vem aí a semana do jornalismo

Agende-se! O maior evento sobre jornalismo organizado por futuros jornalistas já tem data, local e atrações!

A 11ª Semana do Jornalismo da UFSC acontece de 17 a 21 de setembro no Auditório Henrique Fontes, Centro de Comunicação e Expressão (CCE), UFSC.

Veja a programação:

Segunda-feira, 17 de setembro
9h – 12h: Minicurso
15h: Webconferência
17h30: Mesa de discussão “Proteste aqui: a cobertura de conflitos e movimentos sociais”. Convidados: Leonardo Sakamoto, Mauro Wedekin e Carlos Wagner.
20h: Palestra de abertura com André Trigueiro

Terça-feira, 18 de setembro
9h – 12h: Minicurso
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Pauta 2.0: Marketing digital no jornalismo”. Convidados: Dirceu Vieira, Mariana Moreira e Clarissa Antunes
20h: Palestra com Felipe Patury

Quarta-feira, 19 de setembro
9h – 12h: Minicurso
15h: Webconferência
17h30: Mesa de discussão “Jornalismo tecnológico: inovações e cobertura mais ampla em pauta”. Convidados: Pedro Burgos, Renato Cruz e Diego Kerber.
20h: Palestra com Frederico Vasconcelos.

Quinta-feira, 20 de setembro
9h – 12h: Minicurso
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Copa 2014: cobrindo o outro lado do esporte”. Convidados: Lúcio de Castro, Dimmi Amora e José Cruz.
20 h: Debate cultural com Thales de Menezes e Lucio Ribeiro.

Sexta-feira, 21 de setembro
15h: Webconferência
17h30: Mesa de discussão “Reportagem de um personagem só: a produção de perfis jornalísticos”. Convidados: Dorrit Harazim, Adriana Negreiros e Sérgio Vilas-Boas
20h: Palestra de encerramento com Lira Neto.
23h: “Boa Noite!”, festa de encerramento no Célula Showcase

sjsc faz congresso estadual em laguna

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) realiza de 28 a 30 de setembro em Laguna o seu sexto congresso estadual. O tema é “Novas tecnologias e seus impactos no exercício profissional do jornalismo”.

Para saber mais, acesse o site do evento.

um plano de proteção para os jornalistas

(reproduzo notícia do Comunique-se)

Para combater a impunidade e melhorar a segurança dos jornalistas, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura  (Unesco) desenvolveu umPlano de Ação para proteger os profissionais. Comentários e sugestões para agregarem o trabalho podem ser apresentados até 31 de agosto. A ONU também trabalhará com recursos de seu próprio sistema que incentiva a conscientização.

O projeto terá regras internacionais existentes, desenvolvimento de legislação apropriada e dispositivos institucionais de segurança. Além disso, terá promoção de boas práticas entre os Estados para combater a impunidade, mecanismos preventivos e políticas com abordagens baseadas no gênero.  As ações serão implementadas e melhoradas a partir do trabalho que for desenvolvido.

nada de crise nos jornais

Vamos continuar com a campanha para espantar abutres!
Foram divulgados novos dados que mostram que a propalada crise dos impressos não chegou às nossas praias. Como diz o Joelmir Beting, “o fim do mundo foi adiado mais uma vez”.

Veja o que diz a matéria do Comunique-se:

Os primeiros seis meses deste ano marcaram bons números para o impresso, que teve crescimento médio de 2,3%. A afirmação é do Instituto Verificador de Circulação (IVC), órgão responsável pela auditoria de jornais e revistas no país.

De acordo com os dados, o aumento é resultado das vendas, em especial dos jornais com preço de capa entre 1 e 2 reais, que avançou 2,8%. “O bom desempenho dos jornais com esse preço é um movimento bastante importante. Este grupo inclui os principais títulos de alguns mercados regionais. No ano passado, já era perceptível um fortalecimento que se intensificou neste primeiro semestre”, explicou o presidente executivo do IVC, Pedro Martins Silva.

