políticas públicas e jornalismo em revista

Acaba de sair a última edição de 2010 da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo da UFSC (PosJor). O número tem como tema Políticas Públicas e pode ser acessado gratuita e integralmente aqui.

O sumário pode ser conferido abaixo, mas esta não é a única novidade. A maior delas é que a equipe da EJM conseguiu concluir a implantação do DOI, o Digital Object Identifier, uma inovação editorial que dá a cada artigo publicado um número específico e único. Assim, é mais fácil recuperar o texto em bases de dados, é mais fácil inserir suas informações na Plataforma Lattes e ainda se avança na profissionalização das revistas acadêmicas no país. O sistema já é adotado pelos mais importantes periódicos científicos do mundo, e a Estudos em Jornalismo e Mídia é a primeira da área da comunicação no Brasil a ter artigos com DOI!

Sumário

Apresentação: Foco na notícia e no cidadão – Rogério Christofoletti

Núcleo Temático

Práticas jornalísticas e políticas públicas: estudo dos indicadores de análise das coberturas sobre crianças e adolescentes – Leonel Aguiar e Vinicius Neder

Políticas públicas e direitos de crianças e adolescentes: o papel da mídia na expansão da cidadania – Danilo Rothberg e Pedro Luis Bueno Berti

O noticiário econômico e as políticas públicas de cunho social: sem diálogo – Paula Puliti

A cobertura jornalística das audiências públicas nas mídias legislativas – Cristiane Brum Bernardes e Antonio Teixeira de Barros

A deliberação a longo prazo no espaço de visibilidade mediada: o Bolsa-Família na mídia impressa e televisiva – Angela Cristina Salgueiro Marques

Um olhar sobre a cobertura jornalística de políticas públicas sociais no jornal Zero Hora – Rosane Rosa

Concentração de meios e políticas de comunicação na Venezuela – Carla Candida Rizzotto

A experiência da pesquisa em comunicação ambiental e suas aplicações no estudo e preservação do Pantanal Sul-Matogrossense – Greicy Mara França e Lairtes Chaves Rodrigues Filho

As políticas públicas ambientais no jornal Gazeta do Povo: como se dá a cobertura das ações governamentais para o meio ambiente – Michele Goulart Massuchin

Temas Livres

A rádio informativa portuguesa na Internet – o estado da arte – Luís Bonixe

Autorreferência na imprensa: jornalismo “de primeira” e de “segunda classe” – Márcia Franz Amaral

Customização em massa da mídia: veículos tradicionais do conhecimento se reinventam para atender os consumidores e coexistir com as novas mídias – Valdenise Schmitt

Identidade local e imaginário urbano no telejornalismo: os 159 anos de Juiz de Fora no MGTV – Francisco Angelo Brinati e Paulo Roberto Figueira Leal

Wikificação como modelo de edição de conteúdos jornalísticos na web – Carlos Frederico de Brito d’Andrea

Os novos tempos do leitor de notícias e o leitor de notícias dos novos tempos – Anna Paula Knewitz e Nilda Jacks

A vida cotidiana no relato humanizado do perfil jornalístico – Amanda Tenorio Pontes da Silva

O Pro-Am como estratégia jornalística no Twitter: apontamentos para discussão – Vivian de Carvalho Belochio e Gabriela da Silva Zago

O mundo lá fora: o cinema direto e o novo jornalismo – Julio Bezerra

Resenha: A mulher além de todo o papel – Gabrielle Vívian Bittelbrun

dilma nas manchetes

Do previsível ao jocoso, do preconceituoso ao sisudo, todos os principais jornais brasileiros trouxeram em suas capas hoje a notícia da eleição de Dilma Rousseff à presidência do país. Acompanhe:

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nervos à flor da pele e o brasil dividido

Evitei tratar de eleições neste blog nos últimos meses. Foi deliberado. Não me senti muito à vontade para fazê-lo, mesmo que seja um assunto que eu goste muito e entenda menos do que gostaria. Acompanhei a campanha com muito interesse como em outros anos. Mas tentei não transformar este espaço em mais um palanque. Há quem o faça, e é igualmente legítimo. Um blog pode ser também um espaço muito pessoal, muito particular. E no meu caso – o de evitar tratar de eleições aqui – também foi uma opção muito pessoal e particular.

