carta de vitória

Falei ontem da Carta de Vitória, o documento resultante do Congresso Nacional Extraordinário de Jornalistas que redefiniu o Código de Ética da categoria.

Reproduzo o documento abaixo:

Os jornalistas brasileiros, reunidos em Vitória, de 3 a 5 de agosto de 2007, para o Congresso Nacional Extraordinário de atualização do seu Código de Ética, reafirmam sua função social de oferecer à sociedade um jornalismo de qualidade, plural, responsável, ético e voltado ao interesse público. Em seu novo Código, ratificam como primeiro e essencial o compromisso com a informação como direito fundamental do cidadão, que em hipótese alguma pode ser ameaçado.

A divulgação da informação correta e precisa é direito e dever dos meios de comunicação e dos jornalistas. A manipulação, a distorção e a deturpação devem ser denunciadas como atentados à cidadania. Ao mesmo tempo, o Congresso Extraordinário dos Jornalistas condena o abuso do poder econômico, a imensa concentração da mídia, a censura por pressões política e econômica e a violência – ameaças ao interesse público, à liberdade de imprensa e à democracia.

Os jornalistas brasileiros reafirmam como fundamental a exigência da formação profissional universitária qualificada para o exercício do jornalismo e se dispõem a avançar na regulamentação da profissão e na luta pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Em nome da valorização profissional, a categoria deve se manter vigilante contra as iniciativas de precarização das relações de trabalho, defendendo as conquistas dos trabalhadores brasileiros e a manutenção do veto à emenda 3.

A defesa de um novo marco regulatório para as comunicações, que contemple os avanços tecnológicos e supere os métodos injustos e concentradores de concessões de canais de radiodifusão, deve contar com o apoio militante dos jornalistas. Apreensivos com a falta de transparência na elaboração das regras para a radiodifusão digital e a TV Pública, os jornalistas sustentam que a conferencia nacional de comunicação, construída num processo de ampla consulta nacional, deve cumprir seu objetivo histórico de elaborar novas políticas baseadas no aprofundamento da democracia e na riqueza da diversidade cultural brasileira. Exigem ainda a imediata nomeação do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, desativado desde o final de 2006.

Conscientes de seu papel fundamental na construção de um Brasil mais justo, os jornalistas apresentam à sociedade brasileira seu novo Código de Ética, no qual reiteram o compromisso indissolúvel de nossa profissão com o direito à informação pública de qualidade.

Vitória, 05 de agosto de 2007.

mais código de ética

A Carta de Vitória, documento resultante da Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas, não foi divulgada ainda porque passa por revisões e formatação. Mas Fernando Paulino, da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Brasília, me repassa texto do vice-presidente da entidade, Antonio Carlos Queiroz, dando uma geral no novo Código de Ética, aprovado no final de semana.

Reproduzo…

 

Aprovado o novo Código de Ética dos Jornalistas

Reunido nesse final de semana em Vitória, Espírito Santo, o Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas reformou o Código de Ética da categoria, em vigor há 22 anos.

O novo texto incorpora princípios da Constituição de 1988 e obrigações definidas em estatutos e códigos de direitos especiais, como o dos consumidores, dos idosos, das crianças e dos adolescentes, e de minorias.

O novo Código de Ética também leva em conta os avanços das novas tecnologias.

Um exemplo de mudança foi a inserção no documento do artigo segundo o qual “a presunção da inocência é um dos fundamentos básicos da atividade jornalística”. Como este é um princípio constitucional, sua incorporação pode parecer redundante à primeira vista. Na verdade, reflete a preocupação política de lembrar aos jornalistas que eles não são cidadãos melhores do que os outros, nem estão acima da lei. O desafio é combater a atual disposição de certos meios de comunicação que se arvoram em polícia, promotoria e juizado ao mesmo tempo, denunciando, julgando e punindo pessoas com a execração pública, muitas vezes sem elementos de prova e sem conceder-lhes o direito de resposta.