Veículos com custo por exemplar acima de 2 reais tiveram alta de 2,3% e o grupo de jornais vendidos por até 99 centavos teve elevação de 1,8%. Neste período, a média diária de circulação brasileira foi de 4.543.755 exemplares, o que marca novo recorde histórico para a auditoria da entidade.

um especial sobre jornalismo e cibercultura

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do POSJOR/UFSC, acaba de publicar o volume 9 n. 1, referente ao primeiro semestre de 2012, e que traz um dossiê sobre jornalismo e cibercultura, além de artigos de temáticas livres e resenhas de livros.

A publicação científica é semestral, eletrônica e totalmente aberta para leitura e consulta.
Para acessar, clique aqui.

Para o segundo semestre, já há chamada de textos.
O tema é “Jornalismo e Mídia, aportes portugueses”.
Veja como mandar o seu artigo aqui.

(Reproduzido do POSJOR)

uma série mira o telejornalismo

Estreou no último dia 24 de junho nos Estados Unidos a série “The Newsroom”, uma produção da HBO que tem no telejornalismo o seu foco. Na trama, o acomodado âncora Will McAvoy tenta se reinventar à medida que remodela seu telejornal com a ajuda de Mackenzie MacHale, uma produtora com quem teve um passado frustrante. Até aí nada de mais… e o primeiro episódio não chega mesmo a empolgar, mas só o fato de produzirem uma série televisiva sobre jornalismo já vale um comentário neste espaço.

Para um comentário mais longo, leia o que publicarei amanhã no objETHOS

jornalismo contemporâneo: um livro

Todos os anos a Compós lança um livro coletivo com uma temática específica dos estudos da comunicação. A publicação traz capítulos assinados por alguns dos principais autores que se debruçam sobre aquele assunto. Neste ano, o livro tem como título “Mediação e Midiatização”, e foi organizado por Maria Ângela Mattos, Jeder Janotti Junior e Nilda Jacks. Em 2011, a publicação abordou o jornalismo contemporâneo, e foi organizada por Gislene Silva, Dimas Künsch, Christa Berger e Afonso Albuquerque.

Aliás, quer baixar o livro? Clique aqui.
Quer comprar a versão impressa? Por aqui.

sbpjor já recebe propostas de trabalhos

A diretora científica da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Luciana Mielniczuk, informa que está aberto o período de submissões de trabalhos para o 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo e o 2º Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo.

O tema do evento é a Pesquisa em Jornalismo na América Latina e o período de submissão termina em 31 de julho. O evento, que ocorre em Curitiba  entre 8 e 10 de novembro, será organizado pela PUCPR com o apoio da UTP e UFPR.

De acordo com o site,

Uma novidade é que, devido a uma parceria estabelecida entre SBPJor e  UnB,  a submissão dos trabalhos será realizada pelo Portal de Administração de Conferências da UnB através do SOAC,  um sistema de gerenciamento para eventos científicos administrado pelo IBICT. Trata-se de um sistema de fácil utilização e já conhecido pela comunidade científica por ser um sistema  análogo ao SEER, utilizados em periódicos.

Veja nos links abaixo, as informações necessárias para submeter seu trabalho.
1) Leia as normas da chamada de trabalhos para a submissão
2) Acesse o modelo para formatar os trabalhos a serem encaminhados ao 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo
3) Acesse o modelo para formatar os trabalhos a serem encaminhados ao II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo.
4) Baixe o documento para autorização do orientador relativo aos trabalhos a serem encaminhados ao II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo.
5) Com o seu trabalho pronto e formatado, acesse a plataforma para a submissão de trabalhos: http://soac.bce.unb.br/. Será necessário realizar um cadastro no sistema para efetivar a submissão.

Sobre dúvidas ou problemas com o sistema de submissão, entrar em contato com a Diretoria Científica através do e-mail sbpjor.diretoriacientifica@gmail.com.

revista chama textos sobre mídia e jornalismo em portugal

A edição do segundo semestre da revista Estudos em Jornalismo e Mídia convida os pesquisadores a refletirem sobre os aportes portugueses. Próxima edição sai em junho.