Mas antes da votação de domingo, quero deixar registradas umas duas coisinhas:

Primeiro. Há muito tempo eu não via uma campanha tão nervosa, tão combativa e tão suja. Na verdade, desde 1989, eu não via algo assim tão polarizado, tão confrontante. Os candidatos não ajudaram: não têm carisma, elegeram temas desimportantes e apelaram para diversos expedientes condenáveis para se atacar. Perdeu-se uma oportunidade histórica de se discutir mais profundamente o país, de se definir uma agenda mais concreta para os próximos quatro anos, de avançarmos em temas ainda não tratados, como as reformas política e fiscal. Fiquei enojado em alguns momentos. Tentei não me irritar, fiz graça, embarquei em algumas piadas e até narrei um debate ao estilo de uma luta de boxe. Tudo para manter algum equilíbrio, distância e senso da importância (ou não) de alguns episódios.

Segundo. A campanha suja, o clima apaixonado, tudo isso ajudou a dividir o país. Li nas redes sociais, nos jornais, em diversos locais ataques de lado a lado, o que é natural e esperado. Mas percebi um clima de guerra fratricida, diferente do que já havia presenciado antes. Eu sei, é tudo muito impressionista, mas foi o que senti, o que vi e testemunhei. Vi pessoas que eram tão amistosas bloqueando outros colegas no Twitter por causa de suas preferências eleitorais; vi gente se agredindo violentamente nos comentários de blogs; alguns habitualmente corteses mostraram-se irados; outros habitualmente nervosos mostraram-se mais agressivos ainda; no trânsito, testemunhei motoristas provocando com palavrões quem estava com o carro ao lado e que ostentava um adesivo diferente do seu… Isso me fez pensar bastante em conceitos tão repetidos nesses dias, como democracia, cidadania, respeito à opinião alheia, paz…

Sim, eu entendo que o próprio formato das eleições contribui para a polarização, para a divisão, já que a existência do segundo turno é o confronto direto de um contra o outro.

Sim, eu sei que a eleição é importante, que é determinante para o futuro a curto prazo, que serviu para escolher governantes e representantes nos legislativos. Sei também que eleger um presidente não é qualquer coisa. Mas por outro lado também não é a decisão mais importante da vida, a que justifique perder amizades, criar inimigos, destilar ódio e irracionalidade, mentir desvairadamente, desejar a morte dos outros e por aí vai…

Aliás, taí uma coisa que é preciso ser dita: escolher o presidente é importante, mas a importância não termina aí. Pelo contrário: ela começa aí. Tão importante quanto eleger o presidente é acompanhar seus atos, perceber a “quebra de contrato” com o eleitor, cobrar, fiscalizar, posicionar-se. Então, não se justifica gastar toda a energia e destempero agora. A vida é mais do que essa disputa. A vida é uma disputa maior, bem maior.

seminário democracia e jornalismo é hoje

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e o Mestrado em Jornalismo da UFSC (PosJor) promovem hoje o Seminário Democracia e Jornalismo na Era Digital. O evento acontece no Auditório Henrique Fontes (CCE/UFSC), a partir das 14 horas e é aberto ao público.

O seminário vai contar com uma atração internacional, o professor Silvio Waisbord, da George Washington University e um dos principais pesquisadores da área. Waisbord abre os debates tratando da democracia em outros países. O jornalista Carlos Müller, assessor da ANJ e doutor em Ciências Sociais, será o comentador da mesa. Na sequência, o editor-chefe do Diário Catarinense, jornalista Nilson Vargas, aborda os desafios regionais na era digital. Os comentários ficam por conta do professor Francisco José Karam, do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) e do PorJor.

Seminário Democracia e Jornalismo na Era Digital tem o apoio do Diário Catarinense, objETHOS, Departamento e do Curso de Jornalismo da UFSC.

COBERTURA PELO TWITTER no @objethos pela hashtag #Democracia&Jornalismo

qualidade e crítica no jornalismo: um livro

A LabCom Books, editora da Universidade de Beira Interior (UBI) em Portugal, acaba de lançar “Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo”, livro com textos de sete pesquisadores e que tive o prazer de organizar. A exemplo de outros quase 60 livros, o volume pode ser adquirido em papel ou baixado em PDF na forma de ebook.

“Vitrine e Vidraça” faz parte da Coleção Estudos da Comunicação, e é o segundo livro produzido pela Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), após o lançamento de Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania (Ed. Paulus, 2008).

Assinam capítulos em “Vitrine e Vidraça” Luiz Martins da Silva e Fernando Oliveira Paulino (ambos da UnB), Danilo Rothberg (Unesp), Josenildo Luiz Guerra (UFS), Laura Seligman (Univali), Marcos Santuário (Feevale) e Rogério Christofoletti (UFSC).

