum você ter sua página no Orkut, no Facebook ou no Twitter. Hoje, ao entrar na Internet, por exemplo, você tem acesso a milhões de blogs – e por trás de cada um deles está um ser humano ou um grupo, que o configura e o abastece, conforme a periodicidade e o interesse.
Vive-se a era da sociedade plugada, em que cada vez mais os profissionais levam a tiracolo seu notebook a cada canto do mundo para onde vão – ou de onde vêm. Em que os avatares habitam os games que nossos filhos jogam em casa. Está mais viva do que nunca a famosa ideia de que o centro do conhecimento, hoje, está em toda parte (como já estava anteriormente, mas agora com muito mais ênfase). O que temos, na verdade, é uma gigantesca teia que nos agrega ou nos exclui. À parte o incrível avanço técnico, o mundo continua lutando de forma insana contra a miséria e sua consequente exclusão digital. Esse novo mundo já mencionado propõe novas formas de relacionamento. E essa nova proposta de viver já tem nome: “cibercultura”.
Pois Cibercultura é o dossiê que busca explicar que admirável mundo novo é esse no qual habitamos. Para organizar a seção, convidamos uma especialista, a professora Beth Saad, que se mostrou uma entusiasta da ideia e não poupou esforços pra termos um dossiê digno de nota. Nossos mais sinceros agradecimentos a ela, portanto, que, no seu artigo – que abre o dossiê –, já situa com muita propriedade o leitor dentro desse estado de coisas que vivemos e que atende pelo nome de “cibercultura”. Assim mesmo, com letra minúscula. Afinal, nós já vivemos dentro dela. Para o bem ou para o mal.
A Intercom divulgou ontem a programação das principais atividades do seu Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que acontece de 2 a 6 de setembro em Caxias do Sul (RS). Confira e programe a agenda…
Ao final da leitura de “Watchman – a vida excêntrica e os crimes do serial hacker Kevin Poulsen”, uma pergunta me martelou a cabeça: as pessoas podem mudar tanto assim?
Não que a biografia assinada pelo jornalista Jonathan Littman tenha me levado a pensar nisso. O livro conta como um adolescente norte-americano pacato, tímido e muito hábil se torna uma espécie de Inimigo Público Nº 1 nos Estados Unidos no começo dos anos 1990. Na década anterior, Kevin Poulsen era um gênio que se aventurava a hackear comunicações telefônicas, e em seguida passou a operar computadores se convertendo num impetuoso invasor de sistemas, acusado pelo FBI inclusive de espionagem.
Poulsen foi também o primeiro hacker a cumprir uma pena de prisão por seus atos – quase cinco anos atrás das grades – e ficou fora de circulação justamente no período em que a internet fervilhava, e novas gerações de hackers apareciam.
Mas como eu disse, não foi a leitura de sua biografia que me chacoalhou tanto. Foi juntar seu passado com sua atuação no presente. Poulsen deixou a cadeia em 1996, e passou a trabalhar com segurança online. Sua empresa chegou a ser adquirida pela gigante Symantec, e hoje Kevin Poulsen é ninguém menos que um dos editores-sêniores da Wired, a mais influente revista de tecnologia do mundo. O que é ter um ex-hacker na redação? O que teria feito com que Poulsen deixasse a adrenalina de seu cotidiano para “baixar a bola” e trabalhar com jornalismo? O tempo nos presídios o regenerou?
Na CampusParty deste ano, a organização trouxe Kevin Mitnic, outro lendário ex-hacker que cumpriu pena, deixou o “lado negro da força” e virou consultor de segurança. Assim como seu xará, Poulsen deixou tudo pra trás?
Alguém já me disse que “uma vez hacker, sempre hacker”. Isso porque o negócio nessa atividade não é dinheiro nem fama, mas entusiasmo pelo risco, respeito dos pares e outros valores de uma ética muito particular. Aliás, foi por conta da ética hacker que cheguei à biografia de Poulsen e venho estudando outros textos. Minha pesquisa sobre novos valores éticos que poderiam contagiar a prática jornalística esbarra na ética hacker e na presença de outros atores no cenário comunicativo contemporâneo. Mas a dúvida persiste: existe ex-hacker?
Michal Levy oferece uma alucinante animação tendo como fundo musical “Giant Steps”, um clássico de John Coltrane. A gravação do saxofonista é de 1959, o filme original é de 2001, mas em 2004 ganhou nova edição da animadora israelense. Junte o jazz com blocos coloridos que mais parecem pecinhas de Lego. Chega de papo! Veja você mesmo!