Veja a chamada de textos:

Jornalismo e Mídia, aportes portugueses
Nas últimas duas décadas, pesquisadores brasileiros e portugueses da área da Comunicação vêm, cada vez mais, se aproximando, fortalecendo laços de cooperação científica e tecnológica que beneficiam os dois lados do Atlântico. Associações científicas dos dois países dialogam de forma estreita, eventos binacionais são frequentes e existem alguns periódicos que salientam a lusofonia como um traço comum dos trabalhos realizados pelas duas comunidades. O próximo número da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, da UFSC, insiste na aproximação e convida os pesquisadores a submeter artigos que tragam resultados de estudos, relatos de experiência e reflexões críticas sobre o Jornalismo e a Mídia em Portugal. São esperados textos que abordem telejornalismo, radiojornalismo, ciberjornalismo, meios impressos, serviços em dispositivos móveis, e outras formas de difusão informativa. Ensino de comunicação, profissionalidade, mercado consumidor de informação, novas narrativas, ética, história e teoria também são de interesse da EJM para este número que não é exclusivo para os colegas portugueses. Evidentemente, contribuições de brasileiros que tenham o mesmo escopo também serão bem recebidas.
Todos os artigos devem ser submetidos eletronicamente.

Instruções de formatação: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/about/submissions#authorGuidelines
Deadline: 10 de setembro de 2012
Publicação: Dezembro de 2012

(reproduzido do site do POSJOR)

o futuro do jornalismo em 46 páginas

Chega à rede e pode ser baixado gratuitamente o sétimo número de Cuadernos de Comunicación, editado pela Evoca: El futuro del periodismo , com textos de Gumersindo Lafuente, Ramón Salaverría, Chiqui Esteban, Silvia Cobo, Juan Luis Sánchez, Ismael Nafría e Pepe Cervera.

Vá espiar o futuro, vá!

lei de acesso e jornalismo

O que esperar o jornalismo brasileiro após a entrada em vigor da Lei de Acesso às Informações Públicas?
Bem, eu tenho alguns palpites. Veja o que escrevi no objETHOS

sbpjor divulga chamada de trabalhos para 2012

(Reproduzido do site da entidade)

Os interessados em participar do 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que será realizado em Curitiba, podem enviar seus artigos de 15 de junho a 31 de julho. Esse é o mesmo período para submissão de trabalhos no II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo, que integra o evento.

O tema da décima edição do Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) é  “Pesquisa em Jornalismo na América Latina”.  De acordo com a diretora científica da associação, Luciana Mielniczuk, com a temática selecionada  “pretendemos intensificar o diálogo com os colegas pesquisadores de países vizinhos e que trabalham com problemáticas semelhantes”.

Os trabalhos dirigidos ao 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo podem ser inscritos em duas modalidades: Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas. Cada Coordenada pode ter de quatro a seis trabalhos, com pelo menos três autores doutores de diferentes instituições, e deve ser proposta por um associado pleno (doutor) da SBPJor.

Já no II Encontro de Jovens Pesquisadores, coordenado pelos professores Victor Gentilli e Josenildo Guerra, a única forma de submissão é em Comunicações Livres. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos em nenhum dos dois eventos, apenas para apresentá-los caso sejam aprovados.

Os artigos, que devem necessariamente ser inéditos, serão avaliados a partir dos seguintes critérios gerais: pertinência ao campo da pesquisa em jornalismo, relevância científica, explicitação do problema ou objetivo, adequação e atualização da bibliografia, qualidade da reflexão teórica, explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente), domínio da linguagem científica e adequação do título e das palavras-chave ao objeto de estudo. O resultado final da avaliação dos textos será divulgado no dia 25 de setembro de 2012.

O 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo acontece de 8 a 10 de novembro de 2012 na Pontifícia Universidade Católica  do Paraná (PUC-PR). A organização do evento ainda envolve a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

Confira a chamada completa aqui.

viu a piada do dia? ah, você não pode perder…

Se você é sensível a fortes emoções, prepare-se para se escangalhar de rir com o editorial de hoje do jornal O Globo, defendendo a Veja… Pior que isso, comparando as ligações entre a revista e Carlinhos Cachoeira com o caso Watergate…

Vou te falar, viu? Isso é que é senso de humor!

 

o que fazer: clicar ou salvar?

