os invisíveis do jornalismo

Screenshot 2014-04-16 07.31.45É com esse tema instigante e provocativo que a revista Sur Le Journalisme/About Journalism/Sobre Jornalismo chega com mais edição. A publicação traz ainda textos com uma segunda temática – a imagem da atualidade.

Para acessar, clique aqui.

A iniciativa reúne pesquisadores brasileiros, franceses, belgas e canadenses.

erros e mais erros…

Os erros jornalísticos têm sido um assunto recorrente em minhas pesquisas. Em 2005, junto com um inquieto aluno de graduação, abordei o erro como um problema que afetava a qualidade no produto jornalístico. Nós nos debruçamos sobre três diários locais e observamos como eles lidavam com as próprias falhas, se as reconheciam, se as explicitavam, se as corrigiam…

Tempos depois, o assunto voltou à carga, e uma rigorosa e atenta aluna de mestrado me procurou para levarmos adiante um outro estudo, mais focado nas versões online de importantes jornais brasileiros. Esta mestranda não só fez um intenso monitoramento de como as empresas jornalísticas erram, como propôs uma tipologia de erros e as bases para uma política de gestão de identificação de erros e qualidade editorial. O resultado é a dissertação “Parâmetros éticos para uma política de correção de erros no jornalismo online”, que Lívia de Souza Vieira defende publicamente na próxima sexta-feira, 11 de abril, no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR/UFSC).

Um segundo orientando também se envolveu com esse assunto e está lustrando seu projeto de dissertação, para ser defendida em 2015. Enquanto isso, ele mergulha no tema, lendo, discutindo e escrevendo sobre erros jornalísticos. Na segunda-feira passada – ontem! -, ele assinou um artigo na seção Comentário da Semana do site Observatório da Ética Jornalística (objETHOS). Sob o título “O alargamento do espaço de reverberação e suas consequências, o caso Ipea”, o artigo de Thiago Amorim Caminada merece leitura, e comentários… Como se pode perceber, o autor tratou da derrapada de um dos institutos de pesquisa mais influentes do país e de como a mídia embarcou nessa história.

Como se pode perceber rapidamente, os erros jornalísticos são assuntos palpitantes, instigantes e muito férteis para debates profissionais e acadêmicos. Se o leitor se resigna e acredita que isso é mais que natural e que errar é humano, sugiro que olhe ao redor e perceba que o equívoco não é só das órbitas humanas. Robôs também erram, e robôs jornalísticos o fazem sem qualquer dor na consciência. Nicholas Diakopoulos mostra isso em seu artigo “Bots on the Beat”, publicado no Slate, com uma versão brasileira assinada por Fernanda Lizardo e Leticia Nunes, no Observatório da Imprensa.

Essa coisa de robôs fazendo notícias malucas me lembrou uma história recente. Em 2008, tropas russas invadiram a Geórgia, em mais um daqueles embates separatistas da região que já foi uma união de repúblicas soviéticas.  Acontece que os robôs do GoogleNews “montaram” relatos da ação e ilustraram as matérias com um mapa do estado norte-americano da Geórgia e não o país vizinho russo… Os mais afobados ficaram muito preocupados: os russos estão atacando os Estados Unidos… pura barbeiragem dos robôs!

 

seminário de inverno no paraná

Reproduzindo…

Seminário de Inverno divulga chamada de trabalho para 2014inscrições (gratuitas) ao evento, que acontece entre 2 e 6 de junho na UEPG, podem ser feitas até dia 30 de abril O XVII Seminário de Inverno de Estudos em Comunicação está confirmado para a primeira semana de Junho 2014: entre os dias 2 e 6, das 19 às 22 horas. O envio de textos deve ser feito diretamente no site do evento (http://jornalismouepg.net.br/seminariodeinverno/).

O evento reúne estudantes (de graduação e/ou pós-graduação), profissionais e docentes dos cursos da UEPG e demais IES/PR. Para apresentar trabalho, os autores devem ser graduados ou estudantes-pesquisadores que realizam estudos em projetos ou ações sob responsabilidade/orientação de professores universitários. Cada autor/orientador pode inscrever (como autor ou co-autor) até dois trabalhos no evento. Os textos devem ser inéditos (em apresentação e publicação). Só recebem certificados o autor ou co-autor que efetivamente realizar a apresentação no dia previsto. Cada trabalho terá um tempo de 15 minutos para apresentação e, ao final da sessão, acontece o debate entre os autores e demais participantes do evento.Os trabalhos devem apresentar a seguinte formatação: título (até duas linhas, incluindo linha de apoio/complementar), resumo (de 7 a 10 linhas), três palavras-chave, identificação autoral de até duas linhas cada, texto completo, em times New Roman, corpo 12, espaço 1,5, e as indicações bibliográficas conforme as normas da ABNT, com tamanho total entre 10 e 15 páginas. Cada trabalho pode ter no máximo um autor e dois co-autores.