Antes de baixar seu volume, leia a sinopse:

A qualidade implica na autocrítica, no estabelecimento de metas e objetivos, no seu alcance e na avaliação contínua de práticas e processos. O jornalismo não apenas oferece produtos informativos, mas também se insere nas sociedades como um importante elo entre os públicos, ajudando a formar opinião, estabelecendo consensos, alimentando-se de controvérsias. Portanto, discutir qualidade no jornalismo está intimamente ligado ao exercício da crítica de mídia, à reflexão sobre democracia e responsabilidade social. Está também atrelado ao debate sobre a ética, a formação dos novos jornalistas, a inovação e a busca da excelência técnica. Tratar de qualidade conjuga preocupações de ordem econômica, política e metodológica, aspectos que auxiliam a construir novas bases para o jornalismo.

Veja o índice

Parte I – Da análise e da crítica

O jornalismo como teoria democrática
por Luiz Martins da Silva

Jornalismo e informação para democracia: parâmetros de crítica de mídia
por Danilo Rothberg

Responsabilidade Social da Mídia: análise conceitual e perspectivas de aplicação no Brasil, em Portugal e na Espanha
por Fernando de Oliveira Paulino

O conceito de enquadramento e sua contribuição à crítica de mídia
por Danilo Rothberg

Monitoramento de Cobertura e Produção Experimental Monitorada: Pesquisa aplicada voltada para a qualificação de produtos e processos jornalísticos
por Josenildo Luiz Guerra

De “Ouvinte” a “Ouvidor”: Responsabilidade Social da Mídia e parâmetros para atuação da Ouvidoria das Rádios da Empresa Bra- sil de Comunicação (EBC)
por Fernando Oliveira Paulino

Parte II – Do aperfeiçoamento e do avanço

Jornais Populares de qualidade: Ética e sensacionalismo em um novo padrão do jornalismo de interior catarinense
por Laura Seligman

Concentração de mídia e qualidade do noticiário no sul do Brasil
por Rogério Christofoletti

Qualidade da Formação em Jornalismo Cultural na Modernidade Líquida
por Marcos Santuario

Avaliação de qualidade jornalística: desenvolvendo uma metodologia a partir da análise da cobertura sobre segurança pública
por Josenildo Luiz Guerra

Brevíssima cronologia da inovação na imprensa brasileira
por Rogério Christofoletti

o que você vai fazer na terça?

A cobertura da campanha eleitoral, o papel do jornalismo na atualidade, a crise da indústria dos impressos. Esses e outros temas estarão na mesa de discussões durante o Seminário Democracia e Jornalismo na Era Virtual, que o Mestrado em Jornalismo da UFSC e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) promovem na próxima terça, 26. O evento começa às 14 horas no Auditório Henrique Fontes, no CCE/UFSC, e é aberto a jornalistas, pesquisadores, estudantes e demais interessados.

Participantes inscritos recebem certificados, mas vagas são limitadas. Para se inscrever, basta enviar nome e CPF para o email objethos@gmail.com
A cinco dias da eleição do próximo presidente do país e no dia seguinte ao debate dos presidenciáveis na Rede Record, o Seminário Democracia e Jornalismo na Era Digital é mais uma oportunidade de se discutir a mídia, a política e a sociedade.

“garanta o seu emprego que eu garanto a minha dignidade”

O apresentador Paulo Beringhs, da TV Brasil Central, afirmou ao vivo que sua emissora teria recebido ordens para não realizar entrevista com o candidato Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás. Em seguida, sinalizou que por conta daquela informação muito possivelmente não estaria no dia seguinte na mesma bancada…

(dica da professora Maria José Baldessar, também publicado no Portal Imprensa)

assim é em lisboa como em são luís

Se você estiver em Lisboa entre os dias 8 e 9 de novembro, o acontecimento é o 3º Seminário Internacional Media, Jornalismo e Democracia, promovido pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O evento reúne nomes como Thomas Patterson, Dan Hallin, Nelson Traquina, Jorge Pedro Sousa, James Curran e Stephen Ward. Alguns pesquisadores brasileiros também por lá estarão. É o caso de Gerson Luiz Martins, Thaïs de Mendonça Jorge, Heitor Rocha Lima, Ana Lúcia Prado e Alice Mitika, entre outros.

Agora se você estiver pelo Brasil na mesma época, mais precisamente em São Luís, no Maranhão, o acontecimento é o 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela SBPJor. O evento já se consolidou como a principal arena das investigações científicas em nível nacional, sempre trazendo nomes de peso internacional. Neste ano, é o caso de Martin Löffelholz, da Ilmenau University de Tecnologia (Alemanha), e Stuart Allan, da Bournemouth University – Reino Unido.

Não dá pra reclamar, né?

 


regulação da mídia: um evento para se acompanhar

“democracia e jornalismo na era digital”

A cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, jornalistas e acadêmicos terão a chance de debater as relações entre democracia e os meios de comunicação. O seminário “Democracia e Jornalismo na Era Digital” é uma promoção da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e do Mestrado em Jornalismo da UFSC (PosJor). O evento acontece no próximo dia 26 no Auditório Henrique Fontes, no CCE/UFSC, a partir das 14 horas, é gratuito e aberto ao público.