Outro avanço foi a adoção da cláusula de consciência, prevista em códigos de ética de jornalistas de vários países, e já reconhecida, por exemplo, pela Justiça de São Paulo. De acordo com a cláusula, o jornalista poderá se recusar a executar pauta que se choquem com os princípios do Código ou que agridam as suas convicções. Para evitar distorções ou abusos, ressalvou-se que essa disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para o profissional deixar de ouvir pessoas com opiniões contrárias às suas.

Entre outras disposições, o novo Código de Ética prescreve a obrigação do jornalista de informar claramente à sociedade quando seu trabalho tiver caráter publicitário ou quando utiliza recursos que modifiquem as imagens originais, como a fotomontagem. E determina que o profissional não pode divulgar informações obtidas de maneira inadequada, como o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo se houver a exigência de esclarecimento de informações de relevante interesse público, e desde que esgotadas todas as possibilidades convencionais.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) deverá divulgar massivamente o novo Código de Ética dos Jornalistas nas próximas semanas, assim que a comissão de redação final, eleita pelo Congresso Extraordinário de Vitória, terminar seu trabalho. Da comissão participam dois representantes do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal: o vice-presidente, Antônio Carlos Queiroz, e o membro da Comissão de Ética, Fernando Paulino.

(do NR-Internet)

mcluhan, mass media e new media

Robert Logan, convidado a escrever no Mediashift, lembra o teórico-guru canadense e separa o joio do trigo. Logan lista 14 distinções entre meios de comunicação de massa e novas mídias. Mcluhan chacoalhou o bambuzal nos anos 60 quando escreveu livros como Understanding Media (que aqui o Décio Pignatari traduziu como Os Meios de Comunicação como Extensão do Homem. Título melhor que o original!). O que diria hoje???

blogosfera à brasileira

É fácil encontrar pela web todo tipo de publicação eletrônica que discuta blogosfera, ainda mais com foco nos Estados Unidos. Quase não se vê com tanta nitidez os debates e o pensamento acerca dos esforços brasileiros para viabilização, inovação, monetização e criatividade na blogosfera tupiniquim. Julio Daio Borges, do Digestivo Cultural, entrevista o Alessandro Martins, e mostra o que há por essas bandas.

O post está datado para a sexta, dia 10. Mas você pode ler já aqui.

fenaj e o novo código

Neste final de semana, a nova diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas tomou posse.
Na mesma ocasião, durante o Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas, a categoria discutiu e revisou o seu Código de Ética. O texto final ainda não está disponível na página da Comissão Nacional de Ética e Liberdade de Imprensa da Fenaj.

second life + outlook

Luiz Antonio de Andrade, do Labcult, é quem dá a dica: um novo software de correio eletrônico mescla Second Life e  com Outlook Express. Isto é, é caixa de email e game. Trata-se do 3DMailBox, onde a sua caixa de mensagens é representada por uma psicina, num ambiente tropical e sensual. Os emails novos que vão chegando são representados por garotas de biquínis que pulam de trampolins. Os spams são gordões pálidos que tentam se bronzear. O sistema anti-spam tem vorazes tubarões que abocanham os gordões.

É diferente, é divertido. Veja.

a lista dos pesquisadores blogueiros: pra facilitar

A lista dos pesquisadores em Comunicação do Brasil que mantêm blogs já passou dos 73 links.

Desde que lancei a idéia, há uma semana, atualizei sete vezes, graças às muitas sugestões de toda a parte.
Agradeço a todos por isso e por replicarem o chamado aos quatro cantos da web.
A lista – como disse aquela vez – não é minha: é uma construção coletiva.

Pra facilitar, você não precisa descer o scroll. Pegue um atalho por aqui.

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sobre fotos de acidentes e crimes

Menos de uma semana após a queda do Airbus da TAM em Congonhas, fotos dos destroços da aeronave e de algumas vítimas já circulavam pela internet. Nem é preciso dizer o horror das imagens de corpos mutilados, total ou pacialmente carbonizados, contorcidos. Depois do choque, a gente se pergunta: de onde veio isso? quem tirou essas fotos? será que os próprios peritos, policiais ou bombeiros fizeram vazar essas imagens? em nome do quê? e o que ganham com isso?