Em 1993, o fotógrafo sul-africano Kevin Carter capturou uma cena que alarmou o mundo e causou muita polêmica: uma criança famélica agonizava no chão sendo espreitada por um abutre. A foto feita no Sudão era uma denúncia gritante da fome nos países pobres da África, mas o retrato revelou muito mais. Fez com que jornalistas e autoridades discutissem os limites éticos dos repórteres fotográficos: no caso da criança sudanesa, Carter deveria registrar a cena ou espantar um virtual predador?

Passados quase vinte anos, o tema poderia ser rediscutido a partir dos registros que um homem fez de sua mulher sendo atacada por guepardos num parque safári na África do Sul. Archbald D’Mello alega não ter percebido que os felinos atacavam a esposa, que estava justamente no local celebrando seu aniversário de 60 anos.

Tudo bem que os casos são bem distintos. Uma turista idosa e uma criança descansando antes de chegar a um centro de donativos são “objetos” diferentes. Carter era repórter fotográfico, D’Mello uma testemunha. Mas pergunto: o que há de semelhante e coincidente entre os casos? Quem está por trás da câmera deve ter a mesma reação diante do perigo? O que poderia justificar a opção por clicar a cena em vez de tentar um salvamento? É legítimo falar em interesse público nos dois casos?

O que você pensa disso? Deixe o seu comentário.

Essas perguntas martelam minha cabeça nesta manhã ensolarada de domingo.

cinco desafios para o jornalismo investigativo

(publicado originalmente no objETHOS)

O jornalismo investigativo é uma vertente em franca expansão no país. Aparentemente otimista, a afirmação pode encontrar eco na respeitável quantidade de reportagens a que o público vem tendo acesso nas últimas duas décadas. O jornalismo investigativo prospera à medida que a democracia se fortalece e faz emergir escândalos, esquemas e facínoras. Mas aumenta o otimismo em torno desse tipo de jornalismo também quando se percebe o crescimento do interesse pelo tema, seja na forma de lançamentos editoriais ou na realização de eventos que o discutam. A criação da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) há dez anos ilustra isso com muita evidência. Numa escala menor, a realização do 2º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), nos dias 17 e 18 de abril, em Florianópolis, também reforça a cena.

O evento reuniu jornalistas e acadêmicos dos dois países para debater avanços na área, mas quero desatacar um punhado de aspectos que me inclino a pensar como desafios. Se o jornalismo investigativo tivesse uma agenda, penso que ela não poderia prescindir de enfrentar esses cinco desafios, colhidos a partir das falas de alguns convidados do Bapijor.

Terra sem lei

Num plano jurídico-institucional, duas condições são complicadoras do trabalho de profissionais e veículos: a ausência de alguns marcos regulatórios no setor da comunicação e a inexistência de sistemas garantidores para a atuação dos jornalistas. O professor Guillermo Mastrini, da Universidad Nacional de Quilmes, apresentou um levantamento de como os governos progressistas da América Latina vêm construindo formas de regulação da mídia em seus países. Na última década, Argentina e Venezuela têm se destacado em termos de política de comunicação, enquanto o Brasil demonstra pouca disposição para enfrentar o assunto. Perduram a concentração dos meios nas mãos de poucos controladores, a falta de transparência no sistema de concessões de radiodifusão, o vácuo jurídico criado com o fim da lei de imprensa e a total inexistência de uma lei geral de mídia eletrônica, entre outros impasses.

A diretora da Abraji, Luciana Kraemer, relatou que a Organização das Nações Unidas criou em março passado um plano de segurança para jornalistas, iniciativa que não contou com o voto da representação brasileira. A jornalista lembrou ainda da existência de um Sistema Internacional de Proteção aos Direitos Humanos, que abarcaria também violações à liberdade de expressão, dimensão diretamente ligada ao trabalho jornalístico. Em terras brasileiras, a alternativa para assegurar melhores condições seria a aprovação do Projeto de Lei nº 4575/2009, que prevê a crição de um programa de proteção dos defensores dos direitos humanos. Em tramitação no Congresso Nacional, a iniciativa já tem projetos semelhantes adotados em cinco estados: Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Pará. Mas enquanto o anteprojeto não é votado em plenário, o país fica sem oferecer um sistema nacional que proteja jornalistas, principalmente em investigações de casos que violem outros direitos humanos.