Os trabalhos selecionados e efetivamente apresentados serão publicados nos Anais do XVII Seminário de Inverno de Estudos em Comunicação (edição 2014), em versão digital com registro ISBN. Para isso, o(a) autor(a) deve enviar versão completa, até 30 de abril, atendendo às orientações editoriais da organização.O Evento é organizado pelo Programa de Mestrado em Jornalismo e Curso de Jornalismo da UEPG, com apoio do Centro Acadêmico João do Rio, Fundação Araucária (Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná), Programa de Extensão Agência de Jornalismo UEPG e Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da UEPG.

As inscrições para envio de trabalhos vão até 30 de abril e os autores que tiverem trabalhos aprovados recebem aceite no dia 15 de maio. A palestra de abertura, na noite de 2 de junho, será feita pelo pós-doutorando (junto ao PPGJor UEPG pelo PNPD/Capes) Boanerges Lopes Filho. E a palestra de encerramento será realizada pela Drª Tattiana Teixeira, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), membro do quadro docente do Mestrado em Jornalismo UEPG. O tema da edição 2014 foca “o Jornalismo entre a crise de modelos e a legitimidade profissional”.

Informações:http://jornalismouepg.net.br/seminariodeinverno/

o golpe de 64 e a folha

Screenshot 2014-03-23 12.00.59A Folha de S. Paulo publicou em sua versão online uma extensa reportagem multimídia sobre os 50 anos do Golpe Militar de 1964. O trabalho é exaustivo, aprofundado, abrangente e fartamente ilustrado. Assinado por Ricardo Balthazar, Lucas Ferraz, Érica Fraga, Bernardo Mello Franco, Fabiano Maisonnave e Ricardo Mendonça,  “Tudo sobre a Ditadura Militar” é um bom documento, mas obviamente não traz TUDO, como indica o título. Claro que se trata de um rótulo típico do jornal que, de forma recorrente, exagera na sua auto-importância. Tudo bem, tudo bem…

O material merece e deve ser conferido.

Senti falta de três coisas:

1. Depoimentos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, cujas trajetórias estão ligadas ao episódio.

2. Mais depoimentos de militares envolvidos. Alguém pode argumentar que muitos já morreram, e é verdade, mas outros tantos estão vivinhos da silva e precisavam ser ouvidos. Os depoimentos do tenente-coronel da reserva Lício Maciel, por exemplo, são contundentes na reportagem, mostrando o “outro lado”…

3. Uma explicação melhor sobre uma eventual participação da própria Folha de S.Paulo na sustentação e apoio às ações dos golpistas. Veja o trecho pinçado abaixo:

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Notem que o texto, em determinado momento, deixa de fazer uma narrativa do passado obscuro para fazer propaganda de um episódio mais interessante ou menos vergonhoso, como se o jornal quisesse justificar suas ações pretéritas. Curioso é notar que o sociólogo Marcelo Ridenti, na própria reportagem da Folha, explica que os participantes de esquerda e de direita usam as mesmas estratégias discursivas para legitimar suas ações, mistificando o passado…

Diante do trabalhão que tiveram os repórteres para fazer tal esforço de investigação jornalística, custa muito tentar trazer à tona as respostas às acusações de cessão de veículos do jornal aos agentes da repressão? É difícil tentar olhar para as próprias vísceras? Claro que sim.