O seminário vai contar com uma atração internacional, o professor Silvio Waisbord, da George Washington University e um dos principais pesquisadores da área. Waisbord abre os debates tratando da democracia em outros países. O jornalista Carlos Müller, assessor da ANJ e doutor em Ciências Sociais, será o comentador da mesa. Na sequência, o editor-chefe do Diário Catarinense, jornalista Nilson Vargas, aborda os desafios regionais na era digital. Os comentários ficam por conta do professor Francisco José Karam, do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) e do PorJor.

Além de Florianópolis, a ANJ promove eventos semelhantes em mais quatro cidades brasileiras: Brasília, Porto Alegre, Vitória e Fortaleza. Para acompanhar o seminário na Capital é necessário se inscrever por email, bastando enviar nome e CPF. As inscrições são limitadas a 120 vagas.

O Seminário “Democracia e Jornalismo na Era Digital” tem o apoio do Diário Catarinense, objETHOS, Departamento e do Curso de Jornalismo da UFSC.

Serviço:

O quê? Seminário “Democracia e Jornalismo na Era Digital”

Onde? Auditório Henrique Fontes – CCE – UFSC

Quando? 26 de outubro, às 14 horas

Quanto? Entrada Gratuita

Como? Inscrições pelo e-mail objethos@gmail.com

emissoras de rádio e tv públicas: um estudo

O escritório da Unesco no Brasil acaba de lançar um estudo oportuno e importante para a área da comunicação pública. Trata-se de Um Levantamento inicial de necessidades e oportunidades de qualificação e capacitação profissional na Fundação Padre Anchieta e na Empresa Brasil de Comunicação, que tem 32 páginas e pode ser baixado aqui.

O estudo foi elaborado “para uma melhor compreensão das demandas por qualificação profissional no âmbito das duas mais importantes mídias públicas do país. O levantamento mostrou que, mais do que áreas ou temas específicos de capacitação, as duas organizações requerem ser fortalecidas para enfrentar desafios institucionais e organizacionais mais amplos”.

Para uma discussão sobre jornalismo e qualidade, TV e democracia, políticas públicas e direito à informação…

crise do equador na mídia

Dois dos jornais mais importantes do Equador trouxeram editoriais em suas primeiras páginas hoje. Claro que o assunto que paralisou e chacoalhou o país ontem foi a crise institucional que quase se transformou num golpe de estado.

Tensões na América Latina…

blinde-se contra os ficha-sujas

Hoje, tem debate na TV; domingo é dia de voto.

Então, não custa nada tentar se proteger de votos equivocados, de candidatos suspeitos e de ressaca pós-eleitoral.

Blinde-se contra os ficha-sujas! Acesse o amplo levantamento que o site Congresso em Foco fez e veja se os seus escolhidos tão sujos na praça:

Mapa partidário dos mais enrolados

Candidatos que merecem sinal amarelo

Ajude a limpar a política

Os candidatos que já estiveram presos

Os parlamentares candidatos réus no STF

Os candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa

Os candidatos acusados de envolvimento com os sanguessugas

ainda sobre a liberdade de imprensa no brasil

Disse há pouco que o perigo maior à liberdade de imprensa e de expressão no país tem vindo muito mais dos tribunais do que dos palácios dos governos. Isto é, o Judiciário impede e cerceia mais o exercício profissional dos jornalistas e a difusão livre da informação que o Poder Executivo.

Os dados, os números mostram isso.
Veja o que diz matéria do Portal Imprensa sobre um relatório divulgado nesta semana pela Associação Nacional de Jornais (ANJ):

… a imprensa brasileira teria sofrido 70 atentados contra a liberdade de informação nos últimos dois anos. (…) O relatório da entidade destaca os números de ordens judiciais impondo censura aos meios de comunicação: dos 70 casos, 26 se referem a decisões do Poder Judiciário, além da determinação de 10 medidas restritivas pela Justiça Eleitoral. A ANJ ressalta, ainda, o aumento da quantidade de decisões judiciais que proíbem jornais de divulgar matérias sobre determinados temas ou conteúdo, seja em período eleitoral ou não. Durante o período do levantamento, o Comitê de Liberdade de Expressão denunciou 20 casos de censura, segundo a entidade.

Trocando em miúdos, o documento aponta que de agosto de 2008 a julho de 2010, houve uma morte, três prisões, 18 casos de agressão, 20 casos de censura, cinco atentados, oito casos de abuso, entre outras ocorrências.