Em Santa Catarina, no final de julho, um crime brutal teve circunstâncias semelhantes. Um garoto de 12 anos foi brutalmente assassinado, violentado sexualmente e teve suas pernas decepadas. O suspeito é um coleguinha de 16. O motivo alegado: briga por conta de videogame. Poucos dias após a brutalidade, fotos igualmente terríveis circularam por email e movimentaram chats e comunidades virtuais. Mais uma vez, a gente se pergunta: como isso foi acontecer (o crime e a disseminação das imagens) ? por que acontece? como? em proveito de quem?

Claro que não é a primeira vez que isso acontece. Nos anos 90, quando do acidente que matou os integrantes do grupo Mamonas Assassinas, fotos do local do desastre também foram distribuídas pela grande rede. Imagens dantescas, inomináveis, repugnantes.

“Se algumas pessoas divulgam essas imagens é porque outras querem ver”, explica uma psicóloga em reportagem de hoje do Diário Catarinense. Aliás, o DC traz uma página praticamente sobre o vazamento das imagens do violento crime citado acima. A psicologia arrisca explicações sobre a compulsão de mostrar atrocidades e a vontade quase incontrolável de querer consumi-las. Existe muita coisa envolvida em situações como essa: exploração da dor alheia, desrespeito às vítimas e a seus familiares, crime por vazamento de informações em investigação, ética, direito de imagem, direitos e garantias fundamentais das pessoas, sensacionalismo na mídia, ética jornalística (ou a falta dela), honra à memória dos mortos

Por outro lado, se tanta coisa é mostrada, outras tantas deixam de ser. Marcos Palacios relata uma experiência que fez: buscou no Google palavras-chave associadas ao acidente da TAM e não chegou a encontrar nenhum resultado, embora o evento tenha sido amplamente coberto pela mídia. O que teria acontecido?, pergunta-se Palacios.

que estranha saudade…

Recebo um email de amiga com uma lindíssima foto noturna da praia da Ponta Negra, no Rio Grande do Norte. No retrato, a lua cheia ilumina a paisagem aérea e imprime um clima de beleza, de arrebatamento diante da natureza, de esplendor ao luar. Explica-se o envio da foto pela amiga. Ela está auto-exilada em São Paulo onde faz seu doutorado. Sente saudades do seu nordeste.

Aqui em Itajaí, SC, faz uma manhã amarrotada, com clima insosso, friozinho de leve, acabrunhamento nas nuvens que tampam todo o céu. Um clima paulistano. Aliás, acordei balbuciando “Paulista”, de Eduardo Gudin e Costa Netto, lindíssima canção-poema sobre a avenida mais conhecida da Poluicéia.

Então, porque é domingo, e porque deu uma saudadinha de caminhar na Paulista nos domingos vazios pela manhã, deixo “Paulista”, a letra, e uma versão dela, você ouve aqui.

Na Paulista
Os faróis já vão abrir
E um milhão de estrelas
Prontas pra invadir
Os jardins
Onde a gente aqueceu
Numa paixão
Manhãs frias de abril

 

Se a avenida
Exilou seus casarões
Quem reconstruiria
Nossas ilusões?
Me lembrei
De contar pra você
Nessa canção
Que o amor conseguiu

 

Você sabe quantas noites
Eu te procurei
Nessas ruas onde andei?
Conta onde passeia hoje
Esse seu olhar
Quantas fronteiras
Ele já cruzou
No mundo inteiro
De uma só cidade

 

Se os seus sonhos
Emigraram sem deixar
Nem pedra sobre pedra
Pra poder lembrar
Dou razão
É difícil hospedar
No coração
Sentimentos assim

casa de ferreiro…

Sou chato para algumas coisas. (A oposição diria: para muitas coisas)

Mas acho que, às vezes, as contradições são tão visíveis que incomodam mesmo. E aí, motivam blogueiros – numa manhã carrancuda de domingo – a esbravejar em seus posts. É o caso.