Entretanto, seria um momento mais do que oportuno para esclarecer o leitor e a sociedade. Ora, se até as Organizações Globo admitiram ter sido um erro o apoio ao golpe

pesquisa em jornalismo investigativo

Se você se interessa pelo assunto, veja a oportunidade: a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo vai promover um seminário específico com pesquisadores.
Reproduzo a chamada:
O 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da ABRAJI, a ser realizado de 24 a 26 de julho de 2014 na cidade de São Paulo, incluirá em sua programação o I Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo.
Esta chamada de trabalhos pretende selecionar de 10 a 15 artigos inéditos para apresentação e discussão no seminário, tendo como foco os temas a seguir:
● A teoria e a prática do jornalismo investigativo no Brasil
 ● Aspectos jurídicos da investigação jornalística
● Lei de Acesso à Informação no Brasil e no mundo
 ● Jornalismo Guiado por Dados e Reportagem Assistida por Computador
 ● Pedagogia do jornalismo investigativo, RAC e Jornalismo Guiado por Dados
Os artigos submetidos para avaliação podem discutir quaisquer aspectos dos temas mencionados acima e não devem ter sido apresentados em eventos acadêmicos anteriores, nem veiculados em periódicos. Os trabalhos apresentados serão publicados em anais eletrônicos do seminário.
Instruções
 ● Enviar um artigo em português com até 40.000 caracteres com espaços (levar em conta notas de rodapé, bibliografia, títulos e outros elementos paratextuais na contagem) para o endereço cfp@abraji.org.br até 15 de abril de 2014.
 ● O artigo deve ser escrito a partir do modelo específico, disponível em formatos .DOCX e .ODT.
● Os artigos serão submetidos a avaliação cega por um comitê de pareceristas ad-hoc.
 ● O resultado da seleção será divulgado até o dia 15 de maio de 2014.
 ● Os autores selecionados deverão arcar com os custos da viagem e hospedagem. Não precisarão realizar o pagamento da inscrição no Congresso.
 ● A publicação dos artigos nos anais está condicionada à apresentação dos mesmos no seminário.

os jornais mais belos do mundo

A Society For News Design (SND) apontou os cinco jornais mais bem desenhados do planeta.

Para os avaliadores, os critérios que permitiram apontar os diários mais agradáveis de se ler e ver foram: design que permanece ao longo do tempo, força, enfoque audaz, aparente hierarquia dos elementos gráficos, desenho funcional aos leitores, visuais instigantes, criatividade, consistência e coragem.

Quais são os melhores jornais nesses quesitos?

Confira!

revista chama textos sobre ditadura

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia anuncia a chamada de artigos para suas edições de 2014:

V. 11 nº 1 – janeiro a junho de 2014
Eixo Temático: 50 anos do Golpe Militar de 64

Em 31 de março de 2014, completa-se meio século do movimento que instaurou uma ditadura militar no Brasil. A revista Estudos em Jornalismo e Mídia aproveita a efeméride para incentivar a análise, a reflexão e o debate sobre esse marco histórico e suas relações com a sociedade e a mídia. São esperados artigos que relatem pesquisas sobre o tema, bem como textos de aporte teórico. Subtemas de interesse: jornalismo e repressão; censura e liberdade de expressão no contexto da ditadura e da democracia; tensões sociais e coberturas jornalísticas; propaganda política, do Estado e de mercado; militarismo e ativismo civil nos meios de comunicação; poderes e contrapoderes; revolução, golpe e contra-revolução; contextos, cenários e personagens, entre outros.

Também serão aceitos artigos com outros temas, mas serão priorizados para análise os que se enquadrarem no eixo temático da edição.

Deadline: 20 de março de 2014

V. 11 nº 2 – julho a dezembro de 2014
Eixo Temático: Esporte e Mídia

Num curto intervalo de quatro anos, o Brasil vai sediar três importantes competições globais: a Copa das Confederações (2013), o Mundial de Seleções da Fifa (2014) e os Jogos Olímpicos (2016). A revista Estudos em Jornalismo e Mídia incentiva autores e pesquisadores a refletir sobre as relações e sentidos entre esportes e meios de comunicação. São aguardados artigos que relatem pesquisas sobre o tema, assim como textos teóricos. Subtemas de interesse: Coberturas de grandes eventos esportivos; problemas e desafios das coberturas cotidianas; política e esporte; políticas do esporte; jornalismo esportivo; grupos de pressão, relações de interesse, disputa política e atividade esportiva; gastos públicos, legado estrutural, acompanhamento cidadão e transparência, entre outros.

Também serão aceitos artigos com outros temas, mas serão priorizados para análise os que se enquadrarem no eixo temático da edição.