Já estão marcados uma série de eventos científicos da área da Comunicação e do Jornalismo. Se você é do tipo planejado, organizado ou precavido, prepare-se para 2011. Se é do tipo esquecido, desorganizado e que deixa pra última hora, também anote. E se souber de mais algum, ajude a ampliar esta lista.
Abril
12º Simpósio Internacional de Jornalismo Online – Austin, EUA: Universidade do Texas
Fórum Regional Sul de Professores de Jornalismo – Chapecó, SC: Unochapecó
8º Encontro Nacional de História da Mídia – Guarapuava, PR: Unicentro
Maio
Intercom Sul – Londrina, PR: UEL
Congresso da Associação Internacional de Comunicação – Boston (EUA)
Junho
Compós – Porto Alegre, RS: UFRGS
Julho
IAMCR – Istambul (Turquia)
Agosto
Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana – São Paulo, SP: USP
Daqui a exatamente um ano acontece na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP o 1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana, um evento da Confederação Ibero-Americana das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação.
O Confibercom se dará de 3 a 6 de agosto de 2011, e sua programação é alusiva ao “bicentenário do processo de descolonização ibero-americana”. O tema do congresso será “Ibero-América em tempo de comunicação globalizada”.
Um dos últimos atos da gestão de Sérgio Murillo de Andrade à frente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) será conceder comendas da entidade a dois jornalistas de âmbito nacional: Nilson Lage e Daniel Herz. As homenagens acontecerão durante o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, de 18 a 22 de agosto, em Porto Alegre (RS).
Lage é um dos nomes mais influentes do meio acadêmico no Jornalismo, com obras reeditadas há décadas, e com uma trajetória que permanece nítida e bem pavimentada mesmo depois de sua aposentadoria compulsória em 2006. Para Daniel Herz, a homenagem é póstuma, já que o jornalista, acadêmico e militante pela democratização da mídia morreu em maio de 2006.
A I Jornada Beltraniana, evento de nível nacional promovido pela Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação e realizado pelo Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, marca o início das comemorações do Centenário do jornalista e professor Luiz Beltrão, que ocorrerá em 2018. Nascido em Olinda (Pernambuco), Beltrão é considerado o pioneiro das Ciências da Comunicação no Brasil. O tema do evento, “50 anos do livro Iniciação à Filosofia do Jornalismo”, tem como proposta homenagear o cinquentenário da obra em 2010, considerada um clássico do Jornalismo Brasileiro, como destaca a coordenadora da I Jornada, professora Karina Janz Woitowicz.
A abertura da I Jornada Beltraniana de Ciências da Comunicação ocorrerá com a conferência do professor Dr. José Marques de Melo, da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), na quinta-feira (12/08), às 19h. Na sexta-feira (13) e sábado (14), o evento contará ainda com professores pesquisadores em Comunicação e Jornalismo com reconhecida trajetória na área, como Roberto Benjamin (UFRPE), Betania Maciel (UFRPE), Maria Cristina Gobbi (UEP e Intercom), Cristina Schmidt (Universidade Mogi das Cruzes), Elias Machado (UFSC), entre outros.
O curso de Jornalismo da UEPG também realiza, como atividade integrada à I Jornada Beltraniana, a XIX Semana de Estudos em Comunicação, entre os dias 9 e 12 de agosto, que contará com palestras, oficinas, atividades culturais, mostra de documentários e concursos (reportagem, fotografia, blog, crônica e charge). As palestras e oficinas serão realizadas por profissionais egressos do Curso, com atuação na área em nível regional e demais Estados. Além da troca de experiências com jornalistas que se formaram na UEPG, a proposta visa a própria confraternização entre egressos e atuais estudantes, professores e funcionários, conforme destaca a coordenadora do evento, professora Hebe Gonçalves.
A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamadas abertas para a sua próxima edição, cujo tema é “Jornalismo e Políticas Públicas”. O número é referente ao segundo semestre de 2010, e a revista deve sair em dezembro.
Veja a ementa:
Fruto e consequência de mobilização social, as democracias modernas amadureceram sistemas de participação popular para a gestão do bem público. Um deles é a implementação das chamadas políticas públicas. Estas são formalizações legais e administrativas que possam garantir ganhos e direitos adquiridos para todo o conjunto da sociedade e não apenas para públicos específicos. Como uma atividade eminentemente social, o jornalismo deve ter, em essência, suas atenções voltadas às questões mais universais. As políticas públicas, portanto, devem pautar permanentemente a imprensa. É isso o que acontece? Como os meios de informação e seus profissionais tratam as políticas públicas? Como as organizações que defendem e articulam a população para as políticas públicas se relacionam com a imprensa? Que modelo de jornalismo prevalece nessa relação entre imprensa e instituições de mobilização social? Estas e tantas outras questões que envolvem o tema e merecem atenção deverão ser objeto de debate nesta edição.