Desde sexta, delegações de pelo menos vinte estados brasileiros discutem um novo texto para o Código de Ética do Jornalista. Eles estão reunidos em Vitória e não encontro ninguém fazendo cobertura do evento pela blogosfera. Quiçá nos sites da Fenaj, dos sindicatos dos jornalistas e por aí vai. Pô! Trata-se de um Congresso Extraordinário dos Jornalistas! Não era o caso de alguém estar postando uma coisinha aqui ou acolá? Dando o clima do encontro, como foi a posse da nova diretoria da entidade, se as discussões estão acirradas ou não…

Nada, meu filho. Nada!

a quinta no sábado

Já estamos na 5ª atualização da lista de pesquisadores de comunicação brasileiros que mantém blogs.

Cheque!

crítica de mídia e educação para os meios

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Carlos Castilho entrevistou o ombudsman do portal IG, Mario Vitor Santos, e para ele, “crítica de mídia deveria ser obrigatória nas escolas”.

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vitória, hoje: congresso e posse

Toma posse hoje à noite a nova diretoria da Fenaj. Isso acontece na abertura do Congresso Extraordinário de Jornalistas, em Vitória (ES), onde será definido um novo código para a categoria. O evento vai até domingo. Já tratei disso aqui, mas voltarei. Deixa só eu respirar.

por falar em blogs e jornalistas…

No post anterior, dei a entrevista do Pedro Dória ao Digestivo Cultural, mas me lenbrei de uma outra que ele deu em 2005 – se não me engano – a uma publicação da Unisinos. Aliás, a publicação toda – a edição inteira – trata de blogs e sua relações com a formação de profissionais, com o desenvolvimento de pesquisas e ensino, etc… Dória chega a comentar que os cursos de comunicação precisam mudar e tal.

Para ver a publicação – IHU on-lineclique aqui. (Em formato PDF, baixe!)

assim falou pedro dória

Julio Daio Borges entrevista longamente um dos mais conhecidos e respeitados jornalistas da internet e da blogosfera brasileira: Pedro Dória. A entrevista está no Digestivo Cultural. Em pauta, a web, o futuro das mídias, a formação dos jornalistas, a internet como negócio, blogs e seus leitores com comentários violentos e por aí vai.

Eu recomendo.

ando mortinho

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Tenho ouvido e lido muita gente se queixando de excesso de trabalho, de sobrecarga de compromissos, de cansaço extremado. Não, não é o pessoal do “Cansei!”. Não, é gente normal, que trabalha, que respira e que reclama também.

Não tô atrás. O pior é que o semestre acabou de começar.
Também, pudera! Tive três diazinhos de recesso apenas.
Snif!

prêmio da sbpjor vai até dia 15

reproduzo o release…

A Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo recebe as inscrições para o Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo até o dia 15 de agosto, nas categorias Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Sênior.
Os primeiros colocados receberão um diploma e uma placa durante o V Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, 15 a 17 de novembro em Aracaju (SE). A hospedagem e a passagem para recebimento do Prêmio no caso dos ganhadores, com exceção dos orientadores, serão custeados pela SBPJor. Todos os ganhadores, incluindo os orientadores estarão isentos de pagamento das taxas de inscrição no congresso anual da SBPJor.

Qualquer associado poderá indicar candidaturas para receber o Prêmio Adelmo Genro Filho na categoria Sênior, destinada a reconhecer anualmente o pesquisador que, pelo conjunto da trajetória, tenha colaborado com a consolidação do jornalismo como área científica. As candidaturas deverão ser apresentadas em formulário próprio disponível aqui.