Quer conferir o relatório? Clique aqui.
(62 páginas, formato PDF, 878 Kb)
(Vá direto ao ponto: pule as primeiras 36 páginas do relatório…)

receita de bolo em vez da notícia

Estadão reloaded.

No período mais duro da ditadura militar, nos anos 1970, o jornal O Estado de S.Paulo chegou a usar um expediente criativo e inusitado para preencher os espaços das matérias censuradas pelo governo federal: publicava notícias de bolo ou versos de Os Lusíadas. Nesta semana, quase quarenta anos depois, a Band do Tocantins recorreu ao mesmo expediente.


(O Portal Imprensa também deu a notícia)

O caso chama a atenção para o real foco para uma discussão sobre liberdade de imprensa no país: os perigos aos direitos rondam muito mais o Judiciário do que propriamente os poderes Executivo (como quer fazer entender a Veja) e Legislativo.
Os togados têm investido muito mais contra o exercício da profissão do que os engravatados. Este é um debate a ser retomado.

veja derrapa. de novo

A edição que está nas bancas da revista semanal de informação mais influente do país é categórica: o governo Lula não quer jornalismo nenhum e está fazendo de tudo para cercear a liberdade de imprensa.

Impositiva, editorializada, recheada de adjetivos e carente de dados, a matéria de capa – A imprensa ideal dos petistas – é assinada por Fábio Portela. Em oito páginas fartamente ilustradas, a Veja desfere frontais ataques ao governo numa espécie de revide após declarações críticas do presidente Lula na semana passada. Lula se queixava da imprensa, o que é natural e esperado de qualquer governante. Veja transforma as reclamações em ações concretas do governo para deter os meios de comunicação e os jornalistas. Este é o raciocínio, que – convenhamos – não se sustenta pela absoluta falta de dados da realidade e argumentos no plano discursivo.

A revista exagera.

Sim, estamos a menos de uma semana das eleições e os ânimos estão inflamados. Mas isso não justifica exagerar.

Se um estrangeiro ou alienígena lesse a reportagem, sua impressão seria a de que vivemos num país ditatorial, que não existe liberdade individual e que o exercício profissional dos jornalistas é impedido pelas instituições. E isso não é verdade. A questão da liberdade de expressão e de imprensa é um nervo exposto, delicado, quando se discute solidez democrática, estabilidade política e vigência de estado democrático de direito. Historicamente, há uma relação tensa entre governos e mídia, pois alguns interesses de lado a lado não coincidem e, às vezes, se contrapõem. Os governos têm suas funções, a mídia também. Consagrou-se para o jornalismo a tarefa de fiscalizar os poderes, o que significa denunciar abusos, investigar, revelar e apresentar à sociedade sintomas do mau funcionamento das relações entre estado e cidadãos.

Com isso, reafirmo: é natural que os governantes se queixem da imprensa. Assim como é natural os jornalistas reafirmarem a defesa das liberdades de imprensa e expressão, e perseguirem sua função de cães de guarda frente os poderes instituídos. Mas a própria reportagem da Veja não sustenta o pânico que tenta instaurar. Das seis “ameaças” do governo apresentadas num box da página 79, nenhuma se efetivou. Por quê? Por várias razões, entre as quais o fato de que o país é mais complexo do que supõe a revista e que as instituições, se e quando contrariadas, atuam politicamente, fazendo funcionar um sistema de pesos e contrapesos para estabilizar a democracia.

Por isso, a reportagem da Veja derrapa. É mais campanha antigoverno do que peça jornalística. Basta contar as fontes ouvidas. Não se ouve o lado denunciado. O governo ou fontes ligadas a ele são apenas mencionadas; não foram procuradas, ouvidas ou entrevistadas. Ouvir os lados é essencial no jornalismo. Ser parcial e não promover a pluralidade de opiniões e versões é tão ou mais perigoso quanto as “ameaças” do governo…

em nome do jornalismo: manifesto para a mudança

Em junho de 2005, um grupo de jornalistas e pesquisadores norte-americanos se reuniu no Centro Annenberg de Políticas Públicas da Universidade da Pensilvânia para pensar o jornalismo. Eles partiram de nove proposições, entre as quais o fortalecimento do papel de organizações sem fins lucrativos, a relação do jornalismo com a democracia, a liberdade de imprensa, governanças corporativas mais responsáveis e o papel do governo como regulador do setor.

A professora Geneva Overholser sistematizou as discussões, o que resultou no documento “On Behalf of Journalism: A Manifesto for Change”. Sim, eu sei. É um documento não tão recente, tem cinco anos. Sim, eu sei, ele se refere à realidade norte-americana.

Mas por que não conhecer uma publicação ainda tão atual e abrangente?
Baixe aqui.

11 de setembro de 2001: a notícia

Onde você estava em 11 de setembro de 2001?
O que estava fazendo quando soube do ataque às torres gêmeas?