O jornalista colombiano Mauricio Jaramillo produziu e disponibilizou um Guia de Ferramentas Google para Jornalistas. São 50 páginas e um arquivo em PDF de 9,3 Mega. É útil, é prático e pode lhe servir. Baixe aqui.
(Com informações da Assessoria de Imprensa do CNPq)
Estão abertas as inscrições para a 8ª edição do Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica. A iniciativa é do CNPq, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e tem por objetivo premiar bolsistas de iniciação científica do CNPq que se destacaram durante o ano e as instituições participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).
Na categoria Bolsista de IC concorrerão estudantes com pelo menos 12 meses de bolsa e que estejam em processo de renovação (2010/2011). Serão concedidas até nove premiações, distribuídas entre bolsistas das três grandes áreas do conhecimento: Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; Ciências da Vida; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes.
Os três primeiros colocados em cada área receberão quantia em espécie, sendo R$ 3,3 mil para o terceiro lugar, R$ 4,2 mil para o segundo colocado e R$ 5,1 mil para o primeiro lugar, que também receberá bolsa de Mestrado e passagem aérea com hospedagem para a participação na Reunião Anual da SBPC em 2011.
Na categoria Mérito Institucional concorrerão instituições que participam do Pibic e que tenham bolsistas inscritos no Prêmio. A premiação caberá à instituição com maior índice de egressos do Pibic titulados na pós-graduação, em cursos reconhecidos pela Capes.
Instituições já contempladas somente poderão ser premiadas novamente após cinco anos. Os orientadores dos bolsistas agraciados serão convidados pelo CNPq a participarem da cerimônia de entrega, que acontecerá de 18 a 24 de outubro deste ano.
As inscrições devem ser individuais e encaminhadas pelos bolsistas às pró-reitorias de pesquisa e pós-graduação, ou à coordenação do Pibic até o dia 13 de agosto. Os três melhores relatórios dos bolsistas de IC, um por grande área do conhecimento devem ser encaminhados pelas instituições ao CNPq, até 27 de agosto, para o e-mail premios@cnpq.br.
A ficha de inscrição e demais informações podem ser obtidas aqui. O resultado será anunciado até o dia 30 de setembro.
A quinta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo alcançou um recorde no recebimento de arquivos concorrentes este ano. Foram inscritos 49 trabalhos, sendo 19 artigos de iniciação científica, 26 dissertações de mestrado e quatro teses de doutorado. Em 2010, houve um crescimento de 36% nas inscrições em comparação com o ano anterior.
Nesta edição, concorrem trabalhos de onze estados brasileiros e de Portugal, provenientes de 29 instituições de ensino superior. A quantidade dos trabalhos, sua abrangência geográfica e a diversidade na sua origem sinalizam claramente a consolidação do PAGF e um momento importante na pesquisa em jornalismo no Brasil.
Uma iniciativa da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), o PAGF é o prêmio de maior destaque científico no campo jornalístico e reconhece investigações na graduação e na pós-graduação, além de homenagear a trajetória de pesquisadores sêniores.
A entrega do prêmio acontece em novembro, em São Luís (MA), onde acontece o 8º Encontro da SBPJor.
A revista Conexão – Comunicação e Cultura, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), está com chamada de artigos para a edição 19, que tem como dossiê temático “Ensino e Aprendizagem em Comunicação”. Deve sair no primeiro semestre de 2011 e também recebe artigos sobre outros temas.
Termina hoje o prazo para inscrições ao 5º Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, uma iniciativa da SBPJor. Podem concorrer trabalhos defendidos em 2009 nas categorias de Mestrado e Doutorado, bem como pesquisas de Iniciação Científica.
O PAGF 2010 é o maior destaque na comunidade científica do jornalismo, e seus vencedores receberão seus prêmios durante o encontro nacional da SBPJor, que acontece em novembro em São Luís, Maranhão
Baixe três interessantes publicações, todas atualíssimas e em espanhol, mas que ajudam a refletir sobre as relações entre jornalismo, tecnologia, democratização e consolidação de liberdades individuais.