Empirismo e instinto

Em termos operacionais, outros três aspectos se colocam como desafios para o jornalismo investigativo: jornalistas precisam se aliar a profissionais da tecnologia; é necessário priorizar a sistematização de métodos de investigação; a mídia deve voltar a mira para si mesma.

Especializada em jornalismo em bases de dados, a jornalista Sandra Crucianelli é quase uma doutrinadora. Para ela, as condições atuais exigem que jornalistas adotem seus próprios meios de verificação de informação e se consorciem a programadores de sistema e especialistas em informática. Os repórteres precisam voltar a estudar matemática, disciplina de base para dar mais precisão e fidelidade aos relatos jornalísticos. Devem aprender linguagens computacionais, dominar ferramentas e aplicativos, aliar técnicas jornalísticas e tecnologia da informação, enfatiza.

Ao mesmo tempo em que Crucianelli abre o leque das possibilidades, acadêmicos e profissionais voltam seus olhares para o interior da atividade jornalística: na maioria das vezes, falta método e sobra intuição. A jornalista Daniela Arbex, uma das mais premiadas repórteres da sua geração, reconhece que impera o empirismo e o binômio tentativa e erro. Algumas técnicas de apuração são até compartilhadas, inclusive em cursos oferecidos pelos colegas de profissão, mas elas se restringem a um ou outro aspecto da investigação, completa o professor Samuel Lima, que pesquisa o assunto. Presumo até que, em se tratando de jornalismo investigativo, haja cuidados sobressalentes dos repórteres em dividir modus operandi que foram lapidados ao longo de suas carreiras e que se tornaram verdadeiros segredos da profissão. Preservar a técnica contribuiria para impedir avanços nos métodos na medida em que não se motiva sua discussão, nem se testa sua eficácia e alcance.

Do sigilo do repórter ao segredo das redações. Um último desafio para o jornalismo investigativo é voltar-se para a própria atividade profissional e levantar informações ocultadas para preservar situações particulares em detrimento do interesse público. No Brasil, vigora um acordo tácito que faz com que a mídia não cubra a mídia. Isto é, os meios de comunicação simplesmente preferem ignorar temas que tratem da política, economia, ecologia e cultura midiáticas, como se esses assuntos fossem de interesse restrito e não de caráter social. Evidentemente que a aplicação desses filtros alija o grande público de informações que podem impactar no seu imaginário e no seu cotidiano social. Se a mídia não cobre a mídia, que dirá investigá-la, questiona o jornalista Leandro Fortes.

Em tempos de CPI do Cachoeira, quando não só baluartes da moralidade são colocados na berlinda, mas a lama também parece atravessar a soleira de algumas redações jornalísticas, a ideia de contarmos com jornalistas investigando os negócios da própria mídia é muito atraente e oportuna. Uma agenda para o jornalismo investigativo não poderia prescindir de uma abordagem deste calibre sob pena de se esvaziar ética e moralmente.

mestrado em jornalismo com inscrições abertas

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) recebe até o dia 24 de abril inscrições para o Processo Seletivo 2012 para o seu Mestrado.

As informações detalhadas estão no edital, publicado em 15 de março. São 20 vagas, distribuídas em duas linhas de pesquisa: Fundamentos do Jornalismo, e Processos e Produtos Jornalísticos. As inscrições são gratuitas.

A seleção 2012 terá três fases:

1. análise de projetos e currículos dos candidatos (eliminatória)

2. prova de proficiência de língua inglesa (eliminatória e classificatória)

3. entrevistas com os candidatos (eliminatória e classificatória).

Outras dúvidas podem ser tiradas na seção Processo Seletivo no site do POSJOR ou pelo email posjor@cce.ufsc.br

o bapijor vai começar!!!

A segunda edição do Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) começa hoje às 9 horas no auditório da Reitoria da UFSC, em Florianópolis. O evento reúne pesquisadores e profissionais para debater avanços no jornalismo investigativo brasileiro e argentino, e vai até amanhã, 18.