Deadline: 20 de setembro de 2014

Mais informações sobre como submeter artigos, aqui.

previsões para o jornalismo em 2014

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mãe dinah…

Não tenho bola de cristal, mas há quem tenha. Vale a pena conferir o que alguns dos principais produtores, teóricos e críticos do mundo têm a dizer sobre o jornalismo em 2014. Vale a pena também retornar a este post em janeiro de 2015 para conferir quem acertou e quem fracassou miseravelmente… (marque na sua Google Agenda)

O site britânico Journalism.co.uk lista dez tendências (um resumo em português aqui, com o Newsgames):

  • Mobile e design responsivo
  • Conteúdo geolocalizado
  • Redes sociais privadas
  • Jornalismo feito por drones
  • Vídeos curtos
  • Análise de dados e audiência em tempo real
  • Windows phones
  • Tecnologia “vestível”
  • Notícias “antecipatórias”
  • Publicidade nativa

O Nieman Journalism Lab publicou uma série especial sobre o assunto, ouvindo 52 especialistas, que vão de Amy Webb a Alfred Hermida, passando por Rick Edmonds e Michael Schudson. Tem chute pra todo lado, mas há ideias bem instigantes (confira aqui).

Mas se você ainda não virou a página e ainda está em 2013, não tem problema. The New York Times juntou um punhado de ótimas reportagens multimídia e interativas que você pode ver aqui (sem pressa nenhuma).

vem fazer pos-doc na ufsc!

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina informa que estão abertas as inscrições para seleção de um pesquisador para pós-doutorado, no âmbito do Programa Nacional de Pós-Doutoramento (PNPD) com bolsa correspondente da Capes.

O processo seletivo, seu cronograma e demais regras podem ser conferidos em http://ppgjor.posgrad.ufsc.br/files/2013/09/edital-POSJOR-PNPD.pdf

o jornalismo para além de sua indústria

O clichê mais desgastado do jornalismo é que ele está mudando muito e rapidamente.

Enquanto quase todo o mundo repete o mantra, alguns alongam a vista e lançam opiniões, previsões e análises. Tem de tudo! Há quem preveja dia, mês, ano e horário em que os jornais pararão de circular; há os que se apeguem às rotativas e às broadcasting com todo o fervor; e há ainda os que culpam as redes sociais pelo colapso da cultura, da civilização e de toda a humanidade.

No mar dos profetas, volta e meia, aparece quem tenha algo robusto e interessante a dizer. Foi assim no ano passado quando C.W. Anderson, Emily Bell e Clay Shirky produziram um alentado relatório sobre o tema para o Tow Center for Digital Journalism da Escola de Jornalismo da Universidade Columbia, uma das mais prestigiadas do mundo. Sob o título “Jornalismo Pós-Industrial”, o documento é o que os autores chamaram de um ensaio para tentar entender o que se passa no mundo do jornalista, entre os profissionais e organizações a que se dedicam a isso, e ao entorno (o que é mais impressionante!).

O documento tem 60 páginas em média e pode ser acessado na íntegra (em PDF e em inglês aqui ou em espanhol aqui). Uma versão para o português foi especialmente traduzida por Ada Félix para a Revista de Jornalismo ESPM. O Observatório da Imprensa reproduziu essa versão em capítulos, que você pode acessar aqui: Introdução (Adaptação aos novos tempos), capítulo 1 (Os jornalistas), capítulo 2 (As instituições), capítulo 3 (O ecossistema) e conclusão (Movimentos Tectônicos).

O jornalista Carlos Castilho, colunista do Observatório, publicou em seu blog dois posts que oferecem um bom resumo do documento (aqui e aqui), mas se você é jornalista, pesquisador, estudante da área ou apenas um interessado no assunto, NÃO DEIXE DE LER o trabalho de cabo a rabo. Claro, faça os devidos descontos: foi elaborado a partir de referências e especialistas norte-americanos e reflete o estado da coisa por lá; é composto por análises, mas também por uma boa dose de futurologia; não tece considerações a longo prazo (sabiamente!); não tem caráter científico, embora se apoie em alguma metodologia… Particularmente, senti falta também de ponderações mais amplas e aprofundadas sobre aspectos éticos na profissão e para os usuários em geral, mas isso é uma cisma minha…