As normas podem ser consultadas aqui.

mais lista de pesquisadores-blogueiros

Apenas para registro.
Esta já é a quarta atualização da lista e já passamos de 50 links.
Não paramos por aqui. Se você quiser replicar a lista em seu blog ou site, fique à vontade.
Se quiser mandar sugestões, manda ver.

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anpedsul

O site oficial da 7ª edição da Anpedsul já está na rede.
O evento acontece em junho de 2008, aqui na Univali.
Veja mais detalhes, direto na fonte.

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(clique na figura)

um novo código de ética

Começa depois de amanhã, dia 3, o Congresso Extraordinário dos Jornalistas, evento que vai discutir e definir um novo Código de Ética para a profissão. O encontro vai até o dia 5, e acontece no Hotel Bristol, bem em frente à Praia de Camburi, em Vitória. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) anuncia que delegações de vinte estados brasileiros estarão presentes, e esse alarde não é mera propaganda. O próprio Código de Ética em vigência estabelece que reformas ao documento só podem acontecer em congressos nacionais da categoria, na presença de ao menos dez delegações (art. 27).

Participei menos do que gostaria do processo de discussão do novo Código. Como leciono a matéria e como pesquiso na área, sempre me dispus a discutir a questão. Em fevereiro do ano passado, elaborei uma proposta de novo código e enviei à comissão que sistematizava as sugestões. Em maio, fui a Londrina para o 1º Seminário de Ética no Jornalismo, mas me frustrei á época porque pensei que discutiríamos a coisa por lá. Qual nada. Foi tirada uma comissão para ordenar o material e encaminhar as mudanças, apresentando as minutas do código à categoria.

Dei uma olhada na proposta e não vejo muitas mudanças. Veja você também.

Me organizei para ir a Vitória para o Congresso Extraordinário, mas as aulas e os compromissos me impedem. Vou passar.

De qualquer forma, acredito que um novo código de ética para o jornalista brasileiro é uma questão imperativa. Mas é preciso ter em conta uma coisa. Não basta que se tenha um excelente código se não forem fortalecidas as comissões de ética da Fenaj e dos sindicatos, pois são elas que recebem as denúncias, que encaminham os processos e aplicam possíveis sanções. Já escrevi isso em Jornalismo em Perspectiva (Ed. UFSC, 2005), e em Monitores de Mídia (Ed.UFSC-Univali, 2003). Então, é um processo lento, de educação da categoria, de convencimento da sociedade de que se pode ter um bom código e de que ele é eficaz, eficiente e serve à coletividade e não apenas aos profissionais.

Volto a esse assunto depois.

a lista dos pesquisadores blogueiros

A blogosfera é mesmo um organismo vivo e pulsante.
Reage com rapidez e potência.
Por isso, em 24 horas, já atualizei três vezes a lista.
Veja aqui.
E passe adiante.

 

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renoi no youtube

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Já está no YouTube o primeiro documentário sobre o Encontro da Renoi, que aconteceu em junho em Vitória. Com 6 minutos e 36 de duração, o trabalho foi produzido pelos estagiários da ANDI e pode ser acessado aqui.
Parabéns!!!

ética antes e depois da rede

Em Infotendências, Pere Masip cita Jane Singer, da Universidade de Iowa, que reafirma os mesmos preceitos da ética jornalística antes da web para a conduta em rede. Isto é, nada muda. Os valores se mantêm. Muda apenas o suporte, mas não a relação humana.

Este assunto me interessa por completo, já que é muito fácil cair na tentação de se querer inventar a roda a cada atualização do Windows, por exemplo, ou a cada traquitana da moda na web.

Para discutir mais sobre o tema, dou outros dois links:

http://www.mediachannel.org/wordpress/2007/04/20/new-media-culture-challenges-limits-of-journalism-ethics

http://www.ojr.org/ojr/wiki/ethics

o cinema encolhe

Ontem, Bergman morreu.

Hoje, foi a vez de Antonioni.