São quatro mesas de debates, tratando de jornalismo investigativo em órgãos públicos, empresas e organizações; de riscos profissionais e de métodos de investigação. Entre as atrações estão os jornalistas Leandro Fortes (Carta Capital), Sandra Crucianelli (SoloLocal), Daniela Arbex (Tribuna de Minas), James Alberti (RPCTV) e Mylton Severiano (ex-Caros Amigos), e os pesquisadores Gullermo Mastrini, Lila Luchessi, Eduardo Meditsch, Francisco José Karam, Luciana Kraemer, Samuel Lima e Valci Zuculoto.

A programação – que prevê ainda lançamento de livros – pode ser conferida no site do Bapijor. O evento terá cobertura ao vivo pelo Twitter, pela conta do @objethos com a hashtag #bapijor

bapijor acontece amanhã e terça na ufsc

Está tudo pronto para o 2º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), evento que acontece amanhã e quarta, 18, no auditório da Reitoria da UFSC em Florianópolis.

O seminário vai reunir profissionais das redações, pesquisadores e estudantes para discutir avanços no jornalismo investigativo nos dois países mais influentes no subcontinente. Os palestrantes começam a chegar no final da tarde de hoje e passam a se concentrar para as quatro mesas programadas. O trabalho dos repórteres investigativos junto a políticos, a empresas e outras organizações, os riscos profissionais e os métodos para obtenção de informações serão assuntos garantidos nos debates. Além disso, amanhã, às 17 horas, acontece lançamento coletivo de livros, com coquetel aos participantes.

O Bapijor é uma promoção do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) e do Observatório de Ética Jornalística (objETHOS), com patrocínio da Fapesc e PRAE/UFSC, e apoio da Abraji, Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC), ACI, Fapeu e Departamento de Jornalismo da UFSC.

Mais informações em http://www.bapijor.ufsc.br

Está chegando a hora!

Mais informações:
http://www.bapijor.ufsc.br

faltam apenas dez dias…

Se você ainda não fez sua inscrição para o Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), corra! As vagas são limitadas e o prazo termina no dia 13 de abril.

O evento acontece nos dias 17 e 18 no auditório da Reitoria da UFSC, em Florianópolis, reunindo grandes nomes nacionais e internacionais da pesquisa e do jornalismo investigativo.

Mais informações em http://www.bapijor.ufsc.br

abertas as inscrições para 2º bapijor

Novidade!

Já estão abertas as inscrições para o Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor). O evento acontece nos dias 17 e 18 de abril no auditório da reitoria da UFSC, em Florianópolis. As vagas são limitadas a 200 inscritos. São três faixas de inscritos: alunos de graduação (R$ 10,00), alunos de pós-graduação (R$ 20,00) e jornalistas, professores e pesquisadores (R$ 40,00).

Os interessados devem acessar o site.

As inscrições vão até 10 de abril.

O Bapijor é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (POSJOR) e do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação Tecnológica de Santa Catarina (Fapesc) e Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PRAE). O evento conta com apoio da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) e Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

Mais informações: http://www.bapijor.ufsc.br

uai! cadê a crise que tava aqui?

A despeito dos abutres de plantão, o segmento de revistas cresceu no Brasil no ano passado. Não foi quase nada, mas pelo menos não caiu, né? Veja a matéria de Priscila Fonseca para o Comunique-se!

Nesta terça-feira, 13, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) divulgou os dados referentes à circulação de revistas no País durante o ano passado. Segundo os dados apresentados, esse tipo de publicação teve crescimento de 0,3% – comparando 2011 com 2010.
O IVC informa que as revistas mensais foram as que mais contribuíram para o resultado final, que registrou a “leve alta”. Os veículos publicados uma vez por mês tiveram aumento de 1,4% na circulação média. O formato – edição nova a cada 30 dias – é o mais comum no Brasil, com  154 títulos auditados pelo instituto.
Ao contrário das publicações mensais, o IVC divulga que as revistas de periodicidade semanal e quinzenal registraram, respectivamente, queda de 1,5% e 8,4% na circulação média. A segmentação por modelo de distribuição aumentou 1,6% na venda por assinatura, mas caiu 1,2% no avulso.
Apesar de alguns dos itens analisados terem fechado 2011 em declínio, o IVC considera que o resultado das revistas durante o ano passado foi positivo. A entidade avalia que o mercado de publicação impressa está movimentado. “O balanço também indica que o mercado vive momento bastante dinâmico, com surgimento de novos títulos e descontinuidade de outros já existentes”, diz o instituto.
Outro dado que contribui para a análise do IVC é a previsão de que muitas empresas de comunicação já acordaram em submeter as edições digitais das revistas para a auditoria, o que pode resultar no crescimento da circulação no fim de 2012. Sobre a digitalização dos veículos, a entidade entende que muitos editores “buscam explorar múltiplas possibilidade de segmentação do mercado ao leitor”.