Gerações inteiras responderão a essas perguntas por anos e anos. Se você passou por isso, sabe do que estou falando.
Se não sabe, não se lembra ou nasceu bem depois, veja como o telejornal mais influente do país deu a notícia.
É arrepiante.

um observatório para as eleições

Que tal uma vitrine online das eleições?
Talvez o Observatório das Eleições possa servir a esse propósito.

Segundo seus realizadores,

O Observatório das Eleições 2010 é um dos projetos de pesquisa do Observatório da Web, desenvolvido pelo InWeb – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Web (http://www.inweb.org.br/). Com o objetivo de entender, em tempo real, o que está sendo veiculado nas várias mídias e pelos vários usuários, o portal utiliza dezenas de softwares e ferramentas inéditas de captura e análise de dados baseadas em código livre ou aberto.

Os dados obtidos pelo Observatório das Eleições 2010 ajudam a traçar um panorama do cenário eleitoral do ponto de vista das informações e das opiniões que circulam na Web. As análises, no entanto, não refletem intenção de voto.

Vale a navegada!

direitos autorais em discussão: propostas

Embora este seja um assunto que me interessa bastante, pouco tratei neste blog da consulta pública que o governo federal fez nos últimos meses sobre reformas na lei de direitos autorais. A escassez de tempo e meus (des)conhecimentos de direito me impossibilitaram de escrever aqui algo que se justificasse.

No entanto, tem gente mais séria por aí. É o caso do Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação (GEDAI), vinculado ao Curso de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina. Uma referência regional e nacional para esta discussão, o grupo vem promovendo debates (em junho e julho) e sistematizou um documento com “os principais resultados obtidos, sistematizados e com as devidas justificativas, na forma solicitada pelo MinC para a consulta pública”.

O documento é importante também para quem pretende vir a Florianópolis para o 4º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que acontece neste mês e que dei mais informações aqui.

e agora, não é censura?

O 8º Congresso Brasileiro de Jornais terminou na semana passada com a sinalização de que a entidade maior do setor, a ANJ, criará até o final do ano um conselho de autorregulamentação. Segundo a presidente da associação nacional, Judith Brito, o órgão deve ter sete membros e vai se ocupar da aplicação do código de ética da entidade. A notícia faz lembrar a ruidosa discussão de seis anos atrás, quando a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defendeu a criação de um Conselho Federal de Jornalistas. Em 2004, a proposta causou grande polêmica, dividindo a categoria e espalhando mal estar no mercado.

O cenário cindido tinha de um lado, a defesa da necessidade de um órgão que pudesse regular a atividade jornalística, observando regras de acesso à profissão e aplicando o código de ética da categoria. No outro lado, havia o medo de que a a instância se tornasse um instrumento de censura ao jornalismo. O fato é que a ideia do Conselho Federal de Jornalistas foi rechaçada, muito por conta de uma ampla campanha que promoveu o terror na sociedade: um grupo de sindicalistas iria censurar os meios de comunicação! O resultado foi o arquivamento da proposta e a perda de uma oportunidade história para se discutir limites éticos e práticos para o jornalismo nacional.

Agora, uma ideia semelhante vem à tona. Não é preciso ir muito longe para ver que a proposta de um conselho de autorregulamentação dos jornais tem parentescos com a do Conselho Federal de Jornalistas. Há preocupações legítimas de se garantir a ética nos negócios e a responsabilidade social dos jornais. Mas o que causa surpresa é que, agora, não se rotula a proposta de censora, inibidora da liberdade de expressão no setor. Ora, o que mudou em seis anos? O conceito de liberdade de imprensa se modificou? O jornalismo se tornou mais livre desde então? Foram definitivamente afastadas as tentações de centralização da opinião e de controle da informação?

Nada disso. Os contextos atual e o de 2004 são bem semelhantes: o jornalismo ainda continua sua luta cotidiana em prol da pluralidade e da liberdade de informação e opinião; o jornalismo mantém seu compromisso com a democracia, na defesa do direito e no atendimento ao interesse público; o jornalismo continua sendo hostilizado por governos, empresas e cidadãos comuns que não se conformam com sua função fiscalizadora. O que distingue 2004 de 2010 é a cada vez mais evidente constatação de que o cenário da comunicação está em transformação acelerada, e que os jornais impressos em particular precisam se reposicionar no mercado; que precisam se reinventar para dividir a atenção e as verbas publicitárias com os meios eletrônicos e instantâneos; que não podem se acomodar sob pena de não sobreviverem. Isto é, motivações muito mais econômicas que políticas orientam a Associação Nacional dos Jornais a retomar um papel de protagonismo – já que essa expressão está tão em moda – no ecossistema informativo brasileiro. Os jornais querem manter seu prestígio junto a camadas sociais influentes; querem sobreviver e prosperar. E para fazê-lo é imperativo que se reaproximem da sociedade, que se reposicionem politicamente, empunhando bandeiras que são estratégicas, legítimas e populares, como a qualidade e a ética.