Sem eles, o cinema fica menor.
Fica menos ousado, menos inventivo, menos artístico.
Suas obras – como a de qualquer um – têm saltos e tropeços, mas eles ajudaram a dar contornos maiores a esta arte.
Sem eles, o cinema do século XX vai desaparecendo aos pouquinhos, como num fade…

para um mergulho com Foucault

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 Meu querido amigo Pedro de Souza acaba de retornar da França onde permaneceu por cem dias em pesquisas sobre Michel Foucault. E é justamente ele, o Pedro, quem me repassa dois importantes links para os que se interessam pelo pensamento e pela obra de um dos mais influentes nomes do século XX:

Michel Foucaul Archives é uma iniciativa do Centre Michel Foucault e do Institut Mémoires de l’Édition Contemporain. O site ainda está em construção, mas já traz conteúdos bem básicos sobre o autor, como uma cronologia de sua obra, a digitalização de alguns manuscritos – como o curso de 1981-82 que Foucault deu no Collège de France – e algumas fotos. Em breve, haverá vídeos, promete o site que tem interfaces em inglês, francês, espanhol, chinês e árabe. Na equipe responsável pelo site está Daniel Defert, antigo companheiro de Foucault e quem detém a guarda, zela e administra muita coisa inédita.

Institut Mémoires de l’Édition Contemporain (IMEC) guarda e disponibiliza arquivos de nomes como Foucault, Althusser, Barthes, Beckett, Benveniste, Céline, Anthony Burgess, Derrida, Jean Genet, Guattari, Grotowsky, Levinas, entre muitos outros. O slogan da iniciativa é “uma memória viva da escrita, da edição e da criação“. O instituto e todo esse patrimônio funciona numa abadia, isso mesmo, a Abadia d´Ardenne. Lá, o visitante pode acessar arquivos em áudio, vídeo e originais (manuscritos ou datilografados). Nada pode ser xerocado ou copiado, apenas consultado. Pelo menos no caso de Foucault. A medida drástica se explica: ainda restam alguns cursos que Foucault deu e que ainda estão inéditos em livros. Os responsáveis pelo acervo estão sistematizando tais originais para a sua publicação, e o vazamento de tais materiais pode provocar diversas conseqüências: da exploração indevida à apropriação indébita.

lista de pesquisadores-blogueiros (40ª atualização)

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Este post é um primeiro esforço ara juntar os principais blogs dos pesquisadores em comunicação no Brasil. A lista é provisória, em constante construção e aceita novos links. Sugestões de novos blogs são muito bem-vindas. Aliás, passar essa lista adiante também é uma boa iniciativa para replicar e ampliar a iniciativa.
Tomei dois critérios para inclusão de links: 1. Tem que ser pesquisador da área da Comunicação; 2. Tem que ser blog, independente se ele trata de Comunicação.
Esta lista, este post é um bumerangue.
Lanço na blogosfera e não sei quando nem como ele voltará…

sobre games e educação

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Na noite passada, ZEREI “God of War”. Para os não-iniciados, isso significa que cheguei ao final do jogo do PlayStation 2. Ok, e daí?

E daí que quem conclui a jornada imposta pelos games mais modernos e arrojados passa por uma experiência diferente e única. Isso porque jogar um desses games não é tão somente manipular um controle, brincar. É entrar no jogo, apropriar-se daquela narrativa e projetar-se na condição do personagem que funciona como a sua interface com o jogo. E como vencer as tantas fases leva tempo, a experiência de chegar ao final é um misto de sentimentos: glória por ter concluído e vencido; surpresa por saber dos detalhes finais, quase sempre inesperados; felicidade por fechar um ciclo; vazio por saber que a saga terminou – ao menos ali naquela edição – e que você não tornará ao jogo (pelo menos se não for obcecado e quiser passar por tudo de novo em outros níveis de dificuldade).