“El impacto de las tecnologias digitales en el periodismo y la democracis en America Latina y el Caribe” é um estudo organizado por Guillermo Franco, tendo como financiador o Knight Center for Journalism in Americas, da Universidade do Texas. Tem 88 páginas e 11,2 megabites de tamanho de arquivo. Baixe aqui.
“Periodismo digital en un paradigma de transición” é uma publicação organizada por Fernando Irigaray, Dardo Ceballos e Matías Manna, e resulta do 2º Foro de Periodismo Digital de Rosario (Argentina). Tem 109 páginas e o arquivo tem 2 megas. Baixe aqui.
“Libertad de Expression” é uma publicação de 36 páginas em quadrinhos, produzida pela Unesco de Quito. Tem arquivo com 4,2 Megas. Baixe aqui.
A Intercom divulgou há duas semanas os vencedores do Prêmio Luiz Beltrão, e fui um dos honrados neste ano, na categoria Liderança Emergente. É claro que isso me surpreendeu, me deixou bastante feliz e honrado. Desde então, venho recebendo emails, recados no Facebook e direct messages no Twitter lustrando meu ego. Mas algumas reações foram ótimas pra me deixar com os pés no chão…
De um amigo: “Não é pergunta de estraga-prazeres não, mas o que isso muda na sua vida?”
Do meu filho de seis anos: “Pai, cê vai ganhar uma medalha?”
De um dos meus irmãos: “E aí, tem dinheiro na parada? Me empresta uma grana?”
De outro amigo: “Xiiii! Agora o cara vai se achar!!!”
De mais um amigo: “É merecido. Mas espero que ainda responda meus emails, emergente!”
De uma amiga: “Pô, parabéns! Agora, você vai entrar para a maçonaria da Comunicação! Lembra dos pobres, tá?”
De outra amiga: “Parabéns, Christo! Mas não posso deixar a piada passar: você é a nova Vera Loyola da Comunicação. Viva os emergentes!”
Lembro que estão abertas até a próxima sexta, dia 30 de julho as inscrições para o 5º Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, uma iniciativa da SBPJor. Podem concorrer trabalhos defendidos em 2009 nas categorias de Mestrado e Doutorado, bem como pesquisas de Iniciação Científica.
Tenho um amigo recente, embora já o admire há anos. Mas a vida só me aproximou dele faz poucos meses. É inteligente, sensível, sereno, muito competente e escreve com uma delicadeza que estremece alicerces de arranha-céus. Quer um exemplo disso? Então, leia a carta que Dauro Veras escreveu para o pai dele, que tem 85 anos e está numa esquina escura da vida…
Li, quase num fôlego só, o livro de estreia de Flávio Izhaki: “De cabeça baixa”. É verdade que recebi o volume há uns dois anos e ele ficou chocando na estante, acenando para furar a fila e cair nas minhas mãos. Ontem, sem motivo nenhum, apanhei o livro, compacto e bem editado, e passei a folhear. Em duas páginas, ele já havia me fisgado, o que é bom sinal.
Pois o carioca de pouco mais de trinta anos tem o punho firme, uma narrativa bem amarrada e um estilo bastante elegante. Com personagens que cabem numa mão só, Izhaki constroi um romance intrigante, especular e muito contemporâneo. E nada simples.
A história é a seguinte:
Felipe Laranjeiras é um carioca que se exilou em Curitiba após o final de um relacionamento e o fracasso do primeiro livro. Parece um estrangeiro, fugindo de si e do mundo. Num dia qualquer, vai a um sebo e se depara com um volume de seu próprio livro, o que já seria um golpe no estômago para qualquer escritor. Afinal, os sebos parecem masmorras onde se descartam os livros que indesejamos. Não bastasse isso, o livro traz uma dedicatória do próprio Felipe a alguém de quem não se lembra. Uma mulher. Felipe fica curioso. E sua curiosidade transborda quando percebe nas margens das páginas anotações pra lá de afrontosas à obra. O que acontece? Felipe vai atrás da mulher que escreveu tudo aquilo.
Posto o roteiro, o leitor que aperte os cintos, pois a viagem será cheia de turbulências e reviravoltas. O livro é envolvente, rápido e certeiro. E seu autor… ouviremos falar bastante dele!
Se você se interessou pelo romance, conheça o blog do autor e assista a um trailer que ele produziu para o livro.
Vão até o próximo dia 30 as inscrições para o 5º Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, uma iniciativa da SBPJor. Podem concorrer trabalhos defendidos em 2009 nas categorias de Mestrado e Doutorado, bem como pesquisas de Iniciação Científica.