Um conselho de autorregulamentação para os jornais, gerido pela entidade empresarial do setor, é legítimo e é bem-vindo. Assim como um conselho federal para a categoria, a exemplo de entidades classistas que aproximem as profissões com a sociedade, como é o caso da Ordem dos Advogados do Brasil ou do Conselho Federal de Medicina. A sociedade precisa de órgãos ou instrumentos que promovam a ética e os valores, que incentivem a qualidade de produtos e serviços, que defendam os direitos individuais – como a privacidade e a liberdade de opinião – e os direitos coletivos – como o direito de ser bem informado. Não se trata aqui de defender um burocratismo que se apoie em entidades, conselhos, comitês que mais emperram que facilitam a vida do cidadão comum. Trata-se mais de promover o surgimento de iniciativas que possam se constituir em instrumentos verdadeiros e efetivos que auxiliem os públicos no consumo crítico das informações e do entretenimento.

Por isso, acho uma boa ideia a do conselho de autorregulamentação da ANJ. Como defendi claramente a existência de um Conselho Federal dos Jornalistas, proposta pela Fenaj. Aliás, penso que as duas entidades e outras ligadas às comunicações poderiam se aproximar mais em algumas lutas em comum. A ética no jornalismo preocupa também à Associação Nacional dos Editores de Revista (ANER), ao Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC), à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) ou à sua irmã, a Abra, entre outras entidades. Um bom primeiro passo pode ser dado na discussão e elaboração de um código de ética comum a elas. Durante a Conferência Nacional de Comunicação, em dezembro do ano passado, foi aprovada uma resolução para um Código de Ética do Jornalismo, primeiro documento que seria chancelado tanto por jornalistas quanto por empresas, que teria força de lei e que seria mais efetivo que os acordos deontológicos hoje tão segmentados.

Esta é uma proposta que a ANJ poderia abraçar agora já que está tão disposta a promover a ética jornalística…

hacking em 10 links

Ainda não se desfez o mal entendido sobre a palavras “hacker”. Muita gente ainda vê nela um tom pejorativo e uma semântica que aponta para a violação de sistemas e o crime cibernético. Se você pensa que hackers são sempre assim, melhor dar uma passada nos links a seguir. Você tem dez chances de mudar de ideia:

manual oficial de redação web

O governo federal agora tem um padrão para redigir textos em seus sites e blogs. A cartilha foi desenvolvida por Bruno Rodrigues, especialista na área, durante um ano e meio. O documento tem 49 páginas e conta com o aval do Departamento de Governo Eletrônico, ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Ficou curioso? Quer baixar o manual? Clique aqui.

hábitos de consumo de mídia no brasil

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) encomendou à Meta Pesquisas de Opinião um relatório sobre hábitos de informação e de opinião da população brasileira. O documento, de 62 páginas, está dividido em regiões do país e escaneia aspectos muito interessantes sobre a recepção à mídia no país.

Alguns resultados:

  • TV e rádio são os meios mais consumidos no país; a televisão é assistida por 96,6%, e o rádio por 80,3%
  • Menos da metade lê jornais (46,1%) e pouco mais de um décimo consome o meio diariamente (11,4%)
  • “Pessoas mais cultas e de maior poder financeiro lêem mais jornais e revistas, assim como desenvolvem em maior
  • intensidade o hábito de leitura de livros em geral”.
  • Internet chega a 46,1% da população brasileira, e o internauta daqui navega em média 16,4 horas por semana
  • “Os meios de comunicação constituem-se nas principais fontes de informação sobre o Governo Federal. Ainda que a maioria desconfie em relação a sua isenção e imparcialidade, e considere incompletas as informações veiculadas”

A pesquisa foi realizada de 31 de janeiro a 5 de fevereiro, nas cinco regiões do País em 639 cidades. Foram aplicadas 12 mil entrevistas. O estudo foi encomendado pela Secom para “direcionar os esforços de comunicação dos programas e políticas públicas de governo”.

Quer ver o documento? Clique aqui.

mídia e qualidade: indicadores

Acaba de sair há pouco a tradução para o português de um importante documento internacional sobre comunicação e qualidade. Trata-se dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia, publicação produzida e organizada no âmbito da Unesco, reunindo a expertise de profissionais e estudiosos do mundo inteiro.