De qualquer maneira, “Jornalismo Pós-Industrial” é hoje uma leitura obrigatória para a área. Não chega a ser um mapa que nos guie para fora da alardeada crise. Não chega também a ser uma bíblia cuja leitura esconjure as muitas ameaças que nos rondam. Mas é um esforço sistematizado, equilibrado e atualizado não apenas dos tremores que nos assustam, mas das muitas oportunidades que se descortinam. Só por isso já vale a pena conferir…

jornalismo científico e amazônia

Os professores Samuel Lima e Manuel Dutra estão lançando “Jornalismo científico e pesquisa na Amazônia”, ebook que traz dezessete entrevistas com jornalistas e pesquisadores daquela região. A obra – editada pela Insular – lança luz sobre um assunto que muitos evitam: como se faz ciência em regiões ao mesmo tempo afastadas dos grandes centros e estratégicas para o país?

Confira aqui.

jornalismo-drone: questões éticas

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) retoma suas atualizações semanais hoje com um comentário que fiz sobre o uso de drones por organizações jornalísticas. Os drones são aqueles aviões-robôs, veículos aéreos não tripulados, criados com objetivos militares, mas já devidamente apropriados para outros fins, inclusive os jornalísticos. Meu comentário (que você pode ler na íntegra aqui) aborda cinco questões éticas para o jornalismo…

que horror essa do uol, hein?

Nesta triste e mal contada história, tem aparecido cada uma… o UOL de repente aprontou essa…

uol derrapa

7 questões éticas para o jornalismo digital

Andrés Azocar, diretor de Meios Digitais do grupo midiático chileno Copesa, perguntou no Webinário de hoje à tarde na Red Ética Segura de Fundación de Nuevo Periodismo Iberoamericano (FNPI):

  • Os critérios éticos do jornalismo convencional servem para a web?
  • Deve-se aceitar o erro como forma de evolução?
  • De quem são os cliques: dos meios ou dos agregadores?
  • O que é melhor: opinar ou informar?
  • O que fazer: ser o primeiro ou ser o melhor?
  • Editar ou censurar os comentários?
  • Qual a ética da tecnologia?

Questões muito, muito importantes…

“the newsroom” vem aí

A segunda temporada do seriado jornalístico mais interessante dos últimos anos está pra começar no Brasil este mês. Para ter um gostinho do que vem por aí…

práticas profissionais no jornalismo: uma revista

A edição do primeiro semestre de 2013 da Estudos em Jornalismo e Mídia aborda profissionalidades no jornalismo e outros temas muito interessantes. Por que você não dá uma olhadinha nela?

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os protestos nos jornais

Dê uma olhada na vitrine e guarde essas primeiras páginas…

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jornalismo e qualidade na formação, um evento

Convite Debate Diploma

cada uma que aparece…

Deu entrada ontem na Câmara de Vereadores de Itajaí um projeto de lei que ilustra o despreparo e o desconhecimento dos vereadores sobre o funcionamento da imprensa e da própria sociedade. O proponente, Douglas Cristino (PSD), quer agora que a imprensa local seja obrigada a informar, em matérias de crime, a naturalidade dos suspeitos e acusados.

Isso mesmo!

O vereador acha que jornalistas que cobrem a polícia têm acesso a todas as informações…

O vereador acha que essa informação é mesmo relevante…

O vereador acha que pode decidir sobre o que a imprensa deve informar…

O vereador acha que, com a medida, vai provar que os criminosos na cidade são de fora…

O vereador acha que a atitude criminosa esteja ligada à origem do autor de um delito…

O vereador acha que, provando que os criminosos são forasteiros, ele estará fazendo o seu trabalho como parlamentar municipal…

O vereador acha que sua proposta é constitucional, necessária e importante… Nada disso.

perfil do jornalista: lançamento

capa-livro-jornalistas-01O Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) lança, na próxima segunda-feira (6 ), o relatório Perfil do jornalista brasileiro – Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012.

A publicação apresenta os resultados de enquete com 2.731 profissionais, realizada entre setembro e novembro do ano passado pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política (PPGSP), em convênio com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O projeto teve o apoio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ).

O estudo foi coordenado pelos professores Alexandre Bergamo, Jacques Mick e Samuel Lima. O lançamento ocorre às 19h, no miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A programação prevê a apresentação dos principais resultados da pesquisa e análises sobre a relevância do estudo para os campos da sociologia e do jornalismo no Brasil, pelos coordenadores do PPGSP, Ricardo Gaspar Müller, e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (POSJOR), eu, e pela professora do PPGSP Maria Soledad Etcheverry Orchard e pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Valmor Fritsche.

padrões éticos para o jornalismo online

Os jornalistas britânicos andam bastante preocupados com o nível de seu jornalismo, afinal não está fácil pra ninguém, né? Grampos do News of the World… Relatório Leveson… as últimas denúncias de abusos sexuais de apresentadores da BCC…

Comentei no objETHOS sobre um evento que discutiu padrões éticos para o jornalismo online. O News:Rewired acaba de publicar um vídeo com um painel dessa discussão. Vale ver…

links para um domingo à noite

Fiz uma faxina nos links recolhidos na semana e destaco cinco cliques:

  • Práticas Jornalísticas é o blog do projeto de pesquisa O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas, coordenado pela Beatriz Marocco, professora e pesquisadora da Unisinos. Vale conferir as entrevistas com jornalistas brasileiros falando de seus métodos de trabalho.
  • De olho na cobertura das explosões na Maratona de Boston, o blog Chat Girl fez um resumão dos erros jornalísticos pela mídia, por causa da pressa, da checagem de informações mal feita…
  • Por falar na montanha dos erros, o colunista da Reuters Jack Shafer aborda as muitas repercussões do tema, e a importância da audiência em apontar as derrapadas dos jornalistas.
  • Conheça o Manual de Periodismo de Datos, resultado de um curso em 2011 do European Journalism Centre e a Open Knowledge Foundation em Londres. A versão está em espanhol e em contínua atualização.
  • Adivinhem quem é o campeão mundial em pedidos para retirada de conteúdos online? Segundo um relatório de transparência do Google, é o Brasil…

hoje tem simpósio de pesquisa em jornalismo

Acontece hoje e amanhã no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo o 3ª Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo, reunindo pesquisadores, coordenadores de cursos de pós-graduação, representantes das agências de fomento nacionais e de associações científicas da comunicação.

As atividades acontecem no Auditório Henrique da Silva Fontes, no CCE/UFSC, Florianópolis. O evento é gratuito, com inscrições no local e com transmissão ao vivo.

O Simpósio tem patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa e à Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e apoio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC).

Confira a programação:
DIA 18 DE ABRIL

Das 14h30 às 16h15
Mesa 1: Fomento à Pesquisa em Jornalismo
> Maria Helena Weber (coordenadora da área de Comunicação na Capes)
> Othon Jambeiro (representante de área no CNPq)
Mediadora: Gislene Silva (POSJOR/UFSC)

Das 16h30 às 18h30
Mesa 2: Pesquisa em Jornalismo, o olhar das sociedades científicas
> Luciana Mielniczuk (diretora científica da SBPJor)
> Antonio Hohlfeldt (presidente da Intercom)
> Itânia Gomes (vice-presidente da Compós)
Mediador: Eduardo Meditsch (POSJOR/UFSC)

DIA 19 DE ABRIL

Das 9h às 12h30
Mesa 3: Inovação, Projetos e Perspectivas da Pesquisa em Jornalismo (parte 1)
> Kelly Prudencio (coordenadora do PPGCom da UFPR – PR)
> Antonio Carlos Hohlfeldt (pesquisador representante do PPGCom da PUC-RS)
> Claudia Quadros (coordenadora do PPGCom da UTP – PR)
> Beatriz Marocco (pesquisadora representante do PPGCom da Unisinos-RS)
> Sérgio Luiz Gadini (coordenador do PPGCom da UEPG – PR)
Mediador: Francisco José Castilhos Karam (POSJOR/UFSC)

Das 14h30 às 17h30

Mesa 4: Inovação, Projetos e Perspectivas da Pesquisa em Jornalismo (parte 2)
> Eugenia Maria Mariano da Rocha Barichello (coordenadora do PPGCom da UFSM – RS)
> Alberto Carlos Augusto Klein (pesquisador representante do PPGCom da UEL-PR)
> Virginia Pradelina da Fonseca (pesquisadora representante do PPGCom da UFRGS – RS)
> Rogério Christofoletti (coordenador do POSJOR – SC)
Mediadora: Cárlida Emerim (POSJOR/UFSC)

lançamento: a revista e o seu jornalismo

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com criança pode?