“God of War” é um jogo fascinante. Conta a história épica de um obstinado guerreiro espartano que não suporta mais viver com a dor da perda de sua mulher e filha. Kratos, então, se rende aos caprichos dos deuses para tentar não enlouquecer, já que permanecera um exílio de dez anos de pesadelos. Com isso, o jogo torna-se uma grande maratona por monumentos da antigüidade grega, por monstros e entidades mitológicas, por deuses e suas confusas personalidades, por cenários de tirar o fôlego. São templos, câmaras, cavernas, jardins, as profundezas do inferno, os píncaros da glória, desfiladeiros, montanhas, ruínas submersas, cidades saqueadas. O jogador – na pele de Kratos – enfrenta minotauros, centauros, medusas, sirenes, gorgons, sátiros, zumbis, ciclopes, arqueiros flamejantes, hidras, harpias e até mesmo o deus da guerra, Áries. É traído, surpreendido, envolvido em tramas que desafiam a credulidade.

Em termos de jogabilidade, “God of War” combina ação, aventura, muita porrada, desafios que testam habilidades como destreza, rapidez e agilidade e inteligência nos vários quebra-cabeças que os deuses lhe impõem como prova. É um jogo que lhe toma pela medula.

Os gráficos são excelentes, a trilha sonora contagiante, os rugidos dos monstros horripilantes e a história flerta com sucesso o universo maravilhoso e fantástico da mitologia grega. O próprio Kratos não se lembra direito de seu passado e, com a evolução do jogo, vai sendo lembrado pelos deuses, como Édipo, como os heróis helenos. Aliás, Kratos é um Hércules. Não apenas porque tenha que executar trabalhos para o Olimpo, mas também por seu temperamento, por sua tragédia pessoal, pelo que lhe reserva o destino.

Mas o que isso tudo tem a ver com educação?

Tudo, oras. Imagine se as nossas escolas usassem esse jogo – e outros, claro! – para ensinar História da Antigüidade, História da Arte Antiga, Mitologia… Imagine trabalhar com alunos conteúdos para desenvolver competências e habilidades como raciocínio rápido, orientação espacial, dedução… Mas e a violência? Ora, isso também pode ser trabalhado com os estudantes, na canalização de energia para o jogo, na distinção do certo e do errado, no incentivo para discussões sobre dilemas éticos, no reforço de valores como o bem para combater o mal…

Há tempos venho pensando no desenvolvimento de um jogo – no estilo RPG – que auxilie no ensino de jornalismo. Parece já haver uma iniciativa neste sentido. Mas gostaria de trabalhar com uma equipe na experiência de criar e desenvolver um game que servisse de apoio pedagógico para ética jornalística, por exemplo.

Alguém aí se habilita? 

mais um ataque do lobo

Antonio Lobo Antunes acaba de lançar mais um livro no Brasil.
Trata-se de Eu Hei-de Amar uma Pedra, de 2004.
A informação é do Gaveta do Autor.

ensino e novas tecnologias: um prêmio

Já pensou se houvesse um prêmio para os professores que usam as Tecnologias de Informação e Comunicação no ensino, de forma criativa, inovadora, inclusiva?

Já pensou se esse prêmio desse reconhecimento e dinheiro àqueles que usam a tecnologia para melhorar as condições de ensino e aprendizagem?

Mas esse prêmio JÁ EXISTE. Só que na Argentina… Educ.ar – Intel

(dica de Octavio Islas)

ela é o céu

Estou vidrado no CD Céu, da cantora brasileira de mesmo nome. A menina, com vinte e poucos anos, lançou esse primeiro trabalho ano passado e já é apontada como revelação da música nacional pela crítica. Diga-se, a crítica internacional. Revistas e jornais franceses babam em cima da moça que flerta com bossa, com jazz, com samba e com música eletrônica.  A mídia local também já se rende, mas não é que a mulher é boa mesmo?!

Confira aqui, faixa a faixa.

E se não tiver tempo, vá direto na versão cheia de groove de Concrete Jungle, de Bob Marley.

Céu, que nasceu Maria do Céu, tem voz aveludada, tocante, amadeirada. Sua praia parece não ser a potência vocal, mas o encaixe do que tem nas frestas do possível.

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