Vale a leitura do documento. Merece o debate que ele enseja…

Baixe: http://unesdoc.unesco.org/images/0016/001631/163102por.pdf

o futuro do jornalismo na visão dos jornalistas

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) promoveu de 25 a 28 de maio seu congresso mundial, cujo tema foi “Empregos, Ética e Democracia”. Se você, como eu, não estava em Cádiz (Espanha) nesses dias e se interessa pelo assunto, vá ao hotsite do evento, acompanhe as (raras) postagens no Twitter ou ainda assista aos vídeos no Canal Vimeo.

Interessante também é conferir o documento “Informe sobre o futuro do jornalismo”, onde são reunidas ideias em torno das muitas mudanças na profissão, no mercado e na própria organização classista dos jornalistas. Para sindicalistas ou não.

mídia, jornalismo e democracia em portugal

O colega português Jorge Pedro Sousa lembra que

termina no dia 31 de Maio (sem excepções) o prazo de submissão de propostas de comunicação ao III Seminário Internacional Media, Jornalismo e Democracia, tomo a liberdade de vos enviar as actuais versões digitais do cartaz e do folheto do evento.

O referido seminário, organizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo, decorrerá na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Portugal, dias 8 e 9 de Novembro deste ano.
Mais informações e call for papers em:

seminário: liberdade de expressão, direito à informação na américa latina

Reproduzo a informação…

Em plena revolução digital, que parece dificultar práticas arbitrárias de restrição à liberdade de expressão e ao direito social à informação, acontecimentos recentes que marcam as relações entre governos e mídia de países como Cuba, Venezuela, México, Colômbia, Argentina, além do caso O Estado de S. Paulo X Sarney, no Brasil, recolocam na ordem do dia a urgência e necessidade de se discutir tais direito e liberdade.

Esta é a proposta do seminário “Liberdade de Expressão/Direito à Informação nas sociedades contemporâneas da América Latina”, que acontece nos dias 24 e 25 de março no memorial da América Latina. Sob a coordenação da professora Cremilda Medina (ECA- PROLAM/USP) e do professor Adolpho José Melfi (Cátedra UNESCO-MEMORIAL), o evento pretende avaliar os cenários contemporâneos da América Latina, numa reflexão sob as ameaças ao exercício do direito à informação com políticas comunicacionais restritivas ou mesmo atos censórios.
Além dos coordenadores, o evento conta com a participação de pesquisadores e profissionais como Demétrio Magnoli (sociólogo e colunista de O Estado de S. Paulo e O Globo); Pedro Ortiz (TV USP/Casper Líbero), Adrián Padilla (professor da Universidad Nacional Experimental Simón Rodiguez da Venezuela). Dario Pignotti, (argentino e diretor da Agência Ansa, em Brasília), José Maria Mayrink (O Estado de S. Paulo), Alberto Dines (Observatório da Imprensa) e Eugênio Bucci (ECA/USP).

Informações e inscrições:
Fundação Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
01156-001 -Barra Funda – São Paulo SP
Telefone: 11 3823.4600
Website: www.memorial.sp.gov.br

a inteligência deles me impressiona

Eu morro e não vejo tudo.

A mais nova ideia brilhante que mantém o halo sagrado de inteligência dos administradores públicos não vem de Brasília nem de Washington. Vem de Florianópolis. Com medo de andarilhos e malfeitores diversos, a prefeitura da cidade planeja colocar grades ao redor da Praça XV de Novembro. A alegação é que o local, que abriga uma centenária figueira, é local pouco iluminado e mal frequentado. Então, a saída é cercar a praça e, à noite, fechar os portões, impedindo que as pessoas que não têm casa durmam por lá.

O que eu acho da ideia?

Excelente! Isso mesmo. Vamos fechar a praça. E não apenas. Vamos botar fogo nela. E mais: jogar na fogueira os energúmenos que tiveram a ideia.

Pelamordedeus! A prefeitura não pode iluminar mais o local? Não pode determinar à Guarda Municipal que faça rondas por lá? Não pode encaminhar os sem-teto para albergues ou atendê-los de outra forma? Claro que não. Assim, o poder público age como aquele médico que, para curar uma dor de cabeça, decepa o paciente.

Ao invés de ampliar os espaços públicos para o cidadão, a prefeitura restringe os já existentes. Vai ter gente preparada assim pra governar na Pontequepartiu!

uma espiadinha nas capas dos jornais: e o arruda, hein?

O Dia – Rio de Janeiro
“Um, dois, três! Arruda no xadrez!”

Extra- Rio de Janeiro
“Arruda não vem para o desfile da Beija-Flor. Foi preso”

Correio Braziliense – DF
“Arruda é preso. DF sob ameaça de intervenção”

Hoje em Dia – Belo Horizonte
“Arruda atrás das grades”