Só hoje assisti ao vídeo em que José Genoino “fala” ao CQC, transmitido na segunda passada, 25. E confesso: pensei três, quatro vezes se escreveria sobre isso. Na verdade, me fez mal o que vi. Fiquei incomodado. Não com o cerco que os personagens do programa fazem aos políticos em Brasília, nem com a pegação de pé habitual com Genoino. Duas coisas me chamaram a atenção no vídeo: a gana do CQC Mauricio Meireles para humilhar o deputado e a cilada que armou para que Genoino respondesse ao programa.

Eu poderia descrever, mas é melhor ver com os próprios olhos:

Viu? Pois é, não vou discutir se Genoino é corrupto ou não. Fato é que ele foi condenado pelo STF pelo escândalo do Mensalão. Outro fato que também não pode ser ignorado é a sua biografia na vida política nacional. Mas, como disse, não vou entrar nessa polêmica. Só vou me prender aos dois aspectos que me causaram mal estar ao ver o vídeo. E para isso vou lançar perguntas ao léu, que você – leitor – pode se atrever a responder ou não…

– é correto ensaiar uma criança para repetir perguntas capciosas para alguém?

– é certo que o seu pai filme uma conversa em ambiente privado – um gabinete – para tentar “flagrar” algum deslize do político?

– a criança em questão sabia o que estava fazendo? se não sabia, de quem é a responsabilidade por aquilo?

– o homem que a acompanhava era mesmo seu pai?

– durante meses, o CQC tentou arrancar declarações de Genoíno e sempre em ambientes públicos. É legítimo que se valha de uma troca de palavras em ambiente privado para fazer tanto alarde?

– o CQC precisava usar uma criança para ter esse efeito?

– a frase de Genoíno – de que o PSDB tinha “lábia” e por isso não saía o julgamento do Mensalão tucano – era alguma confissão de culpa ou algo que o incriminasse?

– o CQC é um programa jornalístico ou humorístico?

– se o CQC for um programa jornalístico, quem é o diretor responsável que deveria responder por eventual uso indevido de um menor no vídeo?

– se for um programa jornalístico, o CQC se baseia em que princípios jornalísticos? E quais princípios éticos?

– se for um programa humorístico, o CQC deve ter limites? Quais?

– pode-se discutir limites de programas humorísticos sem despencarmos para a velha discussão sobre censura?

– programas humorísticos transmitidos pela TV aberta também se enquadram no que dizem a Constituição Federal, a legislação sobre radiodifusão pública e o Estatuto da Criança e do Adolescente?

– a declaração de Genoíno traz algo de novo (jornalisticamente falando) ao caso do Mensalão ou a qualquer outro?

– pegadinha é um recurso jornalístico?

– pegação no pé é uma técnica jornalística?

– usar uma criança para armar uma arapuca com alguém (quem quer que seja!) é engraçado?

– onde está a graça em humilhar e ofender as pessoas, mesmo as condenadas na justiça?

– até onde pode-se ir na tv brasileira?

Sim, isso tudo me embrulhou o estômago…

jornalismo e dispositivos móveis

Olha aí, só pra lembrar:

A chamada de trabalhos para o dossiê Jornalismo e dispositivos móveis da revista Sur Le Journalisme/About Journalism/Sobre Jornalismo está aberta até 1° de abril. (pode acreditar, é verdade!)
Mais informações em http://surlejournalisme.com/rev

jornalismo entre a teoria e a prática

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narrativa e construção do herói

Desde ontem acontece no campus de Mariana da Universidade Federal de Ouro Preto a quarta edição da Semana de Comunicação. O evento tem como tema “Narrativa e construção do herói” e segue até amanhã. Estou afivelando a mochila para dar uma passadinha por lá, já que participo da mesa “A mídia (des)construindo um personagem” com Renne França e o professor Lalo Leal, da USP.

Toda a cobertura pode ser conferida no Facebook da IV Secom e no Twitter.

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(a programação de amanhã)

mudanças no mundo do trabalho dos jornalistas: os vídeos

O Centro de Pesquisa Comunicação e Trabalho (CPCT-USP) acaba de divulgar alguns vídeos do Ciclo de Seminários As Mudanças no Mundo do Trabalho dos Jornalistas, realizado em outubro de 2012.

No evento, foram apresentados os resultados da pesquisa O perfil do jornalista e os discursos sobre o jornalismo. Um estudo das mudanças no mundo do trabalho do jornalista profissional em São Paulo. A organização teve a liderança da professora Roseli Fígaro.