os três porquinhos no the guardian

Tem muita gente comentando o novo comercial do jornal britânico The Guardian, em que a história dos três porquinhos é revisitada. O embate entre os suínos e o lobo é contado nas diversas mídias em que o diário opera, com o detalhe da participação das audiências. O filme é bem produzido, bem humorado e não fica apenas na “venda” do produto; tenta fixar uma ideia que marca o jornal… Divirta-se!

Igualmente ótimo é este de O Globo

jornalismo após wikileaks e news of the world

O World Press Freedom Committee e a Unesco promovem hoje e amanhã o seminário “A mídia mundial após o WikiLeaks e o News of the World”, evento que vai reunir jornalistas e experts de diversas partes do mundo para debaterem novos cenários para o jornalismo nos próximos anos. O seminário acontece nas dependências da Unesco em Paris, e é motivado pelos rebuliços provocados pelas ações do WikiLeaks e pelas escutas clandestinas que precipitaram o fechamento de um dos jornais mais tradicionais do Reino Unido.

Veja parte da programação:

Hoje, quinta, 16:
Painel 1 – Como os profissionais de mídia tratam o ambiente digital
Painel 2 – Profissionalismo e ética no ambiente de novas mídias depois do WikiLeaks e do News of the World
Painel 3 – Legislação internacional após WikiLeaks
Painel 4 – Relações entre governo e mídia depois do WikiLeaks

Amanhã, sexta, 17:
Painel 5 – Liberdade na internet após o WikiLeaks
Painel 6 – Jornalismo profissional e jornalismo cidadão trabalhando juntos após o WikiLeaks

Mais informações: http://www.unesco.org/new/en/communication-and-information/

Aaaahhhh!
Se você se interessa pelo tema, veja um livro sobre o WikiLeaks, um dossiê sobre o assunto e uma entrevista.

encontro de professores de jornalismo: mande o seu trabalho!

O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo informa que

Está aberto o período de submissão de trabalhos ao 10º Ciclo Nacional de Pesquisa e Extensão em Jornalismo, evento integrante do 14º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo 2012, que será realizado na Universidade Federal de Uberlândia (MG) entre 27 e 30 de abril. O Encontro é promovido pelo Forum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), com o apoio da Universidade Federal de Uberlândia e Fapemig.
Data limite para envio de artigos: 24 de Março de 2012
Participantes podem enviar seus trabalhos online para o endereço:
http://www.fnpj.org.br/soac/ocs/ submit.php?cf=24

não deixe de ir, professor…


Acesse o site do evento

uma saída para a ética jornalística

Em tempos de transformações tão profundas nos modos de se fazer jornalismo, nos relacionamentos entre jornalistas, meios e audiências, e nas próprias regras éticas, há quem sinalize saídas igualmente drásticas. É o caso do professor Anton Harber, que dirige o Programa de Estudos de Jornalismo e Mídia da Wits University, na África do Sul.
Para ele, a saída está na adoção de uma transparência radical como valor para a prática jornalística. É de se pensar…

The way the media works has changed, and the way journalists operate has changed, but the ethical and professional rules have stayed largely the same. The old rules were based on building trust between journalists and their audience, on a notion that there was a single truth to be relayed; now it needs to be built on encouraging informed scepticism, so that an active, participatory audience can assess credibility and authority and choose which of many versions and viewpoints to follow and believe.

To cope with this, journalists need to do more than enforce ethical codes more strongly, but there is a need to update the rules and practices and make them appropriate to this new world of instant, constant and fragmented news.

Fortunately, new media also gives us the tools to do this, and encourage fairness, balance and accuracy in journalism. The way forward lies in a commitment to a radical transparency – giving the audience the tools to understand how news is processed and selected, and the information that empowers them to assess its validity and credibility.

Leia na íntegra, no blog do autor.

cadê a crise dos jornais mesmo?

Toda vez que alguém anuncia o fim dos jornais e a crise dos impressos, afasto dois passos e olho de esguelha. Afinal, para sermos muito justos, o armagedon ainda não chegou por aqui, não é mesmo? A ruína que os abutres reverberam nos mercados norte-americano e europeu não se editou por aqui, ao menos por enquanto. Duvida? Então, veja a matéria de Anderson Scardoelli para o Comunique-se que atesta o crescimento no setor no ano passado…

O meio jornal teve crescimento de 3,5% durante o ano passado, revela os dados divulgados nesta quarta-feira, 25, pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), órgão responsável pela auditoria de jornais e revistas no País. A maior parcela deste aumento ficou sob responsabilidade das publicações consideradas populares, aquelas que são vendidas até R$ 1, que subiu 10,3%.

As vendas em bancas, chamadas de avulsas pelo instituto, também foram destaque para o meio de comunicação impressa do Brasil. Tendo como comparação o ano de 2010, a comercialização dos jornais por este nicho teve uma elevação de 4,6% no ano passado. Segundo os números do IVC, as assinaturas também registram alta durante 2011, alcançando 2,4% de aumento.

O IVC também anunciou que a média diária de circulação de jornais no Brasil chegou perto dos 4,5 milhões (precisamente 4.443.836) de exemplares. A entidade afirmou que o número, referente ao ano passado, marca o “novo recorde histórico para a auditoria”. O registro, porém, é válido em toda a circulação paga que tem o acompanhamento do instituto. OS veículos gratuitos não foram mencionados.

Crescimento também é a palavra usada para citar como foi a situação em 2011 dos jornais vendidos de R$ 1 a R$ 2. Neste caso, no entanto, o aumento não chegou ao meio por cento, fechando o ano passado com 0,3% a mais que em 2010.  Os títulos comercializados com preço superior a R$ 2 tiveram um resultado melhor; avanço de 1,6% na circulação. A auditoria não separou estes itens em assinaturas e avulsos.

Para o presidente do IVC, Pedro Martins Silva, o crescimento dos jornais em 2011 se deve ao aumento do poder aquisitivo das pessoas e também de um melhor preparo dos responsáveis pelas redações. “Esse segmento está sendo impulsionado pelo crescimento da classe C, que ganha corpo e traz um grande volume de pessoas com melhora no poder de compra. Por sua vez, os editores estão aproveitando o momento, oferecendo produtos adequados ao novo universo de leitores. A alta registrada em todo o meio solidifica a curva favorável vista nos últimos quatro semestres”.

Quer ter uma ideia de como anda o segmento dos jornais? O IVC não audita a circulação de todos os jornais do país, mas apenas dos seus filiados, que representam mais ou menos a metade dos exemplares que saem das rotativas. Hoje, estima-se que o mercado brasileiro tenha 8,5 milhões de exemplares diários de jornais. Veja a série histórica:

Ano

Exemplares/dia auditados IVC

Variação

2011

4,44 milhões

+ 3,5%

2010

4,29 milhões

+ 1,9%

2009

4,21milhões

– 3,4%

2008

4,35 milhões

+ 5%

2007

4,14 milhões

+ 11,8%

2006

3,70 milhões

+ 6,5%

2005

3,48 milhões

+ 4,1%

2004

3,34 milhões

+ 0,8%

2003

3,31 milhões

– 7,2%

2002

3,55 milhões

– 9,1%

2001

3,87 milhões

– 2,7%

2000

3,98 milhões

+ 8,81%

colóquio internacional sobre jornalistas na frança

Fábio Pereira, professor da UnB e um dos pesquisadores mais jovens e articulados do país na área, anuncia a chamada para trabalhos do colóquio internacional “O governo dos jornalistas: Formas e efeitos da ação pública sobre a informação, o grupo profissional e as empresas de comunicação”.

O evento acontece nos dias 11 e 12 de outubro em Rennes, França. E se você quer mandar propostas tem até 15 de fevereiro. As respostas da seleção saem em 31 de março.

Veja mais detalhes